domingo, 24 de junho de 2018

Varina


Nome: Varina
Editora: NA
Autor: Espectroteam
Ano de lançamento: 2018
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1


Finalmente estamos em condições de apresentar a review do jogo Varina, da autoria da Espectroteam. Como devem saber, a Espectroteam engloba também os elementos deste blogue, pelo que desta vez iremos abrir uma excepção e fazer a nossa análise sem fazer grandes juízos de valor, muito menos apresentando a habitual tabela com a valorização das variáveis do jogo. Por razões óbvias deixaremos isso ao vosso critério.


De referir que Varina é um dos jogos que vão encontrar na mais recente edição da revista Espectro. Quer isso dizer que não poderão obter o jogo por si só, tendo antes que adquirir a revista para terem direito à cassete, e que também contém outros três jogos, todos da autoria do famoso programador brasileiro Einar Saukas. Mas disso tudo já aqui falámos, pelo que não nos iremos maçar-vos repetindo as mesmas coisas.


Varina é então o remake de Ravina, jogo celebrizado pela dupla Marco & Tito em 1985 e que saiu, como um type-in, na revista Mini Micro's número 13. Na altura o programa foi concebido em Basic e continha apenas um nível, sendo o objectivo passar as pessoas para o outro lado da ravina. Pegando nessa ideia, foi feita uma completa remodelação do jogo. Não só foi agora escrito em Boriel ZX Basic, como foram acrescentados dez níveis. Mas como se não fosse pouco, foi construído um guião muito completo (e com muito humor, apenas para maiores de 18 anos), onde passo a passo se vai construindo a história e os objectivos de cada um dos níveis, tal e qual como se de uma banda desenhada se tratasse. Obviamente que não iremos desvendar a história toda, mas fica aqui um pequeno "cheirinho" do que vão encontrar e das aventuras que a nossa heroína Gina (o nome não é inocente) vai passar para conquistar o coração do seu amado, Libório.


Cada um dos dez níveis apresenta uma grande diversidade de tarefas, com muitos inimigos e maldades pelo meio, locais que apenas se tornam visíveis após obterem certos objectos, e outras acções menos óbvias, tal e qual como se de uma verdadeira arcade adventure se tratasse. Os próprios títulos de cada um dos níveis desde logo deixam adivinhar aquilo que vão encontrar:


1. A Ravina
2. Aracnofobia
3. Polvo à Lagareiro
4. As Gaivotas Assassinas da Cornualha
5. Granizado de Tang Laranja
6. Caça às Baleias
7. Sopa de Cação
8. O Canhão da Nazaré
9. Tempestade Perfeita
                                      10. Against All Odds


Mas se pensam que quando completarem os dez níveis a vossa tarefa terminou, estão muito enganados. As maldades não acabam por ai, e antes de chegarem aos ecrãs finais, que desde logo revelam uma grande surpresa e fazem inveja a muito blockbuster dos anos 80, terão que suar mais um pouco. Ou bastante...


Um dos aspectos que gostaríamos de realçar em Varina, e sem querer puxar a brasa à nossa sardinha (da Nazaré), é a jogabilidade. De facto, enquanto fomos testando e afinando o jogo, obviamente correndo os mesmos níveis vezes sem conta, nem por um momento nos sentimos entediados ou algo que se pareça. E isto está relacionado com este factor da jogabilidade, que contribuí para que se passe uns momentos bastante divertidos a ler a história e a tentar fazer com que a Gina ganhe o coração do seu amado e perca algo mais...

Também os gráficos sofreram uma grande remodelação relativamente ao original. Foram acrescentados novos sprites, correspondendo aos muitos inimigos que vão encontrar. Tubarões, polvos, aranhas, baleias, de tudo um pouco vão aqui encontrar, sempre numa temática bastante divertida. E um dos níveis, Tempestade Perfeita, terá uma atracção especial, como poderão ver (ou talvez não), com os vossos próprios olhos.


Varina é assim um jogo que poderão (e deverão) adquirir, juntamente com a revista Espectro. É a certeza de que estarão a ajudar-nos, para continuarmos a trabalhar para colocar novos produtos no mercado e para terem a certeza que este capítulo da Gina não se encerra por aqui.

sábado, 23 de junho de 2018

Blam! preservado


Michael Bruhn tem vindo a recuperar uma série de jogos há muito dados como perdido ou mesmo praticamente desconhecidos, como é o caso deste BLAM! de 1991, curioso shoot'em'up, com gráficos bastante decentes, mesmo naão sendo a rapidez o seu ponto forte. Mas sem dúvida que vos vai fazer passar uma boas horas bem passadas.

