sexta-feira, 19 de julho de 2024

A Capital: Pokes & Dicas - 17 de Janeiro de 1992

Sem jogos para análise, o suplemento d'A Capital de 17 Janeiro de 1992 fala sobre um muito importante emulador para o ZX Spectrum.

Poderão aqui descarregar o suplemento, estamos a queimar os últimos cartuxos.

BASIC Apascalado Compilado (26) - Torpedo

Eis mais um programa escrito em BASIC Apascalado para familiarizar os concorrentes com esta técnica insólita de programar no ZX Spectrum. Os jogos vão ser todos escritos em inglês para benefício dos concorrentes estrangeiros. A maior parte dos programas serão versões compiladas dos programas do concurso anterior.

A demonstração desta semana é inspirada nos filmes de submarinos. O objectivo é afundar a frota inimiga.

Na versão do concurso anterior os navios moviam-se um caracter de cada vez. Nesta versão os navios movem-se um pixel de cada vez.

Para correr o programa online, clicar aqui.

Para ver a listagem e fazer o download dos ficheiros clicar aqui.

Convidamos os leitores a examinar a listagem e a fazer alterações no programa. Todos os programas BASIC Apascalado que apresentamos nesta série podem ser melhorados e todos os leitores estão convidados a melhorá-los.  

Quem estiver interessado no concurso, pode ler o regulamento aqui.

Quem estiver interessado em saber mais sobre esta linguagem e sobre como compilar os programas, pode clicar aqui.

Em caso de dúvidas, não hesitem em perguntar.

Basilisk of Roko 2


Saiu novo jogo para a competição patrocinada por Ready and Play e Spectrum and Retro News, de Arnau Jess, o concurso ZX Game Maker Dev. Na realidade o jogo até saiu ontem, mas estamos em modo férias e agora só regressamos na próxima semana, pelo que não conseguiremos ver este jogo antes. Numa primeira impressão, embora os sprites sejam pequenos, mas parecem ser bastante originais.

De qualquer forma, fica aqui a nota de novo lançamento. É gratuito, mas aconselhamos os nossos leitores a fazerem uma pequena doação ao seu criador, é uma forma de incentivo para termos mais trabalhos destes. Para isso, basta aqui virem.

quinta-feira, 18 de julho de 2024

Pesagem (FDD)


Vilatextil foi uma empresa de Lousado, Braga, do sector da indústria Têxtil. E pelos vistos, desenvolveu um software para o FDD, que permitia criar fichas de produtos, taras, etc.. Infelizmente não o conseguimos colocar a trabalhar em pleno, parecendo faltar alguma coisa.

Convidamos os entendidos do FDD a tentarem funcionar com o programa. A palavra passe de entrada é "carolina".

Poderão aqui descarregar o conteúdo das disquetes (são dois lados).

Ecrã alternativo para Navegadores Portugueses


O Paulo Teixeira pediu no fórum ZX Spectrum Directo da Arrecadação um ecrã alternativo para Navegadores Portugueses. Imediatamente Domingues Silva respondeu à solicitação, criando um novo, que pode ser aqui descarregado, juntamente com a primeira versão.

quarta-feira, 17 de julho de 2024

Tape Spy (MIA)


Tape Spy é mais um pequeno utilitário que retirámos das cassetes do tio do João Diogo Ramos. Permite fazer uma leitura do header do ficheiro, fornecendo informação relevante.

Poderão aqui descarregar Tape Spy.

Navegadores Portugueses


O nosso amigo Domingues Silva, desde que regressou ao mundo do ZX Spectrum, está imparável, lançando programas atrás de programas. E desta vez temos um programa acima de tudo educativo que recria as viagens de Vasco da Gama e de Gil Eanes, fornecendo ainda informação bastante relevante sobre estes importantes navegadores nacionais. Além disso, também se consegue saber mais alguma coisa sobre as Naus Portuguesas. Quanto ao resto é confiar nos dados e na fortuna para se chegar são e salvo ao destino...

Poderão aqui descarregar Navegadores Portugueses.

terça-feira, 16 de julho de 2024

Inheritance (ZX81 MIA)


Fixaram o nome Team Zeddy? Esperemos que sim, pois o dream team da preservação continua a enviar-nos autênticas pérolas. A de hoje é mais uma vez para o ZX81, num dia dedicado a este computador. Assim, Inheritance foi desenvolvido por Simon W. Hessel, mais conhecido pelo seu trabalho em Great Britain Ltd, um jogo de estratégia com o qual Inheritance tem óbvias semelhanças. 

