sábado, 31 de outubro de 2020

Little Ninna para jogar na noite de Halloween

E conforme tínhamos ontem prometido, o mês de Outubro não terminou sem termos mais um jogo novo, anunciado em primeira mão pelos nossos vizinhos e amigos de El Mundo del Spectrum.

Little Ninna foi criado com o motor MK1 e tem um gato como personagem principal (só por isso já tem um ponto extra na classificação). Ainda não tivemos oportunidade de o experimentar, pois passámos a noite de hoje a testar um novo jogo que vai ser uma bomba, mas contamos fazê-los nos próximos dias. Até lá, podem aqui descarregar Little Ninna.

Jogo do Mês: La Reliquia

 

The Spectrum Show: episode 99

 

E já está no ar novo número do magazine The Spectrum Show. O do próximo mês será o centésimo. Terá direito a celebração especial?

Cálculo de Cadernetas (MIA)


Os primeiros lançamentos da Astor privilegiavam temáticas mais técnicas, algumas até muito específicas, como é o caso deste Cálculo de Cadernetas, que permite estimar as cotas de terreno para um levantamento topográfico. Claro que nos dias de hoje isto é bastante arcaico, mas na altura terá sido seguramente uma ferramenta muito útil para os topógrafos.

Poderão descarregar aqui Cálculo de Cadernetas. O programa vinha numa das cassetes que o Museu LOAD ZX Spectrum, Cantanhede, Portugal, nos emprestou. Infelizmente não temos a capa, se por acaso algum dos nossos leitores a tiver, agradecemos que digitalizem e nos enviem.

sexta-feira, 30 de outubro de 2020

Spektrum: El Día de los Muertos

El Mundo del Spectrum acabou de anunciar o lançamento de um dos jogos mais estranhos dos últimos tempos: Spektrum: El Día de los Muertos. Já estávamos a estranhar os programadores andarem muito silenciosos relativamente ao Halloween, que este ano será celebrado em casa pela maioria das pessoas. Assim já têm com que se entreter, num ano que tem tudo a ver com esta época.

O jogo foi criado pelo bem conhecido Manu Sevilla, sendo o objectivo o de evitar o derramamento de 100 gotas de sangue. Será uma tarefa condenada ao insucesso, mas a ideia é aguentar-se o máximo de tempo possível.

Poderão aqui descarregar Spektrum: El Día de los Muertos.

Micros & Hobbie n.º 6


E o ultimo dos números que temos do fanzine Micros & Hobbie é hoje disponibilizado. Infelizmente faltam-nos os dois primeiros e todos os restantes a partir daqui. Aliás, nem sequer sabemos quantos números saíram. Se algum dos nossos leitores tiver por acaso algum outro número, agradecemos que digitalize e nos envie.

Poderão aqui descarregar este número da Micros & Hobbie. A revista revista original já pertencia ao espólio do Museu Load ZX Spectrum, estando para consulta nesse local.

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

Behind Closed Doors 9

Nome: Behind Closed Doors 9
Editora: Zenobi Software
Autor: John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2020
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Behind Closed Door deverá ser a mais longa saga existente para o Spectrum, que ao contrário do que o nome indica, não tem apenas nove episódios, mas mais alguns que entretanto foram criados pelo meio.  Entretanto este é o mais recente, transposto para o Spectrum pelo incansável John Wilson, que não cessa de nos presentear com estas pérolas. E mais uma vez o jogo tem todos os condimentos que fizeram desta série, uma das mais bem conhecidas dos fã de aventuras de texto. É também curioso que ultimamente temos voltado a ler as Your Sinclair, e adivinhem quem normalmente aparece na secção das aventuras de texto praticamente todos os meses? Pois é, o próprio John Wilson (aka Balrog, aka Old Man), que já na altura tinha uma energia fora do comum.

