terça-feira, 16 de outubro de 2018

Duas novas entradas em ZX-DEV-MIA-Remakes


E muito recentemente houve mais duas entradas na (já famosa) competição ZX-DEV-MIA-Remakes. A primeira delas é da autoria de TomDD, que anunciou um remake de Maze Death Race, original de 1983 da PSS. O que o seu autor pretende fazer é um jogo moderno, contemplando vários ecrãs, em vez de apenas um, como no original. Parece-nos uma excelente escolha, até porque são muito poucos os jogos do género que actualmente são feitos. Maze Death Rally-X é o seu nome (Rally-X foi o jogo de arcada que deu origem a Maze Death Race) e já tem loading screen, muito bom, por sinal.

Uma segunda entrada é ainda mais surpreendente, pois diz respeito a um jogo que nunca foi lançado para o Spectrum (existe para outras plataformas), Jumpery. O seu autor, é nada mais, nada menos que Denis Grachev, responsável por um dos melhores jogos de 2016, Tourmaline. Para já ainda existe apenas uma pequena amostra, mas os gráficos, para quem acompanha a obra de Grachev, são bastante familiares.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Vegas Slot


Da Turquia chegou-nos um pequeno e despretensioso simulador de slot machines. Sem som ou qualquer outro extra, mas também a mais não ambicionava o seu autor, Fuat Kenan Çakır.

Podem apostar de cinco a vinte e cinco créditos, em múltiplos de cinco, para isso utilizando as teclas "1" a "5". Mais outra para para parar a máquina ("Space") e "Enter" para a colocar em movimento, e mais não precisam de saber. Se se sentirem com sorte, podem carregar o programa aqui. É garantia que tirando o tempo que irão despender a fazer as apostas, mais não irão perder...

Top jogos mais vendidos Outubro 1983

É sem surpresa que Jetpac, um dos grandes clássicos do Spectrum, atinge o primeiro lugar, contribuindo para aumentar o prestígio da Ultimate, que coloca ainda Pssst no oitavo lugar.

A saga Horace continua a ser um grande sucesso de vendas, entrando Horace and the Spiders diretamente para quinto lugar, mantendo-se ainda o jogo anterior da saga no top 10. Mas a maior surpresa é a entrada de Scrabble, um jogo de tabuleiro bastante conhecido, para a segunda posição.

domingo, 14 de outubro de 2018

Poker Aberto (MIA)


E ultimamente tempos vindo a recuperar uma série de jogos de Poker. Este vinha ainda no imenso lote que o Vasco Gonçalves nos emprestou, e apesar de que jogar contra a Astor Software não é a mesma coisa que jogar contra a Sammy Fox, não deixa de ter o seu encanto. Mesmo sendo um pouco lento, o facto de ser muito simples e em português, poderá ser o parceiro perfeito para quem se quer iniciar nas artes do Poker, mesmo que o bluff não sirva aqui de muito.

Poderão aqui descarregar mais esta pérola da Astor Software, agora preservada por Planeta Sinclair.

sábado, 13 de outubro de 2018

Nova versão de Spectrum Poker (MIA)


É com muito agrado que vemos os nossos reptos serem aceites pelos nossos leitores. Depois de há uns dias termos disponibilizado Spectrum Poker, colocando as nossas dúvidas acerca do autor deste jogo, e se o mesmo seria realmente português ou uma tradução, o Pedro Lamy enviou-nos uma segunda cópia, esta com o loading screen intacto. E isto deu-nos mais alguma informação.

Assim, aparentemente Spectrum Poker foi criado em 1984 por Mário Cabral e lançado pela Sosoft. Embora não se consiga encontrar mais nada desta editora, já começamos a ter mais dados para uma pesquisa. Quem quiser descarregar esta nova versão pode aqui fazê-lo.

