segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Unhallowed


Nome: Unhallowed
Editora: NA
Autor:  Blerkotron
Ano de lançamento: 2018
Género: Aventura de Texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Aquilo que se pretendia que fosse uma mini-aventura, rapidamente se tornou num dos melhores jogos do género. Estamos a falar de Unhallowed, a brincadeira que Blerkotron criou para a Noite das Bruxas. E são várias as razões para a considerarmos como sendo uma aventura brilhante, mas vamos conhecer primeiro um pouco da história.

É noite de Haloween e regressamos a casa depois de um árduo dia de trabalho. Estamos cansados, esfomeados e tudo o que queremos é encomendar uma pizza e descansar o cérebro em frente à TV. No entanto, assim que abrimos a porta de casa e tentamos encomendar a pizza, ficamos sem rede móvel, sentimos uma sensação estranha e um arrepio na espinha, e tudo começa a dar para o torto...

Começamos então uma aventura fantasmagórica, muito apropriada à temática da altura, e que nos leva a uma dimensão paralela, na qual além de termos que destruir um livro amaldiçoado e salvar a nossa pele, temos também que salvar um amoroso gato preto, adequadamente chamado de Shadow.


Mas em que é que esta aventura se destinge das restantes? Em primeiro lugar a própria história. Tremendamente bem construída, com textos brilhantes, e que vão dando todas as pistas que precisamos para avançar no jogo. Usa mesmo um sistema de três cores, em que as palavras amarelas indicam objectos com alguma funcionalidade que não podemos carregar, turquesa para objectos que podemos carregar e verde para possíveis saídas. Ou seja, não temos que andar a examinar dezenas de objectos inúteis, que apenas nos fazem perder tempo, tudo o que necessitamos está à nossa vista.

Em segundo lugar, não há aqui mortes súbitas nem nada que se pareça. Ou terminam a aventura, ou não a terminam, ponto. Escusam assim de andar a gravar constantemente o jogo, com medo de perder tudo o que já fizeram. No entanto encontrámos uma "brecha": quando tentamos salvar Shadow e entramos no escritório, se não levarmos a faca connosco já não conseguimos sair de lá, muito menos salvar o felino. Entretanto comunicámo-la ao programador, que prontamente a corrigiu.

Outro ponto que gostámos bastante, o vocabulário. Apenas com uma dúzia de verbos conseguimos fazer tudo ("get"/"take", "examine", "use", "give", "open", "close", "push", "pull"). E poderemos usar abreviaturas  para nos movimentarmos, pois estando dentro de uma casa (ou de duas, se contarmos com a outra dimensão), não necessitamos de coordenadas geográficas, apenas de indicar para que quartos queremos ir. Se quisermos utilizar palavras compostas, apenas necessitamos de "use" e "with".


Por fim, a cereja no topo do bolo: sendo nós amantes dos animais, a própria aventura tem uma parte bastante pedagógica. Não conseguiremos chegar ao fim se não levarmos connosco Shadow, ou seja, o programador dá tanta importância ao gato, como à nossa personagem. Um toque extra de classe...

Unhllowed não tem gráficos e nem necessita. A história é envolvente e conseguimos perfeitamente imaginar cada uma das divisões da casa, seja a da nossa dimensão, seja a da dimensão paralela. Os puzzles são também lógicos e se explorarmos devidamente todos os locais, daremos mais cedo ou mais tarde com a solução.

Com tudo isso, não poderíamos dar outro veredicto que não seja o de Mega Jogo. Sejam ou não fãs deste género de jogos, façam um favor a vocês próprios e corram a vir aqui buscar Unhallowed, não vão descansar enquanto não resolverem o mistério e salvarem a vossa pele (e a de Shadow).

domingo, 11 de novembro de 2018

Maze Death Rally-X


Nome: Maze Death Rally-X
Editora: NA
Autor: Tomdd
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Não costumamos fazer a análise de jogos que não estejam numa versão final, mas vamos aqui abrir uma excepção, uma vez que o seu autor é o próprio a referir que esta versão já está a 99,9%. E depois porque estamos aqui perante um grandiosos jogo. Com tamanha simplicidade e jogabilidade, nos tempos mais recentes apenas nos lembramos de Terrapins, jogo com o qual até tem algumas semelhanças.

