sábado, 12 de outubro de 2019
Alessandro Grussu disponibilizou Doom Pit
Fim-de-semana recheado de surpresas (não vão ficar por aqui). Desta vez foi Alessandro Grussu que deu uma prenda à comunidade: Doom Pit, excelente jogo lançado em 2018 (review aqui), que pode agora ser descarregado gratuitamente na página do seu autor, aqui.
Apesar de termos comprado o lançamento original da Monument Microgames, que também traz o jogo que o inspirou (Death Pit, do célebre Clive "Saboteur" Townsend), esta versão tem algumas correcções ao nível das cores, pelo que também a iremos descarregar.
Versão beta de On the Queen's Footsteps
Depois de no início do ano Davide Bucci ter disponibilizado Two days to the Race, uma das melhores aventuras do ano até agora, está quase a finalizar On the Queen's Footsteps, trazendo-nos de volta a heroína Emilia Vittorini na sua busca por tesouros arqueológicos.
Enquanto a versão final não chega, Bucci colocou online (pode ser descarregado aqui) a versão beta da primeira e segunda parte. Ainda está naturalmente em fase de testes, e o seu autor até agradece que lhe dêem feedback, por forma a proceder a eventuais melhorias no jogo. Se este tiver a qualidade do primeiro episódio, estaremos então perante mais uma excelente aventura de texto (e tantas e tão boas que 2019 já nos trouxe).
A acompanhar nos próximos tempos, até para deixarmos uma review completa para os nossos leitores.
Processamento de Vendas a Dinheiro (MIA)
Processamento de Vendas a Dinheiro, também conhecido por Astor Facturas, é mais um programa criado por Ruben la Rua para a Astor Software. Tem obviamente um âmbito empresarial, estando por isso menos divulgado relativamente a outros lançamentos da mítica software house portuguesa. Presume-se que apenas as empresas teriam interesse neste programa, numa altura em que as facturas manuais predominavam. Mas isso não foi impeditivo do João Encarnado arranjar o programa e nos enviar.O programa observa o manual de boas-práticas deste tipo de utilitários, isto é, um menu inicial que reúne as principais opções, que também não são muitas, pois esse não é mais que uma base de dados que aloja as facturas que vamos criando.
Fica então preservada mais uma curiosidade, podendo o programa aqui ser descarregado.
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
A Capital: POKES & DICAS - 20 Novembro de 1987
Indiana Jones está de volta!!! Ou pelo menos esteve, na Pokes & Dicas de 20 de Novembro de 1987, suplemento que hoje disponibilizamos.
Mas não foi este o único jogo relevante a aparecer nesta edição. Assim, o nosso destaque vai para Plexar, pequena maravilha de Paul Hargreaves, responsável entre outros por Glass, Terminus e Tantalus. Os seus jogos têm sempre gráficos magníficos, mas por vezes a jogabilidade não é a melhor. Não é o caso de Plexar, que consegue aliar o melhor destas duas vertentes. Jogo a não perder, tal como a crítica o refere, e ainda por cima foi lançado na categoria budget com preço reduzido, à semelhança de outros grandes jogos da M.A.D., casos de Amaurote, 180, ou da saga Magic Knight.
Os leitores nacionais continuam a enviar muitos mapas originais. Ainda não perdemos a esperança de vermos os nossos leitores fazerem o mesmo para os jogos actuais...
Venham então aqui buscar o mais recente suplemento e comecem o fim-de-semana em grande...
quinta-feira, 10 de outubro de 2019
Knights & Demons 2
Nome: Knights & Demons 2
Editora: Kabuto Factory
Autor: Baron Ashler
Ano de lançamento: 2019
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1
Tal como tínhamos prometido, tivemos agora oportunidade de chegar ao fim de Knights & Demons 2 e preparar uma análise completa. Knights & Demons 2 é o segundo jogo de Baron Ashler para a competição BASIC 2020, e com uma temática completamente diferente de Future Race, mas rapidamente se identifica o dedo de Manuel Gomez, responsável pela programação e gráficos.
