sábado, 24 de julho de 2021

Dimensionamento de Veios à Fadiga


Hoje disponibilizamos mais um MIA da Astor Software, e desta vez foi o próprio autor, o Pedro Bandeira e Cunha, que gentilmente nos emprestou a cassete para fazermos a preservação. Apesar de o Pedro ter-se tornado mais conhecido por Brum Brum, no seu portfolio constam vários utilitários e programas educativos, a maior parte lançados pela editora do índio.

Quanto a Dimensionamento de Veios à Fadiga, foi um utilitário desenvolvido em 1985. O programa técnico de engenharia permite calcular o diâmetro mínimo que um veio maciço deve ter quando sujeito a um movimento fletor variável e a um momento torsor variável.

Mas além do programa original, encontrámos ainda numa das cassetes do Pedro a versão master do programa, à semelhança do que já tinha acontecido com outros dos seus programas (incluindo Brum Brum). A diferença está no ecrã de carregamento da Astor, que neste caso não existe. Normalmente os programadores levavam os seus programas à editora, situada no Centro Comercial Imaviz, em Lisboa, que depois aplicava o sistema de protecção e o ecrã de carregamento.

Poderão então aqui descarregar Dimensionamento de Veios à Fadiga, versão Astor e versão master.

sexta-feira, 23 de julho de 2021

A Capital: Pokes & Dicas - 30 de Junho de 1989

 Faça já o download do suplemento de videojogos, desta semana, do jornal A Capital.

Software n.º 9

 

Partilhamos hoje uma revista que nos era desconhecida até há pouco tempo. Apesar de ser multi-sistema, tem muitas referências ao Spectrum e algumas curiosidades, como a notícia sobre O Feiticeiro da Montanha de Fogo.

Poderão aqui descarregar a revista, se tiverem outros números, pedimos que as digitalizem e nos enviem.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Dis-ACSem (ZX81 MIA)


Hoje partilhamos um disassembler para o ZX81. Apesar de ser um utilitário muito comum para o ZX Spectrum, não o é tanto para o ZX81. E menos ainda são os que estão preservados.

Poderão vir aqui descarregar Dis-ACSem.

Turtle Tales

Nome: Turtle Tales
Editora: NA
Autor: Hannah e Maria
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Turtle Tales, de Hannah e Maria, foi o último dos jogos que analisámos da Bearsden Primary P6A 2021. E que belo jogo!

A primeira surpresa começa assim que carregamos o jogo. Pois é, Turtle Tales tem um lindíssimo ecrã de carregamento. Mas as surpresas não acabam ai. Sabem quem foi o responsável pelo ecrã? Nada menos, nada mais, que o mítico Clive "Saboteur" Townsend, definitivamente de volta ao Spectrum. Além disso, é com enorme satisfação que o vemos abraçar uma causa tão meritória como esta. Como as alunas e o professor mais "cool" do mundo (Dougie Mcg) chegaram até ele, não sabemos, mas estão de parabéns.  

Assim que começamos a jogar, novas surpresas. A tartaruga tem um aspecto divinal. Aliás, graficamente trouxe-nos à memória Pre-Zu, um jogo que por baixo de uma aparente simplicidade, trazia um desafio surpreendente. No caso de Turtle Tales, é a mensagem associada, pois a nossa tartaruga tem que limpar os oceanos dos famigerados plásticos que os poluem, e que hoje em dia é um problema que definitivamente tem que ser colocado na agenda de todos os países. Cinco estrelas para a mensagem ecológica que lhe está associada, e esperemos que os líderes mundiais tenham tanta maturidade e bom-senso quanto estas duas pequenas programadoras. Nunca é demais lembrar que a idade média destes petizes da escola primária de Bearsden é de 10 anos.

A jogabilidade é interessante (mesmo utilizando a temível configuração "WASD"). Alguns dos cenários recriam muito bem o efeito da água, e o jogo convida-nos a ir até ao fim, para recebermos a medalha de bom comportamento que é dada a quem contribuiu para tornar o nosso mundo menos poluído.

