quinta-feira, 19 de julho de 2018

Dizzy and the Mystical Letter traduzido para inglês


E tal como já havíamos anunciado, Dizzy and the Mystical Letter já se encontra traduzido para inglês, cortesia de Epsiloncool e facilitando a vida a todos aqueles que por aqui se querem aventurar (e desde já asseguramos que bem vale a pena).

E as boas notícias não se ficam por aqui. Segue-se a tradução para português, portanto esperem por novidades para muito breve...

Poderão aqui descarregar a versão em inglês.

Revista Yo Tenia un Juego disponível em PDF


Descobrimos hoje que a revista Yo Tenia un Juego, rebaptizada de Videojugando 1990, foi disponibilizada gratuitamente para quem quiser o PDF. Apesar de ser uma revista multi-sistemas, abarcando jogos desde o Spectrum até ao PC, a máquina dos nossos sonhos está lá muito bem representada. E tendo sido criada por nuestros hermanos, não podia deixar de aparecer a Topo Soft e alguns dos jogos que vão aparecer nos próximos tempos traduzidos para português.

Podem aqui descarregar a revista, mesmo sendo em espanhol, é de fácil leitura.

The Big Sleaze 2 1/2


Nome: The Big Sleaze 2 1/2
Editora: NA
Autor: Mark Hardisty
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2018
Teclas: NA
Joystick:  NA
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

The Big Sleaze surgiu em 1987 pelas mãos da Piranha e foi das mais bem-sucedidas aventuras de texto de sempre. Foi ai que pela  apareceu o personagem Spillade, detective particular, a quem nem o crachá falta, surgido da mente de Fergus McNeill, especialista em lançar para o mercado excelentes aventuras de texto.

Coube agora a Mark Hardisty a difícil tarefa de lançar uma sequela com qualidade que pelo menos se aproximasse do original. E o mínimo que podemos dizer é que conseguiu-o plenamente, mantendo ainda o estilo gráfico e literário da primeira aventura, com um humor e um calão típico Nova-iorquino, local onde se passa a acção.

A aventura inicia-se na casa do detective, ressacado e vestido ainda com as roupas do dia anterior, depois de (mais) uma bem regada noite a álcool, como é tónica neste tipo de literatura. Spillade é então contratado para resolver o caso de um roubo de pedras preciosas, e a partir daí tem que desenvencilhar-se nos locais mais obscuros e perigosos de Nova Iorque.


As dificuldades começam logo com o tipo de linguagem, isso para quem não tem o inglês como língua nativa, como é o nosso caso. É que o calão é profusamente utilizado, muito embora os comandos a utilizar sejam os normais neste tipo de jogos. Assim, depois de se habituarem a este calão (um bom dicionário de calão americano disponível é meio caminho andado para o sucesso), rapidamente começam a avançar na aventura, e por vezes a levar com chumbo, também.

Para nos ajudar, o programador deixou algumas instruções para os que testaram o jogo e que na altura em que o fomos descarregar, vinha incluído. Se propositadamente ou não, não o sabemos, mas ficam aqui algumas dicas:

  • To escape the bed, rise!
  • To interrogate, distract Valentine and channel la condifential
  • Crowd like a distant star? Think like Copernicus
  • Hang around in the bar and get inside information
  • Cross characters palms with silver or try force
  • The flower lady may sell more than one variety
  • Don’t defuse danger
  • Need things to buy? Think Mr Benn
  • Look before you leap


Como podem verificar nos screenshots que aqui disponibilizamos, o grafismo segue muito de perto o original, e são o complemento perfeito para uma aventura muito negra, tal e qual um film noir de grande categoria. 

