segunda-feira, 27 de maio de 2019

Castlevania: Spectral Interlude


Nome: Castlevania: Spectral Interlude
Editora: NA
Autor: SaNchez
Ano de lançamento: 2015 / 2019
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick:  Não
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Castlevania é já uma instituição. O primeiro jogo apareceu em 1986 para a Famicom e desde ai saíram dezenas de versões para os mais diversos sistemas. No entanto o Spectrum estava esquecido. isto até em 2015 SaNchez lhe pegar e criar aquele que é unanimemente considerado com um dos melhores jogos a aparecer para a plataforma da nossa preferência. E agora, em 2019, o jogo aparece finalmente traduzido para português (nossa responsabilidade).

As aventuras de Castlevania focam-se na guerra entre o clã Belmont (lendários caçadores de vampiros), e o Conde Drácula, figura muito conhecida de todos através do romance de Bram Stoker, baseado na história verídica de Vlad III, também conhecido como Vlad Drácula ou Vlad, o Empalador (não é necessário explicar a razão). Todos os cem anos Drácula ressuscita e um elemento da família Belmont tem a obrigação de derrotá-lo, antes que este consiga tomar sob o jugo do mal o domínio do mundo.


Estamos então em pleno século 19. Várias décadas passaram desde o glorioso dia em que Alucard salvou Richter Belmont e evitou a ressurreição de Drácula. O mundo tem o seu tão esperado descanso. Com o desaparecimento do Mestre das Trevas, os ímpios monstros acalmaram, mesmo à volta do seu castelo destruído.

Mas quando pertences a um clã que existe com o único propósito de lutar contra o mal, o tempo de paz pode ser muito mais perigoso do que as batalhas com criaturas mais ferozes. Essa simples verdade viria a ser pessoalmente aprendida pelo filho de Richter, Simon Belmont, assim chamado em homenagem ao seu herói ancestral. Ano após ano, passou o seu tempo em treino infrutífero, perdendo lentamente a esperança de realizar algo importante na sua vida. Algo maior do que pacificar os esqueletos que deambulam num cemitério local por algum motivo desconhecido.

No entanto, foi exactamente o que teve que fazer neste dia fatídico. E assim, Simon, relutantemente foi para o cemitério, desconhecendo que iria percorrer um caminho que ia mudar não só a sua vida, mas o futuro de todo o clã.


A aventura de Simon começa então à porta do cemitério munido apenas com um chicote pouco mais que inofensivo. Os esqueletos são o primeiro dos obstáculo, e de cada vez que Simon lhes dá uma chicotada certeira, estes desaparecem, deixando para trás uma moeda de ouro, ou se tivermos sorte, uma bolsa um pouco mais recheada. Estas ficam disponíveis durante alguns segundo, pelo que então desaparecem, mas é bom que Simon as apanhe, pois o dinheiro é fundamental para se conseguir adquirir melhores armas. E estas vão ser necessárias bem mais à frente quando defrontarmos os guardiões dos altares ou o próprio Conde Drácula. Não se pense que este se assusta perante a visão de um simples chicote, mesmo que reforçado a metal.  

Nesta primeira fase não há que enganar, é caminhar ao longo do cemitério, pois não existem (para já) mais caminhos disponíveis. Mas em breve Simon chega a uma bifurcação, se for para baixo vai encontrar Joseph, que o mete então a par da tarefa que tem que desempenhar e dá também algumas dicas. Só depois convém que se comece a explorar todos os recantos, sabendo que alguns apenas serão descobertos após Simon ir à cidade e adquirir um mapa, peça fundamental para descobrir onde se encontram também as peças de altar e outros objectos úteis. Aliás, na cidade convém visitar todas as lojas, pois é ai que vai conseguir reforçar o chicote, comprar outras armas, etc..


Depois de Simon encontrar as várias peças de cada um dos altares (existem sete), deve depositá-las no local respectivo (o mapa ajuda na tarefa), defrontando então um guardião. Cada um deles tem os seus truques, mas todos fazem os esqueletos e outros monstros que vagueiam pela cidade parecerem autênticos meninos de coro. Se tivermos a arte para os derrotar, estes deixam uma prenda, sejam umas botas que permitem um salto duplo, ou outra coisa qualquer, mas serão sempre objectos fundamentais para se conseguir avançar mais um pouco na aventura e conseguir alcançar itens que à primeira vista pareciam inalcançáveis.

Os gráficos, como podem ver nos ecrãs que deixamos, são algo de extraordinário, ao nível daquilo que SaNchez já nos tem dado a provar (Aliens: Neoplasma ou Mighty Final Fight, por exemplo). A música é outra obra de mestre, provando que SaNchez não deixa nada ao acaso e que todos os elementos da sua equipa estão no topo.

Castlevania é assim uma obra prima. É daqueles jogos que não descansamos enquanto não o terminamos. Isto não vai ser tarefa fácil, pois a cidade e o castelo são enormes, com imensos pontos para explorar, os guardiões são umas autênticas bestas de força e de manha, e do Conde Drácula nem vale a pena falar. São muitas horas aqui passadas até se conseguir explorar tudo e derrotar este formidável adversário, no entanto o jogo é um vício terrível.

Quem não acreditar venha aqui descarregar (poderá dar uma pequena ajuda mais que merecida à equipa deste jogo espantoso), tendo agora o atractivo extra de todos os diálogos estarem em português.

6 comentários:

  1. Uau, muito legal! estou iniciando o jogo agora mesmo. Obrigado pela traducao!

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  2. Muito bom. Excelente trabalho. A ver se dou umas voltas no jogo.

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    1. Muito obrigado Filipe. Vale a pena, vais-te perder no jogo, é magnífico...

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  3. Obra-prima.
    um bem merecido dez.
    obrigado pela análise.
    byevoltor!!!

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    1. Sem dúvida, Castlevania, Brunilda e Ianna são do melhor que já apareceu

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