De Great Britain Ltd talvez não conheçam a versão para o ZX81, pois continua ainda por encontrar (está anunciada na capa do jogo que hoje partilhamos), mas a versão para o 48K já roda por ai há muito tempo, permitindo comparar com este Inheritance. Também sabemos que Inheritance foi lançado para o BBC, pelo que não estranharíamos se mais cedo ou mais tarde aparecesse por ai uma versão para o 48K. 

De qualquer forma, já estamos a divagar um pouco, pois aquilo que nos traz hoje, foi o que Steven Brown nos enviou em nome da Team Zeddy (Luís Rato, Steven Brown e Thomas Heckmann): a versão de Inheritance para o ZX81. Estivemos a brincar um pouco com o jogo e de facto já lá está o toque de Simon Hessel. Quem gosta de um bom jogo de estratégia e gestão de recursos, está aqui um excelente motivo para descarregar o jogo. E assim pode ser que os preços milionários que os especuladores pedem por estes MIAs baixe...

Poderão aqui descarregar Inheritance.

BASIC Apascalado no ZX81 (6) Joker

Eis mais um programa sem comandos GOTO para os amantes da programação estruturada.

Hoje temos o jogo Joker baseado num concurso de TV.

Para correr o programa online, clicar aqui.

Para ver a listagem e fazer download dos ficheiros, clicar aqui.

É fácil escrever um programa em BASIC Apascalado e convertê-lo para BASIC do ZX81. Experimente fazer isso aqui.

Programas BASIC para o ZX81 podem ser demasiado lentos. Para ter uma melhor experiência é aconselhável correr os programas num emulador e acelerar a velocidade quando necessário. No EightyOne: Options/Speed. No jtyone indicado no link acima, clicar no botão SpeedUp abaixo do teclado.

E, não se esqueçam que está em aberto o concurso BASIC Apascalado para o ZX Spectrum. Quem estiver interessado neste concurso, pode ler o regulamento aqui.

Em caso de dúvidas, não hesitem em perguntar. 

segunda-feira, 15 de julho de 2024

Star Warrior


Star Warrior é um shoot'em'up acabado de ser actualizado. Tem aspectos inovadores, no entanto, sofre de alguns problemas que desde logo vão afastar muita gente. Assim, descobrir as teclas, é o primeiro dos problemas (no próximo parágrafo poupamo-vos o trabalho de andarem à procura delas).

O segundo dos problemas também está relacionado com as teclas e com uma horripilante escolha, a não ser que nos esteja a escapar alguma coisa. Assim, apesar do jogo permitir dois jogadores em simultâneo, ainda estamos para perceber quem conseguirá adaptar-se a "1", "2", "3", "4", "5", "6", "7", "8", "9, "0", "Q", "P" e "Space" como controles. E era tão simples, bastava ter  a opção de redefinição de teclado ou colocar teclas que não obrigasse as pessoas a estarem encavalitadas umas nas outras se querem jogar aos pares. Não valia a pena complicar...

De resto, quem gosta de Space Invaders e clones do género, Star Warrior parece ter algum interesse, com bom uso do som. E até tem versão para o Spectrum Next.

Poderão vir aqui descarregar este jogo desenvolvido por T. Busse e dar uma pequena contribuição.

Minitape


Minitape é mais um utilitário bem conhecido, adaptado pela Santoli / J.A. Santos, para a nossa língua. Vale pela curiosidade.

Poderão aqui descarregar o programa.

Assalto ao Castelo (type-in)

Eis o jogo da discórdia. Foi com Assalto ao Castelo, que saiu na Mini Micro's número 9, que o caldo entornou. Um leitor detectou a marosca e assinalou este jogo, assinado por João Carlos Azinhais, como tendo sido plagiado de um jogo com o mesmo nome, mas em Espanhol, que tinha saído na MicroHobby.

Polémicas à parte, deixamos aqui a adaptação de Assalto ao Castelo, feita por João Carlos Azinhais.

domingo, 14 de julho de 2024

Manual Português Gun Shot T 2090

Graças ao nosso amigo Mário Viegas hoje podemos partilhar uma interessante curiosidade - o manual Português do Joystick Gun Shot modelo T2090.

