Mostrar mensagens com a etiqueta Plataformas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Plataformas. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Uchotos


Já está disponível o novo trabalho de Inufuto, Uchotos. E é mais um jogo bem ao seu estilo, muito simples, mas sempre divertido. O motor parece ser o mesmo de sempre, mas isso pouco interessa, quando o resultado é agradável.

Venham aqui descarregar o jogo. Devem também olhar para o pequeno vídeo que o seu autor deixa, pois deixa as dicas necessárias para se poder chegar a algumas estrelas.

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Jet Set Lemmy


Lemmy & Daniel têm vindo a desenvolver Jet Set Lemmy há cerca de dois anos, e isso nota-se no enorme número de versões que o jogo já teve. Mas o resultado final é bastante assinalável, pois este clone de Jet Set Willy tem, nem mais, nem menos, que 128 salas, repartidas da seguinte forma:

  • 57 são versões modificadas de salas do "Jet Set Willy" original. 
  • Seis são versões modificadas de salas do "Manic Miner" original. 
  • Duas salas são versões modificadas de salas do "Jet Set Willy II". 
  • Duas salas são versões de salas do "Pothole Pete", um jogo de 1984 para a Memotech MTX, criado por Antony Butterfield e Jim Wills (Continental Software). 
  • Duas salas são versões de salas do "Son of Pete", um jogo de 1985 para a Memotech MTX, criado por Antony Butterfield e Jim Wills (Megastar Games). 
  • 24 salas são salas totalmente novas. Entre elas: duas salas foram inspiradas em "Donkey Kong" (1981, Nintendo), duas salas foram inspiradas em "Pac-Man" (1981, Namco), uma sala é uma homenagem a um dos animais de estimação virtuais Tamagotchi de Lemmy, uma sala foi inspirada em "Lemmings" (1991, DMA Design, publicado pela Psygnosis), uma sala foi inspirada em "Technician Ted" (1984, Hewson Consultants), uma sala foi inspirada no "Pitfall!" (1982, Activision), 34 salas são salas totalmente novas criadas por Daniel, uma sala é uma versão modificada de uma sala do jogo de Daniel, "Willy New Mansion" (2004; Edição Especial 2016).
Podem vir aqui descarregar o jogo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

O Basilisco de Roko


Há mais de dois anos, a equipa RetroSótano lançou Basilisk of Roko (ver aqui). O objectivo, agora, era apenas fazer pequenas melhorias ao jogo de 2024, mas uma ideia leva a outra, e a equipa lançou um jogo com o mesmo nome, mas muito diferente do original.

Estamos assim perante mais um jogo de plataformas típico, criado com o motor ZX Game Maker. Poderão vir aqui descarregar as várias versões (Portuguesa, Espanhola e Inglesa).

quinta-feira, 16 de julho de 2026

All Square (Всё Кубиками)


Do Leste chegam sempre coisas diferentes do habitual, e é o caso de All Square (Всё Кубиками), de Moroz1999, que nos traz um platformer muito diferente daquilo a que estamos habituados.

O grafismo remete para jogos como TCQ, que já tinha implementado ideias novas de uma forma brilhante. E, pelos vistos, All Square vai pelo mesmo caminho.

Este será um jogo que seguramente vamos querer ir até ao fim, ficando guardado para o próximo fim-de-semana. Até lá, venham aqui descarregá-lo e dar uma justa contribuição ao seu autor.

quarta-feira, 8 de julho de 2026

The Rivenor Relic


Nome: The Rivenor Relic
Editora: NA
Autor: EdD
Ano de lançamento: 2026
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 128K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

EdD andava ausente do mundo do ZX Spectrum desde 2024, mais precisamente desde que lançou Mijadore 2: the Key, uma subestimada aventura, que por uma unha negra não alcançou o top 10 do GOTY desse ano. Agora, e enquanto não chega a esperada sequela, foi lançado The Rivenor Relic, uma aventura de plataformas muito bem construída, como é apanágio deste programador, e que nos cativa do início ao fim. Tem talvez um elemento um pouco menos exploratório que os anteriores trabalhos de EdD, no entanto, não faltam os mistérios, passagens secretas, objectos para recolher com diversos usos, e que tornam este jogo muito mais que um mero platformer

A história é também um pouco mais tradicionalista e está esplendidamente ilustrada na página do jogo, onde não falta a recriação das páginas do jornal The World Panic Post, no qual é descrita uma inquietante descoberta no monte Everest. Falamos da relíquia Rivenor, hoje em dia um mito relatado pelas antigas civilizações tibetanas. 

