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quinta-feira, 11 de maio de 2017
Digital Integration
A Digital Integration foi uma software house britânica especializada em simuladores, apresentando alguns jogos pioneiros, nomeadamente o primeiro simulador de voo verdadeiramente realista (Fighter Pilot), um simulador de motociclismo, TT Racer, que tinha a particularidade de colocar até 16 jogadores ao mesmo tempo (para isso era necessário a conexão via Interface One), e um simulador de trenós de corrida, Bobsleigh.
Não são muitos os jogos no seu catálogo do Spectrum, mas são de molde a conceder-lhe uma aura de respeito e de qualidade, que de resto foi também devidamente recompensado com boas reviews nas revistas da especialidade.
Jogos recomendados por Planeta Sinclair: Fighter Pilot, Bobsleigh, ATF, F16 Combat Pilot
domingo, 15 de janeiro de 2017
ATF
Nome: ATF
Editora: Digital Integration
Autor: Ian Beynon, Kevin J. Bezant
Ano de lançamento: 1988
Género: Simulador
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (em simultâneo)
Desde já fica aqui um aviso, ATF (Advanced Tactical Fighter) não é um jogo para principiantes. Não porque seja demasiado complexo ou até porque implique ler um manual com centenas de páginas como acontece com alguns simuladores de voo, mas porque são 21 teclas que temos que estar de olho. E apenas tendo duas mãos, a não ser que joguem com um parceiro, é complicado ter capacidade de reacção atempada, ainda por cima quando estamos perante um jogo extremamente rápido.
Mas ATF tem todos os predicados que fazem as delícias dos amantes de simuladores de voo. E uma novidade que pode fazer com que os mais virados para os jogos de arcada se interessem também por ATF: ao contrário da maioria dos restantes simuladores no mercado em que temos a vista através do cockpit do avião, aqui vemos o nosso avião à nossa frente, favorecendo a rapidez e fluidez da acção. Aliás, momentos mortos é o que ATF não tem.
Assim, depois de passarmos pelo mapa inicial onde visualizamos os alvos a abater e de rearmarmos o nosso avião com a habitual metralhadora, dois tipos de mísseis (ar-ar e ar-terra) e combustível, estamos aptos a levantar voo. Basta acelerar o avião e subir que imediatamente estamos no ar. O pior vem depois, pois hordas de inimigos aproximam-se e passamos o tempo a tentar abatê-los ou a desviarmo-nos. E este talvez seja o único ponto fraco deste jogo, é que os cenários e as missões são todas muito semelhantes e ao final de algum tempo sentimos falta de alguma variedade.
De resto estamos perante um jogo extremamente bem implementado (não é à toa que demorou 1 ano a ser programado), com gráficos e som bastante aceitáveis, e que mantém o nosso interesse por muito e muito tempo.
Uma curiosidade, este simulador coloca-nos aos comandos de um Lockheed YF-22A que não estava ainda em serviço em 1988, pelo que a Digital Integration optou por não especular muito sobre as características do avião, levando a que o jogo tivesse (felizmente) uma vertente mais de arcada.
Uma vez que as teclas não se encontram disponíveis no World of Spectrum nem em algum site que tenhamos pesquisado, aqui ficam as 21 que vão necessitar de memorizar:
. 5 a 8 - direcção
. 0 ou space - Tiro
. Q e A - aumentar e diminuir velocidade
. U - trem de aterragem
. L - aterragem automática
. T - seguir o terreno
. Sym shift - linhas de terreno
. J - desactivar sinal de radar
. C - computador de bordo
. D - seleccionar dados de bases aliadas ou inimigas
. E - seleccionar categoria da base de dados
. F - avançar
. R - recuar
. G - encontrar alvo mais próximo
. Enter - trancar base de dados
. M - lançar míssil
. N - Seleccionar míssil
sábado, 2 de julho de 2016
F-16 Combat Pilot
Nome: F-16 Combat Pilot
Editora: Digital Integration
Autor: Les Doughty, Lee Burns
Ano de lançamento: 1991
Género: Simulador
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1
Em primeiro lugar devemos avisar que este não é um jogo para qualquer pessoa. Para entrarmos minimamente no esquema, teremos obrigatoriamente que ler o manual com 100 páginas e ter muitas horas de voo antes de nos podermos aventurar pelas missões disponíveis. Além disso temos mais de 20 teclas para memorizar. Assim, quem não estiver na disposição de perder este tempo inicial, mais vale nem sequer carregar o programa e ir para um Afterburner, bastante mais simples, mas também menos compensador. Dito isso, podemos então avançar para a análise de F-16 Combat Pilot.
A Digital Integration é especializada em simuladores, tendo no seu portfolio várias pérolas. F-16 foi a última delas para o Spectrum e demorou nada mais, nada menos, que 9 anos a ser desenvolvida. E valeu bem a pena a espera, pois este é mesmo o supra sumo do género.
Assim que nos iniciamos nesta aventura, será conveniente criarmos o nosso log, e ir gravando os dados do jogo, pois irão ser precisos mais à frente se quisermos desbloquear a última missão. Depois, poderemos inciarmo-nos no modo de treino para tomarmos o gosto à coisa, e, já agora, para não destruirmos muitos caças e não ficarmos com um currículo indesejável e que depois poderia vir a fechar algumas portas.
Depois de já termos umas boas horas de voo, poderemos então experimentar as missões. São 6 à nossa escolha, e apenas se lamenta não estar disponível para o Spectrum a missão Gladiator que colocaria 2 jogadores em confronto. Mas as que estão disponíveis já dão pano para mangas, a saber:
- Scramble - perseguição no ar
- Hammerblow - eliminar alvos militares em terra
- Deepstrike - eliminar alvos vitais em terra
- Tankbuster - batalha aérea e em terra
- Watchtower - missões de reconhecimento
Só depois de sermos bem sucedidos nestas 5 missões temos currículo e autorização para avançar para a última missão, Operation Conquest. Aqui, em vez de assumirmos o comando de um caça de forma individualizada, participamos nas missões em modo de esquadrão. O jogo de equipa é fundamental e temos que antecipar aquilo que os nossos colegas de voo irão fazer.
Mas também em termos de armamento a complexidade é imensa. Cada uma das armas ao nosso dispor tem uma função específica e também aqui teremos muito que aprender e experimentar, se queremos ser bem-sucedidos nas missões em que participamos.
Logicamente que dada a complexidade do jogo, são muito poucos os que se vão aventurar por aqui, e ainda menos aqueles que vão conseguir colocar o avião no ar (que até é relativamente simples). Mas para os mais persistentes, podemos dizer que vale a pena todo o trabalho, pois não conhecemos para o Spectrum um simulador tão realista como este.
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