Neste pequeno folheto explicam-nos como este deve ser ligado ao Spectrum e Timex 2068 que, no caso do primeiro, por não possuir a entrada para joystick, necessita de um Interface Sound ou outro semelhante. No caso do segundo, o Timex 2068 tem portas de joystick, mas não Kempston, apesar de lá funcionar porque as conexões são as mesmas

São-nos apresentadas as suas características como o facto de possuir dois botões de disparo, oito posições/direções de movimento, ventosas para fixação permitindo jogar com apenas uma mão e um interruptor para disparo automático.

Para além disso, como este joystick tem uma ligação standard que já é usada desde os tempos do Atari VCS, também pode ser usado com computadores da linha Atari ou Commodore, entre outros.

Já o podem descarregar aqui.

CM: Os Jogos no Computador - 177

A edição de 6 de Dezembro de 1992 relembrou o ZX Spectrum na análise a um jogo erótico para os 16-bits. Podem descarregar a digitalização da edição de Mário Moreira neste link.

JND: Micromania - 107


Chegamos à ultima Micromania de 1991! Nesta edição de 29 de Dezembro encontramos a reflexão sobre o micropanorama dos videojogos e a chegada eminente das consolas. Podem descarregar a digitalização de Miguel Brandão neste link.

sábado, 13 de julho de 2024

Bride of Frankenstein


Nome: Bride of Frankenstein
Editora: 39 Steps
Autor: Paul Smith, Steve Howard, Antony M. Scott
Ano de lançamento: 1987
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
Memória:  48 K
Link para descarga: Aqui

Poucos, ou mesmo raros, foram os jogos de arcada-aventura do ZX Spectrum que conseguiram criar uma atmosfera de inquietação e suspense, como se de um filme de terror – mas apenas em expressão e contexto – tratasse. Bride of Frankenstein conseguiu isso, e num patamar de excelência, que não sendo, - embora relativo - , considerado como uma obra-prima na história do software do ZX Spectrum, apresenta uma concepção específica, numa alta qualidade com toques de originalidade: numa atmosfera soberba, tétrica, destila uma composição de elementos bem conseguidos, seja a nível de animação para a sua história, seja a ambientação artística, e mesmo a nível de caracterização da personagem e dos inimigos é notável. 

Programado com precisão de um relógio Suíço, consegue criar uma experiência simultânea de calmaria e rapidez ao jogador na sua missão de guiar a desafortunada noiva do célebre monstro (ou não, conforme a nossa visão) criado por Mary Shelley. Excelentes pormenores gráficos na ambientação dos interiores e exteriores, e a concepção artística na configuração dos screens é de antologia, trocando a “nossa” bússola mental com as trocas de orientação na passagem dos screens, dando o toque de inquietação sinistra, com umas trovoadas a ajudarem a pesar ainda mais o ambiente de desolação. 

A nossa noiva, para além de bem definida num estilo semi-cartoonesco (o corpo e cabelo fortes são um must preciosos) anda depressa, habilidade necessária para fugir dos medonhos (e notáveis) fantasmas e zombies, que note-se, estão incrivelmente bem elaborados. E a forma como eles nos apanham e morremos é de um rigor técnico incrível: ficamos presos, paralisados, e “afundamos” para um submundo! 

A criação do formato de vida através de um coração (que nos remete por exemplo a notáveis como Thanatos ou Total Eclipse) é sempre fantástico, e ainda mais fantástico fica num jogo com uma história e ambientação adequada – e melhor, numa demanda de horror. A nossa noiva, com o seu coração fraco (ou forte, para aguentar essa cruzada de pesadelo!), vai naturalmente acelerar à medida que corre e quando os inimigos se acercam dela, obrigando a nossa amiga recuperar o seu coração com uma bebida (?) que encontra num grandes frascos nas paredes de algumas divisões. 

Com uma excelente estrutura híbrida de arcade com aventura, para conseguirmos ressuscitar o nosso amado, teremos de descobrir entre as inúmeras chaves espalhadas assim como as suas correspondentes portas, tal como os órgãos e vísceras necessárias para dar vida a “Frank”, estando alguns nas criptas funerárias, os lugares mais difíceis de conseguir passar, com a impiedosa e frenética perseguição dos zombies – e já agora, se tivermos a audácia de entrar nas criptas sem a devida lanterna, somos brindados com um dos mais bem conseguidos momentos de inquietação criados no ZX Spectrum... em total escuridão ! 

Do outro lado da análise, temos como pontos negativos o seu ecrã de carregamento: Bride merecia uma melhor apresentação ao invés de uma simplificada ilustração com um toque infantil. E o border em azul não ficou adequado, provavelmente ficaria melhor em vermelho, ou até mesmo em negro. 