Os (poucos) puzzles que já resolvemos também estão bem conseguidos, e apesar de ainda não termos conseguido avançar muito nesta aventura (isto vai ser trabalho para uma semana inteira), tudo aquilo que vimos agradou-nos sobremaneira, convidando-nos a continuar a tentar resolver o mistério do roubo das pedras preciosas. De facto, desde o início que entramos totalmente na atmosfera de The Big Sleaze, vivendo intensamente a personagem, um pouco à semelhança do que acontecia em algumas outras aventuras, com as da CRL e Melbourne House à cabeça (a trilogia de Tolkien, The Boggit, Bored of the Rings, etc.).

Este é um jogo que qualquer fã de aventuras de texto deverá obrigatoriamente experimentar, e não se esqueçam de ter a seis tiros sempre à mão, devidamente carregada.  

quarta-feira, 18 de julho de 2018

Battleships (MIA)


Numa das cassetes que o Vasco Gonçalves nos emprestou encontrámos uma curiosa versão do Batalha Naval, onde apenas têm que acertar na frota adversária (a vossa não existe).

Deverá ser um type-in de alguma revista ou livro, mas não conseguimos encontrar referências a este jogo em lado algum, e mesmo entrando no programa (está em Basic), também não surgiu qualquer pista.

Quem quiser experimentar esta versão, pode aqui fazê-lo.

The Big Sleaze 2 1/2 já lançado


A muito aguardada sequela de The Big Sleaze, agora com o acrescento 2 1/2 (a fazer lembrar a saudosa série The Naked Gun), já foi lançada, tendo o seu autor, Mark Hardisty disponibilizado gratuitamente os ficheiros. Não obstante, está a ser preparada uma versão física, que pelas amostras que já vimos, será um mimo para os coleccionadores.

Podem aqui descarregar uma primeira versão do jogo e esperem por uma review em breve.

terça-feira, 17 de julho de 2018

Preview: NextDAW


NextDAW é a sigla de Next Digital Audio Workstation, que é como quem diz, um estúdio de áudio digital para o Spectrum Next.

Quem pensava que o Spectrum Next estava vocacionado apenas para jogos, desengane-se. Este programa visa aproveitar ao máximo as capacidades de som do Spectrum Next, suportando três chips de som AY-3-8910, o que confere nove canais de áudio para se poder criar as faixas musicais que quisermos. Incluí ainda uma gama ampla de instrumentos musicais e efeitos sonoros e funcionalidades, como a gravação por etapas ou a gravação em tempo real, usando o teclado do computador.


Analisando a página do NextDAW não conseguimos deixar de ficar maravilhados com aquilo que observámos e que vos convidamos a ver. E só falta pouco mais de um mês para o programa ser disponibilizado. O preço ainda não sabemos, mas com tanta funcionalidade, não esperem por milagres.

E se depois disso não acreditam, vejam só o que o software consegue fazer com o Only You dos Yazoo...

Advanced Election Simulator


E que tal um jogo em que perdem sempre? É isso que podem contar em Advanced Election Simulator (ou Elector, como preferirem), o mais recente programa a concurso no Crap Games Competition 2018.

A competição andava meio parada e ultimamente até praticamente nos tínhamos esquecido delas. Mas o blogue russo Pixel Perfeito não se esqueceu, e relembrou-nos que a competição ainda mexe.

Como seria de se esperar de um programa com o nome Advanced e Simulator no nome (private joke da Your Sinclair), pouco têm que fazer e estão ingloriamente condenados ao insucesso. Começam por escolher um partido que concorre às eleições turcas contra o partido no governo, os conservadores. Podem escolher os nacionalistas, os republicanos, os patrióticos e as minorias, todos agora com novos nomes jocosos. Depois podem escolher entre sete opções para tentar ganhar eleitorado, seguindo-se a votação. Mas dê por onde der, o partido no poder ganha sempre. Qualquer parecença com a realidade é mera coincidência...

segunda-feira, 16 de julho de 2018

Preview: Droid Buster


Ariel Endaraues já está a trabalhar no seu segundo jogo criado através do Arcade Games Designer. Depois de um platformer bastante divertido, Pumpkin Poe, segue-se um jogo com características diferentes, embora criado no mesmo motor.