E Pedro Lamy, que preservou esta pérola em Agosto de 2017, ainda fez mais. Indica-nos as teclas a utilizar durante o jogo:

  • C - começar jogo
  • H - Pausa
  • W - Seleccionar 1ª carta
  • E - Seleccionar 2ª carta
  • R - Seleccionar 3ª carta
  • T - Seleccionar 4ª carta
  • Y - Seleccionar 5ª carta
  • S- Recomeçar jogo depois de ganhar
  • J - Aumentar aposta

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Clone de Pogo para o Spectrum Next a caminho


Simon Butler está a trabalhar em muitos projectos para o Spectrum Next ao mesmo tempo e recentemente apresentou mais um: um clone de Pogo, já com alguns níveis criados e com muito, muito bom aspecto, como poderão ver no vídeo acima. Não se sabe ainda a data de lançamento, mas uma coisa é certa, quando este computador sair, já teremos muito com que nos entretermos...

quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Notícias da Topo / Team Siglo XXI

 

Zona 0 será o oitavo lançamento da Topo / Team Siglo XXI, estando agendado para Novembro. Depois, e pelo menos durante algum tempo, não haverá novos lançamentos desta editora.

O catálogo de jogos ficará então assim definido (todos com edição na nossa língua):
  1. Em Busca do Mortadela 
  2. Top Mix Game
  3. Viagem ao Centro da Terra (Versão Estendida)
  4. Mad Mix 2: No Castelo dos Fantasmas
  5. Casanova / Pizza e Pasta
  6. Lorna
  7. R.A.M.
  8. ????
  9. Zona 0
E o que se passa com o número 8? Esta será uma grande surpresa destinada para o próximo ano (espera-se), pois o número está reservado para R.A.M. 2: Space Mission. Notícia excelente, apesar de termos pena desta fantástica colecção terminar por aqui.

Mas Alfonso Fernández Borro (Borrocop) também nos adiantou mais algumas informações. Assim, La espada sagrada e Ice Breaker para já ficam na gaveta. Talvez no futuro venham também a ser lançados, até porque parte do trabalho já se encontra realizado.

Quanto a Gremlins 2, o jogo já existe em inglês e espanhol, e talvez algum dia venha a ser convertido com algumas modificações para português. Para já ficará na gaveta, como os dois anteriores.

O mesmo não se passará com Perico Delgado. Este não irá ser lançado, ficando apenas na coleccção particular do nosso amigo Borrocop, que bem o merece por tudo o que já nos deu, diga-se de passagem.

Por fim, para King of Pong estava reservado uma outra surpresa. Iria ser oferecido a todos aqueles que adquiriram a colecção completa. Para já fica em stand-by, mas nunca se sabe o que o futuro nos reserva.

Resta-nos agradecer toda a simpatia que o Borrocop teve para connosco, dando-nos o privilégio de, após um hiato de mais de trinta anos, voltar a ter jogos do Spectrum na nossa língua. Desejamos-lhe toda a sorte deste mundo, e cá estaremos para o apoiar sempre que precisar de nós. Foi um prazer imenso colaborar com ele. Não dizemos adeus, apenas um até breve!

Preview: Black Flag


Projecto muito ambicioso é aquele a que um concorrente à competição ZX-DEV-MIA-Remakes de nome "Catmeows" tem em mãos. De facto, pegar no franchise Pirates!, de Sid Meier's, e transpô-lo para a escassa memória do Spectrum não será tarefa fácil. Mas louve-se a audácia. E vamos também torcer para que o projecto seja bem sucedido, pois a par de Civilization, esse seria uma das conversões que mais gostaríamos de ver na nossa plataforma preferida.

