terça-feira, 18 de maio de 2021

Pequenos utilitários para o FDD e YS Megabasic v3.0


Na mais recente disquete recuperada pelo Ricardo Reis, encontramos vários pequenos utilitários para o FDD, incluindo o famoso YS MegaBasic, lançado pela Your Sinclair em 1984. No entanto, esta v3.0, de 1985, ainda não estava preservada. Aliás, para dizer a verdade, até desconhecíamos a sua existência (assim como uma possível v2). Terá sido lançada comercialmente?

Poderão aqui descarregar o conteúdo da disquete.

Crown of the Mountain King



Nome: Crown of the Mountain King
Editora: NA
Autor: Martin Vilcans
Ano de lançamento: 2021
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Comecemos pelo pontos negativos de Crown of the Mountain King. O primeiro, e talvez aquele que mais faz cair a nota deste jogo, que até tinha potencial para almejar outros vôos: a péssima escolha de teclas, sem possibilidade de serem redefinidas. "WAD" pode ser funcional para quem esteja habituado aos computadores modernos, mas experimentem a estar meia hora seguida numa máquina real a utilizar esta definição, e irão ver a tendinite com que ficam. Não se entende a escolha e, no nosso entender, consegue arruinar completamente uma experiência que tinha tudo para ser muito positiva.

Em segundo lugar, a falta de um objectivo visível e compensador para quem tenta ir até ao fim. Bastava colocar uma mensagem a congratular o jogador quando terminasse o desafio, dizendo por exemplo o tempo que levou a concluir a missão, e seria o suficiente para tornar a experiência muito mais gratificante. Da forma como está implementado, depois de fazermos o caminho até um ponto de não retorno, regressa-se ao início, apenas para se chegar à conclusão que nada acontece. Um pouco incompreensível.


Não deixa de se lamentar estas duas opções, que poderiam ser facilmente solucionáveis, mesmo tendo em conta que o jogo foi programado em dois dias (o que não deixa de ser notável), mas que, quer queiramos, quer não, condicionam em muito a avaliação final do jogo. É que apesar de ter gráficos muito simples, constituído maioritariamente por grandes blocos coloridos, e um som rudimentar, joga, e bem, os trunfos na mecânica de movimentação da nave, excelente, por sinal. 

Esta, à semelhança de Coloco, ou mais recentemente Project: RE.VE.LATION, tem que se deslocar do ponto A ao ponto B, evitando tocar nas paredes. A força da gravidade impele-a para baixo, pelo que tem que usar os propulsores para a dirigir, tendo de levar em linha de conta com a inércia. Nos pontos intermédios, existem bases (uma barra branca), que permitem que a nave pouse em segurança, reabastecendo o combustível dos propulsores. Permite ainda fazer um momento de pausa, para depois voltar a fazer mais um trecho do caminho. Uma vez que foram concedidas vidas infinitas e quando se bate nas paredes, regressa-se à base intermédia de onde a nave saiu antes de bater, não existe qualquer necessidade em ser-se prudente. Se não se consegue à primeira, consegue-se à segunda, à terceira ou à centésima tentativa.

Assim, uma pena que o programador não tenha tido em conta os pormenores aqui assinalados, pois o jogo poderia tornar-se uma referência do género e de certeza que seriam solucionáveis muito rapidamente. Da forma como está, e apesar de captar inicialmente a atenção, rapidamente se chega ao fim e parte-se para algo mais gratificante, de preferência que não provoque tendinites.

segunda-feira, 17 de maio de 2021

Saiu Aunt Rose

 

Francesco Fortes acabou de lançar o seu quinto jogo para o ZX Spectrum, Aunt Rose. Baseado numa antiga aventura de texto Italiana, Zia Rosa, o programador aproveita o Arcade Game Designer para criar um desafio terrorífico.

Será jogo para experimentar nos próximos dias, até lá podem aqui descarregá-lo.