Passaram-se já seis anos deste o primeiro episódio da saga (Knights & Demons e Knigts & Demons DX - 2013). Na altura os cavaleiros (solteiros???) de Bakelor libertaram o mundo de Garnick das hordas demoníacas de Averno. Foram seis anos de paz e felicidade, mas que são novamente ameaçadas pelo desejo de vingança dos demónios. Abrigados na escuridão da noite, infiltraram-se nas masmorras do castelo de Garnick, apropriando-se de todas as armas. Cabe agora a nós, que já tínhamos comandado as tropas na batalha anterior, a missão de recuperar as armas e expulsar, de uma vez por todas, os demónios.
O nosso objectivo é então apenas um: no labiríntico castelo, encontrar as seis armas que por lá se encontram espalhadas. De cada vez que encontramos uma, acende-se o respectivo ícone no marcador "Weapon". As salas do castelo têm apenas quatro ou cinco configurações diferentes, e rapidamente descobrimos a melhor forma de passar cada uma delas, pois os demónios deslocam-se em padrões regulares, rapidamente memorizáveis, permitindo ponderar o caminho a fazer. Além disso, temos a possibilidade de ver o mapa do castelo, indicando o local onde as armas se encontram, mas também onde existe comida que permita restaurar os nossos níveis energéticos. Encontrámos aqui um possível bug, pois em alguns locais assinalados no mapa como tendo comida, essa não existe, e num caso, apesar da comida não estar visível, passámos por um ponto que restaurou a energia. Pequenos aspectos a rever, portanto.
Mas nem tudo são rosas, existem também alguns espinhos. A energia é dilapidada sempre que um demónio nos toca, mas também à medida que o tempo passa. Quer isso dizer que não podemos estar muito tempo pausados no mesmo local, sob o risco de esgotarmos a energia. Felizmente que quando estamos no modo de "mapa", o jogo fica em pausa, dando-nos tempo para respirar e delinear o melhor caminho.
Mas se por um lado temos no mapa a disposição das salas e a indicação dos locais onde se encontra a comida e as armas, não sabemos antecipadamente a ligação entre as salas. Quer isso dizer que o caminho a direito não será necessariamente o correcto, e por vezes teremos que fazer autênticas gincanas para se chegar aos pontos de interesse.
Mas o pior são os guardiões do castelo, demónios facilmente identificados com uma armadura e capacete azul, e que além de nos perseguirem e roubarem um pouco de energia, roubam também uma das armas que apanhámos. Autênticas pestes, portanto...
Apesar de programado em Basic (compilado), Knight & Demons 2 é muito fluído, fazendo lembrar B1n4ry!, outro dos projectos a concurso. Aliás, uma das vantagem de ser em Basic, é que conseguimos evitar muitos inimigos naqueles breves micro-segundos que demoram a fazer o movimento. No fundo aquilo que já acontecia com os jogos da saga de Max Pickles.
Os gráficos, na linha de Future Race, são bastante atractivos, com painéis laterais estáticos muito coloridos e a acção a desenvolver-se na parte central. Quanto ao som, apenas o básico, como se esperaria. A única pecha é que assim que terminamos o desafio, pouco incentivo temos para o que repetir, pois existe um único cenário.
Quem se arriscar então por estes labirintos não irá dar o tempo perdido. Julgamos que ao final de uma ou duas horas conseguirão terminar o jogo, ficando na memória uma experiência bastante gratificante, sendo Knights & Demons 2 seguramente um dos pretendentes à vitória final no concurso.
quarta-feira, 9 de outubro de 2019
Matemática 1 (MIA)
Mas não era só de traduções manhosas e pirataria que as editoras portuguesas dependiam. Basta ver o caso da Astor Software que lançou inúmeros programas originais, a maioria educacionais, feitos por amadores portugueses mas de muito talento.
Original parece também ser este Matemática 1, provindo de uma editora que desconhecíamos totalmente, a Ultratech Retrogaming. Não sabemos a data de lançamento, mas será que o nome da editora ("retrogaming) pressupõe estarmos perante material mais ou menos recente? Quem souber, que se acuse...
Este programa foi-nos fornecido pelo Luís Dias, estando agora disponível para a comunidade, bastando vir aqui.
