quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Totobola (MIA)


E hoje é dia de Totoloto. De programas disponibilizados, entenda-se, já que do outro não sabemos se é hoje que a sorte roda, ou sequer se ainda existe Totoloto (provavelmente mudou o nome para Euro Milhões, ou algo do género).

De qualquer forma, este teve direito a loading screen e tudo. Vinha numa das cassetes que o Fernando Calheiros nos emprestou e pode aqui ser descarregado.

Totobola (MIA)


Totobola é mas um curioso programa que recuperámos de mais uma das cassetes que o Vasco nos emprestou. E apesar de extremamente simples e programado em Basic, é bastante interessante, estando totalmente de acordo com as nossas previsões. Brincadeiras à parte, depois de darem os dados que permite ao computador fazer os cálculos (número de jogos, vitórias, derrotas, etc, incluindo o momento de forma), este apresenta a sua chave.

O programa foi criado por Rui Silva em 1986, conforme consta na listagem, e pode aqui ser descarregado.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

Tiki Taca


Nome: Tiki Taca
Editora: NA
Autor: Climacus e Igor Errazking
Ano de lançamento: 2019
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Climacus e Erozzkin são clientes habituais da competição ZX Dev. Na anterior edição, a ZX-Dev Conversions, Climacus participou com o muito meritório RetroForce, enquanto que Errazking, responsável neste brilhante remake de Atic Atac pela vertente gráfica, participou com Doctor Who: Surrender Time, jogo que no nosso entender apresentava algumas lacunas, mas que por outro lado realçava aquilo em que este artista é exímio, os gráficos. E ao juntarem-se os dois conseguimos usufruir do que cada um deles faz de melhor (atente-se também no loading screen e nas semelhanças com o original).

Um outro ponto que gostaríamos de realçar é que em Tiki Taca, e que de resto também aconteceu recentemente com Booty, estamos perante um verdadeiro remake, não indo buscar apenas o nome como acontece com alguns dos candidatos. Quem conhece o original de 1983, que catapultou a Ultimate para a fama, irá ver imediatamente as semelhanças, desde o mapa da mansão, os inimigos, os objectos, até ao pormenor dos três personagens existentes e das passagens secretas inerentes a cada um deles. Mas contém uma pequena diferença (ou será grande?). É que ao contrário dos que se passava no original, cuja perspectiva era vista de cima, em Tiki Taca a perspectiva é isométrica, sendo transposta para este remake de forma absolutamente divinal. Curioso, ou talvez não, que tenha também sido a Ultimate a lançar os jogos isométricos (Knight Lore, em 1984), abrindo uma nova era no Spectrum.


O objectivo em Tiki Taca (curioso o nome, trazendo à memória o célebre esquema táctico celebrado por outra equipa espanhola, o Barcelona), é o mesmo que no original de 1983, pois somos deixados numa mansão, cuja porta principal encontra-se fechada e para a abrirmos necessitamos de encontrar as três partes da chave mestra, mas estas encontram-se espalhadas por um labirinto de quase cento e cinquenta salas.

Aqui reside logo o primeiro problema: algumas das salas encontram-se fechadas à chave por uma porta colorida e para poderem ser abertas necessitam de uma chave específica, da mesma cor da porta. Depois de encontramos a chave e passarmos pela porta, esta permanecerá aberta, o que é muito importante, dado que apenas podemos carregar três objectos de cada vez, e nesta inventariação estão incluídas não só as chaves coloridas e as diversas partes que compõem a chave mestra da mansão, mas também os diversos itens que permitem a alguns dos monstros permanecerem ao largo.

Pois... não apenas temos que lidar com os mil e um pequenos monstros que teimam em aparecer constantemente a sugar-nos toda a gordura (diga-se energia) até ao tutano, ficando o nosso personagem um frango depenado, mas também existem os monstros maiores (imunes aos nossos feitiços), tal e qual o original de 1983, e que necessitam de objectos específicos para serem afastados, permitindo depois recolher-se outros objectos ou aceder-se a novas salas. Falamos de uma múmia que é sensível à lâmina, o Frankenstein que não gosta lá muito de chaves inglesas, o Corcunda (de Notre Dame, presume-se) que é ganancioso por dinheiro e alguns outros itens, a mamã que procura o biberão e o Drácula que foge como o Diabo da cruz. Por falar em Diabo, quanto a esse somos nós que temos que fugir a sete pés, não vale a pena procurar algo para o afugentar.