Reza a história que Frank foi o único sobrevivente de uma experiência que não correu muito bem e que alterou os seus punhos, que se tornaram uma verdadeira arma letal. E procura agora vingar-se do cérebro que o utilizou como cobaia, assim como do seu exército de dróides.

O jogo é um remake de Mandroid, para o Commodore 64, e vai participar na competição ZX-DEV-MIA-Remakes.  No entanto apenas mais para final do ano estará finalizado. Cá o esperamos, então.

Zona 0 também para depois do Verão


Prevê-se um último trimestre de 2018 recheado de lançamentos da Team / Topo Siglo XXI. Na calha já estão Lorna e R.A.M., que neste momento já estão traduzidos para a nossa língua e em breve irá abrir a pré-venda (Setembro), Gremlins 2, e agora também Zona 0. cujo novo ecrã de carregamento já está a ser concluído.

Esperem portanto por mais novidades das boas nos próximos tempos...

domingo, 15 de julho de 2018

Top jogos mais vendidos Julho 1983

Há 35 anos atrás, o top 10 dos jogos mais vendidos pela cadeia W H Smith era dominado pela Psion, que coloca uma nova entrada no primeiro lugar, Flight Simulation, e que tem ainda mais 5 títulos no top, dois deles em conjunto com a Mlebourne House, que também coloca 4 títulos nesta tabela.

É também interessante constatar que no top encontram-se dois programas utilitários, Vu-3D e Vu-file, assim como três aventuras de texto, The Hobbit, que depois de ter andado pelo primeiro lugar foi finalmente destronado, e duas novas entradas, Planet of Death e Transylvanian Tower.


The World War Simulator: Part II

Nome: The World War Simulator: Part II
Editora: Retrobytes Productions
Autor: Toni Ramírez, Alxinho, José A. Martín
Género: Labirinto
Ano de lançamento: 2018
Teclas: Não redefiníveis
Joystick:  Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

aqui tínhamos colocado a preview, e agora, graças a El Mundo del Spectrum, descobrimos que o jogo tinha acabado de ser disponibilizado pela Retrobytes, e ainda por cima gratuitamente.

Dizem os autores desta aventura que por volta do ano 3000 o mundo dos videojogos é muito diferente do actual. A realidade virtual é... Bem... Uma realidade... E nós, na pele de Richard Burton, decidimos voltar ao passado e eliminar Hitler antes que este se reproduza.

O postal de introdução do jogo é também bastante revelador dos nossos objectivos. Temos então que entrar no bunker do Hitler e matá-lo. Mas isso não é suficiente, pois se queremos atingir os 100% e ver a bonita sequência final, temos que cumprir também com os objectivos secundários e isso passa por matar a sua amante, Eva Braun, Goebbels e Magda, além de ter que recolher todos os corpos e a pastor alemão (Blondi) pertencente ao ditador, oferta de Bormann.


Claro está que a tarefa é tudo menos fácil. Para começar o bunker está infestado de guardas, que apesar de fazerem rondas erráticas pelos quartos (um dos poucos defeitos deste jogo), assim que detectam a nossa presença, saúdam-nos com uma pouco amigável rajada de metralhadora. O truque é emboscá-los, estando num ponto onde se preveja que eles vão passar e descarregar a nossa arma. Mas com cuidado, pois as munições não são ilimitadas.

Para complicar a missão, o bunker é um verdadeiro labirinto, com minas pelo meio que nos matam ao primeiro toque, e com portas que dão acesso a novos quartos. Para isso temos que encontrar as chaves que estão escondidas pelo abundante mobiliário das salas.

Impõe-se então que em cada sala vasculhemos muito cuidadosamente tudo, pois sem as chaves não vamos longe. Por outro lado, é assim que conseguimos encontrar as tão desejadas munições para recarregar a nossa arma, bem como medicamentos e kits de primeiros socorros, que ajudam a restaurar a saúde.


