Mostrar mensagens com a etiqueta Acção. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Acção. Mostrar todas as mensagens

sábado, 12 de setembro de 2026

Ladder Madness

Path0 Gaming está de regresso ao universo do ZX Spectrum com Ladder Madness, desta vez não é uma aventura de texto, como em REDM, ou um jogo arcaico como Sirius Runner, mas algo mais elaborado e com um feeling de jogo de arcada do início dos anos 80.

Assim, em Ladder Madness, o objectivo é apanhar células de combustível para a nave, fugindo de seguida. Mas há que ter cuidado com o tempo e com os muitos inimigos que tentam evitar o cumprimento da missão. O jogo é rápido e fluído o suficiente, mas sofre do problema de se ter que estar perfeitamente alinhado com as plataformas ou escadas, para se poder mudar de direcção, levando a alguma frustração. 

Poderão aqui descarregar o jogo e dar uma pequena contribuição ao seu autor.

sábado, 5 de setembro de 2026

RoboCop 2


Nome: RoboCop 2
Editora: Ocean Software
Autor: Andrew P. Deakin, Ivan Horn, Matthew Cannon
Ano de lançamento: 1990
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick:  Kempston, Sinclair
Memória: 128K
Número de jogadores: 1
Download: Aqui

Cerca de dois anos depois de ter saído o filme e o jogo Robocop, que foi um sucesso completo de vendas, talvez mesmo o jogo mais vendido de sempre para o ZX Spectrum, decidiu-se ordenhar a "vaca leiteira", lançando a sequela. Primeiro na Sétima Arte, depois, naturalmente, como videojogo. Não vimos o filme, mas não nos parece que seja melhor que o primeiro, que por sinal já era mau, mas a transposição de Robocop 2 para jogo, pelas mãos da insuspeita Ocean Software, foi muito bem conseguida. Atrevemo-nos a dizer que será um trabalho muito mais aceitável que o filme.

Se bem se recordam aquando da análise que fizemos a Robocop, considerámo-lo com um trabalho meritório, no entanto faltando qualquer coisa para chegar ao estatuto de Mega Jogo. Aliás, essa foi a opinião da Your Sinclair, a revista que sempre considerámos como sendo a de referência para o ZX Spectrum (a Sinclair User era mais técnica e tinha pontuações estranhas, para não dizer suspeitas, a alguns jogos, e a Crash, além de não gostarmos do sistema de pontuação, normalmente dado por duas ou três pessoas, achávamos chata e demasiado focada nos jogos).

Robocop 2 (o jogo) segue muito a linha do primeiro episódio, ou seja, vários níveis de acção pura, entrelaçados com níveis mais pequenos, de um género completamente diferente (quebra-cabeças e shoot'em'ups), para cortar um pouco a monotonia. E o facto é que neste segundo episódio, esta diversidade funciona melhor. Por um lado, os níveis "core", acção e plataformas puro, são bastante mais longos, criando o desejo no jogador de antes do nível seguinte, ter um desafio diferente. Por outro, estes desafios que medeiam os níveis "core", são em si mesmo um jogo por direito próprio, se bem que naturalmente mais curtos. No entanto, tal como os níveis principais, são muito competentes, em especial o que nos obriga a usar o cérebro em vez do dedo rápido no gatilho, como já iremos ver.

Mas comecemos pelos níveis "core". São três, com várias fases pelo meio. O primeiro deles é passado no complexo industrial River Rouge e o objectivo é encontrar e destruir o laboratório de fabrico da droga "nuke". Além dos inimigos que saltam de todos os lados, há ainda obstáculos como as plataformas móveis, que nos obrigam a estar sempre em movimento para se chegar ao ponto pretendido, e elevadores que é necessário activar. Mas o maior inimigo nesta primeira fase é mesmo o tempo, pois o mapa é enorme, e não tem um caminho imediato.

