A digitalização de Miguel Brandão está disponível aqui.
domingo, 3 de maio de 2026
JND: Micromania (P&B) - 064
sábado, 2 de maio de 2026
Flapper Boriel
Depois de ZXMoe e a equipa da Break Space nos terem agraciado com Flapper (ver aqui), Juntelart, o criador de ZX Spectrum Game Maker, ZXDrawer e ZX Story Flow, brilhantes motores que permitem a qualquer principiante na programação poder desenvolver os seus jogos, fez uma pequena brincadeira em BORIEL BASIC e lançou Flapper Boriel.
O jogo permite-nos ver as melhorias que esse compilador permite em qualquer jogo, nomeadamente em termos de velocidade. Mas se pensam que isso torna a tarefa mais fácil, estão muito enganados. Mas lá está, os nossos vizinhos estão habituados aos jogos realmente difíceis e apostamos que esta versão, para eles, é canja.
Mesmo sendo uma pequena brincadeira, é bem demonstrativa das capacidades do Boriel e de um pouco de engenho. Podem vir aqui experimentar Flapper Boriel e dar uma pequena contribuição ao seu autor.
Tetris - 40 Anos
O Tetris foi criado em 1984 mas as primeiras versões fora da Rússia só apareceram em 1986.
Para comemorar a ocasião, o Zé Oliveira criou mais uma versão.
O Tetris é um dos jogos mais portados e clonados de sempre: existem centenas de versões oficiais e milhares de clones.
Portanto, não precisamos de mais Tetris no mundo - agora temos é que começar a exportar Tetris para outros planetas! (Os astronautas costumam jogar Tetris na Estação Espacial Internacional)
Para jogar online, clica aqui.
sexta-feira, 1 de maio de 2026
SuperHair 2: Revenge of the Wizard
Nome: SuperHair 2: Revenge of the Wizard
Editora: MicroChops / Northern Games
Autor: Lee Stevenson, Mike ‘XoRRoX’ van der Lee, Pedro Pimenta ‘JumpError’, Rich 'TUFTY' Hollins, Lobo, Andy Green
Ano de lançamento: 2026
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 /128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui
Antes de passarmos à análise propriamente dita do novo jogo de Lee Stevenson, façamos umas breves considerações sobre o motor 3D Game Maker, lançado pela CRL em 1987. O motor pretendia possibilitar a quem não tivesse grandes conhecimentos de programação, a criação de jogos do género isométrico. No fundo era um motor "Filmation" para pobres (nota: motor usado pela Ultimate Play the Game para desenvolver as suas famosas aventuras isométricas). E porque dizemos para pobres? Porque as limitações deste motor, apesar de permitir criar um grafismo e cenários decentes, eram enormes. A maior delas, além da impossibilidade de ter mais que uma vida, era a fluidez. Sempre que existiam objectos móveis ou destrutíveis no cenário, a velocidade diminuía consideravelmente. Isso quebrava completamente a jogabilidade de qualquer trabalho feito com esse motor.
Com o tempo, o motor foi sofrendo melhorias. O pioneiro no desenvolvimento de novas funcionalidades foi o nosso amigo Borroocop, que lançou duas aventuras muito recomendadas, a primeira das quais, Em Busca do Mortadela, que para nós, na altura em que saiu, era um dos melhores, senão o melhor jogo feito com recursos ao 3D Game Maker.
Agora, Lee Stevenson, resolveu criar uma aventura com recurso a esse motor, tendo como personagem o improvável herói Mr. Hair. Mas esperem, não parem já de ler. Apesar do motor utilizado ter sido o 3D Game Maker, não foi a versão original do motor. Não, Lee Stevenson e Mike van der Lee, durante dois longos anos, foram fazendo melhorias à ferramenta, tendo chegado a uma versão quitada que pouco tem a ver com o original. E isso reflecte-se enormemente na gratificante experiência que temos em SuperHair 2: Revenge of the Wizard, pois conseguiu mitigar de forma muito eficiente a redução na velocidade sempre que se encontram os tais objectos móveis ou destrutíveis no ecrã (e podemos contar com imensos neste jogo), além de mil e uma novas opções, desde a inclusão de várias vidas, evitando o irritante sentimento de frustração que acontecia sempre que havia um deslize e se acabava prematuramente o jogo, independentemente da fase onde estivéssemos, a inclusão de música durante o jogo (versão 128K), da percentagem com o número de ecrãs já vistos, mas também alterações mais estruturais, como a possibilidade de escolha de controlo direccional ou rotacional, este último sendo aquele mais utilizado nos primeiros jogos isométricos, uma interessante introdução, instruções, entre outros pequenos "pormaiores". Tudo isso faz parte da experiência de jogo no sofá ("Couch Gaming Experience", como Lee lhe chama).
