segunda-feira, 25 de março de 2019

Preview: Abductor


Ainda está no segredo dos Deuses, mas Lampros Potamianos, que bem conhecemos de Nextoid!, jogo no qual colaborámos numa segunda versão ajudando na construção de alguns níveis, já está a trabalhar num novo jogo para o Spectrum Next, Abductor (e ainda tem alguns inacabados para serem lançados após a saída desse computador, nomeadamente Angry BloatersThe Hollow Earth Hypothesis).

Abductor tem contornos diferentes, fazendo lembrar Cybernoid. Estaremos perante mais um projecto vencedor? Em breve saberemos...

domingo, 24 de março de 2019

Mais desenvolvimentos do Spectranet


Ben Versteeg continua a trabalhar na assemblagem do Spectranet, interface criado por Dylan Smith há uns anos. E até já começou a criar esboços para a caixa que o vai proteger, na linha do que fez com o DivMMC enJOY! ou o ZX-HD. A foto de baixo é disso demonstrativa, embora seja apenas um primeiro esboço.

Com este interface, poderemos aceder a outros servidores, descarregar jogos directamente de outras páginas, entre muitas outras opções. Temos alguns dos produtos do Ben Versteeg, e recomendamos vivamente.

Poderão também ir ficando a par dos desenvolvimentos indo à página da Byte Delight.

sábado, 23 de março de 2019

Ataque (2068) (MIA)


Em tempos já tínhamos colocado a conversão de Penetrator pela Timex para o Spectrum 48 K, intitulado de Ataque. Mas graças ao Vasco Gonçalves demos agora com a versão para o TC 2068, acompanhada de instruções e tudo. Esta é exactamente igual às outras, simplesmente corre no 2068 sem necessidade do emulador, sendo portanto uma preciosidade para todos aqueles que gostam de utilizar o hardware original, como é o nosso caso.

Ataque (versão 2068) pode aqui ser obtido.

Jogos de Sebastian Braunert com lançamento físico


São dois, os jogos com direito a edição física (muito limitada) e que irão estar disponíveis em breve. O primeiro deles tem o simpático Moritz como herói. Analisámos este jogo criado com o SEUD em Fevereiro deste ano, numa review que pode aqui ser vista. Assim, ao longo de três níveis completamente alucinados, Moritz vai montado na sua C5 eliminando os malvados médicos, enfermeiros e uma catrefada de inimigos que lhe querem dar picas (vulgo, injecções)...

O segundo dos jogos a ser lançado em versão física é Mike, the Guitar - The Shooter, que marcou a estreia de Sebastian com o SEUD, num mini-jogo que fomos acompanhando ao longo do seu processo de desenvolvimento. O objectivo aqui é eliminar três génios da música, mas que pelos vistos têm tanto de talento como de maldade: Beethoven, Chopin e Mozart.

Fiquem atentos, daremos mais notícias em breve.

sexta-feira, 22 de março de 2019

A Capital: POKES & DICAS - 9 e 16 de Janeiro de 1987


O ano de 1987 começou com maior destaque aos jogos do Spectrum. Continuam a aparecer ainda as reviews para o Atari e MSX, mas aos poucos a cadência vai diminuindo, no fundo reflectindo a plataforma que foi rei no anos oitenta em portugal.

Nestas duas semanas não houve aventuras de texto ou jogos de estratégia para muita pena nossa, mas mesmo assim foi feita a análise de dois jogos fora de série de Pete Cooke: Academy e Room 10. O primeiro equipara-se a dois monstros como Elite e Starglider, enquanto que o segundo faz lembrar ténis de mesa. E curiosamente ainda hoje o correio nos tinha entregue um outro original deste programador, Micronaut One.

O jornal também arrasou Top Gun. Se bem que estamos de acordo que o filme é péssimo e o actor pior ainda, o jogo consegue ser engraçado (sem ser excepcional).

 

Destaque ainda para o Arlindo Melo do Feijó, que na rubrica "Linha a Linha" continua a disponibilizar type-ins muito interessantes.

Poderão descarregar aqui as revistas.

