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sábado, 27 de julho de 2024

Reedição física do jogo "Formula One"


Estamos entusiasmados por anunciar que o museu LOAD ZX, a Teknamic e a CRL concordaram em republicar o clássico jogo "Formula One" para o ZX Spectrum, lançado originalmente em 1985.
 
O museu já tinha posters disponíveis para compra, com autógrafos de Clem e Peter Wheelhouse, e agora está disponível também uma edição limitada de novas cassetes do jogo. Estas cassetes podem ser adquiridas através da loja do museu, tanto online como localmente, ou através da Teknamic para encomendas internacionais.

Um enorme obrigado ao Clem e ao Peter!

quinta-feira, 25 de julho de 2024

Entrevista ao fundador da CRL - Clem Chambers


Clem Chambers é hoje o CEO da Online Blockchain e um prolífico escritor financeiro, mas talvez reconheçam o seu nome por ser o fundador da CRL, a editora de vários jogos para o ZX Spectrum como o "Formula One", "The Rocky Horror Show", "Cyberknights", entre vários outros jogos de culto dessa era.

Em Maio, no evento Synergy que decorreu no museu LOAD ZX, o Clem fez questão de estar presente para reencontrar o seu amigo Peter Wheelhouse, um dos criadores do "Formula One", e participar também na sessão dedicada a este mítico jogo. Na altura aproveitámos a sua presença no museu para também o entrevistar e assim registar o seu testemunho enquanto fundador de uma das grandes editoras para o ZX Spectrum. Mas este vídeo estava à espera do momento certo para ser partilhado pela primeira vez...

Esse momento chegou! Esta conversa será partilhada amanhã, às 21h no nosso canal de YouTube. Recomendamos que estejam presentes porque vamos aproveitar a ocasião para anunciar uma grande surpresa que temos preparada… Curiosos? Não percam, porque só os mais rápidos vão conseguir.

sábado, 4 de maio de 2024

Formula One

Nome: Formula One
Editora: CRL Group PLC
Autor: G.B. Munday,B.P. Wheelhouse
Ano de lançamento: 1985
Género: Gestão desportiva
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Memória: 48 K
Número de jogadores: 6
Link para descarga: Aqui

Existem dois jogos que a comunidade Britânica desvaloriza, incluindo a imprensa da época, mas que os Portugueses idolatram. O primeiro deles é Chuckie Egg, o jogo que merecidamente venceu o primeiro Hall of Fame do Museu Load ZX (ver aqui). O segundo é Formula One, que muito merecidamente foi considerado o melhor jogo para os leitores de Planeta Sinclair e ZXSDDA (ver aqui) e que consta também no top Planeta Sinclair dos melhores jogos de sempre para o ZX Spectrum, na posição 23º (ver aqui).

Mas há mais coisas que ligam Formula One a Portugal. Assim, no já distante ano de 1998, o Nuno Pinto (aka Namco), fez um MOD do jogo (ver aqui) bastante competente. Além disso, mais recentemente, o Rui Martins e o J. Martins fizeram novo MOD, desta vez contemplando muitas melhorias, incluindo gráficas (ver aqui e aqui), e que ficou com um aspecto brutal (consta que não vão ficar por aqui).

E se pensam que se esgota por aqui as ligações de Formula One ao nosso país, podemos acrescentar ainda que um dos programadores vivia em Cascais na altura do desenvolvimento do jogo, e que, precisamente no dia de hoje, temos Pete Wheelhouse em Cantanhede, no Museu LOAD ZX, em mais um mega evento realizado pela equipa do museu e da Inercia. E esta, hein? Como dizia o saudoso e centenário Fernando Pessa.

Para sermos sinceros, nunca entendemos a razão para os Britânicos não valorizarem devidamente Formula One. Talvez seja porque não têm o conceito de jogar em família, como nós tínhamos tão enraizado nos anos 80 (agora, com a internet e as redes sociais, infelizmente esse conceito perdeu-se na maioria dos lares Portugueses). Mas de facto, Formula One é um jogo para a família e amigos, pois permite que até seis jogadores em simultâneo assumam a gestão de uma escuderia da Fórmula Um, não só escolhendo os patrocinadores (primeiro passo, logo depois de se seleccionar uma, de seis equipas famosas dos anos 80), bem como os pilotos (estão os mais famosos da época 84/85), mas também é possível selecionar-se meia dúzia de pilotos inexperientes e desconhecidos, podendo até alterar-se o seu nome (é uma boa oportunidade para metermos os nossos nomes e dos nossos amigos a correr no campeonato).

Depois desta primeira fase, que apenas acontece no início de cada época, temos acesso a um dos quadros mais importantes e que antecede todas as corridas. Podemos então definir o estado e performance do motor ("power"), do chassis ("car") e a eficiência dos mecânicos ("crew"), que na prática se traduz na velocidade com que se movem aquando da ida às boxes. Existem aqui algumas semelhanças com Brum Brum, um jogo Português com a mesma temática, que saiu um ano antes de Formula One. 

