quinta-feira, 22 de agosto de 2019

Joystick - Sound Unit


A Timex lançou vários interfaces no mercado, sendo este Joystick - Sound Unit um dos mais interessantes. Tal como o nome indica, tem dupla função, permitindo ligar ao Spectrum um joystick, assim como amplificar o som, naquelas que são duas das maiores lacunas dos primeiros computadores.

Em Portugal é bastante comum, mas no estrangeiro nem por isso, sendo por isso um item bastante apetecível. É também muito raro encontra-se completo, incluindo as instruções, pelo que partilhamos aqui esse material.

Zoe's Adventure


Neste novo jogo dos alunos da escola primária de Bearsden, a personagem principal é Zoe, uma pretendente a astronauta. E para atingir este objectivo, terá que durante três anos passar por um treino muito duro, como aliás seria de esperar. Neste momento já anda nisto há mais de dois anos e aproxima-se agora a fase final de testes. Cabe a nós ajudá-la a ultrapassar todos os obstáculos e demais inimigos (por certo outros concorrentes invejosos do sucesso de Zoe).

Assim, ao longo de mais de uma dezena de ecrãs, teremos que encontrar a saída de cada um deles, tentando recolher ao mesmo tempo o máximo possível de objectos, permitindo obter-se uma boa pontuação, não se vá dar o caso de apanharmos nota negativa e "morremos na praia", como se costuma dizer. A maior parte dos níveis são relativamente simples, mas há três ou quatro com inimigos móveis que são diabolicamente difíceis. Não será de estranharmos se perdermos todas as vidas só para ultrapassar um determinado ponto.

Zoe's Adventure, tal como os restantes jogos criados por estes pródigos alunos de Bearsen, poderá aqui ser descarregado.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Programas de Luis Filipe Carvalho (MIA)


E nas cassetes que o Carlos Guerreiro nos emprestou, vinham 25 programas e uma apresentação criados pro Luís Filipe Carvalho, com capa a condizer e tudo. Poderão ser type-ins de alguma revista, mas pelo menos alguns deles serão "produção própria", e encontram-se algumas coisas engraçadas pelo meio.

Disponibilizamos então mais um bom exemplo da criatividade dos programadores nacionais, podendo ser aqui descarregado.

Super Espião (MIA)


Super Spy foi lançado pela Richard Shepherd Software em 1982, e apesar de ser das primeiras aventuras de texto a aparecer para o Spectrum, era bastante interessante. Foi essa a opinião de algum pirata nacional, que se deu ao trabalho de traduzir para a nossa língua, possivelmente para o introduzir no circuito comercial português, pródigo em programas piratas. Isso agora pouco interessa, são águas passadas, e fazem parte da nossa história. O mais importante é que esta versão encontra-se agora preservada, podendo ser aqui descarregada.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

32. Xeno

Mark Gets Sucked In


E ao décimo sexto jogo vindo dos alunos da escola primária de Bearsden, encontrámos  finalmente um que não conseguimos chegar ao fim. O jogo é diabolicamente difícil, e nem meia dúzia de ecrãs conseguimos passar. O que é pena, pois o jogo parece bastante prometedor, com objectos para recolher, outros que dão algumas dicas. Mas lá tería que chegar o dia que iríamos ser derrotados, e neste caso por uma aluna, Lucy, a programadora de Mark Gets Sucked In.

A tarefa até parecia simples, partindo de uma ideia bastante inovadora: uma noite Mark estava a jogar no computador, quando começou a ouvir uns barulhos estranhos. Não ligou e fez mal, pois no minuto seguinte estava dentro do videojogo. Agora tem que sair dele o mais rápido possível. Falar é fácil, o pior é que Lucy, além de colocar os habituais obstáculos dos jogos de plataformas, e de alguns inimigos que vão voando ao longo do ecrã, ainda nos obriga a recolher chaves que abrem as portas para os níveis seguintes. E numa das salas simplesmente não conseguimos descobrir como a apanhar. Deve haver um truque, portanto quem já descobriu, agradecemos que nos dê uma dica para tentarmos chegar ao final.