Black Flag (será esse o nome do jogo) ainda está no começo, mas o autor já divulgou um possível mapa e um sprite de um pirata.

quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Spectrum Poker (MIA)


No World of Spectrum e em Spectrum Computing é mencionado um jogo chamado Spectrum Poker, de um tal Harry S. Price, datado de 1984. E o que o Pedro Pimenta tinha numa das suas cassetes é um jogo com o mesmo nome, provavelmente traduzido para português. Será o mesmo? Suspeitamos que sim, embora nas nossas investigações não consigamos ter chegado a conclusões mais fundamentadas. De qualquer forma, aqui fica mais um MIA.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Preview: Atomix-ZX


Atomix é mais um MIA, que neste caso nunca foi sequer feito, mas que chegou a ser falado em 1990 na Your Sinclair. Na altura seria lançado pela US Gold. E Julián Muñoz propõe-se agora a recriar este puzzle para a competição ZX-DEV-MIA-Remakes.

Para já divulgou alguns screenshots e francamente gostámos do resultado, pois parece-se com alguns dos jogos do género que foram desenvolvidos no período 89/91, com Puzznic e Plotting à cabeça. A seguir com atenção nos próximos meses...

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Behind Closed Doors Seven (Happiness Is a Warm Pussy)


Nome: Behind Closed Doors Seven (Happiness Is A Warm Pussy)
Editora: Zenobi Software
Autor: Gareth Pitchford e John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2018
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Depois da Zenobi ter renascido com Ramsbottom Smith and the Quest for the Yellow Spheroid, não demorou muito tempo até lançar a segunda aventura. Desta vez Gareth Pitchford levou-nos para a saga Behind Closed Doors, amplamente conhecida por todos aqueles que estão dentro do género das aventuras de texto, e converteu mais uma história criada por John Wilson.

E após termos terminado Ramsbottom Smith em apenas algumas horas, pensávamos que este Behind Closed Doors seria terminado em pouco tempo. Não podíamos estar mais enganados, pois andamos aqui às voltas com esta aventura, e aparentemente estamos bloqueados, sem saber o que fazer com unhas que caem do céu, lapiseiras afiadas e outros objectos no mínimo estranhos. Uma coisa é certa, todos eles acabarão por ser úteis mais tarde ou mais cedo...


Em Behind Closed Doors apenas existem dois cenários, o princípio e o fim do caminho, local onde existe um misterioso buraco, que parece esconder mais do que aparenta. Aconselha-se logo de início a procurar-se por ajuda ("help") e a ler as dicas ("hint"). Serão dados alguns conselhos úteis, quer ao nível dos comandos utilizados, quer ao nível das próprias acções a tomar. Será também conveniente ler-se o jornal, em especial a secção dos anúncios. Por falar em jornal, não pudemos deixar de achar piada às referências a uma malfadada consola, que ainda hoje continua a dividir a comunidade.

Os diálogos estão bem construídos e são bem-humorados, por vezes a poderem ferir susceptibilidades aos mais sensíveis. Para esses aconselha-se talvez um jogo mais sério. Mas para quem por aqui se aventurar, vai de certeza dar por bem empregue o tempo a tentar resolver os quebra-cabeças apresentados.


É mesmo isto que aqui poderão encontrar, um enorme mistério que terá o condão de deliciar todos aqueles que gostam de um bom livro (ou série) policial. Resolver as charadas, munirem-se dos objectos necessários, é o que aqui se pede. De resto, e à semelhança de Ramsbottom Smith, depois de termos esta parte finalizada, a aventura irá desenvolver-se como se de um livro se tratasse.

Behind Closed Doors Seven envolve-nos completamente e é daqueles jogos que não colocamos de lado enquanto não o finalizamos. Vamos por isso continuar a olhar ("look"), examinar ("examine") e procurar ("search") tudo, para tentar encontrar aquilo que (ainda) nos está a escapar.

O jogo é gratuito e poderá aqui ser descarregado.

domingo, 7 de outubro de 2018

Crash Annual 2019 Issue 100


Terminou esta madrugada a campanha de crowdfunding do novo número da Crash, tendo obtido mais de quarenta e três mil libras. Apesar de ter obtido o dobro do valor necessário, não podemos deixar de dizer que ficámos um pouco desiludidos com o número de backers. Tendo em conta a qualidade da revista e o sucesso obtido com a edição do ano anterior, que atingiu quase as cinquenta mil libras, pelo menos esperávamos números semelhantes.

