sábado, 19 de outubro de 2019

Aznar, the Sport Star


Nome: Aznar, the Sport Star
Editora: NA
Autor:  IvanBasic
Ano de lançamento: 2019
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

O concurso BASIC 2020 continua a dar-nos propostas, que apesar de programadas em Basic, conseguem muitas vezes superar as que utilizam exclusivamente código máquina. Isso mesmo acontece com o novo jogo de IvanBasic, recriando um género que fez história no Spectrum e que foi responsável por muitos teclados partidos e joysticks destruídos. Já estão a adivinhar do que se trata: um clone de Daley Thompson's Decathlon, simulador lançado em 1984 e que recriava as provas olímpicas do decatlo, baseando-se na maior figura da modalidade, Daley Thompson's (mais tarde deu origem a outros jogos do género). Na realidade de simulador pouco tinha, pois era quase exclusivamente um exercício de movimento do manípulo (ou das teclas) para a esquerda e direita, quanto mais rápido melhor, mas que era de facto divertido, daí o enorme sucesso que granjeou.

Já agora uma nota sobre o autor, IvanBasic, tal como o nome indica, especializou-se em jogos que utilizam o Basic como linguagem de programação. E nesse aspecto já provou que domina a linguagem, bastando olhar para Rompetechos, interessante aventura com elementos de cartoon e que apenas muito mais tarde a conseguimos terminar, ou mais recentemente Brain 8, um complexo labirinto, e que neste caso ainda estamos para ver o seu final. Portfolio de respeito que fala por si, portanto.

Uma outra curiosidade prende-se com a personagem usada no jogo, nada menos, nada mais, que José María Aznar, ex-Presidente do Governo da Espanha. Mas prestem bem atenção à figura e digam lá que com aquele bigode e penteado não se parece com outra figura? Há com cada coincidência... E porquê essa personagem? Porque Aznar era, por mais incrível que pareça, um líder desportivo e um exemplo de forma física, tendo decidido voltar aos bons velhos tempos. Para isso contratou-nos, para que consiga ultrapassar todos os testes e ser a personificação da música de Olivia Newton John, “Let me hear your body talk”.


Do jogo constam apenas cinco provas, não as dez do decatlo, mas as que existem já dão pano para mangas. São estas os 100 metros (corrida), lançamento do dardo, salto em comprimento, 50 metros livres (natação) e os 800 metros (corrida). Cada uma apresenta características diferentes, devendo-se também ter uma abordagem de jogo diferente.

Os 100 metros (ecrã em cima), tal como seria de esperar, é decidido ao sprint. Quer isso dizer que o que interessa é teclar o mais rápido e constante possível. Ao contrário do jogo que o inspirou, não existe uma sequência esquerda / direita (até porque como se sabe, Aznar não é muito virado para a esquerda). Há sim que se carregar numa tecla diferente de cada vez que se quer ganhar velocidade. O seu autor disse que não seria possível passar-se a marca dos 9.18 segundos, no entanto o facto é que já a conseguimos superar (em tentativas posteriores à que deu origem à imagem).


Segue-se o lançamento do dardo. Nesta modalidade convém ganhar-se uma boa velocidade (mesma estratégia utilizada nos 100 metros), mas ao aproximarmo-nos na linha de chamada teremos que pressionar a tecla de acção. Quanto mais tempo a tivermos pressionada, maior o ângulo de salto. Pela nossa experiência parece-nos que um ângulo a rondar os 45 graus será aquele que obtém melhores resultados.

A prova seguinte é o salto em comprimento, e é muito semelhante à do dardo. Tem que se obter uma velocidade inicial forte (medida pelo gráfico no canto inferior esquerdo, tal como em todas as provas), para antes da linha de chamada escolhermos o ângulo de salto. A avaliar pelos nossos resultados, estamos em forma.


O evento da natação fez-nos lembrar o de Hyper Sports, isso porque não só temos que manter uma cadência constante e rápida, mas porque periodicamente temos que carregar na tecla de acção para respirarmos. Dai que apareça uma segunda barra, agora no canto inferior direito, que nos indica quando teremos que parar para respirar.