Reza então a história que a fantástica relíquia guardava as quatro Chaves do Caos: as folhas mestras de um templo nas profundezas da sua cripta. Cabe agora a nós, na pele da aventureira Avril, desvendar o mistério.

Quando o jogo inicia, surge um ecrã com algumas indicações muito úteis para quem quer levar a aventura até ao fim e não tem paciência para ler as instruções. Ficamos assim a saber que as fogueiras permitem aquecer as nossas roupas e o corpo, tornando-se fundamental saber onde se encontra a mais próxima, como iremos ver mais à frente, pois abaixo dos 28º entramos em hipotermia. Por outro lado, a roupa húmida reduz rapidamente o nosso calor corporal (a roupa molha-se quando entramos em contacto com a água). Além disso, o gelo reduz o atrito e torna-se mais difícil controlar os saltos. Finalmente, o escudo revela o nosso nível de defesa térmica, que vai melhorando à medida que vamos encontrando roupas quentes. Acrescentamos também mais uma dica, que embora não venha referida neste ecrã inicial, convém saber: o ícone que se parece com uma flecha a apontar para cima indica a velocidade a que conseguimos subir as escadas. Parece não ser assim tão importante, mas a verdade é que, como também iremos ver mais à frente, convém estar no nível máximo.

Passado este ecrã inicial meramente informativo, inicia-se o jogo propriamente dito. Encontramo-nos sentados junto a uma fogueira e a nossa temperatura corporal encontra-se no máximo, ou seja, nos 37º. É esta a única forma que temos de nos aquecer, isto é, aninhando-nos junto à fogueira. Mas com cuidado, pois não é preciso dizer o que acontece quando entramos em contacto com o fogo, pois não? Além disso, sempre que entramos em contacto com algum inimigo ou nos molhamos, a nossa temperatura ressente-se. No nível mais fácil baixa menos rapidamente que no nível mais difícil, como seria de esperar.

No quadro referido anteriormente existem também dois objectos que podem ser apanhados e que têm funções óbvias. Os auscultadores permitem ouvirmos uma música ambiente ao longo do aventura. Se não o apanharmos, teremos apenas os sons normais de quando caminhamos, batemos contra os inimigos, saltamos, etc.. Quanto ao segundo, a caveira, coisa boa não indicia. E se têm dúvidas sobre o seu efeito, voltem a ler o parágrafo anterior na parte que referimos o nível de dificuldade...

Os cenários criados por EdD são magníficos, um pouco à imagem daquilo que acontecia nos seus anteriores trabalhos. Muito pormenorizados, foram pensados demoradamente para não existirem becos sem saída ou plataformas inalcançáveis. Algumas zonas estão fechadas, sendo necessário ir um pouco mais à frente (neste caso, abaixo - não se esqueçam que estamos a descer uma montanha), e apanhar-se as chaves que desbloqueiam o caminho. Mas regra geral, tirando uma passagem secreta que apenas será visível para quem esteja com atenção ao mapa que surge quando se perde todas as vidas (ou se termina o jogo), o restante caminho é bastante imediato (nota-se aqui alguma diferença em relação à saga Mijadore, na qual andávamos para a frente e para trás com muita frequência).

