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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

The Experiment


The Experiment é a tradução para Inglês da aventura El Experimento, lançada pelo multifacetado EJVG em 2021. Normalmente, este programador lança sempre interessantes jogos dos mais diversos géneros, mas sempre contendo desafiantes quebra-cabeças.

Com esta versão em Inglês, todos aqueles que não dominam a língua Castelhana, poderão agora experimentar esta aventura. Na altura, não a explorámos devidamente, precisamente pelas questões linguísticas, mas iremos agora tentar chegar ao fim, como fizemos com The Dark Dagger ou Hallowed Knight

Poderão aqui vir descarregar o jogo e dar uma pequena e merecida contribuição ao seu autor.

terça-feira, 15 de outubro de 2024

Space Thunder DX


Space Thunder foi um jogo desenvolvido em 2021 por Isaias Diaz. E se bem se recordam, mesmo os shoot'em'ups não serem a nossa praia, gostámos particularmente deste (ver review aqui).

O autor lançou agora a nova versão, com alguns melhoramentos, a correcção de bugs, e algumas funcionalidades que não tinha conseguido resolver ou colocar na altura, quer por falta de tempo, quer por falta de conhecimentos técnicos. 

Vale a pena assim virem aqui descarregar esta nova versão, nunca é tarde para dar uns tiros nos alienígenas. É gratuito, mas agradece-se uma pequena doação ao seu autor, como forma de o recompensar por este agradável trabalho.

quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Neverback Console


Ainda estamos de boca aberta com este Neverback Console. Por um lado, como é que este conjunto de programas escapou à comunidade, tendo em conta que existem versões desenvolvidas de 2021. Por outro, desde os tempos dos lançamentos da Automata e de Mel Croucher (iD ou Deus Ex Machina, por exemplo), que não víamos algo tão fora da caixa. É que cada uma das versões de Neverback Console apresenta um conjunto de quebra-cabeças e demos (se é que a isso poderemos chamar de demos), carregadas de forma inteiramente original.

Mas comecemos pelas versões. Deverão descarregar todas, pois cada uma delas, caracterizada por uma côr, apenas carrega alguns dos programas existentes e que corresponde a essa côr. As versões actualmente disponíveis são:

  • Toxic Magenta ( v1.50) - Julho 2024
  • Graphotacc (v1.42) - Novembro 2023
  • Dead Aquamarine (v1.31) - Junho 2023
  • Electric Violet (v1.22) - Outbro 2022
  • Zetsubo Pink (v1.11) - Dezembro 2021
  • Crystal White (v1.00) - Agosto 2021

Para se conseguir carregar os programas, é necessário ir à página da Nullge.net (aqui), escolher o código correspondente (cada um tem uma côr de acordo com a versão da "consola" em que é carregado).

Para facilitar a vida, aqui estão os códigos (as letras devem ser colocadas em maíusculas):

  • 20850
  • 20541
  • 19614
  • 20177
  • 00000
  • 00001
  • 20992
  • 19349
  • 19255
  • 21541
  • 20684
  • 19744
  • 21938
  • 18511
  • 19072
  • 20019
  • 20530
  • 00009
  • 21803
  • SPACC
  • 00005
  • 25004
  • 25190
  • 25317
  • 25413
  • BRAIN
  • 27135
  • 27610
  • GRAPH
  • 28711
  • 00002
  • CONSU
  • 29537

Deixamos ainda os comandos para quem entrar no desafio "Consume":

  • FORMAT
  • FRAGMENT
  • IGNORE
  • EXIT

A partir daqui estão por vossa conta e risco. São horas e horas de charadas, que prometem ocupar durante muitas horas aqueles que gostam de desafios um pouco mais cerebrais. Para isso, basta aqui vir descarregar as várias versões.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Sinclair 1: the Trail Begins (Spectrum 128K Deluxe Version)


Fran Kapilla tinha prometido que iria lançar ontem à noite a versão deluxe de Sinclair 1: the Trail Begins. E prometido é devido. Foi durante a madrugada, mas já está disponível a nova versão deste jogo que nos coloca na pele de Sir Clive Sinclair, enquanto jovem com 18 anos (a acção decorre em 1958).

O jogo foi realizado 48 horas após o falecimento de Sir Clive Sinclair, em 2021, e é uma avassaladora homenagem à sua vida, baseado em factos reais e não faltando sequer um pequeno filme. Aliás, todo os extras que Fran Kapilla e a Sequentia Soft colocam nos seus lançamentos, é algo fora do normal e que demonstra bem o comprometimento da equipa para fazer dos seus trabalhos, algo inolvidável.

Bem sabemos que as aventuras de texto/gráficas são de nicho (neste caso é uma "make your own adventure", mas esta, à semelhança das que Furillo nos tem trazido, vale mesmo a pena experimentar. Aliás, para esta versão 128K é utilizado o novo motor Mucho adaptado precisamente por Furillo...

O jogo pode ser descarregado gratuitamente, mas aconselha-se a dar uma pequena contribuição aos seus autores. É uma forma de agradecermos tudo aquilo que têm feito pela comunidade.

A versão Espanhola pode aqui ser descarregada, enquanto que a versão Inglesa pode aqui ser descarregada.

domingo, 3 de dezembro de 2023

The Bark


Finalmente regressámos de umas mini-férias e podemos então actualizar aquilo que se passa ao nível d ZX Spectrum. E muita coisa se passou na nossa ausência...

