Solitário é a tradução de Solitaire, um jogo incluído na colectânea Pastimes 1, lançada pela Sinclair Research nos primeiros tempos do ZX Spectrum.
Poderão aqui descarregar mais este jogo encontrado nas cassetes do David Mendes.
Quem gosta de aventuras de texto do estilo D&D, tem aqui bons motivos de divertimento. Para isso basta aqui virem descarregar o jogo.
Assim, em Speccy Soccer MicroHobby Edition 2026, podem contar com equipas actualizadas, mas também alterações nos próprios controlos e dinâmicas de jogo, como seja a inclusão do joystick, ou efeitos no disparo da bola.
De negativo, apenas a grande dificuldade de domínio da bola e dificuldade em ver por onde ela anda ou quem a controla, o que de resto já era uma lacuna no original. Uma pena não ter melhorias a esse nível.
A colectânea está excelente, a única coisa que não gostámos foi da escolha de teclas, levando a enganos frequentes. Mas não se pode ter tudo...
Podem aqui vir descarregar este programa.
Poderão aqui descarregar este utilitário.

A edição deste ano contou com a terceira edição do ZX Spectrum Game Hall of Fame, uma iniciativa que pretende homenagear, de forma mais permanente, os jogos que marcaram o percurso de todos aqueles que utilizaram estes computadores.
A escolha do vencedor foi feita através de votação do público, e o grande vencedor foi o Bomb Jack!

Chegou ao fim o grandioso GOTY 2025.
A edição deste ano contou com a estreia de novas categorias: Melhor Demo, organizada pela Associação Inércia, e uma das categorias mais pedidas, agora tornada possível graças à parceria com a SpecNext — Melhor Jogo de ZX Spectrum Next.
E os vencedores são:
Como estamos fora, não temos possibilidade de testar o jogo nestes dias, ficará para quando regressarmos. Até lá podem vir aqui descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição ao seu autor.
Umbra, o novo jogo de Darkside29, o autor da galardoada trilogia Urkiola, já se encontra disponível. Como estamos fora de férias, não conseguimos ainda ver o jogo em detalhe, mas pelo que fomos vendo no directo de Javi Ortiz (ver aqui), tem muito bom aspecto.
O jogo é do género "make your own adventure", tem duas partes, e pode aqui ser descarregado. Para a semana contamos experimentá-lo. Não se esqueçam de dar uma pequena contribuição ao seu autor.
Nem sabemos bem o género deste jogo. Puzzle? Arcade? Aventura? Talvez um misto de tudo, mas o que interessa é que o resultado é bastante divertido e vale a pena experimentar. Além disso, estamos ansiosos para que implementem a opção 2...
Podem vir aqui descarregar o jogo.
O objectivo é eliminar todos os insetos antes que eles capturem os corações. Estes vão-se tornando mais rápidos à medida que o tempo e os níveis passam. Apenas eliminando todos os insectos passamos para o nível seguinte. Mas os insectos também disparam e se formos atingidos, metade dos corações desaparecem. Simples, mas eficaz...
Podem vir aqui descarregar o jogo.
Três dias depois de recebermos o mais recente jogo de Matt Birch, Samera and the City of Thinis, conseguimos completá-lo. Foi necessário muita reflexão para se conseguir resolver todos os quebra-cabeças, não só os que permitem a entrada nos templos de Kek (também conhecido como Kuk), Isis, Ra e especialmente Thoth (o mais difícil), mas também porque cada um dos templos, encerram também em si mesmos, charadas verdadeiramente estimulantes. Não sabemos se fomos os primeiros a chegar ao fim, isso também pouco importa, o importante é que não desistimos. Aliás, mesmo durante o sono pensámos na resolução dos puzzles, e isso é algo muito raro de nos acontecer, o que desde logo quer dizer que este jogo é muito especial. Sim, já perceberam, adorámos Samera and the City of Thinis, tanto quando os Egípcios ou os Romanos adoravam os seus Deuses...
Mas comecemos pela história de Samera and the City of Thinis. Assim, quando Roma pretendia obter o poder de Thinis para conquistar o Mundo, o feiticeiro Samera é ressuscitado pelos Deuses para decidir o destino do Egipto. Cabe-nos agora a nós, no papel de Samera, a honra de tentar conseguir obter a Magia de Isis, o Caos de Kek, o Conhecimento de Thoth e o Poder de Ra. Apenas com estes quatro elementos na nossa posse, o nosso povo poderá fazer face à invasão de Roma.
As instruções do jogo são parcas, mesmo contando com a introdução, que dá algumas pistas e que convém ler com atenção. A versão física de Samera and the City of Thinis em cassete dá também algumas pistas, nomeadamente através do mapa que faz parte do inlay. Este, tal como tudo o resto, é um pouco críptico, mas com um pouco de concentração e atenção aos detalhes, seremos capaz de o decifrar. Se ainda se lembram de Neadeital, a tarefa fica um pouquinho mais facilitada, pois o modo de orientação não é assim tão diferente. Mas não muito mais fácil...