Como se percebe desde logo, é fundamental alguma estratégia para se conseguir chegar a bom porto. Quem se limitar a andar a correr as salas sem um objectivo pré-definido, à espera que a sorte o favoreça, rapidamente irá perder-se na labiríntica mansão, até porque apenas temos três vidas e vamos perdendo energia, não só sempre que um inimigo nos toca, mas também à medida que o tempo vai passando. Depois, essa, além de labiríntica é enorme, e algumas portas e alçapões permitem entrar nos diversos níveis, cada qual com cenários específicos (sótão, primeiro andar, piso térreo, cave e as malfadadas catacumbas). Fazer um mapa é meio caminho andado para o sucesso (ou isso, ou uma memória prodigiosa), até porque apesar da posição de alguns objectos irem variando de cada vez que se começa um jogo, a estratégia é basicamente a mesma, sendo obrigatório percorrer-se algumas salas e abrir algumas portas específicas para se obter as três partes da chave mestra.

Como remake Tiki Taca está perfeito, mas aquilo que mais nos impressionou neste jogo é a fluidez da acção. Quem está habituado a jogos isométricos, lembra-se bem da lentidão exasperante sempre que vários personagens entravam no cenário. Isso mesmo acontecia com alguns jogos da Ultimate, antes desta aprimorar o motor Filmation (que permitia criar os seus jogos isométricos). Aqui nada disto acontece, é um regalo para a vista ver cinco ou mais monstros na sala e o nosso personagem continuar a movimentar-se à mesma velocidade (ou quase). De facto, Climacus, que já tinha feito um trabalho técnico espantoso com RetroForce, voltou a mostrar que é um dos mais talentosos programadores da sua geração e que nuestros hermanos continuam no topo.


Graficamente também está muito próximo da perfeição. Os fundos são naturalmente pretos e é maioritariamente monocromático, mas isso é fundamental para se conseguir ter a tal fluidez de acção (além de evitar o colour clash). O som está também muito próximo do original, contribuindo também para que Tiki Taca nos cative imediatamente. Aliás, não sendo o jogo extraordinariamente difícil (e ainda bem), depois de se terminar a primeira vez, continua a haver outros objectivos a atingir, como completar a missão com os restantes personagens à nossa disposição, percorrer 100% das salas, ou mesmo finalizar o jogo no mais curto espaço de tempo (no original havia quem conseguisse em pouco mais de dois minutos).

Assim, ou muito nos enganamos ou estamos perante um sério concorrente a vencer a competição ZX-DEV-MIA-Remakes, e mesmo que isso não aconteça, podem ter a certeza que está aqui seguramente um dos melhores jogos de 2019 (e ainda estamos apenas em Fevereiro). 

Nota adicional: os nossos leitores poderão estar a estranhar tantos Mega Jogos que ultimamente por aqui aparecem. É sempre uma análise subjectiva, e por isso falível, mas a realidade é que em 2019 apareceram muitos jogos que estão ao nível do que de melhor se fez na primeira época dourada do Spectrum (alguém tem dúvidas que estamos perante nova época dourada?).

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

Preview: Wonderful Dizzy


Ainda se lembram disto?

Make Me Dizzy!
A whole new game in the celebrated Dizzy series made exclusively for the Spectrum Next, directed by the Oliver Twins themselves and developed by Dmitri & the Crystal Kingdom Dizzy Spectrum remake team, free to all backers! Learn more about the game, credits and a video by the Oliver Twins below.

É um dos prémios que os backers do Spectrum Next vão ter direito por a campanha ter sido tão bem-sucedida. Apesar de ainda estar à distância de alguns meses, já se começam a ver alguns screenshots. E que bem que parecem...