As alterações são tantas que tivemos mesmo que questionar Lee se realmente o motor de origem era o 3D Game Maker, e que obviamente nos confirmou que era. Não admira assim que tenha sido necessário dois anos para se reconfigurar por inteiro este motor. E a (outra) boa notícia é que com este motor, podemos finalmente começar a ter mais frequentemente aventuras isométricas e com maior qualidade.
Com esta explicação acerca do motor utilizado, e que já ultrapassou em muito o espaço que queríamos utilizar para esta introdução, ainda não falámos da história de SuperHair 2. Assim, Esta nova aventura isométrica de SuperHair é a continuação da série de aventuras de Mr. Hair, e que tantos e tão bons jogos nos tem trazido nos últimos anos. A evolução de Lee tem sido brutal desde o primeiro episódio da série, mas, além disso, o programador não se senta comodamente instalado à sombra dos louros passados. Não, em cada novo trabalho tenta inovar, utilizando motores diferentes, e, de cada vez, superando-se e superando as nossas expectativas. Não ficaríamos surpreendidos se o seu próximo jogos fosse desenvolvido em ASM puro. Mas lá estamos nós a divergir, voltemos à história...
Mr. Hair, depois de derrotar o mago em SuperHair, vingou-se do nosso herói, roubou-lhe os poderes de voar, e, como se não fosse pouco, ainda lhe lançou uma maldição, prendendo-o num planeta esquecido pelos Deuses... A nossa missão, na pele do Senhor Cabelo, é encontrar e derrotar o maléfico mago. Esperemos que não definitivamente, pois isso quererá dizer que irá haver mais jogos da série...
O planeta onde nos encontramos encerrados, além de ser labiríntico, está repleto de inimigos, obstáculos e quebra-cabeças que teremos que resolver, ecrã a ecrã. São apenas (!!!!) 159 ecrãs (alguma vez no motor original isso seria possível?), e de cada vez que visitamos um novo ecrã, acrescentamos meio ponto à nossa pontuação, medida em termos percentuais e visível no canto inferior direito do ecrã.
Graficamente Lee não fez por menos. Cada sala e cada objecto está magnificamente ilustrado, sendo também do melhor que já se viu neste tipo de jogos (está ao nível do artista Borrocop). Nem mesmo o facto de algumas (poucas) salas estarem vazias, lhe retira brilhantismo. Aliás, essas salas servem para conseguirmos recuperar um pouco de ar, sendo plenamente bem vindas.
Claro que algumas limitações são inultrapassáveis e inerentes ao motor com que foi criado. Assim, não se pode esperar um Head Over Heels 2 ou um novo Hydrofool. Mesmo que o programador o quisesse fazer, não nos parece que fosse possível. A diversidade de desafios e quebra-cabeças não é assim tão grande e a maior dificuldade até reside na perspectiva com que abordamos os problemas. quando os obstáculos não estão ao nível do solo, é muito fácil não conseguirmos perceber exactamente onde se encontram. E qualquer passo em falso pode levar à morte do artista, neste caso do Senhor Cabelo.
Mas para que não se acabe esta análise com um tom menos favorável, atentem só nestes pormenores que nunca antes vimos neste tipo de jogos. Assim, no menu inicial, o jogo detecta automaticamente a presença de joysticks. A opção fica vermelha e desactivada se este não estiver presente.
Existem dois níveis de dificuldade, correspondendo ao tipo de jornada que se quer. Se for a longa, contem com mais de uma hora para chegar ao fim, isso se quisermos passar por todos os ecrãs e atingir a pontuação de 100%. A jornada curta começa sensivelmente a meio caminho, facilitando a missão (se bem que os ecrãs finais são os mais complicados).
