segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Batalha Naval (MIA)


Batalha Naval foi mais um jogo que conseguimos recuperar. É muito pouca a informação que temos sobre ele, mas suspeitamos que tenha sido lançado pela Astor Software em meados dos anos 80. Pelo menos existe um registo de um jogo com esse nome no directório World of Spectrum, além de que existem anúncios da própria Astor dessa altura.

Mais uma vez apela-se a quem tenha informação complementar, que nos contacte. Entretanto podem vir aqui descarregar o jogo.

domingo, 15 de outubro de 2017

Preview: Gimmick! Yumetaro Odyssey


De Espanha chega-nos mais um jogo do concurso Zx Dev Conversions, o Gimmick! Yumetaro Odyssey, jogo de plataformas para o Spectrum 128 K baseado no jogo de NES/Famicom da Sunsoft, lançado em 1992.

Uma das características diferenciadoras deste jogo é que poderemos aceder aos seus vários níveis através de um nível principal (tal como em Wonder Boy:  Dragon’s Trap), no qual está representada uma cidade em que cada um dos edifícios nos permite aceder a um nível diferente, inspirado em jogos clássicos como Sonic, Super Mario Bros., Castlevania, Shinobi, etc..


Por enquanto ainda só pudemos ter acesso a alguns screenshots que já nos dão uma boa ideia da sua qualidade gráfica. Vamos agora ficar a aguardar pelo seu lançamento e ver se a jogabilidade corresponde às nossas expectativas.

sábado, 14 de outubro de 2017

Pixel Quest 2000


Nome: Pixel Quest 2000
Editora: NA
Autor: Einar Saukas
Ano de lançamento: 2017
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Einar Saukas é especialista em criar jogos muito simples em termos de concepção, mas ao mesmo tempo extremamente cativantes. Assim aconteceu com Snake Escape, galardoado como o melhor jogo de 2016 por Planeta Sinclair, assim aconteceu com Pixel Quest, antecessor desta nova versão, e que foi galardoado como o melhor jogo retro de 2015 pela revista Mart UK (dezembro 2015), e a história volta a repetir-se com este Pixel Quest 2000.

Já antes falámos sobre este tipo de puzzles baseados nos passatempos matemáticos japoneses, conhecidos como nanogramas, mas vamos recordar. Existem nanogramas de vários tipos, mas o mais conhecido é o Pic-a-Pix, em que o objectivo é descobrir quais os quadradinhos que devem ser pintados (ou deixados em branco), para formar uma figura, que surgirá quando o passatempo for resolvido correctamente.

A mecânica do jogo é muito simples. Assim, neste passatempo, para o qual normalmente é utilizado papel quadriculado, existe um número em cima de cada coluna e à esquerda de cada linha, que indica quantos quadradinhos deverão ser preenchidos no tabuleiro, formando blocos. Entre um bloco e outro deve haver, no mínimo, um espaço em branco. Depois de preenchidos todos os quadrados do tabuleiro, é revelada a imagem. As semelhanças com o Sudoku são óbvias.


As doze figuras escolhidas para esta nova versão referem-se a heróis mais recentes dos 8 bits (na figura acima encontra-se Kyd Cadet). À medida que vamos preenchendo as quadrículas, vai-se formando no canto superior esquerdo a figura que estamos a desenhar. Isto facilita-nos um pouco a vida. Por outro lado, não tendo tempo limite, como outros jogos do género, podemos fazer e desfazer à vontade sem correr o risco do jogo acabar.

Graficamente, apesar de básico, está interessante, com cores muito bem escolhidas. A música, da autoria de MmcM, é deslumbrante. Aliás, é uma tendência que se tem verificado nos últimos jogos apresentarem melodias ao nível do melhor que se fez na época dourada do Spectrum.

Pixel Quest 2000 é gratuito e pode aqui ser descarregado. Corram-no a fazer, pois irão passar uns momentos bem agradáveis a deslindar os puzzles.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Passwords para The Sword of Ianna

***Spoiler alert***

Finalmente chegámos ao fim de The Sword of Ianna, um dos jogos mais fabulosos que alguma vez foram feitos para o Spectrum. Totalmente viciante, se bem que muito difícil. Mas também se fosse fácil, não se estaria a falar deste jogo como se fala.

Deixamos aqui os códigos para os níveis 2 a 8. O que não deixamos é a animação final do jogo, e só por ela vale a pena ir até ao fim...

