domingo, 8 de fevereiro de 2026

Lock'n'Chase


Lock'n'Chase é um jogo de 2025 que apareceu na colecção Midnight Brew 2025 e na compilação Movember (para fins de caridade). Infelizmente não nos chegou a tempo de podermos adicionar ao participantes no GOTY, e é uma pena, pois pelo que vimos, facilmente iria entrar em algumas das categorias. 

Este "novo" jogo é então uma adaptação do clássico jogo de arcade Lock'n'Chase, da Data East Corporation (DECO), lançado em 1981. O objectivo é conduzir o ladrão Lupin (um nome muito apropriado), no cofre de um banco, recolhendo todas as moedas, antes de poder alcançar a saída. Ao mesmo tempo, quatro polícias perseguem-no, tentando bloquear a sua fuga. Para se poder ludibriar os polícias, é fundamental usar os túneis laterais, e fechar as portas para os atrasar temporariamente. 

As semelhanças com Pac-Man são grandes, mas isso pouco importa, quando na programação temos alguém tão competente como Bob Smith (aka as Bob'S Stuff), como o apoio de Allan Turvey e Lee Bee. A jogabilidade é simplesmente deliciosa..

Podem vir aqui descarregar este jogo gratuitamente. Não é possível doar dinheiro através da página do itch.io, mas podem apelar ao seu autor para nos trazer ainda este ano o tão ansiado Melkhior's Mansion.

Basic Ball

Quem leu a Break Space 4, certamente se recorda do type-in que saiu na revista. Pois, quem não o digitou mas estava curioso, pode agora ter acesso a este jogo criado por ZXMoe, com grafismo do bem conhecido Dave Hughes. E o jogo, apesar de básico, como o nome indica, é bastante engraçado e merece que o experimentem.

Podem vir aqui descarregar Basic Ball.

Demon Pages


 JuanGM não tem descanso, lançando jogos atrás de jogos, e com uma evolução fantástica, por aquilo que temos visto. Já tínhamos gostado muito de FloppyVerse, e Demon Pages vai pelo mesmo caminho, embora seja um jogo completamente diferente.

A história é simples: a Feiticeira de Beardopolis caiu sob o jugo de entidades demoníacas que procuram o Grimório Amaldiçoado, um antigo tomo que guarda os segredos para derrotar estas criaturas. Antes da sua captura, as páginas do livro foram espalhadas pelos confins do reino. A nossa missão é recuperá-las e resgatar a Feiticeira, cujo paradeiro permanece um mistério que temos que desvendar. 

Encontramo-nos assim num mundo labiríntico, repleto de armadilhas e inimigos, onde cada alma que encontramos pode conter uma pista vital para o sucesso da missão.

Durante a semana iremos testar este jogo, mas até lá podem vir aqui descarregá-lo e dar uma pequena contribuição ao seu autor, que bem faz por a merecer.

JND: Micromania (P&B) - 052


Nesta edição da Micromania, de 16 de abril de 1989, é feita uma retrospectiva de um ano da rubrica (nascida a 17 de abril de 1988). João Cruz, o responsável pelo espaço, aborda, e bem, a importância da Micromania como palco de colaboração dos leitores, algo que estava ausente nas publicações do norte de Portugal. Eu diria mais: a alma da Micromania foi sempre alimentada por contribuições dos leitores, particularmente no distrito do Porto (e vizinhos).

Curiosamente, olhando para trás, esta edição praticamente faz 37 anos, e o tempo já passado é imenso. Da minha parte, a Micromania foi uma das sementes que me fizeram interessar por videojogos, e, consequentemente, por computadores (começando no ZX Spectrum, obviamente) e programação, o que viria marcar a minha carreira e a minha vida futura.