E para abrir ainda mais o apetite, os gémeos Oliver também já disponibilizaram alguma "arte", nomeadamente o poster oficial. Se este vier juntamente com o jogo, será uma maravilha, embora não nos pareça muito possível. De qualquer modo aqui fica ele.

Tiki Taca acabou de sair


Acabou de ser lançado por Climacus o muito aguardado remake de Atic Atac, a concurso no ZX-DEV-MIA-Remakes (mais outro sério candidato à vitória, dizemos nós). Igor Errazking contribuiu com os gráficos, e numa primeira abordagem temos de facto aqui um grande jogo e um remake muito fiel, ao qual não faltam sequer os três personagens.

Enquanto não fazemos uma review completa do jogo, poderão aqui vir descarregá-lo. Nos próximos dias tentaremos completá-lo para vos dar a nossa opinião mais aprofundada (e fundamentada).

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Preview: Dweebs Drop


Dweebs Drop é o novo jogo de Adrian Cummings, que exceptuando Lampros Potamianos e o seu Nextoid! (no qual desenhámos alguns níveis), é responsável por grande parte do software que já foi lançado para o Spectrum Next.

Assim, primeiro foi Dungeonette, que inclusive deu origem ao primeiro lançamento físico para esse computador. Depois apareceu DeltaStar Earth Defence, um shoot'em'up de eleição, o qual fomos os primeiros a terminar. E se não o fomos com Montana Mike, teremos andado lá perto.

Segue-se agora Dweebs Drop, e mais uma vez o multifacetado Adrian varia completamente o estilo do jogo. Estamos aqui perante um clone de Tetris, muito colorido e que pelo vídeo que já vimos, se jogado a dois é diversão garantida para muito tempo.

Contamos fazer uma review o mais breve possível, mas até lá, quem quiser adquirir o seu novo jogo, basta vir à sua página, podendo optar pela versão física ou digital.

Into the Eagles Nest


Nome: Into the Eagles Nest
Editora: Pandora
Autor: Kevin Parker, Robin Chapman
Ano de lançamento: 1986
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Into the Eagles Nest foi o único jogo completo lançado pela software house Pandora, mais tarde absorvida pela Players, mas foi o suficiente para a tornar conhecida no panorama do Spectrum. É que para estreia não poderia ter corrido melhor, pois este clone de Gauntlet consegue estar ao nível do jogo que o inspirou (ou melhor, até).

O cenário é aqui o da Segunda Grande Guerra, a acção decorre no dia 9 de Agosto de 1945, às 12.43 horas e assumimos o papel de um soldado dos Aliados que tem que penetrar na fortaleza do Ninho da Águia (daí o título do jogo), resgatar três sabotadores que tinham sido enviados e cuja missão foi mal-sucedida, encontrando-se agora prisioneiros dos boches, fazendo também explodir os oito pisos do castelo. Mas a missão, apesar de ter vários níveis de dificuldade, é tudo menos fácil.


Em primeiro lugar, a fortaleza está fortemente protegida. Os inimigos são às centenas e têm a capacidade de se regenerarem, isto é, mesmo depois de abatidos, se voltarmos aos locais onde antes já tínhamos estado, estes voltam a aparecer. Estamos armados com uma metralhadora, mas as munições não são ilimitadas, e embora existam abastecimentos com abundância que podem ser recolhidos (assim como comida e kits de primeiros socorros), convém serem usados com parcimónia. Até porque um tiro mal dirigido poderá atingir caixas de munições, fazendo explodir o nosso soldado.

Depois, a própria fortaleza é uma autêntico labirinto. É constituída por oito pisos, cada um deles com dezenas de ecrãs, e a nossa primeira tarefa é mesmo desenhar o mapa ou, em alternativa, memorizar os locais por onde passamos. Para dificultar a nossa tarefa, muitas portas encontram-se fechadas, necessitando de chaves para se poder entrar em certos locais. E aqui surge o elemento de estratégia deste jogo: as chaves são também em número limitado e se as usamos indiscriminadamente para a aceder a locais menos interessantes, corremos o risco de ficar bloqueados e sem alternativa a não ser o suicídio.


