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quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Gunfright


Nome: Gunfright
Editora: Ultimate Play The Game
Autor: Tim Stamper, Chris Stamper
Ano de lançamento: 1986
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

E tal como prometido aquando da saída de Gunfright Returns, apresentamos agora a review de Gunfright, que diga-se, já estava preparada há cerca de seis meses, à espera da melhor altura para ser lançada.

Gunfright foi um dos últimos jogos lançados pela Ultimate antes de passar para as mãos da US Gold. Nesta altura já estava a entrar em declínio, e, apesar de utilizar o motor Filmation II para este lançamento (à semelhança do que tinha acontecido com Nightshade), os gráficos isométricos já estavam bastante batidos e até utilizados de forma mais eficiente por outras editoras.

Nesta aventura assumimos o papel de Quickdraw, sheriff de uma típica cidade do Velho Oeste, Black Rock. A recriação da cidade está excelente, diga-se, com todos os edifícios característicos da altura (saloon, banco, etc.). E, claro está, não podiam faltar os bandidos que deverão ser abatidos um a um, isso se queremos receber a recompensa pela sua captura. Mas ainda antes de iniciarmos a perseguição, entramos num mini jogo no qual temos que acertar nos sacos de dinheiro. É que apesar de zelarmos pela ordem na cidade, o principal objectivo é mesmo fazer dinheiro.


Após uns segundos a testar a pontaria, iniciamos a aventura, propriamente dita. Começamos sempre no mesmo ponto da cidade e termos que ir procurar o fora-da-lei, que se encontra algures. Mas a cidade é bastante povoada e os seus habitantes andam erraticamente e regra geral mais rápido do que o nosso sheriff, sem qualquer preocupação de se desviarem do nosso caminho. E esta é uma das partes mais irritantes deste jogo. É que qualquer colisão com os seus habitantes é fatal e passamos a maior parte do tempo a tentar desviar-nos deles, o que não é nada fácil devido ao sistema de controlo do nosso personagem (o habitualmente utilizado nos jogos isométricos da Ultimate).

Para nos ajudar existem alguns homens pequeninos que apontam na direcção do bandido (não se esqueçam que ele também está em movimento), e poderão também apanhar boleia durante alguns segundos dos cavalos que se encontram na cidade (custam dinheiro, claro). Quando neles montados, além de andarmos mais rápidos, podemos colidir com os habitantes que não traz inconveniente de maior, isso se descontarmos uma pequena multa, pois a vida no Velho Oeste não vale muito.


Depois de darmos de caras com o bandido, deveremos atingi-lo com a nossa seis tiros (recarregada automaticamente, mas as balas, apesar de baratas, têm um custo monetário). O bandido não morre imediatamente e entramos então num segundo mini-jogo, semelhante ao primeiro, mas cujo objectivo agora é em duelo acertar no bandido antes que este nos atinja.

Se acertarmos, recomeçamos a aventura à cata de novo bandido, mas agora com os bolsos recheados com a recompensa da captura do anterior.


Apesar dos mini-jogos oferecerem alguma diversidade, Gunfright torna-se bastante repetitivo ao final de algum tempo. Tem ainda o problema de o sistema de controlo não ser o mais favorável e das teclas, como é habitual na Ultimate, não serem redefiníveis (vá lá que desta vez não escolheram o famigerado QWERT). Tudo isto leva a que a jogabilidade de Gunfrigh não seja a melhor.

A seu favor, os gráficos são realmente uma maravilha e conseguem recriar na perfeição uma cidade do Velho Oeste, contribuindo assim para um grande ambiente. Já o som é pouco mais que minimalista, mas não é por aqui que Gunfright perde pontos.


Este é assim um jogo que para aqueles que estão habituados e gostam das aventuras da Ultimate, não irão ficar decepcionados, pese embora uma grande similaridade com Nightshade. Para os restantes, valerá a pena experimentar, não havendo a garantia que a ele fiquem presos por muito tempo.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Gunfright Returns - Reloaded


E as novidades aparecem mais rápido do que que a sombra do Lucky Luke, o que até é bastante apropriado tendo em conta o tema deste jogo, cujo .tzx foi hoje disponibilizado (já seguíamos a thread no fórum russo há algumas semanas).