Quem quiser experimentar, poderá então vir aqui descarregar este e os restantes jogos criados por estes prodígios de 10/11 anos.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Alien Research Centre II


Em 1990 a Zenobi lançou Alien Research Centre, jogo criado por Ian Smith, Shaun G. McClure e Tom Smith. E agora, quase 30 anos depois, John Wilson presta o devido tributo aos autores desse jogo, que nunca teve o reconhecimento merecido, lançando a sua sequela. E não fez por menos, tendo convertido para vários sistemas, nomeadamente Spectrum, C64, MSX, Amstrad, Atari, Amiga e CPC.

Enquanto não fazemos uma review completa a Alien Research Centre II, podem deliciar-se vindo aqui descarregar o jogo.

Deer Creek


Nome: Deer Creek
Editora: NA
Autor: Gareth Pitchford
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

E que tal brincarmos um pouco com as palavras homófonas (pronunciam-se de forma idêntica, mas escreve-se de forma diferente)? Na nossa língua existem inúmeros casos, como "conselho" e "concelho", ou "cozer" e "coser", e até vemos muito boa gente a aplicá-las erradamente. E é com isto que Gareth Pitchford brinca, ensinando, no seu novo jogo: Deer Creek (o título é um bom exemplo desta figura de estilo).

Alerta-se logo de início para quem não é fluente na língua inglesa que poderá deixar escapar algumas das charadas, muito embora a maioria até seja facilmente perceptível. Aliás, para se resolver a maior parte dos quebra-cabeças do jogo até se recorre a este tipo de palavras, pelo que é aconselhável estarem munidos de um bom dicionário da língua inglesa para conseguirem compreender os textos na sua totalidade. E vale a pena o esforço? Dizemos já de caras que sim...

Outra novidade desta aventura é que foi criada a pensar nos mais pequenos (ou naqueles que agora se estão a iniciar no género). E porquê? Em primeiro lugar porque o jogo vem acompanhado de um tutorial muito simples, na forma de uma "bruxa" com quem interagimos inicialmente, assim como inúmeros conselhos (não "concelhos"), que vão sendo fornecidos ao longo da acção, algo que Escape from Dinossaur Island DX também recentemente fez. Mas também porque os desafios propostos são relativamente simples de serem resolvidos, embora nem por isso deixem de ser estimulantes. Outra das grandes virtudes de Deer Creek é agarrar-nos desde o início, sejamos miúdos ou graúdos, amadores ou profissionais das aventuras de texto...


E quanto à história? Tudo começa quando adormecemos na sala de aula. O professor dissertava sobre palavras homófonas, e resolvemos então descansar um pouco as pálpebras. Quando acordamos não estamos na sala de aulas mas sim num parque de estacionamento, junto ao nosso carro, ao qual falta um pneu, como iremos descobrir se o examinarmos (a palavra de ordem é examinar e procurar tudo). Não temos assim outra saída senão entrar na pequena vila que se encontra à nossa frente, Deer Creek, e aqui começa a aventura. No final, se ai chegarmos, obviamente, iremos encontrar o pneu no local mais improvável e finalmente regressar ao mundo real.

Apesar dessa ser bastante simples e vocacionada para a pequenada (não existem mortes súbitas nem outras maldades do género), tem perto de três dezenas de locais para visitar (para vos poupar trabalho, deixamos um mapa arcaico e manual que fizemos, mas que poderá ser bastante útil), e quase duas dezenas de personagens com quem interagir. Os comandos também não são muitos, os habituais "look", "examine" (ou "x"), "search", "get", "drop" e "give", além dos quatro pontos cardeais, mas também o "talk", fundamental para se perceber o que cada personagem pretende. É assim crucial entrar-se em conversações com todas as pessoas o mais breve possível, pois apenas lhes entregando os objectos pretendidos, poderemos ter algo em troca e que nos vai posteriormente ajudar a resolver os diversos puzzles. Lembrem-se que todas as personagens precisam de alguma coisa, cabendo a nós providenciá-las.


