terça-feira, 24 de março de 2026

M (versão Zarsoft)


 Ainda se recordam de M (ver aqui)? Pois o Zé Oliveira não perdeu tempo a analisá-lo e a fazer algumas melhorias, como aliás podem ver na imagem acima (diferente grafismo).

Podem vir aqui descarregar este programa agora melhorado pelo Zé.

segunda-feira, 23 de março de 2026

La Batalla de las Matemáticas


O que acontece quando se junta um jogo de estratégia (vulgo "wargame"), com a matemática? O resultado é La Batalla de las Matemáticas. 

O jogo tem um carácter educativo, pois se acertarmos no resultado, temos permissão para avançar as nossas unidades (a azul). Não sabemos é se será assim tão educativo juntar isso, com batalhas e combates, mesmo que virtuais. De qualquer forma, é altamente original e vale a pena dar uma espreitadela.

Poderão descarregar aqui este jogo desenvolvido por Gamerd49.

Priss 'n 'Triss


Tetris nunca são demais, embora sabendo que existem dezenas e dezenas de clones por ai, muitos até desenvolvidos nos últimos anos. Mas io.wwrm ainda não se tinha aventurado neste tipo de jogos e prova, que mesmo com um motor mais indicado para plataformas, como é o MPAGD, é flexível o suficiente para criar outro tipo de desafios.

Priss 'n 'Triss é o nome do jogo e relativamente ao Tetris, é mais fácil, pois as peças não ultrapassam o formato 2 X 2, sendo assim muito menos complicado encaixá-las no tabuleiro. 

O jogo permite até dois jogadores, sendo esta efectivamente uma vantagem. Jogos a dois são sempre melhores. Mas isso aplica-se a tudo, não é?

Podem aqui vir descarregar Priss 'n 'Triss e dar uma pequena contribuição ao seu autor, que bem o merece.

domingo, 22 de março de 2026

Vários jogos de Carlos Games


Carlos Games libertou várias pequenas aventuras do género "make your own adventure", assim como alguns jogos do género arcade.

Com tanta coisa a sair ao mesmo tempo, teremos que ir vendo aos poucos. No entanto, não deixa de ser notável a cadência com que este programador lança novos jogos.

Venham aqui consultar as suas ofertas.

JND: Micromania (P&B) - 058


A Micromania de 28 de maio de 1989 abordou a possibilidade de criação de jogos através de ferramentas específicas para essa finalidade, como é o caso indicado no texto: STOS - The Game Creator, para o Atari ST. Este tipo de software, assente numa linguagem similar ao BASIC, facilitava o trabalho a quem não tinha conhecimentos profundos de programação de hardware. Algo muito similar às ferramentas clássicas e contemporâneas para o ZX Spectrum de que hoje dispomos. Ainda sobre o STOS, esta ferramenta viria a ter uma versão mais poderosa para o Commodore Amiga, que se tornou bastante popular. Um dos autores do STOS viria a fundar a Clickteam, empresa focada em ferramentas de criação de jogos, uma delas, Multimedia Fusion 2, usada até há uma dúzia de anos.

Além desta observação, a digitalização de Miguel Brandão está disponível aqui.

sábado, 21 de março de 2026

BabyMan Vs Terminatots PT 2


O herói de Baby-Man está de volta, e novamente a defrontar os terríveis Terminatots, numa sequela chamada de BabyMan Vs Terminatots PT 2.

Saiu assim mais um jogo de PuttyCAD, com os habituais personagens dos seus jogos, mas desta vez com uma mecânica um pouco diferente do habitual.

Poderão vir aqui descarregar este jogo, tem um custo de 1.99 USD + impostos.

Vice City Blues (Next)


Conforme tínhamos prometido a semana passada, estava para muito breve a versão de Vice City Blues para o Spectrum Next. E basta olhar para as imagens que hoje deixamos e comparar com as da versão do ZX Spectrum (ver aqui), para se verificar que a versão destinada ao Next ganha muito graficamente com as capacidades extra deste computador. 

Igualmente, a música tem imensas melhorias, e é uma pena não as podermos dar a ouvir nesta análise. Mas descarreguem o jogo e comprovem por vós.

