quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Rompetechos


Nome: Rompetechos
Editora: NA
Autor: IvanBasic
Ano de lançamento: 2016
Género: Aventura gráfica
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Rompetechos é mais um jogo lançado por nuestros hermanos, baseado nas BD's de Francisco Ibáñez e conhecido em Portugal pelos livros de Salamão e Mortadela. E à semelhança de outros jogos baseados em termas relacionados com BD's e cartoons, é de uma aventura gráfica que se trata e com um tema bastante actual: fuga aos impostos.

Assim, para evitarmos ser penalizados pelas finanças e dado que não somos nenhum jogador de futebol de topo, teremos que encontrar uma carta, os selos, e a caixa de correio para enviar os documentos para a repartição de finanças. E para tudo isso temos apenas duas horas.


Rompetechos é o paraíso de todos aqueles que gostam de construir mapas, pois deambulamos pela cidade e pelos seus edifícios à cata dos documentos e sem esse mapa facilmente nos perdemos. Mas além de termos um tempo limite para executar a nossa tarefa e a cidade ser um autêntico labirinto, temos também que ter cuidado por onde andamos ou com quem falamos. É que ao mínimo descuido levamos uma valete bofetada, aumentando o slapsometer. Quando este atinge o limite, a nossa aventura naturalmente acaba.

Embora seja um jogo simples, com apenas três teclas (duas direccionais, uma de acção), e gráficos engraçados, estilo cartoon, naturalmente, há dois ou três aspectos que não gostámos. Assim, em primeiro lugar o ecrã é extremamente pequeno. Haveria espaço para o aumentar, nem que para isso se aumentassem os gráficos. Por outro, com apenas uma tecla para acção (que serve basicamente para tudo), de cada vez que a activamos e se não estivermos num ponto onde exista qualquer interacção com pessoas ou com o meio, o personagem pergunta as horas. Ao fim de dez vezes começa a ser irritante.


Pese embora essas lacunas, o jogo mantém o interesse, se bem que, tal como na maior parte dos jogos do género, depois de o terminarmos muito dificilmente voltamos a ele.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Ferret Buster


Nome: Ferret Buster
Editora: NA
Autor: Gabriele Amore
Ano de lançamento: 2016
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

E com o aproximar do final do ano, é altura para dar uma espreitadela em todos aqueles jogos que ficaram para trás. E era inevitável que aparecesse algum de Gabriele Amore, tal a cadência de jogos que mete cá para fora.

Ferret Buster não é um jogo novo na verdadeira acepção da palavra. É mais uma variante de Chunk Zone, que foi aqui analisado há cerca de 3 meses. O que quer dizer que mantém todos os defeitos desse, sem trazer nada de novo. Apenas a nossa viatura é diferente, de resto é mais uma perseguição à la Death Chase.


Já antes dissemos, seria mais proveitoso que Gabriele Amore em vez de lançar jogos a torto e direito se dedicasse de corpo e alma a um ou dois, apenas. Assim, o que fica é sempre a sensação que está a desperdiçar os seus dotes de programação com jogos inferiores.

domingo, 18 de dezembro de 2016

ZoomBlox


Nome: Zoomblox
Editora: NA
Autor: Fabrizio Zavagli
Ano de lançamento: 2016
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Quando Tetris apareceu a fasquia subiu muito e os puzzles ganharam uma nova dimensão. A partir daí apareceram inúmeros clones, alguns deles bastante originais, outros nem tanto, mas sempre com uma qualidade bastante acima da média dos jogos para o Spectrum. ZoomBlox enquadra-se nessa categoria e apesar de já ter uns meses, só agora tivemos oportunidade de o testar.

A mecânica é muito semelhante a outros puzzles nos quais o objectivo é fazer desaparecer as peças, sem que a última linha atinja o fundo do tabuleiro. Assim, quando seleccionamos 3 peças da mesma cor, estas são eliminadas. No entanto, apenas podemos seleccionar a última peça de cada uma das colunas, pelo que se não houver 3 peças da mesma cor ou escolhermos uma peça multicolor, se esta estiver disponível, então a linha avança, fazendo desaparecer as peças que estiverem marcadas (no máximo duas), abrindo espaço para mais peças, que se tivermos sorte permitirão fazer novas combinações. Mas há ainda uma nuance: as peças azuis, quando as fazemos desaparecer, fazem também avançar a linha (daí a carantonha).


