Sempre que Menyiques lança um jogo, já sabemos que vem ai algo de especial. E Das Boot: Operación Tifón Negro, a sua nova aventura de texto, depois de termos adorado ZXGolf.
A temática é a da Segunda Guerra Mundial, pois estamos em França, a 14 de setembro de 1943, a bordo de um pequeno bote insuflável e desembarcamos então na calada da noite junto à aldeia de Saint-Corentin, território ocupado pelos alemães. Assumimos o papel do capitão James Fletcher, agente dos serviços secretos britânicos, com uma missão de enorme importância: infiltrar-nos numa base da Kriegsmarine e apoderarmo-nos dos livros de códigos navais Enigma (Triton). Como se isto não fosse já suficientemente complicado, temos ainda de destruir o submarino U-571 antes que este parta para atacar o comboio aliado ONS 18. É obra!
Em Das Boot, o tempo é o nosso pior inimigo. Começamos a operação às 03h30 e, quando o Sol nascer, às 07h30, a base estará desperta e as nossas hipóteses de sucesso serão bem mais reduzidas. Cada comando consome minutos preciosos, pelo que não podemos andar por ali a experimentar tudo o que nos passa pela cabeça. A discrição será fundamental, pois, embora possamos recorrer à violência, o melhor será evitar confrontos desnecessários. Afinal, somos um agente secreto, não um exército de um homem só!
A aventura desenrola-se ao longo de 23 locais, cada um acompanhado pela sua própria ilustração, e teremos de descobrir quem nos pode ajudar e em quem não devemos confiar. As nossas decisões têm consequências, as suspeitas podem comprometer a missão e nem todos os caminhos conduzem a um final feliz. Existem vários desfechos possíveis, pelo que uma segunda incursão poderá revelar surpresas e estratégias que nos escaparam na primeira tentativa.
O jogo foi criado com a ferramenta Scriba, o sistema de desenvolvimento de aventuras criado pelo próprio Sergio Morales (aka Menyiques), e segue uma filosofia bastante peculiar: BASIC por fora, código máquina por dentro. A aventura foi compilada para diferentes computadores de 8 bits, utilizando um motor nativo Z80, e conta também com uma versão para Windows. Ao todo, são seis sistemas e cinco idiomas, mantendo-se a mesma história, os mesmos locais e os mesmos finais.
Parece-nos assim que este jogo tem todos os ingredientes para prender os apreciadores de aventuras de texto, nomeadamente um cenário histórico particularmente interessante, uma missão recheada de perigos e, acima de tudo, um relógio que não pára. Resta saber se conseguiremos sair desta operação com os códigos Enigma, o submarino destruído e a pele intacta.
Venham já aqui descarregar esta aventura e dar uma justa contribuição ao seu autor. É mais um para colocarmos na nossa lista de pendentes, que já está a ficar demasiado grande. E o Halloween está ai à porta, se entendem o que queremos dizer...


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