Nome: The Rivenor Relic
Editora: NA
Autor: EdD
Ano de lançamento: 2026
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 128K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui
EdD andava ausente do mundo do ZX Spectrum desde 2024, mais precisamente desde que lançou Mijadore 2: the Key, uma subestimada aventura, que por uma unha negra não alcançou o top 10 do GOTY desse ano. Agora, e enquanto não chega a esperada sequela, foi lançado The Rivenor Relic, uma aventura de plataformas muito bem construída, como é apanágio deste programador, e que nos cativa do início ao fim. Tem talvez um elemento um pouco menos exploratório que os anteriores trabalhos de EdD, no entanto, não faltam os mistérios, passagens secretas, objectos para recolher com diversos usos, e que tornam este jogo muito mais que um mero platformer.
A história é também um pouco mais tradicionalista e está esplendidamente ilustrada na página do jogo, onde não falta a recriação das páginas do jornal The World Panic Post, no qual é descrita uma inquietante descoberta no monte Everest. Falamos da relíquia Rivenor, hoje em dia um mito relatado pelas antigas civilizações tibetanas.
Reza então a história que a fantástica relíquia guardava as quatro Chaves do Caos: as folhas mestras de um templo nas profundezas da sua cripta. Cabe agora a nós, na pele da aventureira Avril, desvendar o mistério.
Quando o jogo inicia, surge um ecrã com algumas indicações muito úteis para quem quer levar a aventura até ao fim e não tem paciência para ler as instruções. Ficamos assim a saber que as fogueiras permitem aquecer as nossas roupas e o corpo, tornando-se fundamental saber onde se encontra a mais próxima, como iremos ver mais à frente, pois abaixo dos 28º entramos em hipotermia. Por outro lado, a roupa húmida reduz rapidamente o nosso calor corporal (a roupa molha-se quando entramos em contacto com a água). Além disso, o gelo reduz o atrito e torna-se mais difícil controlar os saltos. Finalmente, o escudo revela o nosso nível de defesa térmica, que vai melhorando à medida que vamos encontrando roupas quentes. Acrescentamos também mais uma dica, que embora não venha referida neste ecrã inicial, convém saber: o ícone que se parece com uma flecha a apontar para cima indica a velocidade a que conseguimos subir as escadas. Parece não ser assim tão importante, mas a verdade é que, como também iremos ver mais à frente, convém estar no nível máximo.
Passado este ecrã inicial meramente informativo, inicia-se o jogo propriamente dito. Encontramo-nos sentados junto a uma fogueira e a nossa temperatura corporal encontra-se no máximo, ou seja, nos 37º. É esta a única forma que temos de nos aquecer, isto é, aninhando-nos junto à fogueira. Mas com cuidado, pois não é preciso dizer o que acontece quando entramos em contacto com o fogo, pois não? Além disso, sempre que entramos em contacto com algum inimigo ou nos molhamos, a nossa temperatura ressente-se. No nível mais fácil baixa menos rapidamente que no nível mais difícil, como seria de esperar.
No quadro referido anteriormente existem também dois objectos que podem ser apanhados e que têm funções óbvias. Os auscultadores permitem ouvirmos uma música ambiente ao longo do aventura. Se não o apanharmos, teremos apenas os sons normais de quando caminhamos, batemos contra os inimigos, saltamos, etc.. Quanto ao segundo, a caveira, coisa boa não indicia. E se têm dúvidas sobre o seu efeito, voltem a ler o parágrafo anterior na parte que referimos o nível de dificuldade...
Os cenários criados por EdD são magníficos, um pouco à imagem daquilo que acontecia nos seus anteriores trabalhos. Muito pormenorizados, foram pensados demoradamente para não existirem becos sem saída ou plataformas inalcançáveis. Algumas zonas estão fechadas, sendo necessário ir um pouco mais à frente (neste caso, abaixo - não se esqueçam que estamos a descer uma montanha), e apanhar-se as chaves que desbloqueiam o caminho. Mas regra geral, tirando uma passagem secreta que apenas será visível para quem esteja com atenção ao mapa que surge quando se perde todas as vidas (ou se termina o jogo), o restante caminho é bastante imediato (nota-se aqui alguma diferença em relação à saga Mijadore, na qual andávamos para a frente e para trás com muita frequência).
Os apetrechos que se podem apanhar ao longo do caminho, normalmente estão em pontos também de mais difícil acesso. Não obstante, é conveniente que seja apanhados. E isso tem uma razão muito válida, pois perto do final do jogo, teremos necessariamente que nos molharmos para alcançar certos pontos. Se não estivermos devidamente protegidos, não conseguiremos chegar a tempo da fogueira mais próxima para aumentarmos a temperatura corporal. Veem agora quão engenhoso é o sistema de "vidas" criado por EdD? É por pormenores deliciosos como este que os seus jogos sobressaem relativamente à ampla oferta de platformers e aventuras criados com motores como o AGD, ZXGM ou MK1...
O jogo tem também dois finais. Um mais incompleto, mas para conseguirem atingir os 100%, é necessário estar com muita atenção aos cenários. E já agora, também ao que fomos dizendo nesta review.
Assim, é inegável que The Rivenor Relic é mais um estupendo jogo de EdD e que gostámos muito. Será que é desta que vai fazer parte do top 10 do GOTY? Veremos... Entretanto, podem vir aqui descarregar o jogo e dar a vossa contribuição a este programador. Ah, e não se esqueçam também de descarregar a versão Portuguesa e de ver Javi Ortiz a mostrar como se joga (aqui)...













































