domingo, 16 de dezembro de 2018

Soluçáo para Behind Closed Doors 7


E last, but not least, o Luís Rato ainda teve tempo de fazer uma perninha por Behind Closed Doors Seven (Happiness Is a Warm Pussy), uma aventura mais pequena, mas nem por isso menos engraçada. Têm então a solução completa à vossa disposição, e se quiserem com melhor resolução, basta aqui descarregar.

E por hoje chega, já têm três excelentes aventuras com que se entreterem...

Solução para Hibernated 1


E o Luís Rato não fez por menos, também completou a excelente aventura Hibernated 1: This Place is Death, bem mais extensa e trabalhosa que Ramsbottom Smith. Mas o Luís fez mais, pois não se contentou em apresentar apenas os passos a dar, também fez um mapa para nos ajudar nesta caminhada.

Como o blogue não é adequado para imagens de grande resolução, podem também aqui vir buscar este mapa detalhado. Desde já agradecemos ao Luís pela sua contribuição.

Solução para Ramsbottom Smith


Ainda se lembram da aventura de texto com o curioso título de Ramsbottom Smith and the Quest for the Yellow Spheroid? Pois foi nessa aventura, que para nosso contentamento, o Luís Rato pegou (e terminou), apresentando agora a solução completa.

Também nos deixa tremendamente felizes ver que os nossos leitores estão a contribuir com as suas dicas, à semelhança daquilo que A Capital fazia com o espaço Pokes & Dicas. Desafiamo-vos assim a também mandarem as vossas contribuições, pois irão aqui seguramente ter tempo de antena.

Entretanto, quem quiser obter o mapa / solução com maior resolução, pode vir aqui buscar.

sábado, 15 de dezembro de 2018

Scrabble / Campo de Minas (MIA)


E o nosso amigo Jose Manuel, de El trastero del Spectrum, fez-nos chegar mais uma verdadeira pérola: Scrabble / Campo de minas, com este último a ser traduzido para a nossa língua, incluindo instruções e tudo. Já Scrabble é a versão normal da Psion, ao qual apenas se acrescentou um ecrã de carregamento Made in Microbyte.


Pelos vistos não era só a Timex, Triudus e Astor, que de uma forma mais ou menos legal, traduziam os jogos para português e lançavam-nos no nosso mercado com capas dedicadas. A Microbyte, que estamos habituados a ver de inúmeros jogos traduzidos (Corrida de Cavalos, Treinador de Futebol, Presidente, este que ainda iremos disponibilizar, entre outros), também o fazia.

É curioso também que a capa desta edição dupla tenha "Microbaite" em vez de "Microbyte". Terá sido propositado? Ou será que nem se aperceberam do erro?

De qualquer forma, vale bem a pena vir descarregar esta cassete, podendo aqui ser feito.

Top jogos mais vendidos Dezembro 1983

A época Natalícia trouxe o regresso surpreendente de alguns jogos ao top, desde logo colocando Computer Scrabble no topo, e The Hobbit de volta ao pódio, desta vez para o terceiro lugar.

A saga Horace mete novamente dois jogos no top, e destaque ainda para a inesperada entrada de 3D Desert Patrol, jogo pouco conhecido do público em geral.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

A Capital: POKES & DICAS - 20 e 27 de Junho de 1986


Sexta-feira, e, como tal, deixamos para leitura as restantes duas semanas do mês de Junho. Estão assim disponíveis os seguintes dias:

  • 1986.06.20
 Neste dia só está disponível a secção Pokes & Dicas. Não sabemos se propositadamente, ou sou se há uma falha no acervo que nos foi cedido.
  • 1986.06.27
A semana final de Junho foi bastante fraca. Salientamos o jogo Pentagram, o penúltimo título, para o ZX Spectrum, da editora Ultimate Play the Game, que conta com a quarta aventura do Sabreman.


Infelizmente nem todas as sextas-feiras podem ser boas. Mas como para a semana estaremos quase no Natal, daremos a todos vós um "miminho" especial.

Podem descarregar os suplementos na nossa Dropbox.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Brave Man


Já aqui demos conta de várias tentativas de criar pequenos programas. Mas este que o Afonso Gageiro encontrou nas suas cassetes, parecia ser algo um pouco mais ambicioso. Já tinha um loading screen iniciado (a fazer lembrar alguns dos primeiros tempos do Spectrum), e até o menu inicial. E será que o seu autor contava vender o jogo à Ocean?