Existe um quarto parâmetro que, nesta fase, influencia o desenrolar das corridas: o nível do condutor ("driver"). Mas não é possível aumentar a sua performance da mesma forma que os outros parâmetros. Claro que podemos sempre comprar um piloto mais experiente, mas esse também custa mais dinheiro e uma boa gestão dos fundos é o primeiro passo para sermos bem-sucedidos. O nível dos pilotos vai subindo à medida que estes vão terminando as corridas, de preferência em lugar pontuável (e esperando que não se despistem e fiquem lesionados, se isso acontece, apenas resta a opção de comprar outro piloto - felizmente que isso não acontece muitas vezes). 

Após definirmos o estado das nossas viaturas, temos uma última opção a tomar antes de iniciarmos a corrida. Assim, consoante o boletim meteorológico que é fornecido, temos que escolher os pneus com que nos vamos apresentar na grelha de partida. Esta opção é muito importante, pois uma má escolha tem normalmente resultados desastrosos, desde perdermos tempo, a fazermos piões e danificar o chassis, tendo que se ir às boxes, ou, na pior das hipóteses, abandonarmos a corrida.

Existem cinco hipóteses de pneus à escolha:

  • Soft Compound: os mais rápidos, mas desgastam-se rapidamente
  • Medium Compoud: menos rápidos que os "soft", mas desgastam-se menos rapidamente 
  • Hard Compoud: os mais lentos, mas mais duráveis
  • Intermediates: para piso húmido
  • Rain Tyres: para tempo de chuva

É então apresentada a grelha de partida e após uns segundos começa aquilo que é mais ansiado por todos: a corrida. Ao longo de 16 Grandes Prémios, Portugal incluído (Autódromo do Estoril), temos oportunidade de ver os nossos pilotos em acção. Os bólides vão passando ruidosamente a cada volta, com os tempos dos seis primeiros afixados no placard electrónico, sendo que no final de cada volta, se alguma coisa de relevante acontece, é passado em rodapé através de uma curta mensagem. É desta forma que sabemos os problemas que vão acontecendo com os carros e condutores, assim como pontuais mudanças nas condições meteorológicas. Quando esta última acontece, normalmente quer dizer que começou a chover ou que a pista entretanto ficou seca. Duma forma ou doutra, o melhor é chamarmos a viatura às boxes. 

A parte das boxes é aquela que ninguém se esquece. Assumimos então o controlo do mecânico que tem que mudar os pneus e, por vezes, ir à parte de trás do carro afinar o chassis ou o motor. É o único momento de arcada de Formula One, mas é também aquele que mais calafrios provoca. É uma corrida contra o tempo, e quem nunca soltou uns impropérios, apenas porque com a pressa errou tocar no local onde se muda o pneu? É também aquele momento em que desejamos fazer as coisas perfeitas, e os nossos amigos e família desejam que o nosso mecânico meta os pés pelas mão e falhe o local que deve tocar. Enquanto isso, o cronómetro vai avançando, fazendo aumentar ainda mais o nervosismo de todas as partes. Por um pneu se ganha, por um pneu se perde, nem que seja porque demorámos mais uns segundos a trocar a roda.  

No final da corrida, são apresentados os resultados, assim como os pontos, quer dos condutores, quer da equipa. Se chegarmos ao final dos 16 grandes prémios e a nossa equipa for a que tem mais pontos, começamos nova época, agora num nível de dificuldade acima. Existem cinco níveis de dificuldade, sendo que nos mais difíceis, estão sempre 12 carros em prova (isso não acontece nos níveis mais fáceis).

A propósito, quando o jogo foi lançado, até surgiu uma competição destinada aos que vencessem no nível mais avançado (expert).

Por fim, existe uma opção que nunca utilizamos: apostas. Há a possibilidade de apostarmos antes de cada corrida no vencedor. É uma forma de se conseguir aumentar o mealheiro. Mas mesmo com essa opção, muito do agrado do público Britânico (não tanto dos Portugueses), Formula One não lhes caiu no goto. É uma aposta que perdem, é o que podemos dizer.