Quanto à mecânica, esta não tem grandes diferenças, embora contendo alguns extra ao longo do jogo, mas basicamente tem as mesmas opções da versão ZX, nomeadamente:
  • Talk: falar com os personagens
  • Look: inspeccionar os elementos do ecrã 
  • Use: usar um objecto em algum elemento do cenário
  • Open: abrir a viatura, portas, etc.
  • Grab: apanhar objecto
  • Seize: apreender objecto
  • Drive: guiar a viatura
  • Comm: chamar a central (por exemplo, pedir reforços).

Outro dos aspectos que ganha significativamente com esta versão para o Next, e como seria de esperar, é a velocidade de processamento. Se bem se recordam, a versão do ZX Spectrum era inevitavelmente um pouco lenta, sendo mais recomendada de jogar no Spectrum Next ou em emuladores, em detrimento da máquina "real", pois desta forma conseguíamos duplicar a velocidade de processamento (aquela com a qual nos sentimos mais confortáveis, o que também já acontecia com Quivira: the Adventure).

De resto, quem terminou a versão para o ZX Spectrum, rapidamente irá também terminar esta para o Next, não existindo grandes surpresas. Aliás, também aqui o Mário Armão Ferreira, o autor deste e de muitos jogos interessantes lançados no último ano, esticou a memória até ao limite. Tanto que até ao fazer a correcção de alguns textos e bugs, o jogo de repente deixou de funcionar. Nada que não se resolvesse, como podem ver.


Estamos agora com grande curiosidade para ver o próximo trabalho que vai sair da cabeça do Mário. Confessamos que já sabemos o tema e que até vimos algumas imagens muito prometedoras. No entanto, não vamos desvendar o véu por agora. Apenas dizemos que o novo trabalho vai ser uma aventura, na verdadeira acepção da palavra...

Podem aqui vir então descarregar Vice City Blues, versão Spectrum Next. Podem também aproveitar para conhecer os restantes jogos do Mário, caso ainda não os conheçam. Valem bem a pena, tendo alguns deles sido galardoados na última edição do GOTY (ver aqui).

Nota: certamente repararam que usámos nesta notícia as mesmas imagens que tínhamos usado na análise que fizemos à versão para o ZX Spectrum. Obviamente que o jogo tem muito mais imagens, mas quisemos mostrar as diferenças existentes entre ambas as versões.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Red Thread e Beneath the Vortex


Grace E. continua a lançar pequenas aventuras de texto. E assim de repente, surgem duas, Red Thread e Beneath the Vortex.

A primeira delas, Red Thread, coloca-nos nos tempos actuais (ano de 2026), e a usar um computador para conversar com os nossos amigos. Instruções não existem, portanto há que usar a imaginação.

Quanto a Beneath the Vortex, é uma aventura de texto mais tradicional, e leva-nos para Blackpool, estância balnear (se é que se pode chamar a isso, num país com o clima que todos sabem) bem conhecida pelos seus salões de jogos de arcada.

Podem aqui descarregar Red Thread e aqui Beneath the Vortex. São prometidos muitos enigmas...

quinta-feira, 19 de março de 2026

Interface Paralelo para Tricom (MIA)


O David Mendes enviou-nos um utilitário que, aparentemente, faria parte de alguma impressora. No entanto, não a conhecemos e também não encontrámos literatura da mesma na internet. Alguém sabe do que se trata?

Poderão aqui descarregar este programa.

quarta-feira, 18 de março de 2026

Jules Verne's - Guerra dos Mundos

 

O David Mendes encontrou mais uma pequena pérola nas suas cassetes: aquilo que parece um type-in, mas em Português. Desconhecemos por completo onde tenha saído, provavelmente em alguma revista Inglesa, sendo depois adaptado para a nossa língua (baseado na tecla que inicia o jogo).

Poderão aqui descarregar Jules Verne's - Guerra dos Mundos.

terça-feira, 17 de março de 2026

Shiftex


Não se deixem enganar pela confusão que é o ecrã de carregamento de Shiftex, pois o jogo é bem melhor do que aquilo que se poderia pensar apenas olhando para essa imagem inicial. E num estilo que não é assim tão comum aparecer no ZX Spectrum.

