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sábado, 23 de maio de 2026

Dynamite Dan II: Dr Blitzen and the Islands of Arcanum


Nome: Dynamite Dan II: Dr Blitzen and the Islands of Arcanum
Editora: Mirrorsoft
Autor: Rod Bowkett
Ano de lançamento: 1986
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48K
Descarga: Aqui

Depois do tremendo sucesso que foi Dynamite Dan, Rod Bowkett, cuja contribuição para o ZX Spectrum, que se conheça, resume-se a dois jogos, lança a sequela. E mais uma vez foi um tremendo sucesso. Inteiramente merecido, diga-se, pois a par de outro Dan (Dan Dare), encontra-se num lote muito restrito dos melhores jogos de 1986.

Em Dynamite Dan II: Dr Blitzen and the Islands of Arcanum, o nosso bombástico herói volta a encontrar o seu arqui-inimigo, Dr. Blitzen, que mais uma vez tenta dominar o mundo, agora através dos ouvidos dos jovens. Sim, ouviram bem: ouvidos! Isto porque no seu quartel general, composto por oito ilhas completamente diferentes umas das outras, fabrica discos de rock com mensagens subliminares, capazes de distorcer a mente dos incautos e e colocá-los às ordens do maléfico cientista. E se esta história vos parece mirabolante, lembrem-se que já se testou estas mensagens subliminares em publicidade, e não é por acaso que são proibidas por lei.

É então neste pronto que surge o nosso herói, pois já não estava a gostar da "música" e achou que estava na hora de colocar um travão nas diatribes do Dr. Blitzen. Para o parar, terá que voar o seu dirigível para cada umas das ilhas, encontrar um disco, depois colocá-lo a tocar na jukebox que se encontra algures pela ilha, e voltar ao dirigível, não sem antes apanhar o combustível. Quem jogou o primeiro episódio, já está prevenido e sabe que a tarefa, apesar de aparentemente simples, é bastante complicada.

Em primeiro lugar, cada jogo é totalmente diferente um do outro. Os elementos são colocados aleatoriamente nos cenários, o que implica termos quase sempre que correr a ilha toda até conseguirmos encontrar o disco, mas também outros três objectos que, consoante a ilha em que estivermos, têm um efeito diferente. Alguns permitem caminhar sobre a água, outros desbloqueiam passagens secretas, fundamentais para se conseguir chegar a outros pontos mais distantes da ilha, outros ainda permitem duplicar o poder de salto, muito útil para a ilha número 5. Estes itens têm em comum o facto de assim que os apanhamos, permanecem na nossa posse até à ilha seguinte, não podendo ser roubados.

Sim, os restantes itens podem ser roubados pelos muitos inimigos que povoam a ilha. A côr correspondente de cada um indica qual o objecto que vão roubar, além, claro, de tirarem um pouco de energia a Dan. Isto confere um forte elemento estratégico ao jogo, pois há que ponderar muito bem o momento certo para se apanhar determinado objecto, doutra forma corremos o risco de ficar encravados em qualquer ponto da ilha por nos faltar qualquer coisa. Por exemplo, se apanhamos logo de início os galões de combustível, o mais provável é já não os termos quando vierem a ser precisos, isto é, quando vamos para o dirigível, para voar para a ilha seguinte. A mesma coisa com as bombas, que permitem abrir as portas. Se ficamos sem elas prematuramente, porque os inimigos as roubaram, a tarefa ficar irremediavelmente mais difícil, se não impossível.

Como se tudo isso não fosse pouco, o próprio Dr. Blitzen vai aparecendo de vez em quando. Por vezes é útil, pois o seu raio hipnótico elimina as bichezas. No entanto, se o seu raio nos atinge, durante uns segundos perdemos o controlo de Dan, que vagueia aleatoriamente pelos cenários, podendo inclusive suicidar-se, atirando-se à água. Para combater o raio, uns óculos especiais vêm bem a calhar. Desde que não sejam roubados, claro.

Se Dynamite Dan já era bom e difícil, esta sequela ainda é melhor (e mais difícil). Tem pormenores deliciosos, como quando conseguimos apanhar objectos que nos permitem sobreviver à água e caminhamos para fora dos limites da ilha. Experimente e vejam o que acontece...