O segundo nível "core" é passado na cervejaria Tokugawa. Além de inimigos ainda mais violentos, há que evitar cair nos tanques da destilaria, algo que acontece com muita frequência, pois temos que saltar e apanhar boleia de ganchos que atravessam esses mesmo tanques, num exercício complicado, pelo menos enquanto não lhe apanharmos o jeito. Temos ainda que ter em conta o piso que em certos pontos colapsa, podendo levar à queda fatal nos tanques. E, por fim, existe um exercício de lógica (terá inspirado alguns do desafios de El Bigotudo?), no qual temos que passar o conteúdo de um tanque para outro. Este, é sem qualquer dúvida, o nosso nível preferido.

Por fim, o último nível "core", e também do próprio jogo, tem uma mapa mais pequeno que os outros dois, e mais imediato, sendo passado no Centro Cívico (soa a algo muito "Big Brother", da obra 1984). No entanto, nem por isso é mais fácil, muito pelo contrário, pois os inimigos têm agora um nível de dificuldade máximo, não só pela quantidade verdadeiramente impressionante com que surgem d etodos os lados, mas também pela diversidade (muito cuidado com os mísseis, é abatê-los assim que os vemos cair). Para culminar o nível e terminarmos o jogo, temos que abater o próprio Robocop, só então libertamos a cidade de Detroit dos criminosos. Nesta última fase, é disparar como se não houvesse amanhã e ir apanhando a energia que vai caindo muito frequentemente, única forma de derrotar o poderoso robô.

Quanto aos níveis mais pequenos, o primeiro deles é um shoot'em'up a fazer lembrar Prohibition, com os meliantes a surgirem à janela, juntamente com inocentes. É então necessário durante um minuto acertar nos inimigos e evitar dar conta dos pacíficos inocentes. Não se perdem vidas nesta fase, mas quanto melhor a nossa performance, mais poderosa será a capacidade destrutiva das nossas munições nos níveis seguintes.

O segundo dos níveis mais pequenos, e que aparece duas vezes, é mesmo o nosso preferido de todo o jogo. É-nos apresentado um conjunto de circuitos e mais uma vez num tempo muito curto, temos que recolher os chips bons, evitando os defeituosos, para isso movendo a placa sempre que for necessário (quando caminhamos na placa, os pontos por onde passamos vai desaparecendo). Há aqui que dar uso às células cinzentas...

Mas além dos níveis serem agora muito maiores, se bem que a dificuldade relativamente ao primeiro episódio se tenha elevado bastante, a jogabilidade é substancialmente melhor. A acção é agora mais fluída, assim como a resposta aos comandos, melhorando bastante a experiência do jogador. A nosso ver, reside aqui o primeiro factor de diferenciação relativamente a Robocop.

Depois, graficamente e a nível sonoro, Robocop 2 é ainda melhor. Os cenários, em especial nos níveis de plataformas, são muito bons, reflectindo o melhor que se fazia no início dos anos 90 para o ZX Spectrum. Além disso, as cenas digitalizadas entre níveis dão-lhe um colorido diferente (mesmo sendo a preto e branco).

Se alguma coisa estranhamos é ao nível dos utilizadores o jogo não ter tido a repercussão do primeiro episódio. As reviews das revistas especializadas foram indubitavelmente melhores, o jogo é também bastante melhor, sendo inclusive oferecido a quem comprasse o Sinclair +2. Assim, porque razão não obteve o reconhecimento do primeiro? Apenas conseguimos ver uma razão, quer terá sido o do efeito novidade se ter esfumado nessa altura, a par da pior (justa) recepção do filme.

Robocop teve ainda direito a uma terceira sequela, sendo a versão física o Santo Graal dos coleccionadores de jogos do ZX Spectrum. Talvez lhe peguemos um destes dias... 

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Arkanoid for Two (MOD)


O mesmo Anestis K. Koutsoudis, responsável por Thexder, também fez um MOD para Arkanoid, permitindo dois jogadores em simultâneo. 

Este é um jogo favorito de muita gente, pelo que antevemos uma boa recepção. Ainda mais com dois jogadores, permitindo duplicar o prazer.

Podem aqui descarregar este MOD.

Thexder


Thexder é um jogo lançado há mais de 40 anos para o NEC PC-8801, mas que foi convertido posteriormente para inúmeros sistemas. No entanto, nunca tinha chegado ao ZX Spectrum. Até agora...

