domingo, 23 de setembro de 2018

Pooper Scooper


Nome: Pooper Scooper
Editora: The Death Squad
Autor: Sludge
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Os The Death Squad estão de volta aos lançamentos para o Spectrum, e desta vez com um jogo de caca. E é literalmente de caca, pois o objectivo é apanhar os dejectos que os canitos vão deixando pelo parque. Depois de andar pelos esgotos em Sewer Rage, e comandarmos poias na saga Thunderturds, este novo título é bastante apropriado e uma sequência lógica.

Quem já conhece os jogos desta editora sabe precisamente o que aqui vai encontrar. E confessamos que ficámos um pouco apreensivos quando vimos este novo título e cenários a fazerem lembrar todos os outros dos The Death Squad. E numa primeira abordagem os nossos receios confirmaram-se, isto é, um tema demasiado superficial e infantil, cenários todos muito parecidos, e um sistema de controlo demasiado sensível e a provocar alguma frustração. Vão efectivamente encontrar tudo isto em Pooper Scooper, desde logo deixando muita gente de fora e sem vontade de avançar no jogo.


A variedade da acção continua também a ser muito repetitiva, com poucas diferenças entre os níveis. Claro que o nível de dificuldade vai aumentando, mas isso porque o número de inimigos e obstáculos, assim como de dejectos e ervas daninhas a limpar vai também aumentando. No entanto, Pooper Scooper introduz uma variante nova que traz algum "sal" ao jogo e que vai recompensar aqueles que insistirem.

Assim, são quatro as personagens que podemos controlar. Além de Scott, representado pela sua cara e que tem a capacidade de socar alguns obstáculos, tirando-os do caminho, temos Willy the Wasp, Mark Barton Dung e Chav Doley, cada um deles com características e capacidades diferentes que terão que descobrir ao longo do jogo (é parte do divertimento). Para assumirem cada uma das personagens, basta tocar-lhe. E se querem ir avançando de nível, é necessário trabalhar-se como equipa, assumindo os vários papéis ao longo das situações com que se vão deparando.


Para completarem os níveis terão que conseguir limpar todas as poias, ao mesmo tempo evitando ser apanhados pelos bicharocos semelhantes a pássaros que vão voando pelos cenários. Um pouco como o jogo do gato e do rato, e que ao final de algum tempo, mesmo com as variantes introduzidas, acaba por cansar, diminuindo a longevidade do jogo.

Os gráficos e sprites são bastante razoáveis, assim como a música, apropriados a um público mais juvenil (ou mesmo infantil), que no fundo é o principal alvo de Pooper Scooper. Estes vão gostar de aventurar-se por aqui, podendo ser até uma óptima introdução de um novo público a esta plataforma. Para os restantes, vale a pena dar uma espreitadela, sabendo que não será um título que lhes vai manter ocupados durante muito tempo.

Pooper Scooper é gratuito e pode aqui ser descarregado.

sábado, 22 de setembro de 2018

História Universal (MIA)


História Universal é mais um programa da Astor vindo da arrecadação do nosso amigo Vasco Gonçalves. O seu autor é Pedro Filipe G. Pereira, tendo sido criado em 1985.

O utilitário é composto por duas partes. A primeira permite consultar as datas mais relevantes da história mundial, continente a continente. Claro está que Portugal, Brasil e Espanha tomam papel relevante. A descrição é apenas breve, até porque o próprio computador não tem capacidade para muito mais, ainda por cima com o mapa a ocupar dois terços do ecrã. Mas mesmo assim, e após uma breve consulta, parece-nos que faltam momentos importantes da história (onde está a descoberta do Brasil, por exemplo).

Num segundo momento, podemos jogar com até mais cinco amigos uma espécie de Trivial Pursuit.

Poderão aqui vir buscar mais esta pérola...

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Robots Rumble


Nome: Robots Rumble
Editora: NA
Autor: Miguetelo
Ano de lançamento: 2018
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Depois de no início do ano Miguetelo ter lançado um jogo muito simples, mas extremamente cativante, Parachute, volta agora à carga com um jogo tão simples quanto esse, mas ainda melhor. Robots Rumble é o seu nome e já irão ver porque ficámos nele viciados.

