domingo, 28 de fevereiro de 2021

Jogo do Mês: The Dark: Lost Pages

SOS Naufrágio

 

Nome: SOS Naufrágio
Editora: NA
Autor: Libânio Guerreiro
Ano de lançamento: 1986
Género: Aventura de texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

É incrível como ao fim de 35 anos anos ainda andamos a encontrar autênticas pérolas criadas pelos programadores portugueses. Jogos e programas que não ficam a dever nada ao que se fazia lá fora, apenas não tiveram as mesmas oportunidades, muito também por força da exiguidade do mercado português, mas também pela ausência de uma lei anti-pirataria eficaz, que desmotivava os programadores de lançarem os seus programas no mercado nacional, pois tinham a consciência que rapidamente o seu trabalho era copiado, desrespeitando quaisquer direitos de autor e, por vezes, até profanando os próprios jogos, ora aparecendo incompletos nas lojas (manuais, nem vê-los), ou até alterando o nome do seu criador (deparámo-nos com isso quando encontrámos uma cópia de Keops, por exemplo - outra aventura de texto Portuguesa que ainda não foi disponibilizada).

Quanto a SOS Naufrágio, já tínhamos conhecimento da sua existência. Tinha sido capa do MicroSe7e número 37, de Dezembro de 1986 (no separador "Revistas" podem descarregar todos os suplementos). Nesse mesmo artigo era referido outro jogo de Libânio Guerreiro, que também já se encontra preservado. Felizmente o programador ainda tinha as cassetes consigo, enviou-nos, e conseguimos recuperá-los. Continua a faltar o último dos seus jogos, Viagem de Vasco da Gama à Índia. Mais tarde ou mais cedo iremos dar com ele, até porque, pelo menos na cidade de Lisboa, estava presente em algumas escolas na cadeira de História. De qualquer forma isso serão contas de outro rosário, o que aqui nos traz hoje é SOS Naufrágio.

A cassete está gravada dos dois lados. Num deles encontra-se um ficheiro independente apenas com as instruções e desde logo demonstra a apresentação muito cuidada com que o seu autor nos presenteou ao longo de todo o jogo. Ficamos assim a conhecer um pouco a sua história, mas também a lista de alguns comandos, e até algumas dicas (mais dicas encontram-se no artigo do MicroSe7e, não vamos ser desmancha-prazeres).


Encontramo-nos a bordo de um navio em mares tropicais. Mas abate-se uma terrível tempestade, o navio vai parar a mares desconhecidos, e está a afundar-se. Temos que sair rapidamente do navio ou arriscamo-nos a nele perecer. Mas uma coisa é conseguir escapar do navio, outra é sermos salvos. Para isso temos que encontrar as três peças de um receptor, dispostos em outras tantas ilhas recheadas de armadilhas e perigos. Depois de termos todas as peças, podemos contruir um rádio e emitir um S.O.S., esperando que algum navio próximo capte a mensagem e venha em nosso socorro. E a missão ainda não está terminada, pois ainda temos que encontrar um navio que tenha captado a mensagem e seja amigável. Isto porque estes mares desconhecidos estão infestados de tubarões... E de piratas...

Depois das instruções interiorizadas, é tempo de metermos mãos à obra e carregar o jogo. Assim que isso acontece, somos novamente presenteados com o bom-gosto do Libânio. Não só um segundo ecrã, dando o mote para a tarefa que vamos ter em mãos (e dando também algumas dicas importantes, não é por acaso que a Rosa dos Ventos se encontra na imagem), mas também com uma agradável música, uma adaptação muito bem conseguida de Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu), obra de 1917. Sendo uma típica aventura de texto sem gráficos, que por norma já não tem som, estes pequenos "mimos" dão um colorido diferente ao jogo, contribuindo para o tornar mais atractivo. E é um facto, a música fica mesmo na cabeça.


Avisamos desde já, SOS Naufrágio é enorme, com muitas dezenas de locais, muitos objectos para serem utilizados (atenção que existe um limite máximo de itens que podemos carregar) e muitos personagens ao longo do jogo. Traz-nos à memória Amazónia, jogo brasileiro lançado originalmente em 1985 e que teve uma fabulosa reedição em 2020. Quem sabe não possa vir a acontecer o mesmo a SOS Naufrágio, qualidade não lhe falta.

