terça-feira, 30 de agosto de 2016

Sam Mallard – The Case of the Missing Swan


Nome: Sam Mallard – The Case of the Missing Swan
Editora: NA
Autor: Ersh
Ano de lançamento: 2016
Género: Aventura gráfica
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

Sam Mallard é uma deliciosa aventura gráfica que nos coloca na pele de um detective privado que investiga o misterioso desaparecimento da esposa de Mr. Swan. Traz-nos à memória os saudosos Mugsy e The Vera Cruz Affair, apresentando todos os clichés habituais dos filmes policiais. E, tal como nesse filmes, se avançarmos na aventura (e desde já dizemos que vale mesmo a pena investir algum tempo neste jogo), veremos que a realidade é bastante diferente daquilo que esperávamos inicialmente, à boa maneira de Agatha Christie e outros escritores do género.

O interface gráfico é extremamente simples e lógico facilitando a nossa tarefa. Assim, apenas com três teclas conseguimos ir seleccionando as várias opções disponíveis, não esquecendo que algumas só aparecem quando cumprimos certas tarefas. Iniciamos a aventura no nosso escritório (mais um cliché) e teremos que em primeiro lugar obter alguns dólares, única forma de conseguirmos ir avançando no jogo. E não esquecendo que o nosso carro, apesar de velho, é extremamente útil, pois sem ele não nos deslocamos entre os vários pontos da cidade. A partir daí há que ir a todos os locais da cidade, pois em cada um deles conseguimos obter mais uma peça do puzzle.


Nem o facto do jogo ser inteiramente a preto e branco lhe retira interesse, antes criando o ambiente dos cenários típicos dos policiais americanos. É assim com imenso prazer que vamos explorando a cidade, procurando pistas, falando com os diversos personagens e quando necessário usarmos da força. E se perseverarmos, pode ser que consigamos resolver o mistério e descobrir o que se passou com Mrs. Swan.

domingo, 28 de agosto de 2016

Retro Quest - Los Pergaminos de la Sabiduría


Nome: Los Pergaminos de la Sabiduría
Editora: 4CRLC Soft
Autor: Mauri Fernández
Ano de lançamento: 2016
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Retro Quest é mais um típico jogo de plataformas criado com o motor "La Churrera". E se por um lado esta aplicação permite que amadores possam criar os seus próprios jogos, por outro acaba por fazer com que um determinado género atinja o ponto de saturação, não trazendo os novos programas algo que os distingam dos anteriores. E é precisamente o que se passa com Retro Quest, a estreia de Mauri Fernández no mundo dos jogos do Spectrum.

Neste jogo assumimos um personagem, Stan, fanático dos jogos (retro, claro), que tem a tarefa de encontrar 24 pergaminhos que lhe permitam salvar o mundo virtual dos videojogos. A história é apenas uma desculpa para se criar uma série de cenários onde saltamos de plataforma em plataforma e por cima dos nossos inimigos e tentamos chegar aos pontos onde se encontram os pergaminhos, normalmente no local menos acessível do cenário. Tudo muito batido, claro.


E é precisamente esta falta de originalidade que tira pontos a este jogo. Tudo o que aqui encontramos, desde os gráficos e som (típicos do motor dos Mojon Twins), já foi feito centenas de vezes antes e com melhor qualidade. Se olharmos para Retro Quest como mera curiosidade, não daremos o nosso tempo como perdido. Doutra forma corremos o risco de apanhar uma grande desilusão.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Mega Twins


O universo do Spectrum tem mais de 14.000 jogos, mas no meio de tanto lançamento existem alguns que ficaram pelo caminho, mesmo tendo criado grandes expectativas como foi o caso de Toki (Ocean) ou Mire Mare (Ultimate). E é também o caso de Mega Twins da US Gold, que ainda por cima estava a ser programado pela Tiertex, o que daria garantias que iríamos estar perante um bom jogo, tendo chegado a ter uma Megapreview na Your Sinclair em 1991 na qual foram analisado os três primeiros de cinco níveis.

