quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Programas incluídos na WOOT! ZXMAS Tape Magazine 2017

E tal como no ano passado, fizemos uma pequena análise aos programas incluídos na edição deste ano da Woot!. Mas lembrem-se que estes deverão ser vistos apenas como uma brincadeira de Natal, pelo que a nossa avaliação reflecte isso mesmo.

1. The 12 Days of Spectrum

Bob Fossil deu-nos um curioso puzzle, sendo o nosso objectivo o de revelar objectos e figuras, para isso ligando os diversos pontos do tabuleiro.

Pontuação global: 2


2. I´m Dreaming of a Black and White Chritsmas

Segundo puzzle de Bob Fossil, desta vez exigindo mais das nossas células cinzentas. Apesar de simples, é bastante divertido.

Pontuação global: 3


3. Christmas Puddings Attack!

Shooter fraquinho, sendo as naves substituídas por pudins de Natal. No entanto, a demasiada sensibilidade dos comandos torna-o injogável.


Pontuação: 1

4. Chritsmas Crapmas!

O objectivo deste jogo é recolher as prendas de Natal, mas também aqui, devido à hipersensibilidade dos comandos, torna-se injogável.

Pontuação: 1


5. Doodlebug

Desta vez um platformer um pouco mais elaborado, criado através do Arcade Games Designer. Consegue divertir por momentos.

Pontuação global: 3


6. Gubscroll

Demo criada por Matt Gubbins, que visa mostrar as brincadeiras que se podem fazer com gráficos e atributos. Dispensável.

Pontuação global: 2


7. Magic Nights

E agora uma demo musical, mas que está muito bem conseguida. Não sendo indispensável, merece uma escuta.

Pontuação global: 3


8. Santos' Xmas Adventure

Platformer criada por Dave Hughes, que poderia ter sido lançado individualmente. Gráficos engraçados e jogabilidade acima da média fazem com que seja um dos melhores programas do pacote, sem qualquer dúvida.

Pontuação global: 4




9. Sokob-XXX

Mais um jogo da autoria de Dave Hughes, desta vez um puzzle a fazer lembrar Box Reloaded e outros jogos do género. Mas com um incentivo extra, o de podermos despir o modelo, que pode ser feminino ou masculino. 

Pontuação global: 4


10. Tunes 2017

Colecção de demos musicais, com 8 melodias à escolha. Tal como Magic Nights, merece uma audição.

Pontuação global: 3

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Totoloto (MIA)


Foram muitos os programas feitos por portugueses simulando a extracção das bolas do totoloto. Existe um que procuramos desesperadamente e que teve inclusive distribuição comercial por parte da Softec em 1986. Não perdemos ainda a esperança de o encontrar, até porque regularmente vão-nos chegando dezenas de cassetes com programas para preservação. Mas enquanto este não nos chega (a esperança é a última a morrer), disponibilizamos dois outros programas, um dos anos 80, de autor desconhecido, o outro criado por HJCO (Henrique Oliveira), datado de 1994.

Poderão vir aqui descarregar os programas.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

WOOT! ZXMAS Tape Magazine 2017


E tal como em 2016 (ver aqui e aqui), R-tape volta a dar-nos uma belíssima prenda de Natal. E mais uma vez em formato .tap, podendo ser gravado para uma cassete e oferecerem a algum aficionado do Spectrum.

Foram vários, os que contribuíram com programas para esta edição, e incluí uma série de artigos, alguns deles muito bem humorados, a fazer esquecer tristezas como as relacionadas como o ****+, vários jogos, alguns deles tendo como temática a época Natalícia e que mais à frente iremos explorar, demos muito bem conseguidas, entre outras curiosidades.

Aconselhamos-vos a virem descarregar WOOT! ZXMAS Tape Magazine, pois temos a certeza que, tal como no ano transacto, não irão ficar desiludidos. Poderão aqui fazê-lo.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Fracções (MIA)


Mais um curioso programa de matemática recuperado por Planeta Sinclair. Este ajuda-nos a resolver fracções, tal como o próprio nome o indica.

Desconhece-se praticamente tudo sobre este programa, mas suspeita-se que faça parte de um pacote mais completo. Talvez tenha sido criado por Aurélio Fernandes, que em 1988 lançou vários programas de matemática.