Encontra-se agora preservado e aconselha-se a virem aqui espreitar, em especial os shooters.

Astor Gamão (MIA)



Astor Gamão é o primeiro jogo recuperado da Astor, de uma grande remessa que o Vasco Gonçalves nos fez chegar. Assim, aos poucos temos vindo a recuperar o enorme catálogo desta editora, que apenas tem três títulos disponíveis no World of Spectrum. E o título deste programa não engana ninguém, pois estamos perante o popular jogo de tabuleiro gamão, neste caso podendo ser jogado (apenas) a dois, o que não deixa de ser uma pena.

Nos próximo tempos iremos continuar a disponibilizar títulos pelos quais temos predileção, isto é, os lançados pela Astor Software e Timex. Mantenham-se assim atentos, pois vão ser revelados mais alguns segredos...

Poderão aqui descarregar Astor Gamão.

sexta-feira, 22 de junho de 2018

SQIJ com lançamento físico


Lembram-se de SQIJ!, o injogável título lançado pela Power House em 1987 e que deu no início do ano a um muito decente remake, cuja review tivemos o prazer de fazer (pode aqui ser vista)? Pois, não satisfeito com isso, o seu autor, Søren Borgquist, resolveu agora fazer uma versão expandida, com mais 16 ecrãs e alguma aleatoriedade na disposição inicial de alguns dos itens, fazendo com que todos os jogos sejam sempre diferentes do anterior.

A Psytronk pegou então na ideia e resolveu lançar a versão física e exclusiva do jogo em cassete, ao preço de £ 6.99. Quem a quiser adquirir para a sua colecção, basta aqui vir.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

Remake de Manic Miner em desenvolvimento


E era inevitável que uma competição como a ZX-Dev-MIA-Remakes viesse a originar a reconstrução de alguns dos mais famosos jogos do Sepctrum. Assim, o primeiro jogo dessa competição foi já anunciado e trata-se, nada mais nada menos, do que Manic Miner.

Pois é, Cristian M. Gonzalez, que ainda recentemente participou em Gandalf, está a dar ropuagem nova a este clássico. Para já está a utilizar o motor Nirvana Multicolor e o AY sound, esperando-se assim uma versão muito colorida de Manic Miner, como aliás já é perfeitamente perceptível no primeiro nível.

O jogo ainda está na primeira fase, portanto não esperem grandes novidades nos próximos tempos, até porque a competição apenas termina em Março de 2019.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

YS Digitape Issue 10 (MIA)


Recentemente chegou-nos num lote de Inglaterra mais um MIA, neste caso uma cassete que a revista Your Sinclair vendia apenas por mail order. Ou seja, estas não eram as vulgares cassetes que acompanhavam a revista, e que apenas por vezes chegavam a Portugal (a maioria das vezes ficavam retidas na editora).

Esta colecção Digitape era destinada aos mais preguiçosos, que não tinham paciência para teclar as imensas listagens com programas que vinham na revista. Mas a par desses programas, a Your Sinclair acrescentava mais alguns, fazendo com que esta colecção seja uma verdadeira raridade, até porque muito poucos exemplares foram feitos. Não é assim de estranhar que dos 17 títulos da colecção, mais de metade ainda continue sem estar preservado.

Este número 10 incluí a habitual apresentação da revista (screenshot no lado direito), um cheat para o Elite, um editor para esse mesmo jogo que permite mudar as configurações por defeito do nosso personagem e nave (mais uma batota), um editor de som e um pequeno programa que permite alinhar o azimute, incluindo depois um longo ficheiro com o barulho habitual do carregamento das cassetes e que permite alinhar as cabeças do gravador (.wav).