Em Robots Rumble assumimos o papel de um robô (era óbvio) com quarenta e cinco anos, Slade, e adoramos o nosso trabalho: destruir robôs defeituosos ou partidos em planetas distantes, lançando-os para a lava ardente. Assim, ao longo de diferentes planetas, cada qual com as suas próprias características, temos que ir guiando os robôs avariados através das diferentes plataformas, ultrapassando as muitas armadilhas lá colocadas. E isso com recurso a dois ímanes, um do lado esquerdo, outro do lado direito.


Parece tarefa fácil, não é? Enganam-se, pois há muitos obstáculos pelo meio, alguns deles móveis. Assim, as pedras verdes são constituídas por criptonita, e se lhes tocamos o robô explode, poluindo todo o planeta. Por outro lado, estes têm sentinelas que terão que ser evitadas, senão o resultado é o mesmo: uma vida perdida.

Como se não fosse pouco, os ímanes têm uma carga limitada e têm que ser recarregados periodicamente através das baterias que se encontram distribuídas pelos planetas. Claro que se estes ficarem sem carga, voltamos ao início, agora com menos uma vida.

O mais cativante deste jogo, que parece muito simples mas esconde uma complexidade que apenas jogando se descobre, tem a ver com as próprias leis da física. Experimentem assim a deixar os ímanes no mesmo paralelo e vejam o que acontece. Mas o pior é quando estamos a movimentar o robô, tudo parece correr bem e de repente descobrimos da pior maneira que o imane do lado contrário tinha sido esquecido no pior ponto possível.


E Robots Rumble, apesar de ter sido criado com o motor Arcade Games Designer, com as bem conhecidas limitações em termos de memória e por isso não permitindo um grande número de cenários, tem mais, muito mais. Tem plataformas móveis, vidros que necessitam de ser quebrados, elevadores, mas acima de tudo tem aquele toque de vamos lá jogar mais uma vez, que nos faz sempre a ele voltar.

Gráficos e música agradáveis também ajudam à festa, fazendo com que este seja um jogo que vai agradar a Gregos e Troianos. Assim, se não tinham nada agendado este fim-de-semana, venham aqui descarregar Robots Rumble, que irão dar o tempo por bem empregue.

Mais entradas no ZX-DEV-MIA-Remakes


A competição ZX-DEV-MIA-Remakes continua a receber entradas novas, algumas surpreendentes, como é o caso de uma nova versão de Jetpac. Está a ser desenvolvida por Rafavico, que neste momento já disponibilizou uma demo do futuro jogo. Já a testámos e sente-se de maneira diferente do original. Aliás, será muito difícil, se não impossível, melhorar o clássico da Ultimate, mas nem por isso está a haver um esforço muito meritório nesta versão.

Podem aqui descarregar a demo.


Alley the Cat é um exemplo de um verdadeiro MIA, pois foi iniciado, mas nunca acabado. O programador, Jordi, está lentamente a desenvolver o jogo e vai regularmente colocando as actualizações, que poderão ser vistas na thread do fórum oficial. Além disso, na sua página, disponibiliza o código para quem o quiser analisar, podendo aqui ser visto.


E finalmente, O bem conhecido Salvakantero, embora tenha passado por uma pausa sabática de dois anos, está a avançar com um remake de mais um popular jogo do Spectrum, Booty, clássico lançado pela Firebird em 1984. Para já apresentou um esboço do que poderão ser os gráficos deste jogo (versão da direita), comparando-o com o original (à esquerda). E de facto parece que vamos ter aqui um sério candidato à vitória final...

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Preview: Nixy and the Seeds of Doom


Depois de John Blythe ter anunciado o sucessor de Foggy´s Quest, recebemos mais uma maravilhosa notícia: Andy Johns já está a trabalhar no sucessor de Níxy: The Glade Sprite, um dos grandes jogos do ano e ao qual não tivemos qualquer dúvida em atribuir o galardão de Mega Jogo. A nova aventura será chamada de Nixy and the Seeds of Doom e a avaliar pelas primeiras imagens, já estamos a ver qual vai ser o resultado.

