Nome: Elecciones Generales
Editora: Juegos & Estrategia
Autor: Paco Martin (Francisco Martin), M.A. Hijosa
Ano de lançamento: 1986
Género: Estratégia
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1
Memória: 48K
Link para descarga: Aqui
Quando éramos adolescentes, tínhamos uma apetência especial para jogos de estratégia e gestão, não sendo por acaso que foi essa a via académica que depois escolhemos e a carreira que abraçámos. E dentro desse género, um dos que mais jogámos, foi Elecciones Generales, embora nunca o tenhamos conseguido vencer. Aliás, ainda hoje em dia não conseguimos ganhar a eleição, não obstante as inúmeras tentativas que já fizemos. E a avaliar por aquilo que vimos na internet, não conhecemos quem o tenha feito. Mas já se sabe, os Espanhóis sempre fizeram os jogos extremamente difíceis...
Curioso que este jogo tenha feito parte de um magazine Espanhol, contemplando uma cassete com um jogo de estratégia e uma revista em formato papel, contendo as instruções do jogo. Este foi o primeiro número, e que saibamos, o único que contém um jogo original. Os números seguintes apresentam jogos de estratégia bem conhecidos, mas previamente lançados no mercado.
Em Elecciones Generales somos então convidados a fundar um partido político e a concorrer contra os pesos pesados, o PSOE, o AP e CDS. E percebe-se assim que seja tão difícil a um novo partido chegar e vencer as eleições, pois, como vamos vendo ao longo do jogo, esses três tubarões da política têm na mão os Media, vangloriando todos os seus feitos e actividades, por mais pequenas que sejam, enquanto que sobre o nosso partido, os Media apenas têm más notícias para dar. Além disso, o azar persegue-nos, como podem ver no ecrã abaixo, no qual são apresentadas as notícias após o fim de cada turno.
O jogo decorre em duas partes. A primeira a fase pré-eleitoral, a segunda já na fase de campanha eleitoral. E as opções disponíveis em cada fase, que decorrem por turnos, são diferentes, muito embora a mecânica seja muito parecida. Aliás, quem estiver habituado a jogos como Dictator ou President (mais tarde ou mais cedo também iremos fazer uma review deste jogo, que é um dos nossos preferidos), vai sentir-se como peixe na água.
Na primeira parte, as opções disponíveis são a contratação de delegados, a criação de sedes, financiamento, sondagem de opinião, fundar periódico e espionagem política. Podemos optar por ficar inactivos, mas isso é pouco aconselhado a não ser que o dinheiro já se tenha esgotado, e sem dinheiro não há palhaço, como se costuma dizer (e palhaços é aquilo que mais se aplica aos políticos)...
A contratação de um delegado deverá ser o primeiro passo, pois sem este, não se pode criar as sedes. Convém é ter o cuidado de que, assim que a sede esteja criada, fazê-lo deslocar para outra região, doutra forma, a probabilidade dele fugir com o dinheiro do partido é enorme (é mesmo uma inevitabilidade).
Fundar periódico permite-nos ter um jornal a divulgar a nossa propaganda, no entanto, nem assim os Media em geral irão estar a nosso favor.
Financiamento subterrâneo é inevitável e há que o fazer nos momentos certos. No entanto, é preciso ter em conta que se descoberto, irá provocar um escândalo nacional e retirar-nos votos. Tal como se formos apanhados a fazer espionagem política...
Por fim, a sondagem de opinião permite-nos saber o estado das coisas em qualquer região ou a nível nacional, permitindo-nos canalizar recursos para as cidades nas quais queremos aumentar o eleitorado.
Toda a acção se desenrola através de um sistema de menus e submenus, alguns com ilustrações, como a de cima, que mostra o mapa de Espanha, incluindo as ilhas.
Finda a primeira fase, que decorre ao longo de 16 semanas (turnos), temos a possibilidade de gravar o ficheiro de dados, que depois será carregado na segunda parte. Quando esta começa, temos então outras opções, como seja, venda de sedes ou do periódico (significado óbvio e que permite angariar algum dinheiro para ser gasto em comícios), financiamento, sondagem de opinião, espionagem política (iguais à fase 1), e a realização de entrevistas.
As entrevistas permitem fornecer-nos informação útil para os comícios eleitorais, dando algumas temáticas nas quais o eleitorado tem uma opinião favorável ou desfavorável. Podemos assim moldar os comícios à vontade do freguês, dizendo-lhes apenas aquilo que gostam. Se é verdadeiro ou falso, isso pouco importa, pois assumimos que o eleitorado é manobrável e pouco inteligente.
Durante os comícios as questões vão-nos sendo apresentadas e temos que indicar se somos a favor ou contra. O eleitorado vai reagindo favoravelmente, desfavoravelmente, ou apenas neutro, sendo o resultado medido através de um termómetro. Os comícios, tal como seria de esperar, são a acção mais importante da segunda fase e aquela que vai definir o sentido de voto dos eleitores e os melhores ou piores resultados do nosso partido.
No final de cada turno, surge novamente o rescaldo da semana, com a já (nessa altura) odiada apresentadora de TV a elogiar amplamente os outros partidos e a arrasar o nosso.
No final desta segunda fase, que decorre ao longo de sete semanas, são apresentados os resultados eleitorais, quer em número de votantes, quer em número de palhaços... deputados... E os resultados são normalmente aqueles que se esperam, num processo que à partida se encontra inquinado. No fundo, este jogo representa muito bem o processo eleitoral em países como Espanha e Portugal, cujas diferenças são muito pequenas.
Deixamos então algumas dicas para quem se atrever a defrontar os tubarões:
- Delegados são parasitas, é colocá-los numa cidade, fundar a sede, e correr con eles o mais rápido possível.
- Privilegiar as grandes regiões como Madrid ou Barcelona, pois é ai que se vai definir a eleição.
- Utilizar todos os financiamentos, mas devidamente espaçados. E começar pelos maiores.
- Na segunda fase, vender o periódico para se conseguir dinheiro.
- O foco na segunda fase são os comícios. Fazer primeiro entrevistas, para saber as temáticas a favor e contra do eleitorado. Um mau comício é um tiro no pé.
- Não desmoralizar, o jogo é tendencialmente a favor dos partidos do sistema, funcionando como uma sátira política. Se conseguirmos ser o primeiro em número de votos, já pode ser considerado uma vitória.























