Além disso, o jogo é composto por várias fases, que se distinguem entre si. A primeira, a bordo do navio que se está a afundar, onde todos os minutos contam. Acordamos no nosso beliche, à vista apenas um armário, mas dentro dele um objecto que vai ser muito importante mais à frente. O navio não é muito grande, cerca de dezena e meia de locais, mas também inclui a tripulação, entre os quais um elemento que nos vai acompanhar no resto da aventura, um maníaco psicótico, e um capitão que não é mais que um empecilho. Para conseguirmos sair do navio não vamos necessitar de recolher todos os objectos que nele se encontram, mas se não os levarmos todos, mais à frente ficaremos encravados (dica: são quatro os objectos a serem recolhidos). 

Como o tempo é factor importante nesta fase (se demorarmos muito tempo a recolher os objectos e a sair, o navio afunda-se), aconselhamos numa primeira fase a explorar todos os cantos (tem três andares), mapear, e identificar o local onde os objectos se encontram. Estaremos então em condições de ir para o escaler de salvamento, isso se não tivermos o azar de encontrar o capitão pelo caminho, pois quando isso acontece, um objecto específico é-nos sonegado e escondido num qualquer ponto do navio. 


Passada esta fase com sucesso, segue-se uma outra labiríntica. Estamos agora a bordo de um pequeno bote de salvamento, na companhia de Peter, em pleno mar alto. São mais de duas dezenas de locais, muitos deles a levarem ao mesmo sítio, dificultando a tarefa de quem pretende mapear. É fundamental fazê-lo, doutra forma arriscamo-nos andar às voltas, ou pior, a darmos de caras com os piratas, com as consequências que podem imaginar. Por outro lado, se conseguirmos acostar ao "Mar das Ilhas", podemos então passar a nova fase.

O Mar das Ilhas dá acesso às três ilhas onde vamos encontrar as peças para construir o rádio transmissor. Depois duma primeira fase essencialmente exploratória e onde corremos contra o tempo, de outra labiríntica, entramos numa fase onde o mais importante é a resolução de quebra-cabeças. Cada uma das ilhas tem características e inimigos únicos. Mas em todas sofremos a contrariedade de ficarmos sem barco de salvamento, tendo que arranjar forma de encontrar ou construir um novo. É também nesta fase que vamos necessitar dos objectos que encontrámos a bordo do navio. Esqueceram-se deles? Ups...
 

Só após todas as peças encontradas, chegamos à fase final onde temos então que encontrar o navio de salvamento. Mas até lá vamos perder muitas horas, onde nos vai acontecer com demasiada frequência o que se encontra no ecrã acima. Sim, o jogo é muito difícil, mais uma vez fazendo lembrar Amazónia, e só os mais aptos a sobreviver em condições extremas vão conseguir chegar ao fim. 

Por vezes parece-nos que o teclado é um pouco sensível demais, repetindo letras, mas também apenas experimentámos num emulador. Talvez na máquina real seja menos sensível, facilitando a tarefa, em especial na primeira fase (no navio), onde não convém que nos enganemos a teclar demasiadas vezes. Mas o Libânio também deu uma ajuda, pois é possível usar-se apenas as abreviaturas para executar as acções. A lista de abreviaturas é a seguinte: “ABR", "FEC", "APA", "MAT", "ATA", "EXA", "ENT", "SAI", "LAR", "DAR", "COM", "BEB", "PAR", "CHA", "CAV", "ESC", "DIZ", "LIG", "DES", "FAZ", "CON", "COM", "CHA", "RUM", "ALI", "MAR", "REV", "POR", "ARM", "FAC", "CAI", "COR", "LAN", "BUR", "CAP", "BOT", "DES", "JOH", "PET", "LOU", "CAN", "IND", "PIR", "BAN", "TUB", "LAD", "MAP", "GOR", "HIE", "LOB", "POL", "COB", "TRO", "ESP", "COL". É mais ou menos óbvio a função de cada uma, usem e abusem.

O que aqui leram abriu-vos o apetite para experimentarem o jogo? Esperamos bem que sim, pois o jogo vale realmente a pena ser explorado. Uma pena que tivesse passado praticamente despercebido na altura em que foi lançado, mas ainda vamos a tempo de lhe dar o destaque que merece. Para isso vão-se mantendo atentos, pois brevemente será disponibilizado no local do costume.

Saiu The Adventure of Bean


E hoje é dia de novidades. Assim, mais um jogo lançado, um pequeno platformer criado por Marbyyy com recurso ao Multi Platform Arcade Game Designer. E estão mais jogos prometidos para breve. Ufa...