Periodicamente, e consoante o nível em que estivermos a linha vai avançando, mais ou menos rápido, e quando chegar ao fundo o jogo está perdido.

Gráficos muito coloridos, se bem que simples, e som minimalista, não interferem minimamente com o prazer que retiramos de ZoomBlox, que é simplesmente viciante e que nos faz sempre voltar para tentar bater o nosso record. É assim um jogo a experimentar, sem qualquer dúvida.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

WOOT! ZXMAS Tape Magazine


R-Tape, como é conhecido no fórum World of Spectrum, conseguiu surpreender-nos a todos com o lançamento de um magazine em formato de cassete. Quando se pensava que este formato estava obsoleto, eis que surge WOOT! ZXMAS Tape Magazine, naturalmente dedicado ao Natal, ou não estivéssemos na época Natalícia...

A cassete está recheada de prendinhas apetitosas que nos vão fazer passar uns bons momentos. Incluí reviews de alguns dos jogos mais emblemáticos de 2016 (todos revistos em Planeta Sinclair), quizs, telas recheadas com motivos bem conhecidos dos gamers, cartoons, música e outras surpresas.


O interface é bastante simples, como poderão ver acima. Basta escolher a opção pretendida e imediatamente terão acesso aos add-ons ai incluídos. De destacar as bonitas telas, onde terão que descobrir quais os heróis ou jogos representados (figuras abaixo).



Mas além disso a cassete incluí uma série de jogos, utilitários e demos do último ano, em alguns casos versões que foram recentemente melhoradas e que só por isso vale a pena fazer o download da cassete, até porque a mesma é gratuita.


Acedam aqui à cassete e aos conteúdos nela incluídos. Não se vão arrepender.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

In the Walls of Eryx


Nome: In the Walls of Eryx
Editora: Monster's Legs Productions
Autor: Kevin McGrorty
Ano de lançamento: 2016
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

In the Walls of Eryx é o segundo jogo a sair num curto espaço de tempo. E este é mais interessante do que o que analisámos há umas horas, pois apesar de ter também sido criado através do Arcade Game Designer, apresenta um aspecto mais profissional e podendo mesmo ter vindo a ser reconhecido na época dourada do Spectrum, caso tivesse saído nessa altura, como um budget muito competente (o jogo é gratuito, diga-se). É também muito difícil catalogar In the Walls of Eryx, pois apresenta elementos conotados com os jogos de acção, estratégia, labirinto ou até puzzles. Optámos pela primeira, pois parece-nos aquela que é mais abrangente.

O jogo é inspirado num pequeno conto de H.P. Lovecraft e Kenneth J Sterling's e segue a história de Private Stansfield, que despenhou a sua nave nas montanhas de Vénus, e agora, para poder escapar, tem que encontrar 6 pedras preciosas pois apenas estas permitem abrir algumas portas que se encontram trancadas e que permitem fazer avançar o personagem no seu caminho para a liberdade.


Mas o caminho é longo e recheado de perigos e inimigos. Homens-lagarto (verdes, como seria de esperar) perseguem-nos, se bem que o seu QI seja muito baixo (e é o que nos safa). Moscas que patrulham o caminho são outros dos inimigos mais comuns, e que neste caso teremos que contornar. No entanto, o mais estranho são mesmo as plantas alucinogénias, que criam vários cópias da nossa personagem e que, como seria de esperar, nos deixam completamente confundidos. Para piorar a situação, e dado que estamos em Vénus, as nossas reservas de oxigénio são limitadas e temos que ir recolhendo as garrafas de O2 que se encontram pelo caminho.

Para nossa ajuda, apenas existe uma arma que cria um incêndio, eliminando os nossos inimigos quando estes lhe tocam. Mas tem que se usar de forma muito ponderada, pois a arma só tem carga para seis utilizações.


Os gráficos estão bem desenhados, o som é praticamente inexistente (limita-se a assinalar as colisões), e o movimento do nosso personagem, se bem que pareça lento inicialmente, rapidamente verificarão que é q.b. para que consigamos passar os cenários. Fossem as movimentações, quer do nosso personagem, quer dos nossos perseguidores mais elevada e ficaria praticamente injogável. Assim sendo, jogar In the Walls of Eryx torna-se um exercício bastante recompensador.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Cyber Mania


Nome: Cyber Mania
Editora: NA
Autor: Payndz
Ano de lançamento: 2016
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Como se esperava a época Natalícia continua a trazer muitos jogos. Apareceram mais dois de uma assentada, sendo o primeiro deles Cyber Mania. Criado através do Arcade Game Designer, é o primeiro jogo feito por Payndz, e, apesar de ter alguns pontos a melhorar, louva-se o seu esforço. Ainda por cima sendo gratuito não se pode pedir muito mais, não é?