Quanto à pontuação, esta é medida da seguinte forma: por cada uma das 159 salas visitadas, recebe-se 0,5 pontos, por cada vida não perdida, recebe-se 1 ponto, se derrotarmos o mago, recebemos 11,5 pontos. No total, 100 pontos, ou 100%, como preferirem.
Por fim, quando se completa o jogo, além dos bonitos ecrãs finais (quer completemos a missão, quer saiamos derrotados), pode-se ver quanto tempo se passou a jogar.
Com tanto detalhe e com uma implementação tão boa, o resultado apenas poderia ser um, mesmo tendo em conta o motor limitado (agora não tão limitado) que foi utilizado. Mega Jogo, pois claro!
Podem descarregar aqui o jogo, não se esqueçam de dar a vossa contribuição para esta equipa, que fez um excelente trabalho a todos os níveis. É mais que justo...
Addix
O segundo jogo do dia é Addix, um quebra-cabeças numérico clássico, jogado contra o computador.
O jogo não é imediato e requer a leitura atenta das instruções que o acompanham. No entanto, apesar da sua simplicidade gráfica, parece ter potencial, além de ser o tipo de desafios que gostamos. É mais um para ver no fim-de-semana, que até vai ter mais novidades muito boas. Mantenham-se atentos...
Podem aqui descarregar Addix.
A Mouse Life 2: Escape from Science Lab
Já saiu o sucessor de A Mouse Life (ver aqui), e desta vez, e tal como o nome indica, o rato tem que sair do laboratório de experiências científicas.
O jogo parece estar catita, mas ainda não percebemos como passar a porta aberta. Algo nos está a escapar, durante o fim-de-semana iramos ver com mais cuidado.
Entretanto podem aqui descarregar o jogo, é dedicado a Arnau Jesse e a todos aqueles que participam no Pildorita Dominguera.
quinta-feira, 30 de abril de 2026
Nova versão de The Morning Star
quarta-feira, 29 de abril de 2026
Othelo (MIA)
O David Mendes desencantou mais um pequeno jogo, aparentemente desenvolvido por algum programador nacional.
O jogo é bastante conhecido, Othelo, e esta versão, mesmo sendo em BASIC, é bastante interessante. Será algum type-in de alguma revista?
Poderão aqui descarregar o jogo.
terça-feira, 28 de abril de 2026
Guerra (MIA)
Nas nossas cassetes encontrámos mais um pequeno programa, provavelmente um type in de alguma revista e depois adaptado à nossa língua. O jogo destaca-se pelo cenário diurno e nocturno e faz lembra alguns jogos do Zé Oliveira.
Podem aqui descarregar Guerra.
segunda-feira, 27 de abril de 2026
Flapper
Como já se devem ter apercebido, somos grandes fãs de tudo o que diga respeito à revista Break Space, e o último número (ver aqui) até tinha um type-in que ainda não tínhamos digitado por falta de tempo. Mas ZXMoe, o criador do jogo, que tem ecrã de carregamento da autoria de Dave Hughes, resolveu partilhá-lo com a comunidade.
Em boa hora o fez, pois temos agora acesso ao jogo completo, com o tal ecrã de carregamento. E olhem que parece fácil bater o recorde dos 10 pontos com que se inicia o desafio, mas é apenas ilusão. Aliás, o jogo gerou uma divertida competição entre os elementos da equipa Break Space. Leiam a revista e tentem bater o recorde deles...
Podem aqui descarregar Flapper, divertido clone de Flappy Birds.
Limites do ZX Spectrum

Tamanho máximo de uma linha
É do conhecimento geral que o ZX Spectrum usa 2 bytes para armazenar o tamanho de uma linha BASIC. Como 2^16 = 65536, podemos pensar que conseguimos ter uma linha BASIC que ocupe toda a memória disponível. Ora, o ZX Spectrum (versão 48K) tem 48K de RAM, subtraindo a memória de écran e mais algumas coisitas ficamos com cerca de 41K. Mas, se tentarmos escrever a linha no teclado, o editor usará metade da memória disponível como memória temporária e, portanto, apenas conseguiremos escrever uma linha com cerca de 20739 bytes (se não removermos os caracteres UDG da RAM).