Poderão aqui descarregar The Adventure of Bean, tentaremos fazer uma análise mais detalhada quando tivermos algum tempos disponível.

Saiu a sequela de Dark Transit, Kappa Strikes Back


Há cerca de um mês tínhamos ficado surpreendidos com Dark Transit. Também já sabíamos que dada a boa recepção do jogo, o programador Sasa Bjedovic estava a trabalhar numa sequela. Pois esta já foi lançada, e desta vez com música (quem conhece a saga Pixel Quest, vai reconhecê-la).

São tantas as novidades que não sabemos quando iremos fazer uma análise detalhada, mas seguramente que será feita. Até lá, podem aqui descarregar Dark Transit: Kappa Strikes Back e dar uma pequena contribuição ao programador, vai ajudar a que surjam mais jogos para o ZX Spectrum.

25 MIA's mais procurados

 

Durante o directo de ontem (ver aqui), foi feito um repto para indicar quais os jogos e programas que mais procuramos de momento. Há uns anos, muito antes de tomarmos conhecimento de muitas pérolas que entretanto preservámos, Talismã, Elifoot e Play for Peace estavam no topo das prioridade. O primeiro já foi recuperado, embora não tenhamos autorização para o disponibilizar pela comunidade, o segundo continua perdido, mas o terceiro não só foi recuperado, como disponibilizado por todos. 

Então aqui está uma lista dos 25+, por ordem cronológica (faltam muitos da Astor, ainda, mas não os colocámos na lista). Já sabem, se de alguma forma tiveram ou ainda têm contacto com algum destes nomes, por favor, dêem-nos uma palavrinha...

  1. Megatron (1984 - Marco & Tito)
  2. Moon Defenders (1984 - Marco & Tito)
  3. Mr. Gulp (1984 - Marco & Tito)
  4. Patinhas (1984 - António Bastos)
  5. Rallye de Portugal (1985 - José Manuel Prates) (nota: falta o tzx com loading screen)
  6. Futebol 86 (1986 - Abel Antunes)
  7. Keops (1986 - Carlos Barroqueiro)
  8. Keops (1986 - Pedro Coragem)
  9. Keops (1986 - Alexandre Rodrigues) (nota: falta a versão final)
  10. Poker Alho (1986/1987 - Paula Silva e Luís Santos) (nota: MOD de Samantha Fox Strip Poker)
  11. Elifoot (1987 - André Elias)
  12. Scissor's Riddle (1987 - José Antunes)
  13. City Connection (1988 - Manuel Lemos) (nota: falta tzx e a versão 128K)
  14. CNA: 24 horas (1988 - Nuno Miguel Leitão)
  15. Avenida Dom Rodrigo da Cunha (1988 - David Fernando Varela Santos)
  16. Chikki Static (1990 - Rui Mendes e António Ricardo)
  17. Em Busca de uma Nova Terra (1990 - Ricardo Perdigão)
  18. Em Busca do Polo Sul (1990 - Hugo Miguel e Rui Ferraz)
  19. Encruzilhada do Terror (1990 - Nuno Cabral)
  20. Gravidade 0 (1990 - Rui Mendes e António Ricardo)
  21. Pacboy (1990 - Hugo Miguel e Rui Ferraz)
  22. Sábio, o (1990 - Nuno Miguel)
  23. Tron (1991 - Pedro Damásio)
  24. Carlos Lopes em Busca dos Ténis Perdidos (data e autor desconhecidos)
  25. Viagem de Vasco da Gama à Índia, a (data desconhecida - Libânio Guerreiro)

CM: Os Jogos no Computador - 004


Chegamos à 4º edição de "Os Jogos no Computador" publicada a 13 de Agosto de 1989 no Correio da Manhã, e cujo responsável foi Paulo Ferreira. Esta digitalização foi gentilmente fornecida pelo Mário Moreira!

Finalmente podemos ler as tão esperadas contribuições dos leitores! Temos pokes e dicas para Action Force 2,  Driller,  Double Dragon, Street Fighter, entre outros. Há também uma carta interessante de alguém que se identifica como "Pelvis Software" apelando ao Paulo que organize um torneio de programação para amadores, ideia que seria abordada em outro momento.

