quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Xelda 1: Quest for the Golden Apple


Nome: Xelda 1: Quest for the Golden Apple
Editora: NA
Autor: Andrew Dansby
Ano de lançamento: 2017
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1

E um dos programas mais aguardados do ano finalmente chegou. Xelda é um tributo a um jogo famoso, Zelda, cujo nome foi uma homenagem à esposa do escritor F. Scott Fitzgerald, Zelda Fitzgerald. No entanto, não se trata de um remake puro, apenas a vertente gráfica foi copiada.

Estamos aqui perante uma aventura típica, em alguns momentos a fazer lembrar Wanderers, com igual brilho, e neste caso com a vantagem de ser gratuito. Diz-nos a história de Xelda que a Maçã Dourada desapareceu em condições muito misteriosas (foi roubada durante a noite) e por causa disso, a ilha onde a acção decorre, ficou infestada de monstros e outras bestas, aterrorizando os seus cidadãos. Cabe a nós encontrar a Maçã Dourada, devolvê-la à estátua a que pertence, para que a ordem seja restabelecida e tudo volte ao normal.


Para podermos ir avançando na nossa missão teremos que resolver os muitos puzzles incluídos no jogo. Isso passa por interagir com os mais de uma dezena de personagens que nos vão dando pistas e também objectos que permitem abrir portas e passagens para novos cenários. Deverão também explorar muito bem todos os pontos e entrar nas habitações dos habitantes da ilha, pois será aí que os vão encontrar e poder dialogar. E gradualmente iremos resolvendo os diversos enigmas que permitem chegar até à Maçã Dourada

Para evitar que cumpramos a nossa missão, estão os já referidos monstros (mais de duas dezenas), que se nos tocam, reduzem a nossa energia (o coração no canto superior esquerdo). Mas estamos armados de uma espada, e após algum treino conseguimos rapidamente ir dando conta dos inimigos. Alguns deslocam-se em padrões regulares, e são relativamente fáceis de eliminar, já outros a história não é bem assim. É que para os atingirem têm que estar praticamente colados aos vossos inimigos e basta um deslize para que estes vos toquem (experimentem entrar nas catacumbas e verão o que dizemos).


Embora sendo um jogo que se vai avançando rapidamente, já que os puzzles são bastante lógicos, estamos aqui perante 202 ecrãs diferentes. Portanto a tarefa será longa, e, segundo o seu criador, demorará pelo menos duas horas e meia a ser resolvida (para quem já conhece a solução para os puzzles, evidentemente).

Tendo sido criado através do motor MK2 e com tanto ecrã, a aventura só corre no mínimo em 128 K, como seria de esperar. Não vale a pena, portanto, carregarem o jogo na versão 48 K, e quem o fizer nos emuladores, não se esqueça de o colocar no modo 128. Mas para quem já está familiarizado com o MK2, não vai estranhar a excelente jogabilidade e os movimentos característicos desse motor.


Apontar defeitos a este jogo não é fácil. Talvez os gráficos pudessem ser um pouco melhores. As cores de fundo de alguns cenários, embora funcionais, retiram algum brilho aos sprites criados. Mas isso é apenas um pormenor, pois quem se aventurar por Xelda vai dar o tempo por muito bem empregue e terá muitas horas pela frente até recuperar a Maçã Dourada.

Aconselhamos assim fortemente a virem aqui buscar o jogo e o excelente manual que o acompanha.

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