O objectivo é chegar à porta de saída ao longo de 29 níveis. Para isso temos que escapar aos muitos inimigos que o tentam impedir. Alguns são perfeitamente estúpidos, mas à medida que vamos avançando nos níveis, a sua IA vai aumentando e colocando-nos em maiores dificuldades.

Segundo o seu autor, e acreditamos, o jogo é inteiramente desenvolvido em BASIC, o que o torna mais meritório. Isso nota-se na velocidade, mas em jogos por turnos, a sua importância é relativa.

Poderão vir aqui descarregar esta auspiciosa estreia de Anatolii no ZX Spectrum e dar uma pequena contribuição ao seu autor.

Syrion II: the Six Stones of Nefertiti


Depois de Syrion - The Time of the Dragon, chega-nos agora a sequela. Syrion II: the Six Stones of Nefertiti, ou, se preferirem, Las Seis Piedras de Nefertiti, no original, é o novo jogo de Sisko López e Roger López (pai e filho), e coloca-nos na busca das seis pedras que permitem abrir a tumba e resolver o mistério de Nefertiti, revelando o seu poder ancestral.

Está assim dado o mote para mais um jogo de plataformas desenvolvido com o MPAGD. Poderá aqui ser descarregado. É gratuito, mas uma pequena contribuição ajudará a termos mais mistérios para resolver...

segunda-feira, 16 de março de 2026

Páraquedas (type-in)


Páraquedas é mais um type-in encontrado nas cassetes do Ramiro Alves. Alguém se recorda do local onde isto apareceu?

Poderão aqui descarregar este simples jogo.

domingo, 15 de março de 2026

Pocket Creaturez


Depois de The Tea Party e Neon Warden, Grace E. traz-nos agora uma interessante aventura do estilo D&D, na qual temos que ir avançando pelo desconhecido, derrotando pelo caminho diversas criaturas.

O jogo não tem gráficos, e faz parte da experiencia de aprendizagem de programação da sua autora, mas o resultado está bastante bem conseguido, em especial para quem gosta do género.

Poderão vir aqui descarregar este jogo.

Buzzsaw Box Deluxe Mix disponível no itch.io


Buzzsaw foi um dos grandes jogos de 2011, e, na nossa opinião, mesmo o melhor desse ano. Até agora, a versão Deluxe Mix  ainda não se encontrava disponível ao público em formato digital, pois apenas tinha saído em versão física. Pois agora, Joefish, que ainda recentemente nos tinha trazido aquela maravilha que é Go-Go BunnyGun, resolveu oferecer uma prenda à comunidade, disponibilizando gratuitamente esta versão, embora possam (e devam) dar uma pequena contribuição ao seu autor.

Esta versão tem um nível e um inimigo exclusivo e que não encontram nas outras versões deste jogo. Apenas por isso, já valeria a pena experimentar o jogo. Mas além disso, Buzzsaw é brutalmente bom. Adeptos do Tetris e jogos do género, ficarão deliciados.

Podem vir aqui descarregar o jogo. Não se esqueçam, apesar de gratuito, o jogo não deverá estar disponibilizado em páginas sem o absoluto consentimento do seu autor. E já agora, deixamos a nota que esta é uma das razões que não deixamos links para os jogos, mas sim para as páginas dos autores, respeitando assim a vontade desses. Não vale a pena insistirem para termos os jogos alojados no Planeta Sinclair, pois isso apenas irá acontecer para algumas situações excepcionais (a pedido do seu autor, MIAs, etc.).

La luz en el Bosque e La Casa abandonada


Carlos iniciou uma série de micro aventuras para o ZX Spectrum, todas criadas em BASIC. E quando dizemos micro, é mesmo micro, mas que podem trazer mais gente para este género do "make your own adventure", embora neste caso não seja usado um motor específico.

Pode, aqui vir descarregar  La luz en el Bosque  e La Casa abandonada, as duas primeiras. Todos os Sábados, às 19 horas (do Chile), aparecerão novas aventuras, para sincronizar com o capítulo que irá passar no YouTube. Ora aqui está uma bela ideia...

