quinta-feira, 23 de julho de 2020

Jetpack Jock


Nome: Jetpack Jock
Editora: NA
Autor: Gaz Marshall
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

O surgimento de novos programadores para o Spectrum tem sido impressionante. Quase parece que todas as semanas temos alguém novo na cena, demonstrando bem a dinâmica que esta máquina com quase 40 anos ainda tem. Isto tudo a propósito do novo jogo de Gaz Marshall, que não sendo o seu primeiro trabalho, só recentemente se lançou nestas lides. Há pouco mais de dois meses e meio tinha lançado Magenta Jim, e passado pouco tempo já arranjou tempo para oferecer um novo jogo.

Sejamos sinceros, não tínhamos gostado de Magenta Jim, fundamentalmente pela elevada repetitividade que fazia com que se tornasse um exercício monótono passado pouco tempo. Mas Gaz teve, na nossa opinião, uma boa evolução, e Jetpack Jock já atinge outros vôos, não necessitando sequer do jetpack. Ainda se notam algumas lacunas, nomeadamente a elevada repetitividade dos níveis que o compõem (são 20), mas a evoluir a este ritmo, não temos dúvidas que em breve irá dar-nos algumas surpresas.


Fomos acompanhando também o desenvolvimento do seu jogo via Twitter, e inclusive chegámos a levar até ao fim a demo que tinha disponibilizado. Desde logo nos pareceu que Jetpack Jock seria bem mais divertido que Magenta Jim, mas confessamos que ficámos preocupados com um aspecto: o elevado grau de dificuldade. Felizmente que Gaz resolveu este potencial problema da melhor maneira, disponibilizando uma versão difícil, e uma versão fácil. Mas já lá iremos.

O nome do personagem principal deste jogo é Jock, e foi transportado para um futuro não muito distante, apenas para descobrir que a Terra foi dominada por seres alienígenas malignos (isto faz lembrar a história do Planeta dos Macacos). Cabe a nós ajudarmos Jock a recolher todos os cristais de energia por forma a conseguir regressar à sua época são e salvo. No entanto os invasores não se deixaram ficar, e fazem tudo para impedir que Jock cumpra com a missão. E são aos magotes e bastante rápidos e imprevisíveis.


Cada um dos níveis é constituído por diferentes plataformas, ligadas por paredes e pisos electrificados. Podemos tocar à vontade nas plataformas não electrificadas, no entanto, qualquer toque nas outras é fatal. A dificuldade é mais acrescida pelo efeito da gravidade. Assim, se Jock não estiver apoiado em alguma plataforma, ou cai, ou activa o jetpack e consegue voar. Conseguir controlar o seu movimento sem tocar nas partes mortal é o que temos que começar por dominar. Depois, os alienígenas vão patrulhando os cenários, e ao contrário de Magenta Jim, de forma aleatória, melhorando bastante a jogabilidade. Se estivermos no nível fácil, na parte inferior do ecrã surge uma barra de energia, e de cada vez que um invasor nos toca, perde-se um pouco dessa. No entanto, no nível mais difícil, qualquer toda com os invasores dá logo direito a perder-se uma vida e a recomeçar o nível, perdendo-se pelo meio todos os cristais que já tinham sido recolhidos (particularidade do AGD).

O que se nota em Jetpack Jock é que Gaz conseguiu melhorar bastante a jogabilidade relativamente ao seu primeiro trabalho. Os gráficos são também mais interessantes e a música é muito boa, sendo mesmo o aspecto que desde logo começa por cativar. Houvesse um pouco mais de diversidade, com mais tipos de inimigos, até porque os cenários são todos muito parecidos, e o jogo atingiria vôos mais altos, com ou sem jetpack. Parece-nos, no entanto, que Gaz está no bom caminho...

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