Podem aqui vir buscar esta raridade.

terça-feira, 19 de junho de 2018

Neurobic Footy Cup


Nome: Neurobic Footy Cup
Editora: NA
Autor: Kweepa
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: NA
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Estando a decorrer o Campeonato do Mundo de Futebol, era natural que aparecesse algum jogo dedicado a essa temática. Aliás, na primeira época dourada do Spectrum, cada competição destas era motivo para aparecerem logo meia dúzia de jogos, aproveitando a embalagem publicitária e fazer-se mais uns cobres, muitas vezes com propostas de inferior qualidade. Que nos lembremos, apenas a trilogia do Match Day conseguiu apresentar boas simulações de futebol, mesmo tendo apenas 7 jogadores em campo.

Esta proposta de Kweepa é muito diferente de todas as outras que já apareceram e tremendamente difícil de fazer a sua análise. Por um lado, o jogo não tem nada que se pareça com um simulador de futebol, pois estamos apenas perante um mero exercício de teste de reflexos. Isto porque a acção desenrola-se quase como se de uma aventura de texto se tratasse: é-nos apresentado uma descrição do desenrolar do jogo e apenas temos que ir carregando nas teclas indicadas, nos momentos certos (medidos ao segundo).


Temos assim, por exemplo, que fazer o corte ou driblar quando o computador nos indica que é o momento exacto, implicando ganhar a jogada se tivermos reflexos rápidos. Ou chutarmos à baliza, tendo que manter pressionado uma tecla durante "x" segundos, implicando termos que mentalmente ir contando o tempo. Estas são apenas algumas das acções que teremos que realizar no decurso de uma partida de futebol.

Ao final de algum tempo apanhamos o jeito à coisa e começamos a ganhar todos os jogos, ou pelo menos a não os perder, já que roubar a bola ao adversário não é assim tão difícil. E de jogo em jogo tentamos chegar à final e ganhá-la, pois como diz o nosso Zé (Mourinho), as finais são para se ganhar. Neste caso comandamos a selecção de Inglaterra, mas não deixa de ser com um sorriso na cara que conseguimos, logo no segundo jogo, despachar a selecção de França com uns claros seis a zero, relembrando momentos memoráveis da nossa selecção.


E Neurobic Footy Cup é apenas isso, fazendo lembrar Winter Neurobics Pentathalon (do mesmo autor) e que concorre à competição Crap Games Competition 2018. No entanto, talvez por estarmos com o Campeonato do Mundo a decorrer, passámos uns momentos engraçados com esta simples brincadeira.

Convidamo-vos assim a virem descarregar o jogo aqui e a tentarem levar os britânicos a campeões do Mundo, pois não nos parece que o consigam na competição a sério...

segunda-feira, 18 de junho de 2018

ZX Spectrum 48 K Beepola Demo

Hoje partilhamos algo diferente, uma criação de um dos nossos membros,  Pedro Pimenta, que fez uma pequeno demo sonora para o ZX Spectrum 48 K utilizando o programa Beepola e o sistema de som Phaser1.


Além desta música, também poderão ouvir em breve o seu contributo no jogo Varina, da Espectroteam (de que faz parte), equipa constituída pelos membros deste blog.

Esperemos que gostem e quem sabe em breve tenhamos alguma surpresa, com esta música a ser usada para uma verdadeira demo ou até num um jogo.

domingo, 17 de junho de 2018

Guerra em Krypto (MIA)


E desta vez conseguimos preservar mais que um MIA. É que desconhecia-se mesmo a existência de Guerra em Krypto, mais um lançamento da Astor Software (que outras surpresas iremos ainda encontrar desta editora?).

Este jogo futurista, que também poderia muito bem ser jogado num tabuleiro, recria uma situação de guerra entre a Terra e a Alfa Centauro, que se degladiam por urânio, treze gerações após o Apocalipse.

A acção passa-se no século vinte e cinco (2423) em Krypto, pequeno planeta rico naquela matéria-prima, e que por isso atrai sobre si todas as atenções.

Um dos aspectos que desde logo chama a atenção neste programa é a inclusão de uma história bastante completa da aventura que vai decorrer, assim como instruções também muito detalhadas, revelando o cuidado que os dois autores dedicaram a este jogo.

Após lerem as instruções e história do jogo, fundamental se querem perceber a sua mecânica, podem iniciar o desafio. Este terá que ser jogado a dois, um concorrente com a Terra, outro com Alfa Centauro, o que é uma pena, pois seguramente poder-se-ia jogar contra o computador, quem sabe até com vários níveis de dificuldade (ou de IA), como habitualmente acontece com os jogos de xadrez. Aliás, o conceito não é muito diferente de jogos de tabuleiro como as damas, xadrez ou tablut. Talvez um dia apareça alguém a fazer um remake deste jogo, agora que até existe uma competição para este tipo de jogos (ZX-Dev-MIA.Remakes).