Em Cyber Mania assumimos o papel de uma figura com aspecto alienígena e que ao contrário do que é habitual nas histórias com ET's, tem que salvar os humanos dos robots que andam erraticamente pelo ecrã. A acção é um pouco semelhante a Pacman, pois deambulamos por um labirinto a tentar alcançar os humanos, antes que os robots nos apanhem. Após os primeiros níveis, alguns dos robots têm capacidade para eliminar os humanos, que tem como consequência imediata que percamos os bónus (pontuação e o escudo protector, que podemos activar sempre que salvamos um humano).

Como os robots andam erraticamente pelo cenário, por um lado permite-nos ir escapando mais facilmente deles, já que não somos alvo de perseguição selectiva, mas por outro os seus movimentos são imprevisíveis, anulando quaisquer tentativas de se estabelecer uma estratégia para apanhar os humanos (que também deambulam erraticamente pelo ecrã).


Apesar de ser um jogo extremamente simples em todos os aspectos, incluindo os gráficos e som, tem uma grande pecha e que limita muito a sua jogabilidade: para podermos mudar de corredor teremos que estar perfeitamente alinhados com as portas de entrada. E como o nosso personagem não tem um movimento contínuo, em situações de perseguição e stress invariavelmente batemos nas paredes, não conseguindo mudar de corredor e sendo apanhado pelos robôs ou deixando o humano escapar. E como a velocidade do jogo é estonteante (talvez fosse aconselhado baixar um pouco a rapidez da acção), acaba por se tornar um jogo frustrante.

Assim, para primeiro trabalho não está mal mas há aspectos importantes a melhorar.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

R-Type


Nome: R-Type
Editora: Electric Dreams
Autor: Bob Pape, Mark A. Jones, Robert L. Hylands
Ano de lançamento: 1988
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Terminou muito recentemente a sondagem de Planeta Sinclair para sabermos qual o shoot'em'up preferido dos leitores e foi sem surpresa que R-Type foi o jogo mais votado.

De facto, R-Type é o shoot'em'up. É aquele que serve de referência para qualquer jogo do género. É perfeito em todos os aspectos e é considerado muito frequentemente como o melhor jogo de sempre para o Spectrum.

A história é igual a tantas outras neste tipo de jogos: temos que libertar o Universo de uma raça inimiga opressora. Para isso temos que sozinhos, na nossa nave, abater tudo o que esteja ao nosso alcance para chegarmos ao final de cada um dos oito difíceis níveis e defrontar uma nave-mãe com uma dimensão brutal (por vezes ocupa quase metade do ecrã).


R-Type desenrola-se horizontalmente o que beneficia este tipo de jogos, aumentando a área disponível e favorecendo o próprio scroll. A acção é frenética e exige de nós atenção máxima e dedo rápido no gatilho (memorizar de onde vêm as vagas de inimigos também é conveniente). E à medida que vamos avançando, vamos obtendo alguns add-ons (reflection laser, anti aircraft laser, ground laser, homing missiles, extra speed e shield orbs) essenciais para conseguirmos chegar ao final do nível e abater a nave-mãe.

Mas o melhor add-on é mesmo o primeiro que se obtém, o the force. Este objecto pode ser acoplado ou descolado da nossa nave a nosso belo prazer, e além de permitir um poder de fogo duplo, quando toca nos nossos inimigos causa também mossa. Sem o the force não iremos muito longe.


Ao nível gráfico R-Type é também do melhor que se viu nos 8 bits. Atentem por exemplo nas naves-mãe, no seu nível de detalhe, e ficarão extasiados. As cores são fenomenais, sem qualquer colour clash e provando que não é por um jogo ser monocromático que se torna mais rápido ou fluido. Por outro lado, o som, tal como tudo o resto, é no mínimo excelente.


A Software Studios, responsável por pérolas como Aliens, Super Hang-On ou Power Drift, mas também flops como Big Trouble in Little China ou Howard the Duck, está inteiramente de parabéns com esta conversão. Dificilmente se conseguiria fazer melhor. Uma pena apenas que este jogo não esteja ainda disponível gratuitamente.

sábado, 10 de dezembro de 2016

The Unofficial Zombo's Christmas Capers


Nome: The Unofficial Zombo's Christmas Capers
Editora: Monsterbytes Software
Autor: Malcom Kirk
Ano de lançamento: 2016
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

E o Natal felizmente não nos dá descanso, pois está a ser motivo para o lançamento no mercado de vários jogos dedicados ao tema (três novos jogos em três dias é obra!). The Unofficial Zombo's Christmas Capers é o mais recente e é a sequela a Zombo, de 2015.

