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terça-feira, 19 de maio de 2020

The Lost Treasures of Tulum


Nome: The Lost Treasures of Tulum
Editora: Retroworks
Autor: Sejuan, WYZ, Utopian e Metalbrain
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Um novo jogo da Retroworks é sempre um acontecimento especial. Cada um dos seus trabalhos, além de tecnicamente ser perfeito ou estar muito próximo disso, é alvo de todo os cuidados e detalhe, desde a história, passando pelos extras que acompanham os seus lançamentos digitais ou edições físicas, até às vertentes intrínsecas que fazem parte parte do jogo, isto é, o grafismo, som, jogabilidade, etc.. Não obstante, e apesar de The Lost Treasures of Tulum incluir todos estes predicados, e ser um bom jogo, não achámos que estivesse ao nível de alguns outros desta editora. Mas isto apenas porque as expectativas criadas são sempre enormes. Estamos mal habituados, reconhecemos...

A história remete-nos para o antigo império Asteca. Assim, Coatlicue era reverenciada como a mãe dos Deuses, representada como uma mulher vestida com uma saia de cobra. Os seios estão descaídos,  simbolizando a fertilidade, e com um colar com mãos e corações humanos que representam a vida. Tinha como marido Mixcoatl e morava na colina de Coatepec, estando em penitência, varrendo. E certo dia, enquanto varria, uma bela pluma caiu do céu, tendo-a apanhado e colocado no peito. Quando terminou de varrer, procurou a pena, mas não a encontrou. Naquele momento ficou grávida do Deus Huitzilopochtli (Deus do Sol). Aquela misteriosa gravidez ofendeu os seus quatrocentos filhos (os Deuses das Estrelas Centzon Huitznáhuac) que, instigados por sua irmã Coyolxauhqui (Deusa da Lua), decidiram matar a sua mãe. Mas Huitzilopochtli, filho recém-nascido de Coatlicue, defendeu a sua mãe, matando a sua irmã e seus irmãos, salvando-a.

Até aqui tudo típico das lendas astecas, com muito sangue e crimes pelo meio, mas o nosso protagonista, Juanín Joe Díaz, encontrou um pergaminho antigo no México, numa das tumbas que estava a explorar. Nesse pergaminho, uma história estranha foi narrada dizendo que Coatlicue fugiu dos vales Tollan-Xicocotilan, dando a entender se foi esconder no templo de Tulum, que na época era conhecido como Zamá (na linguagem Maia significa amanhecer), ajudado pelo seu filho Sol e perseguido pelo espírito de sua filha Lua. Juanín ficou tão impressionado com a lenda, que decidiu seguir as indicações do pergaminho para aceder à área de Tulum, onde aparentemente estavam localizados as alas de Coatlicue. No entanto, assim que entrou, ficou preso, e agora, a única forma de escapar é conseguir recolher as jóias deixadas por Coatlicue, com a ajuda do Deus Sol, e evitando os ataques dos Deuses das Estrelas e as maldições da Deusa da Lua.

A história é complexa, mas fundamental para percebermos o jogo, dando dicas sobre como se levar a missão a bom termo, isto é, ajudar Juanín a escapar do templo.


Iniciamos a missão numa gruta secreta do templo de Tulum. A escuridão é quase total, mas temos uma tocha em nosso poder, e esta vai alumiando o caminho. O efeito, mesmo não sendo inovador (Dark Castle já utilizava esta mecânica, por exemplo), é sempre visualmente muito interessante, sendo um chamariz muito forte para se ir avançando. E já que falamos em avançar, temos que o fazer da forma mais cautelosa possível, pois as grutas estão recheadas de armadilhas (espigões), que assim que lhes tocamos, rapidamente nos roubam energia, medida pela barra superior. Quando esta se esgota o jogo termina (apenas temos uma vida). Estes espigões estão colocados, como seria de esperar, nos locais menos convenientes, sempre prontos a aparar as nossas quedas (os astecas eram crédulos e sanguinários, mas não eram estúpidos).

Mas as armadilhas não são os únicos obstáculos com que temos que nos preocupar. A patrulhar as salas, uns segundos depois de entrarmos, aparecem os inimigos. Estes terão que ser evitados a todo o custo, pois a única forma de os eliminar é estranha. Não a forma em si, à lei de chicote, mas porque antes deste poder ser usado, teremos que deitar fora a tocha. Sem a tocha deixamos de ver os novos caminhos (os que já percorremos continuam alumiados), pelo que teremos que voltar a apanhá-la no facho amarelo que representa a tocha eterna, normalmente junto ao ponto onde iniciámos o nível. Uma outra situação estranha, mas que neste caso até joga a nosso favor, está relacionada também com esta questão. Assim, quando os inimigos entram numa zona escura, isto é, não alumiada, simplesmente desaparecem. Além disso não são particularmente inteligentes, pois amiúdes vezes caem nas armadilhas.


Embora sendo estranho termos que lançar fora a tocha para se utilizar o chicote, esta acção acaba por ter uma utilidade. Assim, quando a atiramos, a tocha percorre horizontalmente o ecrã, alumiando por momentos o caminho e revelando as jóias que necessitamos para passar o nível, pressupondo que essas se encontram no trajecto percorrido pela tocha.