Plumbers Price (MIA)


Plumbers Price é um utilitário de 1985 vindo directamente da arrecadação do Luís Rato, e que ainda estava dado como perdido. Confessamos que o programa é demasiado técnico e ainda não tivemos coragem para o explorar em todas as suas vertentes. De qualquer forma, fica agora disponibilizado para o público.

Poderão aqui descarregar Plumbers Price.

Instruções de Tasword Two

 

Desta vez partilhamos uma pequena curiosidade. Bem, não muito pequena, já que são 14 páginas, todas as que fazem parte das instruções da cassete que a Landry colocou no mercado em 1983.

Já antes tínhamos disponibilizado as que acompanhavam o lançamento oficial da Infornova. Desta vez é um lançamento não oficial, ou pirata, se preferirem, mas faz à mesma parte do nosso património.

Poderão aqui descarregar as instruções. 

domingo, 16 de maio de 2021

25 anos de WSpecem

Este mês de Maio faz 25 anos que o WSpecem foi lançado na Internet para Windows 95, como o primeiro emulador de ZX Spectrum (48K) para Windows, o primeiro open source a usar a tecnologia "pioneira" de WinG e primeiro emulador Português de ZX Spectrum.

O WSpecem pretendia ser um emulador simples, carregar e gravar múltiplos formatos de snapshots. Trazia também na package de instalação automática, o TAPE2TAP, um utilitário DOS em código máquina para digitalizar cassetes em formato TAP, a partir da porta LTP ou SoundBlaster de 1995, do mesmo autor.

Na realidade, o WSpecem foi uma grande melhoria do core do EmZ80,  escrito em 1990, como ambiente desenvolvimento / debugging Z80 / Spectrum em MSDOS, e para ser portável entre arquitecturas Unix; o core de emulação em WSpecem foi devidamente testado com 4.000 a 5.000 snapshots antes de ser lançado na Internet (o mesmo autor fez port do core do em Z80 / WSpecem e escreveu o QtSpecem e o debugZ80 ano passado,  corrigindo o core de emulação para ficar full compliant Z80 ). O QtSpecem tem um fork e ainda contribuições de outro português, o Álvaro Lopes.

O WSpecem, como primeiro emulador de Windows, é muito simples de usar e teve o seu sucesso, a sua época e os seus seguidores, foi publicado em revistas e DVD's um pouco por todo o mundo, e o autor recebeu várias cartas de utilizadores (entre as quais do Jorge Pais). Contrariamente aos planos iniciais, o core de emulação do WSpecem foi escrito inteiramente numa linguagem de alto nível, C, e corre a 100% da velocidade num 486 a 33MHz ou superior (entre o emulador inicial, o desfasamento entre os planos e correspondentes saltos tecnológicos, e o próprio atraso do projecto, sendo que o emulador já estaria em fase beta desde Setembro de 1995, deixou de existir a necessidade de implementar o core da emulação em assembly i386).

Inclusive, ideias e truques descobertos pelo autor a fazer reverse engineering do Z80, dos formatos de snapshots e reverse engineering do próprio código máquina JPP de como carregar devidamente ficheiros SNA, ainda hoje fazem parte do comp.sys.sinclair FAQ e da leitura de outros autores de emuladores. O autor esteve bastante activo no comp.sys.sinclair newsgroup e em dalnet IRC em 1996, a discutir pormenores com outros "pioneiros" de emulação. 

O código do projecto WSpecem foi usado noutros emuladores, notavelmente o código assembly do TAPE2TAP adoptado pelo emulador Warajevo para carregar cassetes (para o qual o autor também contribui com um patch binário ao executável, corrigindo uma situação em que o Warajevo crashava).

Em Dezembro de 1996, o autor do WSpecem também lançou um site web com uma form para distribuir o emulador via email, e um site FTP português com a sua colecção inteira de snapshots Z80 / TAP, que esteve activo por meia dúzia de anos.