A digitalização de Miguel Brandão encontra-se aqui.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Full Spectrum Defence


Nome: Full Spectrum Defence
Editora: Bitmap Soft
Autor: Tom Potter, J Olney, K McGrorty
Ano de lançamento: 2026
Género: Estratégia
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
Memória:  128K
Link para descarga: Em breve

Quando Tom Potter lança um novo jogo, sabemos desde logo uma coisa: vai ser inovador ou apresentar elementos pouco habituais. E é mesmo isso que se passa com Full Spectrum Defence, apesar de termos visto um ou outro jogo no ZX Spectrum com um conceito semelhante. No entanto, a maior parte dos jogos do género "Tower Defence", como por exemplo Kingdom Rush ou Defence Grid, destinam-se aos PCs e computadores mais modernos, onde o uso do rato, ao invés do teclado, potencia a forma de controlo e dinâmica da acção. 

Expliquemos então o conceito deste género de jogos conhecidos por "Tower Defence". Assim, o objetivo é defender o nosso território de vagas de inimigos, impedindo-o de chegar às saídas. Isso acontece colocando estruturas defensivas (as torres) ao longo dos caminhos por onde os inimigos transitam. As estruturas são geralmente bastante variadas, cada uma com características diferentes e mais ou menos apropriadas para inimigos específicos. Essas vão disparando automaticamente com uma certa cadência, fazendo depois uma pausa de alguns segundos antes de voltarem a disparar, e como os inimigos são muitos e também variados, isto significa normalmente construir uma variedade de estruturas diferentes que servem para bloquear ou atacar os diferentes inimigos, no entanto, cada torre tem um determinado custo, pelo que é necessário fazer-se uma gestão muito eficaz dos recursos. Não só é fundamental colocar as torres nos locais mais propícios a fazer estragos nos inimigos que surgem, como é preciso definir o tipo de torre que se pretende. Uma gestão menos eficaz dos recursos, condena a missão ao insucesso.

Em Full Spectrum Defence existem seis tipos de torres e perceber os danos que provocam em cada um dos inimigos é fulcral, assim como perceber que tipos e que quantidade de inimigos vão aparecendo em cada nível. Isso quer dizer que geralmente, as primeiras tentativas em cada nível, destinam-se a tentar definir o tipo e o local onde vamos colocar as torres, por forma a fazer mais mossa nos inimigos. Felizmente que Full Spectrum Defence permite reiniciar o nível o número de vezes que quisermos, pelo que não temos que ter receio de não cumprimos com a missão às primeiras tentativas. Não existem assim mortes prematuras.

A primeira torre, a "gun", é geralmente uma das quem mais mais. É aquela que provoca grandes estragos nos "flyer", pelo que é bom não desprezar este tipo de estrutura. O nível de dano que provoca a aos inimigos, somando-se cada um deles, é de 10.

A torre "zap" é particularmente eficaz para os "armor". No entanto, é ineficaz para os "flyer". O nível de dano acumulado é de 6, bastante inferior ao da torre "Gun". Geralmente, nos níveis mais avançados, é importante colocar-se uma torre deste género, mas nos primeiros níveis é dispensável.

A torre "fry" é particularmente eficaz para os "bugs". Tem um acumulado destrutivo de 9 e é importante colocar-se uma nos níveis mais avançados.

A torre "saw" é uma das nossas preferidas, e que usamos com bastante regularidade. Indicada para dar cabo dos "bots", tem um poder destrutivo de 10. Chegamos a colocar duas nos níveis mais avançados.

Temos depois duas torres especiais, a primeira delas, "ice", muito importante, pois congela os inimigos durante alguns segundos, permitindo aumentar o dano infligido pelas torres, que têm assim mais hipóteses de atingir as vagas de inimigos. No entanto, os "flyer" são imunes a esta estrutura, assim como à segunda torre especial, a "bam", que lança uma bomba que cai aleatoriamente no raio de ação da torre, mas que tem um poder destrutivo bastante alto sobre todos os inimigos. Geralmente é fundamental ter uma nos níveis 8, 9 e 10.

Cada torre tem um determinado custo, e à medida que vamos avançando nos níveis, podemos fazer melhorias, aumentando o poder de fogo e a destruição causada por essas estruturas. Geralmente tentamos fazer o "upgrade" das torres, mesmo antes de aumentarmos o seu número (cada nível tem um limite máximo de estruturas que podem ser colocadas). Além disso, convém guardar dinheiro para as munições, pois as torres sem munições de nada valem, e estas têm que ser recarregadas de vez em quando (quando a torre se encontra prestes a ficar sem munições, começa a piscar).