Formula One é dos jogos mais viciantes que conhecemos. Mesmo depois de fazermos dezenas e dezenas de temporadas, quer em família, quer sozinhos, voltamos sempre a carregá-lo. É o jogo ideal para se passar um tarde ou serão entre amigos. Em termos pessoais, lembro-me bem das inúmeras tardes nas férias em família, em que em vez de irmos para a praia, não nos conseguíamos afastar do computador. Essas memórias felizes vão para sempre ficar e, talvez também por isso, nunca me irei esquecer de Formula One...

domingo, 3 de janeiro de 2021

Formula One (2020 MOD) update 1.25

 

Quando em Outubro do ano passado Jorge Pois e Rui Martins lançaram o MOD 2020 de Formula One, foi um retumbo sucesso em Planeta Sinclair (actualmente o quarto post mais visto de sempre), demonstrando o carinho que a comunidade portuguesa tem por este jogo, justamente votado por esta como o mais popular (ver votação aqui). Entretanto, o Jorge e o Rui continuam a fazer melhorias ao jogo, sendo as mais visíveis ao nível gráfico:

  • Ecrã inicial com novo grafismo (ecrã acima)
  • Melhorias no grafismo das viaturas
  • Revisão gráfica das bancadas durante a corrida (pessoas, toldos, publicidade)
  • Revisão gráfica da boxe e dos mecânicos

A versão 1.25 foi agora lançada, podendo aqui ser descarregada. Mas não vai ficar por aqui, pois o Jorge e o Rui continuam a introduzir melhorias e daqui a umas semanas deverá haver mais novidades, com uma nova versão para 2021.

Mas o contributo desta dupla portuguesa tem outros capítulos. O Jorge tem vindo a animar uma página de Facebook simplesmente espectacular e que permite que possamos jogar online com outros jogadores da comunidade (com o Rui e outros amigos). Já o experimentámos (com o Match Day 2), e o resultado é impressionante. Têm vindo a organizar campeonatos de Formula One, mas também de outros jogos míticos como Match Day 2, bem como a transmitir jogos de Match Point, 3D Stock Cars Championship. Não há limites...

Venham aqui espreitar a página e atrevam-se a fazer uns jogos online.


[For our english readers:
- initial article about Formula One MOD2020 is here
- download of the MOD2020 v1.25a is here
- the updated features of Formula One MOD2020, are described here]

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Formula One (MOD)


Não estaremos muito enganados se dissermos que Formula One foi um dos jogos que maior sucesso teve no nosso país, isto apesar da critica britânica não ter gostado por ai além deste simulador. Na altura, não havia casa que tivesse um Spectrum (ou um Timex) e não tivesse Formula One. E o carinho por este jogo no nosso país era tanto que até teve direito a uma actualização, da autoria de Nuno Pinto, contemplando os pilotos e construtores de 1998, além de gráficos melhorados.

Podem aqui vir buscar esta actualização, brevemente haverá mais novidades do Nuno!

quinta-feira, 29 de março de 2018

Discovery


Não é todos os dias que se consegue descobrir um MIA. E neste caso é mais do que isso, é um jogo desconhecido, nunca antes editado, e que pelos visto nem sequer estava finalizado. Mas agora, graças ao blogue Program Bytes 48k (mais um dos que seguimos frequentemente), conseguimos chegar até mais uma pérola.

Em primeiro lugar, e dado que o jogo não foi finalizado, há que aplicar um truque para que este se torne jogável. Assim, em vez do habitual LOAD"", terão que fazer MERGE"", que vos permite entrar no loader. Depois, na linha 30, imediatamente antes da função PRINT, insiram POKE 50885,n (ver screenshot em baixo), em que n é:
  1. Teclas P, L, Z, X, 0
  2. Kempston
  3. Cursor
  4. Sinclair 

Conseguem agora aceder a um shoot'em'up vulgaríssimo (a CRL não era conhecida pela qualidade dos seus jogos), mas que passado trinta anos constituí uma belíssima preciosidade. Poderão aqui descarregá-lo.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Cyberknights


Nome: Cyberknights
Editora: CRL Group PLC
Autor: Robert T. Smith
Ano de lançamento: 1988
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 2

A ideia subjacente a Cyberknights até tinha grande potencial: no século 22 há um desporto que coloca frente a frente robots, tal como se de gladiadores se tratassem. E tal como seria de esperar, nós somos esse robot que tem que encontrar os seus adversários e eliminá-los, enquanto vai apanhando sacos de dinheiro. Isto tudo num labirinto de salas com gráficos muito pobres e pouco imaginativos.

E o jogo até tinha tudo para ser bem sucedido. Apesar da CRL ser algo inconstante nas suas edições, alternando o ótimo (FormulaOne, Academy), com o péssimo, o autor, Robert Smith (não o vocalista dos The Cure), até tem em carteira alguns jogos de estratégia muito bons (Arnhem, Desert Rats). E este jogo até tinha alguns trunfos, como seja um editor no lado B da cassete, onde poderemos desenhar o nosso robot, e a possibilidade de jogarmos contra um oponente humano (neste caso o ecrã divide-se em dois, à la Spy vs Spy).


No entanto, o jogo está muito mal implementado, sendo terrivelmente chato. Estamos limitados a vaguear por salas sem fim, à procura dos outros robots, dando uns tirinhos de vez em quando, e desejando que a nossa energia se acabe depressa para por fim a esse tormento. E nem os gráficos, muito fracos, conforme já referimos, nem o som, igualmente muito pobre, ajudam à festa. Estamos assim perante um ideia ingloriamente desaproveitada.