sábado, 28 de março de 2020

Football Pools Generator


Para quem gosta de futebol e apostas desportivas, Glenjamin criou um pequeno programa que permite fazer algumas previsões para apostas. Poderá não dizer muito a nós, portugueses, mas de certeza que terá bastante aceitação na terras de Sua Majestade.

Poderão aqui descarregar o programa.

The Spectrum Show: episode 92


Já está no ar o novo episódio do imprescindível The Spectrum Show. Podem vê-lo em cima...

sexta-feira, 27 de março de 2020

Retroworks lança Dungeons of Gomilandia


A notícia grande do dia, e possivelmente do fim-de-semana, é o novo jogo da RetroWorks, Dungeons of Gomilandia. Quem não conhece este editora, responsável pelo segundo melhor jogo de sempre para o Spectrum, segundo Planeta Sinclair (The Sword of Ianna), ou da fabulosa compilação Retroworks Mini, não sabe o que perde.

Quanto a este novo jogo, iremos nos próximos dias analisar com toda a atenção. Mas até lá podem aqui vir descarregá-lo.

Rodman em formato digital


Em Dezembro de 2018 tínhamos feito em primeira mão a review de Rodman (pode aqui ser lida). Na altura apenas uma demo estava disponível para download, existindo no entanto uma versão física para venda, que no entanto incluía vários sistemas na cassete, daí ter um preço excessivamente alto. Esta lacuna foi agora colmatada, com a disponibilização em formato digital do jogo. Poderão descarregar livremente, ou dar uma pequena contribuição ao seu autor, que bem merece.

Podem vir aqui buscar Rodman, tomámos conhecimento disso graças a Modern ZX-Retro Gaming.

A Capital: Pokes & Dicas - 20 de Maio de 1988

Quazatron faz parte do nosso TOP dos melhores jogos do ZX Spectrum de sempre. Hoje a Capital dá-nos a conhecer a sua sequela, Magnetron que, de acordo com Joaquim Andrade, é superior ao seu antecessor. Infelizmente o terceiro jogo desta saga só saiu no longínquo ano de 1995, para o Commodore Amiga.


Existem muitos truques, dicas e alguma programação para descobrir no suplemento desta semana. Mas uma vez que a maioria dos nossos prezados leitores estão retidos no seu domicilio, que tal tentarem acabar o jogo Dizzy, através da preciosa dica do Rui Fernando Gil Lopes.


Suplemento disponível na nossa Dropbox.

Cheril of the Bosque en Otro Bosque


Nome: Cheril of the Bosque en Otro Bosque
Editora: The Mojon Twins
Autor: The Mojon Twins
Ano de lançamento: 2018
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Cheril of the Bosque en Otro Bosque foi um dos poucos jogos saídos em 2018 que não conseguimos fazer uma review detalhada. Isso porque apenas tinha sido lançado numa edição física muito limitada para a feira de Zaragoza (15 exemplares), e nunca lhe conseguimos deitar a mão. A lacuna fica agora colmatada, pois os The Mojon Twins libertaram finalmente o jogo, disponibilizando o ficheiro digital para a comunidade. Esta aventura tem também uma curiosidade: pega em várias personagens habituais nos jogos dos The Mojon Twins, dando-lhes aqui destaque.

A história está então ligada a Cheril, ficando-se a perceber como é que ela conseguiu escapar do bosque. Isso para quem conseguir chegar ao fim da aventura, claro. Assim, Cheril pensou que conseguiria alcançar a Grande Cidade, depois de atravessar a floresta. O problema é logo a seguir encontra outra floresta, e esta rodeada dos mais diversos perigos (até minas se encontram nesta floresta!?). Ela não sabe muito bem o que fazer, mas encontra então Johnny Limite, que está muito desgostoso por não ter o seu próprio jogo, e que lhe dá uma série de tarefas: falar com todos os personagens que habitam a floresta numa certa ordem (a ordem varia de jogo para jogo). Além disso está sem provisões, pelo que para seguir viagem tem também que encontrar os 27 objectos espalhados pela floresta.