O grau de dificuldade do jogo não reside tanto na acção ou destreza com os dedos. Esse também lá está, até porque os inimigos vão aparecendo em quantidade q.b., e temos que ser rápidos a eliminá-los. Mas como os ícones com energia e capacidades extra aparecem frequentemente no ecrã, não será por aí que iremos perder muitas vidas, além de que temos sempre a possibilidade de ressuscitarmos em determinados pontos do jogo (as bandeiras são "save points", um pouco como acontece em alguns jogos da Zosya). Curiosamente, e já que falamos na Zosya, Samera and the City of Thinis tem semelhanças com alguns jogos da extinta editora Russa, e não é apenas pela extrema qualidade.
Mais difícil será ultrapassar alguns dos obstáculos em alguns dos templos, nomeadamente o de Kek e as suas cobras mortais, bem como o de Isis, com espigões que furam o nosso herói até ao tutano. Nestes caso, além de inteligência para se conseguir resolver os quebra-cabeças, e um bom sentido de orientação, é também necessário alguma destreza de dedos.
No entanto, a verdadeira complexidade de Samera and the City of Thinis reside então na resolução dos inteligentes quebra-cabeças. Em primeiro lugar, a entrada nos templos, pois as portas encontram-se fechadas e temos que descobrir a forma de as abrir. Entra neste momento em cena duas figuras, "Healer" e "Elder", que se encontram em pontos muito específicos da cidade (convém que por essa altura já tenham interiorizado o mapa).
A primeira, "Healer", tal como o nome indica, tem a capacidade de regenerar a nossa energia, além de dar algumas dicas, mais ou menos relevantes. Mas a segunda, "Elder", é a mais importante, pois oferece-nos o seu conhecimento, de forma um quanto ou quanto críptica, como em tudo neste jogo. Sem que a encontremos e tomemos atenção às suas dicas, muito dificilmente conseguiremos terminar o jogo. Possível é, mas podem contar com muito mais horas a deambular pela cidade, até perceberem o que algumas inscrições querem dizer, ou onde se encontram os pontos a ter em atenção.
Vejamos um pequeno exemplo. Uma das dicas diz o seguinte: "a gate in water below moon". Decifrando, quer isso dizer que num dos momentos em que navegamos na água em cima de um barco, numa animação muito bem conseguida, refira-se, e tendo a Lua como companheira lá no alto, haverá um portão que leva a um outro ponto menos óbvio. Claro que olhando com muita atenção para o mapa, talvez consigamos dar com esse ponto, mas munidos desta informação, tudo se torna mais fácil.
Existe ainda a peculiar forma de abrir os portões dos templos. Cada um deles tem um código de entrada em determinado ponto da cidade (ver o terceiro ecrã). Para que os consigamos abrir, temos que descobrir a chave de acesso, colocando os símbolos na ordem correcta. Mas como descobrir essa ordem? Não vamos aqui dizer, fará parte do vosso trabalho, descobrir os códigos. Deixamos apenas uma ou duas ajudas: olhem com muita atenção para os cenários, ouçam o que a anciã tem para vos dizer...
De todos os templos, aquele que nos deu mais luta, o de Thoth, é precisamente aquele que não tem obstáculos a ultrapassar. No entanto, se não descobrirmos o código da Luz, estaremos condenados a morrer electrocutados, como nos aconteceu em cima. Apenas temos uma tentativa para acertar nos códigos dos quatro ecrãs e que nos vão dar quatro tabletes, que fazem parte de uma figura maior. Tabletes? Estará ai a solução? Quem sabe...
A animação neste jogo é também magnífica. Samera move-se com a graciosidade de um escaravelho, bem como os nossos inimigos o fazem. Os gráficos são também fabulosos, como podem ver nos ecrãs que deixamos. Mistura de atributos? Monocromia? Oscilações na imagem? Cintilância? Nada disso. Bem, a última existe, mas com uma função muito específica. Faz parte do mistério...
Mas reparem noutros pormenores, como parte do border aparecer nos cantos inferiores do ecrã, ou o saiote esvoaçante de Samera. São detalhes como este que mostram que o seu autor, que já nos tinha dado provas da sua competência, não deixou nada ao acaso. Mesmo o som, que será aquilo que de mais vulgar existe neste jogo, é bastante acima da média.
Se existe alguma lacuna neste jogo? Apenas uma, e não tem a ver com o jogo em si. Depois da magnífica edição física de Neadeital, com uma caixa a fazer lembrar as edições da Ultimate ou The Hobbit, temos "apenas" uma vulgar "case". Digamos que este jogo merecia muito mais que uma edição strandard, nem que fosse para realçar o mapa que o acompanha. Mas quanto a isso, o seu autor estará inocente.