Para quem não conseguiu terminar o prólogo de The Dark: Lost Pages, a Zosya lançou agora The Bark, que mais não é que o primeiro, sem  prólogo. Ou seja, conseguimos avançar imediatamente para a parte do shoot'em'up, sem ter que andar no labiríntico mundo imaginado pela editora da fantástica Natasha Zatova.

Poderão aqui descarregar esta nova versão.

domingo, 24 de setembro de 2023

Down the Pipe (Reflushed)

Foi um fim-de-semana de imensas novidades, com jogos novos e relançamento de outros. Down the Pipe não é novo (ver review aqui), mas a versão Reflushed, que saiu com a revista Crash, ainda não estava disponibilizada digitalmente, coisa que aconteceu agora.

Podem aqui vir descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição ao seu autor, que bem o merece.

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Homenagem a PS em Mega Manic Mulholland


E quem diria que Dave e Nate Sloan tinha feito uma singela homenagem a Planeta Sinclair no seu mais recente jogo Mega Manic Mulholland? Pois era isto que se passava no nível 4, que tem o nome muito luso de "Boa Jogabilidade", algo que tínhamos referido relativamente a Manic Mulholland aquando da review do original em 2021, além do "PS" no topo do ecrã ser muito claro na sua simbologia. 

Infelizmente esta versão teve depois um bug e o som não ficou perfeito, tendo a dupla voltado para a versão original (que aqui deixámos). No entanto, seria uma pena não termos acesso a esta versão "unreleased", pelo que Dave partilhou-a agora connosco, podendo aqui ser descarregada.

Um enorme agradecimento de todo ao coração ao Nate e Dave da equipa de Planeta Sinclair. São estas pequenas coisas que nos dão também ânimo para continuar o nosso trabalho.

Mega Manic Mulholland


Mega Manic Mulholland é uma versão artilhada de Manic Mulholland, o jogo que marcou a estreia de Dave e Nate Sloan (pai e filho) no mundo da programação de jogos para o ZX Spectrum.

O original, e tal como o nome e ecrã de carregamento já o davam a entender, é uma homenagem não só a Sir Clive Sinclair e a Manic Miner, mas também ao brilhante filme de David Lynch de 2001, Mulholland Drive (quem não o conhece, vale a pena ver, nem que seja pela belíssima interpretação da igualmente belíssima Naomi Watts).

Agora, esta dupla de pai e filho, e que até já nos trouxeram novos jogos onde mostram uma evolução brutal relativamente ao jogo de estreia, pegaram em Manic Mulholland, fizeram imensas melhorias, nomeadamente tornando-o mais longo e colmatando uma das principais lacunas que tínhamos referido inicialmente: que era muito curto. 

Pois agora já não o é e quem não o viu na altura, tem agora uma boa desculpa para o experimentar. Para isso só têm que vir aqui descarregá-lo. É gratuito, mas uma pequena contribuição irá de certeza trazer algumas alegrias ao petiz Nate Sloan e ao seu pai...

domingo, 30 de outubro de 2022

Mabus Mania Deluxe Edition


A versão original de Mabus Mania foi lançada há cerca de ano e meio (ver aqui). Era um agradável e despretensioso jogo de plataforma, tendo tendo uma boa classificação da parte de Planeta Sinclair. Agora Hicks, o seu programador, resolveu fazer uma versão melhorada, no entanto mantendo o ambiente geral (como diz o ditado, aquilo que está bem, não se mexe).

Assim, podem contar com melhorias ao nível dos gráficos, novas músicas, novas fases de bónus e pequenas modificações não estruturais ao nível da mecânica, ao longo dos 36 níveis do jogo. A jogabilidade é agora melhor, tornando todo o pacote mais atractivo.

Ainda não tivemos oportunidade de o experimentar aprofundadamente, mas poderão vir aqui descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição ao seu autor, que bem a merece. Além disso, o nosso amigo Javi Ortiz apresentou o jogo em primeira mão, podendo aqui ser visto o episódio, com comentários do próprio autor do jogo.

quarta-feira, 4 de maio de 2022

The Ring of the Inka: Sir Clive Edition


Devido à falta de tempo, infelizmente não seguimos conveniente competições como a CSSCGC (The comp.sys.sinclair Crap Games Competition 2021 - 25th edition!). E por vezes, os jogos que entram na competição, de "crap" não têm nada. Veja-se o caso de Mirror Mirror, por exemplo. Ou mais recentemente, The Ring of the Inka, um jogo desenvolvido em 2018 para a competição que estava em vigor na altura, mas que por várias razões não obteve a projecção desejada, algumas relativas à própria competição, mas também porque o jogo estava destinado às microdrives e não era fácil de aceder.

Mais recentemente, no final de 2021, o seu autor resolveu uma série de bugs, criou uma versão inteiramente funcional, e partilhou com a comunidade a Sir Clive Edition, agora acessível facilmente através dos emuladores usuais.

Ainda só explorámos superficialmente o jogo, mas parece ser brutal. E enorme, com dezenas de localizações e imagens, um parser que nos parece também ser bastante funcional, pese embora alguma (natural) lentidão. Fez-nos lembrar um pouco SOS Naufrágio, do Libânio Guerreiro.

É assim um jogo a explorar assim que o tempo nos permita, embora não possamos prometer uma análise mais detalhada (o tempo não estica). De qualquer forma, podem aqui vir descarregar o jogo.