Nota adicional: já depois de termos colocado esta notícia, o próprio Luís informou-nos do seguinte: "este programa foi disponibilizado num projeto de preservação/recuperação de seu nome Ultratech. O programa inicial está na linha das publicações da Timex. Ao contrário do que sucede aqui no "ZX Spectrum Direto da Arrecadação", a Ultratech optava por inserir um SCREEN$ personalizado como o que é visto. Nunca consegui encontrar este "Matemática I" a não ser neste formato NÃO ORIGINAL. Em resumo: o programa foi editado pela Timex Portugal e recuperado e disponibilizado pela Ultratech, com a inserção do respetivo logótipo."
Race-Fun traduzido
Race Fun foi lançada pela Rabbit Software em 1983 e era terrível, mas isso não foi impedimento para a Microbyte piratear o jogo e colocá-lo à venda no nosso mercado nas suas habituais edições duplas. Vale como curiosidade apenas, estando muito longe de jogos igualmente traduzidos por essa editora, como Corrida de Cavalos ou Treinador de Futebol.
Quem quiser juntar o jogo à colecção, poderá aqui descarregá-lo.
terça-feira, 8 de outubro de 2019
Autumn Collection de Andy Green
Andy Green volta a oferecer uma nova prenda à comunidade. Depois de no final de 2018 nos ter dado uma excelente prenda Natalícia (pode aqui ser vista), não se tendo ficado por ai, pois passado uns dias ofereceu mais uns brindes (aqui), voltou à carga com a a compilação "Autumn Collection" (agradecemos a El Mundo del Spectrum por a ter descoberto).
São assim mais de uma dúzia de novos ecrãs de carregamento de grande nível, daquele que é sem qualquer dúvida um dos melhores artistas gráficos dos 8 bit. Podem aqui descarregar estas obras de arte.
segunda-feira, 7 de outubro de 2019
Rescaldo Load "Encontros": a primeira parte
Após o anterior artigo do André que resumiu os acontecimentos do parte da manhã do encontro/workshop do passado domingo em Cantanhede, chegou agora a altura de fazer um rescaldo dos acontecimentos do restante dia. Para quem não leu o anterior post, podem encotrá-lo aqui e se ainda não conhecem este museu dedicado ao Spectrum, podem ver aqui um pouco mais sobre ele.
Da parte da manhã tivemos várias actividades planeadas, sendo a primeira delas uma visita guiada ao grupo que vinha de visita ao museu. Originalmente tínhamos planeado às 10 horas fazer uma recepção aos participantes e duas visitas guiadas, mas com o atraso de alguns membros, acabámos por esperar e condensámos tudo numa só visita, que começou às 10.30 horas.
Aqui, o João apresentou-nos todas as áreas da sala onde está actualmente a secção de Spectrum do museu, pudemos conhecer detalhes vários acerca dos modelos por detrás das vitrinas, pormenores e curiosidades históricas, mas também pequenas diferenças e detalhes dos computadores que mais interessam aos coleccionadores.
Como nos disse na altura, cada visita é adaptada ao público que visita o museu, sendo assim, aproveitando que se dirigia a um público constituído principalmente por saudosistas, coleccionadores e entusiastas, dedicou-se mais a detalhes técnicos e curiosidades históricas menos conhecidas.
Finalizou a apresentação passado pela secção onde estão disponíveis vários Spectrums para experimentar e dois pedaços de código criados pelo nosso Filipe Veiga, assim como pela nova secção de livros e revistas, disponíveis para consulta, bastando pedir na recepção para a eles termos acesso. Destacamos desde já a presença das Revistas Jogos80 e Espectro, tal como dos livros escritos por Marcus Garrett.
Entretanto o Dr. Pedro Cardoso, Vice-Presidente da Câmara de Cantanhede chegou e subimos em conjunto ao terceiro piso, onde o auditório já estava preparado para o evento principal da manhã. Dirigiu-se ao palco este nosso primeiro convidado onde fez um pequeno discurso, e, um pouco mais tarde, o João fez uma pequena apresentação onde nos detalhou as suas ideias para o futuro do museu.