Todos os alunos da Escola Primária de Bearsden estão de parabéns. Fizeram todos um trabalho fantástico, os jogos são todos muito divertidos, e mal podemos esperar para ver os trabalhos do próximo ano.

Como excepção, vamos também dar nota a Turtle Tales, que se aplica não só a este jogo em particular, mas a todos os trabalhos do pequenos programadores e do professor mais "cool".

quarta-feira, 21 de julho de 2021

RS232 n.º 10


Temos hoje o número 10 da RS232, de Novembro de 1988. Vieram todos da colecção particular do António Vila-Chã (a maioria), ou do Vasco Gonçalves.

A revista é excelente com montes de material para o Spectrum e Timex, incluindo pequenas reviews, mapas e type-ins. Imperdível...

Venham aqui buscar o mais recente número da RS232. Se tiverem o 27 ou números acima do 38 (se é que existem), por favor, entrem em contacto connosco.

ROM-RAM Teste (MIA)


E continuando a disponibilizar pequenos programas que permitem testar as memórias do Zx Spectrum, o mais recente foi-nos emprestado pelo Vasco Gonçalves. Permite avaliar as memórias RAM e ROM do computador, tal como o nome o dá a entender.

Poderão aqui descarregar o programa.

terça-feira, 20 de julho de 2021

Teste ROM/RAM Spectrum (FDD)


A penúltima disquete que o Ricardo Reis recuperou neste lote tem um teste de ROM/RAM para o Spectrum. O programa é muito simples e está programado em Basic, mas poderá ter sido bastante útil na altura.

Poderão aqui descarregar o conteúdo da disquete.

CAAD 53


Se a CAAD não é a revista mais antiga para o ZX Spectrum ainda no activo (não contamos com a Crash, pois tem nova equipa editorial), anda lá perto. O primeiro número foi lançado em Abril / Maio de 1989, há 32 anos, imagine-se, mantendo-se Juanjo Muñoz como o seu Director. 

Ao longo dos anos, a revista foi naturalmente evoluindo, passando de um formato típico de fanzine, para uma revista com um aspecto altamente profissional, e, neste último número, o 53, com impressionantes 124 páginas. Não faltam assim conteúdos e motivos para a ler.

Pelo meio algumas curiosidades, como as seis revistas extra com uma numeração diferente das restantes, com a passagem directa do número 35 para o 42, no âmbito de uma reformulação que a revista sofreu em 2000 (e quiçá, aproveitando esses seis números extra para completar a numeração). Além disso, o número 49 não existe, e isso tem uma razão válida: o número 48 saiu em Dezembro de 2000. Depois disso, a revista tem uma longa paragem, e apenas em Abril / Maio de 2019, surge novo número, ou seja, precisamente 30 anos após o número 1. Simbolicamente foi-lhe dado o número 50, que de resto é explicado na própria revista.

Passado um ano, em Junho de 2020, surge o número 51 já neste novo formato, tornando-se então uma publicação quadrimestral, com expectativa de se tornar trimestral a partir do número 54, que vai sair muito em breve. Já agora, aguardamos o novo número com grande ansiedade, pois vai ter uma surpresa relacionada com o nosso país.

Quanto ao presente número, o 53, em primeiro lugar temos que agradecer a Juanjo, mas também ao El Spectrumero Javi Ortiz, pois foi graças a eles que conseguimos obter a revista. Ganhámos uma competição por eles promovida, e não só obtivemos o presente número, como ainda nos fizeram chegar os números 23, de Fevereiro / Março de 1993, e 24, de Abril / Maio de 1993. Embora já tivéssemos lido todos os números, permitiu-nos apreciar devidamente a evolução da versão física da revista.

