Mostrar mensagens com a etiqueta Micro Sistemas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Micro Sistemas. Mostrar todas as mensagens

domingo, 2 de janeiro de 2022

Depth Load


Stuart Campbell é uma daquelas personagens do Spectrum. Por vezes polémico (foi o responsável pelo top 100 da Your Sinclair que meteu Deathchase em primeiro lugar e All or Nothing em terceiro), raramente consensual, mas é inegável que percebe de jogos como ninguém, e que ainda por cima, quando mete mãos à obra, ninguém o consegue parar. Foi isso que fez com Carga de Profundidade, um jogo desenvolvido pelo "nosso" Filipe Veiga e que teve honras de aparecer no top 100 dos melhores jogos de arcada para o ZX Spectrum (poderão aqui consultar a listagem, está na posição 65). 

Mas Suart Campbell, ou Reverendo Stu, como é conhecido, fez mais. Criou uma capa para o jogo e traduziu-o, tornando-o ainda mais acessível para a comunidade anglófona, pouco dada a experimentar jogos que não estejam na língua de Shakespeare.

O nosso agradecimento ao Reverendo e os parabéns ao Filipe. Servirá de certeza de incentivo para desenvolver mais jogos em 2022 (incluindo um certo jogo prometido há muito)...

sábado, 25 de dezembro de 2021

Carga de Profundidade


Nome: Carga de Profundidade
Editora: Micro Sistemas
Autor: Filipe Veiga
Ano de lançamento: 2021
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Filipe Veiga, nosso colega de Planeta Sinclair, Espectroteam, revistas Espectro e Jogos 80, entre outros projectos, tem destas coisas. De vez em quando aparece com uma surpresa que manteve muito bem escondida da comunidade, incluindo dos seus colegas. Depois a “bomba” é lançada, surpreendendo-nos a todos. Neste caso o nome, ao qual damos a este tipo de notícias (“bomba”) é muito apropriado, pois Carga de Profundidade, o seu novo jogo, tem muitas bombas e explosões pelo meio.

O jogo é inspirado em dois clássicos das arcadas de finais dos 1970s: Depth Charge e Destroyer, juntando a mecânica de ambos. O primeiro surgiu em 1977 e colocava-nos no papel de um tripulante de um Destroyer, que tenta atingir, através das cargas de profundidade que vai disparando, os submarinos que passam por baixo. Estes, por sua vez, vão ripostando e disparando torpedos e minas para a superfície, tentando atingir o nosso navio. Embora tendo um conceito muito simples, retém uma excelente jogabilidade, tendo sido um verdadeiro sucesso e consumidor de muitas moedas dos jovens que na altura frequentavam os salões de jogos.  

Quanto a Destroyer, surgiu no mesmo ano e tinha um conceito muito parecido a Depth Charge. No entanto, introduziu uma pequena inovação. Ao invés das cargas de profundidade irem deslizando até apanharem no seu trajecto um submarino, destruindo-o, ou desintegrarem-se no solo, é inserida uma linha, equivalente a uma mira, que indica a profundida a que a carga explode. Para que os submarinos sejam destruídos, é imperativo que a linha da profundidade esteja ao mesmo nível destes, doutra forma a carga de profundidade passa pelos submarinos sem fazer mossa. O nível de dificuldade é assim um pouco maior, pois impele-nos a lançar as cargas com maior critério. Existindo um limite de cargas que podem ser lançadas em simultâneo (seis), se disparamos desenfreadamente, rapidamente ficamos sem munições durante alguns momentos, até que as cargas que vão deslizando pelo ecrã expludam. Durante esse tempo, os inimigos vão disparando, inundando a superfície do mar com minas e torpedos prontos a atingirem-nos.

Foi precisamente Destroyer que Filipe Veiga recriou, através de um pequeno jogo em Basic compilado (Boriel), no entanto bastante polido e, acima de tudo, mantendo a jogabilidade e capacidade de entretenimento do original de arcada. Para isso muito contribui a adequada velocidade a que a ação se desenrola e os controles muito simples. Apenas movemos o navio para a esquerda e direita, permitindo-nos escapar aos disparos dos inimigos, enquanto que as teclas para cima e para baixo movem a mira. Depois é disparar e esperar que o submarino e a carga de profundidade se alinhem e tenham um encontro pouco amigável.