Quanto a esta aventura, mais uma vez o personagem principal é o bonacheirão Balrog, que utiliza o quarto mais pequeno da sua casa, isto é, a casa-de-banho, para se alhear do mundo e da sua dominadora esposa, além de colocar a leitura da Goblin Gazzette em dia (e preencher as palavras cruzadas), enquanto faz as suas necessidades mais prementes (com grande impacto sonoro e olfactivo). Alguns dos episódios desta série apenas têm um único local, sendo normalmente o objectivo conseguir abrir a porta do WC e voltar ao mundo real. Não se sabe bem porquê, mas Balrog tem uma tendência inata para se trancar na casa-de-banho e perder a chave. Mas a avaliar por aquilo que se conta de Mrs. Balrog, se calhar acontecer-nos-ia o mesmo.

A aventura segue também a linha de episódios mais recentes, apresentando puzzles mais ou menos lógicos, intuitivos, mas que por vezes é necessário algum pensamento lateral e experimentar palavras não tão habituais neste tipo de aventuras. Para quem não domina a língua inglesa, poderá ter mais dificuldade, mas nada que um bom dicionário não resolva. Já agora, "Help" é uma palavra útil ao início, estranhando-se que a palavra "X" ou "Exam" não funcionem (tem que se utilizar a palavra completa). Não esquecer que "Examine" e "Search" provocam reacções diferentes e que a ordem é vasculhar tudo. Apesar da aventura não ser muito longa, vai providenciar seguramente divertimento para um bom par de horas.  

Quem não aprecia humor de latrina, não vai gostar da série Behind Closed Doors. Para esses, em vez de lerem a Goblin Gazzette, aconselhamos a ler o Financial Times ou a estudarem o biorritmo. No entanto, quem aprecia uma mini-aventura bem humorada e inteligente, não se irá arrepender de experimentar este ou qualquer outro episódio das aventuras e desventuras de Balrog. Sabemos que as aventuras de texto normalmente apenas se destinam a um nicho muito específico de mercado, mas esta será talvez a melhor forma dos principiantes tomarem conhecimento com o género. E afinal de contas foi por aqui que começámos...     

Gangsters (type-in)


O António Vila Chã continua zelosamente a digitar os antigos type-ins da Mini Micro's. Desta vez temos Gangsters, exercício de tiro ao alvo cujo objectivo é fazer o máximo de pontos num tempo limite. Teclas "5" e "8" para esquerda e direita, e "0" para disparar, é tudo o que é preciso saber. Boa sorte!

Poderão aqui descarregar o jogo.

quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Clube Z80 n.º 7


Partilhamos hoje o número 7 de Clube Z80, edição de Abril de 1983. 

Poderão aqui descarregar este número do Clube Z80. A revista revista original já pertencia ao espólio do Museu Load ZX Spectrum, estando para consulta nesse local.

Dominó (MIA)


Vai um jogo de Dominó? É isto que nos é proposto neste programa que o Alex Santos nos enviou. Aparentemente tratar-se-à de um lançamento brasileiro, não só porque no menu inicial consta "Produções BRS" (BRS será de Brasil), mas também porque o termo humano nos parece mais coisa de Terras de Vera Cruz. Também já vimos esta sigla noutros jogos que entretanto recuperámos.

O jogo recria o popular Dominó e está muito jogável, tanto que nos perdemos por aqui mais tempo do que o que esperávamos.

Poderão aqui descarregar Dominó.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Retarded Creatures & Caverns II

Nome: Retarde Creatures & Caverns II
Editora: Zenobi Software
Autor: John Wilson
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2020
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Apesar da falta de tempo, que nos impede de analisar alguns jogos com a devida profundidade, entre os quais e por razões óbvias as aventuras de texto, não poderíamos deixar passar em branco a nova proposta de John Wilson, Retarded Creatures & Caverns II, sequela do jogo com o mesmo nome lançado em 1990 e muito bem recebido pela crítica da altura. Nem que fosse apenas uma mini-review, mas devíamos isto a este profícuo programador, que já leva muitos e muitos anos no desenvolvimento de aventuras para vários formatos, entre os quais o Spectrum.  