O seu autor é Anestis K. Koutsoudis, que durante o Verão foi fazendo a conversão, acrescentando uns pozinhos aqui e ali. E temos assim uma versão bastante jogável para o ZX Spectrum, não obstante poderem aparecer alguns indesejados bugs. Mas é preciso não esquecer que o jogo foi criado de forma totalmente amadora e nos tempos livres.

Poderão aqui descarregar o jogo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

ZXGolf


Nome: ZXGolf
Editora: Menyiques Soft
Autor: Menyiques
Ano de lançamento: 2026
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 128 K
Número de jogadores: 2
Descarga: Aqui

ZXGolf foi considerado jogo do mês de Julho, numa das mais difíceis nomeações que tivemos desde o início da rubrica. Não pela  falta de qualidade do jogo, mas pelo contrário. É que, quer ZXGolf, quer outros dois jogos que surgiram nesse mês, destacam-se precisamente pela sua elevada qualidade. No final acabou por vencer ZXGolf, principalmente por uma opção que já calculávamos que viria a ser um sucesso, pelo menos cá por casa: a possibilidade de dois jogadores em simultâneo.

E foi isso mesmo que aconteceu. Aproveitando um período de férias na qual a família se reúne toda por aqui, adivinhem qual foi o jogo eleito para passarmos o tempo nas competições do ZX Spectrum que regularmente fazemos? Pois foi precisamente ZXGolf, que ainda por cima tem dois circuitos diferentes, os Estados Unidos e o Japão (na nossa opinião, o segundo é mais fácil e mais indicado para os principiantes). 

E já que estamos com a mão na massa, e por sabermos que o jogo vai ter uma edição física (que faremos questão de adquirir), deixamos uma sugestão ao seu autor, até porque o jogo potencia isso mesmo: que tal acrescentar na cassete um ou dois circuitos exclusivos, além dos dois que já existem (USA e Japan)? Será uma forma de fazer aumentar o valor e a procura da cassete. Quem sabe, um circuito completo desenhado por elementos da comunidade. Além de que, confessamos, estamos viciados no jogo e mais uns circuitos vêm mesmo a calhar...

O brilhantismo de ZXGolf começa logo no ecrã inicial. São várias as opções à disposição do utilizador. Pode-se assim fazer um jogo completo ou treinar algum buraco em particular. No jogo completo, pode-se competir nos 18 buracos, ou apenas nos buracos 1 a 9 ou 10 a 18.

Pode-se também escolher a opção de um jogador, conveniente para se ir treinando os buracos e depois fazer-se um brilharete quando se compete com outro jogador humano. Mas também se pode jogar contra o computador ou, o melhor, competir contra outra pessoa. E, porque não, ter a possibilidade de três ou mesmo quatro jogadores em simultâneo? Fica aqui mais uma sugestão...

Por fim, podemos redefinir as teclas, escolher a cor (entre branco, amarelo ou verde), e ligar ou desligar a música, apenas ficando o som FX. Como podem ver, não faltam opções para ajustar o jogo às nossas preferências.

Iniciando-se a partida (ou o treino), surge o primeiro buraco. É-nos dado uma panorâmica completa, com as partes de relvado, onde teoricamente as tacadas têm maior efeito e precisão, os bunkers e terrenos arenosos, no qual a tacada, independentemente do taco, é muito menos potente, os lagos (cuidado, quando a bola cai na água, é recolocada na margem do lago e tem-se uma tacada de penalização), as árvores, que têm o efeito esperado na bola, e o "green", no qual temos a possibilidade de colocar a bola no buraco. Antes que perguntem, sim, é também possível fazer um "Hole in 1". Fizemo-lo, mas a jogar na máquina real e numa TV, e por isso não deixamos aqui o screenshot.


É-nos ainda dada informação como a distância, direcção e velocidade do vento, o par e a pontuação em tempo real. Além disso, ao "green" corresponde um mapa separado com a sua própria vista. 