Quem conhece Rambo 3 ou Into the Eagles's Nest sabe o que vai aqui encontrar. Muita exploração, e dedo rápido e preciso no gatilho, condições essenciais para se poder avançar nesta surpreendente aventura. Além disso os gráficos estão muito bem conseguidos, recriando na perfeição o bunker e o ambiente do Terceiro Reich. Até mesmo o som, sendo minimalista, ajuda à festa.

Este é então um jogo que se explora com muito agrado e que por muito pouco não atinge o galardão máximo. Fosse um pouco mais extenso e seguramente o alcançaria.

A versão digital é gratuita e pode aqui ser obtida, mas quem quiser obter a versão física, que aconselhamos, terá que desembolsar 10 euros + portes.

sábado, 14 de julho de 2018

Praga de Ratos (MIA)


Centipede teve dezenas de clones, tendo sido um deles Cyber Rats, da Silversoft, lançado nos primórdios do Spectrum, em 1982. A Timex pegou nesta versão, traduziu-a, e lançou por essa altura no nosso mercado. O nosso amigo Jose Manuel, de El Trastero del Spectrum, conseguiu chegar até ele e dar-nos o jogo perfeitamente preservado, juntamente com a sua capa. Desta forma temos acesso a mais uma importante peça da Timex no nosso país.

Poderão aqui descarregar Praga de Ratos, agora disponibilizado para a posteridade.

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Spych


Nome: Spych
Editora: NA
Autor: G0blinish
Género: Puzzle
Ano de lançamento: 2018
Teclas: Não redefiníveis
Joystick:  Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

O blogue Pixel Perfeito e o fórum russo ZX-PK.ru são uma fonte inesgotável de informação. Tanto que até já nos registámos nesse fórum, onde muito regularmente vão aparecendo novos jogos vindos do Leste, que vem mostrando um grande dinamismo. O mais recente a aparecer é Spych, um quebra-cabeças (mais um) baseado no Sokoban.

O seu autor, Dmitry Krapivin, já está habituado a criar puzzles, sendo este o seu novo título. E apesar de ser mudo (som não existe), e os gráficos serem bastante arcaicos (muito longe dos apresentados em SokoBAArn, por exemplo), não deixa de apresentar os seus motivos de interesse. Afinal de contas, o que mais é valorizado neste tipo de jogos é o puzzle em sio, e neste aspecto Spych está muito bem cotado.


Em Spych podem então contar com trinta níveis para exercitar as vossas células cinzentas. O grau de dificuldade vai naturalmente aumentando, e se nos primeiros níveis é relativamente fácil desmontar o quebra-cabeças e descobrir quais as caixas que devem ser movimentadas para abrir as passagens necessárias, apanhar as chaves e os tesouros de cor roxa (não podem passar de nível sem apanhar todos), e destruir as bombas que impedem alguns pontos de passagem, mais para a frente terão desafios bem mais difíceis. A partir do nível vinte e seis podem mesmo contar com espelhos sobre os quais se empurram as caixas.

Podem utilizar as teclas "QAOP" para movimentar o personagem, e o "R" para reiniciar o nível (irão fazê-lo muitas vezes). Cada nível tem também um nome, que vos permite recomeçar o jogo sem terem que voltar a passar por todos os níveis que já completaram.

Não sendo uma obra-prima, Stych é suficientemente interessante para agradar a todos aqueles que gostam de um bom quebra-cabeças. É gratuito e pode aqui ser descarregado.

Número 3 da revista The Classic Adventurer disponível


Já foi disponibilizado o número 3 da revista The Classic Adventurer, indicado para todos aqueles que gostam de aventuras de texto. Destaque para o artigo sobre a Zenobi e Fish!, jogo co-escrito por Phil South, um dos mais conhecidos colaboradores da Your Sinclair.

