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terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Doc the Destroyer


Nome: Doc the Destroyer
Editora: Melbourne House
Autor: Beam Software
Ano de lançamento: 1987
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Doc the Destroyer é uma original aventura que consegue juntar inúmeros estilos. Assim, consegue combinar os ambientes das aventuras gráficas, com estratégia e com momentos puros de pancadaria (beat'em'up). E o que normalmente acontece em jogos que não são carne nem peixe é que não conseguem ser bons em nenhum dos estilos, precisamente o que acontece aqui.

Nesta aventura assumimos o papel de Doc, um viajante do tempo que entra na cidade de Dome à procura da sua máquina do tempo. Mas a cidade está infestada de inimigos e muitas vezes temos que tomar decisões como a de atacar, fugir, ou até tentar sorrateiramente contornar os nossos oponentes. Por vezes teremos também que interagir com eles, já que é a única forma de obtermos as pistas que nos levam até à máquina que nos permite fugir da cidade.


Aliás, o elemento de estratégia começa logo no início do jogo quando temos que escolher as características da nossa personagem, nomeadamente a força, resistência, inteligência, carisma e sorte. E é bom que façamos uma escolha apropriada, pois isso irá definir depois o sucesso ou insucesso da nossa missão.

Mas realmente o que deita tudo a perder neste jogo são os (muitos) momentos em que temos que enfrentar os nossos inimigos, pois limitamo-nos num cenário insípido a tentar golpeá-los e, ao mesmo tempo, evitar sermos atingidos. E esta parte torna-se extremamente monótona (fazendo lembrar Fighting Warrior, também da Melbourne House, e que sofre dos mesmos defeitos), ao ponto de rapidamente nos fartarmos do jogo.


Resumindo, Doc the Destroyer até tinha potencial para ser uma aventura interessante se dispensasse a parte da acção. Assim é apenas mais um jogo que não acrescenta nada ao género.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Aaargh!


Nome: Aaargh!
Editora: Melbourne House
Autor: Binary Design
Ano de lançamento: 1989
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Olhando para Aaargh! não diria que estávamos perante um jogo de 1989, quando o nível de programação já tinha um certo nível de sofisticação, mas sim de 1982 ou 1983. Isto porque o jogo é básico a todos os níveis.

Assim, a ideia do jogo é apanhar ovos. Num cenário único por nível, que nos apresenta vários tipos de cidades, todas bastante desinspiradas, por sinal, temos que ir destruindo os edifícios a murro ou incendiá-los até encontramos um ovo escondido nos escombros.


Depois de encontramos o ovo (existem 5 ovos em 10 cidades, o que quer dizer que nem todas têm bónus), poderemos voltar para a nossa cave, onde teremos que lutar com um dragão, numa sequência ainda mais desinspirada e monótona.

Aliás, monotonia é o que não falta neste jogo. A sua maior pecha é mesmo a falta de conteúdo, pois aparte andarmos ao murro a edifícios do nosso tamanho (???) ou a um dragão, pouco mais resta para fazer.


Os gráficos não fogem à mediocridade e o som é apenas mediano, não contribuindo para salvar um jogo que que pouco ou nenhum interesse tem. Por outro lado, o sistema de multiload é terrível, pois de cada vez que perdemos, teremos que rebobinar a cassete, independentemente de termos ou não passado de nível. É caso para dizer aaargh!

domingo, 10 de abril de 2016

The Hobbit


Nome: The Hobbit
Editora: Melbourne House
Autor: Beam Software
Ano de lançamento: 1982
Género: Aventura de texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Número de jogadores: 1

As obras de Tolkien proporcionaram muitos jogos para o Spectrum. The Hobbit foi a primeira delas, e também foi uma das primeiras aventuras de texto a aparecerem para esta plataforma. Estávamos em 1982, o Spectrum ainda era uma criança e os jogos da altura pouco evoluídos. Daí que quando surgiu The Hobbit, com gráficos bastante agradáveis e um texto básico mas bastante perceptível, em especial para quem não tinha a língua inglesa como língua-mãe, o sucesso tenha sido imediato, mesmo tendo como mercado-alvo os apreciadores do estilo aventura.