Um outro comando extremamente útil é o "Go to". Com quase trinta locais para se visitar, poderia ser fastidioso andarmos de um lado para outro passo a passo. Assim, este comando permite abreviar uma série de acções, colocando o nosso personagem imediatamente no local pretendido. Pitchford pensou então em todos os detalhes e pormenores que contribuem para a enorme jogabilidade de Deer Creek.

É de facto um prazer enorme entrar nesta vila, que parece ter vida própria e cujos personagens estão muito bem enquadrados na envolvente. Deixamos um exemplo, a páginas tantas encontramos um músico. Esse foi escorraçado do bar onde costumava tocar, pois roubaram-lhe o instrumento, e tem agora que o recuperar para voltar a ser feliz. Assim, é encontrado num primeiro local e depois de satisfeita a sua necessidade, vai parar a um outro local.

E quanto aos textos? Nota máxima como já se seria de esperar, até porque muito desta aventura está precisamente relacionado com esta vertente. A escrita é deliciosa, muito bem humorada e com toques de classe, mais uma vez contribuindo para o enorme prazer que tiramos ao avançar no jogo. Aliás, não necessitamos sequer de ser fluentes na língua inglesa para nos apercebermos que este é um dos pontos fortes deste lançamento.

Perante tudo isto, obviamente que já se aperceberam que gostámos mesmo muito deste jogo. Temos a certeza que também gostarão, pelo que aconselhamos a entrarem imediatamente em Deer Creek e resolver os mistérios profundos que assolam essa vila. Não se irão arrepender...

domingo, 18 de agosto de 2019

Jogos 80 em: Cadê os Artigos? quase a rolar


Lembram-se de quando anunciamos a revista Jogos 80 termos referido que iria haver um jogo a acompanhar os pacotes 3 e 4? Nesta altura do campeonato já todos devem ter visto o Filipe Veiga a fazer uma pequena demonstração, mas foram agora disponibilizadas novos screenshots. Esse são simplesmente espectaculares e não é por estar a ser criado pelos nossos colegas Filipe Veiga e Pedro Pimenta que o dizemos. E o loading screen foi também criado por um português, Ricardo Nunes.

O jogo terá duas fases, ao longo de oito níveis, correspondente a diferentes cidades do Brasil, e temos que convencer os colaboradores da Jogos 80 a apanhar os artigos em falta (eles são meio vilões, algo que há muito eu desconfiava, mas que tinha vergonha de dizer). Haverá ainda um sistema de código muito interessante que permite depois jogar-se a segunda parte reflectindo aquilo que se fez na primeira. E haverá ainda mais novidades, mas não as vamos desvendar para já, isso ficará para outras núpcias (não podemos dizer tudo de uma só vez, não é?).


Depois de Varina, vamos voltar a ter um jogo português numa revista, neste caso brasileira, a jogos 80, pertencente aos nossos queridos amigos Marcus e Eduardo, com quem vamos colaborando numa base regular. É apenas mais um motivo para a adquirirem, pois vão encontrar material que não irão encontrar em mais lado algum. E isto é apenas o início...

Fica também prometida uma review completa do jogo assim que esteja terminado e esteja nas minhas mãos, provavelmente início de Setembro.

Apenas uma nota final, Restless André (Jaime Grilo) não está esquecido e irá sair com a revista Espectro, que sofreu um pequeno atraso (as nossas desculpas por isso). Mas podem à mesma contar com o jogo mais tarde ou mais cedo.

Escape From Dinosaur Island DX


Nome: Escape From Dinosaur Island DX
Editora: NA
Autor:  Richard Pettigrew
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Escape From Dinosaur Island DX foi criado em 2018 no formato Adventuron e chegou mesmo a entrar numa competição (IF Comp 2018), tendo obtido apenas um injusto 67º lugar. Foi recentemente transposto para o ZX Spectrum e em boa hora foi feito, pois apresenta um tema bastante refrescante, mesmo não sendo este um Verão especialmente quente por estes lados e que convide a grandes frescuras...