Entretanto passaram-se 30 anos e houve um ressurgimento do interesse neste computador, pelo que Algy, o herói desta aventura, achou que estava na altura de voltar a desafiar o dragão. Mas este está agora envelhecido, e também amolecido, pois deixa-nos fazer coisas que antes nos seriam vedadas e, imagine-se, até dá algumas dicas importantes de vez em quando. Vale a pena encetar uma conversa com ele, mesmo que por vezes pareça que estamos a falar para as paredes. Por falar em paredes, estas revelam muito mais do que parece, pelo que pode ser importante vasculhar bem todos os recantos.

Tudo começa junto à entrada do castelo Toidi, defronte de Algy. Vemos uma pedra, que pode ser abrigo de baratas, e estas poderão vir a ser importantes mais à frente. Também vemos uma escada e se a descermos vamos dar com um Goblin que segura um bem muito preciosos. Será que o conseguimos tirar? Além disso, na parede encontra-se uma alavanca, que parece fazer coisa nenhuma. Mas será bem assim? Nem tudo o que parece é, como iremos ver quando entrarmos no castelo. São vários os personagens que vamos encontrar, todos vindos do universo de Tolkien (não esquecer que o jogo é uma paródia ao Senhor dos Anéis), não faltando os Drwarfs e os Elfs, estes últimos com uma tendência enervante para deixarem lixo por todo o lado e palrarem sem parar.

Ainda estamos longe de terminar a aventura, apesar de já termos resolvido uma série de quebra-cabeças. Mas tudo o que vimos até aqui é bastante estimulante, sendo um dos jogos mais divertidos vindos da mente criativa de John Wilson. Não falta sequer o humor cáustico que o caracteriza, e mesmo quem não é adepto das aventuras de texto, irá gostar deste jogo. Não sendo o mais fácil que encontrámos, pelo tema e pelos textos, será seguramente um dos mais aconselhados para quem agora se inicia na arte das aventuras de texto. Fortemente recomendado, não irá desiludir ninguém.

João Diogo Ramos à conversa na Antena 3

 

Conversa muito interessante de hoje do João Diogo Ramos (Museu LOAD ZX Spectrum) com os animadores da Antena 3 (Ana Markl, Hugo Van der Ding e Tiago Ribeiro), que além de falar do museu e de Planeta Sinclair, aborda temas como o Spectrum Next, o Zig Zag e até o Jumping Jack. Imperdível!

Ah, e quem diria que a Ana Markl e o Hugo eram aficcionados do Corrida de Caracóis?????

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Labirinto + The Saver (MIA)


Do lote do Luís Rato chegou mais uma surpreendente cassete, desta vez uma compilação italiana de 1985 com dois jogos. No lado A encontra-se Labirinto, enquanto que no lado B está The Saver.

Não a conseguimos encontrar em lado algum, e nem sequer sabemos se os jogos são originais ou meras adaptações, o que é certo é que estes são bastante interessantes.

Poderão descarregar aqui esta cassete, contendo ambos os jogos, capa, etc..

domingo, 25 de outubro de 2020

Saiu NextTanks

 

Apesar de por razões de falta de tempo não estarmos a fazer a análise completa dos jogos do Next (aliás, nem sabemos quando iremos ter tempo para tirar partido de todo o software existente para este computador), sempre que tomamos conhecimento de um novo jogo, vamos dando conhecimento. É o caso de NextTanks, um novo jogo muito simples, com 12 níveis, e que permite que dois jogadores em simultâneo se possam confrontar.

O jogo foi criado por OscarbraindeaD, sendo gratuito e podendo aqui ser descarregado, embora uma pequena contribuição seja justa.

Formula One (2020 MOD)

Foi criada uma edição “Regresso ao Futuro” do famoso jogo Formula One da CRL, originalmente do ano de 1985.