Recentemente, o autor também tem contribuído com artigos técnicos para o planeta Sinclair, ajuda a recuperar software antigo, know-how de TZX, hackar jogos reengineering do Pirata e edição de um Pirata look-alike para modelos 128K, e como co-editor do "Index to the Spectrum ROM for Machine Code Programmers".

16th May 1996

. Now emulation can load properly .SLT files and it's levels, after complaints from

Damien;

. v1.0 Released.


15th May 1996

. Corrected it, didn't release memory when leaving;

. Sent v0.01.05b to Damien and Cotrina;

. Correct a few mistakes from the documentation;

. Included WSpeEm.ico designed by Damien Burke;

. Modified scheme names presentation on the windows caption, Model 3 to Issue

3 in the options menu and F5 to reset after Damien Burke suggestions;

. Forgot to modify version and sent it to Cotrina;

. Prevent saving a snapshot which extension is not recognised, following a

complaint from Damien Burke;

. Released to the public.

CM: Os Jogos no Computador - 015

Cá estamos em mais um domingo com a secção "Os Jogos no Computador" do Correio da Manhã, publicada no dia 29 de Outubro de 1989.

Quem nos acompanha já sabe de quem se trata Paulo Ferreira, o autor responsável pela escrita da secção, geralmente dividida entre a área dedicada às cartas dos leitores, e a análise ao jogo da semana. 

E desta vez para análise calhou o "ABP", conversão de uma arcade da Atari Games, dentro do género de corridas de combate. Assumimos o papel de um agente policial que, no seu bólide, tem de patrulhar uma cidade e prender todo o tipo de meliantes, sem atropelar os peões, o que nos relembra um GTA ao contrário.

Conversão publicada pela Domark e programada pela malta britânica da obscura Walking Circles, fundada por Graham Stafford quando saiu da Crystal Computing/Design Design (a mesma que nos deu a famosíssima ferramenta Zeus Assembler).

Como já sentíamos falta das observações contundentes do Paulo, não podíamos deixar de apontar a reclamação em relação à chatice das multi-cargas no 48K. Entretanto, os leitores mais atentos já devem ter reparado na nossa gralha, certo?

De facto, o nome do jogo é APB: All Points Bulletin, e não ABP; apenas decidimos reproduzir a mesma falha que se encontra repetida na análise e que deve ter escapado à revisão. Perdoem-nos por esta brincadeira, afinal de contas só erra quem faz, não é verdade?

Virando a nossa atenção à secção de leitores, temos pokes em abundância, e mais uma explicação sobre como colocar os ditos cujos nos jogos.

A digitalização pode ser obtida aqui e, claro, podem agradecer ao Mário Moreira pelo trabalho que teve para nos trazer estas pérolas do passado!

sábado, 15 de maio de 2021

HS' Plotter (MIA)

HS’ Plotter é o único trabalho conhecido de Henrique Silva. Foi lançado em 1985, através de edição caseira própria, o que se torna evidente quando se observa a capa da cassete. Assim, esta encontra-se rubricada com cor encarnada, numa tentativa de evitar cópias piratas. É provável que tenha dado algum resultado, uma vez que este programa nunca foi encontrado nas vulgares cassetes piratas que se encontravam à venda nas muitas lojas do país que se dedicavam a essa atividade. 

O nome do programa também é bastante revelador do seu conteúdo. Se o “HS” se refere às iniciais do seu autor, “a inclusão de “Plotter” remete para programas de desenho. E é isso que acontece, pois estamos aqui perante um utilitário que permite dar asas à imaginação do utilizador, criando as suas obras no ecrã da televisão. Curiosamente, 1985 foi o ano em que saíram dois programas que revolucionaram o género, The Artist e The Art Studio. Mas ao contrário destes dois programas, HS’ Plotter é pouco funcional e bastante limitado, pois não utiliza um sistema de menus como os programas de referência, o que o tornaria mais user friendly, antes usando praticamente todas as teclas do computador, tornando-se uma verdadeira dor de cabeça para quem pretende desenhar de forma rápida e funcional.