É um jogo que pode ser facilmente mal compreendido, dada a complexidade das passagens dos screens; provavelmente terá sido o que fez tornar relativamente pouco conhecido, aliado ao facto de ter sido distribuído por uma editora de poucos créditos. 

Tecnicamente os gráficos e movimentos são excelentes para a concepção do jogo, enquanto que o som, apresenta alguns interessantes (mas mínimos ) efeitos sonoros. Ainda hoje se apresenta como uma aventura original. Com uma dificuldade felizmente equilibrada, Bride of Frankenstein é aquilo que podemos chamar de "great outsider" na história do Spectrum, um belíssimo jogo, que ontem como hoje, entro nele como quem entra numa viagem onírica de phantasmagoria, com prazer e adrenalina. Convido-vos a entrar nessa portentosa autópsia de um pesadelo... e por favor, joguem com som ao máximo e em total escuridão...

Esta análise foi escrita pelo Paulo Silva (LeniFischer), membro do grupo ZX Spectrum Directo da Arrecadação, tendo-nos sido concedida autorização para a sua publicação em Planeta Sinclair.

Goobbler


Nome: Goobler
Editora: NA
Autor: Kraptol
Ano de lançamento: 2024
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128K
Número de jogadores: 1
Descarga: Aqui

Num mundo onde a água é vida, surge um herói inesperado: Goobbler, uma bolha de água!

Não é a primeira vez que nos colocam no papel de uma bolha de água. Em Double Bubble isso já acontecia. E em Ooze, embora controlássemos um ser viscoso, este tinha algumas semelhanças com uma bolha. Curiosamente, Goobbler até se parece inspirar neste último jogo, não só graficamente, mas também na própria movimentação da nossa personagem.

O objectivo é um pouco ingrato, pois Bloopper, o vilão da história, contaminou quase todas as reservas de água do planeta, deixando apenas 11 gotas de água pura escondidas nas sinistras catacumbas onde a acção se desenrola. Precisamente nessas catacumbas repletas de perigos encontra-se o nosso herói, que tem que agora encontrar as 11 gotas, única forma de salvar o mundo. A alternativa é atirar-se ao poço dos suicídios, com as consequências desagradáveis que o seu nome dá a entender. Mas não desesperem, só no último ecrã irão encontrar esse local, até lá muita água vai correr...

Na concepção de Goobbler foi utilizado o recém-criado motor ZX Game Maker, e dos quatro jogos que já vimos, este foi aquele que gostámos mais. Não só nível de dificuldade se encontra mais ajustado (um dos jogos era tão difícil que rapidamente desistimos de avançar, enquanto um outro era demasiado fácil), mas o movimento do personagem parece ser mais fluído. É perfeitamente natural, pois à medida que os programadores vão ganhando experiência nesta nova ferramenta, vão também conseguindo ajustar melhor a jogabilidade. E, quem sabe, no futuro podemos também ver outro tipo de jogos criados com este motor, tal como já acontece com o AGD e o La Churrera.

Outro ponto que gostámos em Goobbler foi o grafismo e os cenários criados. Muitas vezes, a jogabilidade até é interessante, mas depois, os cenários demasiado iguais, desincentivam de se chegar até ao fim. Isto não acontece aqui, pois um excelente uso das cores, salas bem imaginadas, sprites atractivos, tudo convida o jogador a avançar e a descobrir aquilo que vem na sala seguinte.

Chegamos então aos pontos onde, na nossa opinião, existe espaço para melhorar. O primeiro, e talvez a maior lacuna deste jogo, é ser demasiado curto, podendo terminar-se em cinco minutos ou pouco mais. Se comparado com os jogos de Lee Stevenson, autor da saga Mr. Hair ou Ghostly Capers, Goobbler fica a perder. No entanto, isto não é para desmoralizar o autor, pois bem nos lembramos do primeiro jogo de Lee e da evolução brutal que foi tendo nos jogos seguintes, sendo agora uma referência no género.

Assim, bastaria ter mais uma dúzia de salas, com algumas passagens entre elas, tornando o desafio um pouco mais labiríntico e menos directo, e iria triplicar ou quadruplicar o tempo de jogo, com claro benefício para todos. Mas reconhecemos que poderá não ter sido possível adicionar mais salas, pois vemos que a memória se encontra quase esgotada (o jogo tem 45K). Será que o motor está a ocupar demasiada memória e necessita agora de ser optimizado? Se for este o caso, então estamos convencidos que Juntelart, o autor de ZX Game Maker, terá arte para em futuras actualizações conseguir encolher mais o motor, permitindo aos utilizadores incluírem mais conteúdos nos seus jogos.

