A digitalização de Miguel Brandão está disponível aqui.
domingo, 12 de abril de 2026
JND: Micromania (P&B) - 061
sábado, 11 de abril de 2026
Mastermind (Zarsoft)
Depois do Domingues Silva ter deixado a sua versão de Mastermind, o Zé Oliveira pegou no programa, e rapidamente fez uma versão melhorada. A base é a mesma, mas graficamente está diferente.
Parabéns aos dois, que rapidamente fizeram uma pequena brincadeira em BASIC, mostrando aquilo que se consegue fazer com um pouco de engenho.
Podem vir aqui descarregar Mastermind, versão Zarsoft.
Mastermind
E conforme já tínhamos referido, o nosso colega Domingues Silva enviou-nos dois jogos de uma assentada. O primeiro deles disponibilizámos há uns dias. Temos agora o segundo, Mastermind, e aborda um tem bastante tradicional e com muitos trabalhos convertidos para o ZX Spectrum, ou não fosse baseado em Mastermind o popular jogo de tabuleiro, que nos anos 70 e 80 aparecia em todas as casas.
Nesta versão têm 10 tentativas para descobrir a combinação certas, que anda à volta dos números 1 a 6. É sempre um exercício estimulante e joga-se com prazer, pelo menos por quem gosta de quebra-cabeças a exigir algo das nossas celulazinhas cinzentas.
Poderão aqui descarregar Mastermind.
sexta-feira, 10 de abril de 2026
Strip Poker
Não se deixem levar já pelo entusiasmo, este Strip Poker é apenas uma pequena demo que encontrámos por aqui. provavelmente até já estará preservado em algum lugar, se bem que pela sua temática, possa não ser fácil de encontrar. De qualquer forma, deixamos o programa para quem o quiser ver.
Podem aqui descarregar Strip Poker.
quinta-feira, 9 de abril de 2026
Teste TOS, Contas Correntes e Órgão
O João Encarnado fez a preservação de uma disquete do Ramiro Alves e encontrou conteúdos interessantes, como sejam Teste TOS, Contas Correntes e Órgão. Além disso, há muito tempo que não partilhávamos nada do FDD.
Poderão aqui descarregar o conteúdo da disquete.
quarta-feira, 8 de abril de 2026
O making of de Vice City Blues, por Mário Armão Ferreira
Crescer nos anos 80 foi uma experiência que a nova juventude não tem como perceber. Foi uma época de inovação, novidade e de experiências únicas, a época onde as coisas cresceram e apareceram, e marcaram de tal forma que a sociedade rapidamente as reproduziu em massa, para explorar o filão.
A TV e os videojogos estavam em pleno crescimento e boom, e várias foram as séries e os jogos que marcaram a geração de uma forma indelével.
Vice City Blues surge como consequência disso mesmo. É claro a quem viveu essa época que o jogo é inspirado na mítica série Hill Street Blues, bem como na Série Miami Vice. Da mesma forma, a nível de vídeo jogos, ela bebe tremendamente da saga Police Quest, da mítica editora Sierra.
PoliceQuest foi uma saga de aventuras que marcaram a minha juventude ao fazer experimentar a rotina diária de um polícia, tal e qual víamos nas séries.
Manokone no Densetsu
Manokone no Densetsu, ou Legend of Manokon, como preferirem, é o regresso de KrappyGamez ao ZX Spectrum.
O jogo é inspirado em Zelda e foi desenvolvido com recurso ao Boriel ZX Basic. O objectivo é encontrar três armas que permitem derrotar os vários inimigos e aceder a mais áreas do labirinto para, no final, derrotar o chefe dos monstros.
Gráficos e música simples, como é habitual neste programador, mas com uma jogabilidade interessante, faz deste um trabalho a ver com mais atenção.
Poderão aqui descarregar Manokone no Densetsu.
terça-feira, 7 de abril de 2026
ATCHIM: Penalty para os Lagartos
O Miguel Cruz, eminente jurado do GOTY, quis provar que era possível faze um jogo para o ZX Spectrum apenas com recurso ao ChatGPT e sem grandes conhecimentos de programação. Assim, em apenas uma hora, criou ATCHIM: Penalty para os Lagartos.