JND: Micromania (P&B) - 057


A Micromania de 21 de maio de 1989 tem uma compilação interessante de mapas de jogos concorrentes no género: Commando e Fernandez Must Die, este último, que me divertiu bastante na época. João Cruz também relembra como devem ser enviados os trabalhos dos leitores, preferencialmente em preto e branco, devido a restrições óbvias impostas pelo tipo de impressão do suplemento dominical do JN. Essas restrições acabariam por cair quando o suplemento fosse substituído por uma revista a cores, anos mais tarde.

A digitalização de Miguel Brandão encontra-se aqui.

sábado, 14 de março de 2026

Dan Dare III: The Escape


Nome: Dan Dare III: The Escape
Editora: Virgin Games
Autor: David Perry, Nick Bruty, Simon Butler
Ano de lançamento: 1990
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

As aventuras de Dan Dare, um herói pouco conhecido por estas bandas, pelo menos até ao lançamento dos jogos para o ZX Spectrum baseado nesse personagem, terminaram com o terceiro episódio, denominado The Escape. E se no segundo episódio, apesar da excelência técnica na programação, a aventura enfermava de alguns (muitos) problemas ao nível da jogabilidade, estes foram resolvidos nesta terceira parte. No entanto, surgiram outros problemas a que leva a que, por muito pouco, Dan Dare III não atinja o estatuto de Mega Jogo em Planeta Sinclair. Aliás, foi também essa a opinião na review da revista Your Sinclair, tendo-lhe sido atribuído a classificação de 89%, a mero 1% do galardão "Megagame", mas cuja análise descreve na perfeição as principais lacunas deste jogo.

Vamos à primeira dessas lacunas. Assim, todo o ambiente a envolver esta aventura, se bem que apresentando cenários magníficos, profusamente coloridos, pouco tem a ver com a saga de Dan Dare, e que foi recriado de forma perfeita nos episódios anteriores. A isso não é alheio o facto de este jogo até se chamar originalmente Crazy Jet Racer e nada ter a ver com o universo de Dan Dare, tendo sido depois transformado o personagem principal nesse herói. Não é assim de estranhar que os inimigos também nada tenham a ver com os inimigos habituais nas aventuras de Dan Dare, tendo depois sido criada uma história à volta dessas mudanças. Podem achar que é um pequeno pormenor, mas pensem na polémica que foi criada quando Renegade III saiu, com uma ambiência que nada tinha a ver com os dois episódios anteriores. Entendem agora porque chamamos a atenção para este pormenor?

Uma segunda lacuna, e que para nós é talvez o principal ponto negativo em Dan Dare III tem a ver com a sua dimensão. Não dos personagens, que por sinal até são bem apreciáveis (oo-er), mas da aventura em si. E se Dan Dare II era demasiado difícil, este novo episódio é demasiado fácil, levando a que se termine em pouco mais de um quarto de hora. Apostamos também que muita gente o terá terminado logo no dia em que o adquiriu. Tendo em conta o preço original do jogo em 1990, quase 10 libras, convenhamos que o rácio custo / benefício não era muito elevado.

Por fim, uma terceira lacuna será a sua falta de originalidade. Mais uma vez, não tanto da história do jogo. Esta falta de originalidade reside essencialmente nas semelhanças entre Dan Dare II e Tintin on the Moon, um jogo que saiu sensivelmente pela mesma altura (um mês antes), criado pela mesma equipa (excluindo Simon Butler), e que de alguma forma levou a que o efeito novidade se tenha dissipado aquando do lançamento de Dan Dare III. Não falta sequer a sequência de vôo de Dan Dare quando viaja de nível para nível, muito semelhante à que se encontra em Tintin.

Visto os pontos menos favoráveis, e não querendo nós que fiquem com a sensação que não gostámos de Dan Dare III, vamos então ao que se encontra de positivo neste jogo.

Assim, para começar, a elevada jogabilidade, sendo uma melhoria imensa em relação ao episódio anterior. Dan Dare desloca-se agora, isto é, voa, com recurso a um jetpack, à boa maneira de Jet Pac, o clássico da Ultimate. O movimento é muito gracioso, as tecla são altamente responsivas, e é um prazer comandar este nosso herói. O disparo também é muito fácil e certeiro, ao contrário do que acontecia no episódio anterior, que devido à falta de manobrabilidade da maquineta que Dan Dare comandava, os tiros por vezes iam parar onde não queríamos, levando até a um fim prematuro.