Spectranet a funcionar


Nem de propósito, ainda ontem tínhamos dado conta da existência da internet para o Spectrum Next (a Nxtel) e da possibilidade de um dia termos a mesma coisa para o Spectrum 128K, e Ben Versteeg (da Byte Delight) coloca no ar um vídeo a utilizar a Spectranet e a descarregar um jogo para o Spectrum.

Vale a pena ver o vídeo e é caso para dizer: what is this sorcery?

quinta-feira, 21 de março de 2019

NXtel a avançar a bom ritmo


O Spectrum Next, como sabem, vem com um módulo de Wi Fi (para quem escolheu essa opção). Mas mesmo que não tenha escolhido essa opção, muito facilmente o pode adquirir (por menos de uma libra consegues-se comprar, não faltam no ebay vendedores). E se bem se lembram, um dos objectivos alcançados na campanha de crowdunding do Spectrum Next foi o ter um especialista a trabalhar ferramentas específicas para a internet:

Internet Toolbox - We get a developer dedicated to the development of several internet tools. Plus we´ll top it up with an API for multiplayer gaming and Twitter.

Entretanto a versão Beta já está disponível, conforme Mike Cadwallader anunciou (podem aqui ver). para já ainda é complexo de ser instalado e poucas páginas existem para serem visualizadas, no entanto o futuro reside aqui. Quem sabe não poderemos até vir a consultar este blogue através do nosso Spectrum Next...

Mas a melhor notícia de todas é que mesmo quem não adquiriu (ou não pretenda adquirir) o Spectrum Next, não está descartado um dia os Spectrum 128K, +2, +2A e +3, através da porta  RS-232, virem a ter também internet, utilizando para isso o interface Spectranet.

quarta-feira, 20 de março de 2019

Sex Crime .tzx original (MIA)


Sex Crime é dos jogos portugueses mais conhecidos e o Pedro Pimenta até já fez uma review do jogo, que pode aqui ser vista. No entanto, até agora apenas se encontrava disponível uma versão crackada do mesmo. Mas o Afonso Gageiro encontrou nas suas cassetes a versão original e fez-nos chegar um .tzx, exactamente como terá sido lançado no distante ano de 1985.

Se compararem a imagem de cima (original), com a de baixo, notam algumas diferenças relevantes. A primeira porque aparece o nome do pirata, um tal de Alex. A segunda, a própria data do jogo, que passa de 1985 para 1986. A terceira, bem, essa terão que ser vocês a descobrir...

Quem quiser então obter a versão original, pode aqui vir buscar. Prometemos não contar a ninguém...

Cloner (MIA)


Nas cassetes que o Vasco Gonçalves emprestou, vinha mais um pequeno programa criado por programadores nacionais, um tal de P. Madeira. Desconhece-se a data e se P. Madeira ainda anda por cá. De qualquer forma disponibilizamos aqui o programa.

terça-feira, 19 de março de 2019

Saiu a versão final de Return to Holy Tower


Já tínhamos experimentado o jogo há cerca de ano e meio e inclusive feito a review, mas foi hoje lançada a versão final. Ainda não tivemos oportunidade de ver em detalhe se existem alterações de monta relativamente à versão de 2017. Numa primeira análise, não parece haver grandes diferenças, mas teremos oportunidade de nos próximos dias experimentar com mais atenção.

De qualquer forma, quem não adquiriu o jogo em 2017, tem agora oportunidade de o vir aqui descarregar gratuitamente, no entanto é importante não se esquecerem que Return to Holy Tower é destinado ao ZX-Uno. Se utilizarem um emulador, terá que ser compatível com esse formato (ZEsarUX, por exemplo).

Behind Closed Doors 6


Nome: Behind Closed Doors 6
Editora: Zenobi Software
Autor:  John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Finalmente arranjámos tempo para pegar na aventura que nos faltava ver da saga Behind Closed Doors, que tem como personagem principal uma idiossincrática figura, Balrog. Este é bem conhecido de todos os que já se aventuraram nos jogos de John Wilson, deixando-nos sempre na expectativa de saber que novas confusões armou.

Nesta pequena épica aventura (palavras do seu autor), Balrog tem que encontrar a bateria do seu telemóvel, que foi roubada pelas formigas, pródigas em fazer maldades ao nosso personagem. Mas além disso, e tal como já acontecia no episódio anterior da saga, Balrog ainda não se livrou dos seus problemas intestinais, originando sempre divertidas descrições de cada vez que se decide "aliviar".