Ao longo de alguns minutos descreveu-nos quais eram os seus planos para o museu após o final da exposição no Museu da Pedra, como o pretendia divulgar perante algumas personalidades na expectativa de que o pudessem ajudar a divulgar este projecto, aquilo que já tinha conseguido alcançar até ao momento, e delineou um plano para os próximos meses, onde se incluem alguns eventos, na sua maioria com data a definir, para manter o museu activo e a comunidade reunida em volta do projecto.
Não vamos revelar muito mais sobre os planos do João, pois pediu-nos segredo na altura e também aguardamos ainda a confirmação da visita de alguns convidados, como por exemplo Rui Tito e Carlos Maia Nogueira, que apesar de terem manifestado interesse em visitar o museu, ainda não foi possível acertar uma data para as tertúlias com os mesmos.
Seguidamente subi ao palco e aproveitei para me apresentar de forma resumida (fazendo referência ao nossos projectos Planeta Sinclair, Revista Espectro e Jogos80, como não podia deixar de ser) e ao nosso convidado, esperando aprofundar algumas das informações que já tinha acerca dele.
Coloquei-lhe algumas questões, mas intervim pouco, pois para mim o Paulo é realmente uma figura de referência e não me senti bem em interromper as suas histórias interessantíssimas (que poderão em breve ver em vídeo), sendo que apenas servi para lançar os temas e deixar o nosso convidado neste dia ser a estrela. Tenho realmente de agradecer ao João Diogo, pois o nosso tempo chegou ao fim e não consegui colocar todas as questões que tinha planeadas. Foi ele que me ajudou nessa última parte e conseguiu controlar o tempo de modo a que conseguíssemos chegar ao último dos temas que queria abordar, sem passar muito da hora combinada para deixar o museu e irmos até ao restaurante, onde tínhamos combinado um almoço de grupo.
Finalizada a nossa tertúlia, conversámos um pouco e os convidados (nos quais me incluo) receberam alguns presentes da câmara, nomeadamente uma garrafa de espumante de produção local e um catálogo de uma conceituada artista de Cantanhede. Dirigimo-nos então para um restaurante onde a Câmara de Cantanhede gentilmente ofereceu o almoço à equipa organizadora e ao nosso convidado. De referir a excelente qualidade do mesmo, ficando o nosso agradecimento pela oferta.
Foi um excelente convívio, onde se pode discutir assuntos vários relacionados com o Spectrum, o museu e ainda se contaram algumas histórias engraçadas relacionadas com a importação e reparação de algum equipamento do museu e não só.
Finalizado este almoço, o Paulo teve de regressar a casa, pois ainda o aguardava uma viagem longa até ao Algarve e nós regressámos ao museu um pouco depois da hora combinada. Sendo assim, a gravação de testemunhos em vídeo, uma forma da comunidade demonstrar o seu apoio ao museu foi retirada do nossos planos e avançámos directamente para o terceiro piso, onde a Paula Silva começou a montar a sua mesa de trabalho e a preparar-se para o workshop.
Infelizmente, nessa altura tive de me despedir dos presentes e regressar a casa pois também me aguardava uma longa viagem...
Em breve irá estar disponível em vídeo todo o evento, onde poderão ver com mais detalhe tudo o que aconteceu nesta manhã.
Da parte da manhã tivemos várias actividades planeadas, sendo a primeira delas uma visita guiada ao grupo que vinha de visita ao museu. Originalmente tínhamos planeado às 10 horas fazer uma recepção aos participantes e duas visitas guiadas, mas com o atraso de alguns membros, acabámos por esperar e condensámos tudo numa só visita, que começou às 10.30 horas.
Aqui, o João apresentou-nos todas as áreas da sala onde está actualmente a secção de Spectrum do museu, pudemos conhecer detalhes vários acerca dos modelos por detrás das vitrinas, pormenores e curiosidades históricas, mas também pequenas diferenças e detalhes dos computadores que mais interessam aos coleccionadores.
Como nos disse na altura, cada visita é adaptada ao público que visita o museu, sendo assim, aproveitando que se dirigia a um público constituído principalmente por saudosistas, coleccionadores e entusiastas, dedicou-se mais a detalhes técnicos e curiosidades históricas menos conhecidas.