E já agora, se não acreditam que um "crap" game pode ter tantos locais, observem o mapa...

sábado, 22 de janeiro de 2022

Inufuto lançou Lift


Com tanto MIA por analisar, ainda não tínhamos tido tempo para ver o novo jogo de Inufuto, o programador Japonês que converte os seus jogos para dezenas de plataformas. 

Lift, que foi lançado a 26 de Dezembro, é um típico plataformer, que alia a simplicidade dos primeiros jogos que surgiram para o ZX Spectrum, com uma música e uma jogabilidade excelentes. Não estaremos muito enganados se dissermos que é um dos seus melhores trabalhos.

Poderão vir aqui descarregar Lift.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Attack of the PETSCII Robots


 Nome: Attack of the PETSCII Robots
Editora: NA
Autor: David Murray
Ano de lançamento: 2021
Género: Estratégia
Teclas: Redefiníveis
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Attack of the PETSCII Robots é o exemplo perfeito de como analisar um jogo apenas superficialmente pode levar ao engano. Tendo saído praticamente no final de 2021, ainda por cima com um custo a dar para o proibitivo, levou a que não fosse incluído numa lista preliminar de candidatos ao GOTY. E pelo que vimos, depois de finalmente arranjarmos tempo para o dissecar devidamente, provavelmente até deveria ter sido contemplado. Agora é tarde, são os ossos do ofício. De qualquer forma, temos aqui oportunidade de nos penitenciarmos, dando-lhe o devido valor...

Não vamos também maçar-vos com a história por detrás de Attack of the PETSCII Robots, até porque está bastante detalhada no extenso manual com 32 páginas que faz parte do pacote com o jogo (acrescentado de mais duas páginas específicas para a versão do ZX Spectrum). Mas podemos adiantar que é uma conversão de um jogo que foi desenvolvido inicialmente para o Commodore PET, como rapidamente se percebe através do ecrã de carregamento, monocromático em tons de verde. E do pacote fazem também parte cinco ficheiros, quatro contendo diversas versões do jogo (diferenciam-se fundamentalmente pelo grafismo), e mais uma demo.


Também já perceberam que tendo o manual 32 páginas, o jogo encerra alguma complexidade. É um facto, e é necessário ler-se o manual, doutra forma não iremos avançar muito, ou pelo menos eficazmente, em Attack of the PETSCII Robots. Mas depois de nos enquadrarmos nos objectivos, assim como no tipo de itens e armamento que podemos utilizar, a coisa começa rapidamente a rolar. Tem assim uma curva de aprendizagem bastante rápida, não sendo fonte de desmotivação para quem inicialmente se assustou com a imensa informação que consta no manual.

Das quatro versões do jogo, optámos pela "Color Bots", pois além de permitir uma melhor visualização dos cenários ("zoomed out"), é aquela que mais se aproxima do grafismo do ZX Spectrum. Basta olhar para o ecrã de cima, com a versão a simular o Commodore PET, e o ecrã de baixo (a de "Color Bots"), que nos traz logo à memória Rebelstar ou Laser Squad. E não é mera coincidência. Se tivéssemos que definir Attack of the PETSCII Robots numa frase, diríamos: Laser Squad, apenas com um membro da equipa e sem turnos.

É isso mesmo, a principal influência é Laser Squad. No enanto, ao invés de fazermos parte de uma ampla equipa que tem que tomar de assalto uma facilidade, assumimos o papel de apenas um soldado, que é colocado no cenário num local muito específico. Além disso, o jogo corre em tempo real, ou seja, não temos que estar preocupados em controlar os pontos de acção que restam. Claro que com isto tudo, quem sofre (ligeiramente) é o elemento estratégico, aproximando-se o desafio mais de um puro jogo de acção. No entanto, a vertente táctica e estratégica continua a estar bastante presente, e se formos tentar conquistar os objectivos apenas pela força bruta, entrando em confronto directo com os inimigos, cedo perecemos.


Existe diverso tipo de armamento espalhado pelos cenários, e cada um tem uma função específica. O manual dá também algumas dicas sobre como e onde deve ser usado cada arma ou cada objecto, e é bom que interiorizemos isso, pois aquilo que é eficaz para um inimigo, poderá não ser para outro. Além de que existem munições limitadas, não sendo conveniente serem desperdiçadas.

Os cenários são também enormes e, o mais espantoso, é que temos dez diferentes cenários (ou missões). Ou seja, são necessárias longas horas até se conseguir terminar todas as missões. O jogo tem um custo de 10 usd, o que perfaz 1 usd por missão. Se olharmos sob este prisma, vemos que não é muito aquilo que é pedido. 

Se algum defeito temos a apontar a Attack of the PETSCII Robots, apenas o elevado número de teclas (redefiníveis, felizmente). Facilmente se conseguiria tirar quatro ou cinco, melhorando a jogabilidade, nomeadamente no que diz respeito ao uso do armamento. Não é fácil ao início colocarmos as bombas, e com tantas teclas, o mais frequente é enganarmo-nos. Mas lá está, ao fim de algum tempo habituamo-nos e então começamos a apreciar o jogo em toda a sua plenitude.

