sábado, 31 de outubro de 2026

Le Llamaban El Pollito: The Legend of the Little Chicken


Nome: Le Llamaban El Pollito: The Legend of the Little Chicken
Editora: Furillo Productions
Autor: IADVD, Molomazo
Ano de lançamento: 2026
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
Memória:  128 K
Link para descarga: Aqui

Furillo voltou a atacar! E, como já vem sendo hábito, trouxe-nos uma prenda de Halloween, depois de há precisamente um ano nos ter brindado com o Sangue de Dracula (Blood of Dracula), um jogo de plataformas muito bem conseguido.

Desta vez, esta dupla de programadores, leva-nos até ao Oeste Selvagem, com The Legend of the Little Chicken, cujo título original é Le Llamaban El Pollito. Mas a grande surpresa não está nos pistoleiros nem nos bandidos que teremos de enfrentar. Está na forma como o jogo foi construído, com a equipa a conseguir integrar o SEUD e o MK1 no mesmo jogo. Não é coisa pouca, sobretudo tendo em conta as limitações destes motores, em particular do primeiro. Furillo tem o condão de nos surpreender mesmo quando julgamos que já não há muito mais a fazer com estas ferramentas. Como o fez, isso já não sabemos, mas não nos admirava que houvesse para ai magia, o que é muito apropriado para esta época do ano.

A história é simples. Rosita, a professora da aldeia e o grande amor de El Pollito, foi raptada por um bando de malfeitores. Cabe-nos, naturalmente, resgatá-la, enfrentando todos os que se atravessarem no nosso caminho. Só assim poderemos dar o nó com a setôra. Mas como diz o ditado, de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento, pelo que a tarefa vai ser árdua.

A aventura está dividida em cinco fases, cada uma com três partes distintas. Na primeira, percorremos cenários vistos de cima, procurando os inimigos e tentando localizar o chefe da quadrilha. A energia vai diminuindo com o tempo, pelo que não convém andar a passear sem rumo. Felizmente, há objectos espalhados pelo cenário que nos podem valer uma ajuda preciosa: a ampulheta recupera a energia e o revólver dá-nos alguns segundos de invulnerabilidade. Mas há um pormenor importante: convém recolher tudo o que aparece no cenário, pois isso aumenta o nosso poder de fogo no confronto seguinte. E bem vamos precisar dele.

Encontrado o chefe, começa o tiroteio a sério. Temos de enfrentar o vilão e os seus sete capangas (até meretrizes "disparam" contra nós) em cinco diferentes cenários, enquanto tentamos sobreviver com um revólver que leva apenas seis balas. É preciso recarregar, apontar e disparar, sem dar grandes oportunidades aos adversários. Esta fase é muito semelhante a outra que já havíamos visto em S1NCLA1R C1TY.

No final de cada fase, ainda há tempo para uma visita ao tio Cletus e à sua destilaria clandestina. Aqui, a tarefa é esmagar o maior número possível de moedas, seguindo o ritmo, e tentar apanhar a garrafa especial que nos oferece uma vida extra. É um daqueles momentos inesperados que ajudam a dar personalidade ao jogo e quebram a acção de forma bastante divertida. E já agora, experimentem a esmagar a serpente ou a poia, para verem o que acontece.

Jogámos The Legend of the Little Chicken até ao fim e a experiência foi bastante agradável. A alternância entre as diversas fases dá-lhe uma variedade que não seria de esperar de um jogo criado com estes motores. É precisamente aqui que Furillo volta a demonstrar toda a sua criatividade: em vez de se limitar às fórmulas habituais, aproveita a integração dos dois motores, para construir uma aventura com diferentes ritmos e situações, quebrando assim qualquer monotonia que pudesse aparecer. Pelo caminho, encontramos também pormenores que nos fazem recordar outros jogos do autor, nomeadamente o já referido S1NCLA1R C1TY. São pequenas familiaridades que os seguidores do trabalho de Furillo certamente reconhecerão.

Existem também dois níveis de dificuldade, sendo que no mais difícil, não nos é concedido vidas extra. Para quem quiser chegar ao fim sem grandes sobressaltos, será preferível começar pela opção mais acessível, tal como fizemos. Já os pistoleiros mais experientes podem experimentar a versão difícil, onde qualquer erro pode deitar tudo a perder. Seja qual for a escolha, há que explorar bem os cenários, aprender os movimentos e ciclos dos inimigos, e recolher todos os objectos.

Furillo volta, assim, a trazer-nos um jogo muito divertido, com os habituais gráficos e cenários esplendorosos, sendo uma excelente prenda de Halloween. Assim, como resultado, temos uma aventura variada, repleta de momentos de humor e com bons motivos para se continuar a jogar até ao fim. É caso para dizer que mais uma vez acertaram no alvo...

A estreia e lançamento do jogo acontece, como é habitual, no canal de Javi Ortiz, el Spectrumero. Infelizmente estamos neste momento numa outra festa de Halloween e não vamos poder assistir em primeira mão, mas fica aqui o link para o directo. Além disso, podem também aqui descarregar Le Llamaban El Pollito: The Legend of the Little Chicken (o nome é impagável).


Neon Impact


Vamos ter um Halloween grandioso. E não, não nos referimos à quantidade de jogos exclusivamente criados com IA que deverão inundar o mercado nas próximas horas. Referimo-nos a jogos a sério, onde os criadores colocam "alma", que é aquilo que falta à maior parte dos jogos criados com IA, salvo raras excepções.