Apelamos então ao Andy que a termine o mais breve possível, pois estamos ansiosos para voltar a comandar a simpática duende.

Super Serif Bros


Da mente de Rogual chegou hoje uma curiosa experiência (não o vamos catalogar como um jogo no sentido literal do termo), a conversão de Super Serif Bros para o Spectrum.

Para quem não conhece, este programa utiliza apenas ASCII graphics. O objetivo é apanhar todos os £, evitando tocar em "objectos" mortais, ou ficar encurralado, ao mesmo tempo deslindando alguns quebra-cabeças. Apesar do aspecto básico, mantém o interesse por alguns momentos.

Poderão aqui vir buscar este pequeno programa.

Demo: The Hollow Earth Hypothesis


Lampros Potamianos continua muito activo a trabalhar em novos jogos para o Spectrum Next. Se houver alguém que ainda não saiba, Lampros apresentou o primeiro jogo para o Next, Nextoid!, com alguns dos níveis a serem criados por um dos membros de Planeta Sinclair.

The Hollow Earh Hypothesis teve agora direito a uma demo, já depois do seu autor ter disponibilizado o mapa para o primeiro nível. E finalmente tivemos oportunidade de testar a sua jogabilidade, sendo que numa primeira impressão parece-nos bastante razoável. Não esperem é por facilidades, pois o jogo é difícil como tudo, o que não admira, pois os inimigos são mais que muitos. No entanto vai ter o condão de agradar a todos os fãs de Mario Bros e similares.

A demo contém trinta ecrãs (a versão final terá oitenta) e vem incluída na mais recente actualização do TTBlue, podendo aqui ser obtida.

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Corrida de Cavalos (MIA)


Há bastantes meses atrás recebemos um pedido do Nuno Santos. Gostaria de voltar a ter dois jogos da sua infância: Football Manager e Derby Day, ambos versões nacionais. Passado uns tempos fez-nos chegar uma cassete do Treinador de Futebol (Football Manager), que preservámos para a posteridade. Faltava o Derby Day, ou Corrida de Cavalos, como preferirem.

Prometemos ao Nuno que iríamos arranjar mais tarde ou mais cedo o jogo (tal como prometemos que arranjaríamos o Talismã e o Play for Peace). Não são promessas vãs, e eis que agora disponibilizamos, em toda a sua glória, o jogo que o Nuno Santos tanto procurava. Pequena forma de o recompensar ter-nos enviado jogos para preservação.

Agradecemos ainda ao Vasco Gonçalves, pois este, e muitos programas que ainda vamos colocar nos próximos meses, foram-nos por si emprestados.

Corrida de Cavalos pode aqui ser descarregado.

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Vradark's Sphere


Nome: Vradark's Sphere
Editora: Sanchez Crew
Autor: Sanchez, ER, Nik-O
Ano de lançamento: 2018
Género: Estratégia
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

The ancient castle where just ruins left
Became a home for the greatest evil yet
The Death Messiah Vradark sits on the throne
His words are poison killing everyone.
The dungeon used for cherishing old kings
Now keeps his power deadly for the human beings.
The deepest tomb hides Sphere of all spheres
That prisoned power, sins and all his darkest fears.
Let spirits rest in peace, save us from close death,
Be brave enough to fight till your last breath!
Take Sphere from this place so cold,
Make Vradark useless with your heart of gold.
Destroy his plan and pave the path to light,
So we could see again the future very bright!

É com este poema tétrico que a equipa de programadores, responsável pro Castlevania e Mighty Final Fight nos introduz na história de Vradark's Sphere, jogo concebido em apenas três semanas. Para o comum mortal, seria tarefa quase impossível apresentar uma boa proposta, mas não para a equipa de Sanchez (no sentido literal da palavra), que nos apresenta mais um excelente jogo.