Construído mais uma vez com o motor do Arcade Game Designer, mete-nos no papel de Zombo que tem que distribuir os presentes que o Pai Natal não entregou aos meninos e meninas bem comportados. É que este sofreu um ataque psicótico e desapareceu para parte incerta.


O tema bem humorado da história dá origem a um também bem humorado jogo, no qual temos que nos movimentar pelos diferentes cenários à procura dos presentes e das três chaves que dão acesso a outros locais. Pelo meio temos que evitar ou eliminar os mauzões (elfos, bonecos de neve e até árvores de Natal assassinas, entre outros). Assim, convém desde logo encontrar a pistola que permite eliminar alguns destes inimigos (e também porque vão precisar dela no ecrã final).

Os gráficos são bastante divertidos, afectos à época Natalícia, com muita cor como seria de esperar. O som é quase inexistente, uma musica de Natal daria algum colorido extra à acção, mas como esta decorre de uma forma muito fluída nem damos pela lacuna.


No entanto o jogo é demasiado fácil. Tanto que o terminámos na primeira tentativa. Isso limita muito a longevidade de Zombo's Christmas Capers, pois após chegarmos ao seu fim pouca motivação teremos para o voltar a carregar.

Ah, e como podem apreciar pela cara do Pai Natal no screenshot acima, o surto psicótico tornou-o maldoso. Tenham isso em atenção quando chegarem ao ecrã final. Não é também todos os dias que vemos o Pai Natal a apontar-nos uma arma...

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Stela II


Nome: Stela II
Editora: NA
Autor: J.B.G.V.
Ano de lançamento: 2016
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Stela II é o natural sucessor de Stela, divertido jogo espanhol de 2011. Nesta sequela temos que guiar o Doutor Malfario, representado por uma pequena seta, ao longo de um tortuoso caminho, recheado de obstáculos, tele-transportadores (chamados de relocadores), portas que se fecham intermitentemente, entre outras maldades colocadas pelo programador em cada cenário, até à linha de meta que naturalmente fica no ponto mais inacessível.

Mas a principal dificuldade deste jogo reside na velocidade a que o Doutor Malfario se desloca, pois ao mínimo toque num obstáculo é a morte do artista. Não raras vezes, mesmo nos cenários mais simples, uma pequena distracção é o suficiente para esborracharmos o infeliz Doutor numa parede. Pelo meio temos algumas ajudas, como uma tartaruga que permite durante alguns segundos diminuir a velocidade do nosso personagem. O pior é quando se acaba o bónus e a velocidade volta repentinamente ao normal, exigindo reflexos ultra-rápidos para controlarmos o nosso personagem. Assim, as nove vidas inicialmente concedidas rapidamente se esgotam nos primeiros dos 25 níveis do jogo.


Os gráficos são um pouco espartanos e pequenos, mas adequados aos objectivos do jogo e de modo algum interferindo com a velocidade da acção. Também o som cumpre, levando, no geral, a uma experiência bastante agradável.

Mas o programador brindou-nos ainda com uma surpresa extra: um mini-jogo, Tempus Fugit. A fazer lembrar High Noon em ponto pequeno, em que em vez de um cowboy controlamos uma nave e onde nunca temos a possibilidade de vencer. Experimentem e perceberão o que queremos dizer.


Em suma, estamos aqui perante um jogo bastante aceitável, se bem que nos consiga levar ao desespero, com o bónus de no mesmo programa apresentar, de forma muito engraçada, um mini jogo igualmente divertido (e frustrante). A experimentar, sem sombra de dúvida.

Crappy Crates


Nome: Crappy Crates
Editora: The Death Squad
Autor: Sludge
Ano de lançamento: 2016
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

E a temática do Natal continua a fazer-se sentir, saindo mais um jogo que tem como personagem principal o Pai Natal...