No entanto, existe outro limite para uma linha BASIC...
Número máximo de comandos numa linha
Portanto, se quisermos escrever um programa bem grande tal não vai ser possível porque estamos limitados a 127 comandos.
Podemos tentar fazer truques como este mas não iremos muito longe:
Em vez de:
IF win=1 THEN PRINT "You win!"
IF win=-1 THEN PRINT "You lose!"
IF win=0 THEN PRINT "You draw!"
Podemos escrever:
PRINT "You win!" AND win=1;"You lose!" AND win=-1;PRINT "Draw!" AND win=0
Número máximo de linhas
Número máximo de caracteres num identificador
No ZX Spectrum podemos usar espaços nos nomes de variáveis.
Exemplo:
LET We have six = 6
Mas, atenção: os espaços são ignorados pelo interpretador BASIC.
Portanto, este comando é equivalente a:
LET WeHaveSix = 6
Exemplo com uma variável comprida:
10 LET This identifier represents a five byte variable capable of storing millions of integers and real numbers enabling large scale numerical data processing in complex computer systems = 12345.6789
20 PRINT This identifier represents a five byte variable capable of storing millions of integers and real numbers enabling large scale numerical data processing in complex computer systems
Identificadores em comandos GO TO / GO SUB
Então, temos que escrever algo como:
100 GO SUB 1000 : REM print list
Pode ser muito útil usar identificadores nas invocações das rotinas.
100 GO SUB print list
Nota: O emulador BASinC fica confundido quando usamos palavras reservadas.
GO SUB PrintList
Download
Podem aqui fazer download de alguns pequenos programas que foram usados para testar estas limitações.
domingo, 26 de abril de 2026
Speccy Soccer: MicroHobby Edition 2026 disponível no itch.io
JND: Micromania (P&B) - 063
A primeira é uma rotina de desenho para o Timex 2048 e, no meu caso, serviu para aprender uma forma interessante de ler do teclado usando a instrução IN.
A segunda rotina guarda os caracteres visíveis no ecrã numa variável. Quiçá não tão interessante quanto a primeira, mas tem a sua utilidade.
São rotinas simples, mas se houver algum leitor interessado em bater os dedos no teclado e ver a sua execução.. esteja à vontade!
A digitalização de Miguel Brandão encontra-se aqui.
sábado, 25 de abril de 2026
Dynamite Dan
Nome: Dynamite Dan
Editora: Mirrorsoft
Autor: Rod Bowkett
Ano de lançamento: 1985
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48K
Número de jogadores: 1
Download: Aqui
Estávamos nós num momento raro de ócio, e resolvemos pegar num dos jogos que mais nostalgia nos traz: Dynamite Dan. Conseguimos por fim terminá-lo, por por força das modernices, isto é, mapa e save states, e pensámos então em fazer a análise detalhada. E só quando começámos a escrever é que nos apercebemos que já a tínhamos feito em tempos. Também isso já se tinha passado com Starquake, mas pouco importa, pois este é daqueles jogos intemporais e que se volta a carregar muito frequentemente. Melhoremos assim então a review que tínhamos feito na altura...
Apetece dizer que para o Spectrum existe uma era antes e outra pós Manic Miner / Jet Set Willy. Estes dois jogos terão dado origem a dezenas, senão centenas de clones, e foram responsáveis por um estilo que perdurou no tempo. Dynamite Dan (este primeiro episódio e a sequela) é dos clones mais famosos (e também com mais qualidade) e foi durante bastante tempo, pelo menos até aparecer Tetris, a galinha dos ovos de ouro da Mirrorsoft, editora bastante irregular em termos qualitativos.