Poderá aqui ser descarregado.

sábado, 9 de dezembro de 2017

Qbox


Nome: Qbox
Editora: NA
Autor: thEpOpE
Ano de lançamento: 2017
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Tal como se esperava e já tínhamos dado a entender em Agosto último quando fizemos a preview de Qbox (pode ser vista aqui), este abriu as portas para uma nova dimensão de jogos criados com o Arcade Games Designer. De facto, quando este útil motor apareceu, estava-se muito longe de imaginar que se conseguiria criar jogos do género de Gyroscope ou Marble Madness. Mas o facto é que permite, e Qbox vem provar isso mesmo.

Mas comecemos pela história: estamos no ano 2525 (terá ido buscar inspiração às músicas de Zager and Evans, Visage ou Project Pitchfork?), e sem sabermos como, fomos parar ao Universo Qbox. O que nos lembramos da nossa existência anterior é muito vago e além disso temos um aspecto esférico e frágil. Só que em Qbox tudo é cúbico, o que não condiz com a nossa nova forma.  Para escaparmos deste estranho Universo, temos que apanhar todos os qBITos e alcançar a pirâmide que nos transporta para novos níveis, e, no final, rumo ao nosso universo.


Está dado o mote para um dos mais originais jogos a surgir este ano. Neste mundo isométrico vamos ter que explorar todos os pontos, mais do que uma vez, até, pois os qBITos terão que ser recolhidos numa certa ordem (estão numerados de 1 a 6), sem nos deixarmos apanhar pelos muitos inimigos que povoam o Universo Qbox e que nos roubam um pouco da nossa limitada energia, se por acaso lhes tocamos.

Devemos também ter o cuidado de não cair no vácuo ou nas muitas armadilhas que foram deixadas em Qbox. Estas têm as formas de alçapões que se abrem e fecham (estão a imaginar o que acontece quando entram num que esteja aberto?), piso rachado que se pode transformar num buraco se lá aterramos de grande altura, plataformas deslizantes que nos arrastam num único sentido e bombas que explodem ao fim de algum tempo, mais uma vez deixando um buraco no piso. Para nos ajudar, lá vamos encontrando um ou outro kit médico, mas que são em número demasiado pequeno para todos os contratempos que vamos encontrar.


Se por estarmos perante um novo conceito em termos de jogos criados com o AGD, isto poderia vir a ter consequências nefastas em termos da jogabilidade, podem desde já tirar o cavalinho da chuva. É que Qbox está tremendamente bem implementado, com um grau de dificuldade muito bem ajustado e com uma movimentação da esfera perfeita. Apenas lhe falta a inércia, como acontece em alguns jogos do género, mas as dificuldades já são bastantes sem isso, pelo que até foi bom não a contemplarem.

Por outro lado, apesar dos cenários serem monocromáticos, a sensação que temos é mesmo de estarmos perante um mundo muito estranho. As plataformas criadas e pelas quais temos que obrigatoriamente de nos movimentarmos, estão muito bem desenhadas (contando com a ajuda de Errazking para os gráficos), mais uma vez contribuindo para todo este conceito inovador de Qbox. E que dizer do som que é uma pequena maravilha?

Com tudo isto, foi por um triz que Qbox não alcançou o galardão de Mega Jogo, reservado apenas para aqueles que nos enchem as medidas. Mas tendo andado lá muito perto, isto desde logo atesta a sua qualidade. Ainda mais sendo gratuito, podendo vir aqui ser descarregado.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Knight Hero


Nome: Knight Hero
Editora: NA
Autor: Jaime Grilo
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataforma
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Jaime Grilo, o profícuo programador português, não consegue estar parado. E desta vez presenteia-nos em dose dupla, até porque o Natal está à porta e este tipo de prendas caem sempre bem. 

Quem segue o fórum do facebook dedicado ao Arcade Game Designer já sabia o que poderia esperar, pois Jaime vai-nos dando a conhecer, com bastante regularidade, o desenvolvimento dos seus jogos (mais alguns estão na calha para breve, mantenham-se atentos a este espaço). E o que aqui temos é uma ideia muito original, tal como os leitores do fórum foram também dando a entender. Assim, apesar de movimentarmos peças de xadrez, não estamos perante esse popular jogo de tabuleiro, mas sim um platformer típico, que nem foge assim tanto aos anteriores registos de Jaime.


E dose dupla porquê, perguntar-se-ão os nossos leitores? Porque têm a possibilidade de assumir a pele do cavalo branco ou preto, embora depois a mecânica do jogo seja exactamente igual. Mas cada um deles tem o seu ecrã de carregamento e as cores também se invertem durante o jogo, como seria de esperar.