Assim, do Leste chega mais um clone de Arkanoid. Neon Impact, desenvolvido por Dmitry Migachev sem a muleta da IA, apesar de ser um pouco básico, tem o seu encanto. Será assim uma boa forma de passar a noite de Halloween, com um jogo simples, mas divertido.

Podem vir aqui descarregar o jogo e saber mais sobre Neon Impact e o seu autor.

sexta-feira, 30 de outubro de 2026

Enchente de novos jogos

 

Um verdadeiro dilúvio de jogos novos, a maioria francamente desinteressantes e que rapidamente ficarão esquecidos. Claro que há sempre um ou outro que valerá a pena, mas no meio de tanta coisa, acabam por não serem notados, inclusive por nós, que temos muito pouco tempo para experimentar estas dezenas, senão centenas, de jogos novos.

De acordo com a enchente referida no título, Frogotten Games lançou British Weather Simulator, um jogo de plataformas no qual o clima muda a todo o instante. Esperemos que depois da tempestade, venha a bonança... Pode aqui ser descarregado.

O mesmo Frogotten Games lançou Air Traffic Controller, um jogo que nos coloca como oficial de tráfego aéreo. O jogo tem uma versão básica, que pode aqui ser descarregada, e uma versão estendida, paga.

Revive8bit lançou Let's Go for Vrouves. Gráficos extremamente confusos, tornam o jogo desinteressante. Aliás, o que aqui está, já foi feito sem ser à pressa, sem IA, e muito melhor, em Full Spectrum Defence. De qualquer forma, podem aqui descarregar o jogo. Foi pena, o potencial estava lá.

Gabriel Cuesta lançou Bloqtrix, um Tetris diferente, para quem gosta de puzzles. Podem aqui descarregá-lo, muda a perspectiva de Tetris, mas não temos a certeza que seja inteiramente do nosso agrado. No entanto, segundo o autor não usa IA, pelo que ganha alguns pontos.

Do Concurso Aventura 2026, de Bytemaniacos, chega La Multinacional, a nova aventura de texto  de  Juanma2K. Teremos que ver noutras núpcias, o tempo é escasso e estando a aventura em Castelhano, consome-nos um pouco mais de tempo, que por agora não temos.

Escape RC é mais uma variante dos jogos de labirintos, de Juan Eguía, podendo aqui ser descarregado. Fica a questão: quantos jogos do género surgiram nos últimos tempos? A grande vantagem é que este, segundo o seu autor, foi desenvolvido sem recurso a IA, e nem que fosse apenas por isso, valeria a pena dar uma espreitadela.

Fava, que parece estar numa competição para ver quem cria mais jogos com IA para o ZX Spectrum num curto espaço de tempo, independentemente da qualidade ou dos bugs que existam, tem o seu novo jogo pronto, Pitfall. Pode aqui ser descarregado. 

E se um Pitfall já era demais, dois Pitfalls então... Anthonello Phallani lançou Pitfall II. Pode aqui ser descarregado.

The Holdout é um jogo em BASIC criado por Pterid a fazer lembrar os tempos da famosa cassete de 50 jogos da Cascade. Nada de errado com isso, o jogo pode aqui ser descarregado.

Zikitrake tem estado a fazer alterações a jogos como Exolon ou Solomon's Key, tentando melhorar a jogabilidade e longevidade. No caso do segundo, foi aumentado o número de níveis, passando de 17 para 41. Podem aqui ver os seus jogos.

Mintee Golf, de Boingball, traz o mini golfe para  ZX Spectrum, muitos anos depois de Mini Putt, que até era bastante jogável e divertido e isento de bugs. Ao contrário deste, que pode aqui ser descarregado.

Ghost's Revenge, traz de volta o tema de Pac-Man. Mas desta vez somos um dos fantasmas, que tenta capturar Pac-Man. Pelo menos a dinâmica muda. Podem descarregar aqui este jogo de Gabriel Cuesta.

Deixamos ainda um repto aos programadores: que tal testarem os jogos antes? Imaginam o aspecto que dá, saírem dezenas de jogos por semana, uma boa parte deles incompletos, com partes roubadas de outros criadores, cheios de bugs, etc.? É que isto não é uma competição para ver quem lança mais jogos por semana... 

Por agora é tudo, prevemos chuvas diluvianas para o Halloween. Pelo menos aqui por Portugal está tempo de Verão, e quem for à praia, não se irá arrepender...

The Rubber-Keyed Wonder: The Sinclair ZX Spectrum Story!


Temos novidades sobre The Rubber-Keyed Wonder: The Sinclair ZX Spectrum Story!

A campanha do livro está na fase final mas tem ainda um objetivo: tentar chegar às 110.000 libras. Se for atingido, haverá um novo capítulo dedicado ao Museu LOAD ZX e a alguns tesouros do seu arquivo!

Neste capítulo adicional vamos explicar porque é que o primeiro museu do mundo dedicado ao ZX Spectrum abriu em Portugal e revelar algumas histórias menos conhecidas que temos vindo a preservar.

Vamos viajar pela história da Timex, de Dundee a Portugal e mesmo à Argentina, explorar alguns artigos especiais do nosso arquivo, incluindo documentos pessoais de Sir Clive Sinclair que em Maio de 2026 a sua família confiou ao nosso museu para preservação digital. Entre estes documentos, uma apresentação de 1984 com previsões sobre o futuro da tecnologia móvel; mas também documentação sobre a bicicleta eléctrica em que Sir Clive estava a trabalhar em 2021, aquando do seu falecimento e cujo protótipo está hoje à guarda do Museu LOAD ZX.