E tal como o nome indica, Gunfright Returns é um melhoramento do mítico jogo da Ultimate de 1985. Está prometida uma review para breve, pelo que nos abstemos agora de fazer uma análise profunda a este remake, mas sempre podemos adiantar que são imensas as novidades, como poderão ver nos ecrãs abaixo.


Os melhoramentos passam por:
  • Música e efeitos que haviam sido incluídos na versão do Amstrad 
  • Mais de cem mapas da cidade diferentes, incluindo a original, Blackstone 
  • Possibilidade do uso do rato nos mini-jogos 
  • Imensas opções para mudar a jogabilidade, incluindo níveis de dificuldade, agressividade dos bandidos e dos habitantes, entre muitas outras opções
Não temos a certeza se os autores deste remake terão autorização para o disponibilizarem, pois a Ultimate é uma das poucas editoras que não libertou os seus jogos, mas de qualquer forma poderão vir a este fórum procurá-lo.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Jogos da Ultimate com teclas redefiníveis


Quem não se lembra da dor de cabeça que eram os jogos da Ultimate, que não só não permitiam que escolhêssemos as teclas, como as que vinham por defeito propositadamente aumentavam o nível de dificuldade dos jogos, ao mesmo tempo reduzindo a sua jogabilidade. Mas Robin Verhagen-Guest descobriu uma maneira de colocar a opção de redefinição de teclas:

I pressed pause in Spectaculator first, then loaded up a z80 snapshot. Then (still paused) I made a note of all the registers in the emulator debugger and dumped memory from $4000-$FFFF (the entire 48K RAM) to a .bin file. Then I found some free space filled with zeroes at $E000 (only potentially free at this point, although that turned out to hold true). Zeus lets you inject code into it's integrated emulator instantaneously at assembly time without having to load from virtual tape, so I loaded in my .bin file at $4000 using the import_bin directive. Then wrote a small asm entrypoint program at $E000, that sets the SP, registers and alt registers to the original values, and jumps to the original PC. Clicking Assemble Then Emulate ran the original, as yet unmodified game, in the Zeus emulator. Now Zeus has a built in disassembled called Diana, but it requires some effort to set up for a game-sized project - mostly identifying the parts that are data rather than opcodes. I didn't need to disassemble the whole game, so I took a shortcut. Somebody on WoS had already said there were only a handful of IN instructions to read the keyboard. The SpecEmu emulator has a debugger that lets you break on IN and OUT, and also reads or writes to a specific addresses. So I used that to find the key handler routines: one each for move/fire, pickup/drop and pause. I copied those very short routines into Zeus by hand (in the original.asm source file), and used the ORG directive to place them at the correct addresses. Because Zeus is brill, you can put breakpoints in the asm source file routines, and step through the source code while emulating in Zeus. This works because Zeus assembles in order from the top to bottom of the first file, following all the includes as it goes. There's nothing to stop you assembling different code to the same address twice (or in this case importing a binary then overlaying code afterwards). The last byte to get planted at an address always wins.

O processo é um pouco complicado, como se pode ver, mas o resultado é brilhante. Atic Atac foi o primeiro jogo a ser pirateado e pode aqui ser obtido.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Ultimate Play the Game


A Ultimate é, sem sombra de dúvida, a mais mítica editora do Spectrum, isto apesar de ter lançado apenas pouco mais de uma dúzia de jogos em quatro anos. Mas a qualidade e inovação que que os irmãos Stamper imprimiam aos seus programas, copiados depois por muitos programadores, levaram a que as revistas britânicas da altura lhes tecessem rasgados elogios. A excepção foi a fase pós-1986, quando a Ultimate foi adquirida pela US Gold e os dois últimos jogos com o selo da Ultimate, Martianoids e Bubbler, tiveram pontuações medianas, embora, mesmo assim, a Sinclair User desse a pontuação máxima (imerecidamente, na nossa opinião).