De qualquer forma, a revista vai mesmo avançar e os backers vão ter direito a dois prémios: o mapa de Knight Lore, desenhado pelo mítico Oliver Frey, e o calendário para 2019.

Relevante também as nacionalidades dos backers, com o Reino Unido a ser responsável por mais de 71%. Portugal nem aparece no mapa, de qualquer forma, dois dos colaboradores de Planeta Sinclair entraram na campanha, pelo que podem contar com a review da revista quando a recebermos.

sábado, 6 de outubro de 2018

Workbench + 3e


Passou-nos despercebido no início do ano, mas demos agora com um utilitário muito útil para quem pretende organizar devidamente os seus ficheiros no +3. Assim, foi lançada a v2 de Workbench + 3e.

Workbench é um interface gráfico para o Spectrum que facilita o acesso aos programas armazenados no computador e permite organizar os ficheiros de um modo lógico e ordenado e carregá-los de forma simples e intuitiva.

Os ROMS +3e normalmente fornecem comandos poderosos para usar as unidades IDE, mas com as conhecidas lacunas ao nível dos sub-directórios e da extensão dos nomes dos ficheiros. Com este utilitário é possível carregar os programas apenas com o clique do mouse, facilitando ainda a forma de navegar entre as pastas. O programa também inclui utilitários para copiar arquivos e fazer backups de forma rápida.

O Workbench + 3e detecta ainda automaticamente se está a ser executado através de um ZX-UNO e aproveita os modos turbo da CPU, aumentando a velocidade de execução do ambiente sem afectar a sua compatibilidade com jogos e programas.

Muito útil, como podem ver, sendo o mais próximo que poderão ter de um ambiente Windows. É gratuito e pode ser aqui descarregado.

The Classic Adventurer Issue 4


E está a ser mais um fim-de-semana em cheio. Mark Hardisty acabou de disponibilizar o novo número do magazine The Classic Adventurer, essencial para todos os amantes das aventuras de texto (e não só).

Poderão aqui descarregar o novo número, assim como os três primeiros.

Gandalf Deluxe


Gandalf foi um dos melhores jogos a saírem da competição ZX-Dev Conversions. Foi também um jogo que gostámos particularmente, tanto que até lhe demos o estatuto de Mega Jogo. E o seu autor, Cristian Gonzalez, não foi indiferente à recepção obtida e para comemorar o seu aniversário resolveu oferecer à comunidade Gandalf Deluxe, com algumas melhorias ao nível da jogabilidade e com música extra durante o jogo.

Assim, quem experimentou e gostou da primeira versão, não deve perder este lançamento. Quem não experimentou, tem agora oportunidade para o fazer. O jogo pode aqui ser descarregado.

Playdays (MIA)


Desta vez o programa recuperado por Planeta Sinclair anda há muito a ser procurado pelos fãs do Spectrum. Não tanto pelos nacionais, pois que nos recordemos esta cassete nem sequer saiu no nosso país, mas em especial os do Reino Unido, estando ainda assinalado com MIA nas páginas World of Sinclair e Spectrum Computing, que apenas têm alojado a demo que saiu na Your Sinclair. Dai a importância da sua recuperação.

Lançado já no final de vida útil do Spectrum, em 1993, tornando-o assim ainda mais raro, Playdays é um programa educacional cuja licença pertence à BBC Enterprises. É destinado a um publico mais juvenil e oferece alguns desafios muito simples mas bastante atractivos aos olhos das crianças, com muita bonecada pelo meio e uma música muito orelhuda.

A recuperação deste programa apenas foi possível devido à gentileza de Victor Machado, possuidor de uma verdadeira raridade, como poderão ver na foto ao lado.

Playdays está agora disponível em Planeta Sinclair, podendo aqui ser acedido.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Preview: Pac-Man


E que tal Pac-Man jogado de uma forma diferente? É isso que Allan Turvey se propõe a fazer, "virando" o ecrã 90 graus. E o resultado não parece ter ficado nada mal, como poderão avaliar pelo vídeo acima.