Finalmente, o quinto e último evento é talvez aquele que menos nos caiu no goto, sendo substancialmente diferente de todas as outras (fez-nos lembrar a prova dos 1.500 metros de Run for Gold). Mais do que uma prova de velocidade e de rapidez nas teclas, é uma prova de estratégia, na qual se abusamos da velocidade, corremos o risco de ter cãibras. Deve-se assim manter uma velocidade moderada e um ritmo constante para se conseguir obter os melhores resultados, ou pelo menos chegar no tempo previsto, sem corremos o risco de desistência.


Para se conseguir ficarmos em forma, teremos que durante três rondas ultrapassar os objectivos definidos para cada uma das provas, e estes, naturalmente, vão aumentando de exigência à medida que vamos avançando. No entanto, se formos aos treinos, se tivermos a capacidade atlética e mental de um Cristiano Ronaldo, poderemos vir a ser um "The Special One" e conseguir chegar ao pódio, com direito a prenda especial da Olivia Newton John.

Como já perceberam, gostámos bastante deste jogo. Parece inacreditável aquilo que IvanBasic conseguiu fazer em Basic, Sim, convém não esquecer que a competição BASIC 2020 é destinada a jogos criados nessa linguagem de programação. Aznar, the Sport Star é refrescante, inovador na forma como foi re(criado), provocador e hilariante. Mas além disso, tem uma jogabilidade cativante e uma ingenuidade que apenas os primeiros jogos que apareceram para o Spectrum conseguiram ter.

É um dos principais, senão o principal concorrente a vencer a competição. E mesmo sem ter salto em altura ou salto à vara, IvanBasic elevou muito a fasquia. Será que os outros concorrentes vão conseguir superar esta prova?

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Angry Doris


Nas últimas 48 horas a comunidade do Spectrum, mas também de outras plataformas esteve ao rubro. Uma conhecida youtuber, Octav1us Kitten, teve de repente duas queixas por usurpação de direitos de autor, pois utiliza a figura do Horace nos seus vídeos (à terceira queixa qualquer utilizador pode ser banido dessa plataforma, sendo também os seus vídeos eliminados). Isso porque Paul Andrews tinha adquirido entretanto os direitos desses jogos (e de muitos outros), e depois de uma série de mal-entendidos, com desmentidos e disse-que-não-disse pelo meio, o caos instalou-se. Não interessa sequer referir aqui todos os contornos desta triste história que apenas traz mau nome à cena.

Felizmente que tudo parece ter terminado em bem, com ambas as partes a chegarem a um acordo,  mas esta situação toda não deixa de ser preocupante para a comunidade em geral (não estamos livres que nos aconteça o mesmo). julgamos que o bom-senso deve prevalecer, pois doutra forma todos irão perder com a situação (e Paul Andrews já começou a sentir na pele alguns efeitos colaterais).

Resta no meio de tudo isso duas coisas boas: em primeiro lugar ver como a comunidade se uniu por uma causa. Depois que o bom-humor e criatividade que mesmo assim prevaleceu em alguns, e que nos trouxe inúmeros cartoons com a figura do Horácio, e até um patch que altera os sprites de Hungry Horace (ou Horácio Glutão, se utilizarmos a versão nacional da Timex).

Podem então vir aqui buscar o ficheiro, cortesia de Allan Turvey, a quem ainda recentemente demos uma ajuda a testar Bruce Lee RX. Atenção que não funciona em todos os emuladores (ZX Spin, por exemplo). Para abrir esta versão, basta abrir o jogo original e depois arrastar o ficheiro para lá.

A Capital: POKES & DICAS - 27 Novembro de 1987

Com a proximidade do Natal as campanhas publicitárias, das lojas informáticas, começam a ser mais agressivas. Mesmo que o foco principal ainda se mantenha no ZX Spectrum 48K/Timex 2048, é de notar a tentativa de influenciar as pessoas para compras, respeitantes a um novo computador, assentes em máquinas mais poderosas.


Continuamos a ser brindados com excelentes mapas e dicas, especialmente os criados pelo João Paulo Neto da Cruz, da Póvoa do Varzim.