A vossa tarefa é então libertar os vossos companheiros, isto é, as restantes peças da vossa cor, aprisionadas pelo adversário. E no final ainda têm que recuperar o tabuleiro de xadrez, que se encontra fechado. Só assim poderão dar xeque-mate ao vosso adversário. 

Ao longo dos dezassete ecrãs que compõem esta aventura terão que saltar pelas plataformas, activar botões e apanhar chaves que abrem portas, saltar por cima dos vossos inimigos, e fugir a outros cujo movimento não segue um padrão tão regular (alguns até têm a capacidade de voar). Relativamente a outros jogos do mesmo autor, como as aventuras de Jane Jelly, por exemplo, nota-se que o nível de dificuldade aumentou, muito por força dos inimigos que não têm o tal padrão regular de movimentação. Terão que estar sempre em movimento, com pouco tempo para respirar. Aliás, há mesmo níveis (ou ecrãs) em que se não começam logo a movimentar-se, serão imediatamente apanhados pelas peças adversárias (não é como no xadrez que têm bastante tempo para pensar nas vossas jogadas).


Perante tantas dificuldades, as cinco vidas com que começam a vossa missão são manifestamente poucas até começarem a memorizar a melhor forma de escaparem às peças inimigas em cada nível. A não ser que façam alguma batota, como nós, que vamos salvando a nossa posição para conseguir ir avançando mais rapidamente. Mas experimentem jogar num Spectrum real e verão o que estamos a dizer.

Graficamente Knight Hero também prima por alguma originalidade, a música é interessante (apenas para o modo 128 K), e se algum defeito temos a apontar a este jogo, será o de ser apenas um pouco curto, com pouca profundidade, pois os dezassete níveis acabarão por inevitavelmente ser finalizados, mais cedo ou mais tarde.

De qualquer forma, será o jogo perfeito para a época que se avizinha, em que o que interessa é passar uns bons momentos, e isso sem dúvida Knight Hero proporciona.

Convidamos-vos a virem descarregar Knight Hero à nova página de Jaime Grilo, que será também o repositório dos seus jogos, contendo ainda informação adicional sobre os mesmos. Entretanto espera-se que seja lançada a versão física (cassete), via Bum Fun Software.

Boards do Next já estão a chegar aos backers


Começaram a chegar aos backers as boards do Spectrum Next. Para já, e como é natural, são necessárias algumas afinações, que a equipa criadora está a resolver gradualmente. Os principais problemas e respectiva solução, segundo Henrique Olifiers, são:
  1. Problema no Teclado: é uma questão do NextOS e não do hardware. O problema não acontece com o esxDOS, por exemplo. Portanto, será corrigido facilmente com uma atualização para o NextOS.
  2. HDMI ligando a board: é uma peculiaridade de algumas portas HDMI, geralmente a porta 1 (que também pode ser rotulada de MHL) e acontece com muitos dispositivos, como o Raspberry Pi Zero, sendo uma característica do próprio HDMI. A solução passa por usar outra porta, como a HDMI 2, resolvendo o problema na maioria das marcas de monitores e TVs.
  3. Linha rosa na esquerda / ecrã a tremer / sem sinal: possivelmente referem-se todos ao mesmo problema. A equipa está a actualizar o firmware por forma a corrigir o problema o mais rápido possível.
  4. HDMI sem som: foi desactivado para testes, mas o próximo firmware vai corrigir o problema.
Ainda faltarão cerca de dois meses para o computador completo começar a ser distribuído pelos restantes backers, mas até lá estes problemas já deverão estar resolvidos.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Gunfright


Nome: Gunfright
Editora: Ultimate Play The Game
Autor: Tim Stamper, Chris Stamper
Ano de lançamento: 1986
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

E tal como prometido aquando da saída de Gunfright Returns, apresentamos agora a review de Gunfright, que diga-se, já estava preparada há cerca de seis meses, à espera da melhor altura para ser lançada.

Gunfright foi um dos últimos jogos lançados pela Ultimate antes de passar para as mãos da US Gold. Nesta altura já estava a entrar em declínio, e, apesar de utilizar o motor Filmation II para este lançamento (à semelhança do que tinha acontecido com Nightshade), os gráficos isométricos já estavam bastante batidos e até utilizados de forma mais eficiente por outras editoras.