Quando carregamos o jogo aparece um menu inicial com várias opções, podendo-se alterar algumas das configurações que aparecem por defeito. Poderemos assim escolher o som para o modo 48 K ou 128 K, ou se jogarmos durante a noite, poderemos também abdicar de som. Poderemos ainda seleccionar o nível de dificuldade, aconselhando-se obviamente o fácil para quem se está a iniciar, fundamental para se fazer um primeiro reconhecimento da fortaleza.

Depois, quando carregamos a missão, podemos também escolher um de quatro níveis. No primeiro apenas temos que activar os explosivos de cada um dos oito pisos, mas nos seguintes já teremos que resgatar um, dois ou três sabotadores antes de podermos mandar a fortaleza pelos ares. Quando resgatamos um dos sabotadores, este acompanha-nos para todo o lado. Por vezes até nos bloqueia o caminho, mas nada que um bom tiro não resolva, o que não deixa de ser estranho.


Existe ainda uma outra opção no menu inicial que permite carregar dados. Confessamos que não percebemos ainda para que serve, embora até tenhamos o código de acesso (02303104). No entanto, quando inserimos o código, nada a acontece.

Graficamente está bastante simples mas funcional, contribuindo os cenários criados para dar a atmosfera perfeita de um castelo nazi. A vista é de cima (tipo bird's eye), à la Gauntlet, sendo a jogabilidade excelente, levando assim a que estejamos perante um dos melhores jogos do género. Quem não o experimentou ainda, não sabe o que perde...

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Mapa de Two Days to the Race

Conforme prometido, deixamos o mapa para as quatro partes de Two Days to the Race. Não vamos deixar as passwords, pois isso retiraria o prazer de o jogarem por inteiro, e conforme poderão ver na review, vale mesmo a pena o esforço. Se entretanto o conseguirem terminar tal como nós, poderão ter o vosso nome na galeria de honra.




sábado, 16 de fevereiro de 2019

Cozinheiro (MIA)



Cozinheiro é a versão para o TC 2068, em português, do popular jogo da Ocean de 1984, Mr. Wimpy, que ajudou a criar a fama de uma das mais míticas software houses do Spectrum. E desta vez vem acompanhado de instruções, o que nem sempre acontece, quer seja porque não foram incluídas originalmente, quer seja porque passados quase trinta e cinco anos já se perderam.

Desde já deixamos também uma nota: nos emuladores, Cozinheiro apenas poderá ser carregado por um emulador que suporte o TC 2068 (Eightyone, por exemplo), de contrário não conseguem passar do menu inicial.

Que quiser ficar com mais esta pérola, cortesia de um anónimo e do Afonso Gageiro, pode descarregá-la aqui.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A Capital: POKES & DICAS - 24 e 31 Outubro de 1986


E como hoje é Sexta, disponibilizamos mais dois números do suplemento Pokes & Dicas, desta feita de 24 e 31 de Outubro de 1986.

Destaque para TT Racer, um jogo que poderia trazer algo de inovador para o panorama do Spectrum, mas que não passou de uma promessa pouco explorada. Este jogo permitia ter até 8 jogadores em simultâneo, ligados através do Interface One. A ideia era óptima, mas o jogo não era assim tão bom como isso, e a ideia não pegou.

Os jornalistas de A Capital continuam também (felizmente) a dar destaque a jogos de estratégia, e desta vez até pegaram num praticamente desconhecido e que à data de saída do jornal até já tinha mais de um ano: Siege on the Volga.



Curioso ainda o facto de numa destas semanas ser analisado um jogo para o MSX, o que não era usual.

 Poderão aqui descarregar os dois suplementos agora disponibilizados.

Top jogos mais vendidos Fevereiro 1984

Fevereiro de 1984 é o mês da Ultimate, com a entrada de Atic Atac directamente para primeiro lugar na lista dos jogos mais vendidas, tendo ainda Lunar Jetman em segundo lugar e Jetpac no quarto. Com tudo isto quase passa despercebido o honroso terceiro lugar de Ant Attack.

Destaque ainda para a entrada de mais um peso-pesado na lista dos mais vendidos, nada mais, nada menos que Manic Miner.