Por fim, existe ainda uma capacidade extra: é possível disparar um míssil que provoca um poder destrutivo bastante grande ao redor do seu local de impacto. É fundamental utilizar quando o número de inimigos é demasiado grande ou quando um deles está prestes a chegar à porta de saída. Depois de utilizado, temos que esperar alguns minutos até poder voltar a ser utilizado, pelo que é fundamental escolher-se os momentos próprios para fazer o disparo. Este míssil pode também ter melhorias, aumentando o seu poder destrutivo.

Convém ainda saber o seguinte: as torres fazem o rastreio do terreno, iniciando no canto superior esquerdo para o canto inferior direito. É bom ter isso em conta, pois alguns inimigos são mais rápidos que outros e podem fugir por entre os pingos da chuva, isto é, não serem captados pelas torres.

No menu no canto inferior direito temos ainda informação na qual temos que estar bastante atentos. Não só indica o dinheiro disponível para se gastar (à medida que os inimigos vão surgindo, o dinheiro vai aumentando), o número de insectos que ainda podem chegar à saída sem a missão terminar prematuramente (esse número, consoante o nível de dificuldade que tenhamos escolhido, vai diminuindo), o tempo que já passou até se poder fazer novo disparo do míssil (quando atinge 100, está operacional), o número de vagas inimigas até se cumprir o nível e o número de estruturas que ainda é possível colocar-se no terreno de jogo.

Explicados os principais pontos que permitem perceber a dinâmica de Full Spectrum Defence, veremos então como se porta ao nível da sua jogabilidade. E aquilo que podemos assegurar é que neste aspecto está bastante bom. E note-se, apesar do jogo ter sido criado com recurso ao MPAGD, este género é tudo menos habitual em trabalhos desenvolvidos com esse motor, mais utilizado para jogos de plataformas.

A acção é frenética, pois além de termos que estar sempre atentos aos inimigos que vão surgindo, bem como à criação das estruturas, estas têm que ser mantidas em termos de munições, exigindo sempre um movimento constante do nosso cursor para nos apercebermos onde a próxima crise vai acontecer. Se alguma crítica temos a fazer neste aspecto, é o facto de nem sempre conseguirmos ser rápidos o suficiente para escolhermos a opção que pretendemos. Mas verdade seja dita, também não estamos a ver nenhum sistema de menus melhor do que aquele que Tom Potter desenhou, e uma coisa é certa, não vamos ter um minuto para descansar, sendo a função "pause" fundamental para conseguirmos estudar o terreno de jogo e respirar um pouco, especialmente assim que um novo nível é iniciado.

Os gráficos são meramente funcionais, mas também não se esperaria um grafismo muito elaborado. Nem seria necessário, e apenas interessa perceber o género de insectos e de estruturas que estão no terreno, de resto a acção é tão rápida que nem temos tempo para apreciar os cenários.

É importante também a inclusão de um sistema de códigos, pois existem 40 níveis (10 por cada grau de dificuldade), doutra forma teríamos que repetir os mesmos níveis sempre que voltássemos a carregar o jogo.

Full Spectrum Defence é então obrigatório para quem gosta de jogos de estratégia, mas também para quem aprecia um pouco de acção e dedo rápido no teclado. Irá estar em breve disponível digitalmente, mas também irá haver versão física através da Bitmap Soft. Mas como ainda poderá faltar alguns dias, porque não experimentarem os jogos anteriores de Tom Potter, agora disponíveis gratuitamente no itch.io: S.C.I.O.N. e Knightmare? Para isso basta aqui virem.

Night of the Crocoduck (QL)


Pouco se sabe sobre este novo lançamento de J Bizzel, e como não temos um Sinclair QL, não podemos analisar este jogo. No entanto, porque ainda existem aficcionados deste computador da Sinclair, fica a nota que saiu um novo jogo.

Poderão aqui descarregá-lo e dar uma pequena gratificação ao seu autor.