Maze Death Rally-X entra na competição ZX-DEV-MIA-Remakes, uma vez que estamos perante um remake de Maze Death Race, um dos mais carismáticos jogos dos primeiros tempos do Spectrum, lançado em 1983 pela PSS. Quem passou por aquele período certamente se lembra da tensão que sofríamos ao andar a fugir aos inimigos, à cata das bandeirinha, sempre à espera de ir contra um qualquer obstáculo. E não só este remake recria na perfeição o ambiente do jogo original, como consegue superá-lo.


São 16, os diferentes níveis incluídos neste jogo. Em cada um deles temos que apanhar as dez bandeiras que são distribuídas pelo cenário. No mapa do lado direito conseguimos ver a disposição das mesmas, e é fundamental para se conseguir traçar o caminho a fazer. Mas a acção é frenética e, ou estamos com atenção ao mapa, que também mostra a disposição dos carros perseguidores, ou à estrada. O problema é que não temos só que nos preocuparmos com os outros carros, a obstruir o caminho encontram-se também rochas, e se vamos contra elas, perde-se uma vida. É caso para dizer, temos que estar com um olho no burro e outro no cigano...

A IA dos carros perseguidores é bastante razoável (melhor que a do jogo de arcada que deu origem ao original no Spectrum), contribuindo para aumentar a dificuldade do jogo. Não obstante, é fundamental conseguirmos fazer com que esses fiquem bloqueados em alguns pontos deste labirinto, ganhando-se assim espaço suficiente para se conseguir procurar as bandeiras com um mínimo de sossego. Quando os perseguidores começam a estar demasiado perto do nosso carro, só temos uma coisa a fazer, mandar-lhes com uma nuvem de óleo para cima, fazendo-lhe desacelerar a marcha. Mas atenção que apenas podemos fazer isso um número limitado de vezes.


A cada três níveis temos um desafio um pouco diferente (mudando-se depois o cenário). Assim, temos à mesma que apanhar as bandeiras, mas os carros perseguidores estão parados até que nos falte o combustível. É bom para fazer pontos, até porque estes concedem vidas extra, fundamentais para se poder avançar para os níveis superiores.

Quando completarmos o décimo sexto nível, as dificuldades aumentam substancialmente. Até ai, apenas o número de carros perseguidores e rochas vão aumentando à medida que vamos passando os níveis. No décimo sétimo, os carros perseguidores já não se deslocam à nossa velocidade, mas a vez e meia. E se conseguirmos completar mais uma série de dezasseis níveis, ai a dificuldade é máxima, sempre com o número de carros perseguidores, velocidade e rochas no limite. Verdadeiramente alucinante, não é?

Apesar de ter um conceito muito simples, gráficos pouco mais que básicos, este é dos melhores jogos de arcada que tivemos o privilégio de experimentar nos últimos tempos. Tremendamente viciante, capaz de nos levar à loucura, mas que tem aquele toque mágico dos primeiros jogos que apareceram para o Spectrum. E que grande dose de nostalgia, que Maze Death Rally-X nos traz...

É gratuito e é um jogão. É vir aqui descarregar antes que fuja. Fiquem também com atenção ao fórum ZX-Dev, pois é provável que o jogo possa ainda ter alguns melhoramentos, com base no feedback dado pelos utilizadores.

Old Tower


Nome: Old Tower
Editora: Retrosouls Team
Autor: Denis Grachev
Ano de lançamento: 2018
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Da mente brilhante de Denis Grachev, responsável por pérolas como Alter Ego, Gravibots, Sector: Invasion ou Tourmaline, este tendo sido considerado por nós como o 4º melhor jogo de 2016, saiu agora um novo quebra-cabeças muito ao seu estilo, inspirado em Tomb of the Mask, de Playgendary, sendo o primeiro jogo a ser finalizado para a competição ZX-DEV-MIA-Remakes.

Os jogos de Denis têm sempre algumas características que identificam logo o seu autor. Os sprites muito pequenos e coloridos, uma velocidade impressionante, e alguns elementos inovadores que atraem a atenção de todos. Old Tower não destoa e apresenta-se como sendo o primeiro multicolor scroller a aparecer para o Spectrum. Fica também um aviso, para poderem ver todas as potencialidades deste sistema, e se jogarem num emulador, este deve possuir essa funcionalidade activada (Spectaculator, por exemplo), tendo ainda em conta que apenas com o movimento se consegue ver na plenitude todas as suas vantagens.