Também tivemos oportunidade de analisar a demo que se encontra disponível no World of Spectrum, mas que apenas tem o primeiro nível funcional (pelo menos parcialmente), e apenas para um jogador (a versão final contemplaria dois jogadores). E pelo que nos foi dado a ver estaríamos perante um interessante jogo de plataformas, daqueles muito em voga no início dos anos 90 (Mega Twins estava previsto para sair no final de 1991 ou início de 1992).

Teríamos então que saltar de plataforma em plataforma, evitando ou eliminando uma série de inimigos para chegar ao portão que assinalaria o final de nível. O primeiro nível é bastante curto, e tendo o jogo apenas cinco níveis, parece-nos que não estaríamos perante um jogo muito longo. Mas a jogabilidade e os gráficos são bastante aceitáveis, sendo uma pena que o jogo não tenha sido nunca terminado.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

42 "ZX Spectrum 128K AY" Game music tunes


E que tal duas horas e meia de música ininterrupta para o ZX Spectrum?

É isso que Zeusdas oferece no seu canal do You Tube. Depois do sucesso que foram as 6 horas de música para o Commodore Amiga, o referido autor repete a gracinha, desta vez para o nosso Spectrum.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Phantomas 2


Nome: Phantomas 2 (Vampire)
Editora: Dinamic Software
Autor: Emilio Pablo Salgueiro Torrado, Santiago Morga B., Snatcho
Ano de lançamento: 1986
Género:Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Phantomas 2, ou Vampire, nome como foi rebaptizado para o mercado britânico, é mais um típico jogo de plataformas espanhol, à la Profanation, com um grau de dificuldade elevadíssimo, tal como era apanágio da Dinamic. Aliás, este é mesmo o maior defeito que lhe apontamos (e aos jogos da Dinamic em geral), pois o grau de dificuldade extremo afastava muitos potenciais compradores.

Em Phantomas 2, e ao contrário da primeira aventura da série, em que tínhamos que entrar na mansão de um milionário e roubar os seus tesouros, a acção desenrola-se no castelo do Conde Dracula, a quem teremos que destruir. Para isso teremos que encontrar as 5 chaves que se encontram escondidas no labiríntico castelo, abrindo as 5 fechaduras respectivas. Mas existem ainda outras pequenas tarefas que teremos que executar, como activar certas alavancas que permitem abrir as portas mágicas, bem como apanhar os 3 objectos que nos permitem matar o Conde Dracula.


O problema é que o castelo está infestado de inimigos e armadilhas, que vão-nos retirando constantemente energia. E nem o facto de podermos ir repondo as nossas vidas (encontra-se comida em abundância), facilitam a missão. Um timing perfeito nos saltos, que permita fazer-nos desviar dos inimigos e obstáculos, e uma capacidade de reacção muito grande, são elementos fundamentais se queremos levar a tarefa a bom termo. Por outro lado, a sequência final, onde supostamente matamos o Dracula, além de não ter nada a ver com o resto do jogo, é fraca e inútil.


De resto, Phantomas 2 encontra-se bem implementado. Os gráficos são agradáveis, com cenários bem desenhados, o som não é nada de especial, mas para o efeito cumpre, e no geral consegue divertir-nos durante umas boas horas. Pena, lá está, a tarefa ser tão difícil, o que vai afastar muita boa gente de um jogo que até é interessante.

domingo, 21 de agosto de 2016

Novos lançamentos da Bum Fun Software


A Bum Fun Software continua em grande, lançando regularmente alguns dos bons jogos da actual cena homebrew.

A primeira das escolhas recaiu em Karlos, excelente mistura de puzzle com plataformas, muito ao estilo de Quadrax, e com uma jogabilidade muito acima da média.

O segundo dos lançamentos, Roboticks in Theory and Practice, volta a recair em Denis Grachevs. Desta vez a cassete contempla Multidude, mais um puzzle, agora com robots como personagens, e que até agora passou praticamente despercebido no universo Spectrum. No lado B encontra-se Gravibots, puzzle complexo que apresenta alguns elementos inovadores ao nível da jogabilidade.