F-Fonts Collection (MIA)


F-Fonts Collection é uma colectânea lançada por Dave Fountain em 1995 e que reúne 50 fontes diferentes para serem usadas com o Art Studio. Julgamos que, excepto o primeiro volume, todas as outras fontes já estavam preservadas, mas não em forma de colectânea.

Poderão aqui descarregar este lançamento.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Som AY-3-8192 V1.0


O Emanuel Santos continua a desenvolver pequenos utilitários para os computadores Sinclair e Timex, desta vez trazendo-nos um gerador de sons para o chip AY.

Venham aqui descarregar Som AY-3-8192 V1.0 e deliciem-se com as música incluídas.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Hex Loader (MIA)


Do David Mendes chega mais um pequeno programa, desta vez um carregador hexadecimal, semelhante a muitos outros que se desenvolviam na altura.

Poderão aqui descarregar o programa.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Turbo (ZX81 type-in)


Turbo saiu na Your Computer de Março de 1983 como um type-in. E de alguma forma Steven Brown conseguiu chegar até ao jogo completo.

Entretanto, Steven Brown criou a sua própria página para ir partilhando as preservações que vai fazendo. Porque não ajudá-lo, acedendo à sua página e dando um pequeno apoio? Podem aqui ver a página.

Poderão vir aqui descarregar mais esta partilha de Steven Brown.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

GOTY 2025: jogos classificados entre a 21ª e 30ª posição


Como é sabido, a lista final do GOTY apenas engloba 10 jogos, que são os mais votados pelos elementos do júri. No entanto, muitos outros fazem parte desta competição. E por vezes, apenas por um mero ponto, não conseguem chegar aos 10+.

Assim, porque a curiosidade é grande, vamos agora apresentar os jogos que ficaram classificados entre a 21ª e 30ª posição no GOTY (por ordem alfabética). Nos próximos dias iremos apresentar os que se posicionaram entre a 11ª e a 20ª posição.

  • Bolalela 5
  • Fate of the Pirate, the
  • Floppyverse
  • Gorf
  • Hair Trigger
  • Hit the Fan
  • Rebel Wars
  • S.C.I.O.N.
  • SibCity
  • Zak McDrucken Saves the Chickens

The Spectrum Box


Apraz-nos anunciar uma nova página relacionada com o ZX Spectrum, desta feita da autoria de Massimo Raffaele. A página ainda está a ser alimentada, mas já incluí muita informação e ficheiros relevantes da cena, com mais de 2900 títulos testados pessoalmente pelo autor, incluindo do homebrew e da Portuguesa. Vamos agora acompanhar o seu desenvolvimento de perto, entretanto deixamos a descrição da páginas, nas palavras do seu autor:

The website, started in late 2017, is the result of extensive research, frequent consultation of many websites, forums, and resources, and a great deal of dedication (a feeling shared by all of us who cherished the beloved Speccy, then and now).

It was created as a simple and immediate repository, avoiding complex graphics or blog-style content, and focusing on helping users quickly find and download the programs they’re looking for.

The design prioritizes clarity and ease of navigation, useful even when you remember a game visually rather than by title. A fast and intuitive search lets you narrow results by year, keywords, or other criteria.

The site is organized into clear, self-contained sections, each presented on a single page so that all essential information is visible at a glance.

Its main focus is on games released after the commercial era of the Spectrum, mainly homebrew titles and software later made freely available. Other sections also have their purpose, showcasing for example classic commercial titles and notable releases from different periods.

Como podem aceder à página? Fácil, basta virem aqui.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Welcome 2 the Machine


Ainda se recordam de Magenta Sky, um interessante e inovador platformer, que por uma unha negra não integrou o GOTY 2025? Pois o seu sucessor, Welcome 2 the Machine, acabou de ser lançado por Radical Relux. E é engraçado como o título do jogo e a temática nos faz lembrar um álbum da banda future pop Icon of Coil ("Machines are US"). Talvez porque também este trabalho tem uma toada bastante futurística.

Esta segunda parte continua a história de Magenta Sky, mas o jogo parece-nos agora mais absorvente, com os vários níveis interligados de forma mais umbilical. De qualquer forma, tudo é bastante enigmático (e ainda bem), e vamos necessitar de explorar tudo muito exaustivamente e descobrir a forma de ultrapassar os obstáculos.