A aventura é de facto muito pequena e sofre dos mesmos problemas que tínhamos detectado no episódio anterior. Nem sempre a opção a tomar é a mais imediata, por vezes até levando a um fim prematuro do jogo. E até acontece termos que num ou noutro caso repetir a acção para que Balrog se decida a avançar, pelo que a persistência é aqui uma arma. Nem sempre o que parece, é, mas neste caso, e porque vivemos no mundo da fantasia, isso não é de alguma forma surpreendente.

Dominar a língua inglesa é fundamental para se avançar, pois os diálogos nem sempre são fáceis (se bem que divertidos), mas dão sempre pistas úteis para a acção que se segue, os objectos a apanhar, etc.. Mais uma vez fica aqui o concelho de quem perdeu umas boas horas, examinem muito bem tudo, e não se esqueçam que "Examine" (podem utilizar "X") e "Search" não são a mesma coisa...

Quem gosta do género, de certeza que irá também gostar deste sexto episódio. No entanto, quem se está agora a iniciar nas artes das aventuras de texto, e apesar desta ser muito pequena e não ter imagens, como é prática habitual nesta editora, existem outras mais intuitivas e indicadas para os amadores.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Preview: Restless André


A revista Espectro está a ser preparada pela equipa e em breve iremos dar-vos novidades. Mas a notícia que vos queremos dar agora, embora indirectamente relacionada com a revista, diz respeito a um novo jogo do Jaime Grilo que está já em fase de finalização.

Há uns meses lançámos um repto ao Jaime, o de ter um jogo original na próxima cassete da Espectro. Depois do sucesso da primeira cover tape, que incluía três jogos de Einar Suakas, sendo um deles exclusivo da revista (Pixel Quest Zero) e um outro jogo exclusivo, Varina, desta feita criado pela Espectroteam (Filipe Veiga, Pedro Pimenta, Mário Viegas e André Leão), o passo mais lógico seria lançar uma nova edição. O Jaime prontamente aceitou e meteu mãos à obra. Deu-lhe também o nome de Restless André, o qual desde já, e em nome pessoal, agradeço a magnífica homenagem.

Propusemos então contribuir de alguma forma para este lançamento. Assim, o Pedro Pimenta criou as músicas, o Filipe Veiga pegou numa fotografia minha tirada em Zanzibar, criando o ecrã de carregamento, e eu tratei de testar o jogo, já que o resto não é a minha praia. E assim nasceu um jogo que esperemos que venham a gostar. Já não faltará muito para estar nas bancas, e entretanto iremos-vos dando conta das novidades.

domingo, 17 de março de 2019

Saiu quarto capítulo de El Chatarrero Galactico


Ainda se lembram da trilogia de El Chatarrero Galactico, que divulgámos em Novembro passado? Pois Rafa Lome acabou de apresentar o quarto capítulo, intitulado de Final Battle. O objectivo é colorir um tabuleiro mais rápido que o adversário. Quem no final do tempo tiver maior percentagem colorida, vence o desafio.

São cinco os níveis de Final Battle, e o jogo, apesar de bastante básico e não ser mais do que uma demonstração daquilo que é possível fazer-se em Basic, é cativante. Juntamente com os jogos e programas que são disponibilizados, sempre em open source, é dado um extenso manual, listagens, dicas, etc.. Para já ainda existe apenas uma versão beta e os restantes materiais estão a ser trabalhados, mas já têm uma amostra do que ai vem.

Podem aqui descarregar a versão para joystick, e aqui a versão para teclado ("QAOP"). Aconselhamos também a virem aqui visitar a página deste interessante projecto, que merece que seja apoiado ao máximo...

Atlantis ZX


Nome: Atlantis ZX
Editora: NA
Autor: Luca Bordoni
Ano de lançamento: 2019
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

A segunda das conversões de Luca Bordoni foi mais do nosso agrado, muito embora revele a mesma simplicidade e funcionalidades básicas, incluído os gráficos, de Dragonfire ZX. No entanto, de alguma forma este jogo conseguiu-nos agarrar...