Quanto ao novo número, e já tivemos oportunidade de o ler de uma ponta a outra (a língua utilizada é naturalmente o castelhano, mas para os portugueses não será problema), e podemos assegurar que estamos perante uma das melhores, senão a melhor revista dedicada a aventuras. Não especificamente aventuras de texto (ou "conversacionales", como "nuestros hermanos" lhe chamam - a revista explica porque isso acontece, por sinal), pois as aventuras gráficas, D&D, e até aventuras de arcada têm lugar na revista.

Por outro lado, embora seja dada primazia ao ZX Spectrum, outros sistemas também têm o seu espaço, incluindo os mais modernos.

A revista é assim imprescindível para todos aqueles que são adeptos de aventuras. Incluí reviews, soluções, artigos de fundo, entrevistas, notícias, entre outros artigos muito interessantes, tudo impresso num papel lustroso e de boa qualidade. Por exemplo, no número 53 não poderemos deixar de destacar o excelente artigo sobre o sistema "Adventuron", que de resto já trouxe várias aventuras para o ZX Spectrum, um artigo bastante profundo sobre as aventuras em francês, e a solução e mapa de Torreoscura. Os artigos estão muito bem escritos, com conteúdos muito informativos, e que vão oferecer ao leitor muitas horas bem passadas.

Mas quem pretender apenas a versão PDF, poderá obtê-la gratuitamente através da própria página da CAAD: Club de Aventuras AD. Tendo nós a oportunidade de fazer agora a comparação entre a versão física e a versão PDF, não temos dúvidas: a versão física compensa largamente a sua aquisição.

Aguardemos agora pelo número 54, que fazemos questão de adquirir.

segunda-feira, 19 de julho de 2021

Test Program (MIA)


Estamos mais habituados a ver Ian Logan (ou Dr., como é mais conhecido) a dar o nome a obras literárias do Spectrum. No entanto, também foi responsável por alguns programas, nomeadamente o Test Programa que acompanhava os computadores. A versão de 1985 já estava disponível, no entanto, esta de 1984 é menos comum e não estava ainda preservada. Mas graças ao Vasco Gonçalves, conseguimos deitar mão a uma cópia.

Poderão assim descarregar aqui a versão de 1984 de Test Program.

The 8 Level Game

The 8 Level Game é um um jogo que veio da mente de Sam, Lachlan e Jamie, e que tem tanto de simples, como de brilhante. É caso para dizer que as ideias mais simples são as que resultam melhor.

Tudo é muito imediato, e, tal como o nome indica, são oito ecrãs, onde o que interessa é tomar atenção onde pisamos (só encontramos dois inimigos ao longo do jogo). O que é preto é para pisar, o que é vermelho, não. E não precisamos de saber mais nada, é só ir da esquerda para a direita, utilizando as infames teclas "WAD".

Um dos melhores jogos feitos pela criançada da Bearsden Primary P6A 2021.

Saiu AD Lunam Collection


Alessandro Grussu continua a lançar pela sua editora, a Zankle Soft, os seus trabalhos. Não só os novos, mas também os mais antigos, normalmente com pequenas modificações. É o caso de AD Lunam Collection, que junta no mesmo pacote AD Lunam e AD Lunam Plus, que tem agora a versão 1.2.

Para quem não conhece, AD Lunam é um jogo de estratégia desenvolvido em Basic, participante na competição BASIC 2020, e que no nosso entender foi o jogo mais menosprezado da competição, pois merecia ter ficado bastante melhor posicionado do que na realidade ficou. Mas também já sabemos que este tipo de jogos, apenas um pequeno número de pessoas o leva até ao fim. O que podemos dizer é que o jogo é estupendo e quem gosta do género (Dictator e afins), vai adorar.

Cerca de um ano depois, Grussu desenvolveu uma versão melhorada e muito mais rica deste clássico. Juntou-lhe gráficos e som fabulosos, e nasceu então a versão Plus, apenas para 128K.