Não deverá faltar muito até ser lançado, já que Allan Turvey é bastante rápido no desenvolvimento das suas ideias...

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Red L.E.D.


Nome: Red L.E.D.
Editora: Starlight Software
Autor: Sean Scarff & 'Tim'
Ano de lançamento: 1987
Género: Ação
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48/128K
Número de jogadores: 1

O ano é 2379 e o recursos do planeta Terra estão a desaparecer. Cabe a nós abrir o caminho para os muito necessitados suprimentos, usando três pequenos droides de combate que permite ligar as grelhas cósmicas. É com esta história futurista que a Starlight Software, que não teve vida longa no panorama do Spectrum, lançou um jogo na linha de Marble Madness, Gyroscope ou Bobby Bearing, mas sem o brilho destes.

São três os droides que podemos controlar, Fang, Hover e Ball, cada qual com as suas características. Fang é um pouco pegajoso e muito útil para declives acentuados, sendo mais manobrável, no entanto, nos lagos de ácido torna-se incontrolável. Por outro lado, Hover, tal como o nome o indica, possui flutuadores, sendo portanto o indicado para os lagos de ácido. No entanto é pouco manobrável. Finalmente, Ball é o ideal para terrenos mais secos e planos, podendo andar nos lagos de ácido se conseguir encontrar os interruptores que os transformam em gelo. Sendo assim, é fundamental desde logo sabermos os terrenos que pisamos para, em cada nível (correspondente a um hexágono), seleccionarmos o droide mais indicado.


Após seleccionarmos o hexágono e o droide a utilizar, este é colocado num terreno com muitas semelhanças com os jogos atrás mencionados. Os cenários vão mudando, no entanto têm algo em comum, estão pejados de inimigos cujo toque nos retira um pouco de energia. Estes inimigos são criados por geradores que convém que sejam destruídos rapidamente. Mas necessitam de muitos tiros certeiros para que sejam destruídos, e enquanto não o forem, apenas conseguem enfurecer os inimigos, que se tornam extremamente agressivos.

Mas além disso temos um tempo limite para cumprir a missão, exactamente uma hora. Se o tempo já era curto para percorrer tanto hexágono (em cada um deles temos que encontrar um certo número de pirâmides), mais curto se torna quando de cada vez que damos um passo em falso e caímos no abismo (que vai acontecer com muita frequência enquanto não dominamos o sistema de controlo e tracção do droide), perdemos um minuto.

No meio disso tudo, as ajudas que temos são muito poucas. O droide tem um escudo que o protege de alguns impactos com os inimigos (estes são suicidas), e existem alguns power-ups no terreno: bombas inteligentes que varrem todos os inimigos nas proximidades, paralisadores temporários dos inimigos, além de algumas letras que vão aparecendo a cada dez mil pontos e que permitem completar a palavra "BONUS", concedendo-nos imunidade temporária.


O problema é que nada do que aqui vemos é novidade e já foi amplamente explorado noutros jogos semelhantes. Apesar de bem implementado, ao final de algum tempo, e também porque os cenários são monocromáticos e muito idênticos, o jogo torna-se aborrecido. O som minimalista também contribui para esta sensação de tédio que se apodera de nós.

Não sendo um mau jogo, caso estivesse à venda diríamos para espreitar antes de comprar. Sendo gratuito, não perdem muito em experimentar.

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Videospectrum n.º 2 (MIA)


A Videospectrum surgiu em Espanha em 1984, tendo também sido traduzida para português. No entanto, a maior parte das cassetes na nossa língua ainda não foram preservadas. É o caso da número 2, mas o Rui Cunha conseguiu descobrir nas suas cassetes três dos programas: Barragem, Longevidade e Slalom, que se encontram agora preservados.

Poderão aqui descarregar estes três programas.