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Zukinox


Nome: Zukinox
Editora: NA
Autor: Jaime Grilo
Ano de lançamento: 2017
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

E já o havíamos dito e anunciado, Jaime Grilo é uma máquina. Ainda há pouco mais de quinze dias tinha lançado o segundo episódio da saga de Jelly, e já disponibilizou novo jogo, que não fica nada atrás dos seus outros lançamentos.

Em Zukinox controlamos uma pequena nave que ficou perdida nas grutas de Lavolatum. Para podermos escapar teremos que recolher as sete partes da nave-mãe, dez galões de combustível e ainda as letras que compõem a palavra Zukinox. Além disso temos que encontrar neste verdadeiro labirinto que constituem as grutas, um antimagnet (que permite anular o efeito dos imans) e ainda um cartão de acesso aos tele-transportadores, que embora não sendo essencial, vai-vos facilitar muito a vida e fazer poupar muitas vidas.


Mas a vida não está nada facilitada. Por um lado, as grutas são patrulhadas por imensos inimigos. Alguns fazem-nos apenas perder um pouco de energia, mas outros, ao mínimo toque, fazem-nos perder uma vida. Apesar de Jaime Grilo ter sido generoso a conceder vidas, essas esgotam-se num ápice, pelo menos até memorizarmos o padrão de movimento dos inimigos (que também varia), assim como os obstáculos com que nos deparamos.

Por outro lado, as peças da nave-mãe e o combustível têm que ser depositados no ecrã inicial. E como apenas podemos transportar uma peça e um galão de combustível de cada vez, isso implica fazermos muitas viagens até ao ecrã inicial (daí que a nossa primeira tarefa seja mesmo procurar o cartão de acesso que nos vai permitir utilizar os tele-transportadores e saltar muitos obstáculos). Aliás, aqui reside o único ponto fraco deste jogo, pois ao final de "n" viagens, já conhecemos o caminho a fazer de cor e salteado, tornando-se um pouco monótono.


A mecânica do jogo faz-nos muito lembrar Cybernoid, ou até Hyperkill, recentemente lançado e também criado através do Arcade Games Designer. Graficamente está uns (poucos) furos abaixo destes dois jogos, mas na jogabilidade não fica nada a perder. Por outro lado, a música, da autoria de Riskej, é um delírio para os ouvidos.

Como é habitual com Jaime Grilo, o jogo é gratuito e podem vir aqui buscar, o que aconselhamos fortemente.

Vinte mil visualizações

Vinte mil visualizações já é um número bastante respeitável. E porque há quem goste (além de nós, obviamente), ver de onde são oriundos os nossos visitantes e quais as mensagens com maiores visualizações de sempre, apresentamos as estatísticas mais actuais de Planeta Sinclair.

Não existem grandes novidades, e tendo em conta que estamos perante um blogue em língua portuguesa, é natural que Portugal e Brasil tenham a primazia. No entanto, não deixa de ser uma surpresa vermos tantas visualizações da Grécia, país que nem sequer tem assim tanta afinidade com o Spectrum, pelo menos que tenhamos conhecimento.

É também de assinalar o "Em Busca de Mortadela" ser, de longe, a notícia que mais visualizações teve, demonstrando o sucesso que que tem sido este lançamento. E embora não estando na lista dos dez mais, todas as restantes notícias relacionadas com esse jogo também estão muito bem cotadas. Já as notícias relacionadas com o Spectrum Next não são surpresa alguma estarem também no topo, pois este é um assunto que tem bastante aceitação por parte da comunidade.

Por fim, mostramos o nosso agrado por dois jogos de um programador nacional, Jaime Grilo, constarem nesta lista (e os restantes também se encontram muito bem posicionados).


quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Mapa para Space Escape

E Space Escape está a ser um tremendo sucesso (e também a escalar no top das visualizações de Planeta Sinclair). Tanto que até já existe um mapa e a própria autora criou uma versão mais simples (para quem quer ver o final, sem grande esforço), assim como uma versão 1.2, corrigida de alguns erros entretanto detectados.

Podem aceder aqui à dropbox da Aleisha Cuff e ir buscar todo o material disponível para Space Escape, assim como futuras actualizações. Isto é que é serviço completo. E gratuito, ainda por cima...

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Space Escape


Nome: Space Escape
Editora: Amcgames
Autor: Aleisha Cuff
Ano de lançamento: 2017
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Space Escape é a estreia muito promissora para Aleisha Cuff, provando que o mundo do Spectrum não é exclusivamente masculino, e o que desde logo registamos com muito agrado. Criado através do Arcade Game Designer, tal como uma boa parte dos jogos lançados ultimamente, tem algumas nuances que lhe dão motivos para se destacar perante os demais. Mas primeiro, a história do jogo...