Poderão aqui vir descobrir estas duas pérolas e oferecer um café a Grussu, que bem o merece.

domingo, 18 de julho de 2021

Matrizes (MIA)

 

Matrizes é um dos programas mais antigos da LOG para o ZX Spectrum, tendo sido lançado em 1982. O programa permite resolver equações, determinantes, fazer o cálculo do produto de matrizes e de matrizes inversas. Muito útil para estudantes, tendo aparecido ainda antes das calculadoras cientificas se vulgarizarem.

Poderão aqui descarregar Matrizes.

CM: Os Jogos no Computador - 024

E em 31 de dezembro de 1989 foi publicada no Correio da Manhã, mais uma edição de "Os Jogos no Computador" que disponibilizamos graças ao trabalho de digitalização de Mário Moreira.

O cicerone desta secção do Correio da Manhã, Paulo Ferreira, começa com uma análise ao jogo "Freddy Hardest in South Manhattan", a continuação do famoso jogo da Dinamic que tem Freddy, o heróico playboy galático como protagonista.

Segue-se a habitual abundância de pokes e dicas, além de um mapa de Platoon que alguns poderão já ter visto na Sinclair User 73. Pois é, alguém fotocopiou ou recortou o mapa e enviou-o para a secção sem que fosse creditada a autoria ou a origem do mesmo. Ironicamente, nesta mesma edição, o Paulo deixa um recado aos leitores que lhe mandam material falso!

Também ficamos a conhecer mais um clube de jovens interessados na temática dos jogos, o Soft Clube de Carnide, e o top 10 da semana com os títulos "Batman", "Robocop" e "Corsários" nos três primeiros lugares.

A digitalização está acessível neste link!

sábado, 17 de julho de 2021

Stripping Penelope


 Nome: Stripping Penelope
Editora: NA
Autor: Jaime Grilo
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

Jaime Grilo já andava a prometer há muito um jogo com a etiqueta "18". Isto porque o jogo é apenas para maiores de 18 anos. Aliás, o próprio nome já o dava a entender, assim como se percebe logo o objectivo principal: despir a Penelope, senhora de grandes virtudes (no sentido literal do termo). Também fazemos já o aviso, puritanos e pessoas que se escandalizam com desenhos de nus em 8 bits, podem já passar para outra página...

Por outro lado, e ao contrário do que é habitual em jogos nos quais temos que despir a personagem, não estamos perante nenhum jogo de poker, de slot machines, ou os habituais jogos de sorte e azar. Apenas é necessário habilidade e destreza nos dedos para conseguirmos ir sacando as peças de roupa a Penelope. Surpreendentemente, estamos perante um jogo de plataformas que se aproxima de Manic Miner, onde cumprindo certos objectivos, teremos direito ao tão almejado prémio.    

O ecrã inicial de Stripping Penelope também é bastante esclarecedor sobre o que temos que fazer e o que ganharemos com isso. Senão vejamos...


Pois, estamos num bar e vemos a mulher dos nossos sonhos à frente. Como somos muito assertivos, vamos logo directo ao assunto. Convidamos a moçoila, que tem ar de ter um bonito par de... olhos... embora esteja de óculos escuros, para beber um copo. Mas ela não está para ai virada e muito educadamente diz-nos para irmos caçar gambuzinos... 

Mas somos persistentes, e dizemos então ao que vamos. Sempre nos disseram que a abordagem directa era a mais proveitosa, e neste caso resultou inteiramente, pois assim a moça ficou a perceber que não somos alcoólicos, apenas estávamos contentes por a ver e com o bolso cheio de moedas. Bem, mas como Penelope é adepta de jogos, e pelos vistos também gosta de receber algumas prendas, propõe-nos então um desafio: se lhe trouxermos as prendas que ela deseja, teremos direito a desfrutar do tão merecido prémio e irá ver realmente se estamos mesmo contentes por a ver ou se era apenas um fogacho e não conseguimos acender a chama perante tão fogosa manceba.

Ora vejam lá se a imagem aqui ao lado não provoca qualquer reaçãozita involuntária e não dá vontade de ver mais?