Attack of the PETSCII Robots é assim uma bela surpresa que, infelizmente, nos parece que vai passar despercebido à maior parte das pessoas, sempre vorazes por um desafio imediato, mas quando aparece algo mais cerebral, tendem a esquivar-se. Na falta de um novo Laser Squad, isto é o mais parecido que podemos ter, o que diz muito. E ou muito nos enganamos, ou Alessandro Grussu, que ainda não deve ter "descoberto" este jogo, irá adorá-lo...

sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Rival Gangs


Nome: Rival Gangs
Editora: NA
Autor: Andy Precious
Ano de lançamento: 2021
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Andy Precious, ou Presh, como é conhecido, já nos tinha surpreendido com Hell Yeah!. O jogo era divertido, mas acima de tudo foi uma surpresa, em primeiro lugar porque Andy tinha aprendido CM muito pouco tempo antes (o confinamento tem dessas coisas), e depois, porque não utilizou nenhum motor de raiz para o desenvolvimento do jogo. E o mesmo volta a acontecer com Rival Gangs, um jogo que não faz nada o estilo do autor desta análise, mas que consegue perceber todo o hype criado à sua volta. De facto, Rival Gangs está muito bem polido e para quem gosta do género, de certeza que se sente plenamente satisfeito com o resultado final (tivemos várias opiniões de peritos a dizerem-nos isso mesmo). Assim, por isso, e pelos muitos aspectos inovadores deste jogo, iremos valorizá-lo como tal, até se perdoando o facto do som ser pouco mais que básico e não ter ecrã de carregamento (esta sim, uma grande lacuna, em especial para quem gosta de correr os jogos da maneira old school, como é o nosso caso). 

Rival Gangs inspira-se no mega-famoso GTA. Confesso que não conheço o original, mas pela temática envolvida, não será dos jogos mais edificantes. Mas essas questões morais pouco interessam para aqui, o que interessa será avaliar o jogo como fonte de divertimento, e neste aspecto, é bastante interessante. 

 Assumimos então o papel de um agente contratado pelo Município para resolver a problemática da luta de gangues, neste caso entre os Darksiders e os Chameleons (que raio, o que é que a banda mais perfeita da pop tem a ver com gangues????). Seja como for, cabe a nós escolher um dos lados e aniquilar os membros do gangue adversário. Não há inocentes nem alvos inocentes, pelo que não necessitamos de estar muito preocupados com o controlo de danos, se no meio da refrega acertamos uns balázios nos membros da nossa facção, ou se os passamos a ferro quando conduzimos as viaturas que vamos roubando pelo caminho.  

O objectivo passa numa primeira fase por eliminar o máximo possível de elementos do gangue inimigo e sempre que isso acontece, o nosso score, medido em termos percentuais, aumenta um pouco. Quando chegamos aos 100%, temos então que nos infiltrar na mansão do chefão adversário e só ai a missão termina (isso se não morrermos antes, claro).

Para eliminar os adversários, temos duas formas: recolher as armas que se encontram espalhadas pela cidade (esta é vista de cima), disparando então contra eles, ou então, se conseguirmos tomar posse de um carro, seja do nosso gangue, ou do adversário, podemos fazer muitos estragos (é um delírio ver os inimigos a fugirem sob a perspectiva de serem atropelados). Pelo meio ainda surgem alguns desafios que nos permitem aumentar o prestigio (i.e., score), como por exemplo matar cinco inimigos num curto espaço de tempo. Para isso basta apanhar os ícones que nos concedem direito a esta "diversão" extra.

O grau de dificuldade inicial é baixo, enquanto o nosso score não aumenta. Os membros do gangue adversário normalmente andam desarmados e são pouco agressivos. No entanto, à medida que a nossa fama de mercenário aumenta, esses tornam-se mais perigosos, normalmente saudando-nos imediatamente com as suas armas. A cidade entra então em ebulição e em todos os recantos temos que estar com a atenção no máximo. Claro que podemos sempre sequestrar uma viatura (atenção para não serem passados a ferro, pois os outros condutores não estão pelos ajustes), e quando o conseguimos, além de nos permitir chegar mais rápido a outros pontos da cidade, também nos encontramos menos expostos aos disparos adversários. No entanto, acidentes acontecem... 

Sempre que somos atropelados ou levamos com um balázio, somos transportados para o hospital mais próximo e perdemos 5% da pontuação. Além disso, no hospital não são permitidas armas, pelo que saímos desarmados e indefesos, sendo urgente encontrar o local mais próximo onde se encontra uma arma à nossa disposição.

Embora a perspectiva seja diferente daquela que se encontra em Turbo Esprit (não contem com 3D), o jogo tem algumas semelhanças, pois também aqui a cidade parece que tem vida própria, mesmo sendo habitada por pessoas não recomendáveis. Fez-nos ainda lembrar Miami Vice, embora a jogabilidade seja imensamente superior. Seja como for, quem gosta do género, não vai ficar indiferente a esta proposta, que mesmo não sendo assim tão difícil de se completar, a ela voltamos com regularidade, nem que seja para ir passeando pelas ruas da cidade, atropelando pacíficos transeuntes (hum, não, ninguém é inocente por aqui)...