Tal como Dragonfire, Atlantis também é uma conversão de um jogo muito antigo (1982) que apareceu para o Atari 2600. Nele controlamos as últimas defesas da cidade de Atlantis contra os invasores de Gorgon. A cidade tem seis bases que são vulneráveis ​aos ataques dos invasores e que têm que ser defendidas a todo o custo.  Para isso existem três baterias anti-aéreas com poder de fogo suficiente para destruir as naves e aviões dos Gorgon. Estes vão passando em vagas sucessivas, a diferentes velocidades, mas sempre que atingem as laterais, reaparecem no canto oposto, mas um pouco mais abaixo. Ao final de três passagens, ficam com capacidade para destruírem as nossas bases ou baterias anti-aéreas.


As baterias anti-aéreas são três, uma em cada um dos cantos, a terceira no centro. A do centro dispara na vertical, enquanto que as dos cantos disparam na diagonal, mais difícil, portanto, de se calcular a trajectória do disparo. Além disso, a bateria central protege as restantes baterias e bases com um escudo, querendo isso dizer que será sempre a primeira a ser destruída. Não nos devemos também esquecer que apenas é possível um tiro de cada vez., o que quer dizer que se efectuarmos um disparo com uma das baterias, as restantes ficam mudas até acertarmos num inimigo ou o tiro desvanecer-se no horizonte.

No original de 1982 as bases reapareciam quando as vagas de inimigos terminavam. Isto não acontece nesta versão, ou pelo menos não chegámos a esse ponto. Assim, quando todas as bases e baterias são destruídas, os nossos colonos entram numa pequena nave e partem para outras paragens, terminando ai o jogo. Não existe outro fim possível para esta missão, que se revela suicida.


Como se pode ver nos ecrãs que deixamos, tudo é muito básico. Apenas existem três teclas, as de disparo correspondentes a cada uma das bases, os gráficos são tipo "blocos", com semelhanças com os do período 82/83 do Spectrum, e o som idem, idem, aspas, aspas. No entanto, Atlantis ZX tem qualquer coisas que nos puxa para fazer sempre mais um jogo, nem que seja para tentarmos bater o nosso recorde. Aliás, este é daqueles desafios que é melhor jogado a dois (não em simultâneo, essa opção não existe), competindo pela melhor pontuação.

Assim, não sendo excepcional, está-se aqui perante uma conversão engraçada e muito fiel do original do Atari 2600 (posteriormente saiu uma versão para a Intellivision com outro tipo de funcionalidades que não foram agora recriadas), não sendo por acaso que se venderam mais de dois milhões de cópias há trinta e cinco anos atrás. Ainda por cima esta versão é gratuita, portanto não perdem nada em vir aqui dar uns tiros.

Dragonfire ZX


Nome: Dragonfire ZX
Editora: NA
Autor: Luca Bordoni
Ano de lançamento: 2019
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

As conversões dos jogos do Atari 2600 parece que vieram para ficar. Sinceramente não nos parece que faça muito sentido, pois regra geral os jogos para essa plataforma são fracos, sem que permita sequer aproveitar as capacidades do Spectrum. Vale apenas pela nostalgia, e embora as conversões que até agora foram feitas sejam competentes e bastante fiéis ao original, isso não faz com que sejam boas. E Dragonfire ZX não é diferente.

Não nos interpretem mal, o jogo não é mau, Luca Bordoni sem dúvida que domina o AGDX, mas parece-nos que talvez pudesse ter sido um pouco mais ambicioso e trazer alguns elementos novos a Dragonfire ZX, que por si só é bastante limitado. O principal problema é mesmo a sua longevidade, pois estamos perante apenas dois ecrãs que se repetem (talvez) até à exaustão, apenas a velocidade vai aumentando. E dizemos "talvez" porque a partir de certo ponto vamos parar a um ecrã vazio de tesouros, mas cuja porta de saída não aparece, sem possibilidade de se passar de nível (ver ecrã abaixo). Bug ou escapa-nos alguma coisa, fica a dúvida...


Comecemos então pelo segundo dos níveis, já que falávamos dele. Este começa na arrecadação e é visto de cima. O nosso personagem inicia a sua tarefa numa porta de entrada, poiso seguro, pois o enorme dragão anda de um lado para outro a vomitar bolas de fogo. Se estas nos atingem, perdemos uma vida. No ecrã acima não é visível, mas o objectivo é apanhar todos os tesouros que aparecem inicialmente, só então surge uma porta de saída que temos que alcançar, pelo que regressamos ao nível inicial, mas agora com uma velocidade crescente.