Um capítulo não chega para contar tudo o que existe no nosso arquivo, mas será uma pequena janela para algumas destas histórias e para o trabalho de preservação que fazemos no museu. E quem sabe, o embrião de algo maior a lançar no futuro.

Podem apoiar o projecto aqui.

Interzone


Depois de Magenta Sky e Welcome 2 the Machine, Radical Reflux traz-nos o terceiro episódio da série u_nvrz, desta vez com o título Interzone. Logo pelo nome, traz-nos à memória a série literária de William Burroughs, ou mesmo o filme Naked Lunch, um dos nossos preferidos e baseado numa obra do referido autor. Ainda antes de jogar já prevíamos estar perante algo muito fora da caixa.

E se os dois primeiros capítulos já nos tinham apresentado um universo bastante peculiar, a verdade é que esta nova aventura representa uma mudança significativa na forma de jogar. Esqueçam a dinâmica dos antecessores: agora temos pela frente um mundo aberto, de grandes dimensões, onde a exploração e a superação de diversos desafios são fundamentais para descobrir o que realmente se esconde por detrás do misterioso projecto u_nvrz.

A história retoma então as aventuras de Clark, que, depois de escapar ao cativeiro da u_corp, descobre alguns segredos inquietantes. De regresso junto dos rebeldes, fica a saber que o enigmático Master se esconde num antigo mundo virtual abandonado. Cabe-nos, por isso, partir à sua procura, aventurando-nos pela Interzone e tentando desvendar toda a verdade. É uma continuação que aprofunda o universo criado nos episódios anteriores, mantendo o ambiente misterioso que caracteriza a série, e já a dar o mote para o próximo episódio. Sim, não acreditamos que isto se fique por aqui...

Uma das grandes novidades está precisamente na liberdade de exploração, pois podemos caminhar livremente por este "open world", como o próprio programador o define. A aposta é assim numa experiência bastante diferente, com um mundo mais vasto e inúmeros obstáculos pelo caminho, desde a fauna, a flora, até às condições climatéricas. Vê-se assim uma mudança de abordagem ,que dá uma nova vida à série e que demonstra a vontade de Radical Reflux em não se limitar a repetir fórmulas já utilizadas. 

Pelo contrário, num mundo onde a IA começa a ser norma, o programador inova, cria um jogo diferente daquilo a que estamos habituados e surpreende-nos pela positiva. Bem, na realidade já tínhamos gostado bastante do episódio anterior, onde Radical Reflux demonstrava já, não só o seu potencial ao nível da programação, mas também a criatividade e a competência para fazer um jogo absorvente e que puxa o jogador. No fundo, conseguia colocar alma no jogo, algo que infelizmente (ou felizmente) não se consegue ver nos jogos criados exclusivamente com IA.

Outro dos pontos altos é a componente sonora, com música hipnótica da autoria do sempre competente Alone Coder, que volta a demonstrar o seu talento e contribui decisivamente para a atmosfera do jogo. E há ainda uma pequena surpresa para quem descarregar o lançamento: um comic em PDF, intitulado Road to INTERZONE, que nos dá a conhecer alguns dos acontecimentos que antecedem este terceiro episódio. Um mimo que ajuda a contextualizar a aventura e que merece ser lido antes de começarmos a jogar.

Desenvolvido com o MPAGD, Interzone está disponível em versões para 48K (sem música) e 128K (com música). E apesar de ainda termos tido um pequeno cheirinho do jogo, este de certeza que iremos levar até ao fim. O nosso conselho é fazerem o mesmo, para isso bastando vir aqui descarregar Interzone, não se esquecendo de deixarem a vossa contribuição a este prometedor (e real) programador.

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

The Curse of Dusarlyn

Depois de há mais de seis meses a Retroworks, através de El Spectrumero Javi Ortiz ter dado um lamiré daquilo que iria lançar nos meses seguintes (ver aqui), e há pouco tempo ter lançado o fantástico Shadows of Belial, eis que regressa com The Curse of Dusarlyn, um dos títulos que tem vindo a preparar nos últimos tempos (na realidade, desde 2020, quando o seu autor começou o  desenvolvimento). 

O jogo é da autoria de José Juan Ródenas, mais conhecido por Sejuan, e leva-nos para um universo de fantasia medieval, onde nem tudo é o que parece e onde a exploração é fundamental para conseguirmos avançar. Ao contrário dos jogos em que basta avançar e eliminar tudo o que aparece pelo caminho, neste jogo é necessário prestar muita atenção a tudo o que se passa à nossa volta. 

A história tem muito conteúdo, tal como é habitual nos trabalhos da Retroworks. Assim, o reino de Dusarlyn caiu há muito nas mãos de Pithá, lar da temível Guilda dos Necromantes. Mas a história ainda está longe de terminar. Vamos então acompanhar Wëanor, príncipe de Kotheras, e Fynar, um feiticeiro que passou toda a vida entre os muros da guilda, dedicado às artes negras. Pelo meio, temos uma misteriosa esfera, a Kishá, cujo poder mantém os três reinos sob o domínio dos necromantes.

A aventura leva-nos então a explorar o reino e a descobrir o que realmente aconteceu, alternando periodicamente entre os dois protagonistas, personagens verdadeiramente antagonistas. E atenção, pois as acções de um terão consequências directas para o outro. Cabe-nos desvendar os segredos do passado, conhecer a lenda de Vaderetro e perceber se será possível quebrar o domínio da Kishá. 