Os apetrechos que se podem apanhar ao longo do caminho, normalmente estão em pontos também de mais difícil acesso. Não obstante, é conveniente que seja apanhados. E isso tem uma razão muito válida, pois perto do final do jogo, teremos necessariamente que nos molharmos para alcançar certos pontos. Se não estivermos devidamente protegidos, não conseguiremos chegar a tempo da fogueira mais próxima para aumentarmos a temperatura corporal. Veem agora quão engenhoso é o sistema de "vidas" criado por EdD? É por pormenores deliciosos como este que os seus jogos sobressaem relativamente à ampla oferta de platformers e aventuras criados com motores como o AGD, ZXGM ou MK1... 

O jogo tem também dois finais. Um mais incompleto, mas para conseguirem atingir os 100%, é necessário estar com muita atenção aos cenários. E já agora, também ao que fomos dizendo nesta review.

Assim, é inegável que The Rivenor Relic é mais um estupendo jogo de EdD e que gostámos muito. Será que é desta que vai fazer parte do top 10 do GOTY? Veremos... Entretanto, podem vir aqui descarregar o jogo e dar a vossa contribuição a este programador. Ah, e não se esqueçam também de descarregar a versão Portuguesa e de ver Javi Ortiz a mostrar como se joga (aqui)...

sábado, 6 de junho de 2026

Solseed: Journey to Spring


Nas últimas semanas tem sido lançado dezenas e dezenas de jogos, a uma cadência demasiado rápida para conseguirmos ver todos com atenção. E nas últimas 24 horas o ritmo foi infernal. Temos assim novo jogo: Solseed: Journey to Spring, de um programador que não conhecíamos, Marinovic.

Este platformer decorre ao longo de quatro zonas e 24 ecrãs, pelo que não deverá levar muito tempo até ser terminado. De qualquer forma, só lhe deveremos conseguir pegar, depois do grandioso evento que vai decorrer no Museu LOAD ZX na próxima semana.

Podem vir aqui descarregar o jogo e dar a vossa contribuição ao seu autor.

sábado, 23 de maio de 2026

Dynamite Dan II: Dr Blitzen and the Islands of Arcanum


Nome: Dynamite Dan II: Dr Blitzen and the Islands of Arcanum
Editora: Mirrorsoft
Autor: Rod Bowkett
Ano de lançamento: 1986
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48K
Descarga: Aqui

Depois do tremendo sucesso que foi Dynamite Dan, Rod Bowkett, cuja contribuição para o ZX Spectrum, que se conheça, resume-se a dois jogos, lança a sequela. E mais uma vez foi um tremendo sucesso. Inteiramente merecido, diga-se, pois a par de outro Dan (Dan Dare), encontra-se num lote muito restrito dos melhores jogos de 1986.

Em Dynamite Dan II: Dr Blitzen and the Islands of Arcanum, o nosso bombástico herói volta a encontrar o seu arqui-inimigo, Dr. Blitzen, que mais uma vez tenta dominar o mundo, agora através dos ouvidos dos jovens. Sim, ouviram bem: ouvidos! Isto porque no seu quartel general, composto por oito ilhas completamente diferentes umas das outras, fabrica discos de rock com mensagens subliminares, capazes de distorcer a mente dos incautos e e colocá-los às ordens do maléfico cientista. E se esta história vos parece mirabolante, lembrem-se que já se testou estas mensagens subliminares em publicidade, e não é por acaso que são proibidas por lei.

É então neste pronto que surge o nosso herói, pois já não estava a gostar da "música" e achou que estava na hora de colocar um travão nas diatribes do Dr. Blitzen. Para o parar, terá que voar o seu dirigível para cada umas das ilhas, encontrar um disco, depois colocá-lo a tocar na jukebox que se encontra algures pela ilha, e voltar ao dirigível, não sem antes apanhar o combustível. Quem jogou o primeiro episódio, já está prevenido e sabe que a tarefa, apesar de aparentemente simples, é bastante complicada.