Rival Gangs é então a prova que estamos perante mais um valor seguro da programação, Andy Precious, que além de trazer desafios novos, diferentes da maioria das propostas que vão surgindo no ZX Spectrum, o faz de forma bastante competente. Resta agora emparceirar com alguém que o ajude a criar um ecrã de carregamento decente e uma melodia engraçada...

quinta-feira, 13 de janeiro de 2022

Angels


Nome: Angels
Editora: NA
Autor: ZOSYA Entertainment
Ano de lançamento: 2021
Género: Beat'em'up, Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K /128 K
Número de jogadores: 2 em simultâneo

Cada novo lançamento da Zosya, a editora da simpática Natasha Zotova, é aguardado com uma ansiedade apenas equiparada à que tínhamos aquando dos lançamentos da Ultimate Play the Game na primeira metade da década de 80. De facto, em cada novo jogo, a Zosya estabelece novos limites para aquilo que se consegue fazer com o ZX Spectrum. E atenção, estamos a falar da versão menor, a de 48K, pois uma boa parte destes jogos sáo compatíveis com este computador, se bem que se escolhermos a versão 128K, são acrescentadas novas funcionalidades, entre as quais a música AY.

Angels tem notórias semelhanças com o galardoado Valley of Rains, GOTY 2019 para Planeta Sinclair, depois de uma luta muito renhida com Aliens: Neoplasma. Não no estilo, pois Angels é um típico beat'em'up, intercalado com níveis do género shoot'em'up vertical, enquanto que Valley of Rains é um puro jogo de acção. No entanto a base parece ser a mesma e não ficaríamos espantados que utilizassem o mesmo motor. É também bom não esquecer que Angels baseia-se numa antiga demo de Oleg Origin, Wild Angels, que muito nos impressionou quando a testámos há alguns anos.

Apesar de na nossa opinião Angels ser de excelência, vai também ter alguns detractores (Valley of Rains também já o tinha tido), essencialmente por uma razão: quando se fala em beat'em'ups, todos pensam imediatamente em Renegade. No entanto, ao contrário deste, e apesar dos magníficos cenários, Angels é um jogo a 2D, apenas, e isto poderá representar uma fragilidade. A outra fragilidade que detectámos está relacionada com os níveis de tiro'neles que intercalam os de porrada. São demasiado fáceis, com sprites demasiado grandes. Compreende-se que se tenha querido introduzir alguma diversidade, e que de resto até se enquadra muito bem na história deste jogo, contada na magnífica intro que é apresentada assim que o jogo é carregado, algo que de resto já começa a ser habitual nos lançamentos da Zosya, mas nota-se claramente que foi algo colocado apenas para fazer número.

Agora que já falámos daquilo que poderão ser as poucas lacunas deste jogo, vamos então focarmo-nos nos muitos pontes fortes. Em primeiro lugar, mais uma vez é com bastante regozijo que vemos que a personagem principal, neste caso duas, são do sexo feminino. E melhor, podem até dois jogadores (ou jogadoras) entrar na refrega em simultâneo. São poucos os jogos que actualmente têm a opção de multi-jogador, sendo sempre uma mais-valia.

Mas mesmo estando no modo de um jogador, as duas raparigas entram no combate, mas não em simultâneo. Assim, é possível mudarmos entre elas a qualquer momento, e o mais interessante é que cada uma tem os seus truques. Enquanto que por exemplo, a primeira (a da esquerda) efectua grandes piruetas para trás, sendo bastante útil para escapar (momentaneamente) a alguns adversários, a outra dá um salto, seguido de biqueiro nas trombas de qualquer inimigo que esteja à mão. Assim, mudar entre as duas personagens, por vezes em pleno combate, faz parte da estratégia para conseguir despachar os inimigos com o mínimo dano possível. 

Inimigos é o que há mais, inclusive alguns que atiram bidons contra nós, outros que vêm armados de metralhadora, e até um urso temos que defrontar, se bem que devido ao seu tamanho e lentidão, não seja o maior dos perigos. Além disso, começamos com bastantes vidas (nove), que poderemos ir gerindo entre as duas raparigas da forma que mais nos seja conveniente. Se uma delas estiver com a energia muito em baixo, deve-se mudar para a outra, esperando depois conseguir despachar um adversário e que este deixe algum objecto útil que permita recuperar parte da energia. Mas tudo isso faz parte da experiência de combate que vamos obtendo ao longo dos confrontos, permitindo-nos escolher mais acertadamente a melhor estratégia para cada inimigo.

Os cenários são também muito diversificados. Começamos num cenário urbano (Nova Iorque), mas à medida que vamos passando de nível, voamos (no sentido literal) para outros poisos, aumentando também o nível de dificuldade. Passamos assim por Itália, Rússia, Japão e, por fim, o Nepal, cada qual com os seus adversários característicos.

Para se desenjoar um pouco de tanto pontapé e murro, as deslocações entre os vários locais são feitas através da pilotagem de uma nave que, através do já referido tiro'neles vertical, vai destruindo tudo o que encontra pela frente, incluindo no final de cada nível, a nave-mãe. 

A jogabilidade é fabulosa, e logo após alguns minutos de experiência, interiorizamos todos os golpes possíveis de cada uma das personagens (é necessário contar com algum tempo entre o pressionar a tecla e o golpe ser efectuado). Quanto aos cenários, basta olhar para os ecrãs que deixamos, pois são magníficos, talvez o melhor neste jogo.