Entretanto, quem quiser ficar na posse de mais uma pérola do património nacional do Spectrum, pode aqui vir buscar o jogo e capa. Desde já agradecemos a Jorge Pais, que tão atenciosamente nos enviou o jogo. E deixamos ainda o apelo aos nossos leitores, se tiverem algum jogo ai por casa que mereça a pena ser preservado, enviem-nos, pois prometemos tratar muito bem dele (e devolver ainda em melhores condições).

sábado, 16 de junho de 2018

Mapa de Talismã (parte 2)

Depois de há duas semanas termos apresentado o mapa para a primeira parte do Talismã, divulgamos agora a segunda. Também já a terminámos, mais uma vez com o precioso contributo do Daniel Almeida.

Não vamos ser spoilers e colocar aqui a solução completa, mas caso tenham alguma dificuldade, poderemos dar-vos umas dicas.

Entretanto, se alguém tiver as partes 3 e 4 deste jogo, por favor entre em contacto connosco.

Preview: Rogue


E mais uma vez o blogue russo Pixel Perfeito deu com um jogo de um compatriota (Dmitry Krapivin) que está a ser desenvolvido, Rogue. Já existe uma versão jogável, com oito níveis, e que pode aqui ser descarregada.

Para já o nível de dificuldade é mínimo, pois conseguimos ultrapassar todos os níveis logo na primeira tentativa. Mas como se trata ainda de uma versão beta, julgamos que o resultado final irá ser diferente do que já foi apresentado, embora a jogabilidade pareça vir a ser boa...

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Lost in Worlds


Nome: Lost in Worlds
Editora: NA
Autor: Nihirash!
Ano de lançamento: 2018
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Graças a Pixel Perfeito, uma vez mais tomámos conhecimento de um jogo russo, Lost in Worlds, sendo este o primeiro trabalho para o Spectrum de Nihirash!, que é como quem diz, Alexander Sharikhin. E para estreia não se podia pedir muito mais, embora o jogo sofra de algumas fragilidades que vão limitar bastante a sua longevidade. Mas o que não é de estranhar, já que foi criado através do Platform Game Designer, com todas as lacunas inerentes a este motor.

Em primeiro lugar, refira-se que este é mais um clone de Manic Miner. Quem não gosta do género poderá passar à frente, pois não vai aqui encontrar nada que não tivesse já sido feito em mil e um outros jogos. Além disso, o facto de não possuir som e do grau de dificuldade ser elevadíssimo, vai desde logo fazer com que muito boa gente não insista. O que é uma pena, pois Lost in Worlds até tem alguns aspectos que lhe dão algum carisma, nomeadamente os cenários, cujo colorido capta facilmente a nossa atenção, muito embora os gráficos não tenham nada de especial, sendo até constituídos, em muitos locais, por blocos, apenas.


Quem não se importar com as limitações referidas, vai ter um desafio interessante pela frente. Em cada cenário terá que apanhar todos os objectos num tempo limte, para então atingir a saída e passar ao nível seguinte. E aqui reside outro dos aspectos que não gostámos em Lost in Worlds: assim que começam o nível seguinte, tem logo que se pôr a mexer, pois ou levam com um inimigo em cima, ou a plataforma onde começam se desintegra ou desaparece. Não faz qualquer sentido começar-se um nível sem sequer ter possibilidade de se traçar o caminho que se vai fazer, tornando o jogo frustrante.

O sistema de colisão está apurado, demasiado, até. Seria conveniente um pouco mais de tolerância, pois iria fazer com que o nível de dificuldade baixasse um pouco, diminuindo o grau de frustração. É que as nove vidas com que iniciamos o jogo esgotam-se num ápice (a maior parte das vezes no início de cada nível).


parece-nos assim que o autor descurou a jogabilidade do seu trabalho. Talvez pudesse ter "convocado" alguns jogadores experimentados que o ajudassem, testando o programa em todos os seus aspectos. Além disso, por vezes a colagem a Manic Miner é demasiado evidente, como poderão ver na imagem acima, embora isso não nos choque minimamente (mas poderá haver quem não goste). Perante isso tudo, Lost in Worlds será um jogo recomendado apenas para os fãs de Manic Miner.