Os diálogos com as personagens que vamos encontrando revelam pistas essenciais para se descobrir como ultrapassar certos obstáculos e resolver os quebra-cabeças. Há assim que ler com atenção os textos e tentar perceber o que nos dizem, sendo isso tão importante como explorar cada recanto. Existe, portanto, uma dinâmica um pouco diferente de outras aventuras, pois obriga-nos a pensar antes de agir. É uma abordagem que poderá agradar particularmente a quem gosta de aventuras em que a progressão não depende apenas da destreza com os dedos, mas também da capacidade de relacionar informações e descobrir o que fazer a seguir, isto é, usar as nossas celulazinhas cinzentas, como o nosso amigo Poirot costumava dizer (e como nós costumamos citar).

José Juan Ródenas não é, de resto, um estreante nestas andanças. O programador esteve ligado a Vade Retro, outra aventura da Retroworks para o Spectrum. A experiência acumulada e o tempo dedicado ao desenvolvimento de The Curse of Dusarlyn, assim como aquilo que já vimos, nomeadamente neste novo directo de Javi Ortiz (ver aqui), deixam boas razões pensarmos que vamos estar perante mais um excelente jogo. As primeiras impressões são excelentes, e estas raramente nos enganam...

The Curse of Dusarlyn é então mais uma demonstração de que a Retroworks continua a apostar em produções originais para o ZX Spectrum, e também uma lufada de ar fresco, agora que 90% das produções utilizam IA, e uma boa parte dessas, são apenas lixo. Não é aqui o caso, pelo que vos convidamos a virem aqui descarregar The Curse of Dusarlyn. Quanto a nós, iremos na próxima semana jogá-lo intensamente, para já ainda ficámos com um pequeno aperitivo...

Road Fighter


Noentiendo lançou Road Fighter, um race'n'chase muito semelhante a um que ainda recentemente o Miguel Cruz nos tinha trazido. Road Fighter é a conversão do jogo de MSX para o ZX Spectrum.

Apesar da sua simplicidade, este tipo de jogos, concedem sempre alguns momentos de prazer, e este Road Fighter não é diferente.

Podem aqui descarregar o jogo. Experimentem o modo GigaScreen.

Stuey's Repair Shop


Stuart Campbell dispensa apresentações para quem acompanhou a imprensa britânica dedicada ao ZX Spectrum nos anos 80. Jornalista da saudosa Your Sinclair, provavelmente a melhor revista britânica de sempre dedicada ao nosso computador favorito (opinião pessoal, obviamente), ficou conhecido pelo seu estilo irreverente, moicano a la punk, e pelas opiniões que nem sempre deixavam os leitores indiferentes (além de ser autor do top 100 dos melhores jogos para o ZX Spectrum e que saiu na YS em 1992, com o infame Deathchase no pódio mais alto). 


Pois bem, o Reverendo Stu está de volta, desta vez com uma iniciativa que promete dar uma nova vida a alguns dos jogos clássicos do ZX Spectrum. Chama-se Stuey's RepAIr Shop e, como o nome indica, é uma oficina onde os velhos jogos entram para reparação e saem um pouco melhores do que eram.

A ideia é recuperar títulos que, por uma razão ou outra, tinham problemas por resolver. Nalguns casos, são apenas pequenos bugs ou pormenores que ficaram por limar. Noutros, as intervenções são bem mais profundas, com melhorias nos controlos, nos gráficos, no som e até conteúdos que nunca chegaram a ser devidamente terminados. E não estamos a falar apenas de jogos para o ZX Spectrum: há também espaço para o ZX81 e para o PC.

Um dos casos mais interessantes é FRGR DLX, uma versão de Frogger que Stuart decidiu levar até ao fim. O jogo original foi criado em 2021, no âmbito do desafio Facebook Frogger with Sinclair Basic Challenge, e desenvolvido com o BasinC IDE 1.72, mas estava inacabado. É precisamente este tipo de intervenção que dá piada ao projecto: não se trata apenas de corrigir o que está mal, mas também de perceber o que poderia ter sido feito na altura e completar o jogo.

Mas há mais. Tapper – Gentlemen, Please! recebe uma intervenção de monta, sendo baseada na também recente actualização de FlunkyRetro, com correcções visuais, música no modo 128K, efeitos sonoros adicionais e controlos melhorados. Também Butch Hard Guy – Carnivore Edition merece destaque, com os comandos revistos para tornar a acção mais acessível.

E Rev Stu não se esqueceu dos pormenores que fazem as delícias dos coleccionadores. Cada jogo tem a respectiva descrição das alterações efectuadas e, para vários títulos, estão disponíveis capas que podemos imprimir e utilizar para criar as nossas próprias cassetes. 

Para já, a lista inclui os seguintes títulos, por ordem alfabética:

  • Anteater – Solid Ground Edition
  • Butch Hard Guy – Carnivore Edition
  • Caves of Doom – Fun Edition
  • Chopper X1 – Bomber Edition
  • Deathchase – Arctic Edition
  • Deathchase – Midnight Edition
  • Digger PC
  • FRGR DLX
  • Galactic Trooper Arcade
  • Galactic Warriors – Action Edition
  • I Ain't Got Nobody – Action Edition
  • Missile Defence – Big Score Edition
  • Missile Defence – Clear Skies Edition
  • Morris Meets the Bikers – Recovery Edition
  • Road Racers – GPS Edition
  • Sam Spade
  • Tapper – Gentlemen, Please!
  • Taxi – Knowledge Edition
  • Wizard of Wor
  • X-Men – Continuous Edition (ZX81)

A oficina ainda agora abriu, mas Rev Stut promete mais trabalhos para o futuro. 