Apesar das suas limitações, pela sua originalidade, e por ser um género que não foi abordado por quaisquer outros programadores portugueses, merece ser destacado no património histórico dos programas portugueses para o ZX Spectrum.

Poderão aqui descarregar HS' Plotter.

Saiu Crown of the Mountain King

 

E saiu também Crown of the Mountain King, de Martin Vilcans. Puro jogo de perícia, no entanto, a jogabilidade sai muito comprometida com a terrível escolha de teclas: "WAD". Colocar teclas de computadores modernos em jogos para o Spectrum, é meio caminho andado para que caia no esquecimento. Uma pena, pois o jogo até parece prometedor.

De qualquer forma, se não se incomodam com esta escolha de teclas, poderão vir aqui experimentar o jogo.

Saiu Italia 1944

 

Saiu um dos lançamentos que mais aguardávamos: Italia 1944. O novo jogo de Alexandre Grussu, responsável por hits como Sophia ou Ad Lunam, voltou a inovar, lançando uma aventura em moldes completamente diferentes dos seus anteriores jogos.

O jogo saiu através da sua nova editora, a Zankle Soft, que vai colocar o catálogo de Grussu disponível para a comunidade. É certo que não gostámos de todos os seus jogos, mas os seus últimos lançamentos revelam uma progressão fantástica.

Poderão aqui descarregar Italia 1944 (Sophia também já está disponível). Tem um custo simbólico de 3 €, o que nos parece justíssimo para o trabalho que teve. Ah! E tem versão em Português...

sexta-feira, 14 de maio de 2021

Jogos para o Seu Microcomputador #5


Através do Museu LOAD ZX Spectrum, tivemos acesso a mais algumas revistas "Jogos para o Seu Microcomputador", que era parte integrante do semanário Expresso. Vamos assim regularmente partilhando, esperando que digitem alguns dos type-ins e nos enviem.

Poderão aqui descarregar o número mais recente (a numeração é pela ordem a que nos foram chegando, já que não sabemos a data real dos mesmos).

A Capital: Pokes & Dicas - 12 de Maio de 1989

A análise ao “Heróis da Lança” apresenta um brilhante conjunto de imagens que levaria muitos jogadores da época, eu inclusive, a comprá-lo. Infelizmente nunca foi um jogo que tenha caído nas graças do grande público, provavelmente pelo penoso sistema de carregamento ou pela mecânica de jogo pouco empolgante.


Um extenso e detalhado artigo sobre o jogo Legions of Death, da Lothlorien, fará as delicias de todos os fãs de jogos de estratégia.

Descarregue o suplemento neste endereço.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

Controle de Vendas e Tableau de Bord (ZX81 MIA)


Existe muito pouca informação disponível sobre a Gecti - Gabinete de Especialização e Cooperação Técnica Internacional. Aparentemente, a empresa sobreviveu até 2020, ano da sua dissolução, tendo no seu objeto social as atividades relacionadas com a formação e investigação ao nível da informática. No entanto, já há muitos anos que não deveria exercer qualquer atividade relevante, uma vez que a informação existente sobre esta empresa na World Wide Web é escassa.

Conhecem-se apenas dois programas, Controle de Vendas e Tableau de Bord, ambos orientados para o universo empresarial. Não quer isso dizer que não existam outros lançados pela Gecti, mas não deixa de ser um facto relevante não se encontrar informação sobre a Gecti ou os seus produtos nas revistas da época, o que de resto já acontecia com estes dois, dando a entender que poderão ter tido um alcance muito pouco alargado, ou que poderão ter sido utilizados para fins muito específicos.

