domingo, 24 de junho de 2018

Varina


Nome: Varina
Editora: NA
Autor: Espectroteam
Ano de lançamento: 2018
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1


Finalmente estamos em condições de apresentar a review do jogo Varina, da autoria da Espectroteam. Como devem saber, a Espectroteam engloba também os elementos deste blogue, pelo que desta vez iremos abrir uma excepção e fazer a nossa análise sem fazer grandes juízos de valor, muito menos apresentando a habitual tabela com a valorização das variáveis do jogo. Por razões óbvias deixaremos isso ao vosso critério.


De referir que Varina é um dos jogos que vão encontrar na mais recente edição da revista Espectro. Quer isso dizer que não poderão obter o jogo por si só, tendo antes que adquirir a revista para terem direito à cassete, e que também contém outros três jogos, todos da autoria do famoso programador brasileiro Einar Saukas. Mas disso tudo já aqui falámos, pelo que não nos iremos maçar-vos repetindo as mesmas coisas.


Varina é então o remake de Ravina, jogo celebrizado pela dupla Marco & Tito em 1985 e que saiu, como um type-in, na revista Mini Micro's número 13. Na altura o programa foi concebido em Basic e continha apenas um nível, sendo o objectivo passar as pessoas para o outro lado da ravina. Pegando nessa ideia, foi feita uma completa remodelação do jogo. Não só foi agora escrito em Boriel ZX Basic, como foram acrescentados dez níveis. Mas como se não fosse pouco, foi construído um guião muito completo (e com muito humor, apenas para maiores de 18 anos), onde passo a passo se vai construindo a história e os objectivos de cada um dos níveis, tal e qual como se de uma banda desenhada se tratasse. Obviamente que não iremos desvendar a história toda, mas fica aqui um pequeno "cheirinho" do que vão encontrar e das aventuras que a nossa heroína Gina (o nome não é inocente) vai passar para conquistar o coração do seu amado, Libório.


Cada um dos dez níveis apresenta uma grande diversidade de tarefas, com muitos inimigos e maldades pelo meio, locais que apenas se tornam visíveis após obterem certos objectos, e outras acções menos óbvias, tal e qual como se de uma verdadeira arcade adventure se tratasse. Os próprios títulos de cada um dos níveis desde logo deixam adivinhar aquilo que vão encontrar:


1. A Ravina
2. Aracnofobia
3. Polvo à Lagareiro
4. As Gaivotas Assassinas da Cornualha
5. Granizado de Tang Laranja
6. Caça às Baleias
7. Sopa de Cação
8. O Canhão da Nazaré
9. Tempestade Perfeita
                                      10. Against All Odds


Mas se pensam que quando completarem os dez níveis a vossa tarefa terminou, estão muito enganados. As maldades não acabam por ai, e antes de chegarem aos ecrãs finais, que desde logo revelam uma grande surpresa e fazem inveja a muito blockbuster dos anos 80, terão que suar mais um pouco. Ou bastante...


Um dos aspectos que gostaríamos de realçar em Varina, e sem querer puxar a brasa à nossa sardinha (da Nazaré), é a jogabilidade. De facto, enquanto fomos testando e afinando o jogo, obviamente correndo os mesmos níveis vezes sem conta, nem por um momento nos sentimos entediados ou algo que se pareça. E isto está relacionado com este factor da jogabilidade, que contribuí para que se passe uns momentos bastante divertidos a ler a história e a tentar fazer com que a Gina ganhe o coração do seu amado e perca algo mais...

Também os gráficos sofreram uma grande remodelação relativamente ao original. Foram acrescentados novos sprites, correspondendo aos muitos inimigos que vão encontrar. Tubarões, polvos, aranhas, baleias, de tudo um pouco vão aqui encontrar, sempre numa temática bastante divertida. E um dos níveis, Tempestade Perfeita, terá uma atracção especial, como poderão ver (ou talvez não), com os vossos próprios olhos.


Varina é assim um jogo que poderão (e deverão) adquirir, juntamente com a revista Espectro. É a certeza de que estarão a ajudar-nos, para continuarmos a trabalhar para colocar novos produtos no mercado e para terem a certeza que este capítulo da Gina não se encerra por aqui.

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