Quanto à habitual análise da semana, esta recaiu sobre Stormlord do famoso Raffaele Cecco, ídolo do Paulo como iremos observar futuramente. É um texto bastante interessante sobre um clássico, favorito de muitos, e pode ser lido aqui!

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Museu LOAD ZX Spectrum e Planeta Sinclair anunciam duas "bombas"

 

Já há muito tempo que não tínhamos destas bombas. Talvez desde Welcome to Hollywood. Mas hoje vamos mostrar duas pérolas portuguesas que vão ser disponibilizadas nos próximos tempos. Vamos assim falar do processo de recuperação, a forma como demos com mais um ilustre programador e como nos fez chegar as cassetes. 

Depois iremos mostrar cada um dos jogos. E o que podemos dizer é que são fantásticos. Com uma qualidade muito acima da média e que seguramente teriam feito sucesso, caso tivessem tido a divulgação adequada. 

Por fim, iremos ainda falar de um último tópico que permanece uma incógnita, mesmo para o anfitrião do programa, o João Diogo Ramos do Museu LOAD ZX Spectrum.

Curiosos? É motivo para estarem. Não percam assim mais logo, pelas 21 horas (9.00 PM GMT), o directo que vamos fazer, podendo ser aberto no vídeo acima. Vamos todos dar o devido reconhecimento aos nosso programadores portugueses, autênticos heróis nacionais...

Análise de Investimentos (MIA)


Desta vez disponibilizamos um programa que em termos pessoais nos diz muito, pois é precisamente a minha área profissional. Análise de Investimentos foi lançado pela LOG em 1983, e surge na sequência do mesmo programa para o ZX81, que tinha saído no ano anterior (ainda permanece como MIA).

Mas além do programa, conseguimos preservar o manual na versão para o New Brain, em tudo idêntica à do Spectrum (sim, também temos essa cassete). Pela sua relevância, juntamos à pasta, assim como a capa da versão que saiu pela papelaria Fidélia, local onde o programa também era vendido.

Poderão aqui descarregar Análise de Investimentos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Foi lançado Stop Virus


E saiu neste momento Stop Virus, o novo jogo de PCnono Games, que ainda recentemente tinha trazido o muito elogiado Code-112. Ainda não o experimentámos, pois estamos ao mesmo tempo a assistir à sua apresentação no canal do Javi Ortiz (aqui), mas traz à memória Arkanoid e Batty.

Contamos fazer uma review assim que o tempo nos permita, mas até lá podem aqui descarregar o jogo. Podem descarregar a versão demo, com 3 ecrãs, ou então, pela irrisória importância de 1 euro, ter o jogo completo com os 12 ecrãs. O programador bem o merece!

Index to the Spectrum ROM for Machine Code Programmers


Estamos aqui a anunciar um livro perdido no tempo, new old stock, que pretende ser um complemento ao "Spectrum ROM Disassembly" de Ian Logan. O livro em questão foi escrito em 1989, foi recuperado de formato digital por Mathew Logue, e foi editado num formato mais amigável em PDF por Matthew Logue e Rui Ribeiro de Planeta Sinclair.

Embora o livro esteja em formato índice / dicionário, relativamente ao original, explica melhor e em maior detalhe o funcionamento de várias rotinas da ROM. É assim uma leitura que recomendamos.

Têm aqui o link de partilha, aproveitem!

A Capital: Pokes & Dicas - 10 de Março de 1989

Nesta semana começamos por abordar um programa para os apaixonados do Personal Computer: o Rocket Simulation. Não sendo propriamente ligado à temática do nosso blogue, mas em virtude de termos muitos seguidores que tem apreço por este sistema, deixamos uma preciosa dica.


Entrando na temática do Planeta Sinclair, esta semana o grande destaque acaba por ser o Espaço de Aventura que inicia a abordagem ao jogo The Price of Magik, da Level 9 Computing, o último título da brilhante trilogia Time & Magik.


A crítica em destaque vai para o jogo The Train: Escape to Normandy, que é um misto de simulação com  sequências de ação.  


Convidamos os nossos leitores para apreciarem a arte dos contribuidores da secção Pokes & Dicas. Os seus mapas e desenhos dão sempre uma "vida" extra ao suplemento.


Como “Reprise” da semana, temos o artigo sobre o Astroclone. Não é dos mais memoráveis já publicados, mas não deixa de dar uma abordagem mais profunda ao jogo. 


