quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Clube Z80 n.º 6


Partilhamos hoje o número 6 de Clube Z80, edição de Março de 1983. A partir deste número a revista tem um aspecto mais profissional.

Poderão aqui descarregar este número do Clube Z80. A revista revista original já pertencia ao espólio do Museu Load ZX Spectrum, estando para consulta nesse local.

Astros (MIA)


Apesar de ser um tema que nos provoca uma certa comichão (e estamos a ser simpáticos), como programa, Astros tem o seu interesse. Em primeiro lugar porque é dois em um, isto é, inclui um menu inicial com a opção de biorritmo ou de astrologia. Em segundo lugar, porque o programa de astrologia está bastante completo, pelo menos é o que nos parece, já que estamos muito longe de ser especialistas de abordagens que tenham a ver com pseudo-ciência.

Fica aqui então o programa Astros, cortesia do Miguel Lopes que nos ofereceu um lote enorme de cassetes.

terça-feira, 20 de outubro de 2020

The Witch


Nome: The Witch
Editora: NA
Autor: Manu
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: Spectrum Next
Número de jogadores: 1

The Witch foi o último dos jogos a entrar na competição ZX-DEV-MIA-Remakes. O seu autor, Manu, teve alguns contratempos de última hora com a música, e com o acordo dos organizadores da competição não disponibilizou imediatamente o jogo pela comunidade. Não obstante, os juízes receberam uma versão provisória, entrando assim a concurso, mesmo que partindo em desvantagem (teve obviamente consequências na classificação final). Isto aconteceu no início de 2019 e entretanto Manu teve tempo para trabalhar uma nova versão, limando algumas arestas ao nível dos movimentos dos personagens, adicionar a música e o ecrã de carregamento, belíssimo, por sinal.

Tirando estes contratempos iniciais, situação entretanto rectificada nesta nova versão, pode-se dizer que The Witch é um verdadeiro remake, e logo de um dos clássicos do Spectrum, Cauldron de 1985. Confessamos que nunca entendemos muito bem toda a fama associada a este jogo, mas suspeitamos que tenha a ver com a temática associada e pelos gráficos, bastante apelativos para a época. De certeza que não seria pela sua jogabilidade, pois na nossa opinião, o original tinha bastantes lacunas a esse nível: sempre que a bruxa entrava nas cavernas, perdia a capacidade de voar, apenas andando e saltando, mas com uma lentidão exasperante, e que tinha como principal consequência a impossibilidade de se desviar de uma boa parte dos inimigos. Vamos ser sinceros, na nossa opinião The Cauldron era um jogo medíocre (tal como a sequela), com mais fama que proveito, mas louve-se a coragem do programador em pegar num jogo com estas características. 


A história e objectivos são em tudo idênticos ao original. Assumimos então o papel da bruxa que tem que procurar na superfície as quatro chaves que permitem abrir as portas do submundo, representadas por casas. Ai, terá que procurar os ingredientes que depois irá colocar no caldeirão, para poder conceber o feitiço que vai livrar a maldade do Mundo. Lembram-se de Laetitia, de Jaime Grilo, lançado o ano passado? por acaso (ou talvez não), a história é em tudo semelhante...

Mas a tarefa é espinhosa, bastante até. Para começar, o Mundo está mesmo amaldiçoado. Os inimigos são às dezenas, desde morcegos, fantasmas, plantas carnívoras que nos tentam atingir com projécteis, abóboras, lava, fantasmas, enfim, uma variedade imensa de criaturas e outras aberrações que só aparentemente são inofensivas. Até as árvores são mortais, mais uma vez com óbvias semelhanças com Laetitia (obviamente inspirado em Cauldron).