Além do jogo, o seu autor inclui uma pequena BD sobre os bastidores do primeiro episódio. Um verdadeiro luxo...

Podem vir aqui descarregar o jogo e dar uma contribuição ao seu autor. É muito merecida e vai garantir mais trabalhos com esta qualidade.

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Os nomeados por categoria no GOTY 2025

E depois de termos anunciado os elementos do júri, vamos agora anunciar todos os jogos que  vão concorrer pela vitória em cada uma das categorias, incluindo a mais importante: GOTY.

Relembramos como tudo se processou. Em primeiro lugar foi dado uma lista bastante abrangente com 140 nomes de jogos aos elementos do júri para votarem. Os cinco jogos com maior pontuação por cada categoria (dez, no caso do GOTY), são os que hoje aqui anunciamos. São esses que vão lutar pela vitória final. Claro que neste momento já sabemos qual será o vencedor, pois as votações já decorreram. Mas isso iremos anunciar apenas durante a gala de 21 de Fevereiro, que esperamos que assistam.

Mas vamos então aos candidatos por cada uma das categorias (por ordem alfabética):

Gráficos

  • Asymmetry
  • Cubix
  • Perseus
  • S1NCLA1R C1TY
  • Travel Unlimited

Ecrã de Carregamento

    • Asymmetry
    • Hair Trigger
    • Lunar Patrol
    • Plyuk
    • Travel Unlimited

    Som

    • Asymmetry
    • BubbleBack: The Story of Forward to the Past 2
    • Cubix
    • Hit the Fan
    • Plyuk

    Puzzle

    • Cubix
    • Escape from the Twilight Castle
    • Kubanoid
    • The Locked Room
    • Plyuk

    Aventura e Estratégia

    • Frostland
    • Quivira: the Adventure
    • S1NCLA1R C1TY
    • SibCity
    • Xenomaze

    Plataformas

    • BubbleBack: The Story of Forward to the Past 2
    • Hammer Knight
    • Herbie Wants to be a Millionaire
    • Perseus
    • Rebearded Fantasy

    Arcade e Acção


    • Asymmetry
    • Cindy Block
    • Frogger RX
    • Travel Unlimited
    • World of Spells
    Aventura de texto


    • Alicia a Través del Espejo
    • Beltalowda
    • Echoes of Atlantis
    • Spiderman: La Ciudad a Oscuras
    • Urkiola
    BASIC

    • Bolalela 5
    • Crazy Burger
    • Sinclair Tower
    • Space Bros
    • ZXnake 2
    Luso-Brasileiro

    • Echoes of Atlantis
    • Mystery City
    • Quivira
    • Star Carrier Ruffian
    • Telethugs

    Origem Espanhola

    • Bolalela 5
    • Escape from the Twilight Castle
    • Herbie Wants to be a Millionaire
    • Perseus
    • S1NCLA1R C1TY

    GOTY

    • Asymmetry
    • BubbleBack: The Story of Forward to the Past 2
    • Cubix
    • Echoes of Atlantis
    • Escape from the Twilight Castle
    • Locked Room, the
    • Perseus
    • Plyuk
    • S1NCLA1R C1TY
    • Travel Unlimited

    Resta-nos agora aguardar por dia 21 de Fevereiro para sabermos quem serão os vencedores de cada uma das categorias, e quem irá levar para casa o tão almejado troféu de GOTY. Boa sorte a todos!!!!!

    JND: Micromania (P&B) - 051


    Na Micromania de 9 de abril de 1989, João Cruz elaborou um boletim informativo antevendo os grandes lançamentos para os 8-bits, vindos de Espanha e do UK, aumentando um já grande catálogo de jogos disponíveis, o que daria um balão de oxigénio em relação ao avanço tecnológico dos 16-bits.