Cheril começa a aventura com nove vidas, podendo encontrar mais algumas pelo caminho. Mas se pensam que são muito, desenganem-se. Para conseguir encontrar Yun la Demoña, Lala la Mágica, Ramiro el Vampiro e Amador el Leñador, terá que explorar toda a floresta, e até os lagos. Esses escondem imensos perigos, alguns dos quais nem são visíveis (acontece frequentemente perdermos uma vida sem se saber porquê - será bug?). Alguns dos inimigos tem movimentos previsíveis, outros já nem tanto, dificultando ainda mais a tarefa. Além disso, mesmo alguns dos elementos dos cenários são mortais. E como se não fosse suficiente, um canhão vai disparando balas que se tem que evitar que atinjam a moçoila.

Existem também algumas chaves que abrem as portas que permitem entrar em novas zonas da floresta, normalmente fortemente guardadas pelos inimigos, se bem que existam alguns objectos, que se devidamente movidos, poderão ser de grande ajuda (não diremos quais, nem como). Na prática, e porque teremos que recolher todos os objectos e falar com todos os personagens se queremos completar a missão, obrigatoriamente teremos que explorar todos os recantos, alguns até várias vezes.


Quem conhece os restantes jogos da instituição The Mojon Twins já saberá o que vai encontrar nesta nova aventura de Cheril. Gráficos engraçados e cenários imaginativos, neste caso com o aperitivo extra da própria Cheril, estimulando a nossa imaginação, com o típico som do motor MK, que não é tanto do nosso agrado, como já por algumas vezes referimos, es que mesmo contendo alguns bugs, ou pelo menos assim nos parece, e um sistema de colisão no mínimo estranho em alguns pontos, é convidativo o suficiente para nos fazer tentar ir até ao fim.

Para aqueles que consigam acabar a aventura, irão ter uma surpresa à boa maneira de Nuestros Hermanos.  Lembram-se de Game Over, Sabrina, Turbo Girl, Toi Acid Game e mais uns tantos? Ainda é preciso dizer do que se trata?

Assim, quem descarregar Cheril of the Bosque en Otro Bosque poderá contar com um desafio divertido, que não sendo extraordinário, é entretimento suficiente para um bom par de horas. Ainda por cima sendo agora gratuito...

quinta-feira, 26 de março de 2020

Miguetelo lança Reverse Pong


Já estamos habituados a que Miguetelo nos traga dos jogos mais originais que são lançados para o Spectrum, sempre com ideias engraçadas e que na maior parte das vezes funcionam muito bem. Desta vez pegou no clássico Pong e trocou-nos as voltas, não controlamos as raquetes, mas sim a bola, havendo objectivos a cumprir em cada nível. Iremos analisar em detalhe nos próximos dias.

Até lá poderão aqui descarregar o jogo.

Saiu Colonos ZX


Depois de Rescate en Marte, Jose Manuel Gris lança novo jogo para a competição BASIC 2020, desta vez na categoria Basic compilado, mas com uma temática semelhante (também é passado em Marte). O público tinha gostado bastante da sua primeira aventura, sendo mesmo um dos favoritos a vencer a competição, veremos agora qual a aceitação de Colonos ZX, até porque é de um género substancialmente diferente.

Poderão descarregar o jogo na página da competição Basic 2020, ou aqui na página do seu autor, ficando prometida a review para breve.

quarta-feira, 25 de março de 2020

VideoSpectrum números 2, 3 e 5


Devem estar a estranhar hoje não disponibilizarmos o MicroSe7e, mas isto tem uma razão de ser: assim, o suplemento número 44 de Abril de 1987 ainda não se encontra preservado. É mesmo o único desta fase que nos falta, pelo que apelamos aos nossos leitores que caso o tenham ai por casa, nos enviem uma digitalização ou nos emprestem o jornal para que possamos fazer a sua preservação. Sabem que podem confiar em nós...

Para que não fiquem sem leitura, disponibilizamos três revistas da VideoSpectrum que ainda não estavam preservadas, juntando-as à número 1, que já tínhamos colocado em Planeta Sinclair. Apenas faltam agora os números 4 e 6, pelo que se tiverem convosco, mas uma vez agradecemos que nos façam chegar a digitalização.