O ficheiro inicial tinha também um pequeno erro, mas que não permitia ler o ficheiro de imagem do menu inicial. O Filipe Veiga, colaborador de Planeta Sinclair, fez-lhe então uma pequena emenda e já está pronto para leitura (pode aqui ser descarregado). Estejam assim à vontade para continuar o jogo...

Emissão pirata ZX Spectrum

Já todos devem ter conhecimento, mesmo não tendo passado por esse período, que nos anos 80 algumas rádio pirata emitiam nos seus programas o som dos jogos do Spectrum a correr. Faziam isso para que os ouvintes pudessem gravar o jogo numa cassete, carregando-o depois nos seus computadores. No entanto, são muito raros os exemplos dessas emissões que ainda subsistem. Mas graças ao Afonso Gageiro conseguimos chegar a uma amostra, neste caso do jogo Moon Alert (Ocean Software).

Assim, quem nunca ouviu uma dessas emissões, poderá agora aqui fazê-lo. E se tiverem curiosidade, até poderão gravar a emissão numa cassete e experimentar a carregá-lo.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Vários type-ins (MIA)


Uma colecção de onze pequenos programas, provavelmente type-ins de alguma revista, foi aquilo que encontrámos em mais algumas cassetes do Nuno Miguel, e que agora preservámos. Podem parecer muito básicos, mas na altura em que estes jogos saíram (1982/1983), ainda não havia grandes produções e muitos dos programas tinham este cariz mais caseiro.

Poderão aqui vir descarregar Brekout, Centipede, Centrupoid, Defender, Galaxy, Ghosts, Meteors, Nightfall, Searaider, Skulls e Spectrum Golf.

terça-feira, 11 de dezembro de 2018

O-Eyes


Nome: O-Eyes
Editora: NA
Autor: Oblo
Ano de lançamento: 2018
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Oblo está imparável. Em menos de um mês lança três jogos, Depth Charge / Escape,  O-Puzz Attack!! e agora este O-Eyes, E se achámos o primeiro meio fraquinho, o segundo a caminhar para o bom, já O-Eyes fica a meio caminho.

O jogo é a conversão directa de Eyes, que saiu em 1982 pelas mãos da Digitrex Techstar, tendo este um conceito com algumas semelhanças com Pac-Man. Assim, ao longo de oito níveis, todos muito parecidos (para não dizer iguais), temos que eliminar todos os pontos, tendo o cuidado de não ser atingidos pelos inimigos que nos perseguem. Estes, se os atingirmos, desaparecem, mas passado um ou dois segundos voltam a aparecer, pelo que o benefício é muito curto.

 
Reflexos rápidos é então o principal requisito se queremos ir longe neste jogo. Isto porque o segredo é estar sempre em movimento, puxando os inimigos para um ponto do cenário, para irmos "atacar" o  lado contrário. Como estes podem disparar, e fazem-nos com muita frequência (assim que entramos no seu raio de acção), e como andam constantemente atrás de nós, teremos sempre que deixar uma boa distância entre nós e eles, única forma de termos tempo de nos desviamos dos seus tiros.

Apesar de ser um jogo que se entra facilmente, a longevidade não é muito famosa, dada a repetitividade dos níveis e gráficos apenas funcionais. Além disso, as teclas definidas são boas apenas para canhotos, os restantes não se irão adaptar às pré-definidas, sendo esta uma grande limitação de O-Eyes e que baixa substancialmente a sua jogabilidade. O que é pena, pois a conversão está razoável, e com um pouco mais de dedicação, poderia atingir outros vôos.

Mesmo tendo em conta estas condicionantes, O-Eyes diverte por uma hora ou duas, e sendo gratuito, não perdem nada em vir aqui buscar.

Recuperado espólio de Eurico da Fonseca


Por um golpe de sorte conseguimos obter parte do espólio do prestigiado investigador Eurico da Fonseca, e que ainda recentemente foi falado nos fóruns dedicados ao Spectrum, muito por culpa da recuperação dos jornais "A Capital" (que temos vindo a disponibilizar neste espaço todas as sextas-feiras).