Deatchase é outro dos jogos míticos que dá entrada nesta lista, desta feita para o sétimo lugar.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Booty (The Remake)


Nome: Booty (The Remake)
Editora: NA
Autor: SalvaKantero
Género: Plataformas
Ano de lançamento: 2019
Teclas: Não redefinível
Joystick:  Kempston, Sinclair
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

A competição ZX-DEV-MIA-Remakes está a aproximar-se do seu fim e aparecem agora, com maior regularidade, jogos a concurso. O mínimo que podemos dizer é que se forem todos do calibre deste Booty (e já apareceram grandes propostas), não gostaríamos de estar na pele dos jurados para a tarefa de selecção do melhor. E ao contrário de outros competidores, que de remake apenas têm o nome, é mesmo fiel ao original de 1984 da Firebird, que por sinal já era um excelente jogo. Seria difícil ultrapassá-lo, mas o facto é que SalvaKantero, que já tinha sido responsável por Car Wars, segundo melhor jogo de 2016, na nossa opinião, consegui-o. 

Jim é o infeliz moço de recados no navio. Mas este é ambicioso e quer aproveitar agora que o barco está fundeado em Port Royal para assegurar uma reforma dourada. Para isso necessita de roubar as cento e vinte e cinco peças de tesouro que estão espalhadas pelos vários recantos. A missão não é fácil, pois o navio está cheio de piratas que guardam os tesouros, ratos e até o papagaio do capitão. Se qualquer um deles nos toca, perdemos uma das nove vidas com que iniciamos a missão.


O navio é também um autêntico labirinto, com portas (exteriores) que vão dar a outras salas. São vinte, no total (tal como no original), e a primeira coisa a fazer é um mapa com as diversas ligações, doutra forma andaremos perdidos de um lado para outro, sujeitos a encontros menos favoráveis com os inimigos.

Em cada sala temos também que apanhar as diversas chaves que abrem as portas interiores, todas devidamente numeradas, não esquecendo que apenas poderemos utilizar uma de cada vez, só assim é possível apanharmos todos os tesouros e aceder a outras partes do navio. Nem todas as salas se conseguem despojar de tesouros de imediato, em muitos casos teremos que aceder a certos pontos do cenário através das portas exteriores, dai que seja conveniente fazer o referido mapa. O jogo apenas termina após recolhermos as cento e vinte cinco peças, pelo que convém não deixar nenhum ponto por ver.


E como se não fosse pouco, foram ainda plantadas mais algumas maldades. Assim, alguns dos objectos têm escondida uma bomba com pavio muito curto e que rebenta ao final de alguns segundos. É fundamental planear-se muito bem o caminho, não fiquemos nós encurralados, com a bomba a estoirar na mão. E por fim, existem ainda obstáculos na forma de plataformas que desaparecem, elevadores, enfim, um arsenal de dificuldades que fazem com que Jim se arrependa rapidamente de ter enveredado pela vida do crime.

Relativamente ao original, é fácil de verificar que os gráficos e os cenários, mesmo que monocromáticos, são bastante mais atractivos. Vimos jogadores queixarem-de desta monocromia, mas no nosso entender é fundamental para se evitar o colour clash, que neste caso específico, com sprites pequenos, poderia ser um forte handicap.

A música é uma maravilha, podendo ser desligada se o entendermos, não deixando assim os programadores nada ao acaso. Aliás o cuidado com este lançamento é tal, que até é acompanhado de um poster e de um pequeno manual.


Para a criação de Booty foi utilizado (também) o motor MK2. Nem sempre gostamos dos jogos criados com esta ferramenta, mas aqui foi muito bem utilizado, uma vez que a jogabilidade é uma coisa de espantosa. Apenas temos a reportar um bug, que faz com que consigamos por vezes passar as portas sem a chave, e alguma dificuldade em acertar com o ponto exacto para se utilizar as escadas, mas de resto roça a perfeição.