Nesta aventura assumimos o papel de Quickdraw, sheriff de uma típica cidade do Velho Oeste, Black Rock. A recriação da cidade está excelente, diga-se, com todos os edifícios característicos da altura (saloon, banco, etc.). E, claro está, não podiam faltar os bandidos que deverão ser abatidos um a um, isso se queremos receber a recompensa pela sua captura. Mas ainda antes de iniciarmos a perseguição, entramos num mini jogo no qual temos que acertar nos sacos de dinheiro. É que apesar de zelarmos pela ordem na cidade, o principal objectivo é mesmo fazer dinheiro.


Após uns segundos a testar a pontaria, iniciamos a aventura, propriamente dita. Começamos sempre no mesmo ponto da cidade e termos que ir procurar o fora-da-lei, que se encontra algures. Mas a cidade é bastante povoada e os seus habitantes andam erraticamente e regra geral mais rápido do que o nosso sheriff, sem qualquer preocupação de se desviarem do nosso caminho. E esta é uma das partes mais irritantes deste jogo. É que qualquer colisão com os seus habitantes é fatal e passamos a maior parte do tempo a tentar desviar-nos deles, o que não é nada fácil devido ao sistema de controlo do nosso personagem (o habitualmente utilizado nos jogos isométricos da Ultimate).

Para nos ajudar existem alguns homens pequeninos que apontam na direcção do bandido (não se esqueçam que ele também está em movimento), e poderão também apanhar boleia durante alguns segundos dos cavalos que se encontram na cidade (custam dinheiro, claro). Quando neles montados, além de andarmos mais rápidos, podemos colidir com os habitantes que não traz inconveniente de maior, isso se descontarmos uma pequena multa, pois a vida no Velho Oeste não vale muito.


Depois de darmos de caras com o bandido, deveremos atingi-lo com a nossa seis tiros (recarregada automaticamente, mas as balas, apesar de baratas, têm um custo monetário). O bandido não morre imediatamente e entramos então num segundo mini-jogo, semelhante ao primeiro, mas cujo objectivo agora é em duelo acertar no bandido antes que este nos atinja.

Se acertarmos, recomeçamos a aventura à cata de novo bandido, mas agora com os bolsos recheados com a recompensa da captura do anterior.


Apesar dos mini-jogos oferecerem alguma diversidade, Gunfright torna-se bastante repetitivo ao final de algum tempo. Tem ainda o problema de o sistema de controlo não ser o mais favorável e das teclas, como é habitual na Ultimate, não serem redefiníveis (vá lá que desta vez não escolheram o famigerado QWERT). Tudo isto leva a que a jogabilidade de Gunfrigh não seja a melhor.

A seu favor, os gráficos são realmente uma maravilha e conseguem recriar na perfeição uma cidade do Velho Oeste, contribuindo assim para um grande ambiente. Já o som é pouco mais que minimalista, mas não é por aqui que Gunfright perde pontos.


Este é assim um jogo que para aqueles que estão habituados e gostam das aventuras da Ultimate, não irão ficar decepcionados, pese embora uma grande similaridade com Nightshade. Para os restantes, valerá a pena experimentar, não havendo a garantia que a ele fiquem presos por muito tempo.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

The Spectrum Show: episode 67


Já saiu há mais de uma semana, mas têm sido dias muito atarefados e só agora tivemos tempo de analisar devidamente o novo episódio do The Spectrum Show. Neste episódio são apresentadas as notícias e o top de maio de 1988 (agora com um novo formato bastante mais interessante). Incluí depois as secções já habituais na série, nomeadamente as reviews de jogos antigos e novos, destacando-se o Terrapins e o novo jogo de Jonathan Cauldwell, Egghead Goes to Town, ao qual ainda não tivemos acesso.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Gunfright Returns - Reloaded


E as novidades aparecem mais rápido do que que a sombra do Lucky Luke, o que até é bastante apropriado tendo em conta o tema deste jogo, cujo .tzx foi hoje disponibilizado (já seguíamos a thread no fórum russo há algumas semanas).

E tal como o nome indica, Gunfright Returns é um melhoramento do mítico jogo da Ultimate de 1985. Está prometida uma review para breve, pelo que nos abstemos agora de fazer uma análise profunda a este remake, mas sempre podemos adiantar que são imensas as novidades, como poderão ver nos ecrãs abaixo.


