domingo, 1 de dezembro de 2019

Godkiller: New Timeline Edition


Nome: Godkiller
Editora: NA
Autor: Apsis
Ano de lançamento: 2014 / 2019
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempstons, Sinclair
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Walking between Light and Darkness, Good against Evil,through time & space
and the hidden dimensions of Existence. Populated by both divine and demonic
entities, we protect the Universe destroying any entity that alters the Balance. We are
Godkillers, humans capable of containing and returning to the Source the powers
released from the death of a god without causing a collapse in the fabric of the
Creation, we know the darkness in the heart of evil because we have seen it in our
own heart, and in the end, even death cannot free us.
Who I am ?
I am the Final Fate of all , my will is law, my wrath, absolute.
I'm a GODKILLER

Aproveitando que o terceiro episódio de Godkiller chegará nos próximos tempos, Apsis aproveitou para pegar no primeiro episódio da série, lançado em 2014, deu-lhe nova roupagem, e criou a New Timeline Edition (NTE). E preparem-se, pois Godkiller 2 está a ter o novo tratamento e também irá sair em breve.

Então e que modificações são essas, perguntam os nossos leitores? São bastantes e relevantes, tornando-o esta versão NTE quase num novo jogo.


Em primeiro lugar, e aquela que imediatamente se nota, o grafismo. Embora o número de ecrãs se mantenha, pouco mais de duas dezenas, os cenários apresentam agora um aspecto muito mais futurista e estilizado, fazendo mesmo lembrar os da saga Harbinger. As localizações mantém-se as mesmas, mas tudo o resto muda, e para melhor, na nossa opinião.

Esta nova versão incluí agora também uma melodia durante o jogo, acrescentando-lhe algum colorido, até porque como bem sabemos, os efeitos sonoros do MK2 tornam-se um pouco monótonos ao final de algum tempo. A música tem um toque medieval, fazendo lembrar Brunilda e outros do do género, mas adequa-se perfeitamente ao tema de Godkiller (NTE).

Além disso, quem conhece os anteriores lançamentos de Apsis, sabe que os jogos são sempre acompanhados de muito material adicional, e sempre extremamente original: sleeves, mapa, manual muito informativo, quase parece que estamos perante uma versão deluxe, não fosse o jogo gratuito.


Vamos abster-nos de contar a história, pois esta encontra-se muito detalhada no manual que acompanha Godkiller, doutra forma correríamos o risco de tornar a nossa análise demasiado extensa. Mas de forma muito sintética, poderemos dizer que está relacionada com a guerra entre Deuses e humanos e que nos tempos actuais, 25.000 anos depois dos acontecimentos que originaram essa guerra, termos que encontrar três relíquias, libertar as almas aprisionadas e abrir o portal que fará com que o Universo fique novamente equilibrado.

Apesar do cenário de jogo não ter uma dimensão exagerada, é labiríntico o suficiente para numa primeira fase, e enquanto não o explorarmos devidamente, nos perdermos. Aconselhamos a que dêem uma espreitadela no mapa que vai acompanhar o jogo (no momento em que estamos a escrever esta review ainda não foi disponibilizado), ajudando a orientar-nos neste emaranhado de salas, ainda mais quando algumas só podem ser acedidas se tivermos chaves em número suficiente para abrir as portas.

Existe uma certa ordem na realização das tarefas (ver figura abaixo). Assim, em primeiro lugar terão que encontrar as três relíquias (não esquecer que a tecla "M" serve para as apanhar e dar uso), levá-las ao local de sacrifício e só depois poderão voltar ao portal do tempo, onde o jogo termina.


Chegamos finalmente ao último factor actualizado nesta nova versão de Godkiller: o grau de dificuldade. De facto, uma das maiores fragilidades da versão original era o seu baixo grau de dificuldade, resultando em que qualquer jogador mediano, ao final de algumas tentativas, conseguiria terminar o jogo. Diz-nos o seu autor que o jogo agora é um pouco mais difícil, com inimigos mais agressivos, sempre prontos a disparar sobre nós.

Ainda não tínhamos referido, mas as salas encontram-se repletas com inimigos, alguns pouco mais que inofensivos, caso das cobras, mas outros que seguem padrões irregulares, e por isso mais difíceis de serem evitados, no entanto, qualquer um deles é eliminado com uns feitiços certeiros. Apesar de tudo, Godkiller continua a não ter um nível de dificuldade elevado, naquela que é talvez a sua maior pecha. Para aqueles que se estão agora a iniciar nas artes do Spectrum, poderá ser este o jogo indicado para o fazerem, pois seguramente não irão sentir-se frustrados por não chegarem ao fim.


Outro pormenor em que reparámos é que quando o ecrã se encontra repleto de inimigos, o movimento do nosso personagem torna-se um pouco mais lento. Não que isso influencie muito a dinâmica do jogo, mas de qualquer forma, os mais "puristas", poderão aqui encontrar um dos poucos defeitos.

Já falámos dos gráficos, cuja nova roupagem o veio favorecer ainda mais. De facto, os cenários são prodigiosos, muito coloridos, constituindo um factor de atractividade que leva a que nos apaixonemos imediatamente por Godkiller. Fosse o mapa maior (que consequentemente iria elevar o nível de dificuldade), e talvez estivéssemos perante uma aventura épica. No entanto, não terá sido fácil ao seu autor colocar tudo em apenas 128K de memória, ainda por cima com a bonita música incluída.

Godkiller é assim, não obstante as (poucas) fragilidades apontadas, um grande jogo, que será do agrado de todos. Poderão vir aqui descarregá-lo, tendo em conta que relativamente à notícia original no qual apontámos o seu lançamento (aqui), o seu autor corrigiu alguns bugs (quem o descarregou anteriormente, deverá agora fazer a actualização).

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