Se Dan Dare e Dan Dare II impressionavam pelos gráficos, este novo episódio não lhes fica atrás. Embora tendo um aspecto cartoonesco mais moderno e menos anos 50, o enorme colorido, sem ponta de mistura de atributos, e especialmente as explosões, debitando cores por todos os lados, num efeito apenas semelhante a alguns dos outros jogos da dupla Perry e Bruty (Savage, Extreme, Captain Planet) e, talvez, Exolon, contribuem para uma verdadeira êxtase dos sentidos, mesmo tendo em conta a parca dimensão dos níveis. Mas como os olhos também comem, como diz o ditado, o jogo ganha aqui importantes créditos.

O sistema usado para power-ups também é feliz. É fácil aceder aos vários extras (basta carregar para baixo), podendo estes serem adquiridos num interface que se encontra no primeiro nível, no local onde se encontra a projecção de Mekon. Os power-ups podem e devem ser utilizados ao longo do jogo, residindo neste ponto a maior ou menor facilidade em se completar a aventura. Por um lado, é fácil perder-se energia no contacto que vamos ter com os muitos inimigos ou até no vôo entre níveis. No entanto, facilmente se adquire vidas e mais e melhor armamento, permitindo avançar bastante e com relativa facilidade na aventura. Talvez fosse aconselhável uma menor facilidade na aquisição destes extras, iria seguramente elevar o nível de dificuldade e aumentar a longevidade.

Mas no fim, o que conta, é o divertimento que se tira do jogo. E este é elevado, com uma capacidade viciante bastante boa, pelo menos até se terminar a aventura. Tivesse o jogo níveis maiores ou até mais níveis e atingiria facilmente o estatuto máximo. Talvez se tivessem pensado Dan Dare III para o 128K, e não apenas para o 48K...

Vice City Blues

 
Nome: Vice City Blues
Editora: Softimar
Autor: Mário Armão Ferreira
Ano de lançamento: 2026
Género: Aventura gráfica
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 128K, Next
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Bem tínhamos prometido há algum tempo que o Mário Ferreira estava a trabalhar num novo jogo que iria ofuscar tudo o que já tinha feito até aqui. Cumpriu-o na íntegra, com uma aventura gráfica capaz de ombrear com o que se fez de melhor no género, trazendo à memória aventuras como a brilhante Vera Cruz Affair. E sendo praticamente todo programado em BASIC, pasme-se...

Este novo jogo, Vice City Blues, utiliza o motor que já havia sido iniciado em Quivira: the Adventure. Mas as melhorias foram imensas, levando a esperar que no futuro o Mário volte a utilizar este motor, expandindo ainda mais as suas capacidades. O único limite aqui parece ser a memória, ou melhor, falta dela, pois este jogo já esticou tudo até ao limite (na versão do ZX Spectrum já não foi possível sequer contemplar algumas coisas que estavam previstas).

Uma nota adicional sobre esta pequena review: focámo-nos na versão do ZX Spectrum, pois é o fito principal do blogue, no entanto, a maior parte daquilo que aqui deixamos, aplica-se também ao Spectrum Next, cuja versão irá sair em breve.


O tema  de Vice City Blues, a fazer lembrar Hill Street Blues, é policial e vem devidamente descrito na magnifica intro que o Mário colocou, ainda antes do jogo propriamente dito começar. Percebemos assim que há cerca de um ano tinha havido um arrombamento muito estranho nas instalações de uma empresa. Estranho, no sentido em que nada tinha sido roubado, pelo contrário, até foi deixado algo que não se enquadrava no restante cenário do "crime". E chegamos assim aos dias de hoje.

Assumimos então o papel de Alex, um polícia de giro, que chega à esquadra e prepara-se para aquilo que parece ser mais um dia normal de trabalho, a passar multas de trânsito, e pouco mais. Mas quando recebe pela rádio a informação que houve um acidente de trânsito, sem vítimas humanas, Alex envolve-se então numa trama muito mais complexa e que vai levá-lo a passar por cerca de uma trintena de locais diferentes, até conseguir deslindar o crime e deter o criminoso. Ou será que é uma criminosa?