Temos também a possibilidade de escolher 14 tacos diferentes, desde ferro a madeira, incluindo o taco próprio para quando estamos no "green". Excepto neste último caso, no qual temos que avaliar apenas a distância e ponto máximo de impacto da tacada (potência), no resto do campo, quando escolhemos o taco, é colocado automaticamente o ponto máximo onde a bola pode cair, exceptuando-se a super tacada, que iremos falar mais à frente.

Para se dar a tacada, tem-se o sistema clássico de dois botões, no qual uma barra vai crescendo, correspondendo à potência, decrescendo logo de seguida e correspondendo à precisão. Consoante a nossa habilidade em fixar a barra nos pontos desejados, a bola voa mais ou menos certeira e com mais ou menos força. Além disso, é necessário contar-se com a influência que o vento provoca na tacada. Atenção ainda à já referida super tacada, que acontece sempre que acertamos a potência e precisão nos pontos óptimos assinalados a preto. Nesse caso, a tacada tem uma potência adicional de dez por cento (apenas possível na pancada de saída).

Quando chegamo ao "green", é tudo mais simples, pois apenas temos que nos preocupar em indicar a direcção da bola e a potência pretendida. No entanto, há aqui um outro factor a ter em conta: o próprio declive do terreno.


Destaque ainda para a IA do oponente computorizado. Este não executa pancadas pré-programadas: analisa o terreno através da amostragem de sete trajetórias no mapa real do buraco, ponderando o "fairway", o "green", os "bunkers" e as árvores, e decide o taco, a direção e a potência para cada pancada. No "green", calcula a potência do "putt" com base na distância ao buraco. Daquilo que vimos ao jogar contra o computador, o sistema funciona na perfeição e o CPU constitui um adversário bastante competitivo.

A fluidez de ZXGolf é notável, ainda mais quando se sabe que foi desenvolvido em BASIC (como é habitual neste autor), sendo depois compilado com o Boriel. Tudo se movimenta de modo perfeito. E embora não conheçamos a versão da Nintendo, no qual o jogo se baseia, apostaríamos que a versão do ZX Spectrum não fica atrás.

Deixamos apenas uma nota e que pode ser impressão nossa. Num ou noutro buraco, parece-nos que a pontuação nem sempre estava certa, sendo acrescentado uma ou outra tacada à pontuação, sem que tenha havido alguma penalização. Mas reforçamos, foi apenas impressão nossa e mesmo que isso esteja a acontecer, não influencia minimamente na nossa avaliação a este brilhante jogo. Para nós, o melhor simulador de golfe a aparecer para o ZX Spectrum.
 

sábado, 8 de agosto de 2026

RoboCop


Nome: RoboCop
Editora: Ocean Software
Autor: Mike Lamb, Dawn Drake, Jonathan Dunn, Bill Harbison
Ano de lançamento: 1988
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1
Descarga: Aqui

Se RoboCop não tiver sido o jogo mais vendido de sempre para o ZX Spectrum, batendo mesmo Ghostbusters ou Football Manager (não existem métricas 100% fidedignas ou oficiais), pelo menos foi aquele que mais tempo ando nos tops. Mesmo dois anos depois do seu lançamento, continuava a aparecer nas tabelas dos mais vendidos, num sucesso sem precedentes.

RoboCop tem também outra característica. Terá sido um dos primeiros jogos a trazer vários estilos ou mecânicas, normalmente entre os níveis mais "core" do jogo, algo que a partir daqui se tornou prática habitual nos blockbusters. A Ocean especializou-se mesmo neste tipo de jogos (RoboCop, Untouchables, Platoon, etc.), quase sempre muito bem referenciados pela critica especializada. Mas confessamos, nunca foi tanto do nosso agrado, não só porque usava e abusava do multiloading, obrigando o jogador a passar mais tempo a carregar os jogos do que propriamente a jogá-los, mas também porque os níveis eram geralmente muito curtos e com pouca profundidade, o que de facto acontece em RoboCop. O facto é que esta tentativa de agradar a Gregos e Troianos, contemplando vários géneros no mesmo jogo, tinha muitos fãs.