Mas a tarefa não é assim tão simples como parece. Por um lado, os submarinos inimigos movem-se a diferentes velocidades, implicando um exercício mental constante da nossa parte para tentar calcular o ponto e o momento ideal para se lançar as cargas de profundidade. Por outro, os torpedos e as minas disparadas pelos inimigos movem-se também a várias velocidades, sendo necessário uma enorme concentração da nossa parte e uma movimentação constante para que estas não acertem no nosso navio. 

Por vezes ficamos encurralados entre disparos inimigos e impotentemente vemos o nosso navio ser atingido, sem que possamos fazer algo para mudar a sorte. Quando isso acontece, ao invés de perdermos uma vida, como se poderia esperar, a pontuação que obtivemos até ai é reduzida para metade. Tendo em conta que o objetivo do jogo é fazer o máximo de pontuação possível (existe um tempo limite de 300 segundos por jogo e os inimigos concedem mais ou menos pontos, conforme a sua “classe”), se formos atingidos, muito dificilmente conseguimos bater a pontuação recorde que o Filipe estipulou como sendo a mínima para nos conceder a carta de marinheiro. O mais provável é acontecer como a nós, que bem tentámos chegar aos 2.000 pontos, mas que no momento menos próprio, sempre levamos com um disparo em cima, delapidando inapelavelmente a nossa pontuação.

Perguntam agora: como se pode obter este divertido jogo? Isso é muito fácil: basta virem aqui descarregar o jogo. Também o poderão obter, adquirindo a edição comemorativa dos 40 anos da Micro Sistemas. Além de ficaremos portadores de uma revista de excelência, irão ainda receber Carga de Profundidade no vosso endereço eletrónico. Mas além disso, está ainda prevista a edição física, muito limitada, através da cassete MS Save, juntando-se a outros dois mini-jogos: Lunártico para o TRS Color e Treinamento Ninja para o MSX. 

domingo, 21 de novembro de 2021

Carga de Profundidade na nova Micro Sistemas

Mais novidades para quem adquirir a edição especial da revista Micro Sistemas! Os compradores irão receber, por e-mail, o inédito mini-jogo "Carga de Profundidade" criado especialmente para a revista.

O "Carga de Profundidade" é inspirado em dois clássicos das arcadas de finais dos 1970s: "Depth Charge" e "Destroyer", juntando a mecânica destes dois jogos. Controlamos um navio que patrulha o oceano e deve destruir submarinos largando cargas de profundidade. Para tal recorremos a uma mira que determina a que profundidade estas cargas devem explodir. Por sua vez, os submarinos não são inofensivos, espalhando minas flutuantes ou disparando torpedos para afundar o nosso barco.

Para quem não conhece a Micro Sistemas, esta revista foi o ícone das publicações brasileiras dedicadas à micro-informática. Comemora 40 anos, e regressou para uma edição especial de mais de 130 páginas, tal como já anunciamos aqui. Encontra-se em pré-venda no Brasil e em Portugal.

O jogo também estará na edição física (ultra-limitada) da cassete MS Save, juntando-se a outros dois mini-jogos: "Lunártico" para o TRS Color e o "Treinamento Ninja" para o MSX. A cassete por enquanto só está disponível no território brasileiro.

Além do jogo no formato digital, os leitores também receberão o código-fonte completo em Boriel ZX Basic. As instruções para compilar o programa e algumas explicações adicionais estarão na revista da Micro Sistemas. Quem for curioso ou tiver vontade de programar o seu joguinho terá aqui um manancial de informações!

Relembrando, as revistas podem ser adquiridas (ainda em período de pré-venda) no Brasil através do site da Bitnamic Software, ou em Portugal no site da irmã Teknamic Software (que também distribui para o continente europeu).

sábado, 23 de outubro de 2021

Edição comemorativa dos 40 anos da Revista Micro Sistemas

Há 40 anos atrás nascia a primeira publicação brasileira exclusivamente dedicada ao mundo da microcomputação e que teve uma longevidade de 16 anos, graças à popularidade granjeada pelo vasto conteúdo que foi oferecendo ao longo do seu tempo de vida.