Em suma, Goobbler é um agradável jogo, sendo uma boa estreia de um novo autor (ou pelo menos que nos era desconhecido). Estamos curiosos agora para ver os próximos trabalhos de Kraptol, pois o potencial está lá. Parece já dominar perfeitamente a ferramenta em termos técnicos mas, acima de tudo, consegue perceber perfeitamente aquilo que torna um jogo cativante e vencedor. Podemos dizer que nos deixou com uma gota de água na boca.

sexta-feira, 12 de julho de 2024

Jet Set Steamboat Willie (Darkside)

Depois de Jet Set Steamboat Willie, a dupla mais simpática do ZX Spectrum, Nate Sloan e o seu pai Dave Sloan, lançam a versão "Darkside" desse engraçado jogo. E como se esperaria de uma versão negra, a própria cassete tem cor a condizer, emparelhando muito bem com a versão standard. Na foto em cima poderão ver as duas versões, ambas com um aspecto muito bonito e com um grafismo espectacular, trazendo a capa à memória a famosa animação de 1928, que nos deu a conhecer Mickey e Minnie. E não se preocupem com eventuais direitos de autor, pois Steamboat Willie entrou no domínio público precisamente este ano.

aqui falámos da primeira versão do jogo. Estamos no campo dos jogos de plataformas puros, tendo Jet Set Steamboat Willie uma fluidez e uma jogabilidade dignas de registo. Apesar de também resgatar o personagem Willy e o universo de Matthew Smith, nem de perto, nem de longe, o grau de dificuldade se aproxima aos trabalhos do mítico programador dos anos 80. E felizmente, pois já já lá vai o tempo em que tínhamos tempo para 20 tentativas apenas para passar certo obstáculo ou inimigo, ou entrar numa espiral de mortes sucessivas, só porque caímos onde não devíamos. Não é de estranhar que seja um jogo relativamente fácil, ou não fosse a concepção da responsabilidade de Nate, representante da nova geração de jogadores. Já lá vai o tempo dos Manic Miners, Abu Simbel Profanations, e outros que tais...

As diferenças da versão "Darkside" para a original começam logo no ecrã de carregamento. O branco e o preto encontram-se invertidos, fazendo lembrar o negativo de uma fotografia. Será questão de gosto pessoal de cada um, obviamente, mas atrevemo-nos a dizer que gostamos mais deste ecrã "invertido". Até mesmo o pé, à la Monty Python, e que Matthew Smith tão bem aproveitou nos seus jogos (era seguramente um fã dos trabalhos e montagens de Terry Gilliam), parece aqui "calçar" melhor.

As salas também mudaram radicalmente. A primeira delas, local onde começamos o jogo, é a inversão daquela onde começávamos na versão original de Jet Set Steamboat Willie. Mas a partir daí, a ordem das salas muda completamente, todas devidamente invertidas, pois claro. Ou seja, quem tinha memorizado a forma de passar os obstáculos na primeira versão, tem agora que fazer um reset na sua cabeça e adaptar-se a este novo mundo invertido. A inversão não se dá apenas ao nível das cores, como já perceberam. Brilhante!

Neste lado negro também não faltam os ecrãs com o avião que rebenta bolhas. Por alguma razão, esta parte faz-nos sempre lembrar quando nos deslocamos entre aeroportos em Auf Wiedersehen Monty. Poderá ser uma vertente a explorar mais aprofundadamente em futuros jogos de Nate e Dave. O avião está tão bem desenhado e desloca-se tão graciosamente que poderia dar um jogo só por si.

Obviamente que ainda não chegámos até ao fim da versão "Darkside". Isto só iremos fazer nos próximos dias. Mas estamos também com muita curiosidade para ver aquilo que a dupla programadora pensou para o único ecrã colorido que fazia parte do original. Provavelmente não alteraram a parte colorida, mas não estranharíamos mais uma surpresa.

Não podíamos também deixar de referir a fabulosa melodia de Lee Bee, músico com créditos firmados no mundo do ZX Spectrum. Também neste campo há novidades e não estaremos errados ao dizer que pela primeira vez se consegue ouvir numa melodia durante o jogo, o próprio som de carregamento. Sim, aqueles barulhos típicos do computador a ler e carregar os dados da cassete, aparecem aqui a meio da música. Como Lee Bee fez esta magia, não sabemos, mas o resultado é espantoso e não nos admiraríamos que mais tarde ou mais cedo fosse copiado. 

