domingo, 18 de outubro de 2026

Everest 2: the Climb


Passados poucos meses sobre a estreia de Pep no ZX Spectrum com Everest Part 1: Basecamp, chega-nos agora a sequela: Everest 2: The Climb. 

O ecrã de carregamento dá o mote para aquilo que vamos encontrar ao longo da aventura, mostrando um alpinista de óculos de neve cobertos de gelo, com as montanhas, um pássaro negro (águia?) e umas estrelinhas amarelas reflectidas nas lentes. Dá assim desde logo a entender que o ambiente vai ser frio, ou mesmo gelado, solitário e com um pouco de mistério.

Tal como o primeiro episódio, o jogo foi feito com o motor DAAD e é uma aventura de texto com gráficos bastante jeitosos. A nossa expedição, constituída por Keith, o chefe que parece sempre preocupado, Sue, a médica, Ben, Tod, agarrado ao seu Walkman, o fiel Panang e Sandman, que tem a enervante tendência para se queixar de ter esquecido o Travel Scrabble, saem do acampamento e avançam para a montanha. 

O que mais impressiona no jogo é o cuidado dedicado à simulação da altitude, assim como o amplo inventário, desde capacetes, botas com grampos, picaretas e parafusos para o gelo, cordas, estacas de neve, escadas de alumínio e garrafas de oxigénio. É preciso estar muito atento ao que se pode usar em cada momento, não obstante sermos avisados quando o oxigénio desce para 75%, 50%, 25% e 10%, tendo ainda o cuidado de que dormir em altitude sem máscara resulta em dor de cabeça e num aviso sobre hipóxia, tal e qual como na vida real, como seria de esperar. Há também um guia de montanhismo que convém ler antes de partir e consultar ao longo da subida, para aprender técnicas como atravessar fendas com escadas ou descer em rapel. Ou seja, para os pretendentes a alpinistas, têm aqui um bom teste sem arriscarem a sua pele.

A trama vai-se adensando ao longo da história e os alpinistas mortos deixam bilhetes sobre luzes que os chamaram ao cume. Existe ainda um corvo que parece vigiar-nos, uma cassete com o lado A em branco, Panang a desaparecer, e um céu estranhamente calmo à noite. Esta subida ao Evereste esconde muito mais do que apenas gelo e neve.

A sequela parece-nos assim ainda mais ambiciosa do que o primeiro episódio, com uma ambientação bastante cuidada e a prometer muitas horas até se conseguir resolver a aventura. Para isso basta aqui virem descarregá-la.

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