Entrámos assim em contacto com um amigo do investigador que há quase vinte anos que guardava as suas cassetes. Estas incluem algumas edições da Astor Software e Timex (que também temos vindo a colocar no blogue), mas acima de tudo muitas cassetes gravadas pelo próprio investigador, algumas delas pertencentes ao ZX 81. Iremos durante o mês de Janeiro analisar todas e preservar tudo aquilo que seja inédito (além dos programas da Astor e Timex, evidentemente). A curiosidade é muita, pois tem programas "homebrew" feitos pelo próprio Eurico da Fonseca, já que visionário como foi, seguramente que estava muito à frente daquilo que se fazia na altura em Portugal e poderá ter criado coisas bastante interessantes.

Esperem assim para boas novidades em 2019 (só nessa altura teremos disponibilidade para iniciar a recuperação do material, quase cem cassetes), mas fica desde já a promessa que iremos divulgar tudo o que encontrarmos, e que seguramente seria a vontade do investigador.

Queremos também desde já publicamente agradecer ao vendedor (por motivos óbvios não iremos referir o seu nome), por ter guardado estas pérolas e por nos ter dado a oportunidade de recuperar este importante espólio.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Preview: R.A.M. 2


Já antes tínhamos dado conta que 2019 será o ano do sucessor de R.A.M.. E o nosso amigo Borrocop divulgou há poucos minutos um breve vídeo do que virá a ser R.A.M. 2. Como podem verificar, substancialmente diferente do antecessor, mas aparenta ter uma jogabilidade interessante.

Mantenham-se assim sintonizados, divulgaremos aqui em primeira mão o seu lançamento.

domingo, 9 de dezembro de 2018

Quadron


Nome: Quadron
Editora: NA
Autor: Andy Beale
Género: Acção
Ano de lançamento: 2018
Teclas: Não redefiníveis
Joystick:  Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

E de repente deu-nos uma nostalgia muito grande. Ou saudade, para utilizar uma palavra tipicamente portuguesa, imortalizada pela música com o mesmo nome dos Love and Rockets. É que há muito tempo que não pegávamos num jogo (actual) que nos levasse trinta anos para trás, no tempo. Criado à boa maneira antiga, 100% em Assembler, sem qualquer das ferramentas modernas, que apesar de serem óptimas para incentivar a criação de jogos por quem não domine as linguagens de programação, limitam um pouco a criatividade (não é tanto assim, como Allan Turvey tem vindo a demonstrar ultimamente).


Mas também não é de estranhar, pois Quadron foi desenvolvido entre 1986 e o início de 1988. No entanto, o jogo não foi lançado comercialmente. Inclusive o código-fonte original perdeu-se, mas não as notas que o programador (Andy Beale, aka Cosmium) foi fazendo. E pegou então nesses apontamentos e recriou o jogo, tal como pensado originalmente, limando algumas aresta e limpando os bugs. E o perfeccionismo foi tanto ou tão pouco, que inclusive forneceu as instruções originais, com os erros da altura e tudo, bem como um esboço do que poderia ter sido o loading screen de Quadrom, caso tivesse sido concluído (quanto a esta parte poderão haver boas novidades muito em breve).

Neste jogo controlamos um pequeno robô que tem como objectivo livrar a base Quadron dos invasores alienígenas. Esta base é constituída por vinte e oito ecrãs (ver mapa do ecrã de "status"), formando um quadrado, incluindo quatro salas de conversão no meio de cada quadrado destacadas das restantes, apenas acessíveis após se apanharem alguns objectos (encontram-se fechadas por um campo de forças). Inicialmente as capacidades do robô são muito limitadas, apenas um laser de curto alcance, que pouca mossa faz nos invasores. No entanto, ao longo dos cenários vão-se encontrando alguns objectos que aumentam o seu poder de fogo, fornecem escudos  de protecção, transportam-no para outras áreas do quadrado, e até um curioso item que, se deposto no cenário, paralisa os inimigos, pelo menos enquanto tiver energia para isso (estes power-ups são limitados).


Essa energia pode também ser transferida de um objecto para outro. Isto é feito através do ecrã de "status", ao qual podemos aceder em qualquer momento. Aliás, é fundamental aceder-se a este ecrã com muita regularidade, por variadas razões.