Mas Dynamite Dan II também tem pequenos bugs, um dos quais até joga a nosso favor, pois a partir do quinto ou sexto nível, alguns objectos deixam de ser roubados, nomeadamente o combustível (sabemos que existe um objecto especial que impede o roubo de combustível numa das ilhas, mas não cremos que seja essa a causa). É necessário então algum cuidado para não enchermos o nosso inventário com objectos que não conseguimos descartar e depois não conseguirmos ter espaço suficiente para apanhar um dos objectos essenciais, como o disco (aconteceu-nos na última ilha).

Graficamente, para a a altura em que foi desenvolvido, Dynamite Dan II é espantoso. Eleva a loucura de Matthew Smith a novos patamares, com todo o tipo de objectos estranhos a aparecerem, e com cenários magnificamente ilustrados, notando-se a influência de génios como Terry Gillian (Monty Python). vejam as mãos, por exemplo...

Quanto ao som, até nos faltam palavras. Sempre que colocamos o disco na jukebox, toca um trecho de música clássica diferente em cada ilha. São pormenores como estes que tornam este, um dos jogos mais carismáticos dos anos 80.

Dynamite Dan II é então uma loucura de jogo. É daqueles que é imprescindível de se experimentar. O problema é depois parar, pois a capacidade viciante deste jogo é fora de série...

sábado, 25 de abril de 2026

Dynamite Dan


Nome: Dynamite Dan
Editora: Mirrorsoft
Autor:  Rod Bowkett
Ano de lançamento: 1985
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick:  Kempston, Sinclair
Memória: 48K
Número de jogadores: 1
Download: Aqui

Estávamos nós num momento raro de ócio, e resolvemos pegar num dos jogos que mais nostalgia nos traz: Dynamite Dan. Conseguimos por fim terminá-lo, por por força das modernices, isto é, mapa e save states, e pensámos então em fazer a análise detalhada. E só quando começámos a escrever é que nos apercebemos que já a tínhamos feito em tempos. Também isso já se tinha passado com Starquake, mas pouco importa, pois este é daqueles jogos intemporais e que se volta a carregar muito frequentemente. Melhoremos assim então a review que tínhamos feito na altura...

Apetece dizer que para o Spectrum existe uma era antes e outra pós Manic Miner / Jet Set Willy. Estes dois jogos terão dado origem a dezenas, senão centenas de clones, e foram responsáveis por um estilo que perdurou no tempo. Dynamite Dan (este primeiro episódio e a sequela) é dos clones mais famosos (e também com mais qualidade) e foi durante bastante tempo, pelo menos até aparecer Tetris, a galinha dos ovos de ouro da Mirrorsoft, editora bastante irregular em termos qualitativos.

A ideia deste jogo é tudo menos original. Assim, acabámos de aterrar com o nosso zeppelin no castelo do diabólico Doctor Blitzen  e para podermos escapar, temos que recolher os oito paus de dinamite que nos permitem rebentar com o cofre e recuperar os planos secretos, voltar para o nosso balão e, por fim, voarmos para fora do castelo. Uma história igual a tantas outras e que é apenas uma desculpa para o seu autor criar um cenário labiríntico, repleto de plataformas, elevadores, tele-transportadores, trampolins que permitem saltos maiores e todo o tipo de obstáculos e inimigos, que em nada ficam atrás dos estranhos seres que saíram da mente de Matthew Smith, nos já referidos Manic Miner e Jet Set Willy.

No entanto, o jogo distingue-se da maioria dos clones exactamente por estes cenários, brilhantemente ligados num mapa de 8 X 6 ecrãs, isto é, 48 ecrãs no total, e pelos gráficos, extremamente imaginativos, mas também pelo grau de dificuldade extremamente elevado. É preciso grande perícia e precisão, pois ao mínimo movimento em falso, tocamos num dos muitos inimigos que povoam o castelo e lá se vai mais uma vida. Aliás, para nós, este é o único defeito do jogo. São demasiados inimigos no ecrã, cujo toque é imediatamente fatal, o que implica que as nossas 10 vidas desaparecem num ápice. Além disso, a energia vai diminuindo à medida que o tempo passa, contribuindo para o desaparecimento de mais alguns bonequinhos no canto inferior direito. 

Outra das armadilhas fatais é o rio que ocupa toda a parte de baixo do castelo, trazendo à memória Jack the Nipper 2, outro dos clones superiores de Jet Set Willy. É imperativo por lá navegarmos, através de uma pequena jangada que se vai movendo da direita para a esquerda initerruptamente, não só para chegarmos a alguns locais do castelo de forma mais fácil, mas também porque um dos paus de dinamite pode aparecer por lá.