Para se conseguir passar de nível é necessário recolher todas as jóias. Apenas nessa altura se abre a porta que permite avançar para a sala seguinte. Por vezes encontram-se algumas arcas, ocultas na escuridão, que depois de abertas, poderão conter alguns objectos, nem todos úteis. Estes são:
  • Jóias: são necessárias quatro para passar de nível e também aumentam a energia. Não se encontram nos baús. 
  • Chave: permite passar de nível sem a necessidade de apanhar as jóias. 
  • Lua: representa Coyolxauhqui, um Deus menor, filha de Coatlicue. Envolve-nos na escuridão.
  • Sol: Huitzilopochtli, outro Deus menor, que ajuda iluminando a gruta.
  • Coração - permite recuperar a energia.
Periodicamente encontramos uma gruta sem inimigos. Mas não se pense que a tarefa se torna mais fácil, pois nesses níveis não existe a tocha eterna e por isso o nível não vai ficando iluminado. Teremos que o percorrer pé ante pé, com o máximo cuidado, pois um passo em falso e caímos numa armadilha. Aliás, muitas das vezes teremos mesmo que usar a nossa intuição para prever onde se encontram os espigões ou as videiras que permitem trepar, alcançando as plataformas superiores, ou simplesmente para não cairmos no desconhecido.


Os gráficos e cenários estão ao nível habitual da Retroworks, embora tanto colorido provoque algum attribute clash, não que este nos preocupe minimamente. Tal como a melodia bastante atmosférica, criando o ambiente perfeito para um jogo com as características deste. E a jogabilidade é também muito boa, com um nível de dificuldade ajustado, dificil, mas não que impeça mesmo os mais aselhas de avançarem. Capacidade de memorização é exigida, pois estando os níveis escondidos, isto é, não alumiados, sabermos onde se escondem as armadilhas é meio caminho andado para o completarmos. A curva da experiência é assim bastante intensa, e é daqueles desafios que além de ter o toque de "vamos lá tentar mais uma vez", permite também ir um pouco mais longe de cada vez que se joga.

Então porque é que achámos que The Lost Treasures of Tulum não estava ao nível de excelência de outros jogos da Retroworks. É certo que não se pode ter um The Sword of Ianna todos os meses, mas este parece-nos curtinho. São apenas 24 níveis, que se consegue terminar ao final de meia hora. Além disso aconteceu algo muito estranho, pois quando completámos o nível 19, apareceu uma imagem da Deusa e o jogo foi abaixo. No entanto, já vimos o jogo a ser terminado e tem 24 níveis. Algo inexplicável aconteceu, portanto.

Resumindo, The Lost Treasures of Tulum é um jogo divertido, com um "instant appeal" enorme, capacidade de nos prender, mas que mesmo assim fica aquém de outros lançamentos dos mesmos autores. É mau? De forma alguma, simplesmente não é excelente, o que não deixa de ser ingrato como conclusão para um produto que vai ser do agrado de todos.

terça-feira, 7 de abril de 2020

Dungeons of Gomilandia


Nome: Dungeons of Gomilandia
Editora: Retroworks
Autor: Pagantipaco e Utopian
Ano de lançamento: 2020
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Não vamos criar suspense: Dungeons of Gomilandia é muito bom. Aliás, é mais que isso, é excelente, é um dos melhores jogos dos últimos anos (e tantos e tão bons saíram ultimamente). Tivesse saído nos anos 80, e teria vendido aos milhares e sido um sucesso imenso. Faz lembrar Solomon's Key ou o mais recente Fire'n'Ice, apenas para referir dois dos melhores jogos do género. Saiu da mente de Pagantipaco e Utopian, responsáveis por The Sword of Ianna, e vai perpetuar ainda mais a fama desta dupla. Mas comecemos então do início...

Assumimos uma personagem bem conhecida da Retroworks, Gominolo (de Gommy, Defensor Medieval). Na realidade também podemos assumir o papel de Teodoro (Teodoro No Sabe Volar), mais à frente veremos como. E para quem não conhece nenhuma delas, pode consultar a review de Retroworks Mini. Seja como for, o nosso pretendente a herói percebeu subitamente que o exército invasor se tinha retirado. Exultou estridentemente, de forma feliz e orgulhosa, e desceu a correr as escadas da torre para comunicar as boas novas ao Rei e reclamar a sua recompensa. Quando chegou à sala do trono, tudo estava calmo e o monarca descansava no seu trono, quieto, demasiado quieto até. E assim que Gominolo (ou teodoro) se aproximou, o Rei, ou o que restava dele, desabou como um castelo de cartas, apenas ficando os ossos.

A situação piorou quando de repente aparecem cordas de todo o lado, amarram o nosso herói e vindo das sombras surge o monarca inimigo, dizendo: "Pensavas que tinha ganho, na realidade apenas te estavas mantendo entretido. Queres uma recompensa e vais tê-la. A melhor de todas. O teu próprio calabouço, aquele do qual nunca alguém saiu vivo."