Esta nova MOD é baseada no jogo original de gestão de equipas de Formula 1 (um favorito intemporal dos fãs de Spectrum, recentemente votado como o jogo Spectrum preferido dos portugueses) e mantém todas as suas características e divertimento.

O ficheiro que agora disponibilizamos contém a actualização para a época de Formula 1 de 2020, bem como algumas melhorias gráficas, aliás, perfeitamente evidentes nos ecrãs que deixamos.

Na MOD 2020, foram actualizados os seguintes dados relativos a esta época de Formula Um:

  • Ano (2020)
  • Patrocinadores (da época de 2020)
  • Pilotos (14 pilotos actuais e 10 pilotos famosos antigos)
  • Grandes Prémios de 2020 (país e circuito)
  • Número de voltas e comprimento dos circuitos
  • Equipas (Red Bull, Ferrari, Mercedes, Williams, McLaren e Renault)
  • Sistema de Pontuação (10 pontos para vencedor, modo que vigorou de 2003 a 2009)
  • Vencedores do GP no ano anterior
  • Records de volta em corrida, prévios a 2020

Nota: por limitação da época do jogo original a 16 Grandes Prémios, não foi incluído o Sakhir Grande Prix que decorre no Bahrain (penúltimo GP deste ano). O Bahrain acolhe ainda um outro Grande Prémio na época de 2020.

Foram também efectuadas algumas actualizações gráficas no jogo:

  • Melhorias na vista lateral dos carros (corrida)
  • Melhoria no Dirigível que paira no céu durante a corrida
  • Melhorias na vista de topo dos carros (boxes)
  • Nome da Mod no topo do ecrã de carregamento
  • Créditos da MOD

Créditos: 

  • A MOD 2020 foi criada J. Martins (actualização de dados) e Rui Martins (melhorias gráficas).
  • Utilização do Formula One Editor criado por BadBeard (disponível no World of Spectrum), além de outras ferramentas.
  • Jogo original de 1985: Peter Wheelhouse e George Munday

Divulgamos esta MOD para a comunidade de fãs de ZX Spectrum precisamente no dia do Grande Prémio de Portugal de Formula 1 (Autódromo Internacional de Portimão), para comemorar o regresso da competição a Portugal após 24 anos. 

Fica assim a homenagem a um dos melhores jogos a aparecer para o Spectrum, dando o devido reconhecimento aos seus criadores, que até têm uma ligação especial ao nosso país

Esperamos que gostem desta nova MOD 2020, que está acessível aqui.

sábado, 24 de outubro de 2020

Transmissão online de Formula One

Para comemorar o Grande Prémio de Portugal, a decorrer em Portimão, este sábado à noite vai ser transmitido em stream online um jogo de Spectrum: Formula One (edição CRL de 1985), com a simulação actualizada para a época de 2020 (pilotos, equipas e circuitos)!

Vão estar 6 pessoas online a jogar em simultâneo neste evento, gerindo as seis equipas de Fórmula 1 do jogo.

A transmissão vai decorrer a partir das 21h30, no Twitch e no Facebook Gaming.
Links:



Geometria II (MIA)


Geometria II contém as lições 4 a 6, sendo a continuação de Geometria I. Foi lançado pela Timex em 1985, servindo como base de apoio para os estudantes da altura, destinando-se ao TC 2068 (terá que ser lido nesse computador ou com um emulador que o suporte).

Foi mais uma cassete que vinha no lote que o Luís Pereira nos emprestou, e que fica agora disponibilizado para a comunidade, podendo ser aqui descarregado.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Galaxy of Error para o Spectrum Next

Em Abril tínhamos experimentado uma demo deste jogo, na altura com o nome de Astronuts. Entretanto Steve Monks, o programador, lançou a versão definitiva, mudando o nome para Galaxy of Error.

O jogo é um quebra-cabeças passado no espaço, no qual ao longo de 30 missões temos que apanhar o combustível que permite reabastecer a nave. Depois teremos que conseguir dirigir Dan, o intrépido astronauta, de volta à nave. Só que o espaço não é um local propriamente acolhedor e está longe de se revelar vazio. São muitos os obstáculos a evitar, o que não é nada fácil quando estamos no vácuo e apenas temos um jetpac para nos levar para onde queremos (e sem travões).