Andávamos então a dar um tranquilo passeio de balão quando rebenta um furacão mesmo por cima de nós, mandando-nos para milhas do local onde nos encontrávamos. Apesar de  tudo tivemos muita sorte, pois conseguimos escapar incólumes (ao contrário do balão, que ficou destruído na posterior queda), no entanto fomos parar a uma ilha misteriosa, fazendo lembrar as que apareciam nas obras de Julio Verne, que aliás será a principal inspiração para a aventura.

O primeiro é passo é conseguirmos livrar-nos dos destroços do balão e começar a explorar a ilha. Esta é habitada por dinossauros, pelos vistos até hoje tendo escapado aos olhares da humanidade. Ou quase, mas aquele que a viu não viveu para o contar. Isso mesmo iremos reparar quando encontrarmos os destroços de uma avião, assim como os restos mortais do seu piloto. No entanto, apesar de já não estar vivo para contar o que aconteceu, os seus pertences poderão ser muito úteis (fica a dica).


Se encontrar os restos do avião é uma das primeiras tarefas a realizar, conseguir roubar o ovo ao Velociraptor é um objectivo fundamental para se conseguir escapar da ilha, mas é também a acção mais perigosa. É que assim que o bicho topa que querem fazer uma omelete (ou uma sopa) da sua futura cria, faz jus ao seu nome e rapidamente se vinga do ladrão. Fica então desde já o aviso e uma dica: quando o fizerem (e terão que o fazer se querem chegar ao fim), é bom terem logo à mão um lugar seguro para lhe escapar, doutra forma serão devorados vivos. Mas outros animais entram na aventura, nomeadamente um arenque, mas será que este tem alguma utilidade? Ou será que esta espécie ("herring", em inglês) também faz jus ao nome?

A aventura é bastante fluída, com mais de duas dezenas de locais para visitar, alguns só acessíveis depois de realizadas certas tarefas, e igual número de objectos, nem todos particularmente úteis. Alguns terão também que ser fabricados com os materiais que temos à mão, dificultando um pouco mais a missão.

É também interessante a forma como o jogo começa, orientando-nos ao nível dos comandos e ajudando logo na primeira das acções (escaparmos do balão destruído). Para quem não lida habitualmente este género de jogos, esta primeira abordagem convida a persistir, ainda mais tendo em conta que nem todos se sentem à vontade com as aventuras de texto em inglês, exigindo o domínio da língua, e também porque não tem qualquer imagem, retirando-lhe os atractivos visuais (mas ganhando ao nível do texto). No entanto garantimos que quem resolver levar a aventura até ao fim não se irá sentir defraudado. Talvez não atinja a bitola de The House on the Other Side of the Storm, ou mesmo de Two days to the Race (tem em comum com este algumas frases menos conseguidas e que poderão criar alguns problemas na resolução das charadas), mas não ficará muito atrás.

sábado, 17 de agosto de 2019

Jogos Eletrônicos & Eu: Crônicas de um Passado Presente


O nosso amigo Marcus Garrett lançou um interessante audiobook, onde ao longo de mais de duas horas, num tom bastante autobiográfico (a sua memória é prodigiosa), relata a sua obra "Jogos Eletrônicos & Eu: Crônicas de um Passado Presente". O seu amigo Juswiak editou, limpou e equalizou o material todo, estando o resultado disponível no Sound Cloud de Marcus, aqui.

Fica  também o índice, para quem quiser apenas ouvir alguns capítulos específicos do livro.