Como se as dificuldades não fossem poucas, a uma das cavernas só se deverá ir depois de ter passado pelas restantes e de se ter o caldeirão na nossa posse (ver um dos ecrãs abaixo, canto superior direito). Doutra forma não se consegue ultrapassar a abóbora que bloqueia o último dos elementos. Não iremos dizer qual a caverna, isso faz parte do trabalho exploratório que terá que ser feito, mas quem já jogou (e terminou) o original, decerto se lembra da sequência (ou em alternativa poderá ler o manual que o autor disponibilizou juntamente com o jogo). Além disso, uma das cavernas tem duas portas, mas só uma é a correcta, a outra levando a um beco sem saída.


Se um dos maiores trunfos de The Witch é estar perante uma adaptação muito próxima do original em termos de mecânica de jogo e de gráficos, não obstante os cenários serem diferentes, em especial nas cavernas, essa é também a sua maior fragilidade. Isto porque mantém-se a tal lentidão de movimentos nas cavernas de que já falámos e que o original padecia. E é uma pena, pois talvez Manu pudesse ter sido nesse aspecto um pouco mais ambicioso e ter dado uma capacidade de movimentos mais rápidos à bruxa, o que melhoraria bastante em termos de jogabilidade, mesmo perdendo-se alguma semelhança com o original. E nem que isso implicasse um maior dispêndio de energia sempre que um inimigo nos tocasse, mas iria sem dúvida beneficiar a aventura. Da forma como está feito, a maior parte das vezes nem sequer nos preocupamos em desviarmo-nos dos inimigos, pois duma forma ou doutra estes vão-nos atingir, limitamo-nos a passar os obstáculos o mais rápido que pudermos (tal e qual como no original). Temos também a sensação que poderá haver inimigos que não se consegue ultrapassar sem lhes tocar, mas aqui pode ser inépcia nossa.

Vamos ser sinceros, experimentámos o jogo até ao fim há mais de um ano, na altura sem som, e não nos sentimos particularmente cativados. Jogar no absoluto silêncio The Witch não era a experiência mais gratificante que poderíamos ter. Agora, com uma melodia a acompanhar a aventura, a história é um pouco diferente. Claro que preferíamos ter também alguns sons sempre que tocamos ou eliminamos um personagem, ou quando saltamos, mas não se pode ter tudo e a música é muito boa, por sinal.


Os gráficos e cenários, e este era um dos atractivos de Cauldron, mantém aqui todo o seu charme. É talvez o ponto que mais nos motiva a avançar nesta aventura. Não tendo o seu trunfo na jogabilidade, muito por força de se querer recriar o original na perfeição, foi na vertente gráfica que Manu apostou as suas fichas para aumentar a atractividade de the Witch. E neste vector o jogo obtém uma pontuação bastante alta, pois o programador deu-lhe alguns toques novos que o diferenciam, para melhor. Aliás, basta ver que o jogo é composto por dois ficheiros (outra das novidades relativamente à versão provisória). Assim, depois de se terminar a aventura com sucesso, deve-se correr o segundo dos ficheiros e acertar no feitiço (não se esqueceram de anotar a receita, pois não?), numa sequência final espectacular criada por Manu e que nem que fosse apenas por isso, valeria a pena persistir e chegar ao fim.

Apesar das lacunas apontadas, The Witch tem interesse. Não chega ao patamar de Laetitia ou Sophia II, este último também tendo entrado na competição da ZX Dev, mas de certeza que quem gosta do original, irá gostar deste remake. Não poderia ser chamado de Cauldron 2, porque esse já existe, mas talvez o autor lhe pudesse chamar de Cauldron 1 1/2, dadas as semelhanças com o original. O melhor elogio que lhe podemos fazer é dizer que The Witch é muito melhor que Cauldron...

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Luciano e la Pianta (MIA)


Luciano e la Pianta é a tradução para italiano do clássico de 1984 Jack and the Beanstalk. Não fazemos ideia se se trata de uma versão oficial ou de um pirata à boa maneira nacional. A capa e a label parecem dar a  entender que é uma versão oficial, no entanto não a encontramos referida em lado algum. De qualquer forma, o Luís Rato possuí o original e partilhou connosco, ficando agora disponível pela comunidade.