A ideia deste jogo é tudo menos original. Assim, acabámos de aterrar com o nosso zeppelin no castelo do diabólico Doctor Blitzen e para podermos escapar, temos que recolher os oito paus de dinamite que nos permitem rebentar com o cofre e recuperar os planos secretos, voltar para o nosso balão e, por fim, voarmos para fora do castelo. Uma história igual a tantas outras e que é apenas uma desculpa para o seu autor criar um cenário labiríntico, repleto de plataformas, elevadores, tele-transportadores, trampolins que permitem saltos maiores e todo o tipo de obstáculos e inimigos, que em nada ficam atrás dos estranhos seres que saíram da mente de Matthew Smith, nos já referidos Manic Miner e Jet Set Willy.
No entanto, o jogo distingue-se da maioria dos clones exactamente por estes cenários, brilhantemente ligados num mapa de 8 X 6 ecrãs, isto é, 48 ecrãs no total, e pelos gráficos, extremamente imaginativos, mas também pelo grau de dificuldade extremamente elevado. É preciso grande perícia e precisão, pois ao mínimo movimento em falso, tocamos num dos muitos inimigos que povoam o castelo e lá se vai mais uma vida. Aliás, para nós, este é o único defeito do jogo. São demasiados inimigos no ecrã, cujo toque é imediatamente fatal, o que implica que as nossas 10 vidas desaparecem num ápice. Além disso, a energia vai diminuindo à medida que o tempo passa, contribuindo para o desaparecimento de mais alguns bonequinhos no canto inferior direito.
Outra das armadilhas fatais é o rio que ocupa toda a parte de baixo do castelo, trazendo à memória Jack the Nipper 2, outro dos clones superiores de Jet Set Willy. É imperativo por lá navegarmos, através de uma pequena jangada que se vai movendo da direita para a esquerda initerruptamente, não só para chegarmos a alguns locais do castelo de forma mais fácil, mas também porque um dos paus de dinamite pode aparecer por lá.
E por falar em armadilhas fatais, também encontrámos aquilo que nos parece ser um pequeno bug. No ecrã acima, o nosso personagem encontra-se no meio de dois tubos de ensaio. Por mais que tentemos escapar dessa posição, não o conseguimos. Felizmente que estávamos a gravar o jogo à medida que íamos avançando, e pudemos assim voltar atrás, não provocando grande mossa. Mas uma situação dessas, nos anos 80, a não ser que tivéssemos o multiface ou algum dispositivo semelhante, implicava ter que esperar que o tempo se esgotasse e recomeçar o jogo do início, algo ingrato, tendo em conta o elevado grau de dificuldade do mesmo.
No meio de tantas dificuldades, o autor achou que nos tinha que conceder algumas benesses. Assim, para evitar morrer quando se cai à água, e há mil e uma maneiras de lá se ir parar, pode-se apanhar as garrafas de oxigénio. Se não estamos em erro, apenas existem duas disponíveis no castelo, pelo que convém não abusar nos saltos para a água.
Também é possível encontrar-se bastante comida pelas salas, o que permite aumentar o nível de energia de Dan, tendo este assim mais tempo para deambular pelo castelo à procura da dinamite. E existe um objecto que concede imunidade durante algum (pouco) tempo, permitindo escapar aos inimigos.
Para se poder terminar a missão, quando se recolhe os paus de dinamite, há que abrir a porta do cofre, sem se ser apanhado na explosão ou pelo Doutor Blitzen, e recolher a pasta com os documentos secretos. Descobrir a forma de apanhar a pasta e escapar à rapariga que protege os documentos, é diabolicamente difícil. Mas feito isso, basta voltar ao zeppelin e zarpar dali para fora.
Mas apesar de todas estas dificuldade e do jogo ser em alguns momentos frustrante, é igualmente divertido, sendo garantia de muitas e boas horas de entretenimento, sempre convidando a avançar um pouco mais e conhecermos novas salas. Boa memória é fundamental para conseguirmos mapear o castelo, doutra forma andamos de forma errática e com tanto inimigo e obstáculo à solta, não parece assim muito boa ideia.
Se não conhecem Dynamite Dan, é agora uma boa hora para se ver aquilo que se fazia de bom em meados da década de 80. Não muito tempo depois surge a sequela, mas isso ficará para outras núpcias.
City Connection (.tap v48K)
Já existia um snapshot de City Connection, versão 48K, que há muitos anos tinha sido partilhado pelo Manuel Lemos, um dos criadores do jogo, em alguns servidores.