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Preview: Cheril of the Bosque - En otro Bosque


Através de El Mundo del Spectrum, que participou na mais recente feira retro de Zaragoza, ficámos a saber que foi lançado um novo jogo dos The Mojon Twins. Cheril of the Bosque: En otro Bosque, traz novamente a saga de Cheril para a ribalta.

O jogo foi criado com o MK3 e para já ainda não se encontra disponível em formato digital. Apenas foram criadas cerca de quinze cópias físicas para os felizardos que passaram pela feira. Aguardamos assim pelo jogo para podermos fazer a sua análise. Até lá teremos que nos contentar com o vídeo disponibilizado.

Actualização do Next

A última actualização do Next, Domingo passado, provocou alguma celeuma, com alguns backers a mostrarem a sua insatisfação por mais um percalço. A equipa do Next resolveu então mostrar que o projecto está a andar e muito próximo do seu final. Assim, foram divulgadas as fotografias do teclado que vai agora ser testado pelo Phil (Rick Dickinson Associates). Estas teclas ainda não têm o acabamento brilhante e a impressão na parte superior. Depois dos testes feitos, passa-se para a próxima fase, que é a montagem do teclado e respectivos testes.

O projecto está a progredir, a passos pequenos mas seguros. O que interessa, no fundo, é que o computador tenha a qualidade exigida pelos backers, pelo que estes atrasos poderão ser vistos nessa óptica. Dentro de duas semanas haverá nova actualização, já com os acabamentos e impressão feitas.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Principais novidades de Outubro de 1983

Há 35 anos atrás as principais novidades foram:
  • As vendas do ZX Spectrum finalmente estabilizaram, atingindo a marca das quinhentas mil unidades vendidas, tendo deixado também as lojas de ter ruptura de stocks.
  • Surge no mercado o ZX Interface 2, interface que permite ligar dois joysticks ao Spectrum, mas, mais importante, fazer a leitura dos cartuchos ROM.

  • O adaptador Micronet teve mais uma vez o seu lançamento adiado devido a incompatibilidades com o Microdrive.
  • Lançamentos importantes: Terror-Daktil 4D (Melbourne House), Cookie (Ultimate Play the Game), Zip-Zap (Imagine Software), Wizard's Warrior (Crusader Computing), Airliner (Protek), H.U.R.G. (Melbourne House).

domingo, 30 de setembro de 2018

Curto update do Next

E acaba de chegar mais um update do Next, embora ainda não seja desta vez que teremos uma data definitiva de entrega. A indefinição é motivada por um atraso do parceiro responsável pela produção das teclas. Sendo assim ainda restam algumas pendências, como a verificação final das layers do teclado, e a qualidade de injecção do plástico. A equipe está a aguardar por novidades deste parceiro para poder finalmente dar luz-verde à produção em série do teclado.

Embora desapontada, a equipa do Next continua optimista de que o seu parceiro logo retornará com novidades. Resta aos "backers" continuar a torcer por um projecto que já enfrentou e resolveu com tremenda diligência outros problemas!

Fora isso e em adenda, parece que a equipa do Next finalmente acertou com o tom certo de vermelho no logotipo!

R.A.M.


Nome: R.A.M.
Editora: Topo Siglo XXI
Autor: Jose Manuel Munoz Perez, Alfonso Fernandez Borro, T.P.M., Antonio Moya, ACE
Ano de lançamento: 1990/2018
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
memória: 48 K
Número de jogadores: 1

A Topo Siglo XXI continua a sua tarefa de relançar os clássicos da Topo Soft em três línguas, inglês, espanhol e português (tradução feita por Planeta Sinclair). Normalmente cada lançamento traz alguns acrescentos relativamente ao original, seja um novo ecrã de carregamento, como é aqui o caso, seja a correcção de bugs, ou até novos jogos / versões nunca antes lançadas.