Enquanto estávamos numa missão de rotina num sector supostamente vazio do espaço, vemo-nos de repente emboscados por um esquadrão de naves inimigas. Aparece um flash brilhante, e quando pensávamos que era o nosso fim, afinal não foi. Ainda, pois acordamos numa base alienígena guardada por muitos inimigos. Mas essa nave não é lá muito organizada, pois deixam ao nosso alcance (após uma busca exaustiva da mesma), uma arma muito útil para dar cabo dos robôs e outros seres que a patrulham. No entanto, para escaparmos da base temos ainda que encontrar combustível e a chave que permite lançar a nossa nave.


O que desde logo sobressai em Space Escape, além da sua boa jogabilidade, são os tele-transportadores que nos permitem aceder a outros pontos da base. Nem todos são úteis, e, sendo a base um enorme labirinto (são cerca de trinta salas), vamos ter que trabalhar muito até conseguir encontrar todos os objectos de que necessitamos. Assim, a primeira tarefa é mesmo encontrar o laser, pois isso vai facilitar-vos muito a vida. A segunda será fazer um mapa, pois doutra forma não irão muito longe.

Graficamente Space Escape é bastante agradável, bastante colorido e com muito colour clash, mas que nem por isso lhe retira brilhantismo. Já a melodia, "Time and Space", da autoria do DJ Serg, embora bem feita, satura ao fim de algum tempo, e temos a tendência para baixar o volume da TV ou do computador. Mas como a acção é frenética, acabamos por nem ter tempo para a apreciar devidamente.


Não sendo um jogo fácil, a autora teve o cuidado de, segundo as suas palavras, torná- lo desafiante, mas não frustrante, tendo sido bem-sucedida na sua tarefa, dizemos nós.

O jogo é gratuito e pode aqui ser descarregado. E desde já agradecemos a esta nova autora de jogos para o Spectrum, a quem auguramos um futuro muito promissor e que deverá servir de exemplo para muitos (e muitas).

Asteróides (MIA)


Asteróides é mais uma adaptação para a nossa língua de um jogo de 1982 da Psion Software, Planetoids. Até meados dos anos 80 essas cassetes eram bastante populares no nosso país. Temos muitas dúvidas que fossem "legais", mas de qualquer forma, por cá, na altura, ninguém se chateava com isso.

Apela-se a que quem tenha a capa bem preservada, nos faça chegar. Até lá poderão descarregar o ficheiro aqui.

domingo, 8 de outubro de 2017

Novidades do Spectrum Next


  • Boards
Todos os componentes já foram entregues para produção, incluindo os sockets responsáveis pelo atraso verificado neste processo. Ainda durante a presente semana será conhecida a data final para entrega das boards.
  • Cases e Teclado
A produção dos moldes vai também começar esta semana. As peças vão ser fabricadas na China, antes de serem enviadas para o Reino Unido para a injecção de plástico. O processo estará pronto em cerca de dois meses.
  • Manual
Os backers estão a pressionar fortemente para que este esteja pronto o mais breve possível. A Phoebus está a colocar uma dedicação extrema na sua elaboração, pelo que todos deverão ficar satisfeitos com o resultado que vai ser obtido.
  • Dev kits
Os últimos kits (issue 2) já estão nas mãos dos programadores de novos jogos e aplicações para o Next. Foram distribuídos mais de trinta, pelo que surgirão programas específicos brevemente, alguns estando já num estado avançado de desenvolvimento.
  • Internet
Victor Trucco tem vindo a trabalhar na implementação do UART no Next para facilitar a ligação com o módulo WiFi. Neste momento o Next já tem o módulo WiFi implementado, conectando-se a servidores em qualquer lugar do mundo. Falta agora criar os aplicativos que vão permitir aos utilizadores usufruir desta facilidade.

Ainda esta semana deverá haver nova atualização da informação sobre o progresso do Next, por parte dos seus criadores.

Spectrum Addict: Load “Film 2"


Depois da campanha de crowdfunding bem-sucedida de Memoirs of a Spectrum Addict, surge a parte 2 deste documentário, realizado por Andy Remic.

