terça-feira, 12 de maio de 2020

Toofy's Nutty Nightmare


Nome: Toofy's Nutty Nightmare
Editora: NA
Autor: Paul jenkinson
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 /128  K
Número de jogadores: 1

Toofy's Nutty Nightmare tem uma curiosa história, se bem que não pelas melhores razões, pois trazem à memória a fraude que foi o Vega +, patrocinada por algumas pessoas com responsabilidade no panorama dos jogos retro. Alguns retiraram-se da cena, outros continuam como se não tivesse sido nada com eles, e pior, continuam a fazer estragos por onde passam. Não vale a pena referir nomes, pois são bem conhecidos da comunidade. Felizmente que depois existem projectos que  nos fazem continuar a olhar de forma risonha para a cena do Spectrum, como é o caso do Spectrum Next, computador que recebemos recentemente e que cumpre inteiramente com as expectativas que criámos.

Quanto ao novo jogo de Paul Jenkinson (responsável pelo excelente magazine mensal The Spectrum Show), está efectivamente relacionado com o Vega +. isso porque na sua boa fé, Paul acreditou na equipa do Vega +, e além de em 2016 lhes ter oferecido todos os seus outros jogos para serem incluídos na consola, ainda criou um jogo exclusivo. Ao início tudo parecia correr bem, mas a certa altura, a equipa deixou de lhe responder, e o jogo acabou por ficar na gaveta, juntamente com a consola, que nunca chegou aos backers, exceptuando meia dúzia de protótipos (um deles encontra-se no Museu Load ZX Spectrum, em Cantanhede).

Entretanto, Paul redescobriu o jogo e em Abril deste ano fez-lhe alguns ajustamentos, por forma a poder ser corrido nas máquinas reais e nos emuladores. E em boa hora o fez, pois apesar de não ter nada de original, ser um simples platformer para o Spectrum, é imensamente cativante e divertido.


Toofy é uma personagem bem conhecida de outros jogos de Paul Jenkinson. Desta vez está meio adormecido, a sonhar com a sua colecção de nozes. Mas de repente estas desaparecem, e aparecem monstros que as atiram do céu. Um verdadeiro pesadelo em todos o sentidos, pois Toofy tem agora que se levantar da cama, onde dormia o sono dos justos, e tem que recolher as nozes. Para passar de nível terá que recolher 10, seguindo-se depois novo pesadelo, agora com dificuldade acrescida. Vá lá que pelo meio aparecem alguns níveis para dar algum descanso ao nosso herói, mas é sempre uma situação temporária, pois em breve aparecem os monstros para evitar que consiga recolher as nozes.

Os monstros... São muitos e variados, desde as estrelas que caem do céu a diferentes velocidades, objectos esféricos, caveiras esvoaçantes, e até pingos de chuva no nível 32 (o último antes de se regressar ao início). Qualquer toque com estes seres, Toofy acorda da pior maneira, isto é, perdendo uma das cinco vidas com que começa o pesadelo. Vá lá que de vez em quando apareçam uns corações que concedem vidas extras.

Os cenários são todos bastante parecidos, constituídos por plataformas a várias alturas. Esta é uma dificuldade acrescida, pois além de nos termos que preocupar em evitar os muitos inimigos que assombram os pesadelos de Toofy, e estar preocupado em recolher as nozes, ainda tem que estar com atenção os terrenos que pisa.


Como originalmente Toofy's Nutty Nightmare estava previsto sair na Vega +, os ecrãs são ligeiramente mais pequenos que o normal nos jogos do Spectrum. No entanto, como o aproveitamento é quase máximo, apenas uma pequena faixa com o nome, e outra um pouco maior com as vidas disponíveis e a pontuação (cada noz vale 100 pontos), a área para a acção é até maior do que na maioria dos jogos, o que neste caso é bastante conveniente, pois como os objectos caem do alto, é necessário espaço e tempos para se poder reagir. Paul consegui assim resolver com pleno sucesso esta questão, contribuindo para uma excelente jogabilidade.

Os cenários, apesar da sua simplicidade, são cativantes, tal como tudo o resto. Com sprites engraçados, um sistema de colisão perfeito, e som funcional q.b., é o jogo ideal para se passar uns bons momentos, tendo o toque de "vamos lá jogar só mais uma vez", fazendo-nos sempre a ele regressar. E depois, com uma curva de dificuldade que permite que mesmo os mais inábeis façam um brilharete perante os outros. Assim, muito recomendável, este novo jogo de Paul Jenkinson.

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