Poderão descarregar o jogo na página do autor, e, se gostarem, poderão deixar uma pequena contribuição, o que sempre motiva os programadores a lançarem mais jogos.

Top jogos mais vendidos Junho 1983

Há 35 anos atrás, o top 10 dos jogos mais vendidos pela cadeia W H Smith continuava a ser dominado pelo The Hobbit.

Entretanto, Football manager, tal como The Hobbit, foi um jogo lançado em 1982, assume a vice-liderança, sendo o último lugar do pódio ocupado por uma nova entrada, desta vez pertencente a um jogo de aventura editado pelo próprio programador, Transilvania Tower.

Destaque ainda para a entrada no top do utilitário Compiler e dos jogos 3D Tunnel e Voice Chess.


quinta-feira, 14 de junho de 2018

Panzadrome


Nome: Panzadrome
Editora: Ariolasoft
Autor: The RamJam Corporation
Ano de lançamento: 1985
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Panzadrome é uma ilha habitada unicamente por robôs e tanques invasores, que são controlados remotamente a partir de um computador central. Este possui um ponto fraco, que são as aberturas para ventilação e através das quais o poderemos destruir. É que a nossa tarefa é livrar a ilha destes invasores e só o conseguiremos fazer quando destruirmos o computador, doutra forma poderemos passar o dia a destruir tanques inimigos que estes vão-se renovando à mesma velocidade.

Para executar a nossa tarefa, assumimos o controlo de um tanque, mas, que por razões orçamentais, apenas está equipado com o básico. Assim, a nossa primeira tarefa é encontrar as fábricas que permitem armar o nosso tanque com dois módulos fundamentais para executar a nossa missão. O primeiro deles coloca vedante nas crateras que se vão abrindo com os tiros que vão sendo disparados, e que de outra forma bloqueiam o nosso caminho. Aliás, essa é mesmo a primeira das dificuldades, pois como o nosso tanque não está inicialmente equipado com esse módulo, até o encontrarmos corremos o risco de ficar bloqueados, apenas restando desistir desse jogo.


De seguida tempo que encontrar o módulo dos morteiros, pois é a única forma de conseguirmos atingir o computador central, via respiradouros. A torre de tiro que vem inicialmente equipada no nosso tanque apenas dá conta dos tanques e torres de tiro inimigas. Podemos ainda obter minas que destroem os inimigos quando lhes passam por cima, mas este já é um módulo acessório e que não é fundamental para o cumprimento da nossa missão.

Finalmente, o nosso tanque está ainda equipado com um scanner, mas este acaba por ser pouco útil, uma vez que estamos mais preocupados em desviarmo-nos do fogo inimigo do que propriamente a perder segundos preciosos a visioná-lo. Aliás, ao fim de algumas tentativas já conhecem ao cenário de trás para a frente, já que Panzadrome apenas tem um nível, correspondendo a uma única ilha.


A ideia parecia prometedora, mas a implementação de Panzadrome deita tudo a perder. Em primeiro lugar uma horripilante escolha de teclas (o teclado não é redefinível), equiparada a alguns dos jogos da Ultimate, mas agravado pelo facto de além das teclas direccionais e de tiro, termos ainda mais três teclas para escolha do tipo de munição a usar (vedante, morteiro ou mina). Isso faz com que a jogabilidade seja das piores que já vimos, arruinando completamente aquilo que poderia ser um jogo interessante.

Depois, não existe scroll. Ou seja, quando chegam ao final de um ecrã, passam para o ecrã seguinte, ficando o nosso tanque muitas vezes imediatamente debaixo de fogo inimigo. Seria preferível ter um scroll suave que permitisse ir seleccionando o caminho a tomar.


A par de uma fraca jogabilidade, também os gráficos e o som não passam da mediania. Apenas em 2D, não ajudam a criar a ilusão de que estamos numa ilha (compare-se estes a Glider Rider, por exemplo).

