Das cassetes do Mário Viegas, temos mais um pequeno utilitário em BASIC a simular um órgão. Provavelmente algum type-in de uma revista dos anos 80.
Poderão aqui descarregar Órgão.
Poderão aqui descarregar Órgão.
Para quem - como nós - a seguiu sobretudo nesses anos da adolescência, em que regularmente, todos os meses, ia à papelaria do bairro procurar criticas, dicas, pokes e cheats, e a quem a revista acompanhou nos anos formativos de tardes sem fim em frente ao computador, este fecho de ciclo é especialmente triste.
Cabe-nos desejar muito sucesso à equipa que a produzia, e agradecer-lhes por 39 anos de missão bem sucedida a disseminar o mundo dos videojogos.
E quem queira consultar as revistas dessa época histórica, pode reviver esses tempos aqui.
Vamos então às apresentações:
Clive Townsend (programador): veterano da indústria, mais famoso pela sua série de jogos Saboteur, publicada pela primeira vez na década de 1980, e que ainda hoje em dia continua bem viva e com novos lançamentos. Desde então trabalhou em muitas plataformas e agora completou o círculo, criando jogos para o ZX Spectrum e para o Spectrum Next.Guardo memórias da edição da Micromania publicada a 14 de julho de 1991: a análise a Mercs, que me levou a comprar a cópia no C.C. Dallas, e o mapa de Bomb Jack 2. Podem descarregar a digitalização de Miguel Brandão neste link.
Tudo começa quando Jaime Soriano e Javier Chocano conseguiram recuperar um .tzx das fitas originais de Andrés Samudio. Jaime falou então em publicar-se o jogo e STAR, o nosso interlocutor, partilhou-o através da revista RetroGamer, com a qual colaborava, lançando uma reportagem especial e oferecendo a cassete aos assinantes. Foi também nessa altura que foi elaborada uma nova ilustração para o jogo. O resultado foram cerca de 200 cassetes lançadas, um trabalho muito árduo realizado por STAR em pouquíssimo tempo, que gravou as fitas uma a uma. Foram mais de 2.000 minutos, cerca de 33 horas, seis dias numa semana, sempre a gravar cassetes.
A ilustração do jogo também teve alguns contratempos. A digitalização original estava longe de estar nas melhores condições. Além disso, tinha pequenas nuances que tiveram que ser modificadas. Não as vamos aqui referir em pormenor, dizemos apenas que se nos anos 80 não haveria grandes problemas, nos dias de hoje poderia colocar alguns constrangimentos.
Depois da edição da RetroGamer, foi lançado em 2015 a própria edição de Andrés Samudio. Este lançamento terá tido entre 200 a 300 cassetes, pelo que no total das duas edições, terão sido feitas cerca de 500 cassetes. Para o lançamento do Andrés foi usado um outro layout de imagem por STAR, para que a assinatura do Azpiri aparecesse (por razões de dimensão das imagens, não foi possível ser contemplado na primeira edição).
Quanto ao jogo, é exactamente a mesma nas duas edições. O jogo original chama-se "Diosa de Cozumel", mas por razões estéticas foi adicionado o "La".
Poderão agora vir aqui descarregar este material inédito de La Diosa de Cozumel. Desde já o nosso enorme agradecimento a STAR, que é realmente uma "star". Embora a Matra esteja suspensa, continua a fazer pequenas edições a quem o solicitar, inclusive para o Amstrad CPC.
Agora, graças a Modern ZX-Retro Gaming, demos com uma nova versão do jogo. Deixamos aqui um pequeno aparte: não divulgamos as dezenas de novas versões que jogos antigos que vão aparecendo, apenas quando entendemos que as modificações não mais relevantes, como é aqui o caso.
Assim, podem contar nesta versão de 2023 com um novo ecrã de carregamento, novo menu, e ainda gráficos na parte superior melhorados. Esta versão foi modificada por Jarrod Bentley, um dos criadores do jogo priginal. Melhorou-o, sem dúvida, embora ainda esteja um (ou mais) patamares abaixo de clássicos como R-Type.
Poderão aqui descarregar a nova versão.
Mega Totoloto é mesmo dos mais completos e foi desenvolvido pelo Tiago Nunes em 1986. Encontrámo-lo numa das cassetes que o José Miguel cedeu ao Museu LOAD ZX sendo agora partilhado. Prometemos não colocar mais programas destes nos próximos tempos, a não ser que nos calhe algum prémio em sorte...