Controle de Vendas é o mais básico dos dois. Tendo sido lançado em 1983, tem algumas semelhanças com os programas da LOG, quer ao nível gráfico, se se pode chamar de grafismo a uma série de menus e opções, mas também na própria mecânica de funcionamento, por outro lado apresentando especificidades muto próprias, quase parecendo um programa feito à medida para determinada empresa. O programa, tal como vem assinalado na lombada da cassete, corre em 16K.

No mesmo ano foi lançado Tableau de Bord, um programa bastante mais elaborado que o primeiro, correndo em 32K, apresentando uma panóplia de indicadores económicos que permite auxiliar a gestão das empresas. Curiosamente o programa já vem com dados colocados por defeito, mais uma vez dando a entender que poderá ter sido criado para uma empresa em particular. Talvez a Gecti desenvolvesse os seus programas respondendo às solicitações dos seus clientes. Ou talvez até os pudesse utilizar nas ações de formação que promovia.

Uma nota adicional: para correrem este último programa, terão que digitar Poke 16389,255, seguido de New. Só então se pode carregar o programa.

Poderão aqui descarregar ambos os programas.

Capa alternativa de Biocal


Como sabem, normalmente os lançamentos da Astor Software tinham duas edições, uma com uma capa em papel estandardizado, outra com papel fotográfico. Não sabemos se isso aconteceu em todos os seus lançamentos, mas já apanhámos bastantes cassetes assim.

Agora, graças a Pedro Bandeira e Cunha, o autor de Biocal, conseguimos chegar à capa em papel fotográfico, que poderá aqui ser descarregada juntamente com o restante material.

quarta-feira, 12 de maio de 2021

Clube Z80 n.º 35

 

Partilhamos hoje o número 35 de Clube Z80, edição de Agosto de 1985. É neste número que ficamos a conhecer a data oficial de apresentação do TC 2048. Querem saber qual é? Descarreguem a revista, estamos quase a terminar de partilhar todos os números. 

Poderão aqui descarregar este número do Clube Z80. A revista original pertence ao espólio do Museu Load ZX Spectrum, estando para consulta nesse local.

Zombie Zombie traduzido

 

No lote de cassetes que veio da Timex e que foi emprestado ao Museu LOAD ZX Spectrum, encontrava-se uma versão de Zombie Zombie, de 1984, traduzido para a nossa língua. Será que a Timex tinha nos seus planos adaptar o programa para o TC 2068 e lançar no nosso país?

Provavelmente nunca iremos saber, no entanto podem aqui descarregar esta versão.

Damas (MIA)

 

Do Fernando Calheiros chega um pouco jogo de damas em Basic. Interessante, por sinal, embora também sejamos suspeitos, pois jogos de tabuleiro são a nossa praia. 

Quem quiser então experimentar um jogo rápido de damas, sem grandes pretensiosismos, e em português, pode vir aqui descarregar o programa.

terça-feira, 11 de maio de 2021

Assemblers, Joytest, Órgão, Toolkit, descodificador (FDD)

 

E hoje temos mais uma disquete para o sistema de discos da Timex (FDD) preservada pelo Ricardo Reis, contendo material precioso. São vários utilitários, podendo ser acedidos através de um menu inicial criado para o efeito.

Poderão aqui descarregar o conteúdo da disquete.

Klondike Solitaire

Nome: Klondike Solitaire
Editora: NA
Autor: Under4MHZ
Ano de lançamento: 2021
Género: Jogo de tabuleiro
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Solitaire é o videojogo mais jogado de sempre, e também um dos mais populares, tudo porque faz parte do Microsoft Windows. E não há quem nos momentos de ócio, ou nas pausas do trabalho, não tenha feito uma jogatana.

No jogo utiliza-se um baralho completo com as 52 cartas, dispostas num monte com sete cartas, nas quais apenas a última se encontra visível (o número de cartas vai aumentando da esquerda para a direita). As cartas que sobram são colocadas num monte (chamado de monte de compra). Essas cartas podem ser chamadas uma a uma (em alguns casos, de três em três, aumentando o nível de dificuldade). por fim, existem quatro montes nos quais se vão colocando as cartas por ordem crescente, começando nos ases (os chamados montes de organização).