A revista abordou o mercado empresarial nos seus primeiros anos, mas gradualmente foi mudando o foco para o mercado doméstico, abrindo o espaço da publicação para os jovens leitores, ávidos de mostrarem e partilharem os seus conhecimentos de programação.

Centenas de artigos e listagens sobre as mais variadas plataformas foram enviadas para esta revista. Jogos clássicos como Amazônia e Em Busca dos Tesouros tiveram a sua génese nas páginas desta revista. Artigos sobre programação de jogos, algoritmia, criptografia, bases de dados, etc., intercalavam-se com análises ao hardware e o software que eram lançados para o mercado.

Podemos afirmar que a Micro Sistemas moldou e formou milhares, senão centenas de milhares de carreiras de jovens brasileiros. Grandes figuras também por lá aportaram, como editores, redactores, colaboradores: Renato Degiovani (o pioneiro do game dev brasileiro) sendo uma dessas ilustres passagens.

Com o advento da internet, a Micro Sistemas partilhou do mesmo destino de muitas outras revistas suas contemporâneas. Correu o risco de ser esquecida no tempo, mas a internet, essa mesma rede que havia sido a carrasca de muitas publicações físicas, serviu de suporte para preservar digitalizações (com qualidade variável) de muitos números da revista.

Um portal on-line mantido por um dos antigos membros da equipe representou a revista física no meio virtual. Outro projeto, o Datassette, tornou-se o fiel repositório de todas as digitalizações feitas pelo público interessado na preservação da revista.

Assim a Micro Sistemas voltou ao coração dos brasileiros. No ano passado, a propósito do relançamento do Amazônia, recriou-se a edição da Micro Sistemas nº 23, na qual tinha aparecido a primeira versão deste jogo brasileiro. A recriação brindou os leitores com novos artigos como se a revista tivesse sido publicada neste século 21.

E agora, neste mesmo dia, e neste mês em que a Micro Sistemas completa 40 anos, é lançada a edição comemorativa, única e especial da Revista Micro Sistemas. Uma vez mais, comandada pelo Renato Degiovani, repetindo o seu papel de editor-chefe.

A "nova" edição nº "1a" conta também com textos de membros antigos, tais como Divino Leitão (coordenador de CPD e redator), Claudio Costa (editor técnico), Tadeu Curinga da Silva (leitor/colaborador). E os novos colaboradores fazem a ponte entre passado, presente e futuro.


Nesta edição única de 132 páginas podemos ler:

  • Matéria de capa: Do Graphos III aos editores de imagem modernos
  • MS Games: o sistema moderno de criação de jogos  que permite digitar listagens como se fazia antigamente
  • Artigos sobre o futuro da I.A., computação pervasiva e o padrão MSX 
  • Preservação da história da informática no Brasil e em Portugal - neste caso com o inestimável contributo do Museu LOAD ZX e do próprio Planeta Sinclair
  • Entrevistas, entrevistas e mais entrevistas: Marcos Cuzziol e Odair Gaspar (Perceptum Software), Matheus Mazuqueli (Ignite e Animvs), Clive Townsend, Liliana Santos, Mafalda Duarte e Diogo Vasconcelos (Nerd Monkeys)
  • Homenagens aos que partiram como por exemplo, o grande Ota: quadrinista que, sim, teve um grande contacto com a informática
  • E claro, não podia deixar de ser, type-ins para inserir: Treinamento Ninja, Lunártico e Carga de Profundidade
  • E mais e mais e mais.. afinal são 132 páginas!
A revista (que mais parece um anuário) estará, a partir de hoje, logo após a live, em pré-venda no Brasil através do site da Bitnamic e, sim, também acontecerá o mesmo (hoje) na europa através do site da Teknamic. Apontando que o envio só será possível no final de Novembro!

Mas para mais detalhes nada como assistir hoje à live de lançamento no início deste post. No Brasil às 14h, em Portugal às 18h! Não percam!