Finalizou a apresentação passado pela secção onde estão disponíveis vários Spectrums para experimentar e dois pedaços de código criados pelo nosso Filipe Veiga, assim como pela nova secção de livros e revistas, disponíveis para consulta, bastando pedir na recepção para a eles termos acesso. Destacamos desde já a presença das Revistas Jogos80 e Espectro, tal como dos livros escritos por Marcus Garrett.
Entretanto o Dr. Pedro Cardoso, Vice-Presidente da Câmara de Cantanhede chegou e subimos em conjunto ao terceiro piso, onde o auditório já estava preparado para o evento principal da manhã. Dirigiu-se ao palco este nosso primeiro convidado onde fez um pequeno discurso, e, um pouco mais tarde, o João fez uma pequena apresentação onde nos detalhou as suas ideias para o futuro do museu.
Ao longo de alguns minutos descreveu-nos quais eram os seus planos para o museu após o final da exposição no Museu da Pedra, como o pretendia divulgar perante algumas personalidades na expectativa de que o pudessem ajudar a divulgar este projecto, aquilo que já tinha conseguido alcançar até ao momento, e delineou um plano para os próximos meses, onde se incluem alguns eventos, na sua maioria com data a definir, para manter o museu activo e a comunidade reunida em volta do projecto.
Não vamos revelar muito mais sobre os planos do João, pois pediu-nos segredo na altura e também aguardamos ainda a confirmação da visita de alguns convidados, como por exemplo Rui Tito e Carlos Maia Nogueira, que apesar de terem manifestado interesse em visitar o museu, ainda não foi possível acertar uma data para as tertúlias com os mesmos.
Seguidamente subi ao palco e aproveitei para me apresentar de forma resumida (fazendo referência ao nossos projectos Planeta Sinclair, Revista Espectro e Jogos80, como não podia deixar de ser) e ao nosso convidado, esperando aprofundar algumas das informações que já tinha acerca dele.
Coloquei-lhe algumas questões, mas intervim pouco, pois para mim o Paulo é realmente uma figura de referência e não me senti bem em interromper as suas histórias interessantíssimas (que poderão em breve ver em vídeo), sendo que apenas servi para lançar os temas e deixar o nosso convidado neste dia ser a estrela. Tenho realmente de agradecer ao João Diogo, pois o nosso tempo chegou ao fim e não consegui colocar todas as questões que tinha planeadas. Foi ele que me ajudou nessa última parte e conseguiu controlar o tempo de modo a que conseguíssemos chegar ao último dos temas que queria abordar, sem passar muito da hora combinada para deixar o museu e irmos até ao restaurante, onde tínhamos combinado um almoço de grupo.
Finalizada a nossa tertúlia, conversámos um pouco e os convidados (nos quais me incluo) receberam alguns presentes da câmara, nomeadamente uma garrafa de espumante de produção local e um catálogo de uma conceituada artista de Cantanhede. Dirigimo-nos então para um restaurante onde a Câmara de Cantanhede gentilmente ofereceu o almoço à equipa organizadora e ao nosso convidado. De referir a excelente qualidade do mesmo, ficando o nosso agradecimento pela oferta.
Foi um excelente convívio, onde se pode discutir assuntos vários relacionados com o Spectrum, o museu e ainda se contaram algumas histórias engraçadas relacionadas com a importação e reparação de algum equipamento do museu e não só.
Finalizado este almoço, o Paulo teve de regressar a casa, pois ainda o aguardava uma viagem longa até ao Algarve e nós regressámos ao museu um pouco depois da hora combinada. Sendo assim, a gravação de testemunhos em vídeo, uma forma da comunidade demonstrar o seu apoio ao museu foi retirada do nossos planos e avançámos directamente para o terceiro piso, onde a Paula Silva começou a montar a sua mesa de trabalho e a preparar-se para o workshop.
Infelizmente, nessa altura tive de me despedir dos presentes e regressar a casa pois também me aguardava uma longa viagem...