Podem aqui descarregar este lançamento completo.

Cardinal Chains


Nome: Cardinal Chains
Editora: Compiler Software
Autor: Miguel Prada
Ano de lançamento: 2020
Género: Puzzle
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Cardinal Chains é um quebra-cabeça minimalista no qual temos que passar por cima de todos os blocos do tabuleiro. No entanto, apenas podemos passar para um bloco adjacente com valor maior ou igual aquele que nos encontramos. Não podemos voltar a passar por blocos por onde já tenhamos passado e se ficarmos bloqueados, resta recomeçar o nível.

Dito assim parece muito simples e os primeiros níveis são mesmo muito imediatos e simples, pois apenas tem um bloco como ponto de partida. Mas a partir de certa altura o número de blocos de partida aumentam, aumentando também o grau de dificuldade, pois temos muitos caminhos possíveis por onde se passar. No entanto, o número de opções é sempre limitado por não podermos passar para blocos com valor inferior, pelo que o grau de exigência não é por ai além.


Os gráficos são minimalistas e o som inexistente, sentindo-se a falta de uma melodia de fundo e sprites mais animados que cativasse mais o jogador. Afinal de contas, foi isso que fez com que alguns quebra-cabeças simples lançados nos anos 90, por editoras como a Ocean Software (Puzznik, por exemplo), tivessem tanto sucesso.  

Cardinal Chains é a conversão para o ZX Spectrum de um original criado por Daniel Nora para os sistemas atuais. Nesta versão conseguiu incluir-se 313 níveis. Sim, leram bem, 313 níveis, pelo que quem gostar do género tem aqui muito com que se entreter.

domingo, 18 de outubro de 2020

Saiu demo de Melkhior's Mansion


Vai ser um dos lançamentos mais aguardados do ano, tendo versões para o Spectrum 128K e Spectrum Next e Richard Jordan tem vindo regularmente a dar-nos conta do desenvolvimento do jogo, tendo hoje disponibilizado a primeira demo. Podemos assegurar que vais ser um grande jogo. Se não estiver nos candidatos a GOTY, prometemos comer a nossa cópia de Atic Atac. Com sal, evidentemente...

Não acreditam? Descarreguem aqui a Melkhior's Mansion demo.

Saiu Hell Yeah!

 

De forma totalmente inesperada, pelo menos para nós, saiu hoje um novo jogo que vais fazer as delicias de todos aqueles que andavam a pedir por um pouco de acção. Não conhecíamos o programador, Andy Precious, o que não é de estranhar, já que este é o seu primeiro jogo 100% em código máquina. Mas que tem muito bom aspecto, lá isso tem...

Nos próximos dias faremos uma análise mais detalhada, até lá podem aqui descarregá-lo.

Cálculo de Rumo e Base e Irradiação (MIA)


Cálculo de Rumo e Base e Irradiação é mais um dos programas técnicos lançados pela Astor Software nos seus primeiros tempos, como facilmente se percebe pelo logótipo do índio no ecrã de carregamento (e pela data).  O programa é composto por dois subprogramas, um para Rumo e Base, ou outro para Irradiação, e certamente terá sido útil para os estudantes da altura, e não só.

Infelizmente não temos a capa, pelo que solicitamos aos nossos leitores, caso a tenham, que a digitalizem e nos enviem. De qualquer forma poderão aqui descarregar este lançamento.

sábado, 17 de outubro de 2020

Mr. Palo T.