Os nossos leitores estrangeiros devem estar a pensar o que Lagartos têm a ver com o futebol. Fazemos aqui o esclarecimento: lagarto é o nome jocoso pelo qual é conhecido o adepto do Sporting Clube de Portugal (e não de Lisboa, erro frequentemente conhecido por aqueles que pouco percebem de futebol). Mas nós, como adeptos do maior clube de Portugal e um dos maiores do Mundo, não nos importamos minimamente com isso. Pelo contrário, até vai dar sorte à nossa equipa, prestes a entrar em acção com o colosso Arsenal, do saudoso Gyo...
Brincadeiras à parte, o jogo, totalmente desenvolvido em BASIC (para já não se pode pedir mais ao ChatGPT), tem o seu interesse, especialmente quando jogado a dois. O objectivo é marcar golos, escolhendo uma de três locais possíveis para rematar à baliza, ou então, no desafio para dois jogadores, defender também o remate do adversário (mais uma vez escolhendo uma de três posições da bola na redes).
Venham aqui descarregar o jogo e desde já os nossos parabéns ao Miguel. Que seja também um incentivo para mais programadores nacionais desenvolverem os seus jogos. Apenas é necessário uma boa ideia. E, já agora, um nome de jogo mais feliz...
Depthwoven

Depthwoven traz o regresso de Raimis ao ZX Spectrum. O objectivo é encontrar a chave e a porta de saída das profundezas onde se encontra o nosso aventureiro, pelo meio tentando apanhar o máximo de tesouros possível.
O jogo é agradável, mas usa o "WASD" como escolha de teclas, o que é uma pena.
Podem aqui vir descarregar o jogo.
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Trign (MIA)
Nas cassetes do Manuel Lemos, encontrámos mais um interessante utilitário de matemática. Como as instruções indicam, calcula as funções trigonométricas, com base em determinado ângulo.
Poderão aqui descarregar o programa.
domingo, 5 de abril de 2026
Sir Fred
Nome: Sir Fred
Editora: Made in Spain
Autor: Carlos Granados Martinez, Paco Menendez, Fernando Rada Briega, Camilo Cela Elizagarate
Ano de lançamento: 1986
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48K
Descarga: Aqui
Passaram-se dois anos após o estrondoso sucesso de Fred, e os seus autores decidiram que impunha-se uma sequela. Eis então que a recém-formada Made in Spain, mais tarde renomeada Zigurat Software, lança em 1986 a tão ansiada continuação de Fred. No entanto, a história é agora completamente diferente, passando do período do antigo Egipto, para a era medieval.
Já lá iremos à história de Sir Fred, mas gostaríamos antes de dizer que se com Fred, as nossas (boas) memórias permaneceram inalteradas, não tendo o jogo envelhecido nem um bocadinho (e foi alvo de uma versão Deluxe muito recente), também as não tão boas memórias de Sir Fred foram confirmadas, quando 40 anos após o termos jogado pela primeira vez, lhe voltámos a pegar. Pouco mais conseguimos avançar do que na altura, mesmo com o apoio de um mapa detalhado e de gravarmos frequentemente a posição nos emuladores. A sua fraca jogabilidade e nível de dificuldade excessivo notam-se, talvez agora, mais do que nunca...
Vamos então à prometedora e (talvez demasiado) ambiciosa história de Sir Fred. Assim, numa época pacífica e tranquila, coisa rara nos tempos medievais (e também nos mais recentes), vivia no reino um bondoso Rei mais a sua filha, devidamente acompanhados de leais cavaleiros. No entanto, a formosa donzela foi raptada e aprisionada por um senhor malvado, de seu nome Sir Hugh D'unnyt. Infelizmente, os bravos cavaleiros do reino andavam todos por outras paragens, cabendo a sorte de tentar resgatar a donzela, não a um nobre cavaleiro, mas a um muito trapalhão, por sinal o único disponível. Enfim, o Rei teve que se socorrer daquilo que tinha à mão, cabendo a nós o papel de sermos os salvadores da pátria, mesmo que as chances não joguem a nosso favor.
Sir Fred começa nos terrenos circundantes do castelo e o primeiro problema é encontrar a forma de lá entrar. Já se sabe que os castelos, norma geral, são rodeados por um fosso anti-intrusos, e este tem a particularidade de ter piranhas. Não sabemos onde as foram buscar, mas o facto é que elas estão lá e temos que as conseguir evitar (já que acertar com uma pedrada numa piranha não será coisa fácil - se apanharmos as pedras que se encontram em determinado ponto do castelo, podem ser utilizadas para eliminar inimigos, activar alavancas, etc.).