O primeiro nível é visto lateralmente e desenrola-se ao longo de uma ponte levadiça, entre as duas torres de um castelo. Entretanto, o dragão, que nesta fase não é visível no ecrã, atira-nos com bolas de fogo. Estas surgem aos pares, com muito pouco tempo entre elas, e de duas posições diferentes. Se vierem rente ao solo teremos que saltar sobre elas, por outro lado, se vierem rente à nossa cabeça, teremos que nos abaixar. Atingindo-se a torre do lado esquerdo, entramos na arrecadação, e todo o processo se repete.


Como conversão está perto da perfeição e até consegue divertir por uma partida ou duas. Mas não mais que isso, pois torna-se rapidamente monótono e o único objectivo passa por se tentar obter a maior pontuação possível. No fundo aquilo que acontecia em muitos dos primeiros jogos que apareceram para o Spectrum. No entanto, mais de trinta e cinco anos se passaram...

Parece-nos assim que Luca Bordoni, que até é bastante talentoso como já antes nos provou, desperdiça o seu tempo em projectos menores e que apenas terão um sucesso limitado e efémero. Não obstante, se já descarregaram Dragonfire ZX, também não perdem muito em o experimentar...

sábado, 16 de março de 2019

O Feiticeiro da Montanha de Fogo (MIA)


Há mais de seis meses tínhamos anunciado que um dos membros deste blogue, o Mário Viegas, tinha consigo uma verdadeira raridade: a edição para Spectrum de O Feiticeiro da Montanha de Fogo.

Em meados dos anos oitenta, a extinta e saudosa editora Verbo, iniciou a colecção Aventuras Fantásticas precisamente com este livro, acompanhado da respectiva cassete e tradução para a nossa língua de The Warlock of Firetop Mountain. O jogo foi baseado em Halls of the Things, que ganhou grande notoriedade em 1983, tendo sido bastante apreciado e falado nos primeiros tempos do Spectrum (ainda hoje é um jogo bastante procurado).

Agora, graças ao Mário, temos oportunidade de disponibilizar pela comunidade esta pérola, na versão portuguesa. Não que o jogo seja extraordinário, muito pelo contrário, uma infeliz escolha de teclas torna-o quase injogável, mas é algo que foi inovador na altura, e que ainda hoje é copiado, podendo aqui ser descarregado.

 

sexta-feira, 15 de março de 2019

Discord para utilizadores do Next


Michael Flash Ware é um dos elementos mais activos na cena do Spectrum Next, e enquanto não lança Warhawk (entre outros jogos que tem em desenvolvimento), vai-se entretendo com outras actividades relacionadas com essa plataforma.

Configurou então o aplicativo Discord dedicado aos utilizadores do Next, permitindo juntar ainda mais a comunidade. Para já ainda está em período experimental, mas o futuro também passa por este tipo de app's, bastando fazer aqui o registo.

Curso Basic de ZX Spectrum


É Madrileno, com o nome de guerra AsteroideZX, e tem um interessante canal no You Tube, onde na língua de nuestros hermanos, mas perfeitamente perceptível para os portugueses e brasileiros, criou uma série de tutoriais sobre o Spectrum. Nesses programas vai dando dicas muito úteis sobre programação e não só. O curso começou o ano passado e neste momento já vai no décimo quinto episódio. Não surge a intervalos regulares, mas normalmente a espera compensa, e ainda hoje saiu mais um.

Além dos vídeos, que poderão aqui ser visualizados, o seu autor disponibiliza uma vasta biblioteca com material de apoio, que pode aqui ser descarregada. Fica assim a dica para quem quiser aprender mais um pouco sobre o ZX Spectrum, tendo aqui um precioso suporte.

A Capital: POKES & DICAS - 26 de Dezembro de 1986 e 1 de Janeiro de 1987


Da segunda quinzena de Dezembro de 1986, infelizmente apenas temos o dia 26. Deverá faltar a semana anterior, a não ser que essa não tenha efectivamente saído. Desconhecemos o que se tenha passadou, portanto se alguém nos puder esclarecer, agradecemos.