Nome: Mr. Palo T.
Editora: NA
Autor: D'Antón
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Mr. Palo T. foi outra das propostas do Concurso MK1 con Retromaniac. Não obteve posição de relevo na competição (ficou em último lugar), e compreende-se, pois apesar do jogo não ter aparentemente bugs ou outro tipo de falhas ao nível da programação, tem algumas lacunas que o impedem de vir a ser lembrado no futuro. No entanto, que saibamos, terá sido o primeiro trabalho de um novo programador, D'Antón, pelo que existe grande margem de progressão que esperemos que seja aplicada nos próximos jogos.

A história é muito simples e pouco original, estando ao nível do jogo. Assim, temos que ajudar Mr. Palo T. a viajar pelo mundo, esquivando-se aos inimigos, recolhendo as chaves que dão acesso a novos ecrãs (pouco mais de 25), e apanhar os 10 bastões que por qualquer razão obscura permitem abrir a porta que se encontra no ecrã inicial. Ou seja, depois de chegarmos ao último ecrã, recolhendo o décimo bastão, teremos que fazer todo o caminho de volta, desta forma prolongando o tempo de jogo (e também a monotonia, diga-se).

O principal problema é que o jogo nada tem de novo que não tenha sido feito 1.001 vezes antes com o motor MK1, com o agravante do som ser apenas o standard desse motor (ou seja, irritante), os gráficos serem básicos, confusos e a preto e branco (nem um pouco de cor para alegrar mais o soturno ambiente), e o nível de dificuldade ser mínimo, ainda mais com 99 vidas dadas inicialmente. 

A sensação com que ficámos é que foi um trabalho experimental de alguém que se está a iniciar nestas lides, apenas para tomar conhecimento das opções disponíveis no La Churrera. Falta agora dominar as restantes vertentes que fazem com que um jogo seja atractivo e divertido. Esperemos que o programador persista e até peça apoio à comunidade de língua castelhana, sempre pronta a ajudar, sempre com ideias e jogos óptimos, e que serão a "muleta" ideal para D'Antón se superar no próximo desafio.

Poderão descarregar aqui o jogo.

Fanzine Planeta Sinclair n.º 2

Hoje é dia de reabertura do Museu LOAD ZX Spectrum, conforme anunciámos ontem, e para comemorar esta data especial, lançamos o número 2 do fanzine de Planeta Sinclair. Além disso, haverá uma nova edição do número 1 também disponível no museu, já que a anterior edição encontrava-se esgotada.

O presente número tem o museu em destaque, dando também relevância aos programas nacionais. Vamos assim encontrar Corrida de Caracóis, Varina, Rallye de Portugal e Letris... Nunca ouviram falar de Letris? Apenas dizemos que é um jogo educativo feito por alguém bem conhecido da cena nacional do Spectrum, e que por acaso até se encontra este fim-de-semana no museu a contribuir com os seus conhecimentos técnicos. 

Mais não dizemos, se quiserem ver que programa é este e que ainda não se encontra disponibilizado à comunidade, apenas têm que passar no museu e pedir na recepção o fanzine 2 (e o 1, se ainda não o tiverem).

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Micros & Hobbie n.º 4

Depois de na semana passada termos disponibilizado o número 3 do fanzine Micros & Hobbie, desta vez deixamos o número 4, de Junho de 1986. Com um novo visual, embora os artigos ainda apareçam de forma um quanto ou tanto atabalhoada, mas vê-se que havia vontade de fazer algo diferente.

Poderão aqui descarregar este número da Micros & Hobbie. A revista revista original já pertencia ao espólio do Museu Load ZX Spectrum, estando para consulta nesse local.

Saiu motor MK1 32X e demo Vampire Slayer


 Com esta é que fomos apanhados completamente de surpresa. Recordam-se de Castlevania: Spectral Interlude, unanimemente considerado como um dos melhores jogos a aparecer para o Spectrum, e que teve honras de tradução para português por Planeta Sinclair? Pois a saga poderá vir a ter novos episódios, e tudo graças a Pat Morita, autor do consagrado Black & White (entre outros), e que vai trazer brevemente uma recriação de Toki, naquele que é um dos jogos mais aguardados dos próximos tempos.