Sludge utiliza sempre o mesmo motor de busca nos seus jogos, alguns deles já aqui analisados (Sewer Rage, Thunderturds II ou Invasive Species), levando a que estes sejam todos muito semelhantes, quer em termos de gráficos, quer em termos de mecânica do próprio jogo. E o que temos em Crappy Crates, tal como o próprio nome indica, são caixotes. Estão ao longo do cenário e temos que recolocá-los no local indicado com setas. Para isso metemo-nos à frente deles e puxamo-los. O problema é que quando os puxamos, passamos para a frente do caixote, levando a que tenhamos que fazer o mesmo movimento vezes sem conta até o conseguirmos colocar no local certo. Pelo meio, e a partir do nível 3, começam a surgir alguns inimigos que andam atrás de nós e sugam a nossa energia, além de nos poderem encurralar.


Apesar de gráficos agradáveis, como é apanágio de Sludge, e do jogo estar bem implementado, o seu principal problema é a forma como movimentamos os caixotes, levando a que Crappy Crates se torne extremamente monótono e não ofereça qualquer ponta de diversão. Julgamos que Sludge, que inegavelmente é um bom programador, deveria arranjar novas ideias para os seus jogos. Todos sairíamos a ganhar.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Scalextric


Nome: Scalextric
Editora: Leisure Genius
Autor: Andy Green
Ano de lançamento: 1986
Género: Race'n'chase
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2 (em simultâneo)

Quem não se lembra das antigas pistas de carros miniatura e de como ficávamos fascinados sempre que nos calhava em sorte receber uma nos anos ou Natal? E são precisamente essas pistas de carros que a Leisure Genius recriou em Scalextric. No entanto, a passagem para os 8 bits não foi inteiramente bem sucedida, embora o jogo até tenha alguns pontos bem concebidos.

Vamos então começar por aquilo que são os aspectos positivos. Em primeiro lugar a possibilidade de corremos nos 16 do circuitos de Fórmula 1 da altura, entre os quais o Grande Prémio do Estoril. Mas se não quiserem correr nas 16 pistas que já vêm criadas, temos a possibilidade de nós próprios criarmos o nosso circuito através de um editor extremamente simples. E dá quase tanto gozo criar a pista como depois correr nela.

Mas também existe a possibilidade de 2 jogadores correrem em simultâneo em vez de corremos apenas contra o computador. Em ambos os casos o ecrã encontra-se dividido em dois, mas ao contrário de alguns jogos que posteriormente utilizaram este método, a acção não perde nada com isso, muito por força dos gráficos que embora extremamente simples, são bastante eficazes e que não tornam o jogo mais lento (muito embora esse não prime pela velocidade).


Até aqui pareceria estarmos perante um jogo de topo. Mas o problema é que o cuidado que foi dedicado à imagem e apresentação do jogo (a caixa é uma maravilha), já não o foi na implementação do mesmo em termos de jogabilidade. Ou talvez a memória gasta com o editor das pistas não tenha permitido dedicar mais espaço à vertente do jogo propriamente dita. O principal problema é que existindo apenas dois carros em pista e o facto destes nunca se despistarem (apenas se perde algum tempo nas curvas mais apertadas), quem parte à frente tem sempre uma grande vantagem. É praticamente impossível a quem vem atrás ultrapassar, até porque se bater no carro da frente, perde imediatamente a corrida.

E é uma pena, pois Scalextric tinha tudo para ser um produto vencedor. Assim torna-se um jogo que atrai inicialmente, mas que rapidamente se torna monótono e perde o interesse, mesmo jogado a dois.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Merry Christmas From Horace


Nome: Merry Christmas From Horace
Editora: My Cat Software
Autor: Steve Broad
Ano de lançamento: 2016
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Deve-se começar por dizer que esta não é uma sequela oficial à conhecida personagem do Spectrum, antes o trabalho, bastante meritório diga-se, de um fã de Horace, responsável por outras obras nele baseadas e que até no próprio inlay que acompanha a distribuição gratuita deste jogo pretende recriar as edições da  Sinclair Research.

Assim, e dado que temos o Natal à porta, o objectivo de Horace é ao longo de 49 níveis recolhermos as prendas que o descuidado Pai Natal deixou à deriva. Para dificultar a nossa missão, além dos habituais inimigos de Horace, deslocamo-nos fora de terra firme. Comboios em andamento e edifícios aparecem logo nos primeiros níveis e não raras as vezes, ao tentarmos desviar-mo-nos dos nossos inimigos, caímos nos gaps propositadamente deixados pelo programador.