Poderão aqui descarregar Mega Totoloto.
Poderão aqui descarregar Cobras.
Não temos a edição de 15 de Março (neste momento não sabemos sequer se saiu, mas em breve iremos saber isso e muito mais). No entanto temos a edição da semana seguinte, de 22 de Março de 1991, sendo o destaque Blazing Thunder, um agradável jogo de fim de (primeira) vida do ZX Spectrum.
Poderão aqui descarregar este suplemento.
Benvindos de novo ao nosso Concurso BASIC Apascalado 2024.
Desta vez o Zé Oliveira decidiu usar um compilador de linguagem Pascal. Mas, como dá muito trabalho criar um compilador com as características necessárias, o Zé Oliveira usou aquele superpoder dos portugueses chamado "desenrasca". E a solução foi adaptar o compilador ZX BASIC de Boriel para funcionar com Pascal. O truque é acrescentar algumas linhas para o compilador ZX BASIC de Boriel traduzir Pascal para BASIC.
Eis aqui um pequeno exemplo que podem colocar no ficheiro "Demo1.bas":
Há uma maneira de evitar escrever as linhas de conversão de Pascal para BASIC: Basta ter um ficheiro separado com essas linhas e invocar o ficheiro com o comando:
#include "pascal.h"
Se fizerem download do compilador no link abaixo, não será necessário criar esse ficheiro porque ele já está incluído. Atenção: esse ficheiro não vem com a distribuição original do compilador.
Eis como fica a nova versão do programa que podem gravar no ficheiro "Demo2.bas":
#include "pascal.h"O único problema deste método é que algumas linhas do ficheiro "pascal.h" geram avisos. O melhor é ignorar esses avisos...
Agora só falta compilar o programa.
Se não tiverem o compilador devem fazer download dos ficheiros aqui.
Depois, basta descompactar o ZIP no local que desejarem. Nota: as instruções neste artigo são para o sistema operativo Windows, mas é semelhante para outros sistemas operativos.
Para compilar o programa devem executar o comando seguinte na pasta/directoria onde está o compilador:
ZXBC -taB Demo2.bas
Se não gostarem de correr este comando na linha de comandos da janela COMMAND/CMD podem escrever o comando no ficheiro "Demo1.BAT" e correr o ficheiro BAT a partir da janela do explorador do Windows.
Sobre o programa do post anterior, podem ver a listagem e correr o programa online aqui.
Para fazer download dos programas de demonstração, clicar aqui.
Para mais informação sobre esta linguagem, clicar aqui.
Quem estiver interessado em participar no concurso, pode ler o regulamento aqui. É uma parceria entre Arca Lusitana, Planeta Sinclair, Museu LOAD ZX e Teknamic Software.
Podem vir aqui descarregar este utilitário de música, que se encontra na colecção do Luís Rato.
Mas além do conteúdo da disquete, o João digitalizou o manual, colmatando assim mais uma importante lacuna. Aos poucos vamos preservando aquilo que se fez no nosso país para o sistema de discos da Timex.
Poderão aqui descarregar a disquete e o manual.
Este jogo é originalmente a primeira versão de “Cozumel”. Andrés Samudio, o seu criador, tentou vendê-lo através da Dinamic, mas sem sucesso. Só recentemente foi lançado, quando apareceu numa edição da revista RetroGamer (versão Espanhola - ver aqui) e, mais tarde, através da Matra numa edição muito limitada (capa em baixo).
Mas a história deste jogo é muito rica e até está muito bem documentada na página La línea Dura, que tomámos conhecimento graças a Rockersuke (utilizador da Spectrum Computing), não faltando sequer um vídeo com o criador do jogo. Além disso, também Juanjo Muñoz (da revista CAAD - ver aqui) nos deu alguns esclarecimentos adicionais sobre este importante jogo vindo de nuestros hermanos.
Podem vir aqui descarregar La Diosa de Cozumel. Se ainda não conheciam, é uma boa oportunidade de experimentar uma aventura vinda de um dos mais importantes nomes do género de Espanha.
Quem diria que continuaríamos a encontrar surpresas nacionais nos repositórios do ZX Spectrum? E o mais recente foi encontrado pelo Pedro Pimenta (Pedro, tens que nos dizer como descobriste isto)...
