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terça-feira, 22 de novembro de 2016

Komando 2


Nome: Komando 2
Editora: Ultrasoft
Autor: Microtech Systems, DSA Computer Graphics
Ano de lançamento: 1992 / 2016
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Kempston Mouse
Número de jogadores: 1

Qualquer semelhança de Komando 2, também conhecido como Commando 2, com o clássico jogo da Elite, Commando, é pura coincidência. Ou talvez não, pois o que aqui temos é um clone eslovaco puro e duro deste último. E falamos agora dele, pois foi alvo de recente tradução para inglês, se bem que num shooter não fosse impeditivo de ser jogado por quem não domina a língua nativa do programador.

E o objectivo é também igual ao jogo da Elite, pois assumimos aqui o papel de um comando que tem que entrar no território inimigo e libertar os prisioneiros. Para isso tem que disparar contra tudo o que se mexa, e também alguns objectos inanimados, como casernas ou torres de observação que, no entanto, albergam soldados inimigos.

Diga-se já que o jogo está bem implementado, com gráficos razoáveis, a fazer lembrar necessariamente Commando, ou até Rambo. Mas o grau de dificuldade é bastante inferior. Por um lado podemos tocar nos nossos inimigos que não perdemos uma vida. Por outro, o grau de inteligência destes é bastante baixo, pois a maioria das vezes disparam pouco e para onde estão voltados. É caso para dizer que são pesados física e intelectualmente.


Assim, para quem conhece os já referidos Commando e Rambo não irá ter com este jogo qualquer surpresa. E só por isso, pelo seu baixo grau de originalidade, de dificuldade, e também de diversidade, que Komando 2 não leva uma classificação maior. No entanto, para quem se der ao trabalho de o carregar, não dará o tempo por mal empregue.

sábado, 18 de junho de 2016

Quadrax


Nome: Quadrax
Editora: Ultrasoft / Sintech
Autor: David Durcak, Marian Ferko
Ano de lançamento: 1994
Género: Puzzle
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 2 (por turnos)

Depois do Spectrum ter dado cartas nos anos 80 e no início dos 90, o mercado dos jogos dos 8 bits voltou-se para os países do Leste. Muitos dos jogos apenas estavam disponíveis para os clones, como o Pentagon, e exigiam muito mais memória, não podendo ser carregados nos computadores de 48 K ou até 128 K. Não é o caso deste Quadrax, que pode ser lido nos computadores do Ocidente.

A principal dificuldade de Quadrax não é o jogo em si, mas a falta de tradução. De facto, a menos que conheçam checo, andarão logo à nora no menu inicial. Fica aqui a dica para quem quiser ultrapassar esta fase e experimentar o jogo, pois vale mesmo a pena:
1 - Iniciar
2 - Password (para os diferentes níveis)
3 - Número de jogadores
4 - Controles do jogador 1
5 - Controles do jogador 2

Se entrarem nos controles dos jogadores, a primeira opção é a do Kempston, a segunda permite definir as teclas e a terceira voltar ao menu inicial. E já agora:
Aktivacia = activar
Dole = descer
Hore = subir
Doprava = direita
Dolava = esquerda
Prepinac = alternar jogador

O break permite reiniciar o nível, muito útil quando ficamos bloqueados em algum local.


O jogo em si, embora possuindo gráficos muito simples, é extremamente aliciante, exigindo muita estratégia para conseguirmos chegar ao fim dos níveis. E também alguma sensibilidade nos dedos, pois um descuido, e lá damos nós um empurrão a mais numa pedra, ficando o caminho bloqueado.

Temos também que jogar em equipa (se não tivermos um parceiro, assumimos o jogador 2), pois só assim conseguiremos resolver os puzzles, desimpedindo o caminho e activando plataformas para chegar com os dois jogadores à saída. Não tendo o jogo um tempo limite, a nossa tarefa é um pouco facilitada. Mas não muito, pois são 50 níveis, com um nível crescente de dificuldade.


Este é daqueles jogos que nos dão um prazer enorme. Embora complexo, os desafio estão bem montados e têm aquele toque de "vamos lá tentar mais uma vez".

Em baixo o último nível, que é brincadeira de crianças comparativamente com os anteriores. Mas até lá chegarem são muitas e muitas horas de reflexão e frustração.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Towdie


Nome: Towdie
Editora: Ultrasoft
Autor: DSA Computer Graphics
Ano de lançamento: 1994
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Quando o Spectrum teve o seu ocaso, lá para 1992/1993, começaram os países do leste, em especial os russos, a lançarem jogos muito interessantes para esta plataforma. Veja-se o caso do Prince of Persia, que só para meados dos anos 90 é que apareceu e que não ficava nada atrás dos jogos feitos pelo mundo ocidental.

Da Eslováquia chega então esta curiosa aventura. o facto de só existirem instruções na língua de origem, dificulta-nos bastante a tarefa. Felizmente que existe uma versão em inglês do jogo, o que nos permite pelo menos identificar os objectos com que nos vamos deparando.

O jogo lembra-nos outras populares aventuras que têm um ovo como personagem e requer muito pensamento lateral para descobrir para que servem alguns dos itens. Até o sentido de humor é muito semelhante. Por exemplo, que fazer com um rolo de papel higiénico? Lembramo-nos então que o príncipe quer escrever uma carta para a princesa e que se lhe arranjarmos algo onde ele possa escrever, ficar-nos-á muito agradecido e em troca irá dar-nos um outro objecto. E que fazer com a espinha do peixe (dica, está relacionado com o cheiro da mesma)? Pelo meio os personagens vão-nos dando algumas dias sobre as tarefas a serem realizadas.


Este é um jogo que nos absorve desde o primeiro minuto. Os gráficos são excelentes. O castelo medieval onde a história decorre está muito bem recriado. O som é bom, embora a música se torne irritante passado algum tempo. A fluidez da acção é soberba, contribuindo para uma aventura que está muito próximo da perfeição.