Extra informática caso queiram saber quantas estrelas João Gobern deu ao terceiro álbum da Samantha Fox, não deixem de descarregar o suplemento na nossa Dropbox. 

Lissajous


E a Paula Silva continua a fazer a conversão para o ZX Spectrum de pequenos programas que tinha criado em QBAsic. O mais recente foi escrito originalmente em 21 de Outubro de 2007 e recria as Curvas de Lissajous, que de forma muito simplista representam as interacções cartesianas entre dois sinais com frequências diferentes. 

Temos assim disponível mais uma curiosidade engraçada vindo da profícua mente da Paula Silva, que vai ter muitas outras novidades nos próximos tempos ao nível de novo hardware para o Spectrum

Poderão aqui descarregar Lissajous. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Planos para celebração dos 40 anos do ZX81


É já daqui a pouco que vão ser conhecidos os planos do Museu LOAD ZX Spectrum para celebração dos 40 anos do ZX81. Vai ser dado a volta ao Mundo, numa série de acontecimentos que se iniciam a partir de dia 5 do próximo mês. 

Para terem um "cheirinho", vejam o que o João Diogo Ramos tem para nos dizer às 21.00 horas (9 PM GMT), ele promete ser rápido e ir directo ao assunto... 

Estrutura Atómica (ZX81 MIA)

Já faz quase três anos e meio que partilhámos Estrutura Atómica. Na altura não sabíamos quem era o seu autor. Aliás, desconhecíamos quase tudo deste programa, inclusive se tinha sido lançado comercialmente (efectivamente foi). Entretanto tivemos acesso não só à cassete com o ZX81, mas também as próprias instruções que acompanhavam a versão 48K.

Quanto à versão ZX81, foi desenvolvido por Dioclécio em 1982. Este educativo, tal como o nome indica, apresenta a estrutura atómica de todos os elementos da tabela periódica conhecidos na época, desde o hidrogénio, o menos denso e com o símbolo atómico 1 (1 u), até ao urânio (238 u), com o símbolo atómico 92. 

Em 1983, Dioclécio desenvolveu uma versão para o ZX Spectrum. Como seria de esperar, a cor já faz parte desta nova versão, assim como novos elementos da tabela periódica. O último deles é o 106, com o nome de Unilexio, com a massa atómica de 263.

Poderão aqui descarregar a versão para ZX81 e em baixo têm as instruções que acompanham a versão 48K.

Paleto Jones y la Tumba del Tío Ramón

 

Nome: Paleto Jones y la Tumba del Tío Ramón 
Editora: NA
Autor: Mananuk
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Paleto, que tem o apelido de Jones, é um Indiana dos tempos modernos. Aventureiro, munido de uma pistola e não de um chicote, vai tentar resgatar o seu tio que foi sequestrado por uma tribo indígena e que se esconde nas profundezas da selva. Mas apesar de viverem nos confins do Mundo, gostam de ouro, pois temos que recolher todo aquele que se  encontra espalhado pelos diversos ecrãs e entregar-lhes.

Originalidade não é o forte de Paleto Jones, pois quer a história, quer a própria mecânica do jogo, estão muito vistas. Foi criado com o motor MK1 (tal como os anteriores jogos de Mananuk), por um lado permitindo  uma fluidez interessante da acção, por outro trazendo de volta os elementos mais estândares da ferramenta, nomeadamente os saltos irreais e os sons que a caracterizam, dando sempre uma sensação de déjà vu.


Os cenários são interessantes, se bem que não sejam muito numerosos. O desafio não é longo e para aumentar o tempo de jogo, o programador impõe uma das artimanhas habituais: repetir caminhos. Assim, o caminho inicial é sempre para a esquerda, tendo o nosso personagem que recolher todo o ouro. Chega então ao último ecrã e encontra a viatura com a qual vai escapar da selva. No entanto, falta ainda resgatar o seu tio, pelo que tem que fazer todo o caminho de volta para a direita, descer para o piso inferior, caminhar novamente para a esquerda, e encontrar finalmente o caixão do tio (ninguém disse que era para ser resgatado vivo). Volta então a fazer todo o caminho de volta até ao carro, mais uma vez saltando as mesmas plataformas, e evitando ou eliminando os inimigos a tiro (atenção que as munições não são ilimitadas).

Paleto Jones é assim mais típico platformer, com um grau de dificuldade mediano, que permite mesmo aos mais aselhas conseguirem chegar ao fim sem grandes preocupações. Quem gosta do estilo, ficará satisfeito com o que vai encontrar por aqui. Quem pretender um desafio mais cerebral, pode passar à frente...