    Nas contribuições dos leitores há um mapa que me diz especialmente, o de Barbarian, que foi mais um incentivo para me interessar em criar os meus próprios mapas de jogos que gostaria, eventualmente, de fazer…

    A digitalização de Miguel Brandão está aqui.

    sábado, 31 de janeiro de 2026

    Jogo do Mês: Go-Go BunnyGun

    Ziona Quest II: part II


    Depois de Ziona Quest e Ziona Quest II, já se encontra finalizada a parte II. O jogo é composto por três partes e a história faz a continuação do episódio anterior.

    Tentaremos ver o jogo durante a semana, pois a situação pelo Oeste continua muito complicada devido à tempestade, com a electricidade e comunicações ainda em modo muito intermitente.

    Poderão vir aqui descarregar este jogo, tem um custo de 1,99 USD.

    sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

    Go-Go BunnyGun


    Nome: Go-Go BunnyGun
    Editora: Ionian Games
    Autor: Joefish
    Ano de lançamento: 2026
    Género: Shoot'em'up
    Teclas: Redefiníveis
    Joystick: Kempston, Sinclair
    Número de jogadores: 1
    Memória:  48K
    Link para descarga: Aqui

    Joefish é um velho conhecido da comunidade, que tem como cartão de visita os excelentes Buzzsaw, The Haunting of Waterbelle End ou Roger the Pangolin in 2020 Knurled Tour, entre inúmeros outros pequenos programas, além das excelsas contribuições para o magazine Woot! (por falar nisso, Dave, teremos novo número em 2026?).

    Por outro lado, Go-Go BunnyGun há muito tempo que estava a marinar. Começou muito bem, depois esteve bastante tempo parado, e nos últimos meses Joefish resolveu terminar o jogo. E em boa hora o fez, pois há muito tempo que não tínhamos um shoot'em'up tão bom. E sem desprestigiar motores como o S.E.U.D., que permitem fazer trabalhos bastante meritórios, mas um jogo criado de raiz é outra coisa, nem que seja pelo feeling old-school que transmite.

    Por outro lado, se dissermos que o jogo corre apenas em 48K, sem necessidade de multiload, se calhar não vão acreditar. Mas é verdade, podem ir buscar o vosso velhinho ZX Spectrum rubber key, e irão ver que Go-Go BunnyGun carrega em toda a sua glória. Apenas num momento detectámos um decréscimo de velocidade, e foi nos níveis finais quando estavam muitos inimigos no ecrã, o que se compreende perfeitamente. De resto, o jogo corre sempre sobre rodas. Ou melhor, voa montado numa pequena nave, pois é ai que as nossas heroínas (são três diferentes), pertencentes à Frith Column, avançam, para dizimar as muitas vagas de inimigos pertencentes à raça Elil-Hrair que vão aparecendo em ondas sucessivas.

    Com um jogo deste calibre, o autor também se esmerou na história, dando mais cor às personagens cartoonescas que o compõem. 

    O Início

    Atacaram sem aviso. Sem ameaça, sem preparação, mas com uma força terrível. Muito para além do espaço conhecido, ninguém acreditava que a Expansão Hraka pudesse suportar qualquer tipo de vida, dilacerada que estava pelo cisalhamento gravitacional de estrelas colapsadas e bombardeada pela radiação dos pulsares. Mas a vida ali presumia, da mesma forma, que nada poderia existir fora da sua extensão.

    Quando as nossas primeiras sondas revelaram a sua existência, a resposta não foi de curiosidade, nem de boas-vindas. Foi de hostilidade declarada. Nada poderia existir fora do seu reino, pelo que nada poderia ser permitido existir.

    As suas forças Elil-Hrair varreram os nossos sistemas externos, destruindo tudo à sua passagem, até que finalmente descobriram a localização do nosso Planeta Natal Primordial, a própria Terra. E então vieram.

    Aviso a todas as forças sob o comando da Direção Terra-Prime:

    RECUEM!

    Repito:

    RECUEM todas as unidades de defesa e sistemas automatizados. NÃO ENFRENTEM as forças que se aproximam.

    O Presidente do Conselho de Administração concordou em submeter a nossa rendição completa e incondicional às forças que se aproximam, conhecidas como Elil-Hrair da Expansão Hraka. Esta é a única forma de minimizarmos a perda de vidas e de bens e de garantirmos a nossa sobrevivência.