A primeira é mesmo para se descansar um pouco, já que a acção é frenética, e andamos num corrupio constante a tentar escapar aos invasores.

O segundo, e mais importante, é porque é através deste painel de controlo que conseguimos activar os power-ups (basta deslocar o cursor entre eles), ver a nossa pontuação, número de vidas disponíveis e cristais recolhidos (já lá vamos). Mas além disso, tem também uma função muito importante: permite visualizar um pequeno mapa contemplando a nossa localização e a localização dos nossos inimigos. Sem olharmos para este mapa com regularidade, não iremos sobreviver muito tempo, avisa-se já.

Por fim, é através deste ecrã que nos podemos tele-transportar para outras partes do cenário (muito útil para fugir aos inimigos e alcançar mais rapidamente os pontos onde os cristais estão a ser escavados).


Assim, aquilo que aparentava à partida ser um vulgar shoot-em-up, é muito mais do que isso, apresentando uma complexidade grande. E isto porquê? Muito por culpa dos invasores, que além de nos roubarem energia, têm funções variadas, e que se não as percebermos na totalidade, não avançaremos muito no jogo. Assim, vamos dar uma pequena explicação acerca dos diversos personagens:
  • Os Probes (amarelos) e os Super-Probes (verdes) são os únicos que escavam os minérios e obtém os cristais, que depois vagueiam livremente pelo complexo (inicialmente cada minério disponibiliza oito cristais). Não devem de forma alguma ser atacados.
  • Os Fetchers (cião) rondam o complexo à cata dos cristais escavados pelos Probes. Se encontram um, levam-no para as salas de conversão, destroem o cristal, no processo transformando-se em Meta -Fetchers, que tal como o nome indica, são um inimigo muito mais temível, perseguindo o nosso robô. A única forma de os eliminar é disparando os cristais (se os tivermos em nosso poder), sendo conveniente recolhê-los logo de seguida.
  • Se demorarmos muito a recolher os cristais e a eliminar os Fetchers, surgem os Warpers (amarelo - a fazer lembra os minions em Dan Dare 2). Deverão ser imediatamente eliminados, como é óbvio. 
  • Os Modules apenas aparecem mais à frente, depois de completarmos as rondas iniciais. Quando atingidos libertam alguns Seekers, perseguindo inapelavelmente o nosso robô. 
  • Finalmente, os Lurers, debaixo de uma capa de passividade, à medida que vamos eliminando os invasores, tornam-se violentos, sendo inimigos temíveis, pois são necessários pelo menos cinco tiros para serem eliminados.
Como seria de esperar, é necessário uma grande dose de estratégia e rapidez de reflexos para se conseguir terminar o primeiro nível (a primeira "wave", como é chamado pelo seu autor). E o grau de dificuldade vai crescendo, pois os invasores vão sendo mais diversificados e mais violentos.


Quadron tem muitos pontos fortes, o primeiro a sua capacidade de viciar o jogador. Chega a ser desesperante morremos, e logo de seguida dizermos: é só mais uma tentativa. Por vezes faz-nos lembrar Starquake ou até Equinox, pela forma como os inimigos vão aparecendo no meio do nada, pelo movimento dos sprites e gráficos, e até pelo som. De facto, teria sido uma pena o jogo não ter sido concretizado, mesmo que trinta anos depois.

Não obstante, existem alguns pontos que julgamos que poderiam ser melhorados. O primeiro tem a ver com o excessivo nível de dificuldade inicial. É-nos dado muito pouco tempo para recolher os minerais, e rapidamente os Fetchers os apanham, transformando-se nos Meta-Fetchers, muito mais complicados de eliminar. E assim que os Warpers aparecem, temos o caldo entornado.

O segundo tem a ver com o número de teclas (quatro direccionais, uma de tiro, outra para lançar os cristais e ainda uma outra para aceder ao status) e o facto de não serem redefiníveis. Pode ser que ainda exista memória disponível para se colocar esta possibilidade no jogo, quem sabe o programador não dê aqui um toque.

De qualquer forma, na nossa opinião este é um grande jogo, podendo ser adquirido na página do autor (para já um ficheiro .sna), mas quando vier a ter o loading screen, julgamos que poderão esperar por um .tzx.