O jogo RoboCop foi também beneficiado pelo enorme sucesso do filme, um trabalho mediano (para não dizer medíocre, algo habitual na carreira do cineasta Paul Verhoeven). A acção passa-se em Detroit, numa época distópica que já esteve mais longe de ser realidade, e narra a história de Alex Murphy, um polícia brutalmente assassinado por criminosos. A corporação OCP transforma então o que resta do seu corpo num ciborgue (RoboCop) para combater o crime. E reconheçamos, o jogo encontra-se bastante fiel ao filme, pelo menos daquilo que nos lembramos dele (vimo há quase 40 anos e nunca tivemos vontade de o rever).

O início é logo prometedor, pelo menos para quem carrega a versão 128K. Assim, numa voz perfeita sintetizada, ouve-se as quatro prerrogativas de RoboCop: Servir ao público ("Serve the public trust"), Proteger os inocentes ("Protect the innocent"), Defender a lei (Uphold the law) e Classificado (Classified), sendo esta última uma diretriz secreta oculta pela OCP que o impede de agir contra executivos da corporação. Essas diretrizes norteiam o comportamento de Alex Murphy como RoboCop, embora a quarta diretriz crie um conflito ético central no filme, visível também num dos níveis mais avançados do jogo.

Os diversos níveis abarcam diferentes géneros, sofrendo todos do síndroma que afecta este género de jogos, conforme dissemos logo ao início, pois são todos muito curtos. Assim, nos níveis 1, 3, 5, 7 e 8, percorremos as ruas de Detroit (sempre a direito) ou edifícios e fábricas (com vários patamares), sendo o objectivo o de eliminar o máximo de meliantes e chegar ao final do caminho, dentro do tempo limite. Nada que não se tenha visto antes em Renegade, por exemplo, se bem que agora tenhamos diversas armas ao nosso dispor (apenas usamos os punhos quando as munições acabam). E já que falamos das armas, há de quatro tipos diferentes, umas mais letais que as outras, mas para que funcionem, é necessário apanharmos as munições que ficaram esquecidas pelo chão (também é possível apanhar energia extra).

O nível 6 não é muito diferente dos anteriores (é aqui que surge o tal dilema relacionado com a directriz 4), no entanto, o objectivo primordial é eliminar um outro robô que defende a Corporação, ED 209. Tudo se resumo a conseguir chegar ao pé dele, evitando os seus tiros, e esmurrá-lo. Puro exercício de reflexos, pouco adianta aos restantes níveis. 

Nos níveis 2 e 9, o último de todos, o objectivo é eliminar o criminoso, que se esconde atrás de um inocente refém, mais uma vez num determinado tempo limite. Para isso surge um alvo no ecrã e temos que prever os movimentos do criminoso, e disparar sem que se atinja o refém. O nível 9 é um pouco mais difícil, pois o criminoso também tem uma arma pronta a disparar.

Finalmente, no nível 4, talvez o mais interessante de todos, em vez de usarmos a arma, temos que usar a cabeça e a capacidade de observação. No lado esquerdo do ecrã surge a figura de um criminoso. Temos agora que conseguir encontrar a correspondência exacta com a figura da direita, para isso manipulando as várias partes faciais. Quando se obtiver uma correspondência 100% fiel, o criminoso é identificado e passamos ao nível seguinte.

Os níveis, apesar de curtos, são todos muito limpinhos, bem implementados e com boa jogabilidade. De facto, o único defeito que lhes encontramos é mesmo esse: termina tudo demasiado rápido, deixando-nos com a sensação de saber a pouco. Fossem os níveis passados na rua ou dentro dos edifícios um pouco mais largos, e certamente que a nossa nota seria outra. Também não admira assim que de cada vez que perdemos uma vida, se tenha que recomeçar o nível.

Limpinho são também os gráficos e cenários. Sem grandes rasgos, mas cumprem o que deles se pede, permitindo ver tudo com muita clareza, em especial o mais importante: as balas. Quanto ao som, aqui já a música é outra, pois entramos no patamar da excelência.

Concluindo, RoboCop é um bom jogo. Não atinge, no enato, o nível de Mega Jogo pelas razões antes referidas, e concordamos plenamente com tudo aquilo que a Your Sinclair disse na altura sobre ele. Também por isso, a nossa nota é igual...