Recomendamos fortemente Karlos, pois obriga a utilizar ao máximo as nossas células cinzentas.

sábado, 20 de agosto de 2016

Sewer Rage


Nome: Sewer Rage
Editora: The Death Squad
Autor: Sludge
Ano de lançamento: 2016
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

A The Death Squad acaba de lançar mais um jogo muito na linha de Invasive Species, que foi editado há meia dúzia de meses, Sewer Rage, mas que enferma dos mesmos pecados deste, muito embora mantenha gráficos muito coloridos e chamativos.

O nosso objectivo é reconstruir a tubagem, que por qualquer razão obscura encontra-se partida em vários locais. Para isso temos que socá-la para cima, colocando-a no devido lugar. Isso enquanto evitamos os muitos bicharocos que andam atrás de nós, retirando-nos energia. Temos também possibilidade de os eliminar, socando-os para cima, contra qualquer obstáculo. Mas isso é apenas um paliativo, pois eles voltam a reaparecer noutro ponto do ecrã, portanto o melhor é mesmo ir fugindo deles.


Tale como em Invasive Species, também aqui estamos perante um jogo extremamente simples, o que acaba por se tornar o seu principal ponto fraco, pois tamanha simplicidade leva a que Sewer Rage seja bastante monótono, e, se bem que atraia durante os primeiros minutos, rapidamente o deixamos de lado.

Assim, se a The Death Squad pretende vingar no mercado terá que começar a investir mais no desenvolvimento dos seus jogos, pois estes acabam por rapidamente se tornarem demasiado aborrecidos e sem que motive os jogadores a lá voltarem.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Masters of the Universe - The Arcade Game


Nome: Masters of the Universe - The Arcade Game
Editora: US Gold
Autor: Adventuresoft UK
Ano de lançamento: 1987
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

São poucos os casos em que as licenças originam bons jogos, já que as editoras valem-se do nome do filme ou da BD, para investir pouco na concepção dos programas, mas em Masters of the Universe - The Arcade Game isto é levado ao extremo. De facto, neste jogo, se é que se pode chamar a isto, tudo é péssimo.

Masters of the Universe está tão mau implementado que em apenas 30 segundos conseguimos ficar fartos e deitamos o jogo abaixo. A jogabilidade é péssima, os gráficos maus, mas abundantes em colour clash, o sistema de colisão horripilante e o som inexistente. Com tudo isto, a história do jogo acaba por ficar para trás, pois estamos perante um jogo tão mal implementado que ninguém com o mínimo de bom senso vai perder tempo a jogá-lo.


E a ideia até poderia ser interessante. Assumimos o papel de He-Man e temos como missão entrar no castelo de Greyskull e destruir a pedra mágica que dá invencibilidade ao Skeletor. Ao longo do tortuoso caminho temos que ir matando o seu exército e apanhar os ingredientes que permitem destruir a pedra mágica.

Este é um jogo de fugir a sete pés. Não se entende como na altura conseguiu uma tão boa review na Your Sinclair, mas acredita-se que a US Gold, responsável por mais alguns flops como este, desinvestiu no jogo de forma inversa ao investimento que fez em publicidade nas revistas.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Manic Mower - 24th Anniversary edition


Nome: Manic Mower - 24th Anniversary edition
Editora: NA
Autor: Balford
Ano de lançamento: 1992 (re-release em 2016)
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Há quase 30 anos atrás a revista Your Sinclair lançou um dos maiores hoaxs da história do Spectrum, anunciando Advanced Lawnmower Simulator como a oitava maravilha do mundo. Mas o programa não era mais que uma brincadeira dos editores da revista (a YS também gozava com a Code Masters e com as inúmeras simulações "brilhantes" que lançava), que inclusive teve o estatuto de Megagame, e que consistia apenas num cortador de relva a mover-se ao longo do ecrã. Mas a brincadeira foi bem recebida e deu origem a muitas versões, a maior parte com o nome Mower pelo meio. Foi o caso de Manic Mower, editado em 1992 pela Sinclair User e que apresentava já mais que uma simples brincadeira, sendo agora lançada a versão comemorativa dos 24 anos do jogo, acrescentando-lhe música.