Em Abril já lhe tínhamos achado piada, tanto que até está no nosso cartão que acompanha o Spectrum Next. Mas agora, com todas as missões disponíveis, já temos uma desculpa para o voltarmos a carregar.

Galaxy of Error é gratuito, podendo aqui ser descarregado.

Micros & Hobbie n.° 5

Novo número do fanzine Micros & Hobbie é disponibilizado, desta vez o 5 de Julho de 1986. Uma pena apenas termos quatro números desta revista. Se os nossos leitores tiverem mais números, por favor digitalizem e façam-nos chegar.

Poderão aqui descarregar este número da Micros & Hobbie. A revista revista original já pertencia ao espólio do Museu Load ZX Spectrum, estando para consulta nesse local. 

Spice InvaderZ para o Spectrum Next


Quem é fã de Space Invaders, já pode agora deliciar-se numa versão especial para o Spectrum Next, criada por Bootlegger, que ainda recentemente nos tinha trazido o divertido Funky Monkey Kid. Spice InvaderZ permite jogar em modo retro, sem os fundos (ecrã em baixo), ou no modo do Next, com fundos atractivos (ecrã acima).

Já o experimentámos e é divertido. Pode aqui ser descarregado, é gratuito, mas uma pequena contribuição para o seu autor justa.

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

A Casa Assombrada (type-in)


O António Vila Chã enviou-nos mais um type-in do João Carlos Azinhais, este aparecendo na Mini Micro's número 7. Típico jogo em Basic, há que evitar os vários obstáculos e apanhar os tesouros. Avisa-se já que não é fácil...

Poderão aqui descarregar o jogo.

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Clube Z80 n.º 6


Partilhamos hoje o número 6 de Clube Z80, edição de Março de 1983. A partir deste número a revista tem um aspecto mais profissional.

Poderão aqui descarregar este número do Clube Z80. A revista revista original já pertencia ao espólio do Museu Load ZX Spectrum, estando para consulta nesse local.

Astros (MIA)


Apesar de ser um tema que nos provoca uma certa comichão (e estamos a ser simpáticos), como programa, Astros tem o seu interesse. Em primeiro lugar porque é dois em um, isto é, inclui um menu inicial com a opção de biorritmo ou de astrologia. Em segundo lugar, porque o programa de astrologia está bastante completo, pelo menos é o que nos parece, já que estamos muito longe de ser especialistas de abordagens que tenham a ver com pseudo-ciência.

Fica aqui então o programa Astros, cortesia do Miguel Lopes que nos ofereceu um lote enorme de cassetes.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

The Witch


Nome: The Witch
Editora: NA
Autor: Manu
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

The Witch foi o último dos jogos a entrar na competição ZX-DEV-MIA-Remakes. O seu autor, Manu, teve alguns contratempos de última hora com a música, e com o acordo dos organizadores da competição não disponibilizou imediatamente o jogo pela comunidade. Não obstante, os juízes receberam uma versão provisória, entrando assim a concurso, mesmo que partindo em desvantagem (teve obviamente consequências na classificação final). Isto aconteceu no início de 2019 e entretanto Manu teve tempo para trabalhar uma nova versão, limando algumas arestas ao nível dos movimentos dos personagens, adicionar a música e o ecrã de carregamento, belíssimo, por sinal.