Em Vradark's Sphere o Antigo Mal amaldiçoou as almas de cidadãos outrora felizes, envolvendo a Terra na escuridão. O malvado necromante, Vradark, vive agora no meio das ruínas de um castelo real e encerrou nas suas profundezas a Esfera Lendária responsável pela luz e alegria do Mundo. Até que um valente valente feiticeiro se atreveu a enfrentá-lo. Nós, como seria de esperar.


Ao contrário dos jogos anteriores desta equipa de programadores, Vradark's Sphere tem elementos completamente diferentes. Não esperem assim por um jogo frenético, com muita pancada pelo meio. Antes um clone de Rogue, jogado por turnos e onde as jogadas deverão ser muito bem ponderadas (com alguma matemática pelo meio). Isto porque o sistema de combate deste jogo assim o exige.

Medido por uma ampulheta vermelha temos a nossa energia, e a ampulheta azul o poder de fogo (ou munições, como lhe queiram chamar). Quando damos um passo, os nosso inimigos também dão um passo, aproximando-se de nós. Quando estão adjacentes a nós, atingem-nos, roubando um pouco da nossa energia / mana. Assim, o segredo está em planear muito bem os passos a dar para que possamos não ser apanhados à traição. Teremos que decidir se enfrentamos os inimigos num combate corpo-a-corpo ou se os atingimos com a bola de fogo, cujas munições são limitadas, embora se possam encontrar mais, escondidas pelo castelo (assim como energia / manas). E a decisão passa essencialmente pela distância a que os inimigos se encontram de nós, pelo que um pouco de planeamento e matemática é garante para que possamos avançar nesta aventura, encontrando a chave e a porta que nos faz passar de nível.


O jogo tem alguns pormenores deliciosos. Em primeiro lugar o sistema de turnos, que nos permite jogar ao ritmo que acharmos desejado. Se nos movermos lentamente, pensando muito bem cada jogada, é possível fazê-lo. Se quisermos acção rápida, também é possível, pois os inimigos deslocam-se sempre ao ritmo do nosso feiticeiro. Por outro lado, os nove níveis do jogo são gerados aleatoriamente. Quer isso dizer que nunca há dois jogos iguais, prolongando o período de vida útil de Vradark's Sphere. E como se não fosse pouco, no canto superior direito existe um mapa que se vai revelando à medida que vamos entrando em novas salas.

Gráficos muito razoáveis, ainda por cima tendo em conta o pouco tempo em que o jogo foi concebido, e uma musica divinal, são outros dos atributos que vão fazer imensamente feliz a quem se aventurar em Vradark's Sphere.

Por tudo isto, este é um jogo a adquirir por todos aqueles que gostam de exercitar as células cinzentas, como diria o nosso amigo Poirot. Na página dos programadores poderão jogar online ou experimentar uma demo com o primeiro dos nove níveis. Quem quiser adquirir o jogo, terá que desembolsar a pequena quantia de 1 usd. E o que podemos dizer é que vale bem a pena.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Preview: Foggy's Quest 2


Poucas coisas nos podiam dar mais alegrias, no que toca ao Spectrum, do que um novo jogo de John Blythe. Ainda agora lançou All Hallows, e já está a pensar no sucessor de Foggy's Quest, pequena maravilha lançada em Fevereiro do ano passado e que não tivemos qualquer pejo em dar-lhe o estatuto de Mega Jogo.

O loading screen já foi disponibilizado pelo seu autor e é de nos deixar sem respiração. Além disso, John já começou a trabalhar em Foggy's Quest 2, como poderão ver no ecrã em baixo. No entanto ainda terão que esperar uns meses até estar completo e pronto para ser lançado. Quem sabe não venhamos a ter aqui uma belíssima prenda natalícia...

domingo, 16 de setembro de 2018

Tunel 3D (MIA)


Tunel 3D, como se devem ter apercebido pelo nome, é a tradução pela Timex Portugal, para a nossa língua, do jogo 3D Tunnel, lançado pela New Generation Software em 1983. E mais uma vez temos que agradecer ao nosso amigo Jose Manuel, de El Trastero del Spectrum, por nos ter enviado um programa que ainda não estava disponibilizado online.

O que mais impressiona neste Tunel 3D é a velocidade a que toda a acção decorre, aspecto muito importante tratando-se de um shoot'em'up.