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Capa de Férias em Portugal

 

O programa Férias em Portugal da Astor Software, já estava preservado, mas com uma capa diferente. Agora, graças ao José Borges, que gentilmente nos ofereceu a cassete, conseguimos preservar uma segunda capa. Esta em papel com uma gramagem mais fina, enquanto que a que já tínhamos preseravdo, estava em papel fotográfico. E neste caso, o motivo da capa é muito diferente. Curioso que a Astor utilizava com frequência capas e referências diferentes para jogos iguais.

Poderão aqui descarregar a nova capa. 

Clube Z80 n.º 24

Partilhamos hoje o número 24 de Clube Z80, edição de Setembro de 1984. 

Poderão aqui descarregar este número do Clube Z80. A revista original pertence ao espólio do Museu Load ZX Spectrum, estando para consulta nesse local.

Campeonato (MIA)

 

O Joaquim Viegas enviou-nos um curioso programa de futebol em Basic. A fazer lembrar Football Manager, traduzido para Português, terá sido seguramente pirateado de qualquer jogo estrangeiro que ainda não identificámos. Isso porque analisando a listagem, rapidamente se verifica que as variáveis têm os nomes em inglês. Além disso iniciamos o campeonato na oitava temporada, sendo o "save" de registos anteriores. Assim, se alguém souber que jogo é este, por favor, entre em contacto connosco. 

Poderão aqui descarregar "Campeonato", provavelmente o nome que o "pirata" responsável pela tradução lhe deu.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Organic Matter

 

Nome: Organic Matter
Editora: NA
Autor: Ilya Chentsov e Fyodor Chentsov
Ano de lançamento: 2021
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Sinclair
Memória: 48 K
Número de jogadores: 1

Quando é que são grandes as hipóteses de um jogo para o Spectrum vir do Leste da Europa? Quando as teclas definidas por defeito, e sem possibilidade de serem redefinidas, são de tal modo más que conseguem arruinar completamente a jogabilidade. É precisamente o que se passa com Organic Matter, que deixámos de jogar passados cinco minutos, não porque o jogo fosse intrinsecamente mau, mas porque já estávamos a ficar com dor no pulso. Não se entende como se perde tempo a desenvolver um jogo e depois esquecem-se de um dos mais importantes factores: a escolha das teclas. Optámos assim por ver apenas um pouco do jogo, ao invés de jogarmos até ao fim, como costumamos fazer, fazendo apenas uma análise muito superficial. No entanto, a jogabilidade e consequente nota final que damos é irremediavelmente influenciada por esta lacuna, a nosso ver ainda pior que encontrar bugs (que no breve período de tempo que experimentámos o jogo também aconteceu). E é uma pena, pois a história até era prometedora. 

Assim, no final do ano de 2143, havia mais de cem grandes laboratórios no espaço dedicados à pesquisa e desenvolvimento de novas matérias orgânicas. Milhares de pessoas trabalharam neste projeto por muito tempo, mas com poucos resultados. O governo tirou então o apoio e começou a fechar essas facilidades, transformando-as em gigantes errantes do espaço. Numa dessas estações abandonadas aconteceu então um acidente. Um curto-circuito ativou o sistema de suporte de vida de um dos mutantes desenvolvido na estação, ressuscitando-o, e a partir deste momento os problemas começaram. Este possuía uma inteligência excepcional, já que o cérebro de um cientista morto tinha sido transplantado para a sua cabeça. Sozinho, reactivou a estação e transformou-a numa nave de guerra. Além disso conseguiu criar mais mutantes como ele. Dedicaram-se então à pirataria, atacando todas as naves mercantes. A única solução encontrada pelo Governo foi destruir a nave, para isso sendo necessário desactivar a fonte de energia da nave e aniquilar todos os mutantes. Agora adivinhem a quem cabe a tarefa. A nós, pois claro...


A missão começa quando somos teletransportados para a estação. Esta é labiríntica, apresentando até caminhos e atalhos um pouco estranhos ou pouco intuitivos. Pelo meio vamos encontrando objectos que podemos apanhar, normalmente com alguma espécie de obstrucção pelo meio que tem que ser destruída a tiro. Também aparecem personagens com os quais poderemos interagir. Aqui surge o segundo problema grave, mais uma vez relacionