segunda-feira, 8 de maio de 2017
Jubbles
Nome: Jubbles
Editora: NA
Autor: Jonathan Cauldwell
Ano de lançamento: 2017
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
Jonathan Cauldwell é nome por demais conhecido da cena Spectrum. Apesar de ter começado a programar apenas em finais dos anos 80, ainda conseguiu lançar alguns jogos através das revistas da época (Your Sinclair, Sinclair User e Crash), não tendo parado desde ai e lançando pérolas como a saga Egghead ou Encyclopaedia Galactica. Além disso é o célebre autor dos Shoot-Em-Up-Designer, Platform Game Designer e Arcade Game Designer, este último que tantos e tão bons jogos tem permitido criar ultimamente.
E a provar que os jogos mais simples nem por isso são piores, apareceu por estes dias Jubbles. E o conceito é tão simples que até admira como ninguém pensou nisto antes. A nossa tarefa consiste apenas em ligar ou desligar seis ventoinhas que permitem movimentar as bolhas que vão surgindo do lado esquerdo do ecrã, tentando atingir as bandeiras amarelas. No entanto, pelo meio vão aparecendo obstáculos, alguns imóveis, outros nem por isso, que dificultam a nossa tarefa. Quando a barra de energia se esgota, o jogo termina e cuidado, pois apenas temos uma vida.
No final de cada cinco níveis temos direito a uma rodada de bónus. Assim, durante alguns segundos temos que acertar nas bolhas que vão subindo no ecrã, permitindo aumentar a nossa pontuação. Findo o tempo dado, seguem-se mais cinco níveis como os anteriores, mas agora com dificuldade acrescida, traduzindo-se em mais obstáculos à frente das bandeiras.
Os gráficos são também do mais básico que existe, no entanto o som é uma boa surpresa, com uma melodia muito bem concebida ao longo de todo o jogo. Depois, este está tão bem implementado que dá sempre vontade de a ele voltar para tentar progredir mais um pouco.
Quem estiver interessado poderá vir aqui descarrega-lo.
domingo, 7 de maio de 2017
Terceiro dos objetivos do Spectrum Next atingido
E continua de vento em popa a campanha de crowdfunding do Spectrum Next. O terceiro dos objectivos acaba de ser atingido, o que quer dizer que o computador passa a ter slots para os chips de memória e para o WiFi, não sendo necessário soldar para se expandir as suas capacidades, ou tão somente substituir peças defeituosas.
£450,000 - Expand Me Easy
The Next gets sockets for the extra memory, making it as easy as slotting in a memory chip in order to expand its RAM, no more soldering involved. The WiFi also gets a slot, removing the need for soldering too.
sábado, 6 de maio de 2017
Harry the Magical
Nome: Harry the Magical
Editora: C.M. Gilles
Autor: C.M. Gilles
Ano de lançamento: 2005
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1
Harry the Magical é um obscuro jogo alemão inspirado na saga do Harry Potter e que deu origem a duas sequelas (igualmente obscuras). Aliás, neste jogo tudo é muito esotérico, a começar pelas instruções, que apenas dizem que temos que encontrar 2 amigos do personagem, h e r, passando pelo ecrã de abertura, que incluí uma opção para redefinir as teclas, mas que não funciona, ao próprio desenrolar da acção, em que nos limitamos a deambular pelos cenários sem fazermos a mínima ideia de onde queremos ir.
Supostamente teremos que correr um cenário meio medieval e fantástico à procura dos nossos amigos, tendo o jogo algumas semelhanças com Wanderers, de Sam Style, mas apenas na ideia, pois em tudo o resto fica a perder relativamente a esse.
Tudo aqui é mau e é um verdadeiro tormento tentarmos perceber o que temos a fazer. O scroll é terrível, com longas pausas entre cenários, os gráficos monótonos, o som inexistente, e tudo isto contribui para uma experiência nada satisfatória e que de modo algum incentiva a pegar nas sequelas, que, consta, são tão más como este jogo. Carregá-lo é pura perda de tempo.
quinta-feira, 4 de maio de 2017
The Treasure of Lumos
Mário Viegas é uma pessoa muito experiente nestas lides do Spectrum e resolveu pegar na review que fizemos a The Treasure of Lumos e criar um vídeo com o walktrough. E podemos dizer que o resultado ficou brilhante, criando expectativas para uma futura colaboração em outras reviews do género. Convidamo-vos assim a visualizar o vídeo acima.
Leviathan
Nome: Leviathan
Editora: English Software
Autor: Gareth J. Briggs, Mark Kelly, Lee Crawley, David Whittaker
Ano de lançamento: 1987
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1
Leviathan prometia muito quando os anúncios começaram a aparecer nas revistas da especialidade. De facto, os screenshots que foram disponibilizados pareciam mostrar estarmos perante um shoot'em'up inovador, inspirado em clássicos como Zaxxon ou Uridium. E nem o facto de estarmos perante uma nova editora no mercado resfriou esse entusiasmo. No entanto, quando Leviathan foi lançado, rapidamente a desilusão tomou conta das pessoas. E também foi o canto do cisne da editora, que nunca mais editou jogo algum para o Spectrum.
O que aqui temos é o que acontece quando existe uma boa ideia, a apresentação do produto até é jeitosa, mas a implementação é tão má que deita tudo a perder. De facto, os gráficos de fundo até são interessantes, com três tipos de cenários, correspondente a três níveis de dificuldade: Lua, Cidade é Grécia (???). Os mesmos, além da própria temática associada, destingem-se também pela quantidade de obstáculos que apresentam, definindo assim o nível de dificuldade de cada um. Mas ter cenários e a nave da mesma cor leva a que aconteça o que se esperava, que esta se torne invisível no meio do cenário e que torne o programa injogável (ou muito perto disso).
Outro ponto extremamente negativo de Leviathan é a impossibilidade de redefinir as teclas. É que aquelas que nos são dadas por defeito fazem lembrar as de alguns programas da Ultimate e que conseguem arruinar o prazer que pudéssemos eventualmente ter com o jogo. Só por isso merece nota negativa.
De resto temos as habituais tarefas nos habituais shoot'em'ups: atirar em tudo o que se mexa e chegar ao fim do cenário, normalmente num tempo limite que parece sempre muito curto (não é aqui o caso). E se lhe apanharmos o jeito e nos ajeitarmos com o joystick (já que com as teclas pré-definidas e impossível), até se consegue retirar alguma diversão de Leviathan. No entanto, a sensação é que com um bocadinho de bom senso por parte dos programadores e pequenas afinações, estaríamos perante um jogo muito melhor.
terça-feira, 2 de maio de 2017
The Treasure of Lumos (O Tesouro de Lumos)
Nome: The Treasure of Lumos (O Tesouro de Lumos)
Editora: NA
Autor: Jaime Grilo
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1
No meio de tantos jogos novos que apareceram nos últimos tempo não podia faltar o produto tuga. E apareceu pela mão de Jaime Grilo, que se estreou nestas andanças com The Treasure of Lumos, ou O Tesouro de Lumos, se preferirem a versão portuguesa. Optámos pela inglesa, mas a única diferença, julgamos nós, está mesmo na tradução. Optámos também pela versão 2, que afinou o sistema de colisão relativamente à versão prévia.
Estamos então perante um típico jogo de plataformas que vai buscar a sua inspiração a Matthew Smith e aos célebres Manic Miner e Jet Set Willy. Neste caso o nosso herói não tem ainda nome ou profissão definida, mas a missão é semelhante: recolher todos os objectos e tesouros que ficaram escondidos na gruta de Lumos. São quarenta os que se encontram por lá espalhados, mas se recolherem apenas trinta e cinco já cumprem com a missão, se bem que a vossa pontuação sofra com isso.
A seu favor, Treasure of Lumos possuí uma boa jogabilidade e consegue manter o interesse, pelo menos até chegarmos ao seu final. O sistema de colisão parece agora adequado, aspecto fundamental em jogos deste género nos quais a precisão dos movimentos é ponto fulcral. Os gráficos são simples, semelhantes a muitos jogos do género do início da era do Spectrum, mas perfeitamente funcionais.
Mas também possuí alguns aspectos a melhorar, o que não é de estranhar, dado ser o primeiro trabalho de Jaime Grilo. Em primeiro lugar e aquela que nos parece a maior pecha é o nível de dificuldade, que é muito pouco elevado. Não sendo o jogo muito comprido (terá à volta de quinze ecrãs) e com cinco vidas iniciais à nossa disposição, muito rapidamente chegamos ao seu final. E depois dificilmente lhe voltamos a pegar.
Outro aspecto que no nosso entender tem margem para melhorar será o som. Seria agradável ter uma musiquinha para nos alegrar enquanto recolhemos os tesouros. No fórum ZX Spectrum da Arrecadação poderá haver elementos tarimbados nestas andanças que se ofereçam para ajudar nesta tarefa.
De qualquer modo, para primeiro trabalho Jaime Grilo está de parabéns e esperemos que mais jogos venham a caminho.
Podem aqui descarregar a versão inglesa ou se preferirem a portuguesa, venham aqui.
segunda-feira, 1 de maio de 2017
Principais novidades de Maio de 1982
Há 35 anos atrás, as principais novidades foram:
- Apesar do Zx Spectrum ter sido lançado oficialmente uns dias antes, o ZX 81 continua a ser rei e senhor das vendas, aproximando-se das 400 mil unidades vendidas.
- O ZX Spectrum (ou ZX 82, nome como era conhecido antes do seu lançamento) tem um preço aproximado de mercado de £ 175 para a versão 48 K e £ 125 para a 16 K e por essa altura a Sinclair procurava ainda um distribuidor.
- Não havendo ainda no mercado programas específicos para o ZX Spectrum, são os jogos do ZX 81 que vão inundando o mercado, muitos deles conversões das máquinas de arcada. Mas surgem também alguns que futuramente seriam adaptados com bastante sucesso ao Spectrum, como é o caso de Dictator ou Football Manager.
- A Sinclair anuncia que vai fazer durante 4 anos um investimento de 5 milhões de libras numa TV de bolso.
sábado, 29 de abril de 2017
Segundo dos objetivos do Spectrum Next atingido
E a campanha do Spectrum Next continua a muito bom ritmo. Neste momento o segundo dos objetivos do crowdfunding do Spectrum Next foi atingido (o primeiro foi ter atingido o limite mínimo para ser financiado). Quer isso dizer que vamos ter um computador com mais capacidade e permitindo mais funcionalidades.
£350,000 - A Better, Stronger Next
We expand the SLX9 FPGA to its bigger brother, the SLX16. What does it do? Glad you asked: we can add much more hardware features into the Next (60% more room), making it a better computer than it already is!
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Rediscovered Realms
Passou-nos despercebido há uns meses, mas graças a um iminente membro do fórum Spectrum for Everyone, Will Woodvine, descobrimos Rediscovered Realms. Não estamos aqui perante um único jogo, nem sequer novo, mas sim uma compilação de quatro aventuras de texto criados por Paul Jenkinson no período 1983-1985: The Firm, Spirit of Death, In Search of the Yeti e Bron´s Kingdom.
Entretanto o programador que tem sido amplamente falado nos últimos tempos em Planeta Sinclair, teve a oportunidade de melhorar alguns aspectos dos jogos originais, mantendo-lhes a sua base estrutural. Aproveitou ainda para dar uma nova "roupagem", ficando agora os jogos com um aspecto mais moderno e sendo mesmo possível aceder a um menu inicial que carrega cada um deles em separado.
Pelo breve análise que fizemos, estamos perante quatro aventuras simples, totalmente despretensiosas, relativamente fáceis de concluir e que são o ideal para um iniciado neste género de jogos. Além disso o pacote incluí ainda um manual que dá informação básica sobre cada uma das aventuras e sobre este género de jogos.
Como é habitual neste programador, a compilação é gratuita e pode ser aqui obtida.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Solução completa Crystal Kingdom Dizzy (remake) parte 2 (níveis 4 e 5)
E fica o resto da solução para Crystal Kingdom Dizzy, exclusivo de Planeta Sinclair. Com estas dicas já não têm desculpa para não chegarem ao fim.
terça-feira, 25 de abril de 2017
Wolfcastle McBaine
Nome: Wolfcastle McBain
Editora: NA
Autor: C. Oscar Garcia
Ano de lançamento: 2017
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
E mais um jogo na calha. Já perdemos a conta aos novos lançamentos este mês. E mais um programado pelos nossos vizinho, com recurso ao motor La Churrera, sendo este o primeiro trabalho de Oscar Garcia.
Nesta aventura, McBain é o típico herói, pesado física e intelectualmente, mas que para os trabalhos que exigem poucos miolos, muita força bruta e bom manejo de armas de fogo é suficiente. Tem assim que encontrar e desactivar 3 bombas que se encontram em poder dos nazis comunistas (esta carga ideológica era perfeitamente dispensável). Mas antes tem que encontrar as ferramentas que as permitem desactivar. E como se isso não bastasse, o caminho encontra-se pejado de inimigos, na forma de outros soldados (alguns perseguem-nos, outros têm um movimento perfeitamente previsível), outros predadores e até alguns drones.
No entanto, pouco mais temos que fazer do que deambular pelos cenários à cata das bombas e ao final de algum tempo torna-se maçador. Por outro lado, sendo criado através do La Churrera e pese embora toda a cor presente, também os cenários acabam por se tornar monótonos. Já do som nem vale a pena falar, é a irritação do costume com os jogos criados através deste motor.
De qualquer forma é gratuito e sendo o primeiro trabalho, o programador merece nova oportunidade. Poderão descarregar aqui Wolfcastle McBaine.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
Arrancou a campanha Kickstarter do Spectrum Next
É oficial, arrancou finalmente a campanha Kickstarter do Spectrum Next. Neste momento apenas começou há 1 dia e já tem praticamente o financiamento assegurado, o que já era de esperar dado o mediatismo envolvido neste projecto. Aliás, todas as opções especiais já se encontram praticamente esgotadas.
As características finais do computador são:
- Processor: Z80 3.5Mhz and 7Mhz modes
- Memory: 512Kb RAM (expandable to 1.5Mb internally and 2.5Mb externally)
- Video: Hardware sprites, 256 colours mode, Timex 8x1 mode etc.
- Video Output: RGB, VGA, HDMI
- Storage: SD Card slot, with DivMMC-compatible protocol
- Audio: 3x AY-3-8912 audio chips with stereo output + FM sound
- Joystick: DB9 compatible with Cursor, Kempston and Interface 2 protocols (selectable)
- PS/2 port: Mouse with Kempston mode emulation and an external keyboard
- Special: Multiface functionality for memory access, savegames, cheats etc.
- Tape support: Mic and Ear ports for tape loading and saving
- Expansion: Original external bus expansion port and accelerator expansion port
- Accelerator board (optional): GPU / 1Ghz CPU / 512Mb RAM
- Network (optional): Wi Fi module
- Extras: Real Time Clock (optional), internal speaker (optional)
Para quem o quiser adquirir, para Portugal os preços ficam entre as 200 e 240 libras (portes incluídos).
Todos os pormenores aqui.
domingo, 23 de abril de 2017
ZX Spectrum faz hoje 35 anos
Foi há precisamente 35 anos que este Planeta se tornou um local um pouco mais feliz: a 23 de Abril de 1982 Sir Clive Sinclair lançou aquele que se tornou no ícone de uma geração, o ZX Spectrum.
Evolução do ZX 80 e ZX 81, apareceu inicialmente nas versões de 16 K e 48 K, mais tarde tendo um upgrade para os 128 K, mas permitindo fazendo maravilhas com tão limitada memória.
E 35 anos depois está longe de estar morto e enterrado, bastando ver o novo software que vai aparecendo semanalmente, o novo hardware que está em curso (como o Spectrum Next ou inúmeros novos interfaces), ou até projectos mais estranhos como consolas baseadas neste computador e teclados bluetooth.
Esperemos que se sigam mais 35 anos tão recheados como foram estes últimos.
Evolução do ZX 80 e ZX 81, apareceu inicialmente nas versões de 16 K e 48 K, mais tarde tendo um upgrade para os 128 K, mas permitindo fazendo maravilhas com tão limitada memória.
E 35 anos depois está longe de estar morto e enterrado, bastando ver o novo software que vai aparecendo semanalmente, o novo hardware que está em curso (como o Spectrum Next ou inúmeros novos interfaces), ou até projectos mais estranhos como consolas baseadas neste computador e teclados bluetooth.
Esperemos que se sigam mais 35 anos tão recheados como foram estes últimos.
sábado, 22 de abril de 2017
Flappy, the Ghost
Nome: Flappy, the Ghost
Editora: NA
Autor: Gabriel Cuesta Arza
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
Flappy, the Ghost é o quarto jogo a aparecer para o Spectrum no espaço de uma semana. Mesmo sendo um trabalho estritamente amador (basta ver que nem sequer tem loading screen, apenas a informação de que está a carregar), não deixa de ser interessante todo o dinamismo que ultimamente tem existido à volta deste sistema. E amanhã será dia de aniversário para o Spectrum...
Estamos aqui perante um típico jogo de plataformas, no qual o nosso objectivo é apenas levar Flappy, um simpático fantasma, a chegar à saída em cerca de meia dúzia de níveis, cada um deles com apenas quatro ou cinco salas, o que retira alguma longevidade a esta aventura. Em cada uma das salas temos inimigos para negociar e plataformas para saltar, sendo o timing e precisão de salto, à semelhança da maioria dos jogos do género, factor essencial para levarmos a nossa missão a bom termo.
Os gráficos são básicos, coloridos, mas existindo algum colour clash, como podem verificar no ecrã em cima. Aliás, esse é o ecrã final do jogo, tendo nós, mesmo com a habitual falta de jeito, lá chegado em menos de meia hora, o que mostra bem o quão pequena esta aventura é. Talvez o programador pudesse colocar um tempo limite para cada nível, à semelhança de Ollie and Lissa (jogo com o qual existem algumas semelhanças), permitindo aumentar o seu período de vida útil.
O som também é básico e a jogabilidade adequada para o efeito. Para primeiro jogo parece-nos um exercício engraçado e não destoaria dentro da categoria budget dos anos 80. Sendo gratuito ainda melhor, podendo-se obter aqui Flappy, The Ghost.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
quinta-feira, 20 de abril de 2017
Dead Space
Nome: Dead Space
Editora: NA
Autor: Radastan
Ano de lançamento: 2017
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Sinclair
Número de jogadores: 1
Dead Space é o novo jogo de Radastan, numa semana marcada por várias novidades para o Spectrum, sendo uma delas candidata a jogo do ano (Dizzy).
Nesta aventura fazemos parte da tripulação da estação científica Omega-Six, que foi infectada por uma experiência mal sucedida. A estação tem agora que ser urgentemente evacuada, mas apesar da maioria da tripulação ter-se transformado em mutantes que convém evitar (a não ser que queiram perder uma das vossas quatro vidas), existem onze sobreviventes que devemos resgatar e que estão escondidos no meio da estação, que não é mais que um labirinto de salas recheadas de inimigos e obstáculos.
A par dos mutantes, que embora tenham movimentos previsíveis seguem percursos que parecem feitos propositadamente para nos dificultar a vida, existem também campos de força que temos necessariamente que evitar, doutra forma seremos electrocutados.
Apenas temos as quatro teclas direccionais, não havendo possibilidade de eliminar os nossos inimigos, portanto a nossa acção resume-se a vaguear pelas diversas salas à cata dos sobreviventes, o que ao final de algum tempo se torna um pouco monótono. Por outro lado, e é mais uma das fragilidades deste jogo, o facto do número de sobreviventes que vamos resgatando não ficar visível, às páginas tantas já não sabemos quantos é que faltam serem encontrados para terminarmos a nossa missão.
Os gráficos são pequenos, mas funcionais, o som minimalista e a acção desenrola-se com uma boa fluidez, contribuindo para uma boa jogabilidade. Fosse o jogo um pouco mais profundo, talvez ter alguns puzzles ou tarefas para se cumprir, e poderia obter melhor pontuação. Quem sabe, futuramente, numa versão melhorada.
Dead Space é gratuito e pode aqui ser obtido.
terça-feira, 18 de abril de 2017
Genblast!
Nome: Genblast!
Editora: NA
Autor: Dave Hughes
Ano de lançamento: 2017
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1
Genblast! é a nova brincadeira de Dave Hughes, criado no motor Games Designer e baseado no jogo da Atari de 1979, Asteroids. Mas ao contrário de muitos programas que têm aparecido nos últimos tempos, Genblast! pouco (ou nada) acrescenta relativamente ao original.
Aqui, em vez de asteróides que se fragmentam sempre que os atingimos, temos estranhas criaturas que vão deambulando erraticamente pelo ecrã, cada vez mais rápido à medida que vamos avançando de nível. São apenas sete, portanto não esperem uma grande longevidade, se bem que o jogo não seja propriamente fácil. Mas com um pouco de sorte, rapidamente chegam ao seu final (logo na primeira tentativa atingimos o quarto nível).
Além disso, Genblast! é monótono, pois limitamo-nos a vaguear pelo centro do ecrã, a tentar evitar ou atingir os nosso inimigos. Ao fim de cinco minutos já nos fartámos e rapidamente deixamos o jogo de lado e carregamos Blasteroids, que leva o original a uma dimensão muito maior.