Neste novo episódio teremos ilustres como Mel Croucher (Deus Ex Machina),  Jon Ritman (Match Day), Steve Marsden (Technician Ted), John Gibson (Frankie Goes to Hollywood) e Bo Jangeborg (Fairlight) Fergus McNeil (The Boggit), entre outros, além de todos os famosos que já participavam no primeiro da série, mais uma vez a falarem das suas experiência na cena Spectrum.

Spectrum Addict: Load “Film 2" segue uma estrutura semelhante ao episódio anterior, portanto quem gostou desse, não deverá ficar desiludido. O crowdfunding está aqui disponível.

sábado, 7 de outubro de 2017

Seto Taisho to Kazan


Nome: Seto Taisho to Kazan
Editora: Monument Microgames
Autor: Alessandro Grussu
Ano de lançamento: 2017
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A Monument Microgames, que tem vindo a lançar no mercado excelentes edições para o Spectrum, sempre com uma apresentação fabulosa e muitos extras, pegou agora no novo jogo de Alessandro Grossu (na realidade são dois diferentes jogos, mas com a mesma personagem), e deu-lhe a habitual vestimenta. No entanto, todos esta parafernália, no caso presente, apenas disfarça um jogo que no nosso entender é fraco.

Em Seto Taisho to Kazan, sucessor de Seto Taisho vs Yokai, poucas novidades traz em relação ao primeiro. Temos nesta nova aventura que, em primeiro lugar, ajudar o General Crockery a arrepender-se e a libertar o Japão dos horrores que ele desencadeou, e, na segunda aventura, responder a um pedido de ajuda que vem de dentro de um vulcão activo. No entanto, a mecânica do jogo é em tudo muito semelhante e enferma dos problemas que já tínhamos detectado no primeiro da série.


Assim, um fraco sistema de colisão mais uma vez retira grande interesse ao jogo. E continua a ser bastante monótono, pois passamos o tempo todo a saltar pelas plataformas, tentando fugir dos nossos inimigos ou a atingi-los com a lança, a maior parte das vezes sem sucesso, não só pelo tal fraco sistema de colisão já referido, mas também porque o jogo é extremamente difícil (ou isso, ou realmente não temos qualquer jeito, nem paciência, para este género de aventuras).

E é pena que tenha havido tão pouca evolução relativamente ao seu antecessor, pois Alessandro Grussu tem bastante potencial, mas por vezes parece deixar os jogos por acabar, um pouco à semelhança de aquilo que já temos dito relativamente a Gabriele Amore. E depois, dois jogos medíocres não fazem um bom jogo...


Os coleccionadores poderão obter uma cópia física através da Monument Microgames aqui. Esta edição contém as duas novas aventuras, o antecessor Seto Taisho vs Yokai, além dos habituais postais, porta-chaves, DVD com o ficheiro digital, pins, etc., tudo por 16 libras (portes incluídos para Portugal e Europa, excepto Reino Unido).

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Planeta Sinclair já tem logo


E a partir de hoje, Planeta Sinclair já tem um logo criado pelo Pedro Pimenta e um loading screen criado pelo Filipe Veiga (Espectroteam). Aos poucos, aquilo que parecia apenas ser uma brincadeira, começou a crescer. Desde colaborar na concepção ou tradução de novos jogos, testar novos jogos para os programadores os colocarem no mercado, pedidos de entrevistas e até participação numa feira, são tudo coisas inimagináveis ao início, mas que mostra bem o dinamismo que a cena Spectrum está a passar de momento, e, que esperemos que continue. Existimos há quase dois anos e por aqui iremos continuar nos próximos tempos. Com algumas boas novidades em breve...

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Biscuits in Hell!


Nome: Biscuits in Hell!
Editora: Monument Microgames
Autor: Dave Hughes, Yerzmyey
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

A melhor descrição que encontrámos para este jogo foi a de um utilizador do fórum World of Spectrum que o definiu como "Jumping Jack nos ácidos". E de facto Biscuits in Hell! vai beber muito a Jumping Jack, um dos primeiros jogos para o Spectrum, mas que ainda hoje permanece nos favoritos de muita gente.

O objectivo aqui não é de atingir a última plataforma, como em Jumping Jack, mas sim comer todos os biscoitos dispostos nas plataformas. E ao contrário de Jumping Jack, estas são fixas e os inimigos percorrem uma rota pré-definida, sempre na mesma linha, mas isso não implica não termos que reagir muito rapidamente a todas as situações. As plataformas têm portas que permitem passar para a plataforma mais abaixo e se forem para o limite de cada linha, passam para a seguinte (para a direita, descem, para a esquerda sobem). Para complicar a coisa, de vez em quando um raio vai atravessando as linhas e se nos tocar, vai-se mais uma vida (começam com cento e vinte e oito, não se preocupem).