O nosso agradecimento ao Carlos Guerreiro, que confiou em nós e nos enviou o material, podendo aqui ser descarregado.

Biorritmos (MIA)


Outro programa de Biorritmos vinha nas cassetes cedidas pelo Miguel Lopes, juntamente com muita outra coisa que vamos disponibilizar nos próximos tempos. Programas deste tipo foram feitos às dezenas, inclusive a cassete de demonstração da Timex tem um. De qualquer forma poderão aqui vir descarregá-lo.

Biorritmo (MIA)


Biorritmo é mais um programa que vinha numa das cassetes do Nuno Miguel, e que agora foi preservado. Foi criado em 1984, aparentemente pela Restelovisão, que já vimos noutros lançamentos.

Não trazendo nada de adicional a outros programas do género, vale pela curiosidade, podendo aqui ser descarregado.

terça-feira, 24 de março de 2020

Sondagem Melhor Jogo (e programa) do ZX Spectrum


Depois de termos revelado o top 50 dos melhores jogos de sempre para Planeta Sinclair (escolhas de André Leão), que consagrou Laser Squad como o vencedor, estando no pódio The Sword of Ianna e Castlevania: Spectral Interlude, e de termos também avançado com uma competição em parceria com a Bitmap Soft, que teve como vencedor Andrew Bunker (o programador de Ninja Gardening Simulator), vamos agora avançar com uma nova iniciativa, inspirada em pedidos feitos pelos utilizadores do fórum ZX Spectrum Directo da Arrecadação.

O que pretendemos então? Que pensem no vosso top e até 30 de Abril nos façam chegar para o email que deixamos de seguida (por favor, não respondam como resposta a este post, para que mais facilmente consigamos centralizar as mensagens):

planeta.sinclair@gmail.com

O top terá várias categorias, e não necessitam de responder a todas, ou de preencher todos os campos. Façam apenas naquelas que se sentem confortáveis. Poderão colocar até 5 opções por cada categoria. Importante é que as hierarquizem, pois iremos dar uma pontuação de:
  • 5 pontos para a primeira opção
  • 4 pontos para a segunda opção
  • 3 pontos para a terceira opção
  • 2 pontos para a quarta opção
  • 1 ponto para a quinta opção
As categorias são:
  • Melhor jogo 
  • Melhor aventura de texto 
  • Melhor jogo de estratégia
  • Melhor utilitário
  • Melhor jogo retro do Spectrum (período 1994 até 2020)
No início de Maio iremos divulgar os resultados pela comunidade. Contamos com a vossa participação!!!!

Impossabubble agora com música em modo 128K


Ainda se lembram de Impossabubble, um muito engraçado jogo criado por Dave Clarke há dois anos? Pois o seu autor resolveu presentear-nos, nesta altura tão difícil para todos, com uma nova versão que inclui música de David Saphier para a versão 128K.

Poderão aqui descarregar o jogo, e se ainda não o conhecem, desde já dizemos que vale a pena experimentar.

1. Laser Squad


50. Nether Earth
49. Ranarama
48. Alien 8
47. Equinox
46. Lords of Midnight
45. Midnight Resistance
44. Saboteur
43. Highway Encounter
42. Fairlight
41. Starstrike II
40. Thunderbirds
39. Rebelstar
38. Castle Master
37. Atic Atac
36. Johnny Reb II
35. Bobsleigh
34. Terramex
33. Cybernoid II: the Revenge
32. Xeno
31. Dan Dare: Pilot of the Future
30. Mad Mix Game
29. Los Amores de Brunilda
28. Jet Set Willy
27. La Abadia del Crimen
26. Auf Wiedersehen Monty
25. Sim City
24. Football Manager
23. Formula One
22. Crystal Kingdom Dizzy (remake)
21. Academy
20. Target Renegade
19. Operation Wolf
18. Where Time Stood Still
17. Bomb Jack 
16. Starquake
15. Spy vs Spy
14. Frankie Goes to Hollywood
13. Pang
12. Manic Miner
11. Quazatron
10. Chuckie Egg
9. Tetris
8. Jetpac
7. R-Type
6. Head over Heels
5. Match Day 2
4. Elite
3. Castlevania
2. The Sword of Ianna
1. Laser Squad

segunda-feira, 23 de março de 2020

Editores de Basic, Sound/Speech, Turbo Loaders...