Quanto ao jogo em si, este, apesar de ser muito simples nos objectivos, esconde uma grande complexidade, tal como todos os bons quebra-cabeças o fazem. Assumem então a pele de um pequeno explorador, que tem que recolher todos os tesouros, única forma de desbloquear o portal de saída para o nível seguinte.

A maior parte dos níveis são imediatos, isto é, consegue-se com um pouco de destreza evitar as armadilhas e os inimigos, chegando aos pontos onde se recolhem os tesouros. Esses incluem morcegos fatais ao toque, canhões que disparam lasers e picos nas paredes. Como o explorador não consegue travar o seu movimento, apenas pára quando atinge um objecto sólido, temporizar o momento em que este é "lançado" é fulcral.


No entanto, alguns níveis não são imediatos. Por vezes é necessário convocar o "alter-ego" desse explorador, única forma de chegar a novas partes do cenário. E outras vezes, ainda, é necessário trabalhar-se em conjunto para se conseguir chegar aos tesouros ou  à porta de saída, que aparentemente parecem estar fora do seu alcance. Colocar o explorador num local estratégico vai permitir que o seu sócia possa ir até ele, travando o movimento no ponto exacto para poder chegar aos tesouros.

Existem ainda blocos que desaparecem ou se solidificam quando tocados, e que são também fundamentais para se consegui atingir alguns pontos do cenário. Muito pensamento lateral é necessário e aconselhamos a antes de iniciarem a busca pelos tesouros, pelo menos nos cenários mais complexos, a estudarem muito bem o ecrã. Doutra forma poderão ficar bloqueados e não têm outra hipótese senão recomeçar o nível, agora com menos uma vida.


Tal como habitual nos jogos de Denis, existe grande rapidez de acção e os movimentos são extremamente fluídos. Mas os sprites, sendo muito pequenos, associados a tanta cor, por vezes provocam alguma confusão, em especial quando se pretende ver objectos mais pequenos como os lasers. Se o multicolor scroller não estiver activado, de alguma forma esse problema diminui, mas é uma pena não se aproveitar as potencialidades do sistema.

De qualquer forma, este é um jogo que os puzzlers vão adorar. Se alguma lacuna temos a apontar é o facto de não ter tantos níveis que permitam aqui passar muito mais horas. É que os desafios são estimulantes, o jogo está muito bem implementado e dá sempre vontade de tentar ver o que se esconde no nível seguinte.

Old Tower é gratuito, podendo aqui ser obtido, mas o programador também aceita donativos, o que diga-se, não é mais que justo tendo em conta todo o esforço dedicado a este jogo.

sábado, 10 de novembro de 2018

Doce Lar walkthrough


Ainda agora partilhámos o Doce Lar e o nosso colega Pedro Pimenta já mostra como se faz. Tentem então bater o seu recorde, aproveitando os truques que ele vai mostrando ao longo da sua caminhada...

Doce Lar (MIA)


Doce Lar era um dos jogos mais apetecíveis da Astor que ainda procurávamos. E agora, graças ao Afonso Gageiro, conseguimos recuperar mais um jogo.

Tendo em conta que o jogo foi lançado em 1985, não fica atrás de muitas coisa que se fazia na altura. Apesar de ter um conceito muito simples, os gráficos tipo cartoon, e uma jogabilidade razoável fazem deste um programa que poderia ter alcançado outros vôos.

Mas não pensem que por ser simples, é fácil. Pelo contrário, é bastante difícil, e para se passar o nível 3 vão ter que suar muito. Até porque, e aqui reside uma das poucas lacunas do jogo, para conseguirem passar de patamar para patamar, têm que estar perfeitamente alinhados com as escadas, doutra forma ficam a "patinar".

Vamos lá ver então quem consegue a maior pontuação. Para isso podem vir aqui descarregar o jogo e restante material, incluindo uma capa com as cores corrigidas, feita pelo próprio Afonso.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

A Capital: POKES & DICAS - Meses 12/1985 e 01/1986

Como prometido começa hoje (e durante as próximas sextas-feiras pelas 18h30), a colocação online de toda a informação, que recebemos, referente aos arquivos da rubrica Pokes & Dicas, do jornal A Capital.


Após analisarmos minuciosamente os arquivos reparamos que há algumas semanas em falta, e que algumas temáticas estão cortadas, devido ao foco do coleccionador ser voltado para o ZX Spectrum. Mesmo assim decidimos deixar alguns artigos digitalizados, mesmo que incompletos, por questões históricas e de preservação, na esperança de encontrar o que falta num futuro próximo. Esperamos que seja do vosso agrado.