 Angels atinge assim nível muito alto. Mesmo não sendo o nosso género preferido (na realidade, o autor desta análise nem sequer gosta deste tipo de jogos), conseguimos passar aqui algumas horas bem divertidas e seguramente que cá iremos voltar. Tivessem os níveis do shoot'em'up vertical a mesma qualidade dos restantes, e a nota seria ainda mais elevada. No entanto, o que aqui existe é mais que suficiente para satisfazer plenamente a maioria dos jogadores...

terça-feira, 11 de janeiro de 2022

BASIC Apascalado #9 - A Vitória do NextBASIC

Finalmente, para completar esta primeira série de artigos do Zé Oliveira, disponibilizamos hoje o último programa: A Vitória do NextBASIC. Logicamente que este artigo é de 2021, pois em 1988 ainda estávamos longe de imaginar que viríamos a ter um Spectrum Next e uma linguagem de programação em BASIC para esse computador.

Esta série de artigos tinha como objectivo informar os programadores de que havia melhores maneiras de programar. Isto é importante especialmente em programas grandes. Por exemplo, com esta técnica não é necessário usar o comando GOTO e isso pode tornar-se numa grande vantagem em reduzir os erros dos programas.

Desde já agradecemos todo o apoio que o Zé Oliveira nos tem dado (ajudou-nos inclusive noutros type-ins). Poderão vir aqui descarregar este programa ou, se preferirem, podem carregá-lo directamente no emulador incluso na página do autor (aqui).

domingo, 9 de janeiro de 2022

Aztec


Nome: Aztec
Editora: NA
Autor: Rui Martins
Ano de lançamento: 2021
Género: puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Rui Martins andava um pouco afastado do desenvolvimento de jogos para o ZX Spectrum. O último original que tinha lançado tinha sido Extruder, embora pelo meio ainda tenha tido tempo para fazer uma perninha em Formula One. Mas aproveitando a nova competição ZX-Dev, em boa hora resolveu colocar Portugal na lista dos concorrentes, pois Aztec é um quebra-cabeças muito interessante, apenas se notando a falta de uma melodiazita para animar a malta, mas especialmente um ecrã de carregamento. O tempo era muito curto, tendo em conta que o jogo foi desenvolvido em menos de três meses, sem qualquer tipo de ajuda externa. Lamentamos apenas que o jogo tenha passado ao lado dos portugueses, que raramente valorizam aquilo que é nacional. 

Aztec inspira-se nos muitos populares puzzles tipo "match-3", e também "match-line", sendo Tetris o mais conhecido e popular. No entanto, tem mais parecenças com Lumines, no qual o principal objectivo é sobreviver, alinhando blocos 2 × 2, fazendo-os variar entre duas cores, para formar quadrados 2 × 2 de uma única cor, que serão apagados quando a Linha do Tempo passa sobre eles, o que desde logo é uma característica incomum. Apesar das peças, quando fazem "match" ficarem marcadas, apenas desaparecem do tabuleiro de jogo quando a Linha do Tempo, que vai descendo ao longo do ecrã, passa sobre elas. Isto implica um elemento estratégico um pouco diferente, pois não só temos que ter bom golpe de vista, para perceber quais as peças que vão fazer "match", mas também o momento mais apropriado para alinhar as peças. Por vezes, é compensador esperar um pouco (isto é, não fazer correr as peças tão rápido até ao fundo do tabuleiro), podendo assim potenciar-se um maior número de alinhamentos.

Tal como nos outros jogos do género, o desafio começa de forma bastante repousada, com as peças a caírem de forma um tanto ou quanto molengona. Mas à medida que as vamos fazendo desaparecer, a pontuação aumenta e sobe-se de nível, não só o padrão das peças modificando-se, como estas começam a cair de forma mais rápida, chegando a um ponto em que se torna impossível conseguir evitar que atinjam o topo do ecrã. Quem já jogou Tetris, sabe bem o que queremos dizer.  

Temos um único cenário, sendo o tabuleiro de jogo de 5 X 10 ao centro. Nas laterais, dois enormes tótemes dão alguma animação ao ecrã, além de marcarem a linha que elimina as peças. Os motivos são astecas (caso ainda não se tivessem apercebido pelo nome do jogo), o que não é de estranhar, pois encontramo-nos encerrados num templo dessa civilização milenar, sendo que a forma de descobrir os mecanismos que permitem a escapatória, é alinhando as peças. Mas cedo nos apercebemos que o nosso destino é morrer, podemos é fazê-lo de forma mais ou menos digna (isto é, fazendo ou não uma pontuação decente). Se formos dignos, iremos depois fazer parte da restrita lista de personalidades astecas que honram a civilização e que aparece com toda a glória no final. 

Finalmente, e para quem acha que jogar em 2D é demasiado fácil, pode sempre experimentar fazê-lo em 3D (ver ecrã acima). Para isso basta carregarem para cima ou para baixo, com uma das teclas direccionais. Experimentem, para ver o efeito. Embora ao início parece estranho, rapidamente nos habituamos a essa nova configuração.

Aztec é assim um quebra-cabeças muito interessante. Na sua simplicidade, reside também a sua força, e é daqueles desafios que, tal como o Tetris, rapidamente nos agarra e convida a voltarmos regularmente, nem que seja para tentar chegar ao topo da pirâmide, isto é, da hierarquia asteca.     

sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Saiu Enigma

Ainda de Menyiques, saiu também Enigma, um programa desenvolvido em Boriel Basic e que se inspira na célebre máquina Enigma, que a partir de 1920 e durante a II Grande Guerra, foi utilizada pelos alemães. A máquina permitia encriptar as comunicações militares, no entanto, o código foi descoberto, concedendo uma vantagem insuperável aos Aliados, permitindo com isso antecipar o fim da guerra.