O grau de dificuldade é muito elevado e para complicar a coisa, de cada vez que são apanhados pelo raio ou pelo inimigo, têm que recomeçar o nível voltando a apanhar todos os biscoitos. Parece-nos que a jogabilidade de Biscuits in Hell! iria progredir muito se recomeçassem o nível apenas com os biscoitos que não apanharam. Da forma como o jogo está implementado, torna-se frustrante e fará muita gente abandoná-lo sem sequer chegar ao segundo nível. Ainda por cima não mostra sequer a pontuação que fazemos e que poderia ser um incentivo a avançar mais no jogo.

Criado com o Nirvana, e tal como é habitual neste motor, os sprites são muito coloridos e a acção muito rápida (demasiado, até). Não é no entanto que por aqui o gato vai às filhós. O som também é agradável e estamos em crer que haverá jogadores com maior habilidade que a nossa que poderão avançar rapidamente para os níveis seguintes (coisa que não conseguimos).

O jogo foi agora disponibilizado gratuitamente e podem vir aqui descarregar, embora quem pretenda a versão física, posa obtê-la através da Monument Microgames.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Encomendas para Em Busca do Mortadela


Já aqui dissemos, mas Eduardo (produção), Alfonso (gráficos e programação) e Guillermo (vendas) estão a trabalhar arduamente para trazer a grande empresa espanhola Topo Soft de volta. O primeiro lançamento, ainda sob o rótulo Team Siglo XXI, é "Searching for Mort", também conhecido como "En busca de Mortadelo" (versão em espanhol) e "Em busca do Mortadela" (versão em português).

A equipa abriu agora um período de pré-encomenda para os primeiros 50 jogos numerados e assinados pelo programador, para cada uma das versões. Haverá ainda um número indeterminado de jogos na versão Hit Squad.

O preço de cada jogo será de £ 10 mais custos de envio. A equipa lamenta mas não conseguiu fazer com que o jogo ficasse mais barato. No entanto, todos os lucros serão investidos na produção e desenvolvimento do próximo jogo da colecção. Obviamente, as doações são mais do que bem-vindas e também irão para o mesmo projecto. Caso a procura seja maior do que o esperado e exista uma segunda versão, esta será diferente da primeira.

A equipe de produção e os seus colaboradores não poderão ter um jogo com uma numeração inferior ao 25, embora tenham direito a uma fita master: Alfonso (versão em espanhol), Guillermo (versão em inglês), Eduardo (versão Hit Squad) e André (versão em português). Não serão produzidas mais fitas master.

Os custos de envio serão:

1. Não registado:
  • Espanha - para 1 jogo £ 2; para mais de 1 jogo (até 500g) £ 3
  • Europa - para 1 jogo £ 3; para mais de 1 jogo (até 500g) £ 7 (se alguém comprar dois, serão enviados separadamente por £ 6)
  • Resto do Mundo - para 1 jogo £ 3.50; para mais de 1 jogo (até 500g) £ 9.50 (se alguém comprar dois, serão enviados separadamente por £ 7)
2. Registado:
  • Espanha - para 1 jogo £ 4; para mais de 1 jogo (até 500g) £ 5
  • Europa - para 1 jogo £ 6; para mais de 1 jogo (até 500g) £ 10
  • Resto do Mundo - para 1 jogo £ 7; para mais de 1 jogo (até 500g) £ 13
O dinheiro deverá ser enviado (paypal) para teamsigloxxi@gmail.com.

Para informações mais completas e contacto com os vendedores, deverão aceder via facebook aos fóruns e contactar Guillermo Coll Ferrari:
  • ZX Spectrum Directo da Arrecadação
  • Sinclair For Sale
Para quem não conhece o jogo, tem aqui a review.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Peculiar Perplexing Perils of Professor Poldark: The Incredible Shrinking Professor!


Nome: Peculiar Perplexing Perils of Professor Poldark: The Incredible Shrinking Professor!
Editora: Rucksack Games
Autor: John Blythe
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

John Blythe continua a dar cartas com o lançamento de divertidos jogos para o Spectrum. No início do ano saiu Foggy´s Quest (estejam atentos ao próximo número da Espectro, pois irão ter uma surpresa). Em Agosto foi Circuitry. E agora este The Incredible Shrinking Professor, com grandes parecenças com os outros dois mencionados. Ou seja, estamos perante uma aventura de arcada, repleta de plataformas e inimigos para evitar. Mas comecemos pelo início...