Podem descarregar os jogos na sua página oficial: Stuey's Repair Shop.


quarta-feira, 28 de outubro de 2026

Ant Attack: First Person


Há jogos que ficam para sempre na memória dos utilizadores do ZX Spectrum e Ant Attack é, sem dúvida, um deles. Lançado em 1983 pela Quicksilva, da autoria de Sandy White e da sua parceira, Angela Sutherland, tornou-se um dos títulos mais marcantes da primeira geração de jogos para esse computador. A cidade tridimensional, as formigas gigantes e a missão de resgate fizeram do jogo uma verdadeira referência, numa altura em que a perspectiva isométrica ainda estava longe de aparecer (Knigh Lore apenas deu à luz uns tempos mais à frente). Mais de quatro décadas depois, eis que surge uma nova abordagem a este clássico.

A ideia de Ant Attack: First Person, de Al Colella, é precisamente revisitar o universo do jogo original, mas numa perspectiva um pouco diferente. Em vez de observarmos a cidade de Antescher de fora, acompanhando a nossa personagem entre edifícios e muralhas, a proposta é aproximar a experiência do olhar de quem percorre aquele cenário, um pouco à semelhança de Doom, curiosamente também recentemente desenvolvido pelo mesmo autor. Foi-se assim a perspectiva isométrica, e vemos agora aquele mundo por dentro...

A missão continua a ser simples, pelo menos de explicar: entrar na cidade, resgatar os 10 prisioneiros, evitar as formigas gigantes que vagueiam pelo cenário, e escapar incólume, ou, pelo menos, vivo. Podemos atirar granadas contra os inimigos, tal como no original, mas o nível de dificuldade parece-nos agora ainda mais difícil.

Parte do encanto de Ant Attack estava também na sua perspectiva isométrica, totalmente inovadora na altura em que o jogo saiu, na arquitectura peculiar de Antescher e na liberdade de exploração que oferecia. Esta versão na primeira pessoa não substitui essa experiência, vale sobretudo pela forma como demonstra que os velhos clássicos ainda podem ser reinterpretados e revisitados.

O jogo é assim uma curiosidade que merece alguma atenção, sobretudo para quem guarda boas recordações de Ant Attack, o original. Se o quiserem fazer, podem vir aqui descarregá-lo. É melhor irem munidos de uma lata de insecticida...

A Capital de 18 de Fevereiro de 1983


Depois de uma semana sem o suplemento de microcomputadores n'A Capital, este regressa a 18 de Fevereiro de 1983.

O suplemento tem apenas uma página com um artigo de Eurico da Fonseca, sobre como desenhar no computador.

Não é um artigo, mas no jornal encontra-se um anúncio da Melo & Silva (responsáveis pela Astor Software), com os preços do ZX81 e TS 1000, bem como do ZX Spectrum. 

Caso tenham interesse em algum tema específico, podem consultar o suplemento no Museu LOAD ZX, ou então pedirem a digitalização à Hemeroteca de Lisboa.

Turbovektor


Turbovektor é um jogo de corridas futuristas, criado por um programador que ainda não conhecíamos, Iker Lobo. O jogo apresenta gráficos vectoriais em 3D, com naves antigravíticas a percorrer circuitos repletos de curvas, lombas, túneis e arcos luminosos. E, pelo que já vimos, nos poucos minutos que o experimentámos, não estamos perante mais uma simples experiência técnica (vulgo demo), mas sim um jogo com bastante conteúdo.

Temos oito circuitos à disposição, com cenários que vão das cidades iluminadas a néon aos desertos, passando por montanhas cobertas de neve e zonas industriais. Pelo caminho, temos que aproveitar as rampas de turbo, recolher mísseis e kits de reparação, e ter cuidado com os adversários, que também disparam contra nós, por vezes até entrando em confronto directo.

Podemos escolher entre três naves, cada uma com as suas características. A Striker é equilibrada e começa com três mísseis, a Titan privilegia a resistência e os choques, enquanto a Viper aposta na velocidade e agilidade, sacrificando a robustez. Há ainda um modo campeonato, classificação geral e pódio final.

O jogo está ainda em desenvolvimento, mas já se encontra praticamente finalizado (a não ser que sejam encontrados bugs). Quem tiver um modelo de 128K poderá ainda contar com música AY e voz digitalizada, enquanto nos 48K o som fica entregue ao beeper.

Podem vir aqui descarregar este jogo, que iremos ver com toda a atenção nos próximos dias.

Nota adicional: entretanto foi colocada a informação que este jogo também foi assistido pela IA, pelo que fazemos agora este esclarecimento.

terça-feira, 27 de outubro de 2026

Jogos mais recentes


Continuam a aparecer jogos em catadupa. Vamos revelar alguns dos mais recentes, para efeitos de inserção na base ZXDB. Não estamos a divulgar os trabalhos com melhorias feitas a jogos originais, ou troca de sprites, etc., senão nunca mais saíamos daqui.

Carlos ITV lanço Like Cat and Dog, com versão em Português. A ideia é encurralar o adversário, numa espécie de jogo de tabuleiro. Podem aqui descarregar o jogo.

Soopydoorman lançou Space Race, a conversão de um jogo do Atari para o ZX Spectrum. Pode aqui ser descarregado.

Frogotten Games (o nome é mesmo assim), lançou 100m Sprinter, um jogo que com a ajuda da IA consegue dar cabo do teclado. Podem aqui descarregá-lo. É por vossa conta e risco.

ReallySmall lancou um jogo aparentado com Manic Miner, de seu nome Basil The Basset, e pode aqui ser descarregado.