Cabe a nós conseguir decifrar o código, neste programa estranho, mas muito inovador e incomum. Podem vir aqui descarregá-lo.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Guns & Gears


Nome: Guns & Gears
Editora: SaNchez Crew
Autor: SaNchez, ER, n1k-o, Sinc LAIR
Ano de lançamento: 2021
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 128 K / TR-DOS
Número de jogadores: 1

Isto agora está na moda as prequelas. Mas quando têm a qualidade desta, mesmo sendo um mini-jogo, são sempre bem-vindas...

Guns & Gears é passado sete anos antes dos eventos que deram lugar a Delta's Shadow, um jogo que dispensa grandes apresentações, e que foi considerado como o segundo melhor de 2020 para Planeta Sinclair (ver aqui o GOTY 2020). Não vamos assim entrar em grandes pormenores sobre a mecânica do jogo, pois é exactamente igual a Delta's Shadow. Aliás, a ideia não foi criar um novo jogo, antes oferecer um pequeno brinde a quem adquiriu o original. Não se esperem assim horas e horas de prazer, como aconteceu o ano passado com Delta's Shadow. Mesmo assim, e apesar de Guns & Gears ter "apenas" cerca de duas ou três dezenas de ecrãs (bastante familiares, para quem conhece o original), ainda permite ocupar uma tarde inteira até se conseguir vencer o "boss" final, pelo menos sem batotas. Apenas existe um em Guns & Gears, mas não é fácil batê-lo, desde já avisamos.

Aqui a heroína da história é a moça que se vê no belíssimo ecrã de carregamento (na versão para o Spectrum Next é um delírio para os sentidos, provocando logo um certo entusiasmo, se é que nos entendem). Tudo o que ela tem que fazer é conseguir escapar da base. Mas encontra-se desarmada e a primeira tarefa é mesmo encontrar algo que permita abater os muitos inimigos que vai encontrar pelo caminho. Não vão faltar os cenários aquáticos com as piranhas e os tubarões, mas a acção é quase toda passada na base terrestre, com os familiares inimigos robóticos e canhões, assim como elevadores que permitem aceder a diversas plataforma.

Não foram esquecidos os power-ups. Assim, podemos apanhar um escudo que nos protege do impacto dos disparos adversários, ou do contacto com estes, mas bastante mais útil é apanhar aquele que nos permite o salto duplo. Aliás, sem adquirirmos esta capacidade, não vamos longe, além de que é fundamental para se conseguir derrotar o "boss" no ecrã final.

Os gráficos são mais uma vez uma pequena maravilha. Atente-se no ecrã de cima, com o dragão metálico, que representa o "boss" final. E estamos a utilizar a versão dos gráficos com média qualidade (temos a possibilidade de aumentar a qualidade nas opções iniciais, no entanto, ficam um pouco mais confusos em termos de cores). Mas no menu inicial existem ainda várias outras opções, tal como já acontecia no original. Além de podermos configurar as teclas (felizmente podemos fugir à horripilante escolha "WASD"), podemos configurar o som e música, e até o tipo de scroll (para quem não gosta do scroll típico dos jogos da equipa SaNchez - Castlevania, por exemplo, pode eliminá-lo).

Guns & Gears é então um jogo na linha de Delta's Shadow, utilizando o mesmo motor e até os mesmos cenários, não obstante o objectivo ser agora um pouco diferente. Se tem algum defeito, apenas o de ser bastante curto. Mas não se esqueçam, isto é apenas um pequeno brinde de Natal para quem adquiriu a versão original, pelo que não se poderia pedir mais. Ficamos é ansiosos pelos jogos seguintes desta saga que promete fazer furor...

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

The Time Machine


Nome: The Time Machine
Editora: Sequentia Soft
Autor: Fran Kapilla
Ano de lançamento: 2021
Género: Aventura de texto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

The Time Machine deixou-nos com sentimentos ambíguos. Por um lado estávamos a gostar bastante da aventura que tínhamos em mãos. Por outro lado, encontrámos tantos bugs, que de certa forma arruinou muito do prazer que estávamos a ter com o jogo. A favor da equipa responsável por esta ambiciosa aventura, o facto de terem desenvolvido o jogo em apenas dois meses, e ainda em menos tempo a adaptação para inglês, o que explica alguns desses erros. Mas definitivamente deveriam ter sido efectuados mais testes, pois na fase 3 na versão inglesa, torna-se impossível completá-la (ou pelo menos assim parece). Também na fase 2 o jogo bloqueia quando o nosso amigo está defronte do pelotão de fuzilamento, tendo que se reiniciar. 

É assim uma pena estes bugs, mas fica a certeza que o motor criado por Jari Komppa tem pernas para andar e que quando esses forem rectificados, de certeza que a aventura irá ganhar novo brilho. E não pensem que estamos a ser demasiado picuinhas, mas os dois (aparentemente) bugs que referimos no parágrafo anterior, são apenas alguns dos muitos que fomos encontrando, mas que neste caso em particular, torna a aventura injogável. Assim, a nota final que vamos dar reflecte esta situação, o que é uma pena, mas por uma questão de coerência até para os outros participantes da competição ZX-DEV, teremos que o fazer.