O objectivo de Manic Mower é o de cortar todos os pedaços de relva de cada cenário, mas tendo o cuidado de evitar os muitos obstáculos, alguns móveis, e também de não deixar terminar a gasolina. No entanto, a partir do momento em que o cortador de relva é posto a funcionar, é impossível trava-lo, pelo que são exigidos reflexos rápidos para conseguirmos terminar o cenário. E à medida que vamos avançando de nível, o número de obstáculos vai crescendo, aumentando o grau de dificuldade. Apenas temos uma vida, pelo que convém tomar muito cuidado por onde andamos.


Os gráficos são básicos, assim, como o som, mas Manic Mower tem uma boa jogabilidade, pese embora nem sempre se conseguir alterar a rota do cortador de relva a tempo. Mas isto tem mais a ver com a nossa inépcia do que propriamente com algum defeito do jogo. No entanto, este é bastante monótono, pois pouco mais temos que fazer do que mover o cortador de um lado para outro, e ao final de alguns níveis rapidamente perdemos o interesse.

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Aaargh!


Nome: Aaargh!
Editora: Melbourne House
Autor: Binary Design
Ano de lançamento: 1989
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Olhando para Aaargh! não diria que estávamos perante um jogo de 1989, quando o nível de programação já tinha um certo nível de sofisticação, mas sim de 1982 ou 1983. Isto porque o jogo é básico a todos os níveis.

Assim, a ideia do jogo é apanhar ovos. Num cenário único por nível, que nos apresenta vários tipos de cidades, todas bastante desinspiradas, por sinal, temos que ir destruindo os edifícios a murro ou incendiá-los até encontramos um ovo escondido nos escombros.


Depois de encontramos o ovo (existem 5 ovos em 10 cidades, o que quer dizer que nem todas têm bónus), poderemos voltar para a nossa cave, onde teremos que lutar com um dragão, numa sequência ainda mais desinspirada e monótona.

Aliás, monotonia é o que não falta neste jogo. A sua maior pecha é mesmo a falta de conteúdo, pois aparte andarmos ao murro a edifícios do nosso tamanho (???) ou a um dragão, pouco mais resta para fazer.


Os gráficos não fogem à mediocridade e o som é apenas mediano, não contribuindo para salvar um jogo que que pouco ou nenhum interesse tem. Por outro lado, o sistema de multiload é terrível, pois de cada vez que perdemos, teremos que rebobinar a cassete, independentemente de termos ou não passado de nível. É caso para dizer aaargh!

sábado, 13 de agosto de 2016

Football Manager Revisited 2016-2017


Nome: Football Manager Revisited 2016-2017
Editora: NA
Autor: Glen Anderson (original de Kevin J.M. Toms)
Ano de lançamento: 1982/2016
Género: Gestão Desportiva
Teclas: NA
Joystick: NA
Número de jogadores: 1

Football Manager é um dos jogos míticos dos Spectrum, batendo recordes de vendas, e que apesar de ter sido lançado em 1982, ainda hoje é a referência para o género. E desde 2012 que tem sido alvo de atualização por parte de um fã (Glen Anderson), que tendo entrado na listagem do programa (extremamente fácil, já que o original foi programado em Basic), tem vindo a acrescentar inúmeras facilidades e a torná-lo mais rápido.

É assim possível jogar na nossa liga principal, se bem que nem todos os nomes de equipas estejam correctos (nunca se entendeu porque é que os estrangeiros insistem em chamar ao Sporting CP, Sporting Lisboa). Ou que incluam as segundas equipas do Sporting, Benfica ou Porto na liga principal e até outras que estão nas ligas secundárias.

Mas isso é o menos, pois as actualizações feitas pelo Glen, mantém a estrutura original de Football Manager, introduzindo uma série de melhoramentos que permitem aumentar a atractividade do jogo e, inclusive, fazer com que mesmo aqueles que não são apreciadores do género se possam iniciar como treinadores de um clube de futebol.