Michael Bruhn recupera Croque Nombres


O nosso amigo Michael Bruhn continua nas suas escavações arqueológicas e deu com mais um interessante jogo que andava perdido. Croque Nombres é indicado para um público mais infantil, ensinando matemática às crianças de forma divertida. O único senão é que está em francês, mas também rapidamente se ultrapassa essa dificuldade.

Quem estiver interessado no jogo, poderá aqui vir descarregar.

sábado, 8 de dezembro de 2018

Horácio e as Aranhas (MIA)


Horácio e as Aranhas é mais um importante jogo recuperado pelo Afonso Gageiro. Depois de Horácio Glutão, que iniciou a saga desta mítica personagem do Spectrum, chega-nos a ultima parte da trilogia, desta feita para o TC 2068. Fica apenas a faltar o Horácio Vai Esquiar. Já temos o .tzx, estando no entanto ainda em falta a capa, mas que poderemos vir a conseguir muito em breve, e então iremos disponibilizar o jogo completo.

Entretanto podem aqui vir descarregar a terceira parte da trilogia.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

A Capital: POKES & DICAS - 06 e 14 de Junho de 1986


Sexta-feira, e, como tal, deixamos disponível para leitura mais duas semanas do mês de Junho. Estão assim disponíveis os seguintes dias:
  • 1986.06.06
  • 1986.06.14
Batman e Heavy on the Magick são dois dos jogos em destaque desta semana. Mas salientamos que, para além de análises aos jogos do ZX Spectrum, estão disponíveis nos suplementos alguns títulos para o MSX e também para o ATARI, se bem que neste caso não explicitem qual o modelo.


Podem descarregar os suplementos na nossa Dropbox.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

AGDX Christmas Code Jam 2018


Graças à página Vintage is the New Old, que ultimamente tem dedicado menos tempo ao Spectrum (esperemos que apenas provisoriamente), demos com o fórum do AGDX. E tem um tema muito interessante em curso, o AGDX Christmas Code Jam 2018.

Assim, gostariam de participar num novo jogo do ZX Spectrum, mas não têm tempo, know-how ou paciência? No espírito da pequena comunidade AGDX, Allan Turvey e Andy Johns (que dispensam apresentações), acharam que seria divertido meter as pessoas a colaborar num jogo para o Natal. Apenas uma condição muito simples, o personagem principal será Tiny Tim (ver imagem de cima).

É a noite de véspera de Natal de 1984 e Tim adora o Manic Miner, mas o Spectrum está estragado. Tenta então adormecer esperando ansiosamente pelo Spectrum + e o jogo Jet Set Willy que deverá receber logo pela manhã. Entretanto começa a sonhar, encontrando-se no seu próprio jogo, no qual tem que atravessar uma série de ecrãs cheios de inimigos, apanhando os itens de Natal para decorar a árvore. Só então o Pai Natal lhe irá deixar o tão desejado Spectrum + no sapatinho. O jogo vai ter obviamente algumas semelhanças com Manic Miner, mas Tim tem uma ajuda de peso, uma bola de neve que pode utilizar para congelar os inimigos e tentar acertar nos interruptores e armadilhas.

Allan e Andy vão trabalhar na mecânica do jogo, mas a comunidade pode ajudar com os sprites, concepção dos níveis e músicas. O principal objectivo é tentar obter o maior número possível de colaboradores, pelo que qualquer um poderá ser voluntário e fazer parte de um novo jogo para o Spectrum. E de que forma?
  • Christmas Elf: como Elfo podes criar um sprite inimigo usando um total de quatro frames de animação. 
  • Red Nosed Reindeer: Como Rena podes criar um novo nível. Será fornecido um modelo de ecrã, com um pequeno conjunto de blocos gerais (incluindo blocos que derretem, gelo escorregadio e similares), bem como podes adicionar dez novos blocos da tua preferência. O ecrã não deve exceder os 400 bytes de tamanho (no AGDX pressionar "Q" para ver a memória ocupada).
  • Jingle Bell: tal como esperarias, aqui podes criar uma música com um tema de natal. Se possível serão adicionadas músicas diferentes no jogo.
  • Santa's little helper: O ajudante do Pai Natal tem como função o testar o jogo até à exaustão para que tudo fique bem afinado.
Este é então um projecto pioneiro, mas que visa juntar ainda mais a comunidade. Tem todo o nosso apoio, e iremos ajudar naquilo que conseguirmos. Atrevam-se também a fazê-lo!