Do espólio de Edmundo da Assunção chega mais uma disquete com muitos programas, alguns ainda não preservados. E também com menus criados pelo próprio programador, permitindo aceder mais facilmente aos programas incluídos na disquete, que incluem editores de Basic, Turbo Loaders, programas de voz, etc..

Poderão aqui descarregar mais esta curiosidade.

Foi lançado Coloristic


Fomos hoje surpreendidos com a saída de mais um daqueles quebra-cabeças que tanto gostamos. Coloristic vem do Leste, e pela música que o acompanha, percebe-se logo. Os seus autores são Daniel Krautwurst & SinDiKat e é a conversão de um antigo jogo de telemóvel.

Os primeiros níveis são muito simples, mas aos poucos a dificuldade vai crescendo e parece estarmos perante um desafio a sério nos níveis mais avançados. Poderão aqui descarregar o jogo, ficando prometida a review completa para os próximos dias.

ZX Spectrum - modo "texto" (II) - UDGs

Nas rotinas de impressão BASIC/ROM do ZX Spectrum, podem-se usar caracteres definidos pelo utilizador.

Os caracteres que se podem definir vão de $90 até $A4 ; cada um define-se num block de 8x8. A rotina da ROM usa esses bitmaps a partir do endereço que estiver definido na variável UDG $5C7B.

Como exemplo, definimos UDGs com as componentes de um rectângulo, e imprimimos usando rotinas da ROM:
ORG 50000

LD HL,UDG
LD ($5C7B),HL ; points UDG system var pointer to UDG here

; print string STR
; ended by 0
LD HL,STR

PRINT: LD A,(HL)
CP 0
RET Z
RST $10
INC HL
JR PRINT
; string to print
; each line is a DEFB line, set of UDG characters, or space ($20)
; ended by newline ($0D)
; 0 to end the string
STR:
DEFB $90, $91, $91, $91, $92, $0D
DEFB $93, $20, $20, $20, $94, $0D
DEFB $93, $20, $20, $20, $94, $0D
DEFB $93, $20, $20, $20, $94, $0D
DEFB $93, $20, $20, $20, $94, $0D
DEFB $95, $96, $96, $96, $97, 0

; UDG area

UDG:
; $90
DEFB %11111111
DEFB %10000000
DEFB %10000000
DEFB %10000000
DEFB %10000000
DEFB %10000000
DEFB %10000000
DEFB %10000000

; $91
DEFB %11111111
DEFB %00000000
DEFB %00000000
DEFB %00000000
DEFB %00000000
DEFB %00000000
DEFB %00000000
DEFB %00000000
; $92
        DEFB %11111111
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001

; $93
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000

; $94
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001

; $95
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %10000000
        DEFB %11111111

        ; $96
        DEFB %00000000
        DEFB %00000000
        DEFB %00000000
        DEFB %00000000
        DEFB %00000000
        DEFB %00000000
        DEFB %00000000
        DEFB %11111111

        ; $97
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %00000001
        DEFB %11111111

END 50000

Ver:

ZX Spectrum - modo "texto" (I)
ZX Basic Manual - The character set
The Moon (UDG Moon’s Phases)

domingo, 22 de março de 2020

Submarine!


Nome: Submarine
Editora: NA
Autor: Je7ebel
Ano de lançamento: 2020
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

O curso de Basic de AsteroideZX continua a incentivar a comunidade espanhola a lançar jogos nessa linguagem. Foi o que Je7ebel fez, colocando-nos aos comandos de um submarino, um submarino amarelo, para sermos mais precisos (qualquer influência da célebre música dos The Beatles é pura coincidência, obviamente). E o autor nem sequer se esqueceu de desenhar a capa para todos aqueles que querem criar a sua própria cassete.