Mas adiante, já dissemos que o jogo era do género de plataformas, com forte influência dos trabalhos de Matthew Smith, nomeadamente de Manic Miner. Uma coisa boa é que o nível de dificuldade nada tem a ver com os jogos de Willy. Penelope, ao contrário de Maria, sabe que a vida é dura e que já não estamos na flor da idade, e se nos vamos esforçar muito a recolher as prendas, se calhar depois o resto corre mal...


O jogo tem então 12 níveis corridos, sem contar com aqueles onde vamos aliviando Penelope do incómodo peso das suas roupas. Existe bastante diversidade, e o último deles, é diferente de todos os outros. Mas já lá vamos.

A primeira tarefa é estudar o cenário, em especial a movimentação dos inimigos. Em alguns deles não convém perder-se muito tempo nesta tarefa, pois arriscamo-nos a ter logo um encontro indesejado com um adversário. E se esses encontros acontecerem com muita frequência, haverá um que seguramente não irá acontecer: o encontro com a frondosa e abundante de atributos, Penelope.

Reparamos então que algumas peças de roupa piscam no ecrã. Deverão todas serem apanhadas, pois só nessa altura surge o presente que devemos levar até à nossa amiga. E como boa amiga que é, abre o seu coração, e no fim talvez mais qualquer coisa, a tão solícitas ofertas. Cada prenda normalmente dá direito a uma peça de roupa a menos, mas atenção, nem sempre isso acontece... 

Em alguns níveis, uma máscara vai também pairando. Esta é para apanhar (ao princípio fugíamos dela), pois de cada vez que a recolhemos, juntamos uma letra ao nome  "PENELOPE". Quanto todas as letras estiverem preenchidas no ecrã (canto inferior direito), temos direito a uma vida extra, que se pode juntar a outras duas que aparecem em determinados níveis. Digam lá se o Jaime não faz tudo para que possamos passar a noite com a mulher dos nossos sonhos?


Mas o que é que faz com que este jogo seja tão especial como a noite que perspectivamos ter? Acima de tudo por alguns pormenores deliciosos, tais como a estonteante figura de Penelope (nham nham). Mas também com algumas variações que vamos encontrando em alguns dos níveis. Em alguns temos que activar certas alavancas (um deles em particular o programador fez uma bela de uma maldade). Noutro temos que apanhar um pára-quedas e saltar, num pormenor muito bem conseguido. E o último nível é completamente diferente de todos os outros. Este é sem dúvida o mais dificil, pois os perseguidores não seguem um padrão regular. Felizmente que existem escudos de imunidade que permitem que o nosso gingão passe pelos mauzões sem ser castrado da sua virilidade...

Se tudo correr bem, no final não só iremos despir completamente Penelope, como teremos então direito ao merecido prémio. Mas isso não vamos aqui contar, pois não queremos ferir (mais) susceptibilidades...

Assim, Stripping Penelope é talvez o jogo mais cómico de Jaime Grilo. Joga-se com todo o prazer até final (e nessa altura, talvez tenhamos ainda mais prazer). É assim um jogo a experimentar sem reservas (para os maiores de 18 anos), podendo aqui ser descarregado.

sexta-feira, 16 de julho de 2021

A Capital: Pokes & Dicas - 23 de Junho de 1989

No final dos anos 80 começou a surgir a atitude rebelde da adolescência para o radical. Cada vez mais os jogos, filmes, músicas e roupas eram sinónimos intemporais dessa rebeldia, como foi o caso de Skate or Die, que destacamos nesta semana.

Suplemento disponível no endereço do costume. 

Yopparai Sarariiman


Nome: Yopparai Sarariiman
Editora: NA
Autor: Furillo Productions
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston / Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

É bem sabido: IADVD & Molomazo, a dupla responsável pela Furillo Productions, gostam sempre de inovar nos seus trabalhos. E mesmo quando criam algo mais estandardizado, como é o caso de Yopparai Sarariiman, incluem nuances muito características, distintivas de toda a concorrência. Neste caso, será talvez o primeiro jogo, ou pelo menos o primeiro em muitos anos, que é apresentado em japonês, isto é, utilizando as sílabas Hiragana, dado que ambos os programadores têm presentemente grande ligação com o Japão. Mas vamos então à história.