Os gráficos, grandes, para os parâmetros de 1983 eram consideradosm bastante bons. E mesmo 35 anos depois, continua a jogar-se com muito agrado este Tunel 3D, metendo a um canto muito "tiro neles" que apareceu depois.

Poderão aqui descarregar o jogo e demais material que acompanha a cassete.

sábado, 15 de setembro de 2018

PAW de volta!


Mais uma maravilhosa notícia acabada de receber. Depois da recuperação de Diseñador de Aventuras AD, surge agora a nova versão (A17 +3) de The Professional Adventure Writing System, da autoria de Tim Gilberts. Com novas funcionalidades e adaptado ao Spectrum Next.

Deixa então de haver desculpas para que não sejam criadas mais aventuras de texto, agora com dois novos motores de excelência ao dispor de todos. Aguardamos assim pela vossa criatividade.

A nova versão é gratuita e vem incluída na mais recente actualização do TBBlue, que pode aqui ser obtida (juntamente com mais material que contamos ver ao longo da semana).

Max Pickes III: the Price of Power


Nome: Max Pickles Part III: the Price of Power
Editora: World XXI Soft
Autor: Ariel Ruiz
Ano de lançamento: 2018
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

E tal como prometido, a terceira parte da trilogia de Max Pickes foi lançada. Assim, após este simpático punk, agora transformado num yuppie de sucesso (e bilionário), ter descoberto o mapa da mina de diamantes (parte I), e ter recolhido à custa de muito suor o enorme tesouro (parte II), chegou a altura de gozar dos rendimentos e deixar definitivamente para trás a barulhenta ideologia. Para isso comprou uma enorme mansão, como tinha sido dado a entender no final da segunda parte.

Max não deixou por menos. Além de emborcar caviar e champanhe a rodos e ter passado por algumas cirurgias estéticas, juntamente com o seu passado de excessos, tudo isto começou a fazer os seus efeitos, tendo perdido agilidade mental e física. Um dia então ele perdeu as chaves da sua mansão, tendo deixado todas as armadilhas e medidas de segurança activadas. A única solução é quebrar a segurança das armadilhas que ele mesmo colocou. Para isso tem que atravessar uma caverna subterrânea, chegar ao porão e tentar aceder à mansão para desactivar o alarme instalado no centro de controlo.


Tal como nas duas anteriores aventuras, a estrutura desta última parte é muito semelhante. Continua a ter doze níveis, mas apresenta agora algumas novidades. Assim, há que ter muito cuidado com os terrenos que pisamos, pois nem todos são tão seguros quanto parecem.

Alguns inimigos terão também que ser eliminados. Nas anteriores aventuras a nossa única hipótese era evitá-los, nem que fosse saltando por cima deles. Aqui existem inimigos que necessariamente terão que ser atingidos com os objectos que se encontram ao nosso dispor na mansão, nomeadamente facas.

Alguns inimigos são imediatamente fatais ao contacto, outros fazem-nos perder "apenas" um pouco de energia. Sendo que esta vai diminuindo com o tempo, o nosso principal desafio é mesmo conseguir chegar ao final de cada nível sem que a energia tenha desaparecido totalmente.


Quem experimentou as duas primeiras aventuras sabe exactamente o que aqui vai encontrar. Mais doze níveis ao bom estilo de Jet Set Willy, com a curiosidade do jogo ser construído em Basic, ajudando a explicar algumas das suas insuficiências, nomeadamente a resposta dos comandos.

A trilogia vai também concorrer à competição ZX-DEV-MIA-Remakes, sendo um valoroso concorrente. Aliás, a lista a esta competição continua a aumentar, havendo já cerca de uma dezena de concorrentes e perspectivando-se em breve mais alguns. Quem sabe não venha a ter um concorrente português, à semelhança da anterior competição.

Toda a saga de Max Pickles é gratuita, podendo aqui ser obtido o terceiro episódio.