O jogo é muito simples, desenrolando-se ao longo de três fases, sendo o cenário sempre o mesmo, apenas os obstáculos vão variando. Assim, no primeiro nível temos que atravessar um campo minado, ainda por cima com um bombardeiro a sobrevoar o mar e a lançar frequentemente cargas de profundidade. Pelo meio convém ir apanhando o combustível, não nos vá ele faltar mais tarde. As minas estão escondidas, apenas nos apercebemos delas quando estão adjacentes a nós, pois é emitido um aviso de alarme. Mas este apenas indica que está uma mina próxima e temos então duas opções, seguir em frente, apostando na sorte, ou activar o sonar, que indica o local onde a mina se encontra. Só que o sonar tem um limite de vezes que pode ser utilizado, pelo que convém utilizar-se com alguma parcimónia. Por outro lado, se estivermos encurralados, podemos activar o botão de emergência, mais uma vez de utilização limitada, mas que destrói tudo à nossa volta, minas incluídas.


No segundo nível não existe qualquer ajuda, apenas temos que confiar na sorte e chegar ao canto direito o mais rápido possível, pois os bombardeiros, neste caso devidamente camuflados, vão lançando as bombas com uma regularidade assustadora, provocando um verdadeiro mar de chamas à nossa volta.

Finalmente, no terceiro e último nível, entramos nas profundezas marinhas, e o mar encontra-se infestado de polvos gigantes que tentam bloquear o nosso submarino. Pode-se activar o botão de emergência, mas apenas duas vezes, também aqui sendo conveniente darmos gás ao submarino.

No final de cada fase é fornecida a pontuação e mais alguma informação relevante, e depois de terminarmos o terceiro nível, volta tudo ao início, agora com um nível de dificuldade mais elevado.

Submarine! não tem então grandes pretensões, é apenas mais uma brincadeira em Basic, fazendo lembrar muitos dos type-ins que apareciam nas revistas nos primeiros tempos do Spectrum.  Mas é divertido e convida-nos a chegar até ao fim, podendo o jogo ser aqui descarregado gratuitamente.

Gnoni 2020


Nome: Gnoni 2020
Editora: NA
Autores: Azimov
Género: Acção
Ano de lançamento: 2020
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

A personagem Gnoni apareceu pela primeira vez em 1988 no número 183 da MicroHobby. E é curioso que só recentemente o descobrimos, após aparecer num episódio do Arnau Jess, programa que não dispensamos de ver, embora  a maior parte das vezes em modo "anónimo". Mas pelos vistos era bem conhecido de nuestros hermanos, tanto que Azimov recuperou a personagem e criou um jogo inteiramente diferente do original.

Gnoni parece-se muito com um personagem da BD que agora nos escapa o nome, e é um pontos de atracção desta aventura. Embora os cenários estejam um pouco despidos, os personagens tipo cartoon conseguem dar um colorido diferente ao jogo, contribuindo para atracção à primeira vista. Mesmo o modo como Gnoni se desloca faz lembrar o bonacheirão Garfield, embora a mecânica de jogo seja completamente diferente.

Assim, o nosso personagem teve uma avaria na sua nave e foi obrigado a aterrar num planeta desconhecido. Tem agora que conseguir encontrar oito objectos e só então poderá seguir viagem. O planeta não é muito grande, são apenas 28 ecrãs, a maioria em tons de amarelo a fazer lembrar o deserto, mas também inclui uma caverna, mudando a perspectiva vista de cima, para uma perspectiva típica dos jogos de plataformas. Ponto positivo também para esta diversidade.


Convém ainda explorar todos os recantos, pois existem pelo menos dois pontos que dão acesso a novos ecrãs, e consequentemente a também dois objectos. Aliás, inicialmente até pensámos que o jogo teria um bug, pois em alguns pontos conseguíamos passar por cima da vegetação. Só depois percebemos que isso tinha uma razão de ser, e mais não dizemos, pois iria estragar parte do prazer de explorar todos os cenários.