Hoje poderão ler aqui as seguintes semanas:
  • 06/12/1985
  • 13/12/1985
  • 20/12/1985
  • 03/01/1986
  • 17/01/1986
  • 24/01/1986
  • 31/01/1986

Old Tower lançado


E acabou de ser lançado Old Tower, o novo jogo de Denis Grachev. Segundo o próprio, é o primeiro multicolor scroller a aparecer para o ZX Spectrum. Bom aspecto tem, diga-se desde já...

Vamos agora pegar nele e fica prometida uma review para breve. Mas podem já ir experimentando o jogo, descarregando-o aqui.

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Recuperado jogo russo: Cтена


Ralf recuperou mais um MIA, e este bastante bom, por sinal. Cтена, ou Parede, se quiserem fazer a tradução  do russo para português, é, tal como o nome indica, mais um clone do popular Breakout. Tem bastantes add-ons, tal como Batty e Arkanoid, um música um pouco repetitiva, muita cor e boa jogabilidade, embora seja tão ou mais difícil que os jogos onde se baseia.

Estava perdido até agora, mas vale a pena darem uma espreitadela, quem gosta do género vai adorar. Poderão aqui descarregar o jogo.

Nota: entretanto através do Mário Viegas descobrimos que este jogo é, nada mais, nada menos, que Pulsoids, lançado em 1988 pela Mastertronic, e que pelos vistos foi "traduzido" para russo...

Planet Survival


O segundo jogo a aparecer recentemente no Crap Games Competition 2018, apesar de ser em Basic e muito simples, de "crap" não tem nada. Faz lembrar também alguns do jogos dos primeiros tempos do Spectrum, mas altamente viciantes.

O objectivo é muito simples, caímos num planeta inóspito e temos que arranjar 10 galões de combustível para podermos escapar. O problema é que para obtermos o precioso combustível, temos que arranjar ferro, que por sua vez pode ser convertido em combustível ou em oxigénio. Ou seja, os recursos dependem uns dos outros e de cada vez que seleccionamos uma opção para se obter um deles, os restantes (oxigénio, água e comida baixam uma unidade). Se chegarem a 0, é a morte do artista. Há assim que encontrar o equilíbrio para se manter em alta todos os recursos.

Se pensam que é um exercício fácil, então venham aqui experimentar e depois falamos...

Começou a produção das placas do Next


Mike Cadwallader acabou de informar que a produção das placas (mainboards e daughterboards) recomeçou, desta vez para serem colocadas no Next, versão com case. Mas ainda falta iniciar a produção das próprias cases e dos teclados, que está um pouco mais atrasado. Será que o Next ainda vem a tempo do Natal? Vamos torcer para que tudo corra bem nesta fase...

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Matemática 3 (MIA)


Matemática 3 é mais um pequeno utilitário enviado pelo Jose Manuel, do El Trastero del Spectrum. Faz parte de uma colecção de pequenos programas educativos, dos quais já antes havíamos disponibilizado Francês. Em breve iremos também disponibilizar outro desta colecção, mas até lá poderão aqui descarregar estes exercícios de Matemática (estudar assim até tem mais prazer).

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Maze Death Rally-X (demo)


Há assim coincidências... No dia em que o Afonso Gageiro preservou e nos enviou o jogo onde se baseia esta conversão, na versão portuguesa da Timex (Labirinto da Morte), e que será mais tarde disponibilizada pelos nossos leitores, foi também disponibilizada uma demo de um dos candidatos a vencer a competição ZX-DEV-MIA-Remakes, Maze Death Rally-X.

Já experimentámos a demo e o que desde logo se nota é uma jogabilidade tão boa ou melhor que o original. E também dá para ver que está muito perto de uma versão final, faltando agora serem criados mais três labirintos, a redefinição de teclas, correcção de alguns bugs e outros pequenos pormenores.

Faremos uma análise completa quando o jogo for lançado, até lá podem ir experimentando a demo, podendo aqui ser descarregada.

Panic City


Com tanta novidade a surgir ao mesmo tempo, até nos esquecemos que a Crap Games Competition 2018 ainda não terminou e de vez em quando vão surgindo novos jogos, se é que a alguns deles se possa chamar isso. De qualquer forma Pixel Perfeito não deixa que nos esqueçamos que a competição continua aberta.