Nem todos os jogos que foram lançados a preços mais elevados, supostamente por terem uma qualidade superior, eram necessariamente os melhores. Nesta semana temos dois exemplos gritantes de simples jogos distribuídos a £2.99, no seu lançamento, que eram bem aprazíveis de serem jogados. Motos, uma adaptação muito fiel do Arcade da NAMCO de 1985 e Draughts Genius, um excitante jogo de damas em que defrontamos o famoso Albert Einstein. 


Leiam isto, e muito mais, descarregando o suplemento desta semana da nossa Dropbox.

Saiu From Out of a Dark Night Sky: After the Dark


John Wilson prometeu, e cumpriu... From Out of a Dark Night Sky: After the Dark foi lançado, um pouco antes do tempo previsto, até. E segundo John, esta aventura de texto até tem gráficos, para isso basta escreverem "graphics on". Se o tentarem fazer, como nós, terão uma surpresa à boa maneira de Balrog...

Enquanto não analisamos mais esta aventura (o tempo tem sido escasso), poderão vir aqui descarregá-la.

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

Matemática I (versão original)


Há uma semana tínhamos disponibilizado Matemática I. Na altura não nos apercebemos que estávamos perante mais um lançamento da Timex, uma vez que o ecrã de carregamento original tinha sido substituído pelo da Ultratech Retrogaming, mas entretanto o Luís Dias já nos tinha feito chegar a versão original, que agora partilhamos aqui. Fica então a faltar apenas a capa e as instruções.

Paraquedas (MIA)


Paraquedas saiu como type-in em 1983, quer na revista Sinclair Programs, quer na MicroHobby, e algum pirata nacional lembrou-se de traduzir e colocar à venda no mercado nacional (presumimos nós), tendo-nos aqui chegado em mais uma das cassetes do Nuno Miguel.

O programa é pouco interessante, fazendo lembrar alguns da infame compilação da Cascade, Cassette 50, mas de qualquer forma faz parte da história, podendo aqui ser descarregado.

Andy Green Pixel Art


Já tínhamos conhecimento que estaria para breve o lançamento de um dos livros mais aguardados do ano: Better Late Than Never. São 140 página num livro de capa dura com os melhores loading screens e outros trabalhos criados por Andy Green.

O livro encontra-se à venda na Amazon (aqui), e apesar da mensagem "out of stock", apenas aguarda que chegue da gráfica para ser distribuído. Podem também ver aqui mais detalhes deste lançamento, que desde já recomendamos. E "last, but not least", os lucros das vendas do livro revertem para uma instituição de caridade relacionada com a esclerose múltipla.

Fique aqui com apenas alguns exemplos daquilo que vão encontrar neste magnífico livro. Não podia faltar o Moritz e os gajos das ceroulas...







quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Bruce Lee RX


Nome: Bruce Lee RX
Editora: US Gold
Autor: Ocean Software, L.T. Software, F. David Thorpe (1984), Allan Turvey (2019)
Ano de lançamento: 1984 / 2019
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 2 (em simultâneo)

Bruce Lee, além de ter sido uma lenda nas artes marciais, é também uma lenda no Spectrum. Serão muitos poucos os que nunca o jogaram, e ainda menos os que o desconhecem. E são também poucos os jogos que se podem gabar da fama que esse alcançou. Daí que Allan Turvey, que tem o condão de pegar em clássicos, dar-lhe o seu cunho pessoal, e transformá-los em desafios muito divertidos (veja-se os casos de InvAGDers, Terrapins ou Roust), e que ainda recentemente tinha feito um MOD para Airwolf, achou que 35 anos depois do seu lançamento oficial, estava na hora de dar nova roupagem a Bruce Lee, quer ao nível gráfico, quer ao nível sonoro.

Mas porquê Bruce Lee? Podemos desde logo apontar algumas razões: É um dos clássicos do ZX Spectrum, tem uma jogabilidade imensa, apesar de ser daqueles jogos que mesmo os mais aselhas conseguem terminar, e porque tendo sido um jogo que foi na altura convertido de outros sistemas, os gráficos deixavam bastante a desejar. Não que isso fosse impeditivo de se ter um excelente jogo, até porque nas TV's da altura não se notava, como agora, algumas das deficiências nos cenários e sprites, em especial ao nível das cores. Comparando os dois ecrãs abaixo, rapidamente se notam as diferenças entre a versão original e a nova versão, contemplando a melhoria gráfica.