Podem descarregar as diferentes versões das actualizações do Glen aqui.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Avenger


Nome: Avenger
Editora: Gremlin Graphics Software
Autor: Shaun Hollingworth, Peter M. Harrap, Chris Kerry, Greg A. Holmes, Steve Kerry, Ben Daglish, Colin Dooley
Ano de lançamento: 1986
Género: Labirinto
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Avenger é a sequela de The Way of the Tiger, um dos mais famosos jogos de artes marciais e que lutou com The Way of the Exploding Fist pelo galardão de melhor beat'em'up. Mas a realidade é que Avenger pouco ou nada tem a ver com o seu antecessor.A própria história também pouco tem a ver com The Way of the Tiger.

Yaemon, o Grão-Mestre da Chama matou o nosso pai adoptivo, Naijshi, e roubou os pergaminhos sagrados de Ketsuin, e cabe a nós recuperar os pergaminhos. A nossa confiança é tal que prometemos ao Deus Kwon que íamos levar a bom termo a nossa missão, não obstante termos que por vezes invocar o seu nome para nos ajudar, restabelecendo a nossa energia.


Estamos então perante um jogo muito ao estilo de Gauntlet, com o nosso herói a ter que percorrer um palácio labiríntico à procura das chaves que nos dão acesso às diversas salas, até por fim encontrarmos o pergaminho sagrado. Claro está que as salas estão repletas de inimigos que temos que ir eliminando, única forma de levarmos a bom porto a nossa missão.

Apesar de um elevado grau de dificuldade, Avenger é um jogo em que se entra com muita facilidade. Os gráficos muito coloridos, são excelentes, o scroll bastante aceitável, embora seja um pouco confuso enquanto não nos habituamos ao facto de que regularmente dá um "salto" para novo ecrã, e o som bastante razoável, também. A única coisa que se lamenta é a falta da opção de teclas redefiníveis.


Para aqueles que gostam de jogos em que mapear é fundamental, é obrigatório experimentarem Avenger, um dos melhores programas do género.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Lirus


Nome: Lirus
Editora: Bum Fun Software
Autor: Denis Grachev
Ano de lançamento: 2015 (re-release em 2016)
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Lirus é o novo lançamento da Bum Fun Software. Embora o jogo tenha sido lançado em 2015 pela Retrosouls, só agora a edição física viu a luz do dia.

Em Lirus assumimos o controlo de uma pequena nave que tem que ir eliminando, ao longo de vários níveis, os seus inimigos, que aqui assumem a forma de vírus (dai deriva o nome do jogo). O problema é que os vírus reproduzem-se a uma velocidade atroz, e quando damos por isso já está em curso uma invasão que nos engole autenticamente, literalmente falando.

Para dificultar a nossa missão, as nossas munições são muito limitadas e temos que regularmente ir até outros pontos do cenário para recarregar o armamento. Enquanto isso os nossos inimigos vão-se espalhando. E a única forma de os eliminar é mesmo abatendo-os, pois sempre que um deles toca na nossa nave, apesar de desaparecer, consome também um pouco da nossa energia (há icons com energia extra para apanhar também).


Apesar do jogo estar razoavelmente implementado e ser extremamente rápido, o que já é apanágio de Denis Grachev, é bastante aborrecido. Limitamo-nos a correr de um lado para outro a dar tiros mais rápido do que a velocidade a que o vírus se espalha. E os gráficos, feitos por blocos, também não ajudam à festa. Podemos mesmo dizer que estamos perante o mais fraco dos jogos da editora Bum Fun Software e também de Denis Grachev.

domingo, 7 de agosto de 2016

WEC Le Mans


Nome: WEC Le Mans
Editora: Imagine Software
Autor: Sentient Software
Ano de lançamento: 1988
Género: Race'n'chase
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Os programas simulando as corridas de carros foram sempre uma constante em qualquer plataforma. E o Spectrum não foi excepção, havendo uma grande oferta deste tipo de jogos, uns menos, bons, outros, como é o caso de WEC Le Mans, já com um nível bastante aceitável.

Tal como o nome indica, a nossa missão é conduzir uma potente viatura no famoso circuito de Le Mans. Não conhecendo nós o circuito, não sabemos até que ponto é realista. Mas uma coisa é certa, a condução é bastante agradável, dando sempre uma boa sensação de velocidade. Neste aspecto em particular, e comparando com o óbvio Out Run, este jogo fica muitos furos acima, já que neste último, o nosso carro mais parecia uma caracoleta, em especial quando o ecrã ficava preenchido.