Em primeiro lugar, cada jogo é totalmente diferente um do outro. Os elementos são colocados aleatoriamente nos cenários, o que implica termos quase sempre que correr a ilha toda até conseguirmos encontrar o disco, mas também outros três objectos que, consoante a ilha em que estivermos, têm um efeito diferente. Alguns permitem caminhar sobre a água, outros desbloqueiam passagens secretas, fundamentais para se conseguir chegar a outros pontos mais distantes da ilha, outros ainda permitem duplicar o poder de salto, muito útil para a ilha número 5. Estes itens têm em comum o facto de assim que os apanhamos, permanecem na nossa posse até à ilha seguinte, não podendo ser roubados.

Sim, os restantes itens podem ser roubados pelos muitos inimigos que povoam a ilha. A côr correspondente de cada um indica qual o objecto que vão roubar, além, claro, de tirarem um pouco de energia a Dan. Isto confere um forte elemento estratégico ao jogo, pois há que ponderar muito bem o momento certo para se apanhar determinado objecto, doutra forma corremos o risco de ficar encravados em qualquer ponto da ilha por nos faltar qualquer coisa. Por exemplo, se apanhamos logo de início os galões de combustível, o mais provável é já não os termos quando vierem a ser precisos, isto é, quando vamos para o dirigível, para voar para a ilha seguinte. A mesma coisa com as bombas, que permitem abrir as portas. Se ficamos sem elas prematuramente, porque os inimigos as roubaram, a tarefa ficar irremediavelmente mais difícil, se não impossível.

Como se tudo isso não fosse pouco, o próprio Dr. Blitzen vai aparecendo de vez em quando. Por vezes é útil, pois o seu raio hipnótico elimina as bichezas. No entanto, se o seu raio nos atinge, durante uns segundos perdemos o controlo de Dan, que vagueia aleatoriamente pelos cenários, podendo inclusive suicidar-se, atirando-se à água. Para combater o raio, uns óculos especiais vêm bem a calhar. Desde que não sejam roubados, claro.

Se Dynamite Dan já era bom e difícil, esta sequela ainda é melhor (e mais difícil). Tem pormenores deliciosos, como quando conseguimos apanhar objectos que nos permitem sobreviver à água e caminhamos para fora dos limites da ilha. Experimente e vejam o que acontece...

Mas Dynamite Dan II também tem pequenos bugs, um dos quais até joga a nosso favor, pois a partir do quinto ou sexto nível, alguns objectos deixam de ser roubados, nomeadamente o combustível (sabemos que existe um objecto especial que impede o roubo de combustível numa das ilhas, mas não cremos que seja essa a causa). É necessário então algum cuidado para não enchermos o nosso inventário com objectos que não conseguimos descartar e depois não conseguirmos ter espaço suficiente para apanhar um dos objectos essenciais, como o disco (aconteceu-nos na última ilha).

Graficamente, para a a altura em que foi desenvolvido, Dynamite Dan II é espantoso. Eleva a loucura de Matthew Smith a novos patamares, com todo o tipo de objectos estranhos a aparecerem, e com cenários magnificamente ilustrados, notando-se a influência de génios como Terry Gillian (Monty Python). vejam as mãos, por exemplo...

Quanto ao som, até nos faltam palavras. Sempre que colocamos o disco na jukebox, toca um trecho de música clássica diferente em cada ilha. São pormenores como estes que tornam este, um dos jogos mais carismáticos dos anos 80.

Dynamite Dan II é então uma loucura de jogo. É daqueles que é imprescindível de se experimentar. O problema é depois parar, pois a capacidade viciante deste jogo é fora de série...

terça-feira, 19 de maio de 2026

Max Stone Dos: En el Castillo del Conde


Já está disponível Max Stone Dos: En el Castillo del Conde que, recorde-se, já tinha saído numa versão exclusiva para a MicroHobby (ver aqui).

Não sabemos quais as diferenças entre as duas versões (a da MicroHobby, e esta), pois ainda não tivemos oportunidade de experimentar a que hoje saiu. De qualquer forma, para quem gostou da primeira incursão de Max Stone, tem agora oportunidade de experimentar a continuação.