Nem mesmo os gráficos e o som salvam Genblast!. Fracos e previsíveis, contribuem para a vulgaridade deste lançamento. De qualquer forma é gratuito e podem aqui vir descarregar. Sendo apenas uma experiência do programador no uso do Games Designer, merece que se dê uma espreitadela, até porque poderá dar-vos ideias para criar algo semelhante.
domingo, 16 de abril de 2017
Crystal Kingdom Dizzy (remake)
Nome: Crystal Kingdom Dizzy
Editora: NA
Autor: Evgeniy Barskiy, Dmitri Ponomarjov, Oleg Origin, Sergey Kosov, Marco Antonio del Campo
Ano de lançamento: 2017
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
Para comemorar os 30 anos do primeiro jogo da saga Dizzy, programadores ilustres como Basrskiy e Oleg Origin resolveram fazer um remake de Crystal Kingdom Dizzy e muito convenientemente lançá-lo neste período festivo, onde os ovos são obrigatórios. E para quem é fã da série original vai ficar maravilhado com este remake. É incrível como conseguiram colocar tanta coisa em apenas 128 K.
Este remake segue muito de perto a edição lançada em 1992, já no fim do primeiro período de vida útil do Spectrum (já se pode dizer que existe um novo período, tantas são as novidades que ultimamente apareceram). Daí que este seja um dos jogos mais raros da Code Masters (editora responsável pelo lançamento original) e que atinja valores exorbitantes no mercado. Os desafios são muito semelhantes, mas os gráficos deste remake são espantosos, fazendo-nos esquecer da aventura original.
Quem jogou Crystal Kingdom Dizzy de 1992 vai verificar que a progressão é parecida, sendo os puzzles na sua maioria bastante lógicos, mas existindo muito a explorar, sendo que alguns locais são menos óbvios de serem localizados e é necessário algum pensamento"fora da caixa".
Também é exigida alguma perícia nos dedos para se conseguir escapar aos morcegos, ratos, pássaros e demais criaturas que nos vão sugando alguma energia. Além disso, cair de locais altos tem o mesmo efeito das demais criaturas, pelo que as 5 vidas com que começamos a aventura são manifestamente poucas. E atenção que Dizzy continuam sem respirar debaixo de água e pontas aguçadas quebram os ovos.
Crystal Kingdom Dizzy desenrola-se ao longo de 4 secções, havendo códigos para cada um dos níveis e facilitando-nos assim um pouco a vida, pois evita começarmos o jogo sempre do início. Muito útil, pois não pensem que este é daqueles jogos que se terminam rapidamente. Serão necessárias muitas horas a explorar todos os objectos e locais até se conseguir ir lentamente progredindo.
Os gráficos e o som são realmente fabulosos e são os elementos que mais evoluíram relativamente ao original. De resto, a jogabilidade mantém-se no nível máximo e consegue prender-nos ao teclado durante muito tempo (pelo menos até terminarmos a aventura).
E o melhor de tudo é que Crystal Kingdom Dizzy, ao contrário dos jogos da Code masters que continuam sem estar libertos em freeware, é completamente gratuito. Basta aqui vir buscar.
sábado, 15 de abril de 2017
Preview: The Sword of Ianna
Está para breve a saída de mais uma mega-produção da Retroworks, The Sword of Ianna. E pelo que deu para ver no trailer de apresentação, poderá vir a ser o jogo do ano. Graficamente a fazer lembrar Castlevania, tem também elementos de Prince o Persia. E com dois nomes como estes como referência, o resultado final seguramente que virá a ser de excelência.
Espreitem então o trailer e verifiquem, com os vossos próprios olhos, se o que dizemos é verdade e se não vos deixa com água na boca...
quinta-feira, 13 de abril de 2017
Ultimate Play the Game
A Ultimate é, sem sombra de dúvida, a mais mítica editora do Spectrum, isto apesar de ter lançado apenas pouco mais de uma dúzia de jogos em quatro anos. Mas a qualidade e inovação que que os irmãos Stamper imprimiam aos seus programas, copiados depois por muitos programadores, levaram a que as revistas britânicas da altura lhes tecessem rasgados elogios. A excepção foi a fase pós-1986, quando a Ultimate foi adquirida pela US Gold e os dois últimos jogos com o selo da Ultimate, Martianoids e Bubbler, tiveram pontuações medianas, embora, mesmo assim, a Sinclair User desse a pontuação máxima (imerecidamente, na nossa opinião).