Jet Set Steamboat Willie (Darkside) é então um jogo extremamente divertido. Ainda mais notável se torna, quando pensamos que com a idade de Nate, se conseguíssemos escrever umas linhas de programação, já nos dávamos por contentes. Assim, há que incentivar o petiz e o seu pai, não só passando a palavra e divulgando este trabalho, mas também adquirindo a versão física quando esta estiver à venda (muito em breve, podem também aqui ir vendo os seus trabalhos). Pelo que ouvimos dizer, vai ter mais umas surpresas, portanto mantenham-se atentos...

A Capital: Pokes & Dicas - 3 de Janeiro de 1992

 A 3 de Janeiro de 1992, no suplemento d'A Capital, é feita uma retrospectiva dos anteriores 10 anos ao nível da informática, com uma breve referência ao ZX Spectrum (entre outros computadores), mas também aquilo que se espera para 1992.

De resto, o saudoso Eurico da Fonseca continuava a colaborar com o magazine, o Nuno Almeida (de Speed Ball: Mexico 86  e Latas Procuram-se, que ainda não estão preservados, e também de Play for Peace) continua a trazer as habituais reviews para os jogos dos 16bits (desta vez com um jogo que vem do ZX Spectrum, Track Suit Manager - ainda recentemente teve uma versão 2024), e o seu irmão, Vítor Pedro, a dar conta da rubrica de 8bits.

Poderão aqui descarregar o suplemento.

BASIC Apascalado Compilado (25) - STRON

Eis mais um programa escrito em BASIC Apascalado para familiarizar os concorrentes com esta técnica insólita de programar no ZX Spectrum. Os jogos vão ser todos escritos em inglês para benefício dos concorrentes estrangeiros. A maior parte dos programas serão versões compiladas dos programas do concurso anterior.

A demonstração desta semana é baseada no jogo STRON de Roger Allen (1983). O objectivo é fugir aos Recognizers.

Esta versão já foi divulgada neste blogue mas agora temos outra oportunidade de ver o programa mais de perto.

Para correr o programa online, clicar aqui.

Para ver a listagem e fazer o download dos ficheiros clicar aqui.

Convidamos os leitores a examinar a listagem e a fazer alterações no programa. Todos os programas BASIC Apascalado que apresentamos nesta série podem ser melhorados e todos os leitores estão convidados a melhorá-los.  
Quem estiver interessado no concurso, pode ler o regulamento aqui.

Quem estiver interessado em saber mais sobre esta linguagem e sobre como compilar os programas, pode clicar aqui.

Em caso de dúvidas, não hesitem em perguntar.

quinta-feira, 11 de julho de 2024

Knightmare


Nome: Secrets: Knightmare
Editora: Bitmap Soft
Autor: Tom Potter
Ano de lançamento: 2024
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128K
Número de jogadores: 1
Descarga: Em breve

Knightmare foi uma série de TV do género D&D, que teve amplo reconhecimento em terras de Sua Majestade. Tanto que até deu origem em 1987 a um jogo para o ZX Spectrum, lançado pela Activision. No entanto, como a série não passou no nosso país (pelo menos que tenhamos tomado conhecimento), é relativamente desconhecida do público nacional e, suspeitamos, também do público de muitos outros países. E isso fará alguma diferença no desenrolar do jogo, pois muitas das charadas estão directamente relacionadas com situações passadas durante o programa. Mas nada que um pouco de cultura geral não possa colmatar a situação, já que algumas das questões exigem conhecimentos de história Inglesa, ou mesmo de algum raciocínio lógico-matemático. Ou então, poderemos sempre ir pelo caminho mais difícil, isto é, tentativa e erro...

Isto tudo para dizer que é muito provável que esta aventura agrade bastante mais ao público Britânico, do que ao Espanhol ou Português, por exemplo. Estes últimos podem sentir alguma frustração por não conseguir responder satisfatoriamente a algumas charadas. Claro que é possível à mesma terminá-lo sem que consigamos responder a tudo, no entanto, acertando nas questões e quebra-cabeças, o caminho fica bem mais fácil e são-nos dados objectos que vão fazer toda a diferença no ultrapassar de certos obstáculos ou situações.

Ainda antes de entramos no jogo propriamente dito, vamos também desvendar um pouco da história. Assim, muitos anos se passaram desde que algum corajoso aventureiro passeou pela masmorras do Castelo de Knightmare. Mas agora, um grande tumulto abala o reino e a masmorra abre mais uma vez as suas portas àqueles que são corajosos o suficiente para se aventurarem lá dentro! 