Os melhoramentos passam por:
  • Música e efeitos que haviam sido incluídos na versão do Amstrad 
  • Mais de cem mapas da cidade diferentes, incluindo a original, Blackstone 
  • Possibilidade do uso do rato nos mini-jogos 
  • Imensas opções para mudar a jogabilidade, incluindo níveis de dificuldade, agressividade dos bandidos e dos habitantes, entre muitas outras opções
Não temos a certeza se os autores deste remake terão autorização para o disponibilizarem, pois a Ultimate é uma das poucas editoras que não libertou os seus jogos, mas de qualquer forma poderão vir a este fórum procurá-lo.

Boards do Next a caminho


Henrique Olifiers acabou de anunciar há poucos minutos que as boards do Next já estão a caminho dos backers. Excelente notícia, portanto, depois do inesperado atraso anunciado há uns meses.

Juntamente com as boards, foi colocado no portal do Next as instruções de uso. Aguardemos agora pelo computador completo, embora este só deva ser disponibilizado dentro de cerca de dois meses.

Moritz 128 k


Nome: Moritz (128 k)
Editora: NA
Autor: Sebastian Braunert
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

E tal como havíamos anunciado em Setembro, Moritz teve agora direito à versão 128 K, a qual tivemos o privilégio de ajudar o seu autor a testar. Relativamente à versão original, que pode aqui ser obtida e também consultada a nossa review original a esse lançamento, nota-se uma grande evolução a todos os níveis, com novos gráficos e sprites, ecrãs adicionais, um mais refinado sistema de colisão, e a adição de excelentes melodias durante o jogo, algumas das quais até constam nas nossas preferências, casos de Everything Counts (Depeche Mode), Sweet Dreams (Eurythmics) e Electricity (Orchestral Manouvres in the Dark). Aliás, vale a pena carregar esta nova versão de Moritz, nem que seja para bater o pé ao som do synth pop que vem incluído no jogo.

A mecânica desta nova versão mantém-se em tudo fiel à versão 48 K, mas nota-se agora uma maior diversidade de cenários. Alguns mais fáceis, outros diabólicos, sempre a jogar contra o tempo, mas implicando também uma estratégia diferente para chegar ao fim do nível. Com tudo isso, a jogabilidade ganhou bastante aumentando os motivos de interesse para passarem aqui umas boas horas.

Desta forma, e apesar de não irmos repetir tudo aquilo que já dissemos quando fizemos a review a Moritz, vamos dar uma nova classificação, aplicável a esta versão 128 K, que ainda aguarda por um ecrã de carregamento. Poderão também obter aqui esta nova versão. E já agora, se não sabem, Moritz é dedicado ao cão de Sebastian Braunert, que tem precisamente esse nome.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Fase Bonus - The Game


Nome: Fase Bonus - The Game
Editora: The Mojon Twins
Autor: Na_th_an, Anjuel
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

The Mojon Twins é já uma instituição, tantos os jogos que já colocaram no mercado após a (primeira) época dourada do Spectrum, alguns deles bastante competentes, até. Mas não é o caso de Fase Bonus, que repete a fórmula da maior parte dos jogos criados por esta equipa, com alguns agravantes que iremos indicar.

Mas comecemos pela história. Reza esta que as fitas do programa número 200 de Phase Bonus perderam-se na cidade. E entramos agora na pele de Ignacio, o sexy apresentador do melhor podcast ligado à cena retro (Phase Bonus, pois claro). Devemos então procurar as fitas e entregá-las ao nosso amigo Albert para as editar. Ao longo do caminho vamos encontrará perigosos robôs, que no entanto poderão ser eliminados com o nosso chicote.


A história até parece prometedora, mas o jogo enferma de alguns dos problemas característicos do motor com que foi criado, o MK2 (La Churrera). O principal, o controlo do nosso personagem, demasiado sensível e com os saltos característicos (irreais) dessa aplicação. E isso repercute-se numa má jogabilidade.

Outro dos grandes problemas de Fase Bonus é a sua repetitividade. De cada vez que encontramos um cassete, temos que percorrer todo o caminho de volta para a entregar a Alberto, e depois voltar a fazer o mesmo caminho para procurar por novas cassetes. Já sem contar nas inúmeras vezes em que entramos em novos ecrãs e somos de imediato abalroados por um inimigo, perdendo uma vida e sem termos tempo sequer de reagir. Não faz o mínimo sentido e a páginas tantas fartamo-nos do jogo e não lhe voltamos a tocar.