00:00 - Abertura
00:34 - Apresentação
02:11 - "O Sonho do Videogame" (Texto: Marcus Garrett / Narração: Guilherme Briggs)
03:58 - Prefácio 07:31 - Capítulo 1 - "Nasci"
13:15 - Capítulo 2 - "O Primeiro Brincar Eletrônico"
24:08 - Capítulo 3 - "Os Primeiros Videogames"
45:31 - Capítulo 4 - "Os Primeiros Microcomputadores"
01:26:25 - Capítulo 5 - "A Grande Perda de 1987"
01:41:10 - Capítulo 6 - "1988 e Amizades"
01:47:32 - Capítulo 7 - "O Último 'Personagem'"
02:05:54 - Epílogo (Ou Um Novo Começo?)
02:08:38 - "Box" do Eduardo Loos
02:10:39 - "Box" do Marcos Gennaro

Sistema Solar (MIA)


No catálogo da Astor constam vário programas dedicados à Astronomia (um deles ainda vamos disponibilizar e será uma enorme surpresa). E este, O Sistema Solar (1986), é constituído por duas partes, a primeira (lado A) com os planetas interiores do nosso sistema, a segunda, no lado B da cassete, com os planetas exteriores. Além disso, ambos os lados têm uma fase descritiva e uma fase de testes, permitindo aos estudantes avaliar os seus conhecimentos.

Esta cassete foi disponibilizada pelo Afonso Gageiro, um dos maiores coleccionadores nacionais de software português para o Spectrum, e que além disso também os consegue preservar na perfeição. Cedeu-nos mais esta pérola, que agora disponibilizamos pela comunidade, podendo aqui ser descarregada em toda a sua glória...

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Novidades do Next


A equipa do Spectrum Next tem andado meio silenciosa ultimamente, pelo que Mike Cadwallader resolveu fazer uma pequena actualização.

Assim, agora que o problema do teclado se encontra definitivamente resolvido, foi dado o passo seguinte: a produção piloto, para depois se poder avançar então para a produção em massa, caso o produto corresponda ao que estava inicialmente previsto e passe todos os testes. O projecto encontra-se precisamente nesta fase de testes, estando a ser utilizados dois métodos. Um primeiro que testa a própria membrana e outro que usa software para fazer testes reais do teclado, sendo assim verificadas todas as teclas.

Logo que o teste destas unidades piloto tenham sido finalizados na China, serão enviadas finalmente para o Reino Unido, onde será então iniciada a produção em massa, espera-se que na última semana de Agosto.

Ainda não existe assim uma data para entrega dos computadores aos backers, mas lentamente tem-se vindo a avançar no projecto. Quem pretender mais informação sobre o seu estado actual, pode aqui consultar o update feito pelo Mike.

A Capital: POKES & DICAS - 11 e 18 Setembro de 1987


Não é fácil nomear jogos emblemáticos nos suplementos destas duas semanas, mas bem espremido, verifica-se que tem aqui alguns jogos que são melhores ou mais notáveis do que aquilo que pensaríamos.

Comecemos por dois shoot'em'up. O primeiro, Slap Fight, não sendo magnifico, pode agradar aos fãs do género, mesmo sendo um pouco curto e fácil, e Hades Nebula é um bom jogo, mas se os criadores tivessem pensado um pouco mais poderiam ter feito aqui um jogo memorável. Bastava ter reduzido um pouco a nave e o tamanho da pontuação, uma vez que este é incomodativo, afectando por vezes a jogabilidade. A adição de melodias no modo 128K seria uma mais-valia, já que o som não é nada de especial.


E para o pessoal que gosta do género aventura de texto e acção pode deliciar-se com Big Sleaze e Bride of Fankenstein.


É sabido que a pirataria em Portugal, nos anos 80, não ajudava a que conseguíssemos jogar ou gostar mais de alguns géneros de jogos, já que os mesmos necessitavam de instruções detalhadas, face à complexidade dos comandos de jogo. Um desses géneros eram os simuladores de voo, que por mais que tentássemos jogar, desistíamos à primeira, pois não tínhamos ideia como fazer funcionar o veículo.

Por vezes tínhamos a sorte de comprar o suplemento e sermos brindados com as instruções mais detalhadas por parte de leitores mais especialistas nesses géneros. Este é um dos exemplos, facultado pelo leitor Nilton Santos, com instruções para pilotarmos um Boeing 707*.
                        

Suplementos disponíveis na nossa Dropbox.