Poderão descarregar a revista aqui (ou comprar em formato físico). 


quinta-feira, 12 de julho de 2018

Novo update do Spectrum Next

E já estávamos a estranhar não haver muitas novidades do Spectrum Next ultimamente. Mas isto mudou hoje, com a nova actualização de notícias por parte de Henrique Olifiers, cujo resumo aqui deixamos.

Assim, neste momento as boards (Next 2B) já estão todas com a equipa e prontas a serem colocadas nas cases. São mais de três mil e podem agora finalmente vê-las (imagem abaixo)...


A placa de expansão que aloja o conector do cartão SD e os botões laterais está também prestes a ser preparada para ser colocada nas cases. Estas últimas sofreram (pequenas) modificações, estando praticamente prontas.

Claro que o Spectrum Next vem repleto de software. Para isso a equipa tem em mãos a tarefa de colocar os conteúdos nos cartões SD, quatro mil e oitocentos no total, sendo cerca de três mil com o firmware e os restantes com o software principal para a placa aceleradora.

Quanto ao último capítulo da saga, o teclado: a equipa abdicou da terceira camada, optando por contactos semicirculares em duas camadas, garantindo um toque suave das teclas, como seria de esperar. Assim, as teclas compostas (setas ou break) são essencialmente compostas por três contactos que estão fechados em apenas duas camadas.


Finalmente, as membranas de teste já estão a ser produzidas e vão estar prontas no dia 17 de Julho para aprovação final, sendo esta a última etapa até o computador ser entregue aos backers. Vamos fazer figas para que tudo corra bem!

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Accounts (MIA)


No enorme lote de cassetes que o Vasco Gonçalves nos emprestou, além dos muito apetecíveis títulos da Astor Software, também vinham algumas curiosidades, como este Account (presumimos que seja este o nome), que não encontramos listado em lado algum e do qual desconhecemos praticamente tudo. Parece-nos um type-in de alguma revista, até porque está escrito inteiramente em Basic. De qualquer forma não quisemos deixar de o preservar para a posteridade, podendo aqui ser obtido.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Quatro novos títulos da Bumfun Software


De uma assentada a Bumfun Software lança quatro títulos no mercado. E o primeiro deles dispensa apresentações, Jane Jelly and The Treasure of Hotmarmalade de Jaime Grilo, já aqui analisado em Setembro do ano passado.

Explorer é um shoot'em'up de 2015 de Luca Bordoni, que finalmente tem uma versão física. Este jogo, feito em Boriel BASIC, é um tributo a Scramble e tem agora um novo ecrã de carregamento.

Tumult: Phase 1 é outro shoot'em'up, conversão de Turmoil, clássico que apareceu para o Atari 2600 em 1982. Será o primeiro de uma série de jogos desta série a ser lançado pela Bumfun Software.

Finalmente, e talvez o mais surpreendente dos quatro lançamentos, I Hate the Internet, prequela da novela com o mesmo nome de Jarett Kobek. Além disso o autor recita um secção da sua novela, em exclusivo neste lançamento.

As cassetes têm um custo de 10 libras, acrescidos de portes, e podem aqui ser obtidas.

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Dizzy and the Mystical Letter


Nome: Dizzy and the Mystical Letter
Editora: NA
Autor: Hippiman
Género: Aventura
Ano de lançamento: 2018
Teclas: Não redefiníveis
Joystick:  Kempston, Sinclair
Memória: 128 K (TR-DOS)
Número de jogadores: 1

E sem que nada o fizesse esperar, os russos pegaram no motor do Dizzy e lançaram uma nova aventura do ovo mais famoso do Spectrum. Dizzy and the Mystical Letter é o nome deste novo jogo, e apesar de não ter a profundidade de Crystal Kingdom Dizzy, podem contar com umas boas horas de divertimento.

Desde logo deixamos três avisos à navegação. O primeiro é que o jogo apenas corre em 128 K no modo TR-DOS. Assim, nos vossos emuladores terão que selecionar essa opção se quiserem usufruir desta aventura.