Kirby2000 continua a converter jogos do Game Boy para o ZX Spectrum e um dos mais recentes é Bill & Ted's Excellent Game Boy Adventure, podendo aqui ser descarregado. 

O mesmo Kirby2000 converteu Tetris para o ZX Spectrum. Assim, num curto espaço de tempo (mesmo dia), saíram dois jogos com a mesma temática. No entanto, este usa a configuração WASD, o que nos coloca logo de fora. Podem aqui descarregá-lo.

Fava fez a conversão de Boxing para o ZX Spectrum, podendo aqui ser descarregado. Valeria a pena fazê-lo? 

A. Millett continua a lançar jogos fora da caixa, e Flyover é mais um, extremamente simples, mas divertido. Podem aqui descarregá-lo.

Crímenes Ilustrados, um jogo lançado em 2022, foi agora traduzido para Inglês. A nova versão pode aqui ser descarregada.

Mjnurney lançou uma demo de um jogo um pouco diferente do habitual, Solar Trader, e pode aqui ser descarregado.

Codebiters lançou Xpong48, um Pong futurista que pode aqui ser descarregado.

XFAWORLD Software lançou Dachshund to the Finish, um jogo de apostas aparentemente desenvolvido em 2025 por ZXBags. Pode aqui ser descarregado.

Namco/Nexgen continua a pegar em antigos type-ins e jogos originais, e a transformá-los. O último foi Mine Alert 2 e até tem bom aspecto. Pode aqui ser descarregado.

ZXCesco lançou Escape from Omega Base, podendo aqui ser descarregado. Retoma o tema de labirintos de 1982. 

Por hoje é tudo, daqui a uns dias fazemos nova ronda por mais alguns jogos que foram saindo e que não tivemos tempo ou interesse em chegar ao fim. Vamos ser sinceros, esperamos que esta febre passe rápido e que possamos voltar a um registo normal, onde se privilegia a qualidade em detrimento da quantidade. Não vemos o que é que esta enchente de jogos possa trazer de positivo para a cena, a não ser os bons jogos passarem totalmente despercebidos no meio disto tudo. 

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Tetris GB


O Miguel Cruz continua imparável a lançar jogos para o ZX Spectrum. O mais recente, ou melhor, o que hoje apresentamos, pois temos mais em lista de espera, é um Tetris, inspirado na versão para Game Boy, com peças coloridas e música AY.

A jogabilidade é boa e no primeiro jogo que fizemos conseguimos ir até ao nível 9. Podem achar que é pouco, mas experimentem então para ver até onde conseguem ir...

Podem aqui descarregar o jogo, em breve teremos mais trabalhos do Miguel, e um dele até é bastante original.

Break Space Issue 7


Já está disponível novo número da revista fundamental Break Space. Estamos fora o dia todo, e apenas amanhã vamos conseguir pôr em dia as leituras, mas estamos com muita curiosidade para ver este número.

Podem aqui descarregar a revista, 100% gratuita...

domingo, 25 de outubro de 2026

Depthforce ZX


Depthforce ZX é uma conversão não oficial de Deep Scan, o clássico jogo de arcada da Sega/Gremlin. Ignacio PG, também conhecido por Neil Parsons, foi buscar inspiração a um daqueles jogos em que a simplicidade era a principal característica, trazendo agora a sua própria versão para o ZX Spectrum.

A mecânica é bastante simples. Controlamos um lançador de minas e temos de acertar nos submarinos que vão surgindo no ecrã. Não há grandes segredos, mas é preciso acertar no momento certo, acompanhando os movimentos dos alvos. Tudo se movimenta de forma fluida, mantendo-se bastante fiel ao original. Podemos jogar a solo ou desafiar um amigo, alternando entre jogadores. 

Este é apenas o segundo jogo de Ignacio PG para o ZX Spectrum, depois de Aquanoids, lançado há já muitos anos. Apostamos que este será ao gosto do Reverendo Stu...

Podem aqui descarregá-lo.

Nota adicional: entretanto o seu autor preferiu não partilhar o jogo, uma vez que se tratava apenas de uma experiência. Talvez no futuro possa vir a ser partilhado.

Som & Imagem de 18 de Fevereiro de 1984


O suplemento Som & Imagem de 18 de Fevereiro de 1984 tem um artigo de fundo, algo humorístico, sobre a nossa primeira noite com o computador.

É também neste número que temos o primeiro type-in, mesmo que pequeno, de Couto Ribeiro, que tantos programas partilhou com os leitores ao longo do suplemento.

E é também neste número que surge o Dicionário, uma colectânea que vai ser desenvolvida nos números seguintes e que demonstra o interesse crescente das pessoas nestas coisas da informática.

Caso tenham interesse em algum tema específico, podem consultar o suplemento no Museu LOAD ZX, ou então pedirem a digitalização à Hemeroteca de Lisboa.

Doom


Temos vindo a acompanhar com todo o interesse a discussão sobre uma nova versão de Doom para o ZX Spectrum (e também de Elite), que decorre no fórum da Spectrum Computing.

O motor do jogo, desenvolvido com o recurso à IA, está a ser aprimorado e a versão protótipo já se encontra bastante oleada.

Reconhecemos que não é género de jogo que capte a nossa atenção, no entanto, tem muitos adeptos, o que entendemos perfeitamente. Podem vir aqui acompanhar a discussão e descarregar as versão mais recente. Parece-nos que finalmente poderemos vir a ter um Doom em condições para o ZX Spectrum

Sim City Para Sam Coupé e Z88


Aparecerem jogos para o Sam Coupé não é muito frequente, mas para o Z88 ainda menos. Mas foi isso que aconteceu, graças ao prestigiado programador Jbizzel, que converteu Sim City para estes dois sistemas (entre outros).