Gnoni apenas se pode deslocar nas quatro direcções, não tendo consigo nenhuma arma. Quer isso dizer que terá que contornar todas as bichezas do inóspito planeta, tais como cobras, mosquitos gigantes e até bolas de energia. Além disso alguns obstáculos naturais são fatais, nomeadamente aqueles que se encontram na caverna (estalagmites, estalactites e lava). Mas aqui reside o principal problema: um sistema de colisão muito pouco afinado. Por vezes ainda estamos a uns bons palmos do inimigo ou obstáculo, e perdemos surpreendentemente a vida. Talvez fosse preferível ter um sistema mais benevolente, mesmo que pouco credível, pois estas mortes tornam o jogo frustrante. A única vantagem é que existem quatro pontos pontos espalhados pelo mapa em que poderemos recuperar a todo o momento as vidas perdidas.


Para tornar a tarefa ainda mais frustrante, em alguns pontos morremos e vamos parar a um ponto diferente do cenário. Por vezes, para voltar ao local onde estávamos, teremos que andar alguns ecrãs para trás e percorrer caminho que já havíamos feito. Isto acontece na caverna, mas se por um lado é um pouco ingrato, por outro até podemos utilizar esta artimanha a nosso favor, podendo também atalhar caminho dessa forma, sabendo ainda por cima que existe próximo um ponto para recuperação das vidas perdidas. O que já não é tão agradável é entrar em ecrãs nos quais morremos imediatamente, algo que também acontecia em Bandito, ainda de forma mais frequente que em Gnoni 2020.

Mesmo tendo em conta todas estas arestas que se encontram por limar, Gnoni 2020 tem a capacidade de nos cativar instantaneamente, quer seja pela excelente melodia de entrada, da responsabilidade de AsteroideZX, quer seja porque a própria personagem, com os seus grandes olhos e andar gingão nos convida a deambular pelos cenários criados pelo programador.

Se poderia ser melhor? Obviamente, tanto que Dave Hughes, amplamente conhecido por personagens com características não muito diferentes de Gnoni (Irmãos Feijoca e Sprouty, por exemplo, jogos que traduzimos para português), pegou no código e corrigiu a maior das pechas: o sistema de colisão. Assim, esta nova versão torna agora o desafio mais justo, aumentando o prazer que dele retiramos.

sábado, 21 de março de 2020

UFO


Nome: UFO
Editora: NA
Autor: Packobilly Urbaneja
Género: Acção
Ano de lançamento: 2020
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

E de repente surge um novo programador com novos trabalhos (Papyrus também de alguma forma está relacionado com Packobilly). Se é apenas um programador, ou algum colectivo, ainda não percebemos, mas também se irá saber mais tarde ou mais cedo.

UFO é o típico jogo criado com o Arcade Game Designer, com uma jogabilidade interessante, mas com algumas limitações que afectam a sua longevidade, como iremos ver mais à frente. Assim, num misto de shoot'em'up e plataformas, e não fazendo caso da ironia do programador, que diz que é um jogo com um argumento nunca visto ("A game with a never seen before argument!"), controlamos um corajoso astronauta que tem que fazer face a uma ameaça alienígena. Para cumprir com a sua missão, aterrou na base inimiga e tem agora que encontrar cinco cargas explosivas, activá-las, e por fim rapidamente voltar ao foguetão que o irá trazer de volta à Terra, sem ser apanhado na explosão.


O desafio não é particularmente difícil, com excepção da última parte, e já veremos a razão. Assim, enquanto deambulamos pelos corredores da nave à procura das cinco cargas, temos todo o tempo deste mundo e do outro, para calmamente irmos evitando os obstáculos com que nos deparamos. Por vezes alguns dos inimigos têm que ser eliminados com o laser que teremos em nosso poder, depois de o apanharmos num dos primeiros ecrãs assim que chegamos à base. Mas este tem munições limitadas e dispara com demasiada facilidade, pelo que é necessário alguma contenção e poupar as munições para quando realmente são precisas. Pelo meio vamos podendo recarregar a arma.