                             Bruce Lee (1984)                                                        Bruce Lee RX (2019)

Como se comprova, as cores são agora muito mais vivas, os caracteres melhor definidos, e o Bruce Lee realmente se parece mais com a lenda. Os fundos continuam pretos (não fazia sentido mudá-los), ajudando a realçar os sprites e cenários. Acima de tudo, o jogo ficou agora com um aspecto bastante mais moderno, ajudando a colmatar uma das suas lacunas (a vertente gráfica).

Turvey não mexeu substancialmente (para já) no código de jogo. Quer isto dizer que nesta versão não vão encontrar novidades ao nível da jogabilidade ou mesmo das opções iniciais, com ligeiras excepções. Continua a ser um exercício fácil, demasiado até, pois apenas tem 16 diferentes ecrãs, e ao final de apenas 15 minutos consegue-se dar a volta. De facto, o nosso personagem tem capacidade para aguentar algum dano sempre que é atingido pelos inimigos (aquilo que parece ser um lutador de Sumo, e um ninja minorca munido de um pau), mas basta mudar-se para um novo ecrã que o dano sofrido volta a zero. É assim possível estarmos apenas preocupados com as restantes armadilhas mortais, menosprezando os restantes inimigos.

                         Bruce quer fazer exercício na passadeira rolante, mas não sabe como lá chegar

Mais interessante se torna no modo de dois jogadores, sendo um responsável pelo Bruce e outro pelo lutador de Sumo. Neste caso, mais do que se tentar chegar ao fim do jogo, os jogadores tentam dar cabo um do outro. Foi outra das novidades na altura em que Bruce Lee foi lançado, pois eram poucos os desafios que permitiam ter dois jogadores em simultâneo.

Em alguns dos cenários encontram-se minas no piso, que, quando tocadas, provocam, cerca de um segundo depois, uma explosão (parece mais um jacto de água, mas adiante). Aparentemente este seria um obstáculo temível, mas na realidade, é algo que até joga a nosso favor, isto porque frequentemente, em vez de tentarmos eliminar os inimigos a golpe de karaté, tentamos fazer com que estes sejam atingidos pela explosão. Aliás, não é muito difícil levá-los até às minas, e, por vezes, até são os próprios inimigos que se eliminam um ao outro, quer através das minas, quer através de pancada. Não sabemos se propositado, mas parece aqui haver alguma rotina que não estava prevista ou que não funcionou a 100% (no código original, obviamente).

Apesar dos seus 35 anos, e das lacunas que fomos descrevendo, este é daqueles jogos que nos agarram imediatamente, e que apesar das facilidades, faz com que a ele voltemos frequentemente. No fundo tem as capacidades de entretenimento que apenas os melhores platformers conseguem alcançar, casos de Chuckie Egg, Manic Miner ou Bomb Jack. Afinal de contas, quem é que não deu já a volta a esses jogos vezes sem conta? Não se atrevam a dizer que Manic Miner não se completa com uma perna às costas...

                                        Será uma vaca sagrada? Não, apenas o "boss" final...

Entretanto, Turvey tem ideias de criar uma versão estendida de Bruce Lee. A nós parece-nos uma excelente jogada, e deixamos algumas sugestões para esta futura versão, que contemplará mais níveis:
  • Diminuir o número de vidas no modo de 2 jogadores
  • Dano não voltar a zero quando se entra num novo ecrã
  • O "boss" de final de jogo, ser apenas de final de fase (entrando depois os novos níveis)
  • E já agora os projécteis que nos atira poderem mais facilmente atingir-nos
  • Novos inimigos para os novos níveis
  •  Novos efeitos sonoros
Mas enquanto Turvey não arranja tempo para a versão estendida, podemo-nos ir deleitando com Bruce Lee RX, sendo possível de ser aqui descarregado. Não o fazer seria um crime, punível com umas boas pauladas do minorca... Além disso incluí vários easter eggs, serão capazes de os encontrar? O jogo é gratuito, mas uma pequena contribuição não é mais que justo para todo o trabalho envolvido pelo programador, incentivando-o a continuar a fazer novos jogos e a desenvolver o motor AGD/AGDX...