R.A.M. é então o sétimo título a aparecer pela renascida Team / Topo Siglo XXI, tendo o lançamento físico uma nova capa e instruções na nossa língua. Mas ao contrário dos outros jogos, R.A.M. não foi tanto do nosso agrado, talvez porque seja um estilo com o qual não nos identificamos. De facto, R.A.M. é muito bélico, remetendo para o ambiente de Green Beret e jogos semelhantes. Mas comecemos com a história, pois se até Rambo e Commando tinham uma...

Assim, em R.A.M. assumimos a pele de um espião, Fox, de seu nome, sendo o operacional mais qualificado do COE (Comando de Operações Especiais). Fox tem como objectivo ir até Chernovska e completar aquilo que um seu colega, desaparecido em plena missão nesta cidade, não conseguiu terminar. A última mensagem transmitida por este foi: "RAM", esta pode ser a chave para uma importante operação militar que poderá desestabilizar a paz mundial. Assim, cabe a nós apoderarmo-nos de um protótipo aéreo, que tem uma importância militar fulcral para se conseguir voltar a ter paz no Mundo.


Está dado o mote para um arraial de carnificina. Assim que começamos o jogo, aparecem logo dezenas (mas dezenas, mesmo) de inimigos. Se optarmos por disparar a nossa metralhadora (com munições inesgotáveis), rapidamente nos vamos aperceber que esta não tem capacidade para dizimar a horda de soldados inimigos que vai aparecendo (muito menos as granadas, estas sim, finitas), revelando logo um dos pontos fracos do jogo: a cadência de disparo é pequena para tanto alvo, implicando muitas vezes entrar nos ecrãs a disparar e baixarmo-nos um micro-segundo antes da primeira bala nos alcançar. Neste ecrã inicial isso não resulta e teremos que optar por uma abordagem diferente, a opção passando então por conseguir tomar de assalto a metralhadora de pé, por forma a conseguirmos varrer tudo à nossa volta.

Aqui reside mais um aspecto que vai deixar alguns de lado. Apesar de se poder interagir com alguns dos elementos dos cenários, nem sempre é fácil conseguir acertar com a posição exacta que nos permite tomar conta destes elementos extras deixados pelos programadores para ajudar na nossa tarefa. A metralhadora de pé é apenas uma delas, mas espectacular, espectacular é conseguirmos tomar de assalto uma hélice, que nos permite voar pelos cenários, ou melhor, ainda, conduzir os camiões, que varrem tudo à sua frente.


Apesar dos cenários serem magníficos, com gráficos do melhor que já se viu para o Spectrum e que é apanágio da Topo Soft, rapidamente a acção se torna um pouco monótona. Mesmo quando voamos ou conduzimos os camiões, limitamo-nos a disparar sobre tudo o que se mova, havendo pouca variedade nos objectivos de jogo.

Claro que quem gosta de jogos ao estilo do já mencionado Green Beret, apenas para falarmos do mais famoso, vai gostar de R.A.M.. De facto, existe aqui uma curva de aprendizagem crescente acentuada, que está directamente relacionada com o prazer que retiramos do jogo. Para sermos sinceros, ao início não lhe achámos grande piada. À medida que fomos avançando, até porque queríamos fazer uma análise o mais realista possível, fomos conseguindo apanhar as manhas dos inimigos e fomos apreciando mais a mecânica de R.A.M., o que para nós parecia um pouco impossível ao início, até tendo em conta a temática subjacente.


R.A.M. será então um jogo indicado apenas para os apreciadores do género. Gráficos espantosos, mas uma jogabilidade que necessitaria de uma melhor afinação, faz com que quem não esteja muito virado para jogos de acção, não o vá apreciar devidamente. O seu elevado grau de dificuldade inicial vai levar a muita frustração e que apenas com perseverança poderá ser ultrapassada. Mas nem todos irão ter capacidade para despender o tempo que R.A.M. exige até se dominar a sua mecânica.

R.A.M. vai ter lançamento físico, como habitualmente, mas quem quiser obter a versão digital comemorativa do trigésimo aniversário da Topo Soft, poderá aqui descarregá-lo.