quinta-feira, 13 de agosto de 2026

ZXGolf


Nome: ZXGolf
Editora: Menyiques Soft
Autor: Menyiques
Ano de lançamento: 2026
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 128 K
Número de jogadores: 2
Descarga: Aqui

ZXGolf foi considerado jogo do mês de Julho, numa das mais difíceis nomeações que tivemos desde o início da rubrica. Não pela  falta de qualidade do jogo, mas pelo contrário. É que, quer ZXGolf, quer outros dois jogos que surgiram nesse mês, destacam-se precisamente pela sua elevada qualidade. No final acabou por vencer ZXGolf, principalmente por uma opção que já calculávamos que viria a ser um sucesso, pelo menos cá por casa: a possibilidade de dois jogadores em simultâneo.

E foi isso mesmo que aconteceu. Aproveitando um período de férias na qual a família se reúne toda por aqui, adivinhem qual foi o jogo eleito para passarmos o tempo nas competições do ZX Spectrum que regularmente fazemos? Pois foi precisamente ZXGolf, que ainda por cima tem dois circuitos diferentes, os Estados Unidos e o Japão (na nossa opinião, o segundo é mais fácil e mais indicado para os principiantes). 

E já que estamos com a mão na massa, e por sabermos que o jogo vai ter uma edição física (que faremos questão de adquirir), deixamos uma sugestão ao seu autor, até porque o jogo potencia isso mesmo: que tal acrescentar na cassete um ou dois circuitos exclusivos, além dos dois que já existem (USA e Japan)? Será uma forma de fazer aumentar o valor e a procura da cassete. Quem sabe, um circuito completo desenhado por elementos da comunidade. Além de que, confessamos, estamos viciados no jogo e mais uns circuitos vêm mesmo a calhar...

O brilhantismo de ZXGolf começa logo no ecrã inicial. São várias as opções à disposição do utilizador. Pode-se assim fazer um jogo completo ou treinar algum buraco em particular. No jogo completo, pode-se competir nos 18 buracos, ou apenas nos buracos 1 a 9 ou 10 a 18.

Pode-se também escolher a opção de um jogador, conveniente para se ir treinando os buracos e depois fazer-se um brilharete quando se compete com outro jogador humano. Mas também se pode jogar contra o computador ou, o melhor, competir contra outra pessoa. E, porque não, ter a possibilidade de três ou mesmo quatro jogadores em simultâneo? Fica aqui mais uma sugestão...

Por fim, podemos redefinir as teclas, escolher a cor (entre branco, amarelo ou verde), e ligar ou desligar a música, apenas ficando o som FX. Como podem ver, não faltam opções para ajustar o jogo às nossas preferências.

Iniciando-se a partida (ou o treino), surge o primeiro buraco. É-nos dado uma panorâmica completa, com as partes de relvado, onde teoricamente as tacadas têm maior efeito e precisão, os bunkers e terrenos arenosos, no qual a tacada, independentemente do taco, é muito menos potente, os lagos (cuidado, quando a bola cai na água, é recolocada na margem do lago e tem-se uma tacada de penalização), as árvores, que têm o efeito esperado na bola, e o "green", no qual temos a possibilidade de colocar a bola no buraco. Antes que perguntem, sim, é também possível fazer um "Hole in 1". Fizemo-lo, mas a jogar na máquina real e numa TV, e por isso não deixamos aqui o screenshot.


É-nos ainda dada informação como a distância, direcção e velocidade do vento, o par e a pontuação em tempo real. Além disso, ao "green" corresponde um mapa separado com a sua própria vista. 

Temos também a possibilidade de escolher 14 tacos diferentes, desde ferro a madeira, incluindo o taco próprio para quando estamos no "green". Excepto neste último caso, no qual temos que avaliar apenas a distância e ponto máximo de impacto da tacada (potência), no resto do campo, quando escolhemos o taco, é colocado automaticamente o ponto máximo onde a bola pode cair, exceptuando-se a super tacada, que iremos falar mais à frente.

Para se dar a tacada, tem-se o sistema clássico de dois botões, no qual uma barra vai crescendo, correspondendo à potência, decrescendo logo de seguida e correspondendo à precisão. Consoante a nossa habilidade em fixar a barra nos pontos desejados, a bola voa mais ou menos certeira e com mais ou menos força. Além disso, é necessário contar-se com a influência que o vento provoca na tacada. Atenção ainda à já referida super tacada, que acontece sempre que acertamos a potência e precisão nos pontos óptimos assinalados a preto. Nesse caso, a tacada tem uma potência adicional de dez por cento (apenas possível na pancada de saída).

Quando chegamo ao "green", é tudo mais simples, pois apenas temos que nos preocupar em indicar a direcção da bola e a potência pretendida. No entanto, há aqui um outro factor a ter em conta: o próprio declive do terreno.


Destaque ainda para a IA do oponente computorizado. Este não executa pancadas pré-programadas: analisa o terreno através da amostragem de sete trajetórias no mapa real do buraco, ponderando o "fairway", o "green", os "bunkers" e as árvores, e decide o taco, a direção e a potência para cada pancada. No "green", calcula a potência do "putt" com base na distância ao buraco. Daquilo que vimos ao jogar contra o computador, o sistema funciona na perfeição e o CPU constitui um adversário bastante competitivo.

A fluidez de ZXGolf é notável, ainda mais quando se sabe que foi desenvolvido em BASIC (como é habitual neste autor), sendo depois compilado com o Boriel. Tudo se movimenta de modo perfeito. E embora não conheçamos a versão da Nintendo, no qual o jogo se baseia, apostaríamos que a versão do ZX Spectrum não fica atrás.

Deixamos apenas uma nota e que pode ser impressão nossa. Num ou noutro buraco, parece-nos que a pontuação nem sempre estava certa, sendo acrescentado uma ou outra tacada à pontuação, sem que tenha havido alguma penalização. Mas reforçamos, foi apenas impressão nossa e mesmo que isso esteja a acontecer, não influencia minimamente na nossa avaliação a este brilhante jogo. Para nós, o melhor simulador de golfe a aparecer para o ZX Spectrum.
 

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