Entretanto, a versão 128K foi recuperada, numa célebre dia no Museu LOAD ZX (ver aqui).
E agora, mais uma vez graças ao Emanuel Santos, que já tinha sido responsável por conseguir recriar a versão 128K tal e qual como tinha sido feita originalmente, conseguiu fazer o mesmo com a versão 48K.
Esta versão tem naturalmente menos níveis que a versão 128K, mas tem uma forma engenhosa de num menu inicial, selecionar-se o grupo de quatro cidades que se quer percorrer.
Quanto ao jogo, dissemos tudo sobre ele aqui.
Podem aqui vir descarregar a versão 48K, em formato .tap. O nosso enorme agradecimento aos autores do jogo, Manuel Lemos, Ricardo Pinho e Paulo Gordinho, assim como ao "bombeiro" de serviço, Emanuel Santos.
Nota: ainda temos uma versão especial de Natal do jogo, com algumas diferenças relativamente às restantes versões, incluindo uma voz sintetizada logo no início do jogo. Mas essa, por outras razões, não poderemos partilhar.
sexta-feira, 24 de abril de 2026
Godot ZX
Não é todos os dias que recebemos "correspondência" de programadores Portugueses a mostrarem-nos o seu trabalho, como foi o caso do Pedro Barata. E o projecto que aqui hoje divulgamos, é surpreendente e bastante meritório. Ora vejamos, nas palavras do seu criador...
Especificações Técnicas:
- Core: rustzx-core (Rust)
- Ponte Godot: godot-rust (GDExtension)
- Versão do Rust: 1.95.0
- Versão do Godot: 4.3 ou superior
O projeto suporta dois fluxos de trabalho principais:
- Versão Launcher (Multi-jogo): Utiliza Scenes/Launcher/Launcher.tscn como cena principal. Permite ao utilizador navegar numa lista de jogos e escolher dinamicamente entre os modelos 48K e 128K.
- Versão Standalone (Jogo único): Utiliza as cenas em Scenes/Standalone/. Estas foram desenhadas para a distribuição de um jogo específico (ex: lançamento na Steam). Não apresentam menus de seleção; em vez disso, iniciam diretamente o ficheiro de jogo pré-configurado, oferecendo uma experiência focada num único título.
Componentes Principais:
1. Emulador (Main48K / Main128K)
Este é o coração do projeto. Integra a biblioteca em Rust para gerir:
- Renderização de Vídeo: Converte o buffer de memória do Spectrum numa Texture2D do Godot em tempo real.
- Áudio Dinâmico: Utiliza o AudioStreamGenerator do Godot para processar amostras de som de alta fidelidade geradas pelo core em Rust.
- Mapeamento de Input: Traduz as ações de input do Godot (teclado, comando ou rato) para a matriz de teclas clássica do ZX Spectrum e suporta emulação completa de rato via interface Kempston Mouse.
2. GameMenu (Overlay)
Uma camada de interface intuitiva que aparece quando o jogo é pausado. Oferece:
- Gestão de Estados: Salva ou carrega instantaneamente o progresso do jogo (snapshots).
- Controlo de Áudio: Ajuste de volume em tempo real através de sliders.
- Navegação: Acesso rápido para retomar o jogo, voltar ao Launcher ou sair da aplicação.
- Configuração do Sistema (Config.gd)
3. A classe estática centralizada Config gere:
- Verificação automática de pastas ao iniciar.
- Caminhos globais para ROMs e Jogos.
- Troca de dados entre o Launcher e o Emulador.
4. Funcionalidades Extras:
- Gamepad Ready: Todos os menus e o emulador são mapeáveis através do Input Map do Godot.
- Suporte a Rato: Suporte completo para input de rato (emulação Kempston Mouse) em jogos e menus.
- Steam Ready: Estrutura preparada para gerar executáveis únicos (.exe / .x86_64) com um jogo embutido usando a cena Standalone.