    Todas as forças devem recuar imediatamente.

    Serão todas?

    Espera, o que é este indicador? Malditas BunnyGuns.

    [AVISO: INTERFERÊNCIA QUÂNTICA DETECTADA. TRANSMISSÃO SUJEITA A CORRUPÇÃO]

    DESIS#AM, repito D#SISTAM. NÃ# SE ENVOLVA#.

    D######M, N#O ##SIS###. D###STAM. ### ## ENVOLVAM.

    ########, NÃO ########. DESISTAM. ### ## ENVOLVAM.

    Quem diria então que a salvação da Terra estava nas mão de três coelhinhas, não as de uma popular revista da nossa adolescência, mas as de uma força de elite, com uma capacidade bélica portentosa e a fazer lembrar alguns jogos famosos de scroll horizontal, como Dominator ou Darius+. Aliás, é neste último que o grafismo se parece inspirar, com uma tão grande profusão de cores e explosões estrondosas, a respingar pixeis por todo o lado.

    Os cenários e o grafismo são assim, sem qualquer dúvida, um dos pontos fortes deste jogo. Mas isso não serviria de grande coisa, se depois a fluidez fosse soluçante. E é aqui que Go-Go BunnyGun ganha pontos à maior parte da concorrência. Os movimentos das nossas coelhinhas, mesmo com tantos inimigos em simultâneo no ecrã, quase sempre apresentam uma graciosidade exemplar. Os comandos são altamente responsivos, e quando carregamos na tecla de disparo, é garantia que o tiro sai no momento e local que dele se espera.

    Mas além disso, o jogo apresenta pormenores deliciosos e que apenas iremos apreciar na totalidade quando dominarmos todas as mecânicas. O mais importante a reter é a forma como podemos mudar de coelhinha, sabendo que cada uma delas tem capacidades diferentes. Assim, se apanharmos um ícone colorido (aparecem quando disparamos contra uns objectos com propulsores), mudamos de piloto. Se a cor for vermelha, assumimos o corpinho de Amy, cor magenta, Heidi, e cor amarela, Miya. Se apanharmos outro ícone da mesma cor, o poder de fogo aumenta substancialmente.


     Vejamos as características e poderes de cada uma:

    • Amy - Disparo frontal multidirecional, disparo triplo reverso (tipo "Bunny-Butt-Shot").
    • Heidi - Tem um animal de estimação, Hoon, que circula em redor, fornecendo um poderoso escudo 
    • Miya - Os seus dois ursinhos de peluche munidos de Death Enhancement Field (KEF), fornecem poder de fogo frontal adicional.

    Notem ainda que mantendo a tecla de disparo premida, consoante a coelhinha que controlamos, acrescenta algumas capacidades adicionais.

    Go-Go BunnyGun apresenta ainda dois modos de jogo, um normal, outro difícil, e uma capacidade viciante muito acima do habitual no género. Podemos dizer que tem todo o potencial para se tornar um clássico e se não leva nota máxima em Planeta Sinclair, apenas porque os seis níveis são um pouco curtos. Perante isso, propomos a Joefish o seguinte desafio: que tal fazer uma versão para 128K, com níveis adicionais e, quem sabe, uma versão física como nos tempos de R-Type e companhia?

    quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

    Consequências da batota e amiguismo


    Infelizmente esta é uma decisão que já era esperada e perfeitamente compreensível. Nos anos anteriores, a Spectrum Computing costumava fazer o seu GOTY, permitindo aos elementos da comunidade votarem nos seus jogos preferidos. Não existiam prémios, apenas o gozo de escolhermos aqueles que na nossa opinião eram considerados os melhores do ano. 

    Infelizmente, meia dúzia de pessoas conseguiram estragar o divertimento de muitos. Essas pessoas, que até são bem conhecidas da comunidade e não pelos bons motivos, criavam utilizadores em catadupa, apenas para votarem nos jogos que queriam ver no topo. Resultado, este ano não existe GOTY na Spectrum Computing, como poderão ver na mensagem de Peter Jones:  

    Unfortunately we will not be continuing the Spectrum Computing Game of the Year (it's not linked to GOTY). Sadly we had many people (not our fantastic regular members) trying to manipulate voting, with multiple accounts so we decided not to continue it.