E por falar em armadilhas fatais, também encontrámos aquilo que nos parece ser um pequeno bug. No ecrã acima, o nosso personagem encontra-se no meio de dois tubos de ensaio. Por mais que tentemos escapar dessa posição, não o conseguimos. Felizmente que estávamos a gravar o jogo à medida que íamos avançando, e pudemos assim voltar atrás, não provocando grande mossa. Mas uma situação dessas, nos anos 80, a não ser que tivéssemos o multiface ou algum dispositivo semelhante, implicava ter que esperar que o tempo se esgotasse e recomeçar o jogo do início, algo ingrato, tendo em conta o elevado grau de dificuldade do mesmo.

No meio de tantas dificuldades, o autor achou que nos tinha que conceder algumas benesses. Assim, para evitar morrer quando se cai à água, e há mil e uma maneiras de lá se ir parar, pode-se apanhar as garrafas de oxigénio. Se não estamos em erro, apenas existem duas disponíveis no castelo, pelo que convém não abusar nos saltos para a água.

Também é possível encontrar-se bastante comida pelas salas, o que permite aumentar o nível de energia de Dan, tendo este assim mais tempo para deambular pelo castelo à procura da dinamite. E existe um objecto que concede imunidade durante algum (pouco) tempo, permitindo escapar aos inimigos.

Para se poder terminar a missão, quando se recolhe os paus de dinamite, há que abrir a porta do cofre, sem se ser apanhado na explosão ou pelo Doutor Blitzen, e recolher a pasta com os documentos secretos. Descobrir a forma de apanhar a pasta e escapar à rapariga que protege os documentos, é diabolicamente difícil. Mas feito isso, basta voltar ao zeppelin e zarpar dali para fora.

Mas apesar de todas estas dificuldade e do jogo ser em alguns momentos frustrante, é igualmente divertido, sendo garantia de muitas e boas horas de entretenimento, sempre convidando a avançar um pouco mais e conhecermos novas salas. Boa memória é fundamental para conseguirmos mapear o castelo, doutra forma andamos de forma errática e com tanto inimigo e obstáculo à solta, não parece assim muito boa ideia.

Se não conhecem Dynamite Dan, é agora uma boa hora para se ver aquilo que se fazia de bom em meados da década de 80. Não muito tempo depois surge a sequela, mas isso ficará  para outras núpcias.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Dynamite Dan


Nome: Dynamite Dan
Editora: Mirrorsoft
Autor:  Rod Bowkett
Ano de lançamento: 1985
Género: Utilitário
Teclas: Redefiníveis
Joystick:  Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Apetece dizer que para o Spectrum existe uma era antes e outra pós Manic Miner / Jet Set Willy. Estes dois jogos terão dado origem a dezenas, senão centenas de clones, e foram responsáveis por um estilo que perdurou no tempo. Dynamite Dan (este e a sequela) é dos clones mais famosos (e também com mais qualidade) e foi durante bastante tempo, pelo menos até aparecer o Tetris, a galinha dos ovos de ouro da Mirrorsoft, editora bastante irregular em termos qualitativos.

A ideia deste jogo é tudo menos original. Acabamos de aterrar com o nosso zeppelin no castelo do diabólico Doctor Blitzen  e temos que recolher os paus de dinamite que nos permitem rebentar com o cofre e recuperar os planos secretos, voltar para o nosso zeppelin e fugirmos do castelo. Uma história igual a tantas outras e que é apenas uma desculpa para ter sido criado um cenário labiríntico, repleto de plataformas, elevadores, tele-transportadores, trampolins que permitem saltos maiores e todo o tipo de obstáculos.


No entanto o jogo distingue-se da maioria exactamente por estes cenários e pelos gráficos, extremamente imaginativos, mas também pelo grau de dificuldade extremamente elevado. É preciso grande perícia e timing, pois ao mínimo movimento em falso tocamos num dos muitos inimigos que povoam o castelo e lá se vai mais uma vida.

Mas apesar do jogo ser bastante frustrante, é igualmente divertido, sendo garantia de muitas e boas horas de diversão, sempre convidando a avançar um pouco mais no jogo e a conhecermos novas salas. Boa memória é fundamental para conseguirmos mapear o castelo, doutra forma andamos de forma errática e com tanto inimigo e obstáculo à solta, não parece assim muito boa ideia.