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domingo, 25 de dezembro de 2016

Moley Christmas


Nome: Moley Christmas
Editora: Your Sinclair
Autor: Gremlin Graphics Software Ltd (Shaun Hollingworth, Peter M. Harrap, Chris Kerry)
Ano de lançamento: 1987
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Moley Christmas foi a surpresa de Natal de 1987 da Your Sinclair que ofereceu uma mini-aventura de Monty aos britânicos, aos assinantes da revista, e a alguns felizardos que viviam fora de Inglaterra (infelizmente, na maior parte das vezes as cassetes não acompanhavam a revista para quem a comprava em Portugal, o que não foi aqui o caso, pois esta chegou mesmo ao nosso país).

Apesar de Moley Christmas ter apenas 6 cenários ou níveis contém alguns dos personagens mais famosos da série. E também as temíveis plataformas com padrão aleatório que nos esborracham e que não há meio de evitar a não ser confiando na sorte. De resto, quem conhece as aventuras anteriores de Monty, não irá aqui ver nada de novo.

Quanto aos níveis, temos:
. Nível 1: começamos na sede da Gremlin Graphics e temos que apanhar todos os objectos e finalmente o disco com a próxima edição da Your Sinclair.
. Nível 2: na sala de masterização mais uma vez temos que apanhar todos os objectos e no final deixar que a bobine nos caia em cima.
. Nível 3: na sala de duplicação temos que tocar na bobine que vai permitir criar as oito cassetes que teremos que levar para os escritórios da Your Sinclair.
. Nível 4: Já em plena M1, temos que chegar à Your Sinclair levando as oito cassetes e evitando ser atropelado.
. Nível 5: estamos agora nos escritórios da Your Sinclair, e quem diria, está cheio de inimigos. Temos que apanhar todos os objectos e chegar à porta de saída.
. Nível 6: temos que levar quatro embalagens para os distribuidores, mas para isso temos que passar uma estrada muito movimentada (muitas parecenças com as aventuras do Horace) sem ser atropelado.


Sendo um jogo com distribuição gratuita, lançado em plena época de ouro do Spectrum, não se podia pedir muito. E a realidade é que Moley Christmas, apesar de ser pequeno, está muito bem implementado, com gráficos e som agradáveis, constituindo a aventura perfeita para o dia de Natal.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Avenger


Nome: Avenger
Editora: Gremlin Graphics Software
Autor: Shaun Hollingworth, Peter M. Harrap, Chris Kerry, Greg A. Holmes, Steve Kerry, Ben Daglish, Colin Dooley
Ano de lançamento: 1986
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Avenger é a sequela de The Way of the Tiger, um dos mais famosos jogos de artes marciais e que lutou com The Way of the Exploding Fist pelo galardão de melhor beat'em'up. Mas a realidade é que Avenger pouco ou nada tem a ver com o seu antecessor.A própria história também pouco tem a ver com The Way of the Tiger.

Yaemon, o Grão-Mestre da Chama matou o nosso pai adoptivo, Naijshi, e roubou os pergaminhos sagrados de Ketsuin, e cabe a nós recuperar os pergaminhos. A nossa confiança é tal que prometemos ao Deus Kwon que íamos levar a bom termo a nossa missão, não obstante termos que por vezes invocar o seu nome para nos ajudar, restabelecendo a nossa energia.


Estamos então perante um jogo muito ao estilo de Gauntlet, com o nosso herói a ter que percorrer um palácio labiríntico à procura das chaves que nos dão acesso às diversas salas, até por fim encontrarmos o pergaminho sagrado. Claro está que as salas estão repletas de inimigos que temos que ir eliminando, única forma de levarmos a bom porto a nossa missão.

Apesar de um elevado grau de dificuldade, Avenger é um jogo em que se entra com muita facilidade. Os gráficos muito coloridos, são excelentes, o scroll bastante aceitável, embora seja um pouco confuso enquanto não nos habituamos ao facto de que regularmente dá um "salto" para novo ecrã, e o som bastante razoável, também. A única coisa que se lamenta é a falta da opção de teclas redefiníveis.


Para aqueles que gostam de jogos em que mapear é fundamental, é obrigatório experimentarem Avenger, um dos melhores programas do género.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Footballer of the Year


Nome: Footballer of the Year
Editora: Gremlin Graphics Software
Autor: Greg A. Holmes, Peter M. Harrap, Chris Kerry, Steve Kerry
Ano de lançamento: 1986
Género: Simulador
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

De vez em quando aparecem jogos como este Footballer of the Year. Programas com uma série de erros óbvios (tão óbvios que dá ideia de que foi feito à pressa), com pouca ou nenhuma diversidade, mas que nos dão um gozo danado e que dificilmente o largamos. E já agora, este jogo seguramente também serviu de inspiração para ZX Striker, do português Valdir, e que já aqui foi analisado.

O objectivo é apenas um: ganhar o galardão de jogador do ano. Para que isso aconteça, temos que marcar golos, muitos golos. E para que se possa marcar golos, temos que ir comprando as fichas que dão direito a tentarmos meter a bola na baliza.

Começamos o jogo seleccionando o clube onde queremos jogar, a nossa nacionalidade (importante, pois também participamos em jogos internacionais quando formos seleccionados, e a divisão onde queremos jogar. Podemos escolher da quarta divisão inglesa, até à primeira, mas poderemos também optar por uma super liga. E aqui começam os erros básicos. O nosso país está representado apenas por dois clubes, o Benifica (???) e o Lisbon (???). Presume-se que queiram dizer Benfica e Sporting, mas para quem se propõe a criar um jogo de futebol, deveria pelo menos estudar um pouco melhor o assunto.