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Cooper Run


O Miguel Cruz continua muito bem acompanhado da Cláudia, tendo lançado Cooper Run, fazendo lembrar Race Fun e alguns daqueles jogos dos primeiros tempos do ZX Spectrum. E antes que os detractores do uso da IA apareçam, podemos dizer, pois fomos beta tester, que este jogo tem muito mais programação por parte do Miguel, e sofreu muitas versões, que se foi afinando, até chegar a esta final, que nos parece bastante divertida. Algumas das versões descartada tinham ideias diferentes, como sinalização. No entanto, são as ideias mais simples que normalmente vingam, e parece-nos que o resultado final está muito bem conseguido.

O objectivo também é muito simples. Assim, ao longo de cinco etapas, ao comando do clássico e mítico Mini Cooper, temos que tentar em primeiro lugar terminar a corrida, e em segundo vencê-la. Existem três níveis de dificuldades, e se no mais fácil a missão parece ser relativamente fácil, no nível mais difícil só os ases do volante conseguirão terminar a corrida, quanto mais chegar em primeiro.

Venham aqui descarregar Cooper Run, um exercício bem divertido para quem por agora se encontra de férias. Quem sabe venha a ter uma versão física, vamos torcer por isso...

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Break-in Space

Já vos dissemos como a revista Break Space era fixe? Além disso traz-nos type-ins, tal como as revistas dos anos 80 faziam. É o caso de Break-in Space, um clone do Tiro à Parede bem engraçado, como aliás normalmente acontece com os trabalhos de ZXMoe e Dave Hughes, os seus autores.

Se ainda não conhecem a revista, aproveitem para descarregar o último número, assim como este jogo. Apostamos que não se vão arrepender. 

Podem aqui descarregar Break-in Space.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Piledriver


Steve Tyson regressa com um jogo muito simples, mas divertido. O objectivo é evitar que os blocos chegue, à zona central, disparando contra eles. De alguma forma, o jogo fez-nos lembrar Tapper, mas também Elevador, da dupla Marco & Tito.

O jogo foi criado com o motor Kwyll. E suspeitamos que durante o mês de Agosto vão aparecer muitos jogos com esse motor, pois vai estar no ar uma competição que incentiva o uso da ferramenta e até disponibiliza uma versão gratuita da mesma (ver aqui).

Entretanto podem aqui vir descarregar o jogo.

domingo, 26 de julho de 2026

ZX Golf


Há muito tempo que não tínhamos um jogo "a sério" de golfe. Nos anos 80, saíram alguns bastante interessantes, com os vários episódios de Leader Board e Konami Golf à cabeça. Pois agora temos um série concorrente a destronar os referidos jogos: ZX Golf.

O jogo foi desenvolvido por Menyiques, que tantos e tão bons jogos já nos trouxe. E agora traz algo diferente de tudo o que já tinha feito até agora. É um projecto ambicioso, sem dúvida, mas por aquilo que vimos na apresentação no programa de El Spectrumero (ver aqui), não temos dúvidas que vai chegar bastante longe, quem sabe fazendo um brilharete no próximo GOTY.

Antes de se jogar ZX Golf, convém perceber a dinâmica dos diferentes tacos, até porque se queremos ganhar ao computador, vamos ter que ser bastante certeiros.

O jogo permite jogar contra outro concorrente humano, tem dois circuitos (Japão, e EUA), e muitas opções para tornar a experiência mais realista.

Da nossa parte, iremos experimentar o jogo durante a semana. E aconselhamos fortemente a fazerem o mesmo, bastando vir aqui descarregar o jogo e dar uma justa contribuição ao seu autor.

sábado, 25 de julho de 2026

Flapopy Bird


Hoje é o dia dos jogos Portugueses (e não vamos ficar por aqui). O que agora divulgamos é Flapopy Bird. E adivinharam, é inspirado em Flappy Bird...

O jogo serviu como teste de scroll para o Mário Armão Ferreira. Mas depois, e porque o resultado foi bastante positivo, criou-se um pequeno jogo que serve para uns momentos de descontração.