1980年、東京 歌舞伎町。
ある夜明けネオン街の路上で、サラリーマン市川さんは目覚める。
いつもの「ちょっと一杯だけ」の誘いに軽く付き合う予定が、気持ち良くなって、ついつい長居をしてしまったようだ。
待っている妻のもとへ帰宅を急ぐが、始発電車はまだなく、方法はタクシーか徒歩しかない。道中にはクレイジーな目覚まし時計や信号、怒った相撲取り、猛毒のフグそして居酒屋があり次々行く手を阻む。
また、帰路では、ある酒全てを飲み干し、公衆電話があれば、最愛の妻に心配かけないでと伝えるため電話しなければならない。
手土産の寿司折りを片手に、無事に自宅に辿り着けるのか?

Entenderam? Ainda pensámos duas vezes se deveríamos fazer a review utilizando este alfabeto, mas não vamos ser mauzinhos e vamos fazer em bom Português...


A acção é então passada em Tóquio, em 1980. Ichikawa-san, depois de uma noite de arromba em Kabukicho com o seu chefe, acorda ao amanhecer atordoado, deitado no meio da rua, sem saber sequer o que se passou. A sua mulher já deve estar furibunda, mas não há comboios e tem agora que regressar rapidamente para casa, seja a pé, seja de táxi. No entanto os caminhos são muito mal frequentados, pelo menos aquela hora imprópria. Lutadores de Sumo mal-humorados, relógios em fuga, semáforos malucos e peixes-fugu venenosos bloqueiam o caminho, tentando detê-lo. Para conseguir chegar são e salvo a casa, tem que beber o máximo de saquê que puder, ligar para a esposa de todas as cabine telefónicas disponíveis na cidade (para que ela espere pacientemente pela sua chegada). Além disso, e dado que se portou muito mal, tem que pelo menos conseguir regressar com uma peça de sushi para ela. Estas representam o número de vidas, e quando se esgotam, o jogo termina.

A base utilizada para o jogo é bastante familiar. É usado o popular MK1 (neste caso utilizando a extensão que a dupla programadora desenvolveu para alojar os símbolos Hiragana), e a mecânica desde logo traz à memória a saga Rade Blunner, assim como a bem-humorada adaptação The Hoarder. De facto, quem experimentou os referidos jogos, imediatamente se vai sentir em casa. Não só é necessário recolher-se todos os objectos que se encontram pelo caminho, mas também aplicar um valente pontapé nos inimigos, ou seja, cair-lhes em cima. Dominar esta vertente do salto é fundamental para se conseguir avançar, não só para que possamos eliminar os adversários, sem sermos nós a ficar encostados às cordas, mas também para conseguirmos aterrar nas muitas plataformas e táxis, que mais não são que plataformas móveis, e que povoam Tóquio (pelo menos nos anos 80 assim acontecia).


Os cenários, além de estarem muito bem imaginados, estão bastante preenchidos, e isto revela-se uma dificuldade extra. Nem sempre é perfeitamente percetível por onde podemos andar (o mesmo já acontecia em Rade Blunner). Só após tentativa e erro é que vamos descobrir quais os objectos que não podem ser tocados, quais os que devem ser utilizados para ajudar a chegar às plataformas (ou para não cairmos no vazio), e quais os objectos que obrigatoriamente devem ser recolhidos Vamos dar uma ajuda: para se conseguir concluir a missão, vamos ter que pontapear 95 adversários, os pedaços de sushi naturalmente devem ser apanhados, pois representam as vidas, devemos beber 10 saquês (será a melhor forma de curar a ressaca?), e todas as moedas têm que ser apanhadas, pois são essas que permitem ir periodicamente ligar à nossa mais-que-tudo (além disso, algumas cabines bloqueiam o caminho e só depois da chamada, o caminho fica desobstruído).