Computer Spiele Museum's: Museum Guide


Nome: Computer Spiele Museum's: Museum Guide
Editora: NA
Autor: The Mojon Twins
Género: Acção
Ano de lançamento: 2017
Teclas: Não redefiníveis
Joystick:  Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Há dois dias apresentámos a review de Clicky Click's Dungeon, na qual entrávamos dentro de uma galeria de arte e através de um mini-jogo íamos vendo as esculturas. E esta obra dos The Mojon Twins, que já saiu há uns meses valentes (passou-nos completamente despercebido), tem um conceito semelhante, embora a vertente lúdica seja aqui bastante mais forte. apenas por isso o avaliemos tal e qual como se de um jogo "vulgar" se tratasse.

Assim, em primeiro lugar deveremos referir que este jogo foi criado para servir de guia ao Computer Spiele Museum, situado em Berlin, e que tal como o nome o dá a entender, é de um museu de computadores e tecnologia que se trata. E o que se pretende aqui é fazer uma visita guiada a esse museu, tendo até um pormenor interessante e não-sexista: podemos escolher uma personagem feminina ou masculina.

A ideia é a longo de dezassete ecrãs encontramos seis suportes de informação, perdidos ao longo do museu, e colocá-los nos dispositivos correctos. Podemos assim encontrar um CD, cartuchos e cartridges, e até uma cassete. Estes são facilmente identificáveis, mas caso não os reconheçamos, na imagem ao lado encontram as dicas necessárias para os colocar no local correcto.


Para dificultar um pouco a missão, encontram-se alguns guardas, robôs e até cães, que têm que ser evitados, pois se tocam na nossa personagem, roubam-nos uma vida. Alguns apenas fazem um percurso pré-definido, mas outros andam aleatoriamente pelo ecrã, sendo mais difícil de serem evitados (mas não muito).

Como já perceberam, o jogo, tendo apenas pouco mais de uma dúzia de ecrãs, cinco vidas e cerca de uma dezena de inimigos para negociar, é demasiado fácil. basta dizer que o terminámos em cinco minutos, logo na primeira vez em que o experimentámos. Mas o intuito principal não é o jogo em si, mas a ideia que lhe está subjacente, sendo por isso avaliado como tal.


O jogo foi criado, como é habitual nos The Mojon Twins, através do motor La Churrera (concebido por estes), Mas contém outros pormenores interessantes. Assim, em primeiro lugar, podem jogar directamente através da página do museu. Depois, nessa página existe até a opção de gravarem a sequência de som que será posteriormente lida nos emuladores (ou num computador real, se o pretenderem). Nota máxima para o aspecto inovador da coisa, a fazer lembrar os tempos em que gravávamos programas do Spectrum da rádio (convertia-se a frequência de rádio em videojogos). Além disso, se conseguirem encontrar as três chaves, poderão ganhar um brinde especial do próprio museu. Mas isso não vamos aqui contar do que se trata...

Assim, como jogo não esperem grande profundidade, no entanto, nem que seja pela ideia, merece que se lhe dê uma espreitadela.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

E.T. (MIA)


E.T. foi um type-in publicado pela Sinclair User em 1983, mas que as lojas portuguesas aproveitaram para copiar (neste caso a conhecida Microbyte), colocar umas instruções na nossa língua, acrescentando no nome "O Extra Terrestre" (porventura para se aproveitar da fama de um jogo com o mesmo nome lançado também em 1983), vendendo assim "gato por lebre". Nada a que não estivéssemos habituados, e legal, dada a ausência de legislação na altura.

Independentemente disso, o que é certo é que o jogo foi mesmo lançado no circuito comercial, tendo-nos chegado um .sna, vindo de uma das cassetes do Nuno Miguel, e que aqui disponibilizamos.