O chão abriu-se sob Gominolo, e este caiu no abismo. Ao aterrar no chão, deparou-se com uma sala à qual não se vislumbrava o seu final, dominada por uma estranha criatura empoleirada numa coluna, com os olhos cobertos por uma venda, longos cabelos brancos e uma coluna nas costas sob a qual parecia descansar um corvo e um monstro vermelho, que lhe gritou: "Eu sou a personificação desta masmorra, criada para julgar e aprisionar ao mesmo tempo. Somente os justos, inocentes e aqueles que se mostrem merecedores conseguirão sair dela. Para isso tens que em cada cela encontrar a chave e abrir a porta. Mas corre! O tempo é muito curto e se ficares parado, serás sentenciado. "

Gominolo correu para a chave e abriu a porta. Apenas para ir parar a outra cela, com outra chave e outra porta! Quantas haveria? Ninguém sabe, nunca ninguém saiu daqui vivo.


A primeira coisa que se deve fazer, ainda antes de começar o jogo, é ler as instruções. Não que essas sejam particularmente complexas, mas é fundamental conhecer as características de cada peça, se queremos chegar ao final do nível. E para isso a Retroworks, não só disponibiliza uma lindíssima capa para quem quer criar a sua própria cassete, contendo tudo aquilo que é necessário para se conseguir jogar convenientemente, mas ainda acrescentou um poster, e até um manual com 20 páginas, contendo uma BD com a história do jogo e as próprias instruções. Já calculamos o que isso queira dizer: uma edição de luxo à semelhança do que se passou com The Sword of Ianna e Retroworks Mini, incluindo todo este material e, quem sabe, o Dandanator... Venha ela, para fazer companhia a estas duas caixas que aqui temos tão bem guardadas.

O que há a fazer, então? A masmorra de Gomilandia está dividida em celas ou quartos, como preferirmos. Cada quarto tem uma porta que deve ser aberta com uma chave. Temos que conseguir recolher a chave e chegar à porta que nos leva para o nível seguinte. Existem 55 quartos, sendo o último meramente de celebração. Cada um destes quartos apresenta um quebra-cabeças diferente, e um tempo demasiado curto para o resolver. Assim, a estrutura do quarto é constituído por diversos blocos, cada qual com as suas próprias características, e temos que os ir movendo para conseguir chegar à chave e à porta.

Quais são então as características dos blocos? São as seguintes:
  • Blocos normais: são blocos comuns em várias cores (vermelho, magenta, verde, azul, amarelo e branco), e que podem ser apanhados e largados onde forem necessários.
  • Blocos com camas elásticas: blocos sob os quais pulamos, que aumentam o poder de salto, e que no ponto mais alto podemos mover-nos um espaço para a esquerda ou direita. Além disso podem ser apanhados e largados onde forem necessários.
  • Blocos móveis (com setas): estes blocos têm duas setas que indicam o movimento que irão fazer a a respectiva ordem. São activados quando os largamos (também podem ser apanhados), e o nosso personagem é transportado juntamente com o bloco, até que ele pare a sua trajectória, ou nós dermos a indicação para parar.
  • Blocos frágeis: blocos que se desfazem assim que os pisamos, não podendo naturalmente ser recolhidos.
  • Blocos fixos: não podem ser movidos.
  • Blocos mortais: fatais se lhes tocarmos.
Existem ainda outras regras que convém estarmos cientes, pois poderão fazer com que fiquemos bloqueados em algum ponto, ou causar até a nossa morte. Assim, Gominolo apenas poderá mover-se para a esquerda, direita, ou saltar, quando em cima de um bloco com cama elástica. Apenas poderá também subir um patamar de cada vez (o equivalente a um bloco), podendo cair de dois patamares sem dano, mais que isso é a morte do artista. O truque é então ir recolhendo e largando os blocos, por forma a reduzir as alturas, permitindo chegar aos pontos que pretendemos. Por vezes isso implica um corropio constante de "pega e larga" blocos, mas é a única forma de se ir avançando.


Se conseguirmos acabar o nível dentro do tempo limite, medido pelos relógios no canto inferior direito, além de passarmos ao nível seguinte, são acrescentados pontos ao nosso score, e por vezes uma vida extra (a cada 1.000 pontos). De contrário recomeçamos o nível, agora com uma vida a menos, e embora essas sejam generosamente fornecidas de início, existem níveis que enquanto não damos com a solução, é um fartote vê-las evaporarem-se.

Não existe um botão de pausa que permita parar o jogo, permitindo pensar-se calmamente na solução do nível. Mas existe algo melhor, a possibilidade de se escolher o modo "relaxed", que permite fazer cada um dos níveis, sem ter limite de vidas ou de tempo. Podemos assim, com todo o tempo do mundo, estudar a solução de cada nível, para depois se fazer um brilharete no modo "arcada". Obviamente que neste modo não existe pontuação.

Uma outra funcionalidade muito interessante é o sistema de passwords. Assim, de cada vez que se completa um nível, é fornecida uma palavra-passe que permite iniciar o jogo nesse nível específico. Começa é com a pontuação do zero, pelo que aqueles que fazem questão de competir pelos pontos, não terão aqui essa benesse. Mas é fundamental para quem pretende chegar ao final do jogo.

Mas talvez aquilo que mais nos surpreendeu, e que mostra o cuidado e detalhe dos seus programadores relativamente a Dungeons of Gomilandia, é o modo "editor" (já iremos ver como se activa). Tal como o nome indica, dá-nos a possibilidade de alterar ou criar novos níveis, concebendo assim um desafio inteiramente diferente do inicial. Fantástico, é o mínimo que se pode dizer, e apelamos assim aos nossos leitores que dêem asas à imaginação e nos façam chegar os seus trabalhos.