Depois de encontrarmos as cinco cargas, recolhendo também as chaves que abrem novas zonas da nave, há que activar a bomba. Sabe-se lá porquê, mas a forma de a activar é eliminando um ser semelhante a uma cobra mecânica e que abre a porta de acesso à última carga. Assim que a apanhamos, automaticamente a bomba é activada, e ai sim, é preciso correr pela nossa vida. O "countdown" é iniciado e temos que chegar ao foguetão que nos vai trazer de volta antes que o relógio chegue a zero. Foi a única parte que sentimos alguma dificuldade neste jogo, pois não teremos tempo para respirar e em alguns dos ecrãs, assim que entramos, levamos com um inimigo em cima.


O nosso astronauta vem também equipado com um sistema propulsor ("jetpack"), que tem carga limitada, mas que no entanto é reposta assim que o deixamos de utilizar. É necessário usá-lo com alguma parcimónia, não nos vá faltar quando mais é preciso.

UFO consegue ser divertido, mas não durante muito tempo. E aqui reside a sua principal pecha: deverá ter apenas cerca de duas dezenas de ecrãs. Quer isso dizer que ao final de meia hora já se terminou o jogo (já conseguimos ver alguém terminar em cinco minutos), o que reconheça-se é pouco, limitando bastante a sua longevidade. Mas tendo em conta que o jogo é inteiramente gratuito, também não nos podemos queixar, não é?

Assim, não sendo nada de extraordinário, assinale-se a estreia de mais um programador, que conseguiu criar um desafio divertido, embora de curta duração.

Bolas Diabólicas (MIA)


E de vez em quando aparecem assim uns jogos extremamente simples, mas completamente viciantes. É o caso deste lançamento da Timex, exclusivo  para o TC 2068 (necessitam de um emulador com esse sistema, ou então a máquina real, claro), e que nos foi emprestado pelo Vasco Gonçalves. Faz lembrar uns brinquedos que tínhamos nos anos 80, tendo-se certamente ai inspirado.

Está completo, com instruções e capa, e pode agora ser aqui descarregado.

2Cars


Kerl, que já nos tinha dado Firesnake, volta ao ataque com nova entrada na competição BASIC 2020. Mas desta vez com algo bem mais simples (demasiado, até, diremos nós), pouco mais sendo que um mero exercício de programação, e no qual tem vindo a ter ajuda dos participantes no grupo criado por AsteroideZX.

O jogo destina-se a duas pessoas, e apenas existe uma tecla. Controlamos uma viatura, que tem que recolher todos os "0" e evitar todos os "X", para isso mudando de faixa de rodagem. Existem três níveis, variando a velocidade da viatura, apenas. É assim um exercício de reflexos que serve para demonstrar aquilo que se consegue fazer em BASIC puro.

sexta-feira, 20 de março de 2020

A Capital: Pokes & Dicas - 13 de Maio de 1988

Sexta-Feira 13 (de Maio) não foi dia de azar. Isso a avaliar por quem comprou A Capital, pois o jogo em destaque é apenas um dos mais famosos do Spectrum: Cybernoid.


O suplemento continua a dar a conhecer os novos artistas portugueses, que concebem mapas magníficos. Nesta semana destaca-se o Paulo Soares, com mapas para Platoon e Garfield, e Fernando Cardoso, como o mapa para Flying Shark.

Mas o maior destaque é um interessante type-in de Daniel Vaz. Alguém se oferece para o carregar, agora que temos mais tempo livre?


O suplemento encontra-se disponível na nossa Dropbox.

The Legacy of the White Crane: Ishido 2


Nome: The Legacy of the White Crane: Ishido 2
Editora: FanZiX
Autores: M/ZX
Género: Puzzle
Ano de lançamento: 2020
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair, Kempston Mouse
Memória: 48 K / 128 K
Número de jogadores: 1

Da Hungria veio um agradável surpresa, o sucessor de The Legacy of the White Crane, este segundo episódio com o nome de Ishido 2. Não conhecemos o original, mas a avaliar por aquilo que o programador diz, são imensas as novidades, quase parecendo um novo jogo. E será então analisado como tal...

O título é bastante grande e leva a pensar num género muito diferente do que realmente é, um quebra-cabeças, bastante antigo por sinal, e provavelmente originário da China. Tudo se passa num tabuleiro de 96 quadrados (8 quadrados de altura por 12 quadrados de largura), nos quais temos que encaixar 72 pedras. Cada pedra tem dois atributos: uma cor e um símbolo. Existem seis cores e seis símbolos diferentes, originando assim 36 pedras diferentes, que existem em duplicado.