É óbvio que estamos perante um programa bastante datado. Milagres não existem (bem, talvez existam nas obras do Tolkien), pelo que a apreciação global sofre inevitavelmente com isto. Apesar da simplicidade do jogo, há alguns pormenores (e bugs) que até se desculpam, tendo em conta a sua respeitável idade.


Os gráficos, conforme já referido, são agradáveis, mas demoram a carregar (situação usual nos primeiros anos do Spectrum), contribuindo um pouco para a lentidão no desenrolar da história. Os comandos são os habituais em jogos do género, bastante intuitivo e que mesmo os menos habituados a estas aventuras conseguem entrar facilmente na história. Pena que o conteúdo não seja assim tão grande (o jogo tem menos de 25 screens), retirando-lhe alguma longevidade. Mas dado estarmos perante um produto pioneiro, tudo se perdoa...

quinta-feira, 31 de março de 2016

Wham! The Music Box


Nome: Wham! The Music Box
Editora: Melbourne House
Autor: Mark Alexander
Ano de lançamento: 1985
Género: Utilitário
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: NA
Número de jogadores: 1

Em 1985 os Wham! estavam no auge da popularidade, com músicas como o Careless Whisper e o Freedom a baterem os tops de todo o mundo. Aproveitando a onda, a Mebourne House lançou um excelente programa de música que permite criar as nossas próprias melodias, além de termos logo acesso a 5 dos maiores êxitos da banda, os dois temas já referidos, Tropicana, Young Guns e Bad Boys.

Aliás, aconselha-se mesmo a começar por aqui, não só porque as melodias estão muito bem recriadas neste programa, mas para ver a mecânica de funcionamento deste utilitário (podemos transpor estas melodias para a pauta). Conveniente será percebermos alguma coisa de música (além de ser essencial lermos o manual), pois teremos que lidar com a pauta (cada letra representa uma nota musical), compassos, oitavas, e demais figuras que os músicos amadores e profissionais tão bem conhecem. Temos também possibilidade de inserir na música que estamos a criar variados efeitos, e até percussão, dando um toque mais profissional a este programa.


Tal como poderíamos esperar, este não é um programa em que se consiga entrar de imediato. É necessário estudar o próprio programa e muita tentativa e erro até estarmos aptos a criar as nossas primeiras melodias. Mas vale a pena perder-se inicialmente este tempo, pois não conhecemos outro utilitário do género que tenha tão grande facilidade de uso e que nos envolva como este. Não é por acaso que foi amplamente utilizado por muitos programadores para inserirem a música nos seus programas.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Sports Hero


Nome: Sports Hero
Editora: Melbourne House
Autor: Beam Software
Ano de lançamento: 1984
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não aplicável
Número de jogadores: 1

O termo de comparação para os simuladores de desportos é sempre o Daley Thompson's Decathlon. Foi um dos primeiros a aparecer e que balizou os jogos futuros. Este título apareceu sensivelmente na mesma altura, mas fica muito a perder em relação ao primeiro. isto apesar de ter sido programado por uma editora insuspeita, como é o caso da Melbourne House, famosa por grandes utilitários e aventuras de texto.

Sports Hero é assim mais um jogo que pretende simular uma série de eventos olímpicos, sendo a rapidez de movimentação das teclas factor essencial para se conseguir avançar no jogo. Mas ao contrário do Daley Thompson's Decathlon, que simulava os 10 eventos do decatlo, aqui apenas temos 4 eventos: 100 metros, 100 metros barreiras, salto em comprimento e salto à vara. Para se avançar de um evento para outro teremos que nos qualificar, doutra forma o jogo termina aí mesmo.


O  som é praticamente inexistente, e os gráficos cumprem perfeitamente com a missão. No entanto, estando apenas perante quatro eventos destruidores de teclas, a longevidade do jogo é bastante limitada. Sendo assim, aconselha-se este jogo apenas para os apreciadores do género e não tem o já referido Daley Thompson's Decathlon. Basicamente é um jogo sem história e que também não deixa grandes saudades.