Nome: James Sinclair and the Temple of the Sun God
Editora: Softimar / Teknamic
Autor: Mário Armão Ferreira
Ano de lançamento: 2026
Género: Aventura gráfica
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: Next
Número de jogadores: 1
Link para aquisição versão física: Aqui
Link para versão digital: Aqui
O Mário Armão Ferreira continua a aprimorar o seu motor de aventuras gráficas, que já nos trouxe maravilhas como Quivira: the Adventure, e, posteriormente, Vice City Blues. E surge agora James Sinclair and the Temple of the Sun God, uma aventura baseada nas lendas e mitos de Taprobana, mais tarde conhecido como Ceilão, uma antiga colónia Portuguesa, e após 1972, a ficar com o nome actual, Sri Lanka.
O Sri Lanka tem uma cultura muito antiga e rica, e também por isso, se presta a histórias em tons sobrenaturais. Estas são figuras presentes no jogo e aconselhamos a ler o manual que o acompanha, para um melhor enquadramento de tudo o que está por trás desta imersiva aventura.
A progressão do Mário tem sido espantosa, e basta comparar este novo jogo com Vice City Blues, saído há menos de seis meses. E esta progressão acontece a todos os níveis, não só no funcionamento do motor do jogo, mas especialmente ao nível gráfico, e ainda narrativo. A história é absorvente, com tons "Hollywoodescos", e o Mário conseguiu transpô-la na perfeição para este jogo.
Comecemos então por falar um pouco da história e objectivos de James Sinclair and the Temple of the Sun God.
Estamos no ano de 1942, em plena Segunda Guerra Mundial, Longe dos campos de batalha da Europa, mas num local misterioso: o Ceilão. Ou melhor, ainda não estamos lá, mas para lá iremos (a não ser que desistam prematuramente do jogo, claro).
As selvas do Ceilão escondem ruínas mais antigas do que a história registada - e um segredo agora procurado por aqueles que transformariam cada descoberta numa arma.
James Sinclair, arqueólogo e aventureiro, provavelmente o primo não conhecido de Rick Dangerous, segue o rasto da lendária Estatueta do Deus Sol. O artefacto foi descartado como folclore, venerado como uma relíquia sagrada e temido como a chave para um poder para além da compreensão humana.
James não é o único em busca da estatueta. Os agentes inimigos (nazis, claro) estão a aproximar-se, e cada pista leva-os mais perto do mesmo templo escondido. Se a estatueta for real, chegar primeiro a ela pode decidir muito mais do que o destino de uma expedição.
O objectivo passa então por conduzir James e a belíssima Elena pelo Ceilão, investigar cada local, falar com as pessoas que vai encontrando pelo caminho, e resolver os muitos quebra-cabeças que guardam o caminho para o Templo do Deus Sol. Muitos perigos estarão de permeio, o que já seria de esperar...
A mecânica da acção é muito semelhante à de Vice City Blues. Existe um cursor no ecrã que permite dirigirmos a acção para os pontos pretendidos e os comandos do interface são muito intuitivos. Podemos assim falar com os outros personagens ("talk"), essencial para se poder desengatilhar algumas acções na aventura.
O comando seguinte, "look", tal como o nome indica, permite analisar a cena. É fundamental observar-se todos os pontos de interesse. Tudo o que precisamos para avançar encontra-se no ecrã, mesmo que por vezes esteja um pouco mais escondido e não se descubra à primeira. Persistência é a palavra de ordem.
"Use" permite usar um elemento que tenhamos no inventário, enquanto que "open" faz isso mesmo, permite abrir algo. Quanto a "grab", permite apanhar objectos que nos sejam úteis, e "move" serve para nos movimentarmos entre ecrãs.
Existem depois duas acções especiais e que apenas funcionam em determinadas circunstâncias, e desde que o chicote e a arma não tenham sido apreendidas pelos nazis. Assim, com "fire" disparamos a pistola e com "whip", chicoteamos algo. Atenção, não servem para matar inimigos, pelo que é inútil tentarmos usá-los nos diversos personagens que vão surgindo ao longo do jogo.
Mas o jogo não se cinge a uma aventura gráfica. Também tem diversos quebra-cabeças para se resolver, além de elementos cinematográficos muito bonitos, que nos vão ambientando à acção que vai decorrendo. E, surge agora uma novidade que ainda não tínhamos visto nas aventuras gráficas do Mário: elementos de arcada.
Assim, além dos quebra-cabeças que tem que se ir resolvendo ao longo do jogo, não muito distantes daquilo que já tinha sido visto em Vice City Blues (por exemplo, deslindar códigos numéricos, de cores, não faltando a Torre de Hanói), surgem pequenos mini-jogos fazendo lembrar jogos bem conhecidos por todos, como o Frogger (caso do ecrã acima), ou uma perseguição de jeep à boa maneira de Spy Hunter. Servem essencialmente como elementos de descontração, pois não existem mortes neste jogo. Se não conseguirmos ultrapassar determinado obstáculo, temos sempre mais uma tentativa.
São todos estes pequenos pormenores que enriquecem ainda mais este jogo. Se se cingisse apenas à aventura gráfica, pela narrativa e fluidez da acção, já seria excelente. Com todos estes acrescentos, podemos, sem qualquer facciosismo, dizer que estamos perante um dos melhores, mais originais e mais absorventes jogos a aparecer para o Spectrum Next. Pois, esquecemo-nos de dizer isto. Com tanta coisa metida neste jogo, seria altamente complexo colocar tudo num computador com apenas 48 ou 128K de memória. Mas, quem sabe o que o futuro nos reserva...

















