Depois de todas as configurações base definidas, temos acesso a um menu inicial, onde poderemos ver o nosso nível, a nossa classificação (mais um erro de programação, pois a classificação é feita de forma quase errática), comprar a nossa transferência para outro clube (e por vezes somos transferidos sem que possamos sequer recusar, mesmo que seja para um escalão inferior), aceder a uma espécie de lotaria que nos pode dar ou retirar mais dinheiro e fichas de jogo e, finalmente, aceder à partida.


Para acedermos à partida temos que ter fichas de jogo disponíveis. Tendo-as, poderemos então escolher participar (ou não). E fazemo-lo com base na importância do jogo, mas também no número de oportunidades que teremos para marcar golo, que varia entre 1 e 3. Ao início aconselha-se apenas a escolher partidas que confiram pelo menos duas oportunidades de golo.

Ao entrarmos numa partida, esta começa logo com uma situação de remate à baliza (pode também ser um penalti). Teremos que muito rapidamente posicionar a bola e fazer o remate, tentando que o guarda-redes não a segure. Só marcando golos ajudamos o nosso clube a subir de divisão e a aumentarmos o nosso nível, que nos possibilitará mais à frente, quando estivermos nas primeiras divisões, concorrer ao galardão de futebolista do ano.

Assim, o jogo pouco mais tem do que isto que aqui referimos. A diversidade é muito pouca e rapidamente entramos no esquema da marcação de golos. Mas mais dificilmente o largamos, pois Footballer of the Year é simplesmente aditivo e viciante.

terça-feira, 26 de julho de 2016

Vampire´s Empire


Nome: Vampire's Empire
Editora: Gremlin Graphics Software
Autor: Magic Bytes, Micro-Partner
Ano de lançamento: 1988
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

A Gremlin Graphics até tinha reputação de lançar jogos jeitosos, mas quando contratou a Magic Bytes para implementar este jogo, deu um verdadeiro tiro no pé. E o que não é de estranhar, já que no currículo da Magic Bytes estão autênticos flops como Clever & Smart, Pink Panther ou Tom & Jerry 2, e que nem o facto de serem licenças da BD os salvou. Aliás, ainda há pouco tempo aqui falámos do problema que por vezes acontece quando se resolve pegar em licenças.

Tal como o nome dá a entender, é de vampiros que se trata aqui. Temos que entrar no reino do Lorde dos Vampiros, movimentarmo-nos por uma série de corredores e salas, encontrar o Conde Dracula e destruí-lo. O problema é que o jogo está tão mal implementado que é um verdadeiro tormento fazermos qualquer tipo de movimento. Quando chegamos ao pé de escadas, então, é hilariante (no mau sentido), pois espalhamo-nos sempre ao comprido. Pelos vistos a Magic Bytes não aprendeu com os erros de Clever & Smart e de Pink Panther, que sofria de problemas semelhantes ao nível da jogabilidade.


A sensação que fica é que os programadores esqueceram-se do jogo. Criaram uns cenários engraçados, pensaram numa história, que não sendo original, até poderia dar um bom jogo, e ficaram-se por aqui. E é pena, pois por muito que se tente achar piada a Vampire´s Empire, o facto de não conseguirmos chegar a lado algum faz com que desistamos rapidamente dele. É mais um caso em que se ficou pela ideia, apenas.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Auf Wiedersehen Monty


Nome: Auf Wiedersehen Monty
Editora: Gremlin Graphics Software
Autor: Shaun Hollingworth, Peter M. Harrap, Chris Kerry, Steve Kerry, Colin Dooley, Greg A. Holmes, Terry Lloyd, Ben Daglish
Ano de lançamento: 1987
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A par do mineiro Willy, a toupeira Monty foi um dos heróis mais brilhantes do Spectrum, dando origem a uma série jogos inesquecíveis. Este é o quarto jogo da série, e na nossa opinião o melhor.

O ponto de partida é o final do terceiro jogo da série, em que Monty tinha sido encarcerado em Gibraltar. Agora, perseguido por todos, a única escapatória para conseguir ter uma vida livre e sossegada, é desempenhar uma série de tarefas e recolher dinheiro suficiente para comprar a ilha de Montoss na Grécia. Para isso tem que deambular Europa fora, recolhendo objectos, comprando viagens de avião para se deslocar para locais doutra forma inacessíveis, e evitar os muitos inimigos e obstáculos com que se lhe deparam na sua caminhada.

Estamos assim perante um típico jogo de plataformas, que vai beber muito a Matthew Simth e aos jogos da série Manic Miner / Jet Set Willy. Ou seja, aquilo que não nos mata é para apanhar, estando alguns dos objectos nos locais mais inimagináveis.


Mas o jogo não se limita a um mero exercício de precisão. As células cinzentas também vão ser exercitadas, já que temos que ir recolhendo os objectos de um país para outro, à semelhança do que acontece nos jogos de aventura. E se tivermos em conta que Monty só pode carregar quatro objectos de cada vez, incluindo as passagens de avião que lhe permitem deslocar-se entre os aeroportos, chega-se à conclusão que a tarefa é bem árdua.


Os gráficos são uma pequena maravilha, bastante coloridos mas sem problemas de colour clash, o som é bom e o resultado final é um dos melhores jogos que já foram feitos para o Spectrum, combinando o melhor dos jogos de plataformas e aventuras.