Pode-se movimentar qualquer carta que esteja aberta nas colunas principais, que podem transitar para as outras colunas, desde que se respeite duas regras: é necessário alternar as cores e a ordem ser da maior para a menor. Pode-se movimentar quantas cartas se desejar, desde que sejam movidas para um monte com a carta superior adequada. Quando uma coluna estiver vazia, é permitido colocar-lhe um Rei, independentemente do naipe. O jogo acaba quando todas as quatro pilhas na região superior estiverem completas, do ás ao Rei.

O programador respeitou na íntegra as regras do Solitaire, adicionando ainda alguns dos mimos que constam na versão para Windows. Assim, se carregarmos na tecla "M", são automaticamente movidas para o monte da organização as cartas possíveis de serem adicionadas a esse monte, ou, em alternativa, o cursor move-se imediatamente para o monte da compra, poupando-se tempo precioso.

Como conversão, Klondike Solitaire está muito próximo da perfeição, cumprindo perfeitamente com o objectivo a que se propôs. Aguardamos agora pacientemente por mais paciências, de preferência com a qualidade desta.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

Pitfall (MIA)

 

Ora aqui está um D&D praticamente tendo apenas texto. O jogo parecer ser interessante, mas que raio, bem podiam ter arranjado teclas mais jeitosas. Estava dado como perdido pela comunidade, mas na arrecadação do Luís Rato, tudo se encontra.

Poderão aqui descarregar Pitfall.

Artigo da Sinclair na Elektor Electrónica


O João Diogo Ramos encontrou um artigo interessante sobre alguns dos computadores da Sinclair, numa revista Elektor Electrónica que se encontra no Museu LOAD ZX Spectrum. Digitou então essas páginas e partilhou connosco, podendo aqui ser descarregadas.

domingo, 9 de maio de 2021

Saiu Armored

 

Quem gosta de mini-gráficos, tem oportunidade agora de experimentar o novo jogo de Volatil: Armored. Confessamos que pela demo que se encontra disponível gratuitamente, não ficámos particularmente cativados, no entanto, quem sabe o que se vai encontrar mais para a frente. Pode ser que venhamos a ter uma surpresa.

Poderão aqui adquirir Armored, se antes quiserem experimentar antes o jogo, podem descarregar primeiro a demo.

CM: Os Jogos no Computador - 014


Mais um domingo, mais uma digitalização de "Os Jogos no Computador", a secção dedicada aos videojogos que apareceu no jornal Correio da Manhã, lá para o final da década de 80. Esta edição em particular é de 22 de outubro de 1989.

Como tem feito habitualmente, Paulo Ferreira, o autor da secção, começa com a análise da semana, mais uma vez dedicada a uma adaptação cinematográfica. Aliás esse tema é uma escolha recorrente do Paulo que acaba juntar algumas observações cinéfilas à análise do jogo, como já ocorreu com "Jaws" numa edição anterior.

O foco da análise desta edição é "Indiana Jones and the Last Crusade" publicado pela U.S. Gold e programado pelo saudoso Mark Haigh-Hutchinson, o mesmo que nos trouxe Overlander e Alien Highway, entre muitos outros jogos.

Uma crítica sem casos nem bordoadas a um jogo que caiu no gosto do Paulo. Quanto à secção dos leitores, esta foi a mais banal possível, recheada com muitos pokes mas sem algum detalhe curioso ou pormenor que nos chamasse a atenção. Foi uma edição muito tranquila!