Tirando estes contratempos iniciais, situação entretanto rectificada nesta nova versão, pode-se dizer que The Witch é um verdadeiro remake, e logo de um dos clássicos do Spectrum, Cauldron de 1985. Confessamos que nunca entendemos muito bem toda a fama associada a este jogo, mas suspeitamos que tenha a ver com a temática associada e pelos gráficos, bastante apelativos para a época. De certeza que não seria pela sua jogabilidade, pois na nossa opinião, o original tinha bastantes lacunas a esse nível: sempre que a bruxa entrava nas cavernas, perdia a capacidade de voar, apenas andando e saltando, mas com uma lentidão exasperante, e que tinha como principal consequência a impossibilidade de se desviar de uma boa parte dos inimigos. Vamos ser sinceros, na nossa opinião The Cauldron era um jogo medíocre (tal como a sequela), com mais fama que proveito, mas louve-se a coragem do programador em pegar num jogo com estas características. 


A história e objectivos são em tudo idênticos ao original. Assumimos então o papel da bruxa que tem que procurar na superfície as quatro chaves que permitem abrir as portas do submundo, representadas por casas. Ai, terá que procurar os ingredientes que depois irá colocar no caldeirão, para poder conceber o feitiço que vai livrar a maldade do Mundo. Lembram-se de Laetitia, de Jaime Grilo, lançado o ano passado? por acaso (ou talvez não), a história é em tudo semelhante...

Mas a tarefa é espinhosa, bastante até. Para começar, o Mundo está mesmo amaldiçoado. Os inimigos são às dezenas, desde morcegos, fantasmas, plantas carnívoras que nos tentam atingir com projécteis, abóboras, lava, fantasmas, enfim, uma variedade imensa de criaturas e outras aberrações que só aparentemente são inofensivas. Até as árvores são mortais, mais uma vez com óbvias semelhanças com Laetitia (obviamente inspirado em Cauldron).

Como se as dificuldades não fossem poucas, a uma das cavernas só se deverá ir depois de ter passado pelas restantes e de se ter o caldeirão na nossa posse (ver um dos ecrãs abaixo, canto superior direito). Doutra forma não se consegue ultrapassar a abóbora que bloqueia o último dos elementos. Não iremos dizer qual a caverna, isso faz parte do trabalho exploratório que terá que ser feito, mas quem já jogou (e terminou) o original, decerto se lembra da sequência (ou em alternativa poderá ler o manual que o autor disponibilizou juntamente com o jogo). Além disso, uma das cavernas tem duas portas, mas só uma é a correcta, a outra levando a um beco sem saída.


Se um dos maiores trunfos de The Witch é estar perante uma adaptação muito próxima do original em termos de mecânica de jogo e de gráficos, não obstante os cenários serem diferentes, em especial nas cavernas, essa é também a sua maior fragilidade. Isto porque mantém-se a tal lentidão de movimentos nas cavernas de que já falámos e que o original padecia. E é uma pena, pois talvez Manu pudesse ter sido nesse aspecto um pouco mais ambicioso e ter dado uma capacidade de movimentos mais rápidos à bruxa, o que melhoraria bastante em termos de jogabilidade, mesmo perdendo-se alguma semelhança com o original. E nem que isso implicasse um maior dispêndio de energia sempre que um inimigo nos tocasse, mas iria sem dúvida beneficiar a aventura. Da forma como está feito, a maior parte das vezes nem sequer nos preocupamos em desviarmo-nos dos inimigos, pois duma forma ou doutra estes vão-nos atingir, limitamo-nos a passar os obstáculos o mais rápido que pudermos (tal e qual como no original). Temos também a sensação que poderá haver inimigos que não se consegue ultrapassar sem lhes tocar, mas aqui pode ser inépcia nossa.

Vamos ser sinceros, experimentámos o jogo até ao fim há mais de um ano, na altura sem som, e não nos sentimos particularmente cativados. Jogar no absoluto silêncio The Witch não era a experiência mais gratificante que poderíamos ter. Agora, com uma melodia a acompanhar a aventura, a história é um pouco diferente. Claro que preferíamos ter também alguns sons sempre que tocamos ou eliminamos um personagem, ou quando saltamos, mas não se pode ter tudo e a música é muito boa, por sinal.