Em breve irá estar disponível em vídeo todo o evento, onde poderão ver com mais detalhe tudo o que aconteceu nesta manhã.
domingo, 6 de outubro de 2019
A Troll's Revenge
Nome: A Troll's Revenge
Editora: NA
Autor: Gareth Pitchford
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1
O ano de 2019 está a ser épico para as aventuras de texto, e para isso muito contribuem dois autores: John Wilson e Gareth Pitchford. Os dois amigos vão lançando aventuras atrás de aventuras, e nem o facto de algumas serem relativamente pequenas, fazem com que sejam menos interessantes. É o caso de A Troll's Revenge, com apenas 16 locais, pouco mais de meia dúzia de objectos para serem usados, e ainda menos personagens, mas que nem por isso deixa de constituir um desafio a puxar pelos neurónios dos aventureiros.
O jogo participa também na competição CaveJam 2019, tendo sido inicialmente criado para ser jogado nos browsers, e pouco tempo depois convertido para o Spectrum. E se a primeira versão tem gráficos (ecrã abaixo), naturalmente que na conversão para o nosso computador preferido, Gareth abdicou deles. É pena, realmente, mas não se pode ter tudo, e além disso esta aventura, mesmo sendo mini, tem predicados suficientes para manter o interesse até ao fim. Referimo-nos obviamente à história e aos desafios apresentados. De qualquer forma, não está colocada de parte, no futuro, uma versão deluxe com alguns gráficos.
Em A Troll's Revenge, tal como o nome o dá a entender, voltamos ao mundo da mitologia escandinava. O nosso irmão, um conhecido troll da zona, é o guardião do tesouro do feiticeiro. Sendo guloso por natureza, não resistiu a umas saborosas maçãs que uns desconhecidos lhe deram, não se apercebendo que estas eram encantadas. Assim que as comeu, entrou no mundo dos sonhos e deixou a porta da gruta aberta para os desconhecidos se servirem do que lá estava, levando o tesouro. Quando o feiticeiro se aperceber que o seu tesouro já era, apenas restando umas moedas como compensação, alguém irá sofrer. Assim, na pele do irmão do troll, cabe a nós recuperar o tesouro roubado.
O primeiro passo é começar a explorar os cenários desta aventura. Inicialmente pouco conseguimos descobrir, até porque a maior parte dos caminhos estão-nos vedados. Além disso encontramos o nosso irmão ainda sob o efeito do encantamento, sendo a prioridade acordá-lo, até para acedermos à gruta onde estava o tesouro. Mas como o acordar? Será que ir ao lago nos poderá ajudar?
À medida que vamos superando os desafios, vamos desbloqueando novos caminhos. A certa altura vamos encontrar os ladrões, mas esses, apesar de desonestos, não são estúpidos. Não vale a pena dar-lhes o isco que utilizaram no nosso irmão. Mas será que podemos fazer com que provem o próprio veneno? É este tipo de quebras-cabeças que vamos encontrando ao longo da aventura, a maior parte inteiramente lógicos, mas nem por isso mais fáceis de serem deslindados.
Em alguns pontos também teremos que repetir algumas acções. Isso porque só após termos cumprido com certas tarefas, ou termos alguns objectos em nosso poder, vamos conseguir ultrapassar certas situações que antes não eram visíveis. No fundo aquilo a que já nos habituámos com Gareth Pitchford, e que teve expoente máximo em Deer Creek, aventura que apreciámos particularmente. E tal como nesse jogo, também aqui vão sendo dadas dicas sobre como resolver as tarefas, embora não de forma tão explícita. Digamos que o grau de dificuldade de A Troll's Revenge é um pouco maior, mesmo o jogo sendo mais pequeno.
A exploração que fizemos permitiu-nos criar o mapa que partilhamos em cima. É já uma boa ajuda para quem se queira iniciar em A Troll's Revenge. isso não evita que tenham que explorar devidamente todos os recantos, conversar com todos os personagens (alguns estão lá para nos ajudar), mas convém ser-se educado, doutra forma terão oportunidade de apanhar umas boas palmadas (experimentem a apalpar a taberneira, para verem o que acontece).