De facto, durante muitos anos, a paz e a esperança prevaleceram em todo o reino. No entanto, os cidadãos desconheciam que nas catacumbas mais profundas existia um perigo mortal. Pois, Lord Fear, que se pensava ter sido banido para toda a eternidade, esperou pela sua hora, construindo secretamente um poderoso exército de mortos-vivos e hordas de duendes vorazes. E um dia, enquanto o vento frio uivava e a Lua cheia surgia, Lord Fear enviou os seus lacaios para devastar o reino outrora pacífico, num frenesim de pilhagem e destruição. Os seus lacaios salgaram a terra e queimaram as aldeias, antes de se virarem para o próprio Castelo, onde escalaram as poderosas ameias, subjugaram as suas defesas e invadiram a sala do trono, apoderando-se da Coroa.

A verdadeira Rainha não foi avistada desde essa fatídica noite, levando alguns a acreditar que poderá estar ainda dentro do Castelo. Viva ou morta, isso não se sabe. Entretanto, a Espada do Reino, que atribuí o governo da nação, foi quebrada e os seus pedaços espalhados pelas masmorras, tendo Lord Fear iniciado um reinado de terror, com as suas forças a avançarem todas as noites para aterrorizar e escravizar a população intimidada.

Surge então no meio do caos e da destruição um valente aventureiro, puro de coração e nobre de espírito, cuja missão é aventurar-se nas profundezas do Castelo Knightmare e destituir Lord Fear. Terá ainda que encontrar os pedaços da Espada do Reino despedaçada, localizar a Rainha desaparecida e, ao reuni-los, restaurar a ordem, acabando com a tirania de Lord Fear.

Como podem ver, uma história tão rica teria que dar origem a um jogo igualmente rico. E assim acontece, pois este é extremamente variado, com três níveis e inúmeras fases em cada um deles, todas ou quase todas bastante diferentes umas das outras. E para todos os gostos, pois algumas vão ser do agrado dos que gostam de quebra-cabeças, outras de quem gosta de desafios de perícia e reflexos (arcade), e ainda outras, para os aventureiros, tal e qual como o herói deste jogo. Claro que cada fase é relativamente curta e corresponde apenas a um ecrã, mas também não se poderia ter tudo em apenas 48K (a versão 128K tem como extra a música AY da autoria de Joe Olney).

As fases de arcade são realmente difíceis, fazendo jus ao show de TV que, pelo que dizem, também tinha um grau de dificuldade bastante elevado para quem concorria. Em alguns dos desafios, se não estivermos munidos de determinado objecto recolhido em fases anteriores, é praticamente ou mesmo impossível de serem ultrapassados. Por exemplo, como vamos disparar contra caveiras ou outras diabruras, se não estivermos devidamente apetrechados com uma arma? Ou como evitamos o fogo inimigo se não tivermos determinado feitiço que permite tornar-nos invisíveis? É que não só o tempo conta, fazendo diminuir a energia à medida que os segundos vão passando, como qualquer contacto com os inimigos ou armadilhas delapida rapidamente a nossa saúde. E quando a energia chega a zero, o jogo inapelavelmente termina.

Temos também os testes de conhecimento, no qual os magos nos colocam três questões de resposta múltipla, e nas quais devemos acertar, se queremos depois recolher os úteis objectos que são colocados na mesa, bem como a muito desejada energia (atenção que um dos objectos não se deve recolher, agora qual deles, eis o dilema...). Além disso, dão ainda importantes dicas para se ultrapassar alguns ecrãs que se vão encontrar mais à frente, como por exemplo, indicar a a cor dos escudos que abrem as portas para o ecrã seguinte. Assim, se não conseguirmos acertar todas as respostas e anotarmos as dicas num papel, dificilmente avançaremos mais à frente na aventura. E sim, leram bem, vão ter que estar munidos de papel e caneta para ir anotando as dicas, tal e qual como fazíamos nos anos 80 (há quanto tempo não surgia um jogo que nos impusesse isto?).

Entre outras que se vão encontrar ao longo desta aventura, existe ainda mais uma fase que gostámos particularmente e que coloca o nosso personagem num labirinto no qual tem que ir pressionando os botões que vão activando as portas e os teletransportadores, conforme a cor associada no momento (ver ecrã acima), para se poder recolher a chave e chegar à porta de saída. Está aqui na altura de dar uso às nossas células cinzentas, num desafio bastante estimulante. E difícil...