- Save States: Sistema de snapshots para salvar e carregar o progresso do jogo instantaneamente.
quinta-feira, 23 de abril de 2026
Exposição Regresso ao Passado
Começa já na próxima Quarta-Feira a exposição "Regresso ao Passado", a decorrer na Escola Secundária André de Gouveia, em Évora.
quarta-feira, 22 de abril de 2026
SwordWork
Inufuto, o Nipónico que faz jogos em catadupa e, como se não fosse pouco, para dezenas de plataformas de cada vez, tem um novo trabalho: SwordWork.
O jogo é tão divertido como os seus restantes trabalhos. Sempre muito simples, com música muito parecida, mas com uma jogabilidade interessante, que acaba por cativar. Só é uma pena a versão que disponibiliza para emulador não funcionar. De qualquer forma, criámos uma versão .tzx a partir do .wav, que iremos carregar na Spectrum Computing.
Podem vir aqui descarregar SwordWork.
Cafetonic 2
O segundo dos jogos que hoje apresentamos é Cafetonic 2, o sucessor do jogo com o mesmo nome e que se inspira nas célebres pausas para café do Pildorita Dominguera de Arnau Jess, programa que faz um resumo das novidades da semana que passou, não só do ZX Spectrum, mas do retro em geral, e nunca se esquecendo de Planeta Sinclair.
Podem vir aqui descarregar este platformer e aproveitar para assistir ao programa, que vai para o ar (quase) todos os Domingos de manhã. O jogo foi desenvolvido por Clausgames.
Warhog
Hoje é dia de novos jogos e o primeiro deles vem da Abraxas Software, do Uruguai: Warhog. O jogo demorou oito meses a ser desenvolvido e é tarefa bem difícil, a avaliar pelo primeiro ecrã.
Nos próximos dias iremos experimentar o jogo e tentar avançar um pouco mais. Mas quem gosta de jogos de acção, dignos de um Rambo, ou, quem sabe, de um javali enraivecido, tem aqui um desafio à altura.
Antes de se atreverem a aceitar esta dura missão, devem aqui ler o manual. Só depois devem aqui vir descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição aos seus autores. E já agora, aproveitem aqui para ver a página que os autores criaram para os seus lançamentos.
terça-feira, 21 de abril de 2026
Flesh + Blood
Tal como foi publicado aqui, o Massimiliano Arca ficou em segundo lugar no concurso de programas de 10 linhas e 120 caracteres com o programa Ballistae.
O Zé Oliveira fez um programa semelhante em 1982, Bala (podem ver aqui o artigo e podem jogar online aqui.
Mas nessa época, ele só tinha um ZX81 com 1K de memória e não dava para fazer melhoramentos. Pois agora, inspirado pelo Massimiliano Arca, ele decidiu fazer alguns melhoramentos.
Primeiro, o Zé oliveira começou por fazer uma versão semelhante ao programa do Massimiliano Arca (podem jogar aqui).
Depois, para superar o Massimiliano Arca, ele fez uma versão em apenas uma linha BASIC (se não acreditam, podem ver aqui.
E depois, para dar mais emoção ao jogo, ele fez uma versão para dois jogadores (podem jogar aqui).
Pormenores técnicos:
É do conhecimento geral que o ZX Spectrum usa 2 bytes para armazenar o tamanho de uma linha BASIC - o que dá um limite de 65536 caracteres. E, como a linguagem BASIC Apascalado não precisa de números de linha, podemos pensar que podemos fazer programas BASIC em apenas uma linha tendo como limitação apenas a memória do computador. Mas, há uma limitação de que pouca gente fala: cada linha apenas pode ter no máximo 127 comandos separados por ":" dois pontos! Curiosidade: o limite para nomes de variáveis é 256 caracteres.
Podem fazer download de todos os ficheiros aqui.
segunda-feira, 20 de abril de 2026
Bomb Jack (MOD)
Travolter criou um MOD do clássico Bomb Jack, alterando a configuração dos cenários e colocando motivos Nipónicos. De resto, retém toda a jogabilidade do original, até porque não houve mais alterações.
Assim, quem gosta de Bomb Jack, que deverá ser 99% da população do Spectrum, tem agora novos motivos de entretenimento, descobrindo os novos ecrãs.
Podem vir aqui descarregar este MOD de Bomb Jack.


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