No centro de investigação Revanox Bio-Chem (divisão farmacêutica e de cosmética) o dia começou como qualquer outro para o professor Peter Poldark. As cobaias (neste caso coelhos), já têm os tratamentos faciais e produtos de beleza aplicados, mas os testes estão prestes a pararem. Esta parte era dispensável, se bem que seja uma realidade na indústria farmacêutica, mas adiante, deixemo-nos de lições de moral. Junto ao centro de investigação encontram-se instalações militares, e subitamente a sirene toca, pois ocorre uma invasão de vespas, aranhas e formigas geneticamente modificas, além de nuvens químicas que invadem o laboratório do infeliz professor. Este perde a consciência e quando acorda, encontra-se deitado nos seu laboratório, mas com apenas uma polegada de altura. A única esperança de voltar ao tamanho original é tomarem uma poção de um elixir, mas para o qual necessitam de adicionar alguns ingredientes (três comprimidos de crescimento azul, dois comprimidos de solidificação verdes e um cristal condutor em forma de diamante branco). Cabe a nós encontrá-los no meio do complexo, para depois encontrarmos também a tina onde o professor irá tomar um banho revigorante e que lhe permite voltar ao tamanho original.


Com esta história tão louca começamos a nossa missão, na pele do professor Poldark, claro. Além de termos que encontrar os ingredientes espalhados pelo laboratório, temos também que saber com usar alguns objectos que serão úteis (ou essenciais) no cumprimento da nossa missão. Mas apenas poderemos carregar um de cada vez, pelo que algum pensamento lateral é-nos exigido. E estes apenas poderão ser usados em locais específicos (marcados com um ponto de interrogação). Os inimigos são também mais que muitos e evitá-los exige muita perícia e um timing de salto exacto, pois um passo em falso e é a morte do artista (neste caso do professor).

A profusão de cores é uma coisa espantosa, sendo um dos motivos que nos leva a gostar tanto dos jogos deste autor. O colour clash é uma inevitabilidade, mas como diz o famoso autocolante: I love colour clash!. Por vezes os cenários fazem-nos lembrar Dynamite Dan, tal a loucura envolvida nos sprites e nos gráficos utilizados. E que dizer da música, que é um delírio para os ouvidos? Da autoria de David Saphier e Allan Turvey, evidentemente.


Este é também um jogo que vos vai manter ocupado durante muito tempo. É que é difícil, difícil, e com apenas três vidas iniciais (poderão apanhar mais pelo caminho), estas esgotam-se num piscar de olhos. No entanto, e à semelhança de Circuitry, apesar de por vezes o grau de dificuldade nos levar ao desespero, tem o condão de nos puxar sempre para mais um jogo. O único senão é a ausência da possibilidade de definição das teclas, sendo as escolhidas mais apropriadas para um canhoto e que não serão do agrado de toda a gente.

Com cinco jogos de grande qualidade editados num tão curto espaço de tempo, Jane Jelly 2, The Planet of Death, Em Busca do Mortadela, The Sword of Iamma e agora este The Incredible Shrinking Professor!, falta-nos tempo para chegar ao final de todos. Mas aquilo que deu para ver, deixou-nos saciados e com apetite pelo próximo jogo deste autor.

Podem aqui vir descarregar gratuitamente o jogo, sendo possível que brevemente venha a sair em cassete.

domingo, 1 de outubro de 2017

The Sword of Ianna


Nome: The Sword of Ianna
Editora: Retroworks
Autor: Utopian e Pagantipaco
Ano de lançamento: 2017
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Corre o mito na aldeia de que houve um momento terrível, quando o destino dessas terras estava nas mãos de uma única pessoa: Jarkum. E Jarkum, herdeiro de Tukaram, estava marcado desde o seu nascimento, tendo sido treinado não só nas artes da luta e da guerra, mas também na astrologia, medicina e meditação. Tudo isto viria a ser necessário se um dia o seu destino fosse cumprido e a deusa Ianna o chamasse para lutar contra o mal. Só se podias rezar por Ianna até ao momento em que Jarkum estivesse pronto para enfrentar seu destino...


Aqui começa a história de um dos lançamentos mais aguardados do ano, a mega-produção da Retroworks, The Sword of Ianna, e que não vai desiludir ninguém, sendo um sério candidato a jogo do ano. Como curiosidade o facto de ser lançado quer para o ZX Spectrum (128 K), quer para o MSX2, que também parece estar a ter uma nova vida.