terça-feira, 15 de outubro de 2019

24. Football Manager

Aznar, the Sport Star lançado


Nova entrada no concurso BASIC 2020, desta vez por parte de IvanBasic, e com uma proposta no mínimo surpreendente. Trata-se de um remake do popular jogo de 1984, Daley Thompson's Decathlon, mas desta vez com a figura de José María Aznar na pele de desportista.

Review completa em breve, mas até lá podem descarregar o jogo aqui.

Top jogos mais vendidos Outubro 1984

Há 35 anos, em primeiro lugar continuava o suspeito do costume, um dos jogos mais vendidos da história dos videojogos: Jet Set Willy.

Chequered Flag, apesar de já ser idoso, continua a resistir na tabela.  Mas surgem novos jogos, alguns dos quais que se tornaram míticos, casos de Match Point, TLL e Full Throttle.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Load "Encontros": vídeo da primeira parte


Já tínhamos feito o rescaldo (ver aqui), agora juntamos-lhe o vídeo completo da primeira parte. E utilizamos as palavras do curador da exposição, João Ramos...

Está então disponível a entrevista a um dos criadores do Alien 👽 Evolution, Marco Paulo Carrasco, um jovem de Portimão que junto com Rui Tito, logrou criar um jogo comercializado pela Gremlin no final dos anos 80.

A história da introdução deles à computação e a aventura da ida a Inglaterra foi assim trazida na primeira pessoa na casa do ZX Spectrum em Portugal: o Museu em Cantanhede que tem a exposição LOAD.

E as actividades não vão parar por aqui, assegura-nos o João (e nós acreditamos)...

domingo, 13 de outubro de 2019

Eight Feet Under


Nome: Eight Feet Under
Editora: Pond
Autor:  Stefan Vogt
Ano de lançamento: 2019
Género: Aventura de Texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Quando há mais de um ano Stefan Vog lançou o aclamado Hibernated 1: This Place is Death, estávamos com uma viagem às costas, pouco tempo disponível para jogos que exigissem mais tempo, como é o caso deste, e não o conseguimos terminar. Mais recentemente, e também por causa do lançamento de Eight feet Under, fizemos questão de voltar a pegar em Hibernated 1, desta vez levando-o até ao fim, tendo então oportunidade de entender esta absorvente aventura em toda a sua plenitude. E levar-nos também a pensar que era jogo para ter o galardão de Mega Jogo, o qual não o obteve, e por este facto fazemos agora mea culpa. Esperemos ainda estar a tempo de ser perdoados pelo lapso...

Entretanto o jogo teve o reconhecimento merecido, e também por essa razão, uns meses mais tarde, Vogt lançou uma edição de luxo, cuja grande novidade foi a inclusão de um jogo de bónus no lado B, precisamente Eight Feet Under, que tivemos agora oportunidade de experimentar, levando-o até ao fim e dar-lhe o reconhecimento devido. E não se pense que por ser um jogo extra é um produto menor. Muito pelo contrário, são quatro partes, que embora não sendo particularmente grandes, se complementam na perfeição, tornando-a uma mega aventura. Mas façamos primeiro um enquadramento à história, pois é fundamental para se conseguir levar Eight Feet Under até ao fim. Isso e antes terminar Hibernated, razão para o termos feito em primeiro lugar...

Em Eight Feet Under vamos então finalmente perceber os eventos que aconteceram na nave alienígena através dos olhos de um protagonista inesperado: Vermin Extermination Unit 4, também conhecido como Vlad. É assim revelada a sequência de acontecimentos ao longo de quatro capítulos, divididos em duas partes (a segunda acessível através de uma password). Mas não se pense que não ficará uma história para contar, pois já está prometida a sequela de Hibernated 1, continuando a narrativa de Olivia. Para já vamos regressar a Vega, assumindo o papel de Vlad, tendo como missão salvar Olivia e Io dos perigos e segredos misteriosos que espreitam nas profundezas da nave infestada de alienígenas.