As regras são um pouco complexas, pelo que não iremos aqui referi-las em detalhe, até porque ao descarregarem o jogo, têm a possibilidade de também descarregar as instruções. Mas de forma muito sintética o objectivo é conseguir colocar todas as peças no tabuleiro, fazendo sequências de cores e símbolos, tentando-se atingir a maior pontuação possível. É necessário uma elevada dose de estratégia, mas também o factor sorte tem lugar, uma vez que as peças vão surgindo uma a uma por ordem aleatória. O jogo termina quando não for possível colocar mais peças no tabuleiro, isto é, não existir um quadrado livre onde se coloque uma peça que tenha outra adjacente com a devida correspondência em termos de cores ou símbolos.


Mover as peças é muito fácil, basta apontar o cursor para o local no tabuleiro onde se quer colocar a mesma. Apenas se pode colocar em locais onde tenha pedras adjacentes com a mesma cor ou o mesmo símbolo. Se uma pedra for colocada de modo que seus lados fiquem adjacentes a duas outras pedras (correspondência de duas vias), deverá ter correspondência a um atributo diferente em cada uma dessas duas pedras (símbolo de uma, cor da outra). O mesmo atributo não pode ser usado para combinar as duas pedras adjacentes. Uma correspondência de três vias exige que cada um dos dois atributos esteja presente. Uma correspondência de 4 vias, isto é, uma pedra colocada no centro de outras quatro pedras, exige a correspondência de duas delas com um atributo e as outras duas com o segundo atributo. As correspondências de 4 vias são raras e é necessário aprender como criá-las (aqui reside uma boa parte da estratégia deste jogo). No entanto são elas que dão pontos a valer (as instruções contemplam de forma muito detalhada o esquema de pontuação, que convém apreender)...

Até aqui tudo está de acordo com os muito quebras-cabeças que vão sendo lançados. Mas onde Ishido 2 se diferencia relativamente aos outros é no enorme número de opções que inclui. São três menus, o inicial inclui a opção do jogo solitário, ou com o computador como parceiro (vão colocando as peças à vez), a selecção de seis conjuntos de peças diferentes, e também de seis tabuleiros diferentes, possibilidade de ter o cursor a piscar, vários tipos de controlo e até selecção de ter apenas música, efeitos, ambos ou nenhum. No entanto, quando o jogo está a decorrer, existe a possibilidade de se abrir um segundo menu. Este permite algumas opções extra, nomeadamente anular a última jogada ou a indicação do número de vezes que se pode ter a indicação dos locais disponíveis para se colocar as peças, entre outras.


E  como se não fosse pouco, existe ainda um terceiro menu de bónus, que só os mais persistentes (e curiosos) conseguirão abrir. Este inclui opções como a selecção do número de ajudas que poderemos ter durante o jogo (indicação do local das peças), sugestões para colocação das peças, regras mais rígidas ou mais relaxadas, possibilidade do modo flash para o border, e, imagine-se, possibilidade do modo ULAplus. Um luxo, portanto...

A maior parte das vezes neste género de jogos, os gráficos e a música são meros acessórios. Mas tal como em tudo o resto de Ishido 2, M/ZX não descurou estes pormenores. O tabuleiro tem todas as opções já referidas e uma profusão de cores com fartura. Os efeitos sonoros são mínimos, como se esperava, mas a melodia está muito bem gizada e convida a ouvir até ao fim, se bem que neste tipo de jogos o silêncio seja de ouro. Mas acima de tudo, o conjunto é extremamente atractivo e mesmo quem não é adepto de puzzles, não pode deixar de se sentir tentado a levá-lo até ao fim.

The Legacy of the White Crane: Ishido 2, ao qual não falta uma bonita capa para quem quiser criar a sua própria cassete, é um dos melhores jogos do género a aparecer nos últimos tempos. Só nos lembramos de ter prazer semelhante com Peking. É mais que obrigatório experimentar, irá cativar todos. De imediato...