segunda-feira, 16 de março de 2020

Roque y sus Bloques


Nome: Roque y sus Bloques
Editora: NA
Autores: Druida8bits
Género: Acção
Ano de lançamento: 2020
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

O personagem deste jogo criado por Druida8bits, programador que já tem colaborado com o bem conhecido Azimov, é Roque, que trabalhava fora de horas no armazém. Mas de repente um verdadeiro pesadelo abateu-se sobre ele: ficou trancado e os blocos que depositava começaram a cair do tecto. Ficar preso é inevitável, pois este é um exercício sem fim, mas durante quanto tempo é que ele conseguirá sobreviver até ser esmagado por um bloco?

Postas as coisas desta forma, parece uma tarefa altamente injusta para Roque, mas a realidade é dura, e cabe agora a nós fazer com que o desafortunado trabalhador sobreviva o máximo de tempo possível. Para isso tem que fazer com que os blocos desapareçam do armazém o mais rápido que conseguirmos. Mas estes têm diferentes características, e para nos conseguirmos ver livres deles, temos que contar em primeiro lugar com bons reflexos, para os movimentar rapidamente sem que se fique entalado (os blocos vão caindo regularmente), mas também com a sorte, pois é necessário que os blocos não caiam em locais em que fiquem encravados nos outros, ou nas laterais.

Que tipos de blocos existem então?
  • Vermelhos - São empurrados passo a passo para fora do armazém (ecrã), podendo serem descartados
  • Verdes - Deslizam para fora do armazém, desde que o caminho esteja desimpedido, para isso bastando dar-lhes um toque, podendo assim serem descartados
  • Rosa - Podem ser empurrados apenas uma vez e tornam-se blocos azuis, que não podem mais ser movidos
  • Azuis - São empurrados passo a passo, não podem ser descartados, mas destroem os blocos azuis em contacto com estes

Enquanto que os blocos vermelhos e verdes dão pontos, contabilizados no canto inferior esquerdo, os rosa e azuis limitam-se a desaparecer sem deixar rasto, bastante conveniente para evitarmos ficar atolados, coisa que irá acontecer mais tarde ou mais cedo. Aliás, esta é a maior lacuna deste jogo, o não ter um final. Claro que tendo sido criado em Basic, não se poderia pedir muito mais, mas seria uma melhoria realmente interessante ter vários níveis, no qual fôssemos avançando quando limpávamos n blocos do armazém, começando-se depois um novo nível com um maior grau de dificuldade. Isso iria sem dúvida aumentar em muito a longevidade de Roque y sus Bosques, pois haveria um objectivo mais palpável, para além da contabilização dos blocos descartados. Quem sabe numa versão futura...

Mas se não há diversos níveis / ecrãs para serem ultrapassados, existem três diferentes graus de dificuldade seleccionados através do menu inicial. O primeiro é relativamente pacífico, pois vão aparecendo blocos de todas as cores de forma mais ou menos igualitária. No entanto, a partir do segundo nível de dificuldade, prevalecem os blocos azuis e rosa, o que quer dizer que não vamos aumentando de pontuação, mas também que o armazém vai ficando atafulhado de monos, até porque os blocos têm tendência para aparecer junto às laterais, sempre mais difíceis de serem empurrados. Além disso, e como se não fosse pouco, podem acontecer desastres, que é como quem diz, levarmos com um pedregulho na tola e o jogo acabar logo ai.

Tivemos uma dificuldade adicional, pelo menos nos emuladores que experimentámos (ZX Spin e Spectaculator). Os controlos parecem demasiado sensíveis e nem sempre conseguíamos ir para o local pretendido. Mas provavelmente será apenas defeito nos emuladores e na máquina real, que não testámos, terá um comportamento mais funcional. De qualquer forma, e se pensarmos que o jogo foi totalmente programado em Basic, sem sequer ter sido utilizado um compiler, o resultado é impressionante.

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