Os gráficos e cenários, e este era um dos atractivos de Cauldron, mantém aqui todo o seu charme. É talvez o ponto que mais nos motiva a avançar nesta aventura. Não tendo o seu trunfo na jogabilidade, muito por força de se querer recriar o original na perfeição, foi na vertente gráfica que Manu apostou as suas fichas para aumentar a atractividade de the Witch. E neste vector o jogo obtém uma pontuação bastante alta, pois o programador deu-lhe alguns toques novos que o diferenciam, para melhor. Aliás, basta ver que o jogo é composto por dois ficheiros (outra das novidades relativamente à versão provisória). Assim, depois de se terminar a aventura com sucesso, deve-se correr o segundo dos ficheiros e acertar no feitiço (não se esqueceram de anotar a receita, pois não?), numa sequência final espectacular criada por Manu e que nem que fosse apenas por isso, valeria a pena persistir e chegar ao fim.

Apesar das lacunas apontadas, The Witch tem interesse. Não chega ao patamar de Laetitia ou Sophia II, este último também tendo entrado na competição da ZX Dev, mas de certeza que quem gosta do original, irá gostar deste remake. Não poderia ser chamado de Cauldron 2, porque esse já existe, mas talvez o autor lhe pudesse chamar de Cauldron 1 1/2, dadas as semelhanças com o original. O melhor elogio que lhe podemos fazer é dizer que The Witch é muito melhor que Cauldron...

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Luciano e la Pianta (MIA)


Luciano e la Pianta é a tradução para italiano do clássico de 1984 Jack and the Beanstalk. Não fazemos ideia se se trata de uma versão oficial ou de um pirata à boa maneira nacional. A capa e a label parecem dar a  entender que é uma versão oficial, no entanto não a encontramos referida em lado algum. De qualquer forma, o Luís Rato possuí o original e partilhou connosco, ficando agora disponível pela comunidade.

Podem aqui descarregar este lançamento completo.

Cardinal Chains


Nome: Cardinal Chains
Editora: Compiler Software
Autor: Miguel Prada
Ano de lançamento: 2020
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Cardinal Chains é um quebra-cabeça minimalista no qual temos que passar por cima de todos os blocos do tabuleiro. No entanto, apenas podemos passar para um bloco adjacente com valor maior ou igual aquele que nos encontramos. Não podemos voltar a passar por blocos por onde já tenhamos passado e se ficarmos bloqueados, resta recomeçar o nível.

Dito assim parece muito simples e os primeiros níveis são mesmo muito imediatos e simples, pois apenas tem um bloco como ponto de partida. Mas a partir de certa altura o número de blocos de partida aumentam, aumentando também o grau de dificuldade, pois temos muitos caminhos possíveis por onde se passar. No entanto, o número de opções é sempre limitado por não podermos passar para blocos com valor inferior, pelo que o grau de exigência não é por ai além.


Os gráficos são minimalistas e o som inexistente, sentindo-se a falta de uma melodia de fundo e sprites mais animados que cativasse mais o jogador. Afinal de contas, foi isso que fez com que alguns quebra-cabeças simples lançados nos anos 90, por editoras como a Ocean Software (Puzznik, por exemplo), tivessem tanto sucesso.  

Cardinal Chains é a conversão para o ZX Spectrum de um original criado por Daniel Nora para os sistemas atuais. Nesta versão conseguiu incluir-se 313 níveis. Sim, leram bem, 313 níveis, pelo que quem gostar do género tem aqui muito com que se entreter.

domingo, 18 de outubro de 2020

Saiu demo de Melkhior's Mansion


Vai ser um dos lançamentos mais aguardados do ano, tendo versões para o Spectrum 128K e Spectrum Next e Richard Jordan tem vindo regularmente a dar-nos conta do desenvolvimento do jogo, tendo hoje disponibilizado a primeira demo. Podemos assegurar que vais ser um grande jogo. Se não estiver nos candidatos a GOTY, prometemos comer a nossa cópia de Atic Atac. Com sal, evidentemente...

Não acreditam? Descarreguem aqui a Melkhior's Mansion demo.