    Esta é uma das razões pelas quais não admitimos o voto pessoal no GOTY, pois assim evitamos os amiguismos e os batoteiros. É caso para dizer, o crime não compensa, mas estes maus elementos conseguiram arruinar o divertimento dos legítimos utilizadores da Spectrum Computing e até dos programadores, que não têm oportunidade de ver os seus jogos reconhecidos por aquela comunidade...

    quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

    Timex Color


    O Emanuel Santos continua a lançar pequenos programas a todo o vapor. Desta vez temos uma pequena demo que mostra um modo gráfico disponível nos Timex 2048 e 2068. 

    No ZX spectrum, cada atributo pertence a grupos de 8x8 bits, nos Timex podemos seleccionar grupos de 8x1 bits, ou seja atributos para 192 linhas em vez de 24...

    Podem vir aqui descarregar este pequeno programa. Experimentem a movimentar Willy...

    ZX SPECTRUM GAME HALL OF FAME 2026


    O Museu LOAD ZX e seus parceiros, em linha com o seu contributo para o trabalho de preservação de software português para os computadores da linha Sinclair - liderado pelo Planeta Sinclair - pretende homenagear de forma mais permanente os principais jogos que marcaram o percurso de quem usou estes computadores.

    A escolha do vencedor cabe ao público. Na primeira edição, o jogo distinguido foi o CHUCKIE EGG, na segunda edição - o ano passado - venceu o TARGET RENEGADE. É uma iniciativa pensada maioritariamente para os nossos seguidores Portugueses, e por isso realizada na língua de Camões. Não está no entanto vedada a quaisquer participações.

    Hoje revelamos os nomeados para a edição de 2026:



    LA ABADIA DEL CRIMEN
    Editora: Opera Soft S.A.
    Autor(s): Paco Menendez; Juan Delcan
    Ano de lançamento: 1988
    Género: Aventura

    ________________________________



    BOMB JACK
    Editora: Elite Systems Ltd
    Autor(s): Paul Holmes; Andy Williams; Karen Trueman
    Ano de lançamento: 1986
    Género: Plataformas

    ________________________________



    CHASE H.Q.
    Editora: Ocean Software Ltd
    Autor(s): John O'Brien; Bill Harbison; Jonathan Dunn
    Ano de lançamento: 1989
    Género: Arcade; Corridas

    ________________________________



    FORMULA ONE
    Editora: CRL Group PLC
    Autor(s): G.B. Munday; B.P. Wheelhouse
    Ano de lançamento: 1985
    Género: Gestão Desportiva

    ________________________________



    THE GREAT ESCAPE
    Editora: Ocean Software Ltd
    Autor(s): John Heap
    Ano de lançamento: 1986
    Género: Aventura

    ________________________________



    GREEN BERET
    Editora: Imagine Software Ltd
    Autor(s): Jonathan M. Smith; F. David Thorpe
    Ano de lançamento: 1986
    Género: Acção

    ________________________________



    MATCH DAY II
    Editora: Ocean Software Ltd
    Autor(s): John Ritman; Bernie Drummond; Guy Stevens; Ivan Horn
    Ano de lançamento: 1987
    Género: Desporto

    ________________________________



    MYTH: HISTORY IN THE MAKING
    Editora: System 3 Software Ltd
    Autor(s): Neil Dodwell; Dave Dew
    Ano de lançamento: 1989
    Género: Aventura

    ________________________________



    SABOTEUR!
    Editora: Durell Software Ltd
    Autor(s): Clive Townsend
    Ano de lançamento: 1985
    Género: Ação

    ________________________________


    O jogo eleito terá uma representação física no Museu. A votação decorre até 13 de Fevereiro. Votem no vosso favorito e ajudem-nos a eleger o jogo que merece esta distinção! O vencedor será anunciado no GOTY.


    Podem consultar aqui o regulamento: loadzx.com/hof2026-regulamento