O jogo não é particularmente comprido, o que nem é de admirar, pois foi desenvolvido em muito pouco tempo (pouco mais de uma semana), e apenas como uma pequena diversão para um trabalho bastante maior que estão a preparar e que se tudo correr bem, irá sair antes do final do ano. No entanto, apesar de não ser muito grande, é tremendamente divertido, tem uma jogabilidade fantástica, e tem aquela capacidade de nos manter a jogar até chegarmos ao fim (teremos uma boa e romântica recompensa, no final). No fundo, é isso que define se um jogo é bom ou apenas mediano. E neste caso, estamos perante a primeira hipótese...

Rui Unas e os Microcomputadores.

Independentemente de ter tido um Philips MSX o passado do Rui unas cruza-se, indiretamente, com o do ZX Spectrum.

Clique no endereço, leia o pequeno artigo e fique a perceber o porquê.

quinta-feira, 15 de julho de 2021

Caracteres (ZX81 MIA)

 

Caracteres permite definir os caracteres do ZX81, passe a redundância. Foi lançado comercialmente pela Landry, provavelmente em 1983, e não encontrámos nada parecido nas páginas especializadas do ZX81, pelo que tudo indica que seja produto nacional.

A cassete tem três partes, embora apenas uma delas corresponda ao utilitário, os outros dois são meramente de suporte ou informativos.

Poderão aqui descarregar Caracteres.

Stick Man


Stick Man foi desenvolvido por uma dupla de petizes, Charlie e Farrell, alunos da Bearsden Primary P6A 2021. E o jogo é bastante agradável, com uma jogabilidade de fazer inveja a trabalhos que já chegámos a ver. Se tivermos em conta que a idade média destes pequenos programadores é de 10 anos, então é para abrir a boca de espanto.

O objectivo é apenas um: salvar o Mundo (coisa pouca, não é?). Para isso temos que chegar até ao fim (último ecrã à direita), onde se vai encontrar a salvação. Mas há inimigos pelo meio e muitos obstáculos, e a tarefa não vai ser assim tão fácil, até porque o número de vidas disponível não dá para grandes esbanjamentos...

quarta-feira, 14 de julho de 2021

RS232 n.º 9

Temos hoje o número 9 da RS232, de Outubro de 1988. Vieram todos da colecção particular do António Vila-Chã (a maioria), ou do Vasco Gonçalves.

A revista é excelente com montes de material para o Spectrum e Timex, incluindo pequenas reviews, mapas e type-ins. Imperdível...

Venham aqui buscar o mais recente número da RS232. Se tiverem o 27 ou números acima do 38 (se é que existem), por favor, entrem em contacto connosco.

Conversor ZX81 ZX Spectrum (MIA)


Ainda antes da Astor se dedicar a lançar um enorme  catálogo de programas exclusivos portugueses, dedicou-se a muita pirataria, mas também a pequenos programas. Agenda Telefónica foi um dos casos, e agora, graças ao Joaquim Viegas, encontrámos um pequeno conversor de programas de ZX81 para ZX Spectrum. Não o testámos, mas não deixa de ser uma engraçada curiosidade e que vai preencher ainda mais o catálogo desta editora nacional.

Poderão aqui descarregar o programa.

terça-feira, 13 de julho de 2021

Tasword III, Dados, Astrologia, Ajuda, Calendário para FDD

 

E na mais recente disquete para o FDD recuperada pelo Ricardo Reis, encontramos vários programas, algum deles que já tínhamos disponibilizado, como é o caso do Tasword 3 (para o FDD) ou de Astrologia. Inclui ainda um pequeno simulador de dados em Basic.

Poderão vir aqui descarregar o conteúdo desta disquete.