O jogo vai buscar inspiração a clássicos como Prince of Persia e Castlevania, sendo graficamente muito semelhante a este último. Comparando-se a um dos melhores jogos que alguma vez foi lançado para o Spectrum, mesmo tendo saído muitos anos após a época dourada deste, dá logo a entender que o que aqui temos é de elevada qualidade. E é mesmo isso que se passa, pois The Sword of Ianna é, a todos os níveis, cinco estrelas, explorando ao máximo as capacidades do Spectrum (e também do MSX2, pelo que nos foi dado a ver).


Quem também já jogou Prince of Persia ou Castlevania (haverá alguém que não o tenha feito?), sabe precisamente o que aqui vai encontrar. Temos assim que explorar um imenso mundo místico, com todo o tipo de inimigos a quererem tratar-nos da saúde. E alguns são bem chatinhos. Aliás, o nível de dificuldade é muito elevado, o que torna a recompensa maior sempre que conseguimos ultrapassar algum obstáculo ou inimigo de maior calibre.

Explorar é também o que temos que ir fazendo a todo o momento. A nossa espada não serve apenas para limpar o sebo aos nossos inimigos. Serve também para destruir alguns blocos que escondem tesouros e a preciosa comida, que muito necessitamos para repor a nossa energia. É que se há alguns obstáculos que ao mínimo toque são fatais, e neste caso o nível de energia de nada serve, há os inimigos que de cada vez que nos atingem com as suas armas, delapidam um tanto da nossa força. Assim, a nossa primeira tarefa é descobrir a forma de eliminar cada um dos nossos inimigos, que têm características e capacidades diferentes. Convém ainda termos em atenção quedas de locais muito altos. Portanto, o nosso conselho é que vão comendo toda a comida que forem encontrando, pois vão necessitar de ter sempre os vossos níveis energéticos no máximo.


Em alguns pontos encontram-se também, sempre muito bem guardadas, alavancas que permitem desbloquear portas, mover paredes, colocar plataformas, etc., e que nos permitem aceder a novas salas. Assim, apesar de deambularmos num labirinto, existe uma sequência  lógica que evita que tenhamos que passar inúmeras vezes pelo mesmo ponto, e que poderia trazer alguma monotonia a esta bela experiência que é jogar The Sword of Ianna.

Também podem ver pelos ecrãs que disponibilizamos que cor é o que não falta por aqui. Os gráficos são espantosos, o som uma pequena maravilha, obra de Albert Mcalby, e tudo se encontra tão bem polido, que se torna um autêntico vício vaguear por este mundo.

A haver algum ponto menos bom, apenas o dos controles, que exige alguma curva de aprendizagem, dado que existem duas teclas de disparo (uma para o manejo da arma, outra para embainhar ou desembainhar a mesma), e em situações de stress ou de exigência de reacção rápida (e que acontece com muita frequência), nem sempre conseguimos acertar com a tecla correta, levando a consequências fatais. Por vezes a própria tecla de disparo não parece responder imediatamente, mas poderá ser "nabice" nossa, apenas.


De realçar ainda um sistema de passwords entre níveis que nos permite ir gerindo os tempos destinados ao jogo, assim como evita termos que repetir todos os passos já dados de cada vez que começamos uma nova aventura. Ainda apenas chegámos ao segundo nível, mas fica aqui a password (D4545C558B) e convidamo-vos a mandarem as restantes.

Mas também a própria apresentação de The Sword of Ianna é um luxo. Apesar de poderem descarregar o mesmo gratuitamente aqui (ou poderão fazer uma doação para os autores, que bem merecem), podem também adquirir a versão física que incluí a cartridge com o jogo, uma pequena história e mais algum material adicional, valendo bem os 40 euros pedidos por esta primeira edição de colecionador (atenção que está quase esgotada).

Assim, o nosso conselho é: corram a descarregar ou a comprar The Sword of Ianna. Irão ficar deslumbrados.

Em Busca do Mortadela


Nome: Em busca do Mortadela
Editora: Team SigloXXI
Autor: Alfonso Fernandez Borro
Ano de lançamento: 2017
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

É com todo o orgulho que Planeta Sinclair faz a análise ao primeiro jogo a sair da renovada Topo Soft, neste lançamento sob a sigla Team SigloXXI, pois contribuímos activamente para a tradução para português e para o seu lançamento físico por cá. Já não se via um jogo (oficial) traduzido para a nossa língua desde os tempos em que a Timex ainda colocava cassetes no mercado, ou seja, há mais de 30 anos.

Por outro lado, é de saudar o regresso da Topo Soft, editora mítica espanhola que tão boas recordações deixou entre os gamers portugueses, que tinham acesso mais facilitado ao que vinha do país vizinho em detrimento do que vinha do país de Sua Majestade...


Apesar de ser um jogo ao qual estamos ligados, tentaremos ser o mais imparcial possível na nossa análise, sem puxar a brasa à nossa sardinha (o que até seria desculpável). Assim, em primeiro lugar deveremos dizer que Em Busca do Mortadela foi criado através do motor 3D Game Maker da CRL. Já aqui falámos por diversas vezes de algumas das lacunas que os jogos criados com este motor enfermam. Algumas inultrapassáveis, como seja o caso da movimentação da nossa personagem ou a ausência de teclas redefiníveis. No entanto, outras, Alfonso Fernández Borro (também conhecido por Borrocop e por ter criado os gráfico para Zona 0, por exemplo) conseguiu ser muito bem-sucedido a ultrapassá-las, como por exemplo o número de vidas com que começamos esta aventura (quatro), ou o inacreditável número de salas disponíveis (256, num total de 257 ecrãs).

Já devem assim ter percebido que estamos perante uma aventura isométrica, à semelhança de Deep Blue e Abu Sinver Propagation, e desta vez são utilizados dois personagens da BD famosos nos anos 80: Salamão e Mortadela.


A história deste jogo também vai buscar a fonte de inspiração às próprias histórias destas personagens. Assim, Mortadela foi sequestrado pela tenebrosa A.B.U.E.L.A.. Se chegaram a ler esta BD, devem lembrar-se que tal e qual nos filmes de James Bond, havia um professor (Bacterio), que criava os mais mirabolantes inventos, testados sempre com efeitos imprevisíveis e hilariantes pelos nossos heróis. Para a presente aventura, e dado ser anterior à era do telemóvel, era um sapato que servia para esse efeito (o sapatomóvel), e Mortadela conseguiu alertar Salamão para o rapto que estava prestes a sofrer. Cabe agora a Salamão entrar na mansão da organização inimiga e libertar Mortadela.

Em relação aos dois outros jogos recentemente lançados com recursos ao 3D Game Maker e que aqui falámos, nota-se desde logo uma muito maior profundidade na acção. Assim, além do enorme número de salas da mansão, autêntico labirinto e a exigir desde logo que a mapeemos, também os obstáculos são em muito maior número e mais variados, contribuindo para a maior longevidade do jogo.


Os gráficos também são uma maravilha e em nada ficam atrás dos grandes jogos do género criados pela Ultimate (Knight Lore e Alien 8 à cabeça), ou até mesmo grandes aventuras isométricas que saíram posteriormente da mente de Ritman e Drummond (Batman e Head Over Heels). Nota máxima para esta vertente, portanto, a que nem o facto de serem (necessariamente) monocromáticos lhes retira brilho.

O som é o normal nos jogos criados através deste motor, mas é funcional e q.b. para que seja recriado um ambiente envolvente para a aventura. A versão que testámos foi a de disco para o +3, mas Em Busca de Mortadela será compatível com o 48 K e 128 K.

Em breve estará disponível uma versão gratuita para download, mas aconselha-se fortemente a adquirir a versão física, nomeadamente a portuguesa, pois será uma forma de incentivar os programadores a criarem mais jogos para o Spectrum.

Principais novidades de Outubro de 1982

Há 35 anos atrás as principais novidades foram:
  • As publicações para o Spectrum começam a tornar-se frequentes, com livros para todos os gostos, desde os vulgares type-in games, Basic e Código Máquina, hardware, etc.. A Melbourne House, prestigiada software house, é responsável por uma boa quota parte destas publicações.
  • Surge mais um concorrente ao Spectrum, o Jupiter Ace, vendido a £ 89.95, usando a linguagem Forth em detrimento do Basic.

  • É anunciado Pilot pela Hewson Consultants. Mas aquele que poderia ser o primeiro simulador de voo para o Spectrum nunca foi lançado.
  • Lançamentos importantes: Chess (Sinclair Research), Roman Empire (MC Lothlorien), Warlord (MC Lothlorien), Planetoids (Sinclair Research) e Pimania (Automata).