Nome: Le Llamaban El Pollito: The Legend of the Little Chicken
Editora: Furillo Productions
Autor: IADVD, Molomazo
Ano de lançamento: 2026
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
Memória: 128 K
Link para descarga: Aqui
Furillo voltou a atacar! E, como já vem sendo hábito, trouxe-nos uma prenda de Halloween, depois de há precisamente um ano nos ter brindado com o Sangue de Dracula (Blood of Dracula), um jogo de plataformas muito bem conseguido.
Desta vez, esta dupla de programadores, leva-nos até ao Oeste Selvagem, com The Legend of the Little Chicken, cujo título original é Le Llamaban El Pollito. Mas a grande surpresa não está nos pistoleiros nem nos bandidos que teremos de enfrentar. Está na forma como o jogo foi construído, com a equipa a conseguir integrar o SEUD e o MK1 no mesmo jogo. Não é coisa pouca, sobretudo tendo em conta as limitações destes motores, em particular do primeiro. Furillo tem o condão de nos surpreender mesmo quando julgamos que já não há muito mais a fazer com estas ferramentas. Como o fez, isso já não sabemos, mas não nos admirava que houvesse para ai magia, o que é muito apropriado para esta época do ano.
A história é simples. Rosita, a professora da aldeia e o grande amor de El Pollito, foi raptada por um bando de malfeitores. Cabe-nos, naturalmente, resgatá-la, enfrentando todos os que se atravessarem no nosso caminho. Só assim poderemos dar o nó com a setôra. Mas como diz o ditado, de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento, pelo que a tarefa vai ser árdua.
A aventura está dividida em cinco fases, cada uma com três partes distintas. Na primeira, percorremos cenários vistos de cima, procurando os inimigos e tentando localizar o chefe da quadrilha. A energia vai diminuindo com o tempo, pelo que não convém andar a passear sem rumo. Felizmente, há objectos espalhados pelo cenário que nos podem valer uma ajuda preciosa: a ampulheta recupera a energia e o revólver dá-nos alguns segundos de invulnerabilidade. Mas há um pormenor importante: convém recolher tudo o que aparece no cenário, pois isso aumenta o nosso poder de fogo no confronto seguinte. E bem vamos precisar dele.
Encontrado o chefe, começa o tiroteio a sério. Temos de enfrentar o vilão e os seus sete capangas (até meretrizes "disparam" contra nós) em cinco diferentes cenários, enquanto tentamos sobreviver com um revólver que leva apenas seis balas. É preciso recarregar, apontar e disparar, sem dar grandes oportunidades aos adversários. Esta fase é muito semelhante a outra que já havíamos visto em S1NCLA1R C1TY.
No final de cada fase, ainda há tempo para uma visita ao tio Cletus e à sua destilaria clandestina. Aqui, a tarefa é esmagar o maior número possível de moedas, seguindo o ritmo, e tentar apanhar a garrafa especial que nos oferece uma vida extra. É um daqueles momentos inesperados que ajudam a dar personalidade ao jogo e quebram a acção de forma bastante divertida. E já agora, experimentem a esmagar a serpente ou a poia, para verem o que acontece.
Jogámos The Legend of the Little Chicken até ao fim e a experiência foi bastante agradável. A alternância entre as diversas fases dá-lhe uma variedade que não seria de esperar de um jogo criado com estes motores. É precisamente aqui que Furillo volta a demonstrar toda a sua criatividade: em vez de se limitar às fórmulas habituais, aproveita a integração dos dois motores, para construir uma aventura com diferentes ritmos e situações, quebrando assim qualquer monotonia que pudesse aparecer. Pelo caminho, encontramos também pormenores que nos fazem recordar outros jogos do autor, nomeadamente o já referido S1NCLA1R C1TY. São pequenas familiaridades que os seguidores do trabalho de Furillo certamente reconhecerão.
Existem também dois níveis de dificuldade, sendo que no mais difícil, não nos é concedido vidas extra. Para quem quiser chegar ao fim sem grandes sobressaltos, será preferível começar pela opção mais acessível, tal como fizemos. Já os pistoleiros mais experientes podem experimentar a versão difícil, onde qualquer erro pode deitar tudo a perder. Seja qual for a escolha, há que explorar bem os cenários, aprender os movimentos e ciclos dos inimigos, e recolher todos os objectos.
Furillo volta, assim, a trazer-nos um jogo muito divertido, com os habituais gráficos e cenários esplendorosos, sendo uma excelente prenda de Halloween. Assim, como resultado, temos uma aventura variada, repleta de momentos de humor e com bons motivos para se continuar a jogar até ao fim. É caso para dizer que mais uma vez acertaram no alvo...
A estreia e lançamento do jogo acontece, como é habitual, no canal de Javi Ortiz, el Spectrumero. Infelizmente estamos neste momento numa outra festa de Halloween e não vamos poder assistir em primeira mão, mas fica aqui o link para o directo. Além disso, podem também aqui descarregar Le Llamaban El Pollito: The Legend of the Little Chicken (o nome é impagável).


















