No entanto, noutros aspectos a coisa já joga doutra forma. Enquanto Out Run era um jogo muito rico, com bastante variedade, diversas opções em termos de caminho, etc., já em WEC le Mans limitamo-nos a percorrer o mesmo circuito ao longo de 4 voltas, cada uma delas com um grau de dificuldade crescente, uma vez que o tempo para completar cada volta diminui na inversa proporção da quantidade de tráfego. E esta falta de variedade é mesmo a maior pecha e que impede WEC le Mans de ser o jogo perfeito do género. Mas não se pode ter tudo, embora para a versão 128 K talvez fosse possível acrescentar mais uns circuitos (e mesmo para 48 K, mesmo que recorrendo ao multiload).

Graficamente está também num nível muito elevado, mas o som poderia ser bastante melhor, já que o barulho constante do motor do carro acaba por se tornar irritante (parece mais o zumbido de uma mosca que de uma potente viatura).

Tendo em conta a grande jogabilidade de WEC Le Man, este é um jogo obrigatório para qualquer aficionado do género e que não os vai desiludir.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Footballer of the Year


Nome: Footballer of the Year
Editora: Gremlin Graphics Software
Autor: Greg A. Holmes, Peter M. Harrap, Chris Kerry, Steve Kerry
Ano de lançamento: 1986
Género: Simulador
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

De vez em quando aparecem jogos como este Footballer of the Year. Programas com uma série de erros óbvios (tão óbvios que dá ideia de que foi feito à pressa), com pouca ou nenhuma diversidade, mas que nos dão um gozo danado e que dificilmente o largamos. E já agora, este jogo seguramente também serviu de inspiração para ZX Striker, do português Valdir, e que já aqui foi analisado.

O objectivo é apenas um: ganhar o galardão de jogador do ano. Para que isso aconteça, temos que marcar golos, muitos golos. E para que se possa marcar golos, temos que ir comprando as fichas que dão direito a tentarmos meter a bola na baliza.

Começamos o jogo seleccionando o clube onde queremos jogar, a nossa nacionalidade (importante, pois também participamos em jogos internacionais quando formos seleccionados, e a divisão onde queremos jogar. Podemos escolher da quarta divisão inglesa, até à primeira, mas poderemos também optar por uma super liga. E aqui começam os erros básicos. O nosso país está representado apenas por dois clubes, o Benifica (???) e o Lisbon (???). Presume-se que queiram dizer Benfica e Sporting, mas para quem se propõe a criar um jogo de futebol, deveria pelo menos estudar um pouco melhor o assunto.

Depois de todas as configurações base definidas, temos acesso a um menu inicial, onde poderemos ver o nosso nível, a nossa classificação (mais um erro de programação, pois a classificação é feita de forma quase errática), comprar a nossa transferência para outro clube (e por vezes somos transferidos sem que possamos sequer recusar, mesmo que seja para um escalão inferior), aceder a uma espécie de lotaria que nos pode dar ou retirar mais dinheiro e fichas de jogo e, finalmente, aceder à partida.


Para acedermos à partida temos que ter fichas de jogo disponíveis. Tendo-as, poderemos então escolher participar (ou não). E fazemo-lo com base na importância do jogo, mas também no número de oportunidades que teremos para marcar golo, que varia entre 1 e 3. Ao início aconselha-se apenas a escolher partidas que confiram pelo menos duas oportunidades de golo.

Ao entrarmos numa partida, esta começa logo com uma situação de remate à baliza (pode também ser um penalti). Teremos que muito rapidamente posicionar a bola e fazer o remate, tentando que o guarda-redes não a segure. Só marcando golos ajudamos o nosso clube a subir de divisão e a aumentarmos o nosso nível, que nos possibilitará mais à frente, quando estivermos nas primeiras divisões, concorrer ao galardão de futebolista do ano.