O que disponibilizaram foi um motor para a criação de aventuras do género de Castlevania, baseado no MK1 dos Mojon Twins. Junto com a ferramenta MK1 32X vem um tutorial que ensina a desenvolver os jogos. Será desta que a comunidade portuguesa se une para fazer um super jogo?

Como se não fosse pouco, para demonstrar a sua aplicação, Pat Morita lançou ainda Vampire Slayer, uma demo que recria a primeira fase de Castlevania para a plataforma NES, embora com um final diferente. E a ideia será no futuro completar o jogo. Ora digam lá que não é uma ideia maravilhosa?

Poderão aqui vir descarregar o motor, a demo, e reportar alguns bugs que existam. Não se esqueçam que a ferramenta ainda está em fase experimental.

Behind Closed Doors 9 convertido para o Spectrum


 John Wilson pensou (e muito bem), e fê-lo. Converteu Behind Closed Doors para o nosso amado ZX Spectrum e neste momento todos os episódios desta hilariante séria já se encontram convertidos para este computador.

Quem nunca experimentou as aventuras de Balrog, tem agora hipóteses de o fazer. Vai encontrar um arejado (ou não) humor de latrina e muitos quebra-cabeças para resolver, única forma de tornar feliz este desafortunado herói.

Poderão aqui descarregar esta nova aventura. 

Reabertura de Museu LOAD ZX Spectrum

É amanhã o grande dia: depois de uns meses fechado para obras, o museu LOAD ZX Spectrum reabre nas novas instalações, agora exclusivas para o efeito.

A maior parte dos nossos leitores já o deve saber, até porque nas últimas semanas o museu apareceu em tudo o que era jornal e televisão nacional, e até nalguma imprensa estrangeira, mas não nos cansamos de lembrar. Este museu situado em Cantanhede surgiu pela força e vontade de João Diogo Ramos, que encontrou na Câmara Municipal de Cantanhede o apoio ideal para juntos criarem uma infra-estrutura única no mundo. Não existe outro museu exclusivo da Sinclair e Timex em lugar algum, pelo que é motivo enorme de orgulho para nós podermos dizer que Portugal está à frente nesta matéria.

O museu já deveria ter aberto em Maio, no entanto, devido à pandemia, não foi possível fazer-se a abertura que se tinha pensado. Mesmo agora será um evento mais "tímido", no entanto, após a questão da pandemia estar deixada para trás, poderão contar com um evento recheado de surpresas. De qualquer forma, será um espaço obrigatório a visitar, com ou sem evento, pois terão assim a oportunidade de ver o enorme espólio que contém, sendo que alguns objectos não vão ser encontrados em mais nenhum lado. E se pedirem com jeitinho, o João ainda vos fará uma visita guiada...

Devido ao contexto actual, deixa-se também algumas orientações para quem quiser visitar o museu nos dias 17 e 18 de Outubro.

  • Aberto a partir de sábado 17 (e excepcionalmente no dia 18 também)
  • Visitas das 11h00 às 13h00 horas e das 14h30 às 18h30 horas
  • Mediante marcação prévia pelos telefones 231 429 813 ou 962 048 217, de modo a adequar a lotação das salas ao cumprimento do Plano de Contingência elaborado para o efeito e às orientações preconizadas pela Direção-Geral de Saúde (DGS) para o combate à Covid-19.
  • Higienização das mãos e controlo de temperatura à entrada, etiqueta respiratória, uso de máscara, cumprimento do distanciamento social e da sinalética existente são algumas das condições obrigatórias para as visitas guiadas limitadas a grupos de cinco pessoas e com um período de interregno entre cada grupo, de modo a permitir o arejamento das salas.

Mais informações aqui.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Astrocop


Nome: Astrocop
Editora: NA
Autor: Mananuk 
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Os nossos leitores já o sabem, jogo que tenha um felídeo como herói, ou no qual temos que salvar um, tem sempre um ponto a mais na classificação...

Obviamente que não, estamos na brincadeira, ainda mais quando as pontuações são levadas tão a sério pelos nossos leitores (voltamos a dizer, muito mais importante que a pontuação, é a própria análise). Mas é uma realidade que sempre que existem gatos na história, os nossos bigodes levantam e ficamos com um sorriso tipo Gato de Cheshire. E isto acontece em Astrocop, pois assumimos o papel de um polícia do espaço que foi parar à patrulha responsável pelo resgate desses nossos amigos de quatro patas. A nossa missão passa por viajar pelo Universo à procura dos gatos perdidos, dando-lhes finalmente a vida que merecem. Para isso, em cada um dos níveis desta aventura, teremos que não só recolher o bicho, mas também a disquete com as informações de espaço / tempo do próximo felino a ser resgatado.

Mananuk apresentou assim dois jogos no Concurso MK1 con Retromaniac. Claro que para ter conseguido de num tão curto espaço de tempo terminá-los, e mesmo usando o motor La Churrera como muleta, não poderiam ter uma grande dimensão. São assim apenas 15 níveis e cerca de 30 ecrãs, e que se percorrem em relativamente pouco tempo, pois a dificuldade não é por ai além. Mas naqueles momentos em que não queremos um desafio que puxe demasiado por nós, Astrocop é bastante apropriado.


Também não se espere por grandes novidades, pois estamos aqui perante o típico jogo à La Churrera, isto é, muitas plataformas para saltar ou a servirem de porto de abrigo dos inimigos que percorrem os trilhos em movimentos padronizados, objectos para recolher, sempre colocados nos locais mais improváveis e difíceis de alcançar, saltos pouco realistas (uma das características mais fortes do motor), e efeitos sonoros que nunca foram do nosso agrado. Por outro lado, quando os níveis estão bem desenhados, como é o caso de Astrocop, algo tão simples como dar meia dúzia de saltos e recolher alguns itens consegue cativar-nos, mesmo que seja exercício para apenas uma hora ou duas.

Quem não aprecia os jogos de plataformas criados com o MK1, certamente que não se vai enamorar por Astrocop. O que aqui foi apresentado é tudo menos original e já foi feito por inúmeras vezes, algumas  com melhores resultados, outras com pior. No entanto, quem quiser um jogo despretensioso, criado apenas pelo prazer de oferecer algo à comunidade, e que ainda por cima é divertido, poderá fazer bem pior que ingressar na patrulha do espaço e resgatar uma dúzia de bichanos (15, para sermos mais precisos)...     
 

quarta-feira, 14 de outubro de 2020

Clube Z80 n.º 5


Partilhamos hoje o número 5 de Clube Z80, edição de Fevereiro de 1983.

Poderão aqui descarregar este número do Clube Z80. A revista revista original já pertencia ao espólio do Museu Load ZX Spectrum, estando para consulta nesse local.

Tasword da Microbaite


O Luís Pereira fartou-se de nos enviar material para preservação, alguns bem piratinhas, como é o caso de Tasword, versão portuguesa lançada pela Microbaite (ou Microbyte, como preferirem). Poderá ter sido muito útil para quem não tinha contacto com a língua inglesa, e no fundo marcou uma tendência, pois actualmente todos os processadores de textos são traduzidos para a língua do mercado onde são lançados.

Poderão aqui vir buscar este lançamento.

terça-feira, 13 de outubro de 2020

The Witch foi lançado

 

Foram quase dois anos de espera para que a versão final de The Witch saísse.  Este jogo criado por Manu concorreu originalmente ao concurso ZX-Dev-Mia-Remakes. Não obteve uma grande posição, até porque só existia uma versão provisória, com alguns problemas de jogabilidade, e sem som (tivemos oportunidade de experimentar na altura e não ficámos impressionados). Mas agora a história é outra, pois o jogo foi finalizado, contém uma série de melhoramentos, nomeadamente um excelente ecrã de carregamento, música a condizer e algumas alterações ao nível da mecânica do jogo.