Mas apesar de termos apenas uma semana, existem reviews em quantidade e qualidade. Logo a começar pelo Mad'in Ca$hcais, aventura feita por portugueses. E ao contrário de Talismã, esta encontra-se completa e sem qualquer mistério associado. Por outro lado, Fairlight II e Avenger são clássicos e de grande qualidade, o que não acontece com Tarzan, que ficou abaixo das expectativas.



Destaque ainda para os mapas criados pelos jogadores nacionais, sendo Bobby Bearing um bom exemplo.

Arrancamos depois com 1987, e logo com um clássico e uma das maiores desilusões da Ocean Software, Cobra e Knight Rider, respectivamente.


Mas a maior surpresa é a review da cassete comemorativa do décimo aniversário da Triudus, a Best Games, que já deixámos preservada no blogue.


Poderão aqui descarregar os dois números.

Top jogos mais vendidos Março 1984

Em Março de 1984 a Ultimate continuava a dominar a tabela de vendas da cadeia retalhista  W H Smith.

Um regresso que já não se esperava foi o de Penetrator, que reentrou para o sexto lugar da tabela.

De resto, e excluindo Pool, que se mantém estoicamente na lista dos mais vendidos, apenas pesos pesados das grande editoras da altura, incluindo a Imagine.

quinta-feira, 14 de março de 2019

Behind Closed Doors 5


Nome: Behind Closed Doors 5
Editora: Zenobi Software
Autor:  John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Depois de ter passado toda a azáfama dos jogos da competição ZX Dev (e mais uns tantos que também surgiram por fora), foi tempo de pegar nas aventuras de texto que tínhamos atrasadas. Regra geral são mais morosas e menos imediatas, sendo necessário algum tempo e um certo estado de espírito para as analisar adequadamente.

Já tínhamos também dado conta que John Wilson estava a relançar o catálogo da Zenobi, não se esquecendo de incluir duas compilações de alguns dos seus trabalhos, Pension Money e Behind Closed Doors Saga. E a grande novidade é que estão no pacote as aventuras número 5 e 6 da série Behind Closed Doors, que relata as aventuras e desventuras de Balrog. Quem conhece os jogos da série, provavelmente não irá ter grandes dificuldades em terminar a que agora analisamos, a número cinco. Os restantes, aconselhamos a começar por uma outra, pois daquilo que vimos, esta não será das mais intuitivas.

Quanto à história, esta é muito curta. Está um belo dia e Balrog acabou de pintar a porta da casa. Mas não fez lá grande trabalho, pois deixou tinta nas juntas. Tem agora que reparar a porta, e já agora fazer uns arranjos de jardinagem pelo meio. Só depois tem autorização para ir fazer uma soneca na sua cama. Além disso, deu-lhe uma grande dor de barriga, pelo que um pouco de privacidade também dará algum jeito, podendo até aproveitar para colocar a leitura em dia. Estão assim dadas algumas dicas que permitirão desvendar esta pequena aventura.


O principal problema com que nos deparámos foi não se conseguir perceber imediatamente quais os objectos ou situações com os quais podemos interagir (Unhallowed foi exímio na sua resolução, de forma muito imediata e intuitiva). O comando "look" também não permite voltar a descrever o cenário ou situação em que estamos e, frequentemente, até porque estamos constantemente a digitar novos comandos, esquecemo-nos da descrição que foi feita da envolvente, não podendo assim de forma bastante rápida voltarmos a ler o texto introdutório, e que muitas vezes dá pistas fundamentais para avançarmos na aventura.

Depois encontrámos também alguns bugs. Assim, algumas situações repetem-se, e por vezes até se usam os objectos múltiplas vezes, como acontece com a tesoura no arranjo da porta, podendo até por vezes confundir-nos.

Não sendo o melhor da série (apreciámos bastante mais Behind Closed Doors Seven (Happiness Is a Warm Pussy por exemplo), mas quem gostar desta saga e dos jogos da Zenobi não deve perder mais este episódio, pois a história contempla o habitual humor mordaz de John Wilson, incluindo algumas palavras proibidas que nos abstemos aqui de colocar (se tiverem mesmo curiosidade, no ecrã acima encontram uma, assim como o exemplo do tipo de diálogos que podem encontrar).