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terça-feira, 15 de novembro de 2016

Winnie-the-Pooh


Nome: Winnie-the-Pooh
Editora: Softland
Autor: Evgeniy Barskiy
Ano de lançamento: 1996 / 2016
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Winnie-the-Pooh, ou Ursinho Puff como é conhecido em Portugal, foi uma novela infantil que deu origem a um jogo do Spectrum com o mesmo nome. Apareceu em 1996 pela mão dos programadores russos, daí ter passado relativamente despercebido. Por outro lado, apesar de ser um jogo com algum potencial, o facto de estar em russo afastou muita gente. Mas muito recentemente saiu, finalmente, a versão traduzida para inglês e que permite que possamos finalmente embrenhar-nos nas aventuras deste simpático ursinho.

O jogo vem muito na linha das aventuras do ovo mais famoso do Spectrum (Dizzy) ou mesmo do Wally. Fundamentalmente temos que ir procurando o local correto para deixar os objectos, podendo conversar com alguns personagens do jogo que nos vão dando pistas das tarefas que teremos que concretizar. Por vezes, para obtermos um determinado objecto, teremos que realizar previamente uma série de tarefas numa ordem específica (alguns desses objectos são fornecidos pelos personagens do jogo, após darmos algo em troca). Como nem sempre as tarefas são inteiramente lógicas, o modo de funcionamento é basicamente de tentativa e erro.


Apesar do jogo estar bem implementado, os gráficos estilo cartoon muito bem conseguidos, assim como o som (uma pena não dar para desligar a música), falta-lhe algum brilho que eleve Winnie-the-Pooh ao patamar doutros jogos do género (como Towdie, por exemplo). Ou talvez seja por não ter o carisma de Dizzy, mas o facto é que o jogo deixou-nos com uma sensação que poderia ter ido um pouco mais além.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Walker


De facto os clones russos esticam as capacidades das máquinas de 8 bits até ao limite. O robot parece tirado directamente de Robozone, clássico de 1991 da Image Works. No entanto, a jobabilidade de Walker parece ser infinitamente superior, a avaliar pelo vídeo que se encontra disponível no canal You Tube.


O jogo esteve para ser lançado originalmente em 1996 pela  Alien Factory, mas apenas se conhecem 3 demos, duas desse ano e uma posterior de 2001. Este parece ser um projecto que valeria a pena (re)pegar e terminar, aproveitando porventura as superiores capacidades do ZX Spectrum Next, que poderá vir a trazer uma lufada de ar fresco para as máquinas de 8 bits.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Prince of Persia


Nome: Prince of Persia
Editora: Magic Soft
Autor: Nicodim
Ano de lançamento: 1996
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Price of Persia tem uma história muito curiosa e que poderá ser interessante ser alvo de pesquisa. mas basicamente este é um jogo cuja versão para PC saiu antes do Spectrum e que nunca teve um lançamento oficial, também porque se trata de um jogo pirata vindo do leste. Houve uma tentativa de o lançar de modo oficial em 1993, através da Domark, mas devido aos altos valores envolvidos em licenças, nunca saiu cá para fora. Assim, três anos depois, dois russos lançaram, pela porta dos fundos, aquela que é uma das melhores conversões para o Spectrum.

Tal como o nome indica, o jogo desenrola-se na antiga Pérsia. O nosso personagem tem, ao longo de um labiríntico palácio, repleto de inimigos e armadilhas, que ir encontrando a saída nível a nível, para no último salvar a princesa, derrotando o inimigo Jaffar e permitindo ao Sultão, voltar a tomar o controlo do reino.

Mas a tarefa, além de enorme, é também muito complicada. Não basta ser necessário um grande sentido de orientação para nos orientarmos no palácio, até porque a nossa missão tem um tempo limite, além de um timing e grande precisão nos dedos para conseguirmos ir ultrapassando todos os obstáculos, mas também ir derrotando os muitos inimigos que obstruem o caminho. E para os derrotar teremos que saber manejar muito bem a espada.


O jogo está muito fiel ao original e aquilo que parecia uma tarefa impossível, conseguir converter o Prince of Persia para o Spectrum, foi conseguido com sucesso. Os gráficos são muito razoáveis, o som minimalista, mas também mais não seria preciso, a jogabilidade boa e, tudo junto, os  autores conseguem recriar uma atmosfera perfeita. É assim um jogo a experimentar e que só se lamenta não ter saído uns anos antes do ocaso do Spectrum.