Mas também temos algumas ajudas ao longo da nossa missão. Alguns dos objectos que apanhamos concedem bónus, como por exemplo um escudo protector (com efeitos óbvios). Outros aumentam o tempo para a missão em cada nível (sim, existe um tempo limite para se passar de nível), concedem vidas extra, existindo mesmo alguns que não nos ajudam assim tanto, e que como tal convém que não sejam apanhados.

Os gráficos e a animação fazem jus ao jogos originais com a personagem Horace, remetendo-nos para 1982, mas que no presente caso vem dar mais atmosfera a este divertido jogo. E embora os primeiros níveis sejam relativamente fáceis, a partir de certa altura o número de inimigos aumenta exponencialmente e todas as vidas que vamos ganhando nos primeiros níveis através dos bónus rapidamente se escoam. Não se deixem assim levar pela aparente facilidade inicial.

sábado, 3 de dezembro de 2016

Super Trux


Nome: Super Trux
Editora: Elite Systems
Autor: Gargoyle Games
Ano de lançamento: 1988
Género: Race'n'chase
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A prestigiada Gargoyle Games foi responsável por três jogos para a Elite Systems, Thundercats, de que já aqui falámos, Scooby-Doo e este Super Trux. E dos três, foi o único que não obteve sucesso comercial. E não é que estejamos perante um mau jogo, simplesmente peca pela falta de originalidade, já que o que aqui se apresenta é um vulgar race'n'chase, onde as motas ou os carros são substituídos por um camião.

A acção passa-se ao longo de 9 cidades ou locais da Europa. Londres, Paris, Bruxelas, Roma, Madrid, Vosges, Veneza, Pisa e por fim Atenas. No entanto poder-se-iam chamar outra coisa qualquer, já que o cenário de fundo não tem qualquer característica especial que identifique o local. Mas isso também não é o mais importante, pois o que queremos é conduzir por cenários agradáveis e acima de tudo que o jogo tenha velocidade q.b. e que não emperre quando o ecrã fica atravancado com sprites, como acontecia com Out Run ou Buggy Boy. E verdade seja dita, o jogo tem uma excelente fluidez, sendo perfeita a sensação de velocidade.

Assim, ao longo dos vários circuitos, temos que evitar os outros camiões, alguns obstáculos que aparecem no meio da estrada, e por vezes escolher qual o caminho que pretendemos seguir (tal e qual como em Out Run), apresentando alguns caminhos níveis de dificuldade maiores que outros (mas pouco).


No entanto o controlo do camião está longe de ser perfeito. Está demasiado sensível e sempre que damos um toque para um dos lados parece que o camião desliza sempre mais do que queremos, sendo assim complicado evitar alguns obstáculos.

Depois, e apesar dos gráficos serem o normal neste tipo de jogos e cumprir com o objectivo, o que se nota é que são bastante monótonos. Existe muito pouca variedade entre os cenários, exceptuando a cor de fundo alternar entre o amarelo e o verde, levando a que rapidamente nos fartemos do jogo. Com um pouco mais de esforço na implementação, Super Trux poderia ser um clássico. Assim fica-se pela mediania.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

F.I.R.E.


Nome: F.I.R.E.
Editora: Bum Fum Software
Autor: Frantisek Fuka
Ano de lançamento: 1988 (re-release 2016)
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

F.I.R.E. é um shooter recentemente lançado pela Bum Fun Software, que tantos títulos tem colocado ultimamente no mercado. No entanto, este não é dos seus lançamentos mais inspirados, se bem que o jogo até esteja bem implementado e apresente uma velocidade muito razoável e adequada a este género.

O principal problema de F.I.R.E. é que não tem nada que o distinga dos muitos jogos do género que populam no mercado, quer ao nível da originalidade, quer ao nível da própria diversidade de inimigos, obstáculos e add-ons. O facto de ser basicamente monocromático, se bem que possa torna-lo mais rápido e evitar o sempre incómodo clour clash, não o ajuda a tornar-se mais atractivo aos nossos olhos.


Mas não se pense que F.I.R.E. apenas apresenta defeitos. Quem o carregar pode estar certo que vai ter umas boas horas de diversão. Velocidade q.b., a exigir reflexos e dedos rápidos no gatilho é fundamental para passar o inimigo final de cada nível e chegar ao final do jogo. Uma pena que quem o termine não tenha sequer direito a uma mensagem de parabéns, voltando o jogo apenas ao seu início e dando ideia que foi terminado à pressa.

Quem quiser dar uma espreitadela e adquirir a versão física do jogo, pode fazê-lo através do site da Bum Fun Software ao peço de £ 12.