Para se aceder ao modo "editor", assim como mudar de personagem, ou até carregar os níveis em modo "espelho", apenas temos que colocar as seguintes passwords:
  • ROTIDE: liga / desliga o editor de níveis.
  • TEODOR: selecciona o Teodoro.
  • GOMINL: Selecciona o Gominolo.
  • Inversão da password de cada nível: reproduz o nível em modo "espelho".
Já nos alongámos mais do que aquilo que esperávamos, mas isso por causa do entusiasmo que Gomilandia provocou em nós. E se ao nível do jogo estamos falados, nota máxima, pois claro, também ao nível gráfico e sonoro não lhe fica atrás. Os gráficos, tremendamente coloridos, com cenários que nos fazem abrir a boca de espanto, e que deverão ter sido testados até ao limite (não encontrámos um único bug), são um delírio para os sentidos e convidam sempre a persistir para ver que maldades o nosso personagem vai encontrar na sala seguinte. E o som, não sendo o aspecto mais forte do jogo, é bom q.b. para nos fazer acreditar que não estamos a jogar perante uma máquina tão limitada como é o Spectrum.

Não é assim de espantar que Dungeons of Gomilandia leve quase nota máxima. Consegue cativar todos, mesmo aqueles que não estão virados para quebra-cabeças ou platformers. Ah, e vai ter continuação...

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Retroworks Mini


Nome: Retroworks Mini
Editora: Retroworks Mini
Autor: Vários
Ano de lançamento: 2018
Género: Compilação
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Não costumamos fazer a análise de colectâneas, e seguramente não iremos fazer de nenhuma das centenas que invadiram o mercado nos anos oitenta e início dos noventa. Mas esta tem contornos muito especiais. Em primeiro lugar porque foi lançada em 2018 e incluí jogos que saíram todos após a época dourada do Spectrum.

Em segundo lugar porque não está no formato da vulgar cassete, mas sim, e tal como o nome indica, numa cartridge (Dandanator! Mini), o que de resto já tinha acontecido  com The Sword of Ianna, também da mesma editora.

Em terceiro lugar porque os doze jogos que dela fazem parte são quase todos de grande qualidade, como é apanágio da Retroworks (The Sword of Ianna foi considerado o jogo do ano de 2017, e, na nossa opinião, é o melhor jogo de sempre para o Spectrum, suplantando mesmo Laser Squad ou Castlevania).

Finalmente, porque somos os felizes (e vaidosos) possuidores desta magnífica caixa, e como tal achámos que deveríamos enaltecer as suas qualidades. A única desvantagem é mesmo o preço (40 € + portes), mas tendo em conta que inclui o Dandanator! Mini, um manual e caixa com acabamentos de luxo e mais de uma dezena de jogos de grande qualidade (já lá vamos), o rácio custo / benefício é magnífico.

Quem quiser pode aqui adquirir a caixa. E quem não conhece os jogos, fica aqui uma breve análise:

  • Gommy, Medieval Defender
Imaginem uma versão muito evoluída de Assalto ao Castelo, com gráficos esplendorosos, montes de add-ons e quarenta níveis de frenética acção, contemplando ainda alguns especiais nos quais têm que derrotar um boss. É tudo isto e muito mais que vão aqui encontrar e Pagantipaco fez um trabalho brilhante.

Assim, na pele de Gommy têm que evitar que os invasores atinjam as ameias do castelo, para isso acertando-lhes com pedras. Mas os inimigos também têm alguns truques, desde flechas a tapetes de fogo que se grudam às paredes, e que são o cabo dos trabalhos para os eliminar.

Absolutamente viciante e bem merece a classificação de 9 que lhe damos.


  •  King's Valley
O segundo jogo da lista é um platformer com muitos quebra-cabeças pelo meio. Passado no Vale dos Faraós, no Antigo Egipto,assumimos a pele de um caçador de tesouros de Manchester, Vicky, que tem que decifrar os enigmas das pirâmides e apanhar todos os tesouros. Só depois aparece a porta de saída que nos leva para a pirâmide seguinte, onde temos que repetir a tarefa. São quinze, as pirâmides, algumas compostas por várias salas.

Alguns dos tesouros estão também enterrados, e temos que utilizar as pás de forma muito ponderada, doutra forma corremos o risco de ficar encurralados ou sem pás para continuar a escavar tesouros, impedindo o nível de ser completado.

Entretanto algumas múmias protegem os tesouros, e embora as possamos eliminar temporariamente arremessando-lhes um boneco, também aqui muita ponderação é exigida, pois apenas podemos utilizar um objecto de cada vez (a arma de arremesso ou a pá, teremos que escolher), além de que se temos um objecto em nosso poder não conseguimos saltar.

Mais um excelente jogo do pacote, obtendo a classificação de 9.


  • Nelo & Quqo and the Last Butifarreison
Na colectânea também há espaço para as aventuras gráficas, surgindo então Nelo & Quqo, dois delinquentes que planeiam roubar um banco e que ficaram presos no meio de inúmeras trapalhadas. E claro, seremos nós que as temos que resolver.