The Time Machine é então baseado numa obra famosa de  H. G. Wells, um escritor que muito apreciamos, e que de resto inspira a personagem principal da aventura, que tenta ir ao futuro descobrir a cura para a sua mulher, que morreu em 1898. Se conseguir com a ajuda de dois amigos colocar a máquina em funcionamento (uma das boas ideias da aventura), é atirado em primeiro lugar para a I Grande Guerra. Se descobrir a forma de não ficar bloqueado (isto é, o programa "crashar") na segunda fase, e depois de um breve retrocesso no tempo (obrigatório para se terminar essa parte), vai então parar à II Grande Guerra e ao território da Resistência, onde tem que resgatar feridos sob o fogo da aviação nazi (outra boa ideia). A partir daqui, não sabemos o que acontece, pois ficámos bloqueados, aparentemente por um bug ou má concepção do jogo, sendo indiferente, pois o resultado é o mesmo.

O que também podemos dizer é que Time Machine tem muito potencial, pois os quebra-cabeças apresentados são muito estimulantes, com uma diversidade difícil de encontrar em jogos do género. Embora não se passe em tempo real, em alguns pontos temos que cronometrar os passos ao milímetro, doutra forma a "bomba" (ou máquina, como preferirem), explode-nos nas mãos...

A acção em cada fase também é substancialmente diferente das anteriores, contribuindo para a tal diversidade referida. Além disso, os textos absorvem-nos por completo na aventura, sendo que os gráficos que vão surgindo, estimulam ainda mais a nossa imaginação, além de serem bastante úteis (por exemplo, para percebermos quando estamos prestes a ficarmos sob fogo inimigo).

Esperamos agora que os bugs sejam corrigidos. Quem sabe não voltemos a esta aventura daqui a uns tempos, com a certeza que iremos apreciar mais o jogo.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

Zooming Secretary


 Nome: Zooming Secretary
Editora: PCNONOGames
Autor: Nono, Igor Errazking, Copy
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 /128 K
Número de jogadores: 1

Zooming Secretary é a segunda proposta da PCNONOGames na competição ZX-DEV Media & Demakes, depois de Adventures Continue. E a má notícia (esperamos estar enganados), é que por aquilo que lemos no manual que acompanha o jogo, poderá ser o último lançamento para o ZX Spectrum desta editora. Se for verdade, temos imensa pena, pois esta equipa conseguiu quase sempre trazer desafios, que não sendo obras-primas, eram divertidos e tecnicamente competentes. É exactamente o caso de Zooming Secretary, como iremos ver.

Assumimos então o papel de uma jovem e bela secretária, que tem que substituir durante sete dias, uma colega que está de baixa médica. Mas o trabalho é stressante, pois tem que atender todas as chamadas que fazem para o escritório e os telefones não param de tocar. Sempre que um telefone toca, surge um ícone correspondente a um tipo de ficheiro. Para que se possa atender o telefone, temos antes que estar munidos do ficheiro solicitado, sendo que estes se encontram em armários longe dos telefones (como seria de esperar, ou não teríamos sido contratados). Se demorarmos muito tempo a atender a chamada, o telefone desliga-se e temos uma falha na folha de serviços. Quando chegamos à quarta falha, somos inapelavelmente despedidos, sem direito a qualquer tipo de indeminização. Somos colocados no olho da rua, dito por outra forma!  

Mas se apenas tivéssemos que atender os telefones, mesmo que recolhendo o ficheiro correcto, seria simples. O problema é que o escritório tem os empecilhos, isto é, o patrão e os restantes colegas que, de forma inconsciente, deambulam pelos corredores como se não tivessem mais nada para fazer e acabam por atrapalhar as nossas tarefas. Em cada dia, excepto o primeiro, que é apenas o aquecimento, ou estágio, se preferirem, vamos encontrar uma pessoa diferente, cada qual com as características muito próprias (e quase sempre nefastas).

Assim, no segundo dia damos de caras com o patrão, que tal como todos os patrões, só quer é conversa inútil, fazendo-nos perder tempos sempre que damos de caras com ele. No terceiro dia aparece a glutona, que está sempre a comer e de tão gorda que é, impede a nossa passagem pelos corredores. No quarto dia aparece a tagarela, que além de palrar todo o tempo, ainda muda os arquivos nos armários. No quinto dia surge o apaixonado, chato como a potassa. No sexto dia o estudante, sempre carregado com papelada e que nos manda ao chão. E no último dia, o bonitão do escritório, que nos pode ser de grande ajuda. Existe ainda um nível de bónus, no qual somos perseguidos pelos nossos pesadelos. Além do galã, a única ajuda que podemos ter é a da cafeina. Desta forma, se passarmos pela máquina de café, a nossa velocidade aumenta, possibilitando atender mais rapidamente os telefones, mas também sendo mais difícil de controlar os nossos passos.

Zooming Secretary é então um típico jogo de arcada, baseado num outro que apareceu para a NES e mais tarde para a Megadrive. Quem gosta de jogos puros de perícia vai aqui estar nas suas sete quintas. Nós preferirmos jogos com um pouco mais de substracto, no entanto temos que reconhecer, Zooming Secretary é tecnicamente muito competente, a velocidade é estonteante (por vezes demais, até), os gráficos funcionais q.b., e a música stressante, como convém ao trabalho que temos em mãos (apenas no modo 128K).  Provavelmente não será o vencedor da competição, mas de forma alguma deslustra os seus autores.