Em segundo lugar, em alguns dos emuladores o jogo tem vindo a dar problemas, indo abaixo sem motivo aparente. Ao longo de duas horas, e até chegarmos ao final da aventura, utilizámos o Speccy e o Spectaculator e nunca fez crash. Poderá ter sido sorte, ou poderá ser da versão que temos dos emuladores.

Por fim, a aventura está em russo. Quer isso dizer que não conseguimos usufruir totalmente do jogo, nomeadamente dos diálogos. Mas apesar disso, os puzzles, regra geral, são intuitivos, e nem que seja por tentativa e erro conseguem dar com a solução. Além disso, quem já antes experimentou as aventuras deste simpático ovo, não terá também grandes dificuldades em perceber a mecânica de Dizzy and the Mystical Letter.


Quem nunca antes teve contacto com Dizzy ou outros jogos semelhantes da Code Masters (Slightly Magic, por exemplo) o que aqui pode esperar é uma típica aventura, com muitas plataformas pelo meio, onde teremos que ir pegando em objectos e levá-los aos locais certos, única forma de desbloquear ou ultrapassar obstáculos e poder chegar a novos pontos do cenário.

Alguns dos puzzles são bastante imediatos, outros já exigem algum pensamento lateral. Além disso têm que explorar muito bem todos os cenários, pois por vezes a solução encontra-se fora do raio de acção visível.

Ao contrário de algumas das outras aventuras de Dizzy, não vos é exigida muita destreza de dedos. O programador, que fez aqui um belíssimo trabalho, optou por colocar as fichas na resolução dos puzzles, em detrimento da acção, e no nosso entender fez muito bem. Doutra forma iríamos ter apenas mais um vulgar jogo de plataformas.


Os gráficos, como podem observar nos screenshots que aqui apresentamos, a par da música, roçam a excelência. Tremendamente coloridos, não evitando o colour clash, contribuem para dar uma atmosfera muito interessante a Dizzy, convidando-nos sempre a tentar ultrapassar mais um obstáculo para ver o que vem a seguir.


No entanto, e este talvez seja o maior ponto fraco deste jogo, a aventura não é longa. Em pouco mais de duas horas conseguimos terminá-la, e por isso (e apenas por isso), não lhe damos o galardão de "Mega Jogo". Fica lá muito próximo, mas o que podemos garantir é que quem pegue em Dizzy and the Mystical Letter, não vai descansar enquanto não o terminar.


O nosso conselho é então: metam gasolina no carro e conduzam Dizzy por este mundo encantado. Não se vão arrepender...

Nova aventura de Dizzy


E de forma surpreendente, através da página Indie retro News, descobrimos um novo jogo do Dizzy lançado há apenas dois dias. Dizzy and the Mystical Letter é o seu nome, e apresenta os elementos comuns nos jogos deste personagem.

Podem assim contar com uma aventura de arcada, com puzzles a desafiarem as nossas células cinzentas e muita cor e música excepcional é desde logo visível. Mas atenção, terão que correr o jogo no modo 128 K TR- DOS, doutra forma nada feito.

Quem quiser experimentar pode aqui descarregar e fica prometido uma review para breve...

Ice Breaker para depois do Verão


Depois do Verão iremos ter muitas novidades no que toca à Team / Topo Siglo XXI. Assim, depois de Lorna e R.A.M., que estão presentemente serem traduzidos para a nossa língua, Ice Breaker, de 1990,  será outro lançamento a trazer à luz do dia mais um jogo da Topo Soft, contemplando como é habitual alguns melhoramentos. Neste caso (tal como em R.A.M.), a versão física vai ter uma caixa de cartão, especialmente indicada para coleccionadores.

Para já Borrocop está a trabalhar no ecrã de carregamento, e, como podem ver, este ficou agora, na nossa opinião, ainda mais bonito, acentuando a sensação de velocidade.