Night Stalker ZX


Nome: Night Stalker ZX
Editora: Amcgames
Autor: Aleisha Cuff
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Aleisha Cuff está a especializar-se na conversão de antigos jogos para a Intellivision (Mattel). Depois de Astromash! ZX, surge agora mais um clássico para essa plataforma, Night Stalker. E apesar de na nossa opinião os jogos dessa consola serem demasiado arcaicos, Aleisha consegue trazer novos motivos de interesse, seja através de um interessante loading screen, seja através de toda a parafernália que o acompanha, nomeadamente um muito completo manual.


Em Night Stalker estamos permanentemente a correr, num corrida desenfreada para escapar aos nossos perseguidores. Estes são robôs implacáveis, que apesar de destrutíveis, de cada vez que um desaparece, logo aparece outro no seu lugar, mais inteligente e rápido. É um verdadeiro pesadelo e as nossas únicas defesas são dar corda aos sapatos e armas que vão aparecendo aleatoriamente no ecrã. Mas estas têm munições limitadas e quando as esgotamos, teremos que ir desarmados à procura de uma nova, arriscando-nos a encontros imediatos nada amigáveis.

A meio do cenário existe um bunker que serve de porto de abrigo quando a acção se torna demasiado frenética. No entanto é apenas um paliativo, pois mais tarde ou mais cedo teremos que ir à cata dos robôs perseguidores, que além disso vão aumentando em número à medida que vamos avançando de nível, isto é, à medida que os vamos eliminando, já que o cenário permanece sempre igual.


O jogo é uma corrida aos pontos, isto porque de cada vez que abatemos um dos perseguidores aumentamos, o nosso score. Os mais "estúpidos", como as aranhas e os morcegos, que apenas nos paralisam momentaneamente, poucos pontos valem. No entanto, os robôs mais inteligentes e rápidos já começam a aumentar enormemente o nosso pecúlio. E quando atingimos os 50.000 pontos, surge o pior de todos, o robô invisível, apenas detectado pelos seus tiros. Mas até lá chegarmos, teremos que penar muito...

Como conversão directa, a simpática Aleisha fez um trabalho muito meritório. Apetece-nos dizer que jogos originais fracos, quando feita uma conversão directa, raramente conseguem trazer novos motivos de interesse. Mas Night Stalker, tal como aconteceu com Roust, vai trazer novos fãs a este tipo de jogos. Claro que não há milagres, e um jogo apresentando apenas um cenário, não poderá ser uma obra-prima. Mas o que aqui temos é bastante divertido, em especial para quem gosta deste tipo de jogos.

Night Stalker é gratuito, é competente, é divertido, e nem que seja pela curiosidade, vale a pena descarregar. Poderão aqui fazê-lo.

Top jogos mais vendidos Setembro 1983

Setembro trouxe muito poucas novidades ao top dos mais vendidos pela cadeia W H Smith. De relevar a troca entre Flight Simulation e Penetrator, passando este último a ocupar o primeiro lugar do pódio, e a entrada de Starship Entreprise e Test Match (Cricket) para nono e décimo lugar, respectivamente.

De resto a Melbourne House continua a dominar as vendas de software para o Spectrum.

Oure em breve


E foi um dia recheado de boas surpresas. As mais recentes, a saída de um jogo novo que em breve irá ser analisado, Night Stalker de Aleisha Cuff, e o lançamento de mais um perk para a campanha da Crash, nada mais, nada menos que a conversão de Oure, directamente da PS4/Xbox One para o ZX Spectrum.

O jogo terá um custo de 10 libras adquirido através da campanha da Crash. Mais notícias em breve aqui.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Formula One (MOD)


Não estaremos muito enganados se dissermos que Formula One foi um dos jogos que maior sucesso teve no nosso país, isto apesar da critica britânica não ter gostado por ai além deste simulador. Na altura, não havia casa que tivesse um Spectrum (ou um Timex) e não tivesse Formula One. E o carinho por este jogo no nosso país era tanto que até teve direito a uma actualização, da autoria de Nuno Pinto, contemplando os pilotos e construtores de 1998, além de gráficos melhorados.

Podem aqui vir buscar esta actualização, brevemente haverá mais novidades do Nuno!