Apareceram então dois novos programas em Basic, o primeiro deles, Panic City, que já experimentámos e que até tem uma introdução catita, a lembrar-nos que estamos perante uma invasão alienígena. Depois vão directos para um ecã, a fazer lembrar alguns de programas que apareceram em 1982, e têm que alcançar o inimigo, carregando de vez em quando a arma. E assim por diante até a energia terminar.

O jogo tem alguns bugs, permitindo até entrar facilmente na listagem Basic. Pode ser uma boa oportunidade para se estudar o código e até se conseguir melhorar o jogo. Quem o quiser experimentar, pode vir aqui descarregar.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

The Spectrum Show: issue 23


Já está no ar o imperdível magazine de Paul Jenkinson em formato pdf. Número 23, agora, com temas para todos os gostos. Podem aqui vir descarregar gratuitamente o novo número.

Recuperadas as instruções de Ataque


E o Afonso Gageiro continua a enviar-nos autênticas preciosidades. Desta vez permitiu-nos completar Ataque, a conversão de Penetrator feita pela Timex. São seis pequenas páginas, no formato habitual mini da Timex, mas que enquadra perfeitamente o jogador.

Assim, poderão ir agora à dropbox completar o jogo (aqui). Entretanto, aos poucos iremos metendo o restante material que o Afonso nos tem mandado. Esperem por boas novidades mais para 2019, até lá temos a agenda completamente preenchida com 2 MIA's por semana...

domingo, 4 de novembro de 2018

Tumba do Faraó (MIA)


Tumba do Faraó foi mais um jogo que o Rui Cunha nos emprestou e que se encontra agora devidamente preservado. É uma conversão directa para a nossa língua do clássico Tutankhamun, lançado em 1983 pela praticamente desconhecida Micromania. Mas não deixou de ser um jogo amplamente divulgado na altura, aparecendo inclusive em algumas compilações.

Entretanto, o Afonso Gageiro conseguiu também chegar às instruções que acompanham o jogo, e que faltava na versão do Rui Cunha, tendo-nos enviado as mesmas e que também aqui deixamos, ficando assim esta edição da Timex completa.

Desde já se deixa um alerta, os emuladores normais não lêem este ficheiro, irão necessitar de um que suporte o TC 2068 (Eightyone, por exemplo), ou então jogar no computador real, claro.

Fica aqui a ligação para poder ser descarregado.

sábado, 3 de novembro de 2018

Montana Mike


Nome: Montana Mike
Editora: Software Amusements
Autor: Adrian Cummings
Ano de lançamento: 2018
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

Abram alas, Indiana Jones está de volta!!! Bem, não é o Indiana Jones mas anda muito perto, é Montana Mike, o novo herói criado por Adrian Cummings, que continua imparável na sua missão de laçar jogos para o Next.

Depois de Dungeonette e de DeltaStar Earth Defence, Adrian muda radicalmente o género de jogo. Não esperem encontrar por aqui os labirintos à la Atic Atac, ou o "tiro neles" de Galaxians, o que nos é apresentado é uma aventura de arcada, com muitas plataformas à mistura, a fazer lembrar, e muito, Rick Dangerous, mas sem o excessivo grau de dificuldade deste.

Também já antes dissemos, não interessa se a história é pouco original ou se copia a fórmula de outros, o que interessa é se o jogo é bom e se nos diverte. E podem crer que Montana Mike acerta na mouche. Mas vamos então à história da nova aventura de Indiana Jones, isto é, Montana Mike. Ou apenas Mike. É que passámos tanto tempo a tentar acabar o jogo (e conseguimos), que Mike já é como se fosse família e tratamo-lo por "tu".

Assim, este intrépido herói anda à volta do mundo à cata de tesouros para o museu do seu pai. Ao longo de quatro pontos no globo (México, Egipto, Londres e China), tem que recolher, em cada um deles, cinco objectos valiosos, pelo que só então poderá regressar a casa em segurança. Cada ponto corresponde a um nível e só se avança para o seguinte, exactamente quando se obtém o quinto objecto (não é necessário visitar todos os cenários, mas não o deixem de fazer).


A aventura começa no México, e como seria de esperar Mike tem que entrar nas ruínas de um templo asteca. Estas estão recheadas de perigos e armadilhas. Convém não só que Mike tome muita atenção onde pisa, pois nem todo o chão é estável, mas também ao que se encontra no tecto, não vá este cair-lhe em cima.

Para ajudar Mike, existe o seu fiel chicote, sendo uma das formas de eliminar os restantes seres que povoam os cenários. Mas é necessário algum cuidado, pois se deixa os inimigos aproximarem-se demais, esta arma deixa de ser eficaz. Em alguns pontos do cenário encontra-se uma seis tiros, bastante mais eficaz para lidar com os inimigos, mas há que usá-la apenas quando necessário, pois as munições são parcas.


Depois do México, segue-se o Egipto. Naturalmente que os cenários mudam, e Mike encontra-se agora nas catacumbas de Ra. Em vez de encontrar cobras e lagartos, vai encontrar besouros e outros seres típicos do Antigo Egipto. Só faltam as múmias, mas ainda bem, pois o jogo já é difícil o suficiente sem mais estes seres.

Nem tudo é imediato e há que decifrar também alguns enigmas, como o do ecrã abaixo. Não vos vamos dizer como fazer com que a escada desça e permita a Mike atingir o piso superior, no entanto um conselho deixamos: explorem muito bem todo o cenário, até os pontos mais recônditos. Nunca se sabe quando escondem algo...


De seguida a Europa. Os lúgubres subterrâneos de Londres são o poiso do terceiro nível. Ratos e muito material radioactivo é comum por esses lados. Assim como uns estranhos seres, provavelmente alguma mutação genética resultante de todo o lixo depositado nesse local. Não nos vamos esquecer, da próxima vez que visitarmos Londres não vamos andar de metro...

Os desafios não diferem muito dos restantes níveis, e mesmo o grau de dificuldade é consistente com o dos dois primeiros. No entanto, o cenário é aqui mais labiríntico, pelo que traçar um mapa poderá ser uma boa ideia (cada nível tem cerca de cinquenta ecrãs).


E se tudo correr bem e forem um ás do chicote, entram então no Palácio de Ming, na China. Diferentes inimigos, diferentes obstáculos, mas a mecânica de jogo mantém-se. Muito salto, muito estalar do chicote e muito recomeçar do início de cada nível. Uma grande vantagem é que de cada vez que se perde todas as vidas, recomeça-se no início desse nível, não tendo que se repetir todo o caminho. Até aqui Montana Mike ganha pontos relativamente à concorrência.

Outra vantagem em relação a outros jogos do género, com Rick Dangerous à cabeça, é que se estiverem com atenção aos cenários conseguem detectar os perigos que se escondem. Isso torna o desafio bastante mais justo, se bem que continue a haver uma boa dose de frustração de cada vez que se perde a vida dez vezes seguidas no mesmo local.


Como já perceberam, gostámos muito de Montana Mike. Apesar de ser um desafio difícil, o que se nota é que tem uma curva de experiência muito ajustada. De cada vez que iniciam o jogo, vão um pouco mais à frente. Não foi assim de espantar que tenha sido no México onde perdemos mais tempo, tendo o último nível sido terminado num tiro, pois já tínhamos interiorizado as manhas todas dos anteriores.

Gráficos bastante bons, o sprite de Mike é um mimo, cenários muito imaginativos e som agradável, contribuem para uma experiência muito gratificante. Sem dúvida alguma que este é um jogo aconselhado a todos os fãs do género.

Montana Mike pode ser adquirido na página da Software Amusements a partir de 9 de Novembro. Se optarem pela versão digital, esta tem um custo de £ 4.99. Se forem para a versão física, são £ 9.99, mas incluí alguns extras, como um belíssimo mapa do primeiro nível.

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Power Blade a avançar


Em Maio passado demos conta de mais um blockbuster a caminho, Power Blade. E o jogo não ficou parado, muito pelo contrário, avançou bastante e bem, a avaliar por um dos vídeos já disponibilizados.

Não há qualquer dúvida que Sanchez vai-nos trazer mais um vencedor, depois dos belíssimos Castlevania e Mighty Final Fight. E vai ser um sério concorrente a jogo do ano, presumindo que é lançado ainda em 2018, claro.  Até lá, deliciem-se com o vídeo...

Capa de Sinais de Trânsito


Sinais de Trânsito era um dos poucos programas da Astor que estavam (e continuam a estar) preservados nas página da Spectrum Computing e World of Spectrum. No entanto faltava a capa. E foi isso que o Afonso Gageiro nos enviou, respondendo ao nosso repto, e que pode agora aqui ser descarregada.

Aliás, o Afonso vai fazer mais, vai-nos emprestar um enorme lote de cassetes contendo muitos MIA's, uma boa parte deles da Astor. A pouco e pouco estamos a completar e disponibilizar para a comunidade o catálogo da mais importante software house portuguesa dos anos 80.

Continuem assim a seguir o blogue, mais tarde ou mais cedo, os programas da foto seguinte vão começar a aparecer...

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Astronaut Labyrinth


Nome: Astronaut Labyrinth
Editora: NA
Autor: Jaime Grilo
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Zukinox já tem um sucessor à altura: Astronaut Labyrinth, o novo jogo de Jaime Grilo. Isto porque esta nova aventura, em tudo, nos fez lembrar aquele que até agora considerávamos como sendo o melhor jogo deste programador nacional. Até agora...

A história é muito sucinta, encontramo-nos dentro de um labirinto com formato humano e temos que procurar as seis partes de um desenho. Depois de termos o desenho concluído, temos que ir à busca da chave que nos permite tele-transportar para outras partes do labirinto, inacessíveis doutra forma. E ainda teremos depois uma última tarefa, derrotar o guardião da bateria, que nos vai permitir finalmente escapar.


Em termos de mecânica de jogo aparenta ao já referido Zukinox. Existem objecto para serem encontrados, que terão que ser levados à vez para um ponto central, existem diferentes inimigos, que consoante a cor, serão mais ou menos perigosos. Os azuis claros são eliminados ao primeiro tiro, embora reapareçam imediatamente, os amarelos sugam-nos um pouco da nossa energia, à boa maneira de Zukinox, e finalmente os vermelhos são fatais ao toque. Existem ainda algumas armadilhas a fazer lembrar a famosa prensa da série Monty, isto é, movem-nos, ou esmagam-nos antes dizendo, de forma aleatória.

Por fim, após encontrarmos a chave de acesso que nos permite usar os tele-transportadores, vamos parar a uma sala com o guardião da bateria. Este requer vários tiros até ser eliminado, e só então podemos obter a bateria que deverá ser levada para a sala inicial.


Relativamente a anteriores jogos do Jaime Grilo, todos criados com o Arcade Game Designer, com as limitações que são bem conhecidas, nomeadamente em termos de memória, nota-se uma boa evolução em vários parâmetros. Assim, este tem vindo a aprimorar a vertente gráfica, e quer os sprites, quer os cenários, são agora mais atractivos.

Mas onde notámos maiores diferenças foi mesmo ao nível do equilibro do nível de dificuldade. Algumas das suas aventuras iniciais eram demasiado fáceis. Em Astronaut Labyrinth, parece-nos que foi encontrado o equilíbrio que permite que o jogo seja difícil q.b., não se tornando frustrante, e tendo aquele toque de "vamos lá tentar mais uma vez", característica dos bons jogos. Dai que a jogabilidade, na nossa opinião, seja excelente.

A música, como é habitual nos seus jogos é excelente, e também gostaríamos de destacar o loading screen, da autoria do mestre Andy Green, baseado na imagem original de Starder (em cima).

Astronaut Labyrinth é então um mimo, e se Jaime continuar a evoluir desta forma, em breve irá ter o seu primeiro galardão de Mega Jogo. Poderão também vir aqui descarregar o seu jogo.

Mais duas propostas para a competição ZX-DEV-MIA-Remakes


A primeira delas é da autoria de Manu e é muito adequada a este período, uma vez que se propõe a fazer uma nova versão de Cauldron, clássico lançado pela Palace em 1985 e que deu origem no ano seguinte a uma sequela bastante melhor, na nossa opinião.

Esperemos que Manu consiga acabar o jogo a tempo de entrar na competição. Pode assim ser que finalmente venhamos a ter uma versão um pouco mais jogável de Cauldron, já que a original nunca nos encheu as medidas, confessamos.

O segundo dos jogos a ser proposto é do nosso bem conhecido Errazking, que nos últimos tempos lançou três jogos criados com o motor 3D Game Maker: Doctor Who, Deep BlueAbu Sinver Propagation. Desta vez vai ser criado com o Platform Game Designer e é um remake de Escape from The Sewers, jogo de 2015. Será este um projecto demasiado ambicioso? Veremos...

Poderão aqui acompanhar as novidades deste prestigiada competição.