Resumindo, apesar de A Troll's Revenge ser apenas uma pequena brincadeira destinada a entrar numa competição, tem todos os elementos típicos das aventuras criadas por Pitchford, agarrando-nos desde logo, quer pela temática, quer pela história e diálogos, mas acima de tudo pelos desafios bem construídos. Mal podemos agora esperar para ver a versão com gráficos, sem duvida uma novidade, pelo menos daquilo que conhecemos neste contador de histórias.
sábado, 5 de outubro de 2019
Eight Feet Under agora disponível
Em 2018 Stefan Vogt, um dos nomes grandes das aventuras de texto, lançou aquela que na nossa opinião foi um dos melhores jogos de 2018: Hibernated 1: This Place is Death. Já em Janeiro deste ano lançou a Collector's Edition, tendo como bónus, entre diverso merchandising, Eight Feet Under, jogo que ainda não tinha sido editado.
Chegou-nos agora ao conhecimento que Stefan disponibilizou na sua página uma versão digital do jogo para ser descarregada. podem fazê-lo gratuitamente, mas será inteiramente justo que façam uma contribuição, não só porque o jogo efectivamente o merece, mas também porque é a forma de incentivarmos os programadores a continuarem a criar programas para o Speccy.
Poderão vir aqui descarregar Eight Feet Under.
Arirmética I (MIA)
A Timex também lançou no mercado uma série de utilitários relacionados com as ciências exactas, nomeadamente aritmética e matemática. E o Luís Dias preservou alguns desses programas, pelo que disponibilizamos agora Aritmética I. Embora fosse destinado ao TC 2068, também entra no Spectrum 48K. O programa é também distinto de um outro com o mesmo nome, Aritmética I, exclusivo para o Spectrum 48K, e que também já aqui deixámos.
Esta versão do Aritmética I está vocacionada para os mais jovens, como aliás as instruções o referem. Contém dois programas muito simples, que de forma intuitiva e atractiva visam ensinar as crianças as operações aritméticas mais básicas. Quem sabe não possa ter ainda utilidade para muito boa gente...
O programa pode aqui ser descarregado.
Rest (of The Bunch)
John Wilson continua a lançar colectâneas e novas versões de alguns dos seus jogos. Desta vez chega-nos Rest (of the Bunch), que inclui Alien Research Centre 2 - The Chocolate Edition e From Out Of The Snow - The Daffodil Edition. E se o primeiro já o tínhamos, vamos agora experimentar a versão melhorada do segundo.
Poderão assim juntar mais este lançamento à vossa colecção, bastando vir aqui descarregar os jogos, estando inclusive ficheiros para vários formatos e plataformas. Wilson pensa em tudo...
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
A Capital: POKES & DICAS - 13 Novembro de 1987
Aprenda, neste suplemento, como despir a Samantha Fox.
Após saciarem a vossa libido, poderão se deleitar com críticas de jogos épicos, algo que já não acontecia há algumas semanas.
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
Saiu Knights & Demons 2
Ainda a semana passada Baron Ashler tinha lançado Future Racer, clone em Basic de Full Throttle, e já voltou novamente ao ataque com mais um jogo para a competição BASIC 2020. Desta vez com uma temática completamente diferente, pois somos remetidos para o mundo da magia dos cavaleiros e dos demónios. Ainda não tivemos oportunidade de explorar exaustivamente o jogo, mas numa primeira abordagem parece-nos bastante interessante, comprovando que o Basic se adapta perfeitamente a este tipo de jogos.
Enquanto não fazemos uma review detalhada, podem-se ir perdendo nos labirintos de Knights & Demons, estando o jogo disponível para ser descarregado na página do concurso.
Preview: Bruce Lee +
Allan Turvey já nos habituou a surpreender nos seus jogos, com a mestria com que domina a ferramenta Arcade Game Designer (e agora também o AGDx, sendo um dos principais impulsionadores desta ferramenta). Vai daí, pegou num dos clássicos do Spectrum, Bruce Lee, provavelmente o primeiro jogo que muito boa gente terminou, e está a dar-lhe nova roupagem. Gráficos muito mais coloridos, como poderão ver nos vídeos que deixamos, sprites melhorados (a nossa personagem agora parece-se realmente com o verdadeiro Bruce), mas sobretudo a promessa de novos cenários, aguçam o apetite para este lançamento.