Podem aqui descarregar Flapopy Bird.

sexta-feira, 17 de julho de 2026

The Prisoner Kosho


A equipa ZXAmaze, bem conhecida por integrar elementos do Team Moritz, lançou um pequeno jogo de artes marciais para duas pessoas.

O jogo inspira-se na série The Prisoner (não a conhecemos), não qual dois combatentes digladiam-se até à morte num tanque de água. Existem trampolins que permitem saltar para uma plataforma, e ai combaterem de forma mais "segura". As teclas obrigam a alguma ginástica, além daquela exigida para os próprio combates.

Poderão aqui descarregar o jogo.

sábado, 11 de julho de 2026

Icarus


Depois de ATCHIM: Penalty para os Lagartos, o Miguel Cruz desenvolveu, com a ajuda da Cláudia (que é como quem diz, a Claude), um novo jogo: Icarus.

Icarus é um jogo de arcada puro, ao bom estilo dos primeiros tempos do ZX Spectrum (e também daqueles que por essa altura se encontravam nos salões de jogos), sendo o objectivo apanhar as estrelas que vão caindo do céu. Sempre que falhamos uma estrela, perde-se uma vida. 
Mas do céu também caem raios e outras miudezas que nos fazem perder vidas, e dessas temos que fugir, como o Diabo foge da cruz. 

Periodicamente surgem seres mitológicos, como Zeus, que nos manda com aquilo que tem à mão, ou seja, raios, que temos que evitar, pois consomem as vidas com uma rapidez impressionante, ou  mesmo Medusa, pela qual ficamos literalmente inebriados de paixão. Chronos também surge de quando em vez, exigindo de nós rapidez máxima para apanhar as estrelas.

Para nos ajudar, o nosso bastão pode aumentar de dimensões se apanharmos o ícone de alargamento (nem sempre é uma ajuda, pois também potencia apanharmos o que não queremos), ou os corações, que aumentam o número de vidas, e ainda as bolhas de invencibilidade, que faz o que delas se espera. Mas atenção, tudo tem o seu tempo de vida...

O jogo é bastante divertido e perfeito para em família se fazer de conta que estamos numa máquina de arcada e a competir pelos pontos. Já agora, conseguem fazer melhor que os nossos 3.370 pontos?

Podem vir aqui descarregar este jogo.

quinta-feira, 9 de julho de 2026

Mr Bo! e Electro


Dom Robison estreou-se de uma assentada na criação de jogos para o ZX Spectrum com dois projectos: Mr Bo! e Electro.

Ambos trazem à memória os primeiros tempos deste computador, com desafios simples, mas divertidos. Um ponto a favor é o facto de podermos escolher a velocidade a que tudo se movimenta, ajustando-se ao nosso nível de competência (ou incompetência, pois para já não avançámos muito). Apenas se sente a falta de algum som, mesmo que fossem apenas beeps.

Podem vir aqui descarregar os dois jogos e fazer uma visita ao seu canal.

domingo, 5 de julho de 2026

Wacky Robot

A Cronosft é uma das mais antigas, se não for mesmo a mais antiga, editora de jogos para o ZX Spectrum ainda em actividade. Regularmente vai lançando novos jogos para o ZX 81, ZX Spectrum 16K, 48K e 128K. Ainda por cima, os preços das cassetes são sempre bastante em conta, com valores que remetem para para os lançamentos budget dos anos 80.

Wacky Robot é o novo lançamento da editora, podendo ser corrido no ZX Spectrum com menor memória (16K). Isso porque o jogo desenvolvido por Rob Pearmain é muito simples. Mas a sua simplicidade é também um dos pontos fortes deste jogo, pois é tremendamente divertido. Além disso, o robô faz-nos lembrar Sam...

Convidamo-vos assim a ajudarem a cena do ZX Spectrum. Para isso, podem vir aqui descarregar a versão digital de Wacky Robot e dar uma pequena contribuição ao seu autor. Alternativamente (ou complementarmente), podem vir aqui comprar a versão física. Da nossa parte, estamos ansioso que o Reino Unido volte a entrar na União Europeia, para que possamos voltar a comprar jogos vindos desse mercado (infelizmente as taxas para Portugal são tremendamente penalizadores, duplicando ou mesmo triplicando o valor das cassetes).