Os gráficos são estilo cartoon, fazendo lembrar a espaços Sidewalk ou até mesmo Rompetechos. No entanto está longe de ser o jogo mais inspirado do pacote. Por um lado, limitamo-nos a procurar os locais certos para colocar os objectos. Por outro, a parte da acção também não é famosa. Nos vários cenários vão aparecendo polícias a fazer a ronda e alguns animais, e temos que saltar por cima deles, única forma de não perdermos energia, no entanto, muitas vezes passamos para um novo ecrã imediatamente em cima de um dos adversários, com as consequências que imaginam.

Com uma melhor afinação, o jogo poderia almejar outros vôos, assim fica-se pelo 6


  • Teodoro No Sabe Volar
A acção passa-se no reino de Cornejal, onde a folia impera, tendo sido um paraíso autêntico até um exército invasor atacar o castelo e todos os soldados desaparecerem. No meio dessa razia sobrou um pretendente a soldado, Teodoro, além do próprio Rei. Este implorou então a Teodoro, que não sabe voar, que fosse à torre mais alta do castelo atear o fogo que serve de alarme para quando está um ataque em curso, podendo os outros reinos acorrerem em seu auxilio.

Está dado o mote para mais um misto de jogo de plataformas com aventura. Isto porque teremos que encontrar alguns objectos e chaves que permitem atingir outros partes do castelo, ou seja, é imperativo delinear muito bem o caminho a fazer, sob pena de ficarmos encurralados em algum ponto. E no meio desta aparente simplicidade e lentidão (quase que parece programado em Basic), com gráficos muito coloridos e interessantes, reside um grande jogo. E no fim, talvez Teodoro descubra que afinal até sabe voar...

A classificação dada é de 8, muito perto de atingir o galardão de Mega Jogo.


  • Genesis: Dawn of a New Day
E claro que não podia faltar um shoot'em'up na colecção, e o que aqui está incluído é de grande qualidade, diga-se.

Genesis recria um ambiente futurista, fazendo lembrar Chronos, quer pela vertente gráfica, quer pela própria jogabilidade, o que desde logo é bom sinal. Assim, ao longo de sete níveis temos que lutar contra tudo e contra todos. Tudo o que se mexa é inimigo a abater, e alguns elementos do cenário (que também não pode ser tocado) também, pelo que é conveniente serem eliminados o mais rápido possível, até porque geralmente disparam contra a nossa nave.

Existem alguns power-ups bastante úteis, nomeadamente aqueles que triplicam o nosso poder de fogo (o nosso preferido). E bem vamos precisar deles para quando chegarmos ao monstro no final de cada nível, que necessita de uma boa dose de chumbo.

Não chegando ao nível de um R-Type (ninguém chega), é bastante decente, daí levando a classificação de 8.


  • Cray 5
A poluição tornou impossível a vida no nosso Planeta, tendo sido construída uma nave que vai levar cinco mil colonos a viajar no espaço para encontrar um novo planeta habitável (para o destruir de seguida como fizeram com a Terra, presumimos nós). O controlo desta nave está a cargo de Cray-5, um super-computador que ficou responsável por todo o bem-estar da colónia. Fomos nós que o desenhámos, portanto fazemos parte da tripulação. Mas eis que um asteróide  atinge um dos reactores da nave, danificando Cray-5 e vertendo material radioactivo por toda a nave. O computador decide-se então pela autodestruição, sendo que a contagem regressiva para a explosão já foi iniciada. Cabe a nós desconectar o computador e reparar a nave antes que esta expluda.

O jogo tem semelhanças com Equinox, quer ao nível dos cenários, quer ao nível da própria mecânica, onde temos que ir apanhando chaves que permitem o acesso a outras partes da nave, assim como entrar nos tele-transportadores que levam para cada um dos nove níveis. E temos que os ir correndo para trás e para a frente, tal como fazíamos em Equinox, pois em alguns níveis mais avançados está a chave para resolver os anteriores.

A nave é enorme e a missão bastante difícil, pois os dróides responsáveis pelo sistema de manutenção vêm-nos como um invasor. As paredes são radioactivas, assim como a maior parte dos objectos, e temos que contar com a gravidade, pelo que todo o cuidado é pouco. Mas a jogabilidade é excelente, tornando o jogo viciante.

Cray-5 é então obrigatório, levando a classificação de 9.


  • JINJ 2: Belmonte's Revenge
Jinj 2, tal como o nome indica, é a sequela de Jinj, partindo do ponto em que recuperámos a memória, depois de nos apoderármos do pergaminho que se transformou-se numa partitura. Conseguimos também revelar a mensagem oculta no pergaminho, mas ao mesmo tempo as notas da partitura começaram a voar, caindo algures no meio da floresta. Cabe a nós encontrá-las, voltar a colocá-las no pergaminho, e deitar-lhe fogo, doutra forma um certo professor que invocou as forças do mal, apoderar-se-á do mundo.

A floresta é um verdadeiro labirinto, com passagens secretas que levam para outros pontos do cenários, seres maléficos fatais ao toque, e outras maldades deixadas pelos programadores. Não temos qualquer arma à nossa disposição, a única ajuda que temos é a de uma clave de sol que assinala a proximidade das notas musicais, mas para dizer a verdade de pouco serve, pois as mesmas encontram-se visíveis no cenário.