Sendo assim, nada em Panzadrome contribuí para uma experiência divertida e positiva, antes provocando o tédio, dadas as inúmeras vezes que ficamos perdidos com a escolha de teclas, ou bloqueados em crateras, sem possibilidade de avançar, apetecendo apenas desligar o computador.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Monopólio (MIA)


E que tal o Monopólio apenas com texto? Foi isso que encontrámos numa disquete que aqui veio parar (oferecida pro Vasco Gonçalves). No meio de vários programas e jogos, incluindo declarações de amor do dono da disquete (um Cláudio) e músicas, encontrava-se este pequeno programa em Basic. Está traduzido para português e poderá ser um type-in de uma revista espanhola, que não conseguimos identificar.

Poderão aqui descarregar Monopólio.

terça-feira, 12 de junho de 2018

Capa de Gráficos de Gestão


Há cerca de três meses e meio tínhamos recuperado o utilitário da Astor, Gráficos de Gestão. Agora, graças ao Vasco Gonçalves, tivemos oportunidade de arranjar também a capa, completando mais este lançamento da Astor. Mas o melhor de tudo é que juntamente com esta cassete, trouxemos mais umas boas dezenas, com muitos MIA's para preservar e que iremos colocar nos próximos tempos.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

David el Gnomo recuperado


Quando se fala na Ariola, associa-se mais a música, não a jogos do Spectrum. Mas neste caso até faz sentido, pois David el Gnomo saiu originalmente num disco (e também cassete) de música em 1985. Não é particularmente raro e basta ir à página da Discogs para encontrar umas dezenas às venda. Mas nunca antes tinha sido preservado digitalmente, coisa que Frankie fez agora e disponibilizou em WoS. Aliás, justiça lhe seja feita, tem vindo a recuperar imensos jogos ultimamente, um dos quais até foi o Horácio Glutão, embora esse já estivesse em nosso poder há algum tempo.

Quem quiser vir buscar este puzzle, poderá fazê-lo aqui.

domingo, 10 de junho de 2018

Capa de Horácio Glutão


E por um golpe de sorte, poucos dias depois de termos colocado o Horácio Glutão em Planeta Sinclair, demos com um jogo em perfeito estado de conservação numa feira de antiguidades. Pudemos assim preservar devidamente a capa e temos agora este lançamento completo (no menu Programas Preservados).

Varina quase terminado


E desvendamos hoje mais um pouco de Varina, o jogo que a Espectroteam (Filipe Veiga - programação e gráficos, Pedro Pimenta - musica, Mário Viegas - história e ecrã de carregamento, André Leão - testes e qualidade) estão a desenvolver e que está praticamente concluído.

Assim, ao contrário do jogo que lhe deu origem, Ravina, este remake vai ter dez níveis, com muitas maldades a saírem da mente da equipa, transformando completamente o original, que lembre-se, apenas tinha um cenário.

Este é também um jogo exclusivo, que apenas poderá ser encontrado no número 3 da revista Espectro, e num número muito limitado de cópias (cassete), portanto, se ainda não o reservaram, o melhor é fazerem-no rápido.

sábado, 9 de junho de 2018

O Segredo dos Templários (MIA)


É com todo o prazer que Planeta Sinclair anuncia que conseguiu recuperar mais uma importante peça do património do Spectrum em Portugal. Desta vez graças ao Paulo Ferreira, que simpaticamente nos emprestou a sua cópia de O Segredo dos Templários (que estava em perfeito estado de conservação, por sinal), permitindo a sua preservação digital e digitalização da capa e demais material.


O Segredo dos Templários retoma a busca do Santo Graal. Assumimos aqui a pele de um aventureiro que tem que recuperar o segredo dos Templários, passando-se a acção numa velha mansão capitular desta Ordem. A partir dai entramos neste labirinto, pronto a desvendá-lo (se tiveremos arte para isso).

O jogo foi desenvolvido por João Fragoso, que lançou mais alguns programas através da Astor Software. Utilizou na construção desta aventura o motor The Quill, tendo a aventura apenas texto (não possuí imagens, portanto). Mas estes estão muito bem construídos, com um mapa imenso que também em breve iremos partilhar, pois o nosso especialista nas aventuras de texto, o Pedro Pimenta, está a trabalhar na solução.

Podem vir aqui descarregar esta aventura, indicada para todos os adeptos deste género de jogos, e se necessitarem de dicas, estaremos ao vosso dispor.