Relativamente a Hibernated, e segundo as palavras do autor, com as quais evidentemente concordamos, o jogo é menos narrativo e mais orientado para a resolução dos quebra-cabeças. Obviamente que será mais do agrado daqueles que pretendem imediatamente meter as mãos na massa e avançar na aventura, mas por outro perde-se um pouco a oportunidade de ter uma história tão ou mais absorvente que o primeiro episódio. No entanto, olhando para os dos jogos como um só, o que temos aqui é uma aventura grandiosa, com um ambiente sci-fi (do género abordado por ISS Emergency), fazendo a conexão com obras como Aliens ou The Thing.

São então quatro tomos, divididos da seguinte forma:
  • I. Closer to the Stars
  • II. The Queen of the Swamp Crawlers
  • III. Breaking Barriers
  • IV. Kingdom of the Sting Tail Scourges
Cada um deles traz diferentes ambientes e desafios, mas todos bastante equilibrados. Tanto que não conseguimos sequer dizer que gostámos mais de um em detrimento dos outros. O primeiro deles, Closer to the Stars, resume acontecimentos passados há 32.482 Gyan Cycles (medida de tempo utilizada). A missão é encontrar os robôs de manutenção que se encontram desaparecidos, reparar o transmissor de hiperespaço e proceder à descontaminação do convés. O segundo capítulo passa-se pouco tempo depois de termos finalizado a primeira das missões (32.476 ciclos atrás), e relata o desaparecimento dos "masters". Quanto aos dois últimos capítulos, estes decorrem já na era presente. É ai que descobrimos Olivia e Io, mas também que os antigos "masters" há muito desapareceram, excepto o navegador, e que estes não entendem sequer a nossa linguagem (expressamo-nos por código binário, e a certa altura dizemos o nome da editora nessa linguagem, o que de resto já acontecia no ecrã de carregamento de Hibernated). E se tudo correr bem, desenrola-se uma autêntica carnificina no último capítulo, gozando o nosso personagem com a situação, como há muito não o fazia.


De realçar ainda algumas diferenças relativamente a Hibernated, a principal sendo os comandos direccionais, que agora tomam a forma de fore (f), port (p), starboard (s) e aft (a). Dai que seja também conveniente ler as instruções (podem ser vistas aqui), para mais facilmente ficarem enquadrados em Eight Feet Under.

Assim, palavras como absorvente, estimulante e épico não são demais para descrever esta aventura (ou quatro mini-aventuras, como preferirem). Enquanto não chega Hibernated 2, podemos ir aguçando o apetite com Eight Feet Under. Mesmo sendo difícil e a exigir fluência ao nível da língua inglesa, depois de nos embrenharmos nesta nave, não descansamos enquanto não descobrirmos o que se passou. Além de que iremos passar uns bons momentos a exterminar seres alienígenas...

sábado, 12 de outubro de 2019

Cousin Horace com actualização


E porque hoje é dia de Alessandro Grussu, este disponibilizou também um update a Cousin Horace, reconhecido por todos como uma das suas obras-primas. No nosso entender foi um dos melhores jogos de 2014 (a merecer uma review completa um dia destes), e teve agora direito aos seguintes melhoramentos:
  • No nível 1 começamos agora 40 barras de energia em vez de 20, e o medikit oferece 10 unidades em vez de 5
  • O nível 2 tem agora efeitos sonoros personalizados
  • O nível 5 tem agora 8 vidas em vez de 5
  • Nos capítulos 3 e 5 foi corrigido o "bug ULA Plus", uma falha no desenho do jogo que fazia com que exibisse cores falsas em determinadas configurações, como por exemplo no ZX Vega
  • Todos os arquivos .tzx, excepto a introdução, foram personalizados com o turbo loader "SetoLOAD2"
Poderão aqui descarregar o jogo completo, inclusive na versão portuguesa. Fiquem também atentos, pois em breve o jogo terá direito a lançamento físico via nova editora, a Bitmap Soft. Aliás, irão ficar surpreendidos com o que será lançado em breve, cobrindo os últimos 2/3 anos do Spectrum. Grandes jogos em perspectiva para breve, dos nossos programadores preferidos...