Samera é desde já o melhor jogo a aparecer este ano. Tivesse saído em 2025, e estaria certamente no top 3 do GOTY. Mas não temos a mínima dúvida que iremos contar com ele para o próximo GOTY...
O fanzine número 11, de Fevereiro de 2026, ficará disponível digitalmente, quando for lançado o número 12.
Podem vir aqui descarregar os fanzines.
Juntelart não cessa de nos surpreender. Depois do seu motor ZX Game Maker se ter revelado um verdadeiro sucesso, com tantos e tão bons jogos que nos trouxe ultimamente, agora criou um desenvolvedor de aventuras de texto e gráficas, muito simples e intuitivo de funcionar, sem necessidade de grandes manuais, online e que permite imediatamente exportar os trabalhos para .tap.
Já o experimentámos (com algo bem simples), e funciona às mil maravilhas. Não estranhem que comecem nos próximos tempos a aparecer muitas aventuras criadas com este motor, tal a facilidade e rapidez com que se consegue criar um jogo.
Engraçado que tínhamos estado durante o fim-de-semana com o ilustre Javi Ortiz, e que já nos tinha falado muito bem deste motor. E agora pudemos comprovar na íntegra. Já não há assim desculpas para não avançarem com a aventura que há tanto tempo tem na vossa mente e que por falta de um motor intuitivo, nunca tiveram coragem para avançar e passar para formato digital.
Venham então aqui experimentar, a página tem também um pequeno manual e as instruções necessárias. Além disso, convidamo-vos a verem um pequeno vídeo demonstrativo que Javi Ortiz passou no seu canal.
Pois agora isso não vai acontecer com Samera and the City of Thinis, que apesar de ter sido concluído ainda em 2025, apenas foi lançado em 2026, concorrendo assim ao GOTY do presente ano e não irá de certeza passar despercebido à comunidade. E dizemos que concorre ao GOTY, porque não temos a mínima dúvida que vai ser uma das grandes aventuras do ano. Graficamente soberba, com uma profusão de cores incrível, a fazer lembrar os anteriores trabalhos de Matt, no entanto, parece-nos que no capítulo da jogabilidade fica agora a ganhar em relação a Oure e a Neadeital.
Para já ainda estamos a tentar decifrar o que fazer. As instruções são escassas, mas ao longo da aventura, vão sendo dado dicas à medida que vamos avançando. No entanto, a resolução dos enigmas e dos quebra-cabeças é um dos atractivos deste jogo, pelo que apenas ficamos a ganhar com todo este mistério.
Para já ainda estamos em plena ressaca da grandiosa gala GOTY, mas contamos avançar durante a semana com Samera and the City of Thinis. Quem sabe, venha a ter direito a ter uma análise mais detalhada. Como também já sabem, gostamos sempre de terminar os jogos, antes de os avaliar. Só não sabemos se vamos conseguir terminar este jogo, pois a dificuldade parece grande. Para já, a motivação é muita, por isso, quem sabe...
O jogo não se encontra em formato digital, nem deverá ficar, pelo menos para os próximos tempos. Foi um dos perks da campanha do anuário da Crash (ver aqui), e a versão física tem um custo de £12. O que podemos dizer é que foi dinheiro muito bem empregue...
Para já as aventuras apenas se encontram em Castelhano, o que vai limitar a projecção destes jogos para quem não é fluente na língua de Cervantes. No entanto, não será grande problema para o Portugueses, habirtadaos a desenrascar-se em tudo, inclusive em falar outras línguas.
Poderão aqui descarregar Proyecto Starwash e aqui Starwash: la Misión Final.
O jogo é muito simples e coloca-nos na pele de um pequeno rato, que tem que apanhar o queijo disposto ao longo dos ecrãs, única forma de passar ao ecrã seguinte. Mas a vida de rato não é fácil, e são muitos os inimigos a tentarem evitar o roubo dos pitéus.
Poderão aqui descarregar este jogo, obra de Bad Bits.
A digitalização de Miguel Brandão encontra-se aqui.
O objectivo é passar um dia na pescaria e tentar apanhar o maior volume de peixe possível. Primeiro escolhemos o local para fazer o furo na neve (o local vai influenciar o tipo e peso de peixe que podemos apanhar), depois fazer o furo no gelo, içar o peixe e por fim apanhá-lo. Tudo dependente da rapidez e balanceamento das teclas, à boa maneira de Decathlon e afins.
Poderão aqui descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição ao seu autor.
Confiram assim as classificações finais para cada uma das categorias e para o GOTY:
Gráficos
Puzzles