Iremos assim voltar a jogar The Witch até ao fim, ficando prometida uma análise detalhada assim que o tempo nos permita. Até lá, descarreguem aqui o jogo...

Retro Gamer 210 (Agosto 2020)

Se és fã do emblemático jogo Scuba Dive, que projetou a Durell Software como uma das mais prestigiadas companhias da época, então esta edição é para ti, uma vez que poderás esmiuçar tudo sobre a criação deste clássico.

Este artigo é o único que a edição 210 tem para oferecer referente à temática do ZX Spectrum.

Desenhos de Écran (type-in)


E o António Vila Chã continua a enviar-nos os type-ins da Mini Micros. Desta vez um pequeno utilitário da autoria de Albino Silveira, tendo ficado em segundo lugar da competição da revista. Relembre-se que esta competição era patrocinada pela Landry, editora de quem iremos falar brevemente...

Poderão aqui descarregar o pequeno utilitário, cortesia do António Vila Chã.

segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Moonraker (MIA)


Moonraker é um complexo mas muito interessante jogo de estratégia, criado por Paul Baxter em 1983 e que estava dado como desaparecido. Mas o Luís Rato tinha-o na sua colecção e permitiu-nos agora preservá-lo digitalmente, disponibilizando-o pela comunidade.

A cassete tem dois ficheiros, o primeiro com instruções bastante completas (e é preciso lê-las se queremos chegar a algum lado), o segundo, o jogo, que inclusive permite que se carrege "load's" previamente gravados.

Poderão aqui descarregar Moonraker.

Saiu Cardinal Chains para os puzzlers


Graças ao nosso amigo Jose Manuel de El Trastero del Spectrum, que tanto nos tem ajudado nas preservações de MIA's, tomámos conhecimento de mais um jogo novo: Cardinal Chains. Indicado para quem gosta de quebra-cabeças, faremos uma análise detalhada assim que o tempo nos permita.

De referir ainda que Planeta Sinclair é a página da semana para esse importante website espanhol (já antes tínhamos obtido esse galardão), e que nas actualizações consta um programa (IVA 2) que tínhamos preservado de uma cassete que o Luís Pereira nos tinha enviado.

Poderão aqui descarregar o jogo.

domingo, 11 de outubro de 2020

Gremlins 2: A Nova Geração para breve


Muito em breve iremos ter excelentes novidades vindas do reino da Topo Siglo XXI e do nosso amigo Borrocop. Assim, as actividades foram retomadas e vamos ter mais jogos parcial ou totalmente traduzidos para a nossa língua. Gremlins 2: A Nova Geração é o primeiro deles, vai ter edição física e uma edição especial para quem fala a língua de Camões. Mantenham-se atentos à nossa página e ao menu da Team Siglo XXI.

Danterrifik II

Nome: Danterrifik II
Editora: Toku Soft
Autor: David Gracia
Ano de lançamento: 2020
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Depois de em Abril David Gracia nos ter trazido um dos mais difíceis jogos de que há memória para o Spectrum, Danterrifik, com um sucesso invejável, foi agora lançado o sucessor. O jogo é uma extensão do primeiro, com 25 novos níveis muito em linha do que tinha sido feito antes. Algumas novidades foram acrescentadas, como iremos ver, o que não mudou foi o nível de dificuldade, que continua a ser altíssimo. Demasiado alto para se tornar confortável em alguns níveis, na nossa opinião, provavelmente fazendo com que a maior parte dos jogadores desista antes de chegar ao final e ver todas as (novas) novidades que o programador criou.