Em 1988 foi ainda lançada a compilação Ultimate Play The Game: The Collected Works, que juntamente com os 3 últimos lançamentos desta editora atingem valores muito altos no mercado.
A última aventura do sabreman, Mire Mare, nunca chegou a ser lançada, embora corressem rumores que o jogo estava numa fase muito avançada de desenvolvimento.
Jogos recomendados por Planeta Sinclair: Jetpac, Atic Atac, Sabre Wulf, Knight Lore, Alien 8
terça-feira, 11 de abril de 2017
The Spectrum Show: issue 16
Paul Jenkinson não pára... São jogos, vídeos, magazines, tudo de altíssima qualidade. E pelos vistos tem mais 2 jogos na calha.
Acabou agora de lançar o número 16 da revista The Spectrum Show e naturalmente que o novo jogo do autor, Code Zero, tem algum destaque. Mas são muitos os motivos de interesse desta revista, que cada vez tem mais páginas (já vai em 42). Assim podem contar com as news, reviews de jogos antigos e modernos, artigos sobre programação e até a demo scene tem aqui lugar.
A revista é gratuita e podem aqui vir descarregar.
segunda-feira, 10 de abril de 2017
Elite
Nome: Elite
Editora: Firebird
Autor: Philip Mochan, Ricardo J.M. Pinto, Dominic M.N. Prior, Mark Wighton
Ano de lançamento: 1985
Género: Estratégia
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1
Elite é talvez dos jogos mais complexos e densos da história do Spectrum, mas também um dos mais aliciantes, daí que seja considerado um jogo de culto e tenha dado origem a muitos clones, alguns de grande qualidade, como foi o caso de Academy.
A atenção e carinho dado a Elite foi tanta que juntamente com a cassete vinha um livro com uma história sci-fi baseada no jogo, um poster, cartões indicativos das teclas para o Spectrum 48 K e para o Spectrum + / toastrack (fundamental, pois meio teclado é necessário para o jogo), e até o famigerado sistema de protecção lenslock, que felizmente foi abandonado em edições posteriores. Por tudo isso, e apesar de Elite custar £ 14.95 (dos jogos mais caros do mercado), tinha um excelente rácio preço / qualidade e não houve magazine que não o louvasse.
A história de Elite é também bastante complexa e para quem se quer iniciar no jogo impõe-se a leitura do manual de instruções. Mas para se ser minimamente bem sucedido, só muitas horas de voo o tornarão num piloto experimentado e apto para o desafio proposto. De forma muito simplista temos que nos tornar um combatente de elite e para isso temos que i) ser bom comerciante e negociador para obter lucros avultados que permitem equipar a nossa nave com mais e melhores equipamentos, nomeadamente defensivos e de combate ii) ganhar prestígio (e dinheiro), abatendo piratas e outros inimigos dos humanos, bem como cumprir certas tarefas que dão recompensas avultadas. Claro está que em algumas transacções ilícitas (escravos, narcóticos, tabaco, etc.) se obtém lucros mais avultados, mas corremos o risco de nos tornarmos fugitivos e termos a polícia atrás de nós. O que necessariamente irá acontecer numa fase mais avançada.
Uma simples review não é suficiente para conseguir explicar tudo o que Elite propõe, mas estamos perante um excelente jogo de estratégia, que requer de nós a tal capacidade de negociação e de selecção das mercadorias, assim como do melhor planeta para as comercializar, mas também muita acção. As sequências de combate e de aproximação às estações orbitais onde realizamos as trocas são uma verdadeira dor de cabeça, já que conduzir a nossa nave requer muita capacidade de concentração e algum talento, assim como muitas horas de voo até dominarmos o seu complexo sistema de navegação.
Podemos, no entanto, assegurar que vale a pena perdermos algum tempo a aprender a manobrar a nossa nave, que embora não sendo a coisa mais intuitiva deste mundo, permite-nos, ao fim de algum tempo e com a ajuda do compasso que se encontra no tableau du bord, ganhar algumas batalhas. Doutra forma, muito dificilmente conseguiremos avançar no jogo, pois não iremos durante muito tempo evitar captar a atenção dos nossos inimigos e ter que entrar em combate.
Em suma, estamos perante um dos melhores jogos alguma vez realizados para o Spectrum e, que para quem tiver disponibilidade para passar algum tempo inicial a levar pancada e a destruir naves, será depois recompensado com muitas horas de entretimento. E tem ainda o chamariz adicional de constar um português nos programadores responsáveis por Elite.
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