Começam aqui os problemas... Nadar é tudo menos fácil, ainda por cima para um ligeiramente obeso e exageradamente trapalhão cavaleiro. A maior parte das vezes ficamos encalhados, sem conseguir avançar, tendo como consequência os nossos calcanhares serem mordidos pela piranha.
Outra das coisas que é difícil de dominar e á utilização das cordas. Sir Fred não é certamente nenhum Tarzan, e conseguir dar o impulso necessário à corda para se saltar para o ponto desejado, não só é extremamente difícil, como se torna um exercício frustrante passado muito pouco tempo. Ao final de várias tentativas, que tem geralmente como consequência uma queda e a respectiva perda de energia, o nosso cavaleiro fina devido a exaustão. Infelizmente, esta vertente mais técnica, em vez de contribuir para tornar a aventura mais rica, apenas a torna mais frustrante.
Além disso, temos também que contar com a inércia. Pressionando a tecla de caminhar, ao fim de alguns passos, Sir Fred desata a correr desenfreadamente. E é mesmo desenfreadamente, pois não trava imediatamente (temos que contar com a inércia, é natural), e geralmente vai contra alguma peça do cenário, levando a que se perca mais alguma energia.
Como se não fosse pouco, Sir Fred tem ainda que contar com inúmeros inimigos, cujo toque é geralmente fatal. Claro que sempre pode usar as pedras ou outro tipo de armas que encontre pelo caminho, como o arco e flechas ou a espada (atenção que cada arma é destinada a um inimigo específico), no entanto, é parca ajuda para todas as dificuldades que vai encontrar. Isto tudo para dizer, então, que Sir Fred é tão ou mais difícil (e frustrante) que Abu Simbel Profanation, por exemplo.
Mas Sir Fred, apesar da fraca jogabilidade, maioritariamente pelas razões acima descritas, também tem pontos positivos. Assim, o castelo é quase um "open world", no qual podemos ir explorando livremente todas as salas, geralmente com várias formas de acesso. Aliás, para se entrar no castelo existem também várias formas, dependendo dos objectos que consigamos apanhar. Estes vão variando de local, tal como o local onde a princesa se encontra encarcerada. Para se ter uma noção, existem 58 combinações diferentes de locais dos objectos e a princesa poderá estar em sete diferentes salas, sendo que muito dificilmente encontramos dois jogos iguais. Mas isso também quer dizer que o próprio nível de dificuldade do jogo, por norma já muito elevado, pode torná-lo praticamente impossível, consoante a combinação inicial. Por outro lado, se a fortuna nos sorrir, até é possível terminar o jogo de forma bastante rápida, sem sequer se ter que passar pela maior parte das salas do castelo, apesar das instruções referirem que se tem que resolver a aventura toda para se conseguir ter sucesso. Será algum bug?
Convém também explorar tudo muito bem. Existem passagens secretas (nos armários, por exemplo), e por vezes, determinadas acções têm consequências que não se imaginariam inicialmente, como por exemplo, tentar subir pelos cortinados. Ah, e convém também ir apanhando as chaves de acesso a determinadas salas, mas tendo sempre em conta que apenas podemos carregar quatro objectos em simultâneo, e que não se deve descurar ter armas à mão. Decisões, decisões...
No final de tudo, a sensação que fica de Sir Fred é de alguma frustração. Entendemos que algumas pessoas não concordem com a nossa opinião, que adorem o jogo, e que o terminem ao pé coxinho, no entanto, temos o pressentimento que a maioria não achará a tarefa assim tão simples e motivadora. É, portanto, um jogo que não gera muito consenso (aliás, basta ver a pontuação na Spectrum Computing), e que, no nosso entender, se perdeu uma oportunidade de estar perante um clássico. Tivessem os seus autores um pouco mais de cuidado com certos pormenores e tornassem a tarefa um tudo nada menos impossível, e talvez Sir Fred atingisse outros vôos.
Logicamente a pontuação de Sir Fred é influenciada pela sua fraca jogabilidade. No entanto, algo nos diz que o cavaleiro trapalhão vai acertar o passo no terceiro episódio da série, que deverá estar prestes por aí a rebentar.










































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