Assim, explorar é aquilo que temos que fazer desde logo, e embora o jogo esteja bem implementado, com gráficos e cenários engraçados, ao final de algum tempo torna-se monótono, dado que pouco mais temos que fazer que procurar notas musicais e evitar os adversários.

Leva assim nota 6, muito por força dos cenários criados.


  • Los Amores de Brunilda
Brunilda é uma aventura épica que se desenrola em cinco capítulos, trazendo-no à memória Wanderers ou Xelda, jogos que até saíram posteriormente, também com grande brilho. E os pormenores que a Retroworks dedicou a este jogo são algo de extraordinário. Basta dizer que o lançamento original (da Retroworks, não posteriormente o da Monument), entre outros extras, incluía uma pequena arca. A história também é bastante pormenorizada, relatando a história de um frade que vive um estranho sonho e que tem que fazer com que os fantasmas de Brunilda e do amante se juntem.

Esta é daquelas aventuras que vão exigir muitas e muitas horas de exploração. O mapa é imenso, as tarefas a cumprir também, e embora sendo lógicas e as personagens com quem interagimos irem-nos dando pistas, a aldeia é um autêntico labirinto, a exigir desde logo que façamos um mapa. Mas mapa é aquilo que não vamos conseguir fazer nas catacumbas, escuras e rodeadas de perigos para o nosso frade (Xelda tem também uma parte do jogo muito semelhante a esta), e que apenas a muito custo se consegue passar.

Curioso também o sistema de códigos, que permite avançar logo para cada um dos capítulos, sem necessidade de voltarmos a percorrer o caminho já feito. Os códigos variam conforme os objectos e acções que fomos tomando no decurso do jogo, por isso são geralmente diferentes, mas permitindo partir da posição onde efectivamente ficámos.

Brunilda é talvez o melhor jogo do pacote, sendo-lhe atribuído, sem qualquer dúvida, a classificação de 10.


  • The Chard
Normalmente todas as compilações incluem um "peru", e esta não foi excepção. A fava calhou a The Chard, e se alguém estranha a sua inclusão num pacote onde a maioria dos jogos são de boa ou muito boa qualidade (para não dizer excepcional), existe uma razão para isso. É que o jogo surgiu em 1991, mas em 2014 foi totalmente refeito, justificando-se assim estarem os dois incluídos, até para se ver a evolução decorrida nesses vinte e três anos que mediaram os lançamentos.

Também não vale a pena falar muito sobre esta primeira versão, pois é injogável e repleta de bugs, não admirando, portanto, que o seu autor se decidisse por um remake, melhorando-a em todos os aspectos (o que também não era difícil).

Leva a classificação de 1 e estamos a ser simpáticos.


  • The Charm
E surge então em 2014 The Charm. A história e objectivos são os mesmos da primeira versão. Assumimos o papel de um cavaleiro, que vai em auxilio do seu Rei, pois todos os cidadão, levados por um terror imenso, aliaram-se a um invasor muito poderoso. Temos agora que explorar todo o castelo e redondezas, procurando vários objectos e entregando-os aos respectivos donos. Só assim estes libertam-se do feitiço que os levou a ficar do lado do invasor e aliam-se novamente ao Rei, permitindo libertar o reino da maldição.

The Charm é o típico jogo de plataformas, com muitos obstáculos para evitar, objectos para apanhar, e exigindo perfeição ao nível do tempo e posição de salto. O costume no género, como seria de esperar. E relativamente à versão original conseguiu melhorar em todos os aspectos, não só a vertente gráfica e sonora, mas especialmente ao nível da jogabilidade, ficando agora bastante aceitável.

Havendo muitas propostas do género melhores, algumas até nesta compilação, consegue divertir por um bom par de horas, levando a classificação de 7.


  • Vade Retro
E os jogos de plataformas com laivos de aventura é mesmo a especialidade da Retroworks. Vade Retro é mais um deste pacote, e que apesar de não ser particularmente longo ou difícil (ao contrário do que é habitual nos jogos espanhóis), consegue manter o jogador entretido por bastante tempo.

Muito resumidamente (na página da Retroworks encontram a história completa desta aventura), também aqui assumimos o papel de um cavaleiro, o qual tem que matar Delcram, um ser demoníaco que mantém o mundo nas trevas. Para isso tem que encontrar todos os fragmentos de uma espada e uma poção para lhe provocar um encantamento. E o primeiro passo é mesmo ir à procura desses fragmentos, pois apenas com a espada completa temos possibilidade de eliminar os nossos inimigos e conseguir avançar para outras partes do cenário.

Temos ainda que encontrar quatro selos das diferentes Ordens de Cavalaria e as seis caveiras, restos dos necromantes que permitiram a Delcram voltar a este mundo, que além de restituírem alguma da nossa energia, são fundamentais para se chegar ao fim.

Vade Retro é então mais uma aventura que contribui para fazer esta compilação imperdível, obtendo a classificação de 8.


  • Majikazo (by Lemonize)
O último jogo desta compilação é distinto dos restantes. Em primeiro lugar porque a equipa programadora é diferente. Enquanto que em todos os outros a Retroworks foi directamente responsável pela sua execução, em Majikazo, a equipa responsável foi a Lemonize (também espanhola).

Depois, porque o próprio estilo de jogo é também diferente. Assim, ao longo de vinte e cinco níveis, que representam as diferentes salas de um castelo mágico, controlamos um feiticeiro que tem como objectivo limpá-las de todos os inimigos. Estes aparecem de um bloco especial (um gerador de inimigos, semelhante a Gauntlet).