Beer Quest

Nome: Beer Quest
Editora: NA
Autor: Mowy Entertainment
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1

O fim de Ronha está próximo. É hora então de entrar no "Ronhoneta" (a camioneta de Ronha) e festejar em grande estilo, num grandioso concerto de despedida na casa do nosso maior aliado, o Senhor das Feras. Infelizmente, um grupo de nazis assumiu o controle da casa, subjugando as feras. Como se não fosse pouco, esconderam todas as cervejas (epá, isto é que não!!!!). 

O nosso objectivo é ajudar Mow a encontrar as 10 cervejas de que necessita, para começar a festa de maneira adequada. Quando tivermos recolhido todas, temos que as levar para a "Ronhoneta", para que a festa possa então começar. É importante não esquecer de pontapear as cabeças de todos os nazis, tendo o cuidado de evitar tocar nas feras, ou o Senhor das feras fulmina-nos telepaticamente (olha que belo aliado...).

Bem, convenhamos que sempre que vemos um jogo de plataformas criado com o motor La Churrera, ficamos logo com algumas reservas. Quando a história parece ter sido criada às três pancadas, mais desconfiados ficamos. E infelizmente, aquilo que prevíamos aconteceu: Beer Quest sofre de todos os vícios habituais nos platformers criados com o MK1, e ainda de mais alguns. Normalmente os jogos safam-se porque depois apresentam uma história interessante, ou cenários imaginativos e gráficos bem trabalhados, já para não falar de elementos totalmente inovadores, como aqueles que encontramos nos jogos de IADVD. Infelizmente nada disso encontramos por aqui, e, para piorar, encontrámos vários bugs, pelo menos na versão lida pelo emulador ZX Spin (também já não tivemos coragem de voltar a jogar noutro emulador). Um deles impediu-nos mesmo de terminar a aventura.

De resto, a originalidade também não é o forte deste jogo, e não fosse os bugs, teríamos terminado em menos de 10 minutos, pois não existem muitos ecrãs ou inimigos para negociar. Se este for o primeiro trabalho desta equipa de programadores (que desconhecemos), então podemos dizer que existe bastante espaço para evoluir. Neste caso, aconselhamos a persistirem, dedicarem um pouco mais de tempo à história, e deixar a imaginação fluir a partir dai... 

segunda-feira, 12 de julho de 2021

Para breve: Guia dos Jogos Portugueses para o ZX Spectrum


Está para muito breve o lançamento de um PDF com um pequeno resumo de alguns dos principais jogos desenvolvidos por programadores portugueses, colmatando o facto de em 2020 não termos arranjado tempo para fazer o habitual Almanaque

São quase 100 páginas, onde de forma muito breve se homenageia estes heróis nacionais da programação. São também referidos os principais jogos portugueses que ainda se encontram por preservar ou encontrar. 

Esperem assim por ecrãs e descrições inéditas. Infelizmente, nem todos os jogos que estão no guia vão poder ser partilhados, sendo o caso de Talismã o mais mediático. Mas quem sabe, este guia ajude a encontrar aquilo que ainda está em falta. Mantenham-se atentos! 

WOSP (MIA)


E o último programa que disponibilizamos do Luís Rato, nesta primeira fase, é WOSP. Vamos agora fazer uma pausa e partilhar outros MIA's estrangeiros que temos aqui na nossa colecção.

Quanto a WOSP, apenas as instruções estavam preservadas, temos agora oportunidade de ficar com o programa, podendo aqui ser descarregado.

SideFaceMan


O jogo que apresentamos hoje foi desenvolvido por Lindsey, mais uma aluna da escola primária de Bearsden, que nos presenteou com tantos jogos. E apesar de indicado para canhotos, tudo estava a correr bem até chegarmos ao ecrã acima. Por mais voltas que déssemos, não conseguimos passar os primeiros obstáculos. É que as quedas de grandes alturas, ao contrário de outros jogos do género, aqui matam mesmo. 

De qualquer forma, pode ser apenas inépcia nossa. O melhor é então virem aqui descarregar o jogo, testarem-no, e dizerem como conseguiram ultrapassar esta armadilha.