A dinâmica de Vice City Blues, e apesar do uso do motor de Quivira, distingue-se claramente deste último jogo. Ao invés de um mapa, no qual se vão descobrindo os diversos locais de interesse, como acontecia em Quivira, tudo aqui se desenrola de forma um pouco mais linear e muito mais aparentada com as aventuras gráficas point & click. De notar que existe, no canto inferior direito, a pontuação obtida e a máxima, sendo este um importante indicador daquilo que avançámos na aventura e se estamos mais próximos ou mais longe de atingir o objectivo final. Enquanto que algumas acções são fundamentais para se poder avançar na história, outras são facultativas. E isso mesmo iremos perceber quando passamos de dia (existem três dias e um epílogo), e nos é fornecida a pontuação obtida até ao momento.
 

Se antes experimentaram Quivira, não vão ter grandes problemas em entrar neste novo jogo, pois tudo vai ser muito mais intuitivo. Em cada cenário, movemos um cursor que vai revelando os pontos de interesse ou que poderão ser alvo de alguma acção da nossa parte. Por vezes apenas dá algum texto descritivo, mas fundamental para accionar outras opções. Além disso, por vezes teremos que ir insistindo numa determinada acção. Por exemplo, falarmos com certa pessoa apenas uma vez, poderá não ser o suficiente para se poder avançar. Será assim sempre bom ir insistindo, mesmo que isso implique repetir alguns comandos, pois novos momentos ou acções poderão ser desencadeados. Além disso, para se poder avançar para o cenário seguinte, é obrigatório que tenhamos resolvido tudo no cenário presente.
 
Uma outra novidade em Vice City Blues é a presença de dois quebra-cabeças. Quando chegamos a essa parte, teremos que utilizar intensamente as nossas capacidades lógicas, para se poder resolver o puzzle. E é bom termos papel e caneta à frente, pois pelo menos num deles, irá facilitar muito a busca da solução.

De resto, o jogo flui de forma muito lógica e natural e tem uma grande capacidade viciante. Claro que depois de o termos terminado, tão cedo a ele não voltaremos, mas isso é uma inevitabilidade deste tipo de jogos. Certamente irá estar no GOTY 2026, o que é inteiramente justo, diga-se.

sexta-feira, 13 de março de 2026

KIM


KIM é a tradução para a nossa língua de um jogo com o mesmo nome da Sinclair Research, que saiu na compilação Pastimes 2.

Poderão aqui descarregar este jogo encontrado nas cassetes de Ramiro Alves.

quinta-feira, 12 de março de 2026

Movimentos Bancários (MIA)


Numa das cassetes que vinham no espólio do cientista Eurico da Fonseca, encontrámos este programa para gerir bancos. Não nos parece que tenha sido feito por ele, até porque o programa encontra-se incompleto.

Poderão aqui descarregar Movimentos Bancários.

quarta-feira, 11 de março de 2026

M (MIA)


M é mais um pequeno programa recuperado do material do Manuel Lemos. Simula um simples órgão, podendo ter sido um type-in de alguma revista.

Poderão aqui descarregar M.

terça-feira, 10 de março de 2026

Máquina de Escrever (MIA)

Máquina de Escrever é um pequeno programa que o David Mendes encontrou no seu enorme lote de cassetes. Como o nome indica, simula uma máquina de escrever.

Poderão aqui descarregar o programa. 

 

segunda-feira, 9 de março de 2026

Letras (type-in)


Letras, que encontrámos nas cassetes de Ramiro Alves, será um adaptação ou type-in de um jogo muito simples.

Poderão aqui descarregar Letras.

domingo, 8 de março de 2026

JND: Micromania (P&B) - 056


O mote que abre a Micromania de 14 de maio de 1989 é a representação perfeita deste espaço: um ponto de encontro entre jovens leitores que se conhecem e trocam colaborações. E assim foi, uma espécie de fórum por carta, anos antes do advento da internet.

A digitalização de Miguel Brandão encontra-se aqui.