Assim, este é talvez o mais sério candidato a vencer a competição ZX-DEV-MIA-Remakes, não obstante já terem aparecido grandes jogos, alguns dos quais ainda não fizemos a sua análise. Assim que o prazo para apresentação das propostas termine, e à semelhança do que fizemos o ano passado, criaremos também uma sondagem para que os nossos leitores possam votar no seu jogo preferido. Mas até lá, deliciem-se com este aspirante a pirata.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

dNext a ser lançado em breve


E as novidades a aparecer nos próximos tempos são mais que muitas. Quase uma dezena de jogos jogos para a competição ZX-Dev (amanhã é lançada a review de um dos candidatos à vitória), mas também com o Spectrum Next prestes a rebentar, irão de certeza aparecer muitos programas. E um deles vai ser um editor de imagem e desenho, com muito bom aspecto. Ora espreitem o vídeo...

Quadrados (MIA)


No enorme lote que o José Gomes tão gentilmente nos cedeu vinham algumas traduções de jogos bem conhecidos para a nossa língua. E depois vinha esta pérola, da qual não encontramos referências em lugar algum.

Quadrados é um quebra-cabeças em que temos que colocar todos os quadrados da nossa cor, para isso escolhendo o número que queremos mudar. No entanto, alguns dos quadrados adjacentes também mudam a cor, pelo que não é fácil conseguir atingir-se o objectivo.

Quadrados pode aqui ser descarregado e se mais alguém souber alguma coisa sobre este jogo, agradecemos que nos façam chegar a informação.

CopyNeto v 5.0 (MIA)


CopyNeto (versão 5.0) é mais um copiador a dar entrada na nossa pasta dos copiadores, aqui acessível, mais uma vez preservado pelo Afonso Gageiro.

Desconhecíamos por completo mais este copiador nacional, criado por Eduardo Neto em 1984. Quantos mais copiadores perdidos andarão por ai? E por onde andarão estes programadores?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

Booty (The Remake) lançado


Booty (The Remake acabou de ser lançado, muito a tempo de participar na competição ZX-DEV-MIA-Remakes. Ainda não tivemos obviamente tempo para o experimentar, mas impõe-se uma review completam para muito breve.

O jogo pode ser aqui descarregado, tenham em conta que apenas funciona no modo 128 K.

Two Days to the Race


Nome: Two Day to the Race
Editora: Zenobi Software
Autor: Davide Bucci
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Definitivamente as aventuras de texto voltaram em força e estão para ficar. A mais recente vem de Itália, está relacionada com carros (claro), e coloca-nos na pele de Emilia Vittorini, filha de Augusto Vittorini, fundador, juntamente com o seu irmão Tullio, da Industria Torinese Automobili (ITA). Augusto está presentemente a tentar obter fundos para um protótipo, mas as coisas deram para o torto e não sabemos agora onde ele se encontra nem o que se passou. Cabe a nós deslindar o mistério.

Two Days to the Race é composto por quatro partes em três ficheiros, acessíveis por meio de uma palavra-passe. De facto, este parece-nos o melhor sistema para seleccionar os diferentes níveis, bem mais funcional para quem joga em emuladores do que o utilizado em Bulbo's Intrepid Adventure, por exemplo.

As diferentes partes do jogo decorrem efectivamente em cenários distintos. Assim, na primeira parte estamos na nossa mansão. E esta é enorme, ao qual não falta um frondoso jardim e uma garagem com dois potentes bólides. Devemos já dizer que a nossa personagem segue as pisadas do pai, sendo portanto uma piloto experimentada. Convém também não esquecer o período em que se passa a aventura (por volta dos anos 20/30 do século passado), sendo os adereços necessários para conduzir em consonância com a época.


Se descobrirmos a forma de sair da mansão (Villa), é-nos dada a palavra passe para iniciar a segunda parte. Nesta, estamos à porta do Museu de História e temos que arranjar forma de nos encontrarmos com o Director, grande amigo do nosso pai e peça-chave para resolver o mistério.

Se o conseguirmos, avançamos para a terceira parte, passada na universidade, e se as duas primeiras eram relativamente imediatas (e não muito grandes), aqui as coisas começam a complicar-se. Aparentemente a universidade está vazia, mas estará mesmo? Será que os maus da fita se encontram por aqui? É isso que teremos que descobrir, mas apenas após nos embrenharmos nos subterrâneos de Turim, adequadamente chamados de "Infernotto".