Assim, o jogo pouco mais tem do que isto que aqui referimos. A diversidade é muito pouca e rapidamente entramos no esquema da marcação de golos. Mas mais dificilmente o largamos, pois Footballer of the Year é simplesmente aditivo e viciante.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Gyron Arena


Nome: Gyron Arena
Editora: Firebird Software
Autor: Philip Mochan, Ricardo J.M. Pinto, Dominic M.N. Prior, Mark Wighton
Ano de lançamento: 1985
Género: Labirinto
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston
Número de jogadores: 1

Este jogo tem muitas particularidades, mas um delas enche-nos de orgulho: um dos seus autores é português, Ricardo Pinto, que além disso participou em Elite e Hive. Ou seja, programas vectoriais é com ele.

Outra particularidade interessante deste programa é que foi apenas criado para definir quem seria o vencedor de um Porsche 924. Mas aqui entramos um pouco na história da trilogia Gyron. Assim, Gyron surgiu inicialmente com 2 cidades, Atrium e Necropolis. A Firebird oferecia o tal carro a quem conseguisse terminar em primeiro lugar o jogo. O problema é que surgiram simultaneamente 60 vencedores, vindos do UK, Espanha e Dinamarca. Arranjou-se então uma finalíssima, onde o futuro vencedor teria que ser o primeiro a terminar esta cidade, exclusivamente criada para este evento. E o vencedor foi um espanhol que terminou em sensivelmente 18 minutos.

Gyron Arena é então apenas mais uma cidade criada usando o motor do jogo original, daí que tenha sido lançado na categoria budget. No lado 1 da cassete temos um pequeno tutorial que nos ensina os passos básicos do jogo, encontrando-se este no lado 2. Apesar do jogo parecer ser extremamente complexo e inovador (temos essa ideia sempre que aparecem gráficos vectoriais), basicamente estamos perante uma tarefa muito simples. temos que percorrer a labiríntica cidade, à procura do local do conhecimento. Mas para lá chegarmos temos que ir desactivando as torres que guardam a cidade, e que se nos atingirem, podemos dizer adeus à vida.


Quem não gostou do jogo original, não irá achar grande piada a este. Para os restantes, poderão encontrar algum gozo em andar a deambular pela cidade à procura das torres. No entanto, apesar de em termos de apresentação estar muito bem conseguido, a sensação com que ficamos é que ao fim de alguns minutos a tarefa é sempre igual. Não sendo um mau jogo, até porque está muito bem implementado, soube-nos a pouco.


segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Angry Birds (Opposition)


Nome: Angry Birds (Opposition)
Editora: NA
Autor: Kas29
Ano de lançamento: 2016
Género: Shoot'em'up
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

E quando se pensava que a febre dos Angry Birds já tinha terminado substituída por qualquer caça aos Pokemons, eis que surge mais uma versão deste jogo, desta vez da autoria de Kas29. Mas esta é uma versão diferente, pois temos que disparar contra os patos que voam pelo ecrã, à semelhança do tiro ao pato muito comum nas feiras populares e parques de diversões.


Assim, pouco mais temos que fazer do que disparar no momento exacto e esperar termos boa pontaria (apenas existe uma tecla, e é a de disparo, como imaginam). Timing e reflexos ultra-rápidos é fundamental, pois se nos primeiros níveis a coisa é muito pacífica a partir do nível 4 complica-se. Por um lado os passarocos vêm a altitude diferentes. Por outro, a nossa arma vai-se movendo ao longo do ecrã. E a partir do nível 8 é mesmo enfurecedor, já que a arma aparece num local aleatório e estimar o tempo de disparo é tarefa quase impossível, dada a rapidez com que tudo se passa.

Os próprios cenários vão-se alterando ao longo dos níveis (apenas chegámos ao oitavo, portanto não sabemos quantos existem), por vezes a acção decorre durante a noite, outras vezes os próprios obstáculos tapam os pássaros. E sabe-se lá que mais obstáculos existirão nos níveis mais avançados.


Estamos então perante um jogo extremamente simples mas de nos fazer arrancar os cabelos de frustração. No entanto o resultado final é muito agradável e aconselhamos todos a experimentarem.