* O suplemento não refere o nome do jogo, e uma vez que não somos especialistas em jogos de simuladores de voo, lançamos no repto no grupo do Facebook do ZXSDA, perguntando aos fãs do género, se saberiam em que o jogo em que pilotamos um Boeing 707. Estranhamente ninguém sabia, mas dois membros confirmaram que pelas imagens e descrição dos comandos de voo, o jogo é o 747 Flight Simulator, havendo então uma errata por parte do suplemento. Agradecemos aos membros Luís Lima e Paula Silva, pela confirmação. 

Javi Ortiz Entrevista João Diogo Ramos


É já amanhá pelas 10 da manhã (hora de Portugal), que Javi Ortiz, membro fundador da excelente página El Mundo del Spectrum, que não abdicamos de consultar regularmente, vai entrevistar o João Diogo Ramos (Geração Spectrum, Espectro, Collectors Bridge). O objectivo é falar um pouco sobre a realidade do Spectrum em Portugal, para a dar a conhecer além fronteiras. Serão abordados temas como os projectos actuais e futuros relacionados com o Spectrum e a colecção Geração Spectrum, entre outros aspectos de interesse para a cena no nosso país.

Estão assim convidados a assistir a esta emissão imperdível.

Save Theme Park


Para grande alegria da criançada, abriu nas redondezas um novo parque temático. No entanto, um mauzão chamado EBG resolveu ser desmancha prazeres e impedir os miúdos de usufruírem do parque, armadilhando-o com alguns obstáculos, deixando também alguns lacaios a servirem de segurança. Cabe a nós, na pele de Mike (será o nome do petiz que criou o jogo?), encontrar EBG e tirar-lhe o sorriso da cara.

Save Theme Park é um jogo bastante psicadélico. Nos ecrãs que aqui deixamos não é perceptível, mas as cores abundam pelos cenários e as plataformas mudam de tamanho e piscam, contribuindo para um efeito diferente, e que sem dúvida dificulta a nossa tarefa. E ao longo de cerca de uma dúzia de ecrãs, Mike tem que ir evitando todas as armadilhas deixadas pelo perverso EBG, encontrando sempre a saída de cada sala. Por vezes o caminho mais óbvio não é o recomendado, mas isso é algo que terão que descobrir por vós. Se conseguirem chegar ao fim alcançarão então o título de "um dos grandes jogadores da história dos videojogos".

Poderão aqui descarregar Save Them Park.

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Preview: Zoinho - No Jardim dos Tolos


Desta vez desafiámos o nosso amigo Marcus Garrett, mentor da Jogos 80 e Espectro, revistas com as quais colaboramos, para nos fazer a preview de Zoinho, novo jogo a vir do Brasil.

"Zoinho", gíria que significa "olho pequeno", é o mais novo título para o ZX Spectrum em produção no Brasil. Já de cara, a óbvia inspiração visual e a mecânica de jogo seguem fielmente a linha dos clássicos isométricos da Ultimate Play The Game, tais como Knight Lore e Nightshade. Uma mensagem misteriosa e - aparentemente - sem sentido dá o tom da aventura:


“Você é o Zoinho.

Sem perspectiva na vida
você se perdeu
no Jardim dos Tolos
Procure o saber esquecido
e lute para escapar
Só para descobrir
que a briga de foice
não termina nunca”.


Zoinho, personagem deveras estranha, deve perambular pelas várias salas que compõem o mapa e, ao evitar inimigos tão variados quanto tubarões, lesmas, serras, esqueletos e pegadas, coletar diversos objetos e resolver o misterioso enigma. Os gráficos são bem bonitos e coloridos, e os oponentes realmente apresentam designs criativos. O jogador poderá optar por usar teclado, joystick do tipo Interface II e as setas do cursor. Nas palavras do criador do projeto, o paulista Ricardo Nunes, ainda há muito a se fazer: "Convido todos a conferir e experimentar o novo jogo caseiro que estou desenvolvendo há um bom tempo já. A proposta não é das mais populares. Porém, não quis tentar fazer nem um platformer nem um shmup. Então, o jogo é isométrico e com "Colour Clash" no modo padrão, mas há a opção de apresentação monocromática pra quem não quiser ficar ‘vesgo’. Para quem é do ramo, vai ser óbvio saber de onde veio a música tema da abertura".