Recuperado o .tzx perfeito de Caminho das Estrelas


Já aqui tínhamos deixado O Caminho das Estrelas, conversão da Timex para o nosso país de Star Trail. Na altura disponibilizámos a capa e as instruções, e um .tzx ao qual faltava a "marca de água" da Timex. Foi isso que o Vasco agora nos arranjou, portanto quem quiser ficar com o pacote completo, apenas tem que aqui vir descarregar.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Clicky Click's Dungeon


Nome: Clicky Click's Dungeon
Editora: NA
Autor: Simon Daly
Género: Aventura de texto
Ano de lançamento: 2018
Teclas: Não redefiníveis
Joystick:  Não
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Há alguns dias tínhamos anunciado Clicky Click's Dungeon como uma nova aventura de texto. No entanto estávamos redondamente enganados. É que estamos aqui perante muito mais que uma aventura de texto. O que temos, além de um mini-jogo, é uma exposição interactiva. E fora a versão para Spectrum, existe também uma versão para Android (html 5), podendo ainda ser jogado na própria página do autor.

Assumimos a personagem de um golfinho (Clicky Click) que quer expor as suas obras e inicia-se a aventura entrando numa galeria de arte situada numas masmorras. O jogo é do tipo "choose your own adventure", quer isso dizer que vão sendo apresentadas duas ou três opções de cada vez, e teremos que escolher aquela que nos parece a mais adequada. A opção errada poderá levar directamente para uma cela, significando o final da aventura.

Esta é muito curta e o único objectivo é mesmo explorar a galeria de arte (que também tem apenas meia dúzia de salas), por forma a visualizar todas as obras em exposição. Depois de todas vistas, resta-nos voltar à recepção e sair da galeria. Não esperem, portanto, por uma mensagem de parabéns ou algo do género.


Não vamos assim avaliar este programa como um jogo (não faz qualquer sentido os parâmetros usados para os classificar). O que aqui realmente interessa avaliar é a ideia subjacente e a qualidade gráfica e literária.

Quanto à primeira delas, a ideia, foi algo que apreciámos bastante. De facto, Clicky Click's Dungeon pode ser pioneiro de outro tipo de programas e aplicações interactivas. Abre-se assim um novo campo para o Spectrum (e que o Spectrum Next, com o potencial que tem, poderá ainda aproveitar melhor). A ideia da galeria de arte caiu que nem ginjas, podendo agora o âmbito expandir-se e quem sabe, aparecerem museus a publicitarem-se desta forma, nomeadamente aqueles dedicados ao retro.

Quanto à vertente gráfica e literária, obviamente que estamos perante uma pequena brincadeira, não esperem portanto por milagres. Os esboços são isso mesmo, pequenos desenhos feitos à mão a preto e branco (como o subtítulo do programa indica), mas que no entanto dão um certo charme e carisma a esta galeria de arte. Os textos é que nos parece que poderiam estar mais desenvolvidos, ajudando a enquadrar melhor o personagem na aventura.

Assim, Clicky Click's Dungeon explora-se com imenso prazer. Em vinte minutos conseguem dar a volta à galeria toda, mas o mais importante é mesmo o projecto em si, assim como o poder abrir portas para outras ideias inovadores e que explorem as capacidades do Spectrum ou do Next. O seu autor está de parabéns, então, e agora vamos cobrar o que este prometeu nos fóruns: novos projectos do género para o Spectrum.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Preview: Lunar Rescue


Allan Turvey acabou de anunciar o desenvolvimento de mais uma conversão para Spectrum, desta vez Lunar Rescue, jogo das arcadas datado de 1979.

Pela amostra, podem contar com mais um jogo simples, mas viciante, como é apanágio em Allan. O jogo estará para venda em breve e contamos fazer uma review assim que esteja disponível.

Quadron lançado 30 anos depois


A página russa Pixel Perfeito conseguiu dar com mais um jogo colocado à venda e que passou despercebido à comunidade. Quadron foi originalmente criado por Andrew Beal em 1988, não tendo nunca sido oficialmente lançado.

Na altura foi programado em Assembler ao longo de dois anos. Infelizmente, a software house  para a qual estava a trabalhar Andrew desistiu de o colocar no mercado já numa fase muito avançada do seu desenvolvimento, tendo Quadron permanecido inédito, assim como os planos para uma conversão para o Amstrad CPC. Embora Andrew já não tenha acesso ao código-fonte original, tinha muitas das suas anotações originais, tendo voltado a pegar no jogo e inclusive fazendo algumas afinações e correcções de bugs.

Quadron tem um custo de 4,99 usd (versão digital, apenas) e pode aqui ser obtido. No vídeo seguinte podem ter uma ideia daquilo que vão encontrar.