Não se trata assim de um remake na verdadeira acepção da palavra, antes uma versão estendida, como o próprio Allan refere. Ainda faltará algum tempo para estar pronto, mas há a promessa de que será disponibilizado pela comunidade. Enquanto não chega, deliciem-se com os vídeos que aqui deixamos...
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Ficheiro de Dados (MIA)
Ficheiro de dados foi lançado pela Microbyte (também chegou a chamar-se Microbaite), "software house" sediada no Porto. A maior parte dos seus lançamentos eram versões traduzidas para português de alguns jogos bem conhecidos, casos de Presidente, Treinador de Futebol ou Corrida de Cavalos. Mas pelo meio foram também colocados no mercado alguns utilitários, como é o caso de Ficheiro de Dados. Se eram programas originais ou apenas pirataria ou plágio, isso já é outra história.
De qualquer forma, faz parte da história do Spectrum em Portugal, estando agora devidamente preservado para a posteridade e podendo aqui ser descarregado.
Golfe (MIA)
Ao contrário do que se possa pensar, Golfe não é um jogo criado por um tal de José Carlos Silva. Este é mais um pirata português, quer pegou no jogo original de 1983 lançado pela Virgin Games, traduziu-o, dando-lhe um "cunho pessoal". Não que não se fizesse em abundância na altura. Até nós o fizemos, embora não para venda, como é óbvio.
O jogo também não tem particulares motivos de interesse, mas de qualquer forma pode ser aqui descarregado.
terça-feira, 1 de outubro de 2019
Novo jogo de Pitchford
Gareth Pitchford prometeu e cumpriu. Adaptou A Troll's Revenge, jogo que participa na competição Cavejam 2019, da qual aqui falámos há algum tempo, sendo uma mini-aventura de texto (imagens apenas na versão do browser, a conversão para Spectrum não contempla essa facilidade). E Pitchford pensa mais tarde lançar uma deluxe version...
A competição já tem 11 jogos, mas A Troll's Revenge será seguramente aquele que iremos ver com mais atenção, e, mais tarde, escrever uma review detalhada. Mas enquanto não o fazemos, poderão aqui vir descarregar o jogo (ou jogar online, como preferirem).
Next quase em fase de produção em massa
E os teclados chegaram ao Reino Unido!!!! Quer isso dizer que agora vão ser entregues à SMS para o teste de montagem final, sendo produzido primeiro um pequeno lote (algumas dezenas), gravado o firmware, e, depois de todos os testes efectuados, seguir-se-à a produção final e entrega aos backers.
Simultaneamente, as caixas estão também a ser produzidas, estando prometido por parte da equipa do Next, em breve, uma nova actualização, incluindo imagens da linha de montagem.
E finalmente, o firmware está agora na versão 1.1, a definitiva, sendo agora o código gravado em todos os Next, encerrando também este capítulo.
Principais novidades de Outubro de 1984
Há 35 anos as principais novidades foram:
- Correm rumores que Matthew Smith está a preparar os sucessores de Manic Miner e Jet Set Willy: Willy Meets the Taxman.
- A banda punk seminal The Stranglers incluiu no seu último trabalho um jogo para o Spectrum, Aural Quest, aventura de texto criada por Mike Turner.
- O mercado continua a ser invadido por gadgets, o mais recente uma light pen que não fez grande sucesso, a Datapen, com um custo de "apenas" £ 29.
- É anunciado o lançamento do Spectrum Plus, apresentando diversas melhorias relativamente à versão "rubber keys", nomeadamente a introdução de um teclado profissional.
- Lançamentos importantes: Sherlock (Melbourne House), The Wrath of Magra (Cornell Software), Frank N Stein (PSS), Jack and the Beanstalk (Thor Computer Software), Mugsy (Melbourne House), Wanted: Monty Mole (Gremlin Graphics Software), Astronomer (CP Software), Kokotoni Wilf (Elite Systems) e Terrahawks (CRL Group PLC).
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