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Glitchsist


A Tartessos Games acabou de lançar aquele que, à primeira vista, nos parece ser o seu mais inspirado trabalho, não obstante termos gostado bastante de Master Piece. E, mais uma vez, expande as capacidades do motor MK1, trazendo novos conceitos como o uso de teletransportadores, o disparo de balas por parte dos inimigos e a capacidade de nos escondermos ou socarmos os inimigos. Além disso, o grafismo é um pouco diferente do habitual dos jogos criados com o motor dos Mojon Twins.

Glitchsist torna-se então um puro jogo de acção, muito mais que um mero jogo de plataformas. Ganha assim pontos à concorrência, tornando-se num agradável divertimento. Claro que ainda não tivemos tempo de explorar devidamente o jogo, mas para primeira impressão, é razoável. A fazer-nos lembrar Saboteur, no entanto, o processo de socar os inimigos é demasiado difícil e o sistema de colisão também não é favorável.

Podem aqui descarregar Glitchsist e dar uma justa contribuição ao seu autor. A quantidade de jogos que já saíram este ano é mesmo impressionante.

domingo, 28 de junho de 2026

Pathfinder


Steve Tyson lanço um jogo desenvolvido em Kwyll, a trazer à memória o clássico Cruising on Broadway. E até estávamos a apreciar o desafio, mas depois os bugs fizeram a sua aparição, levando mesmo o jogo a crashar, e passámos à frente.

De qualquer forma, em Pathfinder têm que, ao longo de 20 níveis, preencher todo o caminho, evitando um inimigo púrpura. Tal como em Cruising on Broadway, não é fácil alinharmo-nos com os caminhos. Mas isso faz parte da dificuldade natural do jogo.

Podem vir aqui descarregar Pathfinder.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Cyber Wraith


Continuam a sair jogos às paletes, sendo o mais recente Cyber Wraith, a mais recente obra de sisko_MSX, que já este ano nos tinha trazido Syrion II: the Six Stones of Nefertiti

Com o grande evento a aproximar-se, e tendo ainda muitos jogos das últimas semanas para vermos, ainda deverá uns dias até conseguirmos ver mais este jogo criado com o ZX Game Maker. A este ritmo, qualquer dia temos que "contratar" alguém para nos ajudar a fazer umas reviews...

Poderão aqui descarregar Cyber Wraith de Sisko López e dar uma pequena contribuição ao seu autor.

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Murder


Murder é o jogo de estreia de Kanon WinVega para o ZX Spectrum. Aliás, não é propriamente um jogo, será mais um exercício para se mostrar o que se consegue fazer em BASIC ao nível de sprites e animações, para já muito básicos.

A temática é polémica e o jogo também não puxa por ai além, pois apenas temos que ir socando os inimigos (e, por vezes, desviando-nos das suas balas), ao longo de uma dúzia de ecrãs, até se chegar a um fim abrupto. De qualquer forma, poderá ser o começo de algo mais complexo no futuro.

Podem vir aqui descarregar Murder.

sábado, 6 de junho de 2026

--=O O=--


E hoje estamos no dia dos jogos originais. O mais recente tem o estranho nome de --=O O=-- (como se prenunciará), e vem da parte de Briefer666.

Este é um desafio para dois jogadores, apenas, embora no menu até exista uma opção que parece dar a entender que no futuro haverá poder-se-á jogar contra o computador e no meio dos ficheiros também existe uma versão que apenas tem a opção de um jogador. No entanto, mas o adversário nunca se movimenta.

O objectivo é pintar metade do ecrã antes do adversário. Mas aqui continuam as nossas dúvidas, pois conseguimos pintar até 59% do ecrã e nada acontece, e abruptamente, aos 60%, o jogo volta ao menu inicial. Não se entende.

Queremos crer que o jogo ainda vai ter melhorias ou mesmo ser finalizado, pois a ideia parece ser muito boa.

Podem aqui descarregar --=O O=-- e dar uma pequena contribuição ao seu autor.