Em 1988 foi ainda lançada a compilação Ultimate Play The Game: The Collected Works, que juntamente com os 3 últimos lançamentos desta editora atingem valores muito altos no mercado.

A última aventura do sabreman, Mire Mare, nunca chegou a ser lançada, embora corressem rumores que o jogo estava numa fase muito avançada de desenvolvimento.

Jogos recomendados por Planeta Sinclair: Jetpac, Atic Atac, Sabre Wulf, Knight Lore, Alien 8

sábado, 19 de março de 2016

Jetpac


Nome: Jetpac
Editora: Ultimate Play the Game
Autor: Tim Stamper, Chris Stamper
Ano de lançamento: 1983
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 2 (alternados)

Apesar de Jetpac ter sido lançado nos primeiros tempos do Spectrum, ainda hoje mantém todo o carisma e é justamente considerado como um dos jogos de referência desta plataforma.

O jogo é extremamente simples.Somos funcionários de uma companhia de transportes interestelar e temos, não só que apanhar os vários componentes da nossa nave, mas também proceder ao seu reabastecimento. Tudo isto acontece num único screen, local onde vão caindo aleatoriamente as várias peças que necessitamos para completar a nossa missão. O problema é que o mesmo está povoado de seres alienígenas. E se nos primeiros níveis a tarefa não é muito complicada, à medida que vamos avançando, estes seres tornam-se mais inteligentes e perseguem-nos. Para os combatermos temos um laser, além do hyrovac jet pac com que estamos equipados e que nos permite voar e fugir dos inimigos.

Depois de montarmos a nossa nave (3 peças) e a reabastecermos com 6 galões de combustível, avançamos de nível. A cada 4 níveis, surge uma nave diferente para montar (num total de 4 naves).


Mesmo para os dias actuais, Jetpac é extremamente jogável. Gráficos simples mas bastante apelativos, mesmo tendo em conta alguns problemas de atributos, som agradável e uma velocidade estonteante, que torna o jogo bastante fluído, são pontos (muito) fortes. O único senão é mesmo o facto de não podermos redefinir as teclas, prática habitual na Ultimate, mas que não impede que estejamos perante um dos melhores jogos de 1983.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Alien 8


Nome: Alien 8
Editora: Ultimate Play the Game
Autor: Tim Stamper, Chris Stamper
Ano de lançamento: 1985
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A Ultimate tem uma grande quota parte de responsabilidade pelo sucesso do Spectrum nos seus primeiros anos. Os seus jogos são míticos e atingem no mercado actual valores exorbitantes. Além disso foram pioneiros no 3D. Quando lançaram Knight Lore em 1984 (jogo que até sofreu um atraso no seu lançamento para não prejudicar o sucesso comercial dos restantes jogos da Ultimate, que ainda não tinham este sistema inovador), foi justamente aclamado como um dos jogos mais importantes do Spectrum.

Alien 8 surgiu na senda do sucesso do Knight Lore. Aproveitando o código 3D deste último e o filme com o nome do jogo, foi criado um cenário baseado na nave Nostromo (recentemente referida na review ao jogo Aliens), que se comporta como um verdadeiro labirinto, devidamente armadilhado.


A ideia do jogo é de percorrermos as diversas salas da nave, procurar 24 peças para colocar nas salas de criogenia e assim restaurar a vida aos passageiros da nave. Mas a tarefa é bastante dura. Cada sala apresenta as suas armadilhas e conseguir ultrapassar obstáculos ou chegar a certos objectos implica muito pensamento lateral.

Os gráficos são excelentes e muito ricos, e só é pena que quando nos encontramos numa sala mais preenchida, os nossos movimentos abrandem e pareça que estamos em slow motion (situação que era habitual em muitos jogos da época, enquanto o sistema 3D não foi devidamente aperfeiçoado). Mas isso não retira jogabilidade ao jogo, que mantém nota muito alta e que influenciou mais tarde maravilhas como Head Over Heels (considerado o melhor jogo do Spectrum).