Vão-se assim mantendo atentos a este espaço.

domingo, 8 de julho de 2018

Starquake


Nome: Starquake
Editora: NA
Autor: Stephen J. Crow
Género: Labirinto
Ano de lançamento: 1985
Teclas: Redefiníveis
Joystick:  Kempston, Interface Two
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Da mente de Stepehen Crow (Wizard's Lair) saiu uma deliciosa aventura, sendo Starquake dos jogos mais apreciados do Spectrum, mas também dos mais difíceis.

Nesta aventura controlamos BLOB (Bio-Logical Operated Being) e a nossa missão é salvar a Terra de um planeta opressor. Para isso teremos que estabilizar o núcleo desse planeta, encontrando as várias peças que o permitem fazer. A história é estranha, mas pouco importa, já que deambular pelas quinhentas e doze salas que compõem o cenário é simplesmente delicioso. Mas também podem imaginar que com tanta sala (uma grelha de 16 X 32, cujo mapa deixamos mais à frente), a tarefa é hercúlea.


Para dificultar ainda mais a nossa missão, o planeta está infestado com inimigos, alguns que se colam a nós como autênticas lapas, roubando a nossa energia, mas o pior são uns seres semelhantes a pinos, cujo toque é fatal. Além disso, há salas apenas acessíveis através de um cartão de acesso especial ou de uma chave. E convém que os mesmos sejam encontrados, em especial o cartão, doutra forma não iremos longe (o cartão encontra-se muito próximo do local onde começam a missão).

Mas BLOB também tem os seus trunfos. A começar num laser que destrói todos os inimigos, assim como um fornecimento de pontes que nos permite alcançar pontos mais elevados do cenário. Mas atenção, que tal como a energia do nosso herói, também as munições e as pontes têm stocks muito limitados, embora existam recargas ao longo do caminho. Mas melhor ainda é apanharmos a pequena nave que nos permite voar por todo o cenário. O único problema é que quando estamos montados nessa nave, não poderemos apanhar objectos, implicando deixar a nave nas respectivas estações e voltarmos ao local onde se encontram esses objectos (normalmente componentes que permitem estabilizar o núcleo ou itens que poderão ser trocados por esses componentes nas pequenas pirâmides, que não são mais que pontos de troca), ficando, no entanto, mais vulneráveis.


Existem ainda tele transportadores que nos permitem ir para outras zonas do planeta. Para isso necessitamos de conhecer os respectivos códigos. A zona onde se encontra o núcleo e onde teremos que nos deslocar inúmeras vezes para colocar os componentes é Quake (poderão ver o núcleo na imagem acima). Os restantes são Verox, Tulsa, Delta, Exial, Ultra, Amiga, Soniq, Algol, Irage, Asoic, Ramic, Amaha, Kyzia e Oktup.


Este é daqueles jogos que entranham até à medula. Apesar do elevado grau de dificuldade, a jogabilidade é imensa e é um delírio conduzir BLOB pelo planeta. Os cenários são extremamente imaginativos, criando um ambiente encantador, os gráficos são do melhor que já se viu, ainda mais tendo em conta que estávamos em 1985 (comparando-se mesmo aos melhores jogos da Ultimate), e o som excelente.

Pode-se dizer que Starquake não tem pontos fracos e que é obrigatório experimentar. Quem não o fizer, não sabe o que perde...

sábado, 7 de julho de 2018

Astor Mind (MIA)



Astor Mind foi outro dos programas da Astor Software emprestado pelo Vasco Gonçalves e que conseguimos agora a preservação completa.  Recria, como se esperaria, o popular Master Mind, e, apesar dos gráficos espartanos, consegue manter o interesse dos adeptos dos jogos de cariz intelectual, ainda mais porque permite até cinco jogadores em simultâneo, constituindo sempre um bom divertimento para a família.

Poderão aqui vir completar a vossa colecção, descarregando mais esta pérola. Aos poucos tentaremos catalogar e recuperar todo o espólio de originais da Astor Software.