O jogo está nos nosso top 50 de jogos para o ZX Spectrum, e logo que tenhamos um tempinho, vamos experimentar a versão para o Sam Coupé, que já carregámos e está a funcionar bem, tal como esperávamos.

Mas Jbizzel colocou-nos um problema bicudo. É que não possuímos um z88 (no Museu LOAD ZX temos um), pelo que vamos colocar na nossa lista de prioridades para adquirir. É que vamos querer experimentar o jogo na máquina real.

Podem vir aqui descarregar estas pérolas.

Outpost


A nossa nave despenhou-se num planeta inóspito e, quando recuperamos os sentidos, encontramo-nos numa cápsula médica, num posto mineiro aparentemente abandonado. O cenário não é propriamente animador, ainda para mais quando descobrimos que o local está infestado de criaturas hostis. É este o ponto de partida de Outpost, o novo jogo de Juan J. Martinez para o ZX Spectrum.

Estamos então perante uma aventura de plataformas com 90 ecrãs, onde a ordem do dia é tentar evitar os inúmeros perigos que se atravessam no nosso caminho. Mas também é necessário explorar cuidadosamente as instalações, procurar objectos e descobrir a forma de aceder a novas áreas. Só assim poderemos encontrar uma saída e abandonar este planeta.

Resta agora experimentar Outpost para perceber se esta tentativa de fuga nos reserva uma aventura à altura das expectativas. Para já, ficam os 90 ecrãs, um planeta pouco acolhedor e muitas criaturas a evitar. Não parece que vá ser um passeio pelo espaço. Mas contamos testar ao longo da semana.

Podem vir aqui descarregar este jogo, é IA free. Aproveitem para dar uma pequena contribuição ao seu autor, bem a merece.

Shadows of Belial em várias línguas


Nos últimos dias fizemos a tradução para Português e testámos o fabuloso Shadows of Belial até ao fim, certificando-nos que tudo estava ok. Apenas falta agora testar o jogo na máquina real, que iremos ainda durante o dia de hoje fazer.

Entretanto, podem vir aqui descarregar a nova versão. O jogo encontra-se em nove línguas, entre as quais a de Camões. Nem que seja por isso, valerá a pena voltar a jogar Shadows of Belial.

Maniac Mansion


Simone Voltolini e a Outsoftware continuam a converter jogos de outros sistemas para o ZX Spectrum. O mais recente foi Maniac Mansion, num exercício que parecia impossível de ser realizado.

Claro que para se conseguir colocar tudo no ZX Spectrum, foi necessário usar o interface MGT DISCIPLE / +D, pelo que é necessário de ser activado previamente no emulador, ou ter o interface ligado na máquina real.

Podem vir aqui descarregar o jogo. Tem 15 finais, e segundo Simone, estão todos devidamente testados.

sábado, 24 de outubro de 2026

Super Scramble Simulator


Nome: Super Scramble Simulator
Editora: Gremlin Graphics Software
Autor: Tony R. Porter, Jon Harrison, Ben Daglish
Ano de lançamento: 1989
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128K
Número de jogadores: 6 (por turnos)
Descarga: aqui 

Criado numa altura em que o ZX Spectrum iniciava o seu declinio comercial perante os 16 bits, eis que esse notável híbrido de arcade-simulador em estilo de “race’n’chase” surge como um dos melhores simuladores desportivos de sempre - e provavelmente o melhor - e seguramente o melhor simulador de motocross, até mesmo superando gigantes de qualidade nesse sub-género como ATV Simulator ou Enduro Racer. Curiosamente, tanto a capa de apresentação assim como o load-screen são bastantes simples na sua concepção, “enganando” de certa maneira o comprador-jogador para o que aí vem após o carregamento do jogo: uma potente e monumental corrida contra o tempo. Eis “Super Scramble Simulator”, um programa intemporal e de uma originalidade que ainda perdura nos tempos actuais. 

O desafio consta simplesmente conseguir terminar todas as provas até ao final antes do final do tempo permitido para cada prova, sendo que evidentemente à medida que progredimos nas provas concluídas a dificuldade vai aumentando nos obstáculos a superar... e que o jogador conte uma dificuldade alta com uma elevada precisão cirúrgica, exigindo um imenso treino sobretudo nas regulações da velocidade e dos weelies a executar. Felizmente somos brindados com um dos melhores scrolls que já foram realizados para o Spectrum, e aprimorado com uns magníficos movimentos subtis e suaves da nossa mota. É graças a esse scroll que nos agarra a desafiar a competição, mas também sobretudo ao realismo que “Super Scramble Simulator” nos brinda com toda a exigência que nos obriga para controlar a mota, nomeadamente nos saltos, dependendo da velocidade que regulamos e dos wheelies precisos e controlados para não “irmos ao chão ou dar cabo da mota” e consequentemente sermos penalizados por redução do tempo.

Algumas passagens e obstáculos são um regalo à vista, exemplificando aquando atravessamos os terrenos de pedras, os buracos, os veículos, os troncos, as poças de água, etc... tudo isso, simplesmente incrível com o impressionante scroll do jogo. Para complicar ainda mais a vida ao motorista, temos de contornar os obstáculos em conformidade com o “GPS” que se visualiza na parte inferior do screen do jogo... e nalguns momentos, é de fazer “perder” a cabeça, tal a dificuldade cirúrgica de termos de controlar simultaneamente os dois campos de acção.