Finalmente, na quarta parte acordamos dentro de um vagão, às escuras e despojada de qualquer objecto (salvo as roupas, pois claro, já que os bandidos eram maus, mas não eram tarados). Esta parte é bastante curta e a palavra-chave para desbloquear a aventura não foi a mais feliz, mas o programador irá revê-la, permitindo de modo mais lógico terminar a mesma.


Two Days to the Race é uma aventura absorvente e na qual entrámos de corpo e alma (tal como em Unhallowed). Tem uma história apelativa, em que mais uma vez entra um gato (conta sempre a favor de qualquer aventura), e cuja diversidade de cenários lhe dá alguma cor, sem que para isso exista qualquer imagem. Não atinge a mesma bitola de Unhallowed apenas pelo facto dos quebra-cabeças, apesar de serem mais ou menos intuitivos, não serem por vezes os mais lógicos. E também por um ou outro pequeno erro de tradução ou frases menos adequadas, que no caso da última parte se torna relevante.

De qualquer forma, é mais uma excelente aventura a aparecer e que vai agarrar qualquer jogador. E mesmo aqueles que não gostam do género, depressa vão ficar viciados em Two Days to the Race, entrando na pele de Emilia, para tentar resolver o enorme mistério que ensombra a sua família.

Fica também prometido um mapa completo para breve.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Return of the Roach


Nome: Return of the Roach
Editora: Zenobi Software
Autor: John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Ainda se lembram das deambulações de Balrog em Behind Closed Doors Seven (Happiness Is a Warm Pussy)? Pois este personagem criado por John Wilson está de volta, tendo a aventura sido lançada ao mesmo tempo de Bulbo's Intrepid Adventure, jogo no qual ainda andamos às voltas. De qualquer forma fizemos uma pausa deste último, até porque havia urgência em fazer-se uma análise mais detalhada a Return of the Roach, já que temos pelo menos mais três aventuras de texto em pipeline para serem analisadas nos próximos tempos.

Desta vez a tarefa de Balrog é diferente. Estava muito bem descansadinho da vida em sua casa a observar as moscas voarem à volta das cortinas, quando lhe batem à porta. É um seu amigo de longa data, a barata ("cockroach"), que vem acompanhado do seu neto, pedindo a Balrog para lhe ensinar a forma de vencer corridas. O puto tem talento, mas falta-lhe as manhas que um macaco velho como Balrog pode ensinar.


A aventura inicia-se assim em sua casa e a ordem é começar imediatamente a exploração, mas sem violar a privacidade da senhora Balrog (afinal é ela quem usa as calças). A casa é pequena, uma sala, uma cozinha com alguns utensílios e um quarto com uma cama e um armário, além de um espelho onde Balrog pode observar a sua gasta carantonha.

Tem também nos fundos um pequeno jardim com um anexo, único local onde Balrog pode estar completamente à vontade (nem sequer falta o wc), enquanto a parte da frente da casa vai dar ao mundo exterior. Encontra ai um pequeno duende que lhe indica a forma de conseguir travar o coelho, mas até conseguir interagir com esse vai um grande passo. O vizinho da casa ao lado, o troll, velho conhecido de outras andanças, está agora mais velho, tendo suavizado a sua conduta. Dedica-se à agricultura, nomeadamente cenouras, que são sempre um petisco para qualquer burro. E bem que vamos precisar dele...

Mais não dizemos, pois também não chegámos ainda ao fim de mais uma aventura que contém todos os elementos típicos dos jogos imaginados por John Wilson. Quem os conhece, sabe com o que contar, um humor cáustico, linguagem por vezes menos própria, e uma história muito bem imaginada. É assim mais um jogo a fazer as delícias dos adeptos do género, que nem o facto de não ter imagens, retira a vontade de chegar ao fim.

A aventura tem duas partes, sendo a segunda acessível após se colocar a palavra-passe dada no final da primeira.