Podem aqui descarregar Max Stone Dos: En el Castillo del Conde.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Plants vs Zombies


Estamos novamente numa fase em que aparecem clones de Manic Miner e Jet Set Willy todas as semanas. A comunidade que se junta à volta da página "Jet Set Willy & Manic Miner Community" é impressionante, demonstrando o interesse que a obra de Matthew Smith ainda retém junto das pessoas.

Plants vs Zombies é o primeiro trabalho de Wan YuXiang e inspira-se no jogo com precisamente o mesmo nome, desenvolvido pela PopCap Games. Contem assim com gráficos e sprites um pouco diferentes do habitual neste tipo de jogos, mas também com um nível extremo de dificuldade, e que por vezes desincentiva algumas pessoas a experimentarem estes clones.

Podem aqui descarregar Plants vs Zombies.

sábado, 16 de maio de 2026

Jet Set Willy: Australian Cousin


Sabiam que o mineiro Willy tinha um primo Australiano? Pois é verdade, e, como tal, foi motivo para uma nova aventura passada na terra dos Cangurus. Sendo no outro lado do Mundo, obviamente que tudo tinha que ser de pernas para o ar...

Jet Set Willy: Australian Cousin foi desenvolvido por Ken Knight e pode aqui ser descarregado. É mais um dos muitos jogos que vamos experimentar, quando regressarmos.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Willy’s Spring Festival

Finalmente encontrámos um Jet Set Willy que conseguiremos de certeza terminar: Willy’s Spring Festival. O jogo foi criado para celebrar o Ano Novo Chinês e já tens uns meses, mas tinha escapado ao nosso radar. 

Mas porque é que dizemos que o conseguiremos terminar? Porque são apenas seis salas. A novidade é que tem versão em Inglês e em Mandarim, algo que deve ser particularmente raro na cena do ZX Spectrum.

Podem vir aqui descarregar este jogo.

domingo, 10 de maio de 2026

Versão final de Bomb Jack in Japan


Travolter deu-nos conhecimento da versão final do MOD de Bomb Jack, passado no Japão (Bomb Jack in Japan), que tínhamos anunciado o mês passado (ver aqui).

Esta versão tem agora um sugestivo ecrã de carregamento, a abrir o apetite para o jogo. Mas tem mais, pois pode-se jogar com o mais intuitivo QAOPSpace, além de se poder escolher vidas infinitas. Quem é aselha, tem assim possibilidade de correr todos os ecrãs.

Podem vir aqui descarregar a nova versão, desde já os nossos agradecimentos a Travolter.

sábado, 9 de maio de 2026

Radioactive Ralph

Nome: Radioactive Ralph
Editora: Northern Games
Autor: Simon Allan, Rich 'TUFTY' Hollins, Lobo, Kuvo, Jarrod Bentley
Ano de lançamento: 2026
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Sinclair
Memória: 48 /128K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Confessamos que o novo jogo de Simon Allan foi para nós uma surpresa. Não pela qualidade do jogo em si, mas pelo género. Estávamos mais habituados a ver este programador a disponibilizar aventuras de texto, e bem agradáveis, por sinal, como foram The Quest for the Sacred Flame of Hestia, jogo que gostámos bastante, Locked In!, ou os recentemente disponibilizados no itch.io Moonscape - Escape from the Moon e The Land Beyond Time, que foram desenvolvidos nos anos 80.

Pois agora mete cá para fora Radioactive Ralph, um pltaformer típico (foi criado com o Platform Game Designer), fortemente inspirado em Manic Miner, mas com uma personalidade muito própria e a convidar a uma sequela, talvez com ecrãs interligados, ao estilo de Jet Set Willy. Fica desde já a sugestão para Simon.

Mas falemos um pouco da história e objectivos de quem aceitar tentar chegar ao final dos 20 níveis que compõem este jogo, todos com designações próprias que remetem para o próprio cenário (mais uma similaridade com Manic Miner). Por falar nisso, existe um vigésimo primeiro ecrã, mas esse é uma surpresa...

