quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Scramble


Nome: Scramble
Editora: Rusty Pixels
Autor: Michael Ware, Jim Bagley, Space Fractal
Ano de lançamento: 2019
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

Enquanto não sai o Spectrum Next, do qual Jim Bagley é parte integrante da equipa responsável pelo seu desenvolvimento e lançamento, e também enquanto não saem as obras maiores da Rusty Pixels, Warhawk e Baggers in Space, esta editora vai lançando jogos um pouco menos complexos (e gratuitos), mas que vão abrindo o apetite  para a chegada do novo computador. Primeiro foi Crowley World Tour, clone de Tetris, e agora um remake de Scramble, clássico da Konami de 1981, e que tantas adaptações originou para todo o tipo de plataformas, Spectrum incluído (nunca foi oficialmente convertido para este sistema). Talvez a adaptação mais famosa tenha sido Penetrator, que apesar do título a dar a entender outras coisas, era de facto uma conversão directa de Scramble, e bastante boa, por sinal.

Scramble foi também lançado no último dia do ano, assim como também foi anunciado mais um remake a sair brevemente, Pac-Man Arcade (não é necessário explicar do que se trata, o nome diz tudo), mas pelo facto de estarmos de férias nessa altura, este lançamento escapou-nos e acabou por não ser incluído no Almanaque 2019. Uma falha que pretendemos agora rectificar, apresentando a análise ao jogo.


Para quem não conhece este clássico (haverá alguém?), controlamos uma pequena nave que tem que "penetrar" em terreno hostil, apenas armado com um laser com tendência para engasgar, e bombas que andam aos pares. Pouco, muito pouco para tudo o que tem que enfrentar. Tudo o que se move é para abater, e tudo o que não se move, idem. Além disso, o próprio terreno é bastante acidentado, com montanhas, edifícios e outros obstáculos que limitam o campo de acção da nave. Se esta tocar em algum elemento do cenário, é morte certa. Além dos inimigos e dos obstáculos, temos que estar com atenção também ao combustível. Este é limitado, e se não temos dedo certeiro no gatilho para atingir os depósitos devidamente marcados que vão aparecendo à superfície, o mais certo é a viagem ficar a meio.

À medida que a nave vai galgando terreno, vai ganhando pontos. E convém também ter dedo leve no gatilho, pois de cada vez que acerta num inimigo, aumenta a pontuação. Esses são importantes, uma vez que começamos apenas com três vidas, mas de cada vez que atingimos os 10.000 pontos ganhamos mais uma. E quando experimentarem o jogo, depressa irão aperceber-se da rapidez com que essas desaparecem.

Os inimigo concedem diferentes pontuações (ver tabela do lado), pelo que sempre que possível deve-se apontar aos mais apetecíveis (ou ao combustível).

Existem seis níveis no total, cada um com um diferente estilo de jogo. Nos primeiros o terreno de jogo é maior, temos que estar fundamentalmente preocupados é com os inimigos móveis, em especial os foguetes, que numa boa parte das vezes arrancam direitos a nós. No terceiro nível passamos a cintura de asteróides, e embora pareça ser mais lógico voarmos baixinho para ficarmos protegidos pelas montanhas, e também para atingirmos mais alvos, obtivemos melhores resultados voando a meio do ecrã e estando apenas preocupados com os asteróides (mas sempre a disparar).

No quarto nível chegamos à cidade, e o terreno de jogo aperta consideravelmente, sendo a maior preocupação antecipar os foguetes que levantam vôo. O melhor será não disparar indiscriminadamente, mas tentar atingir aqueles que estão protegidos pelas paredes dos edifícios. Chegamos então aos limites da base, aqui já não temos inimigos com que nos preocuparmos, apenas as paredes, cada vez mais apertadas. A estratégia mais indicada será estar a meio do ecrã, única forma, por vezes, de conseguirmos recuar o suficiente para passar os edifícios. E finalmente o último nível, aqui só temos que nos preocuparmos em atingir o depósito final. O problema é chegar até ele. Fica uma dica, só pode ser atingido com o laser. Depois de destruirmos o depósito final, somos congratulados com uma simples mensagem e voltamos ao primeiro nível...


Apesar de Scramble ser apenas uma brincadeira, mero paliativo enquanto não chegam os jogos mais apetecíveis, está feito de forma muito profissional e recria na perfeição o clássico das arcadas. Reparámos que o ecrã de jogo é mais estreito que o normal, perfeitamente visível nos screenshots que deixamos, mas isso poderá ser uma especificidade do Cspect, que limita o campo de acção, assim como o próprio som. Tiraremos as dúvidas quando nos chegar a máquina real.

Os gráficos são básicos, minimalistas até, mas funcionais, tal como o som e a melodia. Desta parte não se espere por grandes maravilhas. E por vezes o scroll trava (será mais uma especificidade do Cspect?). No entanto, nada disto é suficiente para retirar o prazer de dar uns tiros e tentar bater o recorde de pontos. Qualquer shooter que se preze vai adorar Scramble, tal e qual como nós o apreciámos, e esta não é a nossa praia...

O jogo é gratuito, podendo aqui ser obtido. Não se esqueçam é de obter a última versão do Cspect.

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