segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Chloe Aprende a Reciclar


Nome: Chloe Aprende a Reciclar
Editora: Churrosoft
Autor: Francisco José Poyato
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

É sempre interessante vermos a arte dos programadores utilizada para fins altruístas e pedagógicos, e quando está em causa o ambiente ou a protecção dos animais, somos os primeiros a apoiar. E é precisamente o que se passa com este jogo, que faz parte da acção de sensibilização "Conocimiento del Entorno Natural y Sostenibilidad", patrocinado pela Asociación Cultural Seis Viñetas. Assim, de modo lúdico, a pequenada aprende a reciclar, diminuindo o impacto da intervenção humano no nosso Planeta, tão fustigado pela inconsciência das pessoas. Mas isto daria pano para mangas e nem sequer teríamos espaço no blogue para escrever sobre tudo o que este assunto mereceria, portanto vamos apenas avaliar o jogo como objecto de entretenimento.

Assumimos então o papel de Chloe, que tem que recolher cinco garrafas dispersas num parque infantil e colocá-las no recipiente correcto (vidrão). Os restantes recipientes de reciclagem também se encontram presentes, mas não vão ser utilizados e apenas têm como finalidade mostrar como não se devem usar. Apenas podemos carregar uma garrafa de cada vez, pelo que logo que uma seja recolhida, há que colocá-la no vidrão. Existem também algumas salas fechadas a cadeado, sendo necessário encontrar-se a chave respectiva. Deixamos já uma dica, poupando-vos algum tempo: o caminho correcto é para a direita, para a esquerda apenas se vai depois de se ter utilizado as chaves possíveis no lado direito. Doutra forma ficaremos bloqueados.


Pelo caminho vão se encontrar bastantes adversários e obstáculos. As picadas de mosquitos e vespas retiram uma barra de energia (podemos ter até 16), assim como uns mauzões. Estes têm mesmo que ser eliminados à boa maneira do MK1, isto é, caindo por cima deles. São 20 e não podemos sair do parque enquanto não os matarmos todos. Bem, vamos fazer de conta que esta parte menos educativa é apenas metafórica e a criançada não a vai levar à letra.

Estamos assim perante um típico jogo de plataformas criado no La Churrera, que não sendo longo, apresenta um grau de dificuldade demasiado elevado para o público-alvo a que se destina. Por vezes temos que saltar para plataformas que não estão visíveis no ecrã, o que aliado à mecânica do salto do MK1 e as ditas plataformas serem demasiado pequenas, perde-se muito tempo (e vidas) a tentar aterrar no local correcto.


Olhando para o jogo apenas como uma pequena demonstração daquilo que se consegue fazer com o Spectrum, ainda por cima ensinando algo útil, parece-nos interessante. Os jogadores mais experimentados não irão ficar particularmente satisfeitos, mas também não era esse o propósito. Quanto à temática, e teríamos que terminar desta forma: 10 pontos!

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