Assim, passaram-se 18 meses desde que o reactor da central nuclear explodiu e contaminou tudo num raio de 40 quilómetros. Durante este período, os funcionários que sobreviveram à explosão foram-se preparando a comandar um robô chamado Ralph, a única hipótese que têm para entrar na central e recolher todas as placas radioativas que foram espalhadas na explosão.

A nossa missão é então conduzir Ralph ao longo das 20 salas da central nuclear e recolher as placas radioactivas, uma por cada sala. Apenas após a recolha da placa, se abrirá a porta da saída, por onde passamos à sala seguinte. Mas a radiação não perdoa, e além dos mutantes e demais substâncias nocivas e toxinas que povoam a central, naturalmente fatais ao toque, há também que ter em conta o ar (medido sob a forma de "tempo"), que se esgota. Felizmente que não é assim tão rapidamente, se comparado com o jogo que o inspira, dando-nos tempo mais que suficiente para conseguir recolher a placa e chegar à escapatória.

Não tão benevolente é o sistema de colisão. Estranhamente, podemos estar ainda a alguma distância do objecto fatal, e sentimos os seus efeitos. A ideia que se tem é que o sistema de colisão é sensível a blocos e não a pixels. Fará sentido? De qualquer forma, o que salva a situação é que o nível de dificuldade não é elevado, doutra forma o jogo tornar-se-ia frustrante. Da forma como está mecanizado, o sistema de colisão penalizador é compensado pelo baixo nível de dificuldade, encontrando-se no final um ponto de equilíbrio aceitável, que convida o jogador a chegar ao fim sem sobressaltos de maior.

Graficamente, Radioactive Ralph faz lembrar Manic Miner, assim como o fazem os mirabolantes cenários criados. Não faltam sequer as (muitas) plataformas que se vão deteriorando quando pisadas, e que se tornam um elemento estratégico fundamental no jogo, pois não só temos que avaliar os tempos de passagem dos mutantes, como temos que ter especial atenção ao terreno que pisamos.

Quanto ao som, tem para dois sabores. No modo 48K, responsabilidade de Rich Hollins, ouve-se um beep permanente remetendo-nos saudosamente para os jogos de plataformas criados na primeira metade da década dos anos 80, incluindo Manic Miner, claro. Diríamos que apenas falta o som a acompanhar o decrescimento do ar / tempo, quando se termina o nível. No modo 128K, temos direito a uma melodia bem conseguida, da responsabilidade de Kuvo.

Mas, perdoem-nos todas as outras pessoas envolvidas no desenvolvimento deste jogo. Aquilo que achamos que é mesmo fora de série é o ecrã de carregamento, uma obra-prima criada pelo insuspeito Jerrod Bentley. Dele esperamos sempre o melhor, e as nossas expectativas foram plenamente satisfeitas.

Depois da versão física, que saiu através da Northern Games, temos agora acesso à versão digital. Esta tem um custo irrisório de 2 USD, e pode vir aqui ser descarregada. É divertimento garantido...

sexta-feira, 1 de maio de 2026

A Mouse Life 2: Escape from Science Lab


Já saiu o sucessor de A Mouse Life (ver aqui), e desta vez, e tal como o nome indica, o rato tem que sair do laboratório de experiências científicas.

O jogo parece estar catita, mas ainda não percebemos como passar a porta aberta. Algo nos está a escapar, durante o fim-de-semana iramos ver com mais cuidado.

Entretanto podem aqui descarregar o jogo, é dedicado a Arnau Jesse e a todos aqueles que participam no Pildorita Dominguera.

sábado, 25 de abril de 2026

Dynamite Dan


Nome: Dynamite Dan
Editora: Mirrorsoft
Autor:  Rod Bowkett
Ano de lançamento: 1985
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick:  Kempston, Sinclair
Memória: 48K
Número de jogadores: 1
Download: Aqui

Estávamos nós num momento raro de ócio, e resolvemos pegar num dos jogos que mais nostalgia nos traz: Dynamite Dan. Conseguimos por fim terminá-lo, por por força das modernices, isto é, mapa e save states, e pensámos então em fazer a análise detalhada. E só quando começámos a escrever é que nos apercebemos que já a tínhamos feito em tempos. Também isso já se tinha passado com Starquake, mas pouco importa, pois este é daqueles jogos intemporais e que se volta a carregar muito frequentemente. Melhoremos assim então a review que tínhamos feito na altura...