Graças ao Mário Moreira que fez um grande trabalho de preservação com 200 edições desta secção, podemos obter a digitalização aqui!

sábado, 8 de maio de 2021

Xenoblast


Nome: Xenoblast
Editora: Cronosoft
Autor: Tony Kinsgmill, Rich Hollins, Mike Van Der Lee, Lobo, Pedro Pimenta
Ano de lançamento: 2021
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Nos últimos tempos têm surgido bastantes shoot'em'ups para o Spectrum, alguns deles aproveitando ferramentas como o S.E.U.D., o que por um lado facilita o trabalho do programador, por outro torna os jogos bastante curtos, pois fica dependente da (pouca) memória que fica disponível. Não é o caso de Xenoblast, que apresenta sete níveis com um sabor muito old school, trazendo-nos à memória jogos como o Xecutor, por exemplo.

Também sabemos que o scroll horizontal é mais propício a jogos de tiro'neles, aumentando a margem de manobra dos objectos que estão no ecrã, no entanto, quando bem implementados, os jogos com scroll vertical costumam ser bastante atractivos.

Um dos problemas de que Xenoblast não enferma, é das mortes injustas, isto é, quando o ecrã está tão atafulhado com coisas, que não se consegue visualizar os tiros dos inimigos. Claro que tendo um fundo preto ajuda, mas passando-se a acção no espaço, também não destoa. De facto, os cenários de Xenoblast são bastante preenchidos, embora monocromáticos, e a fluidez é bastante aceitável, levando a que mesmo quem não é hábil no género, consegue avançar sem grandes problemas, dando uma sensação real de progressão. Os padrões dos movimentos dos inimigos são regulares, pelo que com a experiência, rapidamente nos apercebemos quais os locais a evitar, e de que modo abordar cada nova vaga de inimigos.

No final de cada nível vamos encontrar um "boss". Ao contrário do que é habitual em jogos do género, não dispara contra nós. A tarefa também não é eliminá-lo, antes evitá-lo. Assim, quando se chega a este ponto, o scroll entra em modo de pausa, e apenas temos que levar a nossa nave até ao ícone indicando a passagem de nível (ou fim de jogo, no sétimo nível). O problema é chegar até lá, pois o trajecto é muito estreito, qualquer toque nas paredes é fatal, e ainda por cima temos que evitar o "boss", que impede a passagem em pontos-chave. Vá lá que se perdermos a vida nesta fase, não voltamos ao início do nível e ainda ficamos com alguns segundos de imunidade, permitindo avançar-se no sentido do ícone (que se parece com um teclado do ZX Spectrum), sem grandes preocupações de se bater nas paredes ou no inimigo.

Claro que para que Xenoblast pudesse atingir o nível de um Xecutor, necessitaria de bastante mais. A começar pela adição de power-ups e mais variedade de inimigos. Estes extras são o "sumo" dos shoot'em'ups, e infelizmente isso não se encontra aqui. Por outro lado, os cenários sendo monocromáticos, embora variem a cor para cada nível, são um pouco estilizados, podendo tornar-se monótonos ao fim de algum tempo. Todavia, estas lacunas são devidamente compensadas pela fluidez do jogo, tornando-o divertido e com a capacidade de fazer com que se tente sempre mais uma vez.

Nota ainda para as melodias, que na versão 48K foi desenvolvida por Rich Hollins, enquanto que na versão 128K, temos Pedro Pimenta a dar-nos música. Qualquer uma delas bastante valorosa e a criar um ambiente favorável para se dar uns tiros nas naves inimigas. 

Quem quiser adquirir Xenoblast, pode aqui fazê-lo através da insuspeita Cronosoft, que apresenta sempre um rácio preço / qualidade estupendo.

Prova de Resistência (MIA)

 

Prova de Resistência é outro dos programas da Timex que veio da arrecadação do Vasco Gonçalves. O jogo é a adaptação para o TC 2068 do sofrível Enduro, lançado pela Activision em 1984. Aos poucos estamos a completar o catálogo da Timex, faltando neste momento recuperar já muito pouca coisa.

Poderão aqui descarregar Prova de resistência.