quinta-feira, 4 de junho de 2020

BlockZ


Nome: BlockZ
Editora:NA
Autor: Raymond Russell
Ano de lançamento: 2020
Género: Puzzle
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Não
memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Novos programadores vão aparecendo regularmente com propostas interessantes e inovadoras para o Spectrum, como é o caso de Raymond Russell. Desconhecíamos este autor, mas trouxe-nos agora BlockZ, um daqueles quebra-cabeças que tanto gostamos. E com muito bom aspecto...

Apesar de não ter ecrã de carregamento (e este jogo bem o merecia), o menu inicial apresenta desde logo várias opções que demonstram o cuidado com que Russell colocou neste lançamento. Assim, a par da redefinição de teclas, podemos seleccionar o nível com que queremos começar o desafio, presumindo que já completámos todos os níveis anteriores (se esta opção for activada, a pontuação inicia em zero), e uma pequena, mas muito bem feita e eficaz demonstração do que fazer em BlockZ. Não que exista especial complexidade, mas é conveniente tentar perceber minimamente a sua mecânica. De qualquer forma deixamos uma breve explicação daquilo que se vai encontrar ao longo dos 50 níveis, cada um deles com um tabuleiro diferente.


Os tabuleiros apresentam várias peças ou blocos, a maior parte fixos e destinam-se a delimitar á area de acção ou a criar os diferentes obstáculos. Mas alguns possuem uma seta, indicando a direcção (ou direcções) em que se movem, quando seleccionados. Quando o bloco, depois de se mover nas direcções indicadas chega ao seu destino, elimina todas as peças que lhe estejam adjacentes (atenção que se tiver indicado duas direcções, apenas elimina as peças quando se moveu totalmente e chegou ao destino final). Os blocos que têm que ser eliminados são sempre amarelos, sendo facilmente identificáveis, pois têm uma qualquer inscrição bem visível. Assim, apesar de alguns não terem uma seta, assinalando que não se podem mover, têm um círculo preto, indicando que são fixos. Quando todos desaparecerem, passamos ao nível seguinte.

 Apesar de BlockZ ter um conceito muito simples, o jogo em si encerra uma grande dose de estratégia. Em primeiro lugar porque em muitos casos os blocos terão que ser movidos por várias vezes, até chegar ao seu destino final. Depois porque também é necessário que estes sejam movidos numa certa ordem. A maior parte das vezes os blocos podem eliminar várias peças, ou serem eliminados por outros, cabendo a nós ponderar muito bem quais aqueles que têm que ser movidos, e quais aqueles que apenas estão colocados no tabuleiro para serem eliminados, sem se moverem. Finalmente, por vezes temos que eliminar mais do que um bloco em simultâneo (dica, quando o número de peças a serem eliminadas for ímpar, já sabem que estamos perante este caso).


O principal inimigo é o tempo, sendo fundamental fazer-se uma análise inicial do tabuleiro muito rápida e eficaz (ou isso, ou colocar o jogo em modo pausa - os emuladores permitem-no). Assim, e ficam aqui mais algumas dicas de quem levou o jogo até ao fim: convém identificar desde logo os blocos que podem eliminar as peças fixas, pois se uma desta ficar no tabuleiro, não se termina o nível. Contar as peças que se movem para cada um dos lados também é bastante útil para se identificar desde logo as que iremos deslocar, bem como as que devem ficar quietas até serem eliminadas. Lembrem-se, cada nível tem várias formas de ser terminado, mas se movemos uma peça fora de ordem ou para local errado, a possibilidade de se ficar encalhado, é muito grande.

Iniciamos o desafio com cinco vidas, havendo sempre a possibilidade de se começar no nível em que se perdeu, conforme já referido. E estas, se não utilizarmos a "batota" de pausar o jogo, rapidamente se esgotam. Por vezes apenas por tentativa e erro chegamos à solução, embora a maior parte dos níveis até sejam bastante imediato. A excepção é o último, que apenas exige reacções rápidas (irão ver quando lá chegarem).

Apesar do tabuleiro ser composto apenas por peças, as cores são agradáveis. Além disso, as melodias são excelentes, contribuindo para uma óptima apresentação final. A seu desfavor, apenas alguma repetitividade dos níveis, havendo pouca variedade entre eles. Estando o motor do jogo criado, seria interessante criar-se agora uma sequela, com novos níveis, mas também com peças novas (blocos móveis, por exemplo). Esta diversidade iria seguramente fazer aumentar a sua atractividade.

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