Apetece dizer que para o Spectrum existe uma era antes e outra pós Manic Miner / Jet Set Willy. Estes dois jogos terão dado origem a dezenas, senão centenas de clones, e foram responsáveis por um estilo que perdurou no tempo. Dynamite Dan (este primeiro episódio e a sequela) é dos clones mais famosos (e também com mais qualidade) e foi durante bastante tempo, pelo menos até aparecer Tetris, a galinha dos ovos de ouro da Mirrorsoft, editora bastante irregular em termos qualitativos.

A ideia deste jogo é tudo menos original. Assim, acabámos de aterrar com o nosso zeppelin no castelo do diabólico Doctor Blitzen  e para podermos escapar, temos que recolher os oito paus de dinamite que nos permitem rebentar com o cofre e recuperar os planos secretos, voltar para o nosso balão e, por fim, voarmos para fora do castelo. Uma história igual a tantas outras e que é apenas uma desculpa para o seu autor criar um cenário labiríntico, repleto de plataformas, elevadores, tele-transportadores, trampolins que permitem saltos maiores e todo o tipo de obstáculos e inimigos, que em nada ficam atrás dos estranhos seres que saíram da mente de Matthew Smith, nos já referidos Manic Miner e Jet Set Willy.

No entanto, o jogo distingue-se da maioria dos clones exactamente por estes cenários, brilhantemente ligados num mapa de 8 X 6 ecrãs, isto é, 48 ecrãs no total, e pelos gráficos, extremamente imaginativos, mas também pelo grau de dificuldade extremamente elevado. É preciso grande perícia e precisão, pois ao mínimo movimento em falso, tocamos num dos muitos inimigos que povoam o castelo e lá se vai mais uma vida. Aliás, para nós, este é o único defeito do jogo. São demasiados inimigos no ecrã, cujo toque é imediatamente fatal, o que implica que as nossas 10 vidas desaparecem num ápice. Além disso, a energia vai diminuindo à medida que o tempo passa, contribuindo para o desaparecimento de mais alguns bonequinhos no canto inferior direito. 

Outra das armadilhas fatais é o rio que ocupa toda a parte de baixo do castelo, trazendo à memória Jack the Nipper 2, outro dos clones superiores de Jet Set Willy. É imperativo por lá navegarmos, através de uma pequena jangada que se vai movendo da direita para a esquerda initerruptamente, não só para chegarmos a alguns locais do castelo de forma mais fácil, mas também porque um dos paus de dinamite pode aparecer por lá.

E por falar em armadilhas fatais, também encontrámos aquilo que nos parece ser um pequeno bug. No ecrã acima, o nosso personagem encontra-se no meio de dois tubos de ensaio. Por mais que tentemos escapar dessa posição, não o conseguimos. Felizmente que estávamos a gravar o jogo à medida que íamos avançando, e pudemos assim voltar atrás, não provocando grande mossa. Mas uma situação dessas, nos anos 80, a não ser que tivéssemos o multiface ou algum dispositivo semelhante, implicava ter que esperar que o tempo se esgotasse e recomeçar o jogo do início, algo ingrato, tendo em conta o elevado grau de dificuldade do mesmo.

No meio de tantas dificuldades, o autor achou que nos tinha que conceder algumas benesses. Assim, para evitar morrer quando se cai à água, e há mil e uma maneiras de lá se ir parar, pode-se apanhar as garrafas de oxigénio. Se não estamos em erro, apenas existem duas disponíveis no castelo, pelo que convém não abusar nos saltos para a água.