Temos também que destruir os restantes blocos que representam arcas de tesouro, caixas, cestas, etc.,  não só para encontrar as quatro chaves que permitem sair do nível, assim como a respectiva porta de saída, mas também uma panóplia grande de feitiços e outros objectos úteis. Existe um tempo limite para completar cada quadro, se este chega a zero ou algum inimigo nos apanha, perdemos uma vida.

Embora a originalidade não seja o forte deste jogo, cenários imaginativos e uma forte jogabilidade tornam Majikazo viciante, não sendo assim de estranhar a classificação de 8.


Resumindo, quem comprar a Retroworks Mini (os ROM's também estão disponíveis na sua página), e apesar de representar um investimento avultado, vai ter direito a uma edição de luxo contendo uma caixa lindíssima, manual, cartridge e onze jogos de altíssima qualidade (mais uma curiosidade que apenas serve para fazer número). E nem que fosse apenas por Brunilda, valeria o seu preço.

Quem quiser adquirir a compilação, pode fazê-lo aqui (assim como também comprar The Sword of Ianna). Qualquer coleccionador que se preze deverá tê-la na sua colecção.

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

RetroWorks Mini já à venda


Depois do belíssimo lançamento que foi The Sword of Ianna, unanimemente considerado como o melhor jogo de 2017 e que teve uma verdadeira edição de luxo (somos um dos felizardos possuidores), recentemente reeditada e à venda na página da RetroWorks, esta software house volta a repetir a dose, desta vez com uma colectânea que incluí alguns dos seus jogos, nomeadamente: 
  • Gommy, Medieval Defender
  • King's Valley
  • Nelo & Quqo and the last butifarreison
  • Teodoro can't fly
  • Genesis: dawn of a new day
  • Cray 5
  • JINJ 2: Belmonte's revenge
  • Brunilda
  • The Charm + The Chard
  • Vade Retro
  • Majikazo (by Lemonize)
Como podem verificar, alguns deles são autênticas pérolas e por si só valem a pena ser adquiridos. Mas todos juntos, numa edição em cartridge (na realidade é um Dandantor! Mini incluindo todas as ROM destes jogos), é um verdadeiro luxo.

O preço desta caixa, semelhante à de Ianna, é de 40 € (+ portes), e quem a quiser obter, deverá ir à página da RetroWorks.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

The Sword of Ianna com novo lote este Verão


E graças ao Luís Rato, tivemos acesso a uma notícia fabulosa em primeira mão: The Sword of Ianna, aquele que para nós é considerado com um dos melhores jogos de sempre a aparecer para o Spectrum (se não o melhor), e cuja edição original (em cartridge) rapidamente esgotou (fomos um dos felizardos que a conseguiu adquirir), vai ter um novo lote no mercado, provavelmente durante este Verão.

Assim, quem não o adquiriu originalmente é melhor ficar agora atento, pois corre o risco de não conseguir obter esta fantástica (a todos os níveis) edição.

domingo, 1 de outubro de 2017

The Sword of Ianna


Nome: The Sword of Ianna
Editora: Retroworks
Autor: Utopian e Pagantipaco
Ano de lançamento: 2017
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Corre o mito na aldeia de que houve um momento terrível, quando o destino dessas terras estava nas mãos de uma única pessoa: Jarkum. E Jarkum, herdeiro de Tukaram, estava marcado desde o seu nascimento, tendo sido treinado não só nas artes da luta e da guerra, mas também na astrologia, medicina e meditação. Tudo isto viria a ser necessário se um dia o seu destino fosse cumprido e a deusa Ianna o chamasse para lutar contra o mal. Só se podias rezar por Ianna até ao momento em que Jarkum estivesse pronto para enfrentar seu destino...


Aqui começa a história de um dos lançamentos mais aguardados do ano, a mega-produção da Retroworks, The Sword of Ianna, e que não vai desiludir ninguém, sendo um sério candidato a jogo do ano. Como curiosidade o facto de ser lançado quer para o ZX Spectrum (128 K), quer para o MSX2, que também parece estar a ter uma nova vida.

O jogo vai buscar inspiração a clássicos como Prince of Persia e Castlevania, sendo graficamente muito semelhante a este último. Comparando-se a um dos melhores jogos que alguma vez foi lançado para o Spectrum, mesmo tendo saído muitos anos após a época dourada deste, dá logo a entender que o que aqui temos é de elevada qualidade. E é mesmo isso que se passa, pois The Sword of Ianna é, a todos os níveis, cinco estrelas, explorando ao máximo as capacidades do Spectrum (e também do MSX2, pelo que nos foi dado a ver).


Quem também já jogou Prince of Persia ou Castlevania (haverá alguém que não o tenha feito?), sabe precisamente o que aqui vai encontrar. Temos assim que explorar um imenso mundo místico, com todo o tipo de inimigos a quererem tratar-nos da saúde. E alguns são bem chatinhos. Aliás, o nível de dificuldade é muito elevado, o que torna a recompensa maior sempre que conseguimos ultrapassar algum obstáculo ou inimigo de maior calibre.