O Planeta Sinclair conversou rapidamente com Ricardo, o brasileiro revelou ao nosso blogue que recebeu a proposta de uma nova softhouse para que "Zoinho" seja lançado oficialmente e comercializado tanto em fita cassete quanto em disquete (no formato BetaDisk) em um futuro próximo, contudo, o estado atual do jogo é "alpha" e ele ainda traz alguns bugs: "Com certeza preciso reescrever o sistema de colisão inteiro", revelou Ricardo. Surpresas estão a caminho! 

O vídeo de “Zoinho” pode ser visto em baixo.



Quando pronto, ele também terá o código fonte e todos os recursos (ficheiros de sprite etc) publicados como projeto open source no seguinte repositório do Github aquiNesta altura, somente o ficheiro .TAP da versão alpha está disponível na pasta "build" deste link.

O Planeta Sinclair trará novidades assim que as tiver!


Por Marcus Garrett

Top jogos mais vendidos Agosto 1984

Em Agosto de 1984 Jet Set Willy continuava a dominar a tabela de vendas, no entanto Sabre Wulf fez agora a sua aparição. Fighter Pilot é que continua em grande, mantendo-se no top 3.

Destaque ainda para a entrada de Scuba Dive no top de vendas, um dos jogos mais apreciados para o Spectrum.

Por lapso da WH Smith, não existe número 9, pois repetiram nessa posição Zaxxan.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

Bilhar (MIA)


Ao contrário do que o menu inicial dá a entender, Bilhar não é um jogo original português lançado pela JCF Software. É sim uma tradução de Pool, clássico lançado pela CDS Microsystems e que durante muito tempo foi considerado um dos melhores jogos do género para o Spectrum, apesar de ser de 1983.

Estava numa das cassetes do Nuno Miguel e encontra-se agora devidamente preservado, podendo ser descarregado
aqui.

Electronics (MIA)


Electronics é mais um programa técnico que vinha nas cassetes do Carlos Guerreiro. Destinado a quem percebe de electrónica (e no fórum ZX Spectrum da Arrecadação haverá quem lhe dê o devido valor), não nos recordamos de ter visto em algum lado preservado. Preservámos assim o programa e deixamo-lo aqui disponível para a comunidade.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

33. Cybernoid II: The Revenge

Block Dude


Nome: Block Dude
Editora: NA
Autor: Dmitry Krapivin
Ano de lançamento: 2019
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K / TR-DOS
Número de jogadores: 1

Dmitry Krapivin deve ser o programador mais profícuo do Spectrum. Anualmente lança mais de uma dúzia de programas, maioritariamente pequenos quebra-cabeças, mas de vez em quando algo com mais substância. É o caso de Block Dude, pequeno jogo convertido de antigas calculadoras, mas que consegue ser cativante.

O objectivo é muito simples: controlamos um personagem que tem conseguir chegar à porta de saída, normalmente localizada num ponto superior, tendo apenas possibilidade de subir um patamar de cada vez, pelo que tem que ir movimentando os blocos por forma a conseguir ultrapassar os obstáculos com que se vai deparando. Os blocos podem ser recolocados em qualquer ponto desde que a ele se tenha acesso, mas há que o fazer com muita ponderação, doutra forma corre-se o risco de ficar bloqueado em algum ponto, sem possibilidade de se sair dessa situação. Nesse caso não existe outra solução que não passe por se reiniciar o nível.


O conceito é extremamente simples, muito ao jeito de Krapivin, e tal como habitualmente nesse autor, está bem implementado. Sempre que se completa um nível, é dada uma password, permitindo assim recomeçar-se o desafio sempre que se queira, sem necessidade de ter que voltar a passar por todos os níveis.