Knighmare vale então pela sua originalidade e pela diversidade de desafios e tarefas. De facto, esta aventura mostra bem a versatilidade de motores como o AGD (foi desenvolvido em MPAGD) ou o La Churrera, que permitem criar jogos muito mais complexos ou interessantes do que simples platformers. E isso poderá vir a trazer novos adeptos e programadores para este tipo de ferramentas.

Vale a pena então dar uma valente espreitadela a Knightmare. É uma belíssima estreia no mundo do ZX spectrum e quem se sentiu decepcionado pelo jogo da Activision, tem aqui uma boa hipótese de sentir na pele aquilo que os concorrentes da série de TV sentiram nos anos 80. E enquanto o jogo não surge em formato digital (ou na versão física), podem vir aqui consultar a página de Tom.  

Utilitários: base de dados (FDD)


O conteúdo que hoje disponibilizamos estava em mais uma disquete vinda do Fernando Calheiros, preservada pelo João Encarnado. Contém utilitários de bases de dados.

Poderão aqui descarregar o seu conteúdo.

quarta-feira, 10 de julho de 2024

Ataque à Terra


Ataque à Terra não é um MIA, antes uma adaptação para a nossa língua de um type-in que saiu em revistas estrangeiras, na altura com o nome de Ground Attack.

Poderão aqui descarregar esta versão que estava numa das cassetes do tio do João Diogo Ramos.

Criptez (Zarsoft)


Depois de Domingues Silva nos ter presenteado com Criptex, o Zé Oliveira pegou no jogo e rapidamente o adaptou para BASIC Apascalado, provando assim que qualquer programa poderá ser também desenvolvido nessa linguagem. 

Podem vir aqui descarregar o jogo e ver as diferenças ou, se preferirem, jogar aqui online.

terça-feira, 9 de julho de 2024

Gamespack (ZX81 MIA)


A Team Zeddy, isto é, Luís Rato, Steven Brown, e Thomas Heckmann, continua a mandar-nos verdadeiras pérolas, cumprindo com aquilo a que se propuseram, isto é, partilhar com a comunidade verdadeiras raridades, ao mesmo tempo contribuindo para baixar o preço de alguns programas e tornar a vida mais difícil aos especuladores. Estamos totalmente de acordo com esta posição, como aliás tem sido o nosso apanágio desde que começámos a partilhar MAISs e uMIAs, sendo o caso do que temos hoje.

Assim, temos desta vez Gamespack, que inclui três pequenos jogos para o ZX81. Estes têm 1K cada (importante configurarem o emulador para esta memória), pelo que são jogos bastante básicos, mas nem por isso deixam de ser divertidos. Além disso, é de uma editora bem conhecida, a Mikro-Gen, havendo por ai muita gente a coleccionar tudo o que essa lançou.

Venham aqui descarregar mais este enorme lançamento, cortesia do Team Zeddy (fixem bem este nome)!

Nota: o ficheiro inclui os três jogos, para carregar os segundo e terceiro jogos, basta fazer o reset ao computador, seguido de Load "", carregando de imediato o programa seguinte.

BASIC Apascalado no ZX81 (5) O Jogo do 15

Eis mais um programa para os amantes da programação estruturada.

Hoje temos o jogo do 15, cujo objectivo é ordenar as letras alfabeticamente.

Para correr o programa online, clicar aqui.

Para ver a listagem e fazer download dos ficheiros, clicar aqui.

É fácil escrever um programa em BASIC Apascalado e convertê-lo para BASIC do ZX81. Experimente fazer isso aqui.

Programas BASIC para o ZX81 podem ser demasiado lentos. Para ter uma melhor experiência é aconselhável correr os programas num emulador e acelerar a velocidade quando necessário. No EightyOne: Options/Speed. No jtyone indicado no link acima, clicar no botão SpeedUp abaixo do teclado.

E, não se esqueçam que está em aberto o concurso BASIC Apascalado para o ZX Spectrum. Quem estiver interessado neste concurso, pode ler o regulamento aqui.

Em caso de dúvidas, não hesitem em perguntar. 

segunda-feira, 8 de julho de 2024

Warlord (1ª edição ZX81)


Há muito que Warlord estava preservado. No entanto, esta primeira edição do jogo para o ZX81, ainda não tinha a capa e as instruções disponibilizadas à comunidade. 

Foi isso que fizemos, digitalizámos as mesmas e partilhamos agora aqui, ficando assim esta versão mais completa nos repositórios do ZX Spectrum.