Subjectivamente citando, podemos apontar como negativo ( embora seja relativo ) dois aspectos: o jogo é abrangido por sistema multiload, podendo ser algo moroso e cansativo se houver vários amigos a competirem entre si, em formato turn mode; isso à luz da época comercial do Spectrum, já que nos dias de hoje, com o avanço da tecnologia, não temos de proceder ao citado mulitload. Por outro lado, não podermos - como já é geral nos jogos da Gremlin Graphics - redefinir as teclas.

Finalizando, é um programa ainda hoje original na sua concepção; pelo menos considerando na sua data de lançamento comercial, de um travo técnico deslumbrante, tanto graficamente como na sua animação. E se pensarmos em realismo, “Super Scramble Simulator” será seguramente um dos melhores representantes do ZX Spectrum nesse contexto. Uma experiência de Top para sempre.

Esta análise foi escrita pelo Paulo Silva (LeniFischer), membro do grupo ZX Spectrum Directo da Arrecadação, tendo-nos sido concedida autorização para a sua publicação em Planeta Sinclair.

Pega-Fogo


Eis mais um dos programas que tínhamos aqui nas cassetes que fomos adquirindo ao longo dos tempos, e este é uma bela surpresa. Aparentemente será produto nacional, embora não descartemos alguma adaptação de um type-in estrangeiro. A realidade é que nunca o vimos em qualquer revista nacional. Pode ser que alguém saiba mais sobre este interessante jogo.

Nota: entretanto, Flunky Retro descobriu a origem deste jogo. Não é nacional, mas sim um type-in da Sinclair Programas. Desde já o nosso agradecimento pela correcção.

Poderão aqui descarregar Pega-Fogo.

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Yrion's Crusade


Krappygamez lança um novo jogo bem ao seu estilo, isto é, simples, mas divertido. E AI free...

Em Wrion's Crusade, assumimos o papel de Yrion, o protagonista deste platformer, que nos propõe percorrer 20 níveis, recolhendo os maléficos n1nt3nd0s e levando-os até ao púlpito, onde serão destruídos à martelada. Pelo caminho, como seria de esperar, não faltam criaturas infernais prontas a dificultar-nos a vida. A ideia é simples, mas há algumas regras a ter em conta se quisermos chegar ao fim da missão.

Desde logo, os n1nt3nd0s têm de ser transportados um de cada vez até ao púlpito. Se tentarmos levar mais do que um, a fé de Yrion diminui rapidamente. E convém preservá-la, pois é essencial para prosseguir a aventura. Podemos rezar para a manter por mais tempo e recolher livros sagrados para a recuperar, embora estes não sejam obrigatórios. Também teremos de dominar os saltos, que podem ser corrigidos mesmo quando Yrion já se encontra no ar, uma habilidade que será indispensável para ultrapassar alguns dos obstáculos.

Temos assim um desafio de plataformas de inspiração clássica, com uma missão bastante original e algumas particularidades que obrigam a ter cuidado com os movimentos. Entre criaturas infernais, n1nt3nd0s e fé a precisar de ser preservada, Yrion vai ter bastante trabalho até conseguir cumprir a sua missão terrena.

Podem vir aqui descarregar este jogo, não é para as almas mais sensíveis, se se sentirem ofendidos, passem à frente.

Jogos novos dos últimos dias


Façamos uma nova ronda por alguns jogos lançados nos últimos dias... Não vamos dar conta dos jogos originais com versões modificadas que têm aparecido nestes últimos dias, não só porque não queremos alimentar uma nova "febre" (já basta esta de lançar 10 jogos por dia criados com a IA), mas porque achamos altamente desprestigiante para os programadores dos jogos originais que usa os seus trabalhos sem sequer pedir autorização.

Mr O J Woods lançou um jogo, ou algo que se lhe assemelha, sobre magia: The des Trickett Magic Show. Qual o divertimento disso, escapa-nos. De qualquer forma, podem aqui descarregá-lo. Conseguimos ver o primeiro truque antes de desligar...

Retro Galaxy lançou Jumping Jack, uma conversão de um jogo para um computador Jugoslavo. Damos um conselho, fiquem-se pelo original. De qualquer forma, podem aqui descarregá-lo.

Kerl lançou Attraball, e como lhe é habitual 100% em BASIC (e "AI free"). Finalmente um jogo minimamente divertido e que merece que se dê uma espreitadela, podendo aqui ser descarregado.

Fava lançou Enduro, um jogo que já tinha uma versão para o ZX Spectrum. O jogo pode aqui ser descarregado.

O mesmo Fava lançou Keystone Kapers, e pode aqui ser descarregado. 

Juan Eguía lanço Sir Jon V2, com algumas melhorias ao original. Mesmo assim, e não tendo IA, não nos consegue impressionar. Pode aqui ser descarregado.

Wellfield Games lançou Duel ZX 128K, tendo um custo de 2 euros. Podem aqui comprar o jogo. Naturalmente não o fizemos, portanto não o poderemos avaliar, a não ser por aquilo que vimos nas imagens deixadas na página e que não parece trazer nada de novo.

Boredofjam lançou Tiny-saur Rescue, indicado para os mais novos e a pensar em Don Priestley. Pode aqui ser descarregado.

Oblo lançou um clone de Space Invaders (mais um), chamado de O-Invaders Back!. Pode aqui ser descarregado.

Finalmente, 7TowerSoftGames laçou Dawn of the Terrorbots, um jogo com um custo de 3,99 USD e sem usar a IA, coisa rara ultimamente. Pode aqui ser descarregado.