Drunk Policeman até teve honras de lançamento numa compilação pela prestigiada Automata UK, uma das míticas editoras dos primórdios do ZX Spectrum, responsável por Deus Ex Machina e pela personagem π. É bem verdade que em 1985 já estava a cair em esquecimento, de qualquer forma, que tenhamos conhecimento, a par dos jogos de Marco & Tito na Wizard, e sem falar de elementos Portugueses em equipas mais abrangentes (Gyron, Elite), terá sido das primeiras incursões internacionais de programadores do nosso país.
Pelo que pesquisámos, terá também sido o único jogo desenvolvido por José Piloto, de quem nunca ouvimos falar, e também não encontrámos qualquer referência a trabalhos seus nas revistas da época. Por onde andará?
Drunk Policeman é o típico jogo inspirado em Manic Miner / Jet Set Willy, no qual o tempo e precisão de salto é fundamental para se conseguir chegar a algum lado. Por um lado, o sistema de colisão é mais generoso do que nos jogos de Matthew Smith, por outro, nem por isso o grau de dificuldade é menor. E nem o facto do jogo ter "apenas" 20 ecrãs, torna a tarefa mais fácil.
Uma facilidade muito interessante é que existe a opção de se gravar o jogo no ponto em que estivermos. De facto, para se chegar ao fim, é necessário muita destreza e persistência, e, por vezes, para se descobrir a forma de abordar um ecrã, teremos que tentar inúmeros caminhos. Não basta recolher os objectos, estes deverão ser recolhidos numa certa sequência (primeiro temos que recolher o círculo vazio, depois o círculo preenchido, e assim por diante). Além disso, embora generoso, existe um tempo limite para se recolher os objectos em cada ecrã (mais uma semelhança com Manic Miner), só após todos serem recolhidos, o cadeado das portas se abrem, permitindo o acesso a outras salas.
Além dos círculos, também temos que recolher as garrafas que se encontram em alguns ecrãs, em locais nada fáceis de alcançar (serão garrafas de vinho, daí o título do jogo?). À medida que vamos apanhando os objectos, a palavra "Spectrum" vai-se formando no ecrã inicial, e só quando esta estiver completa, completamos o jogo. Tudo isso vai-nos ocupar por um bom par de horas, pela que a possibilidade de gravar o jogo é bastante útil.
Os inimigos são muitos, alguns claramente inspirados em Jet Set Willy. Evitá-los é a palavra de ordem, embora muitas vezes necessitemos deles para chegar a alguns pontos do ecrã. Ao contrário do que é habitual nos jogos do género, se "aterrarmos" em cima dos inimigos, não morremos e temos assim possibilidade de saltar para outros pontos aparentemente inacessíveis. Junte-se a isso plataformas móveis, portas que nos transportam para outros locais, e um intrincado labirinto de salas, e vemos que é um jogo com mais complexidade do que o primeiro trabalho de Matthew Smith. No entanto, fica longe do brilho de Manic Miner.
O principal problema está ao nível da jogabilidade. Enquanto que nos jogos em que Drunk Policeman se inspira, cada fatalidade dá-nos ânimo para fazer um pouco melhor da próxima vez, neste, a frequência com que morremos é tão grande, que se acaba por tornar um exercício frustrante ao fim de alguns minutos. O grau de dificuldade definitivamente não está bem ajustado, o que é uma pena, pois por debaixo da falta de originalidade do jogo e de alguns erros de concepção, residem algumas ideias bem conseguidas, que poderiam ter sido melhor exploradas.
Estamos em crer que se o jogo não tivesse sido trabalho de um único programador e este conseguisse ter ajuda em algumas vertentes (e um beta tester), Drunk Policeman poderia ser muito mais do que um produto menor, atirado para o meio de uma obscura compilação. De qualquer forma, faz parte do nosso património histórico do ZX Spectrum e está aqui um belo achado por parte do Pedro Pimenta.
O João Cruz enviou-nos mais um programa que ainda não estava nas páginas da Spectrum Computing. Provavelmente já terá sido preservado pelos nossos colegas Espanhóis, de qualquer forma, e por via das dúvidas, disponibilizamos o programa.
Poderão aqui descarregar CopyR.
Será que é aqui que termina a aventura? Ou irá ter continuação nos próximos episódios? Para o descobrirem, terão que a jogar, o que fortemente recomendamos.
Podem aqui descarregar todos os capítulos de Antarctica. É gratuito, mas uma pequena ajuda ao seu autor ajudará a embarcarmos em novas aventuras.
Poderão aqui descarregar Bólide. Se ainda não experimentaram o jogo, vale mesmo a pena.
Poderão aqui descarregar Electrotecnia.