Também é possível encontrar-se bastante comida pelas salas, o que permite aumentar o nível de energia de Dan, tendo este assim mais tempo para deambular pelo castelo à procura da dinamite. E existe um objecto que concede imunidade durante algum (pouco) tempo, permitindo escapar aos inimigos.

Para se poder terminar a missão, quando se recolhe os paus de dinamite, há que abrir a porta do cofre, sem se ser apanhado na explosão ou pelo Doutor Blitzen, e recolher a pasta com os documentos secretos. Descobrir a forma de apanhar a pasta e escapar à rapariga que protege os documentos, é diabolicamente difícil. Mas feito isso, basta voltar ao zeppelin e zarpar dali para fora.

Mas apesar de todas estas dificuldade e do jogo ser em alguns momentos frustrante, é igualmente divertido, sendo garantia de muitas e boas horas de entretenimento, sempre convidando a avançar um pouco mais e conhecermos novas salas. Boa memória é fundamental para conseguirmos mapear o castelo, doutra forma andamos de forma errática e com tanto inimigo e obstáculo à solta, não parece assim muito boa ideia.

Se não conhecem Dynamite Dan, é agora uma boa hora para se ver aquilo que se fazia de bom em meados da década de 80. Não muito tempo depois surge a sequela, mas isso ficará  para outras núpcias.

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Cafetonic 2


O segundo dos jogos que hoje apresentamos é Cafetonic 2, o sucessor do jogo com o mesmo nome e que se inspira nas célebres pausas para café do Pildorita Dominguera de Arnau Jess, programa que faz um resumo das novidades da semana que passou, não só do ZX Spectrum, mas do retro em geral, e nunca se esquecendo de Planeta Sinclair.

Podem vir aqui descarregar este platformer e aproveitar para assistir ao programa, que vai para o ar (quase) todos os Domingos de manhã. O jogo foi desenvolvido por Clausgames.

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Bomb Jack (MOD)


Travolter criou um MOD do clássico Bomb Jack, alterando a configuração dos cenários e colocando motivos Nipónicos. De resto, retém toda a jogabilidade do original, até porque não houve mais alterações.

Assim, quem gosta de Bomb Jack, que deverá ser 99% da população do Spectrum, tem agora novos motivos de entretenimento, descobrindo os novos ecrãs.

Podem vir aqui descarregar este MOD de Bomb Jack.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

La Torre de Ochate


Flunkyretro acabou de lançar La Torre de Ochate, a avaliar pelas imagens que está na sua página, estamos perante um platformer, com quebra-cabeças à mistura. E dizemos "a avaliar", porque por mais que tentássemos, não conseguimos descarregar o jogo. Tentámos em vários browsers, telemóvel, duas conexões de net, e nada, aparentemente o ficheiro encontra-se bloqueado.

Fica a nota para quem o conseguir descarregar, bastando vir aqui.

terça-feira, 17 de março de 2026

Syrion II: the Six Stones of Nefertiti


Depois de Syrion - The Time of the Dragon, chega-nos agora a sequela. Syrion II: the Six Stones of Nefertiti, ou, se preferirem, Las Seis Piedras de Nefertiti, no original, é o novo jogo de Sisko López e Roger López (pai e filho), e coloca-nos na busca das seis pedras que permitem abrir a tumba e resolver o mistério de Nefertiti, revelando o seu poder ancestral.

Está assim dado o mote para mais um jogo de plataformas desenvolvido com o MPAGD. Poderá aqui ser descarregado. É gratuito, mas uma pequena contribuição ajudará a termos mais mistérios para resolver...

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Doctor la Mort


David Gracia, isto é Toku, está de volta ao ZX Spectrum, depois de uma pausa de muitos meses. E volta em grande estilo, com um jogo repleto de mistério, elementos macabros e sinistros, e, presumimos, um grau de dificuldade de fazer corar Abu Simbel.

Como estamos fora, não temos possibilidade de testar o jogo nestes dias, ficará para quando regressarmos. Até lá podem vir aqui descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição ao seu autor.