Seto Taisho to Kazan também libertado


Seto Taisho to Kazan de Alessandro Grussu não foi tanto do nosso agrado (review aqui), no entanto é apenas uma questão de gosto pessoal e pouco interessa para o caso. O jogo tem os seus méritos, e quem o conseguiu levar até ao fim, teceu-lhe rasgados elogios. E Alessandro Grussu, juntamente com a Monument Microgames, que lançou a edição física, acharam que estava na altura de ser disponibilizado gratuitamente pela comunidade, pelo que poderão vir aqui buscar o jogo.

Alessandro Grussu disponibilizou Doom Pit


Fim-de-semana recheado de surpresas (não vão ficar por aqui). Desta vez foi Alessandro Grussu que deu uma prenda à comunidade: Doom Pit, excelente jogo lançado em 2018 (review aqui), que pode agora ser descarregado gratuitamente na página do seu autor, aqui.

Apesar de termos comprado o lançamento original da Monument Microgames, que também traz o jogo que o inspirou (Death Pit, do célebre Clive "Saboteur" Townsend), esta versão tem algumas correcções ao nível das cores, pelo que também a iremos descarregar.

Versão beta de On the Queen's Footsteps


Depois de no início do ano Davide Bucci ter disponibilizado Two days to the Race, uma das melhores aventuras do ano até agora, está quase a finalizar On the Queen's Footsteps, trazendo-nos de volta a heroína Emilia Vittorini na sua busca por tesouros arqueológicos.

Enquanto a versão final não chega, Bucci colocou online (pode ser descarregado aqui) a versão beta da primeira e segunda parte. Ainda está naturalmente em fase de testes, e o seu autor até agradece que lhe dêem feedback, por forma a proceder a eventuais melhorias no jogo. Se este tiver a qualidade do primeiro episódio, estaremos então perante mais uma excelente aventura de texto (e tantas e tão boas que 2019 já nos trouxe).

A acompanhar nos próximos tempos, até para deixarmos uma review completa para os nossos leitores.

Processamento de Vendas a Dinheiro (MIA)


Processamento de Vendas a Dinheiro, também conhecido por Astor Facturas, é mais um programa criado por Ruben la Rua para a Astor Software. Tem obviamente um âmbito empresarial, estando por isso menos divulgado relativamente a outros lançamentos da mítica software house portuguesa. Presume-se que apenas as empresas teriam interesse neste programa, numa altura em que as facturas manuais predominavam. Mas isso não foi impeditivo do João Encarnado arranjar o programa e nos enviar.

O programa observa o manual de boas-práticas deste tipo de utilitários, isto é, um menu inicial que reúne as principais opções, que também não são muitas, pois esse não é mais que uma base de dados que aloja as facturas que vamos criando.

Fica então preservada mais uma curiosidade, podendo o programa aqui ser descarregado.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A Capital: POKES & DICAS - 20 Novembro de 1987


Indiana Jones está de volta!!! Ou pelo menos esteve, na Pokes & Dicas de 20 de Novembro de 1987, suplemento que hoje disponibilizamos.

Mas não foi este o único jogo relevante a aparecer nesta edição. Assim, o nosso destaque vai para Plexar, pequena maravilha de Paul Hargreaves, responsável entre outros por Glass, Terminus e Tantalus. Os seus jogos têm sempre gráficos magníficos, mas por vezes a jogabilidade não é a melhor. Não é o caso de Plexar, que consegue aliar o melhor destas duas vertentes. Jogo a não perder, tal como a crítica o refere, e ainda por cima foi lançado na categoria budget com preço reduzido, à semelhança de outros grandes jogos da M.A.D., casos de Amaurote, 180, ou da saga Magic Knight.


Os leitores nacionais continuam a enviar muitos mapas originais. Ainda não perdemos a esperança de vermos os nossos leitores fazerem o mesmo para os jogos actuais...