O grau de dificuldade também está ajustado, sendo os primeiros níveis muito fáceis e imediatos, mas a partir do sétimo já é necessário usar a massa cinzenta. Isto porque é necessário fazer-se muita ginástica, movimentando os blocos para trás e para a frente até finalmente se conseguir ter acesso à porta de saída. E atenção, pois nem sempre compensa tentar chegar aos pontos onde se encontram alguns dos blocos, mas isso apenas com a experiência se irá descobrir.

Continuamos com a mesma ideia relativamente a Krapivin, tem potencial para fazer muito mais do que estes simples mini-jogos, e por vezes perde tempo com desafios que não valem a pena. O que não é o caso de Block Dude, diga-se, pois este tem interesse suficiente para se levar até ao fim.

Block Dude pode aqui ser descarregado.

Deer Creek convertido para o Spectrum


Já estava prometido há uns dias, tendo Gareth Pitchford finalmente lançado Deer Creek. É uma simples aventura de texto com cariz bastante educacional, ideal para crianças da escola primária, mas sem deixar de ser indicado para qualquer idade.

Será mais um jogo a analisar nos próximos dias (temos a review de outra aventura de texto em breve a sair no blogue), neste que é já um ano de ouro para o género.

Entretanto poderão vir aqui descarregar Deer Creek.

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

From Out of the Snow


Nome: From Out of the Snow
Editora: Zenobi Software
Autor:  John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2019
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Assim de repente John Wilson lançou quatro mini-aventuras baseadas em "escape rooms". A mais recente, From Out of the Snow, é inspirada num filme épico de 1982 do mestre do terror, John Carpenter: The Thing. Quem não se lembra de ter suores frios com aquela coisa que veio do outro mundo e que aparecia numa história que tinha muitas semelhanças com Alien 8, inclusive ao nível dos efeitos especiais, tremendamente inovadores e realistas para a época?

Assumimos então a pele de Conroy, um sniper que se vê metido numa embrulhada do outro mundo, para fazer a analogia com o título do filme. O helicóptero onde seguia despenhou-se, tendo a tripulação toda perecido, excepto ele, claro. A única coisa que consegue ver são os destroços do aparelho, o piloto morto, e nem sinal da espingarda que trazia consigo. Além disso vê neve em todas as direcções, mas sente que algo não está bem, e ainda mais fica com essa certeza quando descobre uma caixa vazia que supostamente continha um ser vivo que estava no helicóptero. Será esse ser o causador dos ruídos que ouve nos destroços? Independentemente disso tem que conseguir ajuda o mais rápido possível, se quer sair vivo desta situação. Mas como o fazer?


É este o ponto de partida desta aventura, que requer muita exploração, mais uma vez sendo aconselhável examinar tudo ("X"), mas também procurar ("Search"). Encontrámos alguns dos defeitos que já havíamos assinalado em Bulbo and the Blue Dragon, como por exemplo quando encontramos um isqueiro no bolso do piloto falecido, não o conseguimos apanhar, e quando o tentamos encontrar novamente, é-nos dito que já não se encontra ali. Entretanto numa segunda versão do jogo este bug já foi corrigido, no entanto continuam a desaparecer objectos misteriosamente, outros que não são reconhecidos como objectos apesar de os termos em nosso poder (o isqueiro, por exemplo). No mínimo estranho, tendo faltado alguns testes de verificação mais profundos...

De qualquer forma, a temática é muito interessante e é sempre bom variar um pouco o tema e as personagens dos jogos de John Wilson, ultimamente sempre focados nas aventuras e desventuras de Balrog. Além disso podemos contar com uma história bem imaginada e contada, não sendo o jogo aconselhado a crianças ou pessoas facilmente impressionáveis, até porque além do cenário sinistro e macabro, pelo meio encontram-se algumas palavras menos próprias.

Assim, não sendo a melhor aventura de John Wilson, é suficientemente boa para manter o nosso interesse e tentar a levar a missão até ao fim. Mas com cuidado, pois eles vivem e andam por ai...