Mas antes de começarmos a jogar, deveremos dar uma espreitadela pelo manual. Não que seja imprescindível para se perceber o jogo, mas sim porque é uma verdadeira obra de arte, saída da mente criativa de Lázaro Totem, brilhante artista gráfico, com trabalhos a fazer lembrar alguns dos apresentados por Rudy Ratzinger (:Wumspcut:). Macabros, sinistros, aterrorizantes, mas sem dúvida espetaculares, é o mínimo que se pode dizer das imagens contidas neste manual, ao qual não falta uma descrição detalhada de cada um dos inimigos, Corona vírus incluído, que por sinal aparece em alguns dos níveis.

O manual também apresenta uma síntese da história deste Danterrifik II. Assim, depois de uma primeira parte infernal na qual Dan, o nosso protagonista, acorda transformado num esqueleto em pleno cemitério (de noite, claro), rapidamente descobre que tem que fazer o caminho do Inferno para recuperar a sua alma, corpo e identidade. Depois de um caminho tortuoso, consegue atravessar o Purgatório e readquire a sua alma. Nesta segunda parte, Dan encontra-se perdido no labirinto da sua mente e tem que lutar para sobreviver a todos os perigos gerados pela sua loucura. O seu cérebro não o suporta e dirige-o para os caminhos do inferno, ocupado por inúmeros perigos satânicos e as alucinações surreais de Dan. Ou seja, os maiores receios de Dan são o Inferno e outros que teremos que descobrir.

Os objectivos de Danterrifik II são mais ou menos os mesmos da primeira aventura. Dan tem que em primeiro lugar recolher o comprimido que lhe permite manter um mínimo de sanidade, para depois alcançar o cérebro. Se bem se lembram, em Danterrifik tinha que recolher os frascos de sangue para depois ir até ao coração. Nada de novo a este nível, portanto.

A maior parte dos níveis têm também uma mecânica muito semelhante ao que apareceu na primeira aventura. Claramente inspirado em Manic Miner, inclusive no grau de loucura e de dificuldade insana, é necessário um tempo e precisão de salto levados ao patamar do pixel. Não faltam sequer os níveis em que existe o alter ego de Dan e que em vez de um personagem, teremos que mover dois em simultâneo. Se a tarefa com um já era difícil, agora imaginem com dose dupla. Mas curiosamente são estes os níveis que achámos mais interessantes.

Uma das novidades são os níveis com blocos escondidos ou invisíveis, ou que escondem os personagens. Assim, em alguns ecrãs os inimigos ficam escondidos e temos que literalmente adivinhar o local por onde passam para os podermos evitar. Pior ainda quando temos que atingir locais nos quais a escuridão reina e as plataformas não estão visíveis. É um verdadeiro salto no escuro...

Mas a novidade mais importante não está directamente relacionada com a mecânica dos níveis, mas com algo bem mais relevante. Assim, no menu inicial é possível selecionar-se o modo normal, no qual iniciamos a missão com 50 vidas, ou o modo de eternidade, e neste caso temos vidas infinitas. Dado o nível de dificuldade do jogo, faz todo o sentido, mas mesmo com esta benesse, passar alguns dos ecrãs requer dezenas de tentativas.

Os gráficos estão ao nível de Danterrifik, isto é, horríveis (no bom sentido claro), e a melodia ajuda a criar um ambiente de colocar os cabelos em pé. Quem não os tem (como é o meu caso), nem por isso vai poder relaxar. Há poucos momentos mortos no jogo e, em muitos casos, teremos mesmo que saltar em várias plataformas e tornear os inimigos de enfiada. Não existe tempo limite para cada nível, como em Manic Miner, mas existe a necessidade de temporizar os movimentos ao segundo (ou menos), única forma de conseguir passar muitas partes dos cenários.

Assim, quem gostou da primeira aventura, vai adorar esta, pois os níveis são ainda mais interessantes. Quem desistiu devido ao elevado nível de dificuldade, não será nesta segunda parte que vai obter a redenção.