Venham então aqui buscar o mais recente suplemento e comecem o fim-de-semana em grande...

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Knights & Demons 2


Nome: Knights & Demons 2
Editora: Kabuto Factory
Autor: Baron Ashler
Ano de lançamento: 2019
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Tal como tínhamos prometido, tivemos agora oportunidade de chegar ao fim de Knights & Demons 2 e preparar uma análise completa. Knights & Demons 2 é o segundo jogo de Baron Ashler para a competição BASIC 2020, e com uma temática completamente diferente de Future Race, mas rapidamente se identifica o dedo de Manuel Gomez, responsável pela programação e gráficos.

Passaram-se já seis anos deste o primeiro episódio da saga (Knights & Demons e Knigts & Demons DX - 2013). Na altura os cavaleiros (solteiros???) de  Bakelor libertaram o mundo de Garnick das hordas demoníacas de Averno. Foram seis anos de paz e felicidade, mas que são novamente ameaçadas pelo desejo de vingança dos demónios. Abrigados na escuridão da noite, infiltraram-se nas masmorras do castelo de Garnick, apropriando-se de todas as armas. Cabe agora a nós, que já tínhamos comandado as tropas na batalha anterior, a missão de recuperar as armas e expulsar, de uma vez por todas, os demónios.


O nosso objectivo é então apenas um: no labiríntico castelo, encontrar as seis armas que por lá se encontram espalhadas. De cada vez que encontramos uma, acende-se o respectivo ícone no marcador "Weapon". As salas do castelo têm apenas quatro ou cinco configurações diferentes, e rapidamente descobrimos a melhor forma de passar cada uma delas, pois os demónios deslocam-se em padrões regulares, rapidamente memorizáveis, permitindo ponderar o caminho a fazer. Além disso, temos a possibilidade de ver o mapa do castelo, indicando o local onde as armas se encontram, mas também onde existe comida que permita restaurar os nossos níveis energéticos. Encontrámos aqui um possível bug, pois em alguns locais assinalados no mapa como tendo comida, essa não existe, e num caso, apesar da comida não estar visível, passámos por um ponto que restaurou a energia. Pequenos aspectos a rever, portanto.

Mas nem tudo são rosas, existem também alguns espinhos. A energia é dilapidada sempre que um demónio nos toca, mas também à medida que o tempo passa. Quer isso dizer que não podemos estar muito tempo pausados no mesmo local, sob o risco de esgotarmos a energia. Felizmente que quando estamos no modo de "mapa", o jogo fica em pausa, dando-nos tempo para respirar e delinear o melhor caminho.

Mas se por um lado temos no mapa a disposição das salas e a indicação dos locais onde se encontra a comida e as armas, não sabemos antecipadamente a ligação entre as salas. Quer isso dizer que o caminho a direito não será necessariamente o correcto, e por vezes teremos que fazer autênticas gincanas para se chegar aos pontos de interesse.

Mas o pior são os guardiões do castelo, demónios facilmente identificados com uma armadura e capacete azul, e que além de nos perseguirem e roubarem um pouco de energia, roubam também uma das armas que apanhámos. Autênticas pestes, portanto...


Apesar de programado em Basic (compilado), Knight & Demons 2 é muito fluído, fazendo lembrar B1n4ry!, outro dos projectos a concurso. Aliás, uma das vantagem de ser em Basic, é que conseguimos evitar muitos inimigos naqueles breves micro-segundos que demoram a fazer o movimento. No fundo aquilo que já acontecia com os jogos da saga de Max Pickles.

Os gráficos, na linha de Future Race, são bastante atractivos, com painéis laterais estáticos muito coloridos e a acção a desenvolver-se na parte central. Quanto ao som, apenas o básico, como se esperaria. A única pecha é que assim que terminamos o desafio, pouco incentivo temos para o que repetir, pois existe um único cenário.

Quem se arriscar então por estes labirintos não irá dar o tempo perdido. Julgamos que ao final de uma ou duas horas conseguirão terminar o jogo, ficando na memória uma experiência bastante gratificante, sendo Knights & Demons 2 seguramente um dos pretendentes à vitória final no concurso.