Por fim, um último pormenor, e sem querer entrarmos em puritanismos, escapa-nos o sentido dos palavrões nos diálogos de abertura. Sendo este um jogo indicado para todas as idades, parece-nos perfeitamente desnecessário.

E no meio de uma ideia que até parecia ser prometedora, e de gráficos e cenários que até são atractivos, se desperdiça aquilo que poderia ser um bom jogo, e que nem o facto de ser gratuito impede de lhe demos uma má classificação.

Fase Bonus pode aqui ser obtido, mas desde já alertamos para não criarem grandes expectativas.

 

sábado, 2 de dezembro de 2017

Preview: Treasure Island


Treasure Island, de que aqui ainda há pouco tempo falámos, continua a ser desenvolvido. E foram disponibilizadas há pouco tempo novas imagens, que no entanto poderão vir a diferir um pouco da versão final. No entanto, pelo que nos é dado a ver, e tendo em conta também o vídeo existente, teremos um grande jogo em 2018.

A seguir com toda a atenção...

Baby Monkey Alba


Nome: Baby Monkey Alba
Editora: NA
Autor: Javier Quero
Ano de lançamento: 2017
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

Está a aproximar-se o final do prazo da competição Zx Dev Conversions e começam a aparecer com maior frequência os candidatos ao prémio final. E como seria de esperar, uma boa parte dos jogos vêm dos nossos vizinhos. É o caso de Baby Monkey Alba, um platformer competente, e que se bem que curto (devido obviamente às limitações do Arcade Games Designer), consegue manter o interesse.

Neste jogo assumimos o papel de Alba, uma cria de macaco que tem que libertar a sua mãe, Marie, aprisionada por um qualquer personagem maléfico, muito parecido com Mario (não será mera coincidência). Para isso temos que ir saltando de plataforma em plataforma, apanhando as quatro chaves que abrem os cadeados que aprisionam a nossa mãe, e já agora comendo algumas bananas que aparecem pelo meio, já que a tarefa é árdua e não resistimos a uma iguaria dessas.


A mecânica de funcionamento de Baby Monkey Alba remete para jogos como os da saga Horace, ou, como seria óbvio, de Kong, que até agora não teve ainda nenhum jogo à altura e que fizesse jus a esta personagem tão famosa. E o que temos aqui, embora não sendo um jogo de topo, é q.b. para nos manter agarrados ao ecrã até terminarmos a nossa missão, que não é assim tão difícil, diga-se de passagem. É que os vários inimigos que vamos encontrando pelo caminho têm um padrão de movimentação regular, e com maior ou menor esforço, vamos conseguindo ultrapassá-los.

Por outro lado, também os obstáculos que se apresentam não são assim tão complicado, e com uma certa dose de perícia e um timing de salto perfeito, conseguimos ir avançando ao longo dos ecrãs. Como o sistema de colisão é competente, a jogabilidade é bastante razoável, muito embora o baixo grau de dificuldade do jogo limite a sua longevidade.


Os gráficos são funcionais, muito coloridos (com algum colour clash), com sprites engraçados e cenários imaginativos, e apenas nos parece que a música, ao final de algum tempo, começa a tornar-se ligeiramente irritante. Mas para isso também existe bom remédio.

Baby Monkey Alba é gratuito e pode aqui ser obtido.

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Principais novidades de Dezembro de 1982

Há 35 anos atrás as principais novidades foram:
  • Não é só a Sinclair Research que tem problemas no lançamento dos seus produtos. Também o Oric One, e apesar de no mês anterior ter sido anunciada uma data de lançamento, teve a sua saída para o mercado adiada. Começa a ser uma constante neste tipo de produtos, levando a muitas reclamações por parte dos consumidores, ainda mais em época festiva.
  • A primeira revista inteiramente dedicada ao Sinclair, a Sinclair User, tem sido um sucesso e para comemorar o feito lançou uma edição especial anual com 116 páginas.
  • Os add-ons para o Spectrum continuam a aumentar: memória extra, impressoras, teclados profissionais, cases personalizadas, sintetizadores de voz, e uma grande variedade de interfaces ajudam a aumentar as capacidades e prestígio do computador.
  • Lançamentos importantes: Penetrator (Melbourne House), Espionage Island (Artic Computing), Space Raiders (Sinclair Research), Hungry Horace (Sinclair Research), Vu-Calc (Sinclair Research), The Hobbit (Melbourne House), Invaders (Artic Computing), Tyrant of Athens (MC Lothlorien) e Nightflite (Hewson Consultants).