Explorar é também o que temos que ir fazendo a todo o momento. A nossa espada não serve apenas para limpar o sebo aos nossos inimigos. Serve também para destruir alguns blocos que escondem tesouros e a preciosa comida, que muito necessitamos para repor a nossa energia. É que se há alguns obstáculos que ao mínimo toque são fatais, e neste caso o nível de energia de nada serve, há os inimigos que de cada vez que nos atingem com as suas armas, delapidam um tanto da nossa força. Assim, a nossa primeira tarefa é descobrir a forma de eliminar cada um dos nossos inimigos, que têm características e capacidades diferentes. Convém ainda termos em atenção quedas de locais muito altos. Portanto, o nosso conselho é que vão comendo toda a comida que forem encontrando, pois vão necessitar de ter sempre os vossos níveis energéticos no máximo.


Em alguns pontos encontram-se também, sempre muito bem guardadas, alavancas que permitem desbloquear portas, mover paredes, colocar plataformas, etc., e que nos permitem aceder a novas salas. Assim, apesar de deambularmos num labirinto, existe uma sequência  lógica que evita que tenhamos que passar inúmeras vezes pelo mesmo ponto, e que poderia trazer alguma monotonia a esta bela experiência que é jogar The Sword of Ianna.

Também podem ver pelos ecrãs que disponibilizamos que cor é o que não falta por aqui. Os gráficos são espantosos, o som uma pequena maravilha, obra de Albert Mcalby, e tudo se encontra tão bem polido, que se torna um autêntico vício vaguear por este mundo.

A haver algum ponto menos bom, apenas o dos controles, que exige alguma curva de aprendizagem, dado que existem duas teclas de disparo (uma para o manejo da arma, outra para embainhar ou desembainhar a mesma), e em situações de stress ou de exigência de reacção rápida (e que acontece com muita frequência), nem sempre conseguimos acertar com a tecla correta, levando a consequências fatais. Por vezes a própria tecla de disparo não parece responder imediatamente, mas poderá ser "nabice" nossa, apenas.


De realçar ainda um sistema de passwords entre níveis que nos permite ir gerindo os tempos destinados ao jogo, assim como evita termos que repetir todos os passos já dados de cada vez que começamos uma nova aventura. Ainda apenas chegámos ao segundo nível, mas fica aqui a password (D4545C558B) e convidamo-vos a mandarem as restantes.

Mas também a própria apresentação de The Sword of Ianna é um luxo. Apesar de poderem descarregar o mesmo gratuitamente aqui (ou poderão fazer uma doação para os autores, que bem merecem), podem também adquirir a versão física que incluí a cartridge com o jogo, uma pequena história e mais algum material adicional, valendo bem os 40 euros pedidos por esta primeira edição de colecionador (atenção que está quase esgotada).

Assim, o nosso conselho é: corram a descarregar ou a comprar The Sword of Ianna. Irão ficar deslumbrados.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Edição física para The Sword of Ianna


A RetroWorks anunciou via Twitter o lançamento de The Sword of Ianna, a mega produção que já aqui havia sido anunciada em Abril. Sairá numa caixa em cartão, semelhante às lançadas pela Dinamic nos anos 80, mas em vez de um cassete, tem um cartucho ROM a exigir o Dandanator. Daí o seu alto preço, que atinge os 40 euros (quer a versão para o Spectrum , quer a versão para MSX2).

Apesar de caro, será um produto altamente coleccionável e irá certamente esgotar. Portanto, quem não quiser ficar ultrapassado, convirá estar com atenção à página da editora.

Da nossa parte, esperemos que saia uma versão que não exija hardware adicional (como ė o caso do Dandanator) para podermos fazer a review.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Genesis: Day of a New Day


Nome: Genesis: Day of a New Day
Editora: Retroworks
Autor: Utopian, Sejuan, Anjuel, Pagantipaco, WYZ, Riskej
Ano de lançamento: 2010
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Da espanhola Retroworks Team saiu em 2010 um belíssimo jogo, na tradição de R-Type, com os cenários a fazerem lembrar Chronos. Estamos portante perante um puro shooter, que exige de nós reflexos ultra rápidos, tal a velocidade estonteante com que a acção decorre.

A história pouco interessa, mas ao longo de 7 difíceis níveis temos que libertar o nosso planeta de uns incómodos invasores. Para isso temos que em primeiro lugar escapar da Terra, visitar depois 5 planetas para recolher as partes de uma nave que depois nos irão permitir, no último nível, libertar o nosso planeta. Ao longo deste tortuoso caminho vamos encontrar centenas de inimigos que convém abater, não esquecendo a nave mãe no final de cada nível. Para ajudar a nossa missão poderemos ir recolhendo alguns power-ups que nos permitem aumentar as capacidades da nossa nave e mais facilmente eliminar os inimigos.


Os gráficos, embora monocromáticos, são bastante agradáveis (e futuristas), contribuindo para manter a rapidez da acção. O som está ao nível do restante pacote, e este apresenta pormenores deliciosos como seja o de activar ou desactivar o efeito de inércia da nave.

Finalmente, a apresentação de Genesis é pouco menos que espectacular, tal o cuidado com que este produto foi apresentado e que fornece até os templates para as cassetes, à semelhança de Harbinger Convergence, de 2016.



Em suma, este é um jogo a não perder de forma alguma, quer sejam fãs ou não deste tipo de jogos.