sexta-feira, 18 de dezembro de 2020

1024


Nome: 1024
Editora: NA
Autor: Savely Ivankov
Ano de lançamento: 2020
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Por vezes os jogos mais simples e sem grandes objectivos a cumprir que não seja tentar atingir o máximo de pontos possível, são os melhores. É o que se passa precisamente com 1024, a sexta proposta a entrar na competição Yandex Retro Games Battle 2020.

Todos devem conhecer o popular quebra-cabeças 2048. Nesse jogo, o objectivo é mover (horizontal ou verticalmente) as peças numeradas de um tabuleiro 4 X 4, fazendo combinações entre elas. Cada vez que duas peças com o mesmo valor colidem, fundem-se numa única, correspondendo ao somatório das peças que colidiram. Assim, se juntarmos duas peças de valor 2, transformam-se numa única de valor 4. De cada vez que fazemos uma jogada, isto é, movimentamos as peças, não esquecendo que estas movem-se em bloco,  aparece aleatoriamente num local vazio do tabuleiro uma peça com o valor 2 (mais frequente) ou valor 4. Savely Ivankov pegou então na base de 2048 e criou uma variante com tanto ou mais interesse que o original. Vejamos então as regras.

Num tabuleiro 4 X 4 (como em 2048), colocamos as fichas que vão surgindo no canto superior direito. Se a colocarmos adjacente a duas ou mais fichas de igual valor, estas desaparecem, permanecendo apenas a ficha que colocámos, mas duplicando o seu valor. Sempre que o valor 1024 é alcançado, as peças ao redor dessa ficha desaparecem. Se a ficha que surgir no canto superior direito não for do nosso agrado, temos a possibilidade de a trocar por uma nova (aleatória), no entanto, o número possível de substituições não é ilimitado, sendo que o número junto ao ícone da substituição indica esse limite. Por outro lado, quando se consegue fazer desaparecer três ou mais fichas, o número de substituições possível aumenta (até um máximo de 9).


Dito assim parece tudo muito fácil, mas na realidade este jogo tem um maior número de variáveis a controlar do que no 2048. De facto, há  mais combinações possíveis de serem feitas, diminuindo a previsibilidade do desafio. Curiosamente, quem estiver habituado a jogar o 2048, irá ver que a estratégia utilizada nesse jogo, simplesmente não serve para aqui. O truque será colocar as fichas em posições que depois, quando surgir a peça desejável, permitam fazer a combinação pretendida. Isso pode inclusive passar por colocar-se a ficha bastante distante do ponto onde mais tarde será permitido fazer a combinação, exigindo capacidade da nossa parte para prever jogadas futuras.

E se o programador conseguiu criar um desafio estimulante, nisso não temos qualquer dúvida, mas também que tudo corresse sobre rodas, com uma fluidez de movimentos ao nível de um Splitting Images, por exemplo. Não que fosse imperativo ter, uma vez que as jogadas não estão a ser cronometradas, mas porque dá gosto ver as peças a desaparecerem assim como que por encanto.

Quanto à música, foi adaptada uma obra clássica com as rpm aumentadas, pelo menos no modo Spectrum (não experimentámos em modo Pentagon, segundo o autor o jogo também se destina a esses computadores). Talvez seja um pouco repetitiva demais, quando para um exercício destes se pede alguma concentração e algo mais calmo e ambiental, mas temos sempre a possibilidade de diminuir o volume.

Assim, 1024 é uma verdadeira surpresa, pois esperávamos apenas apanhar mais um clone de 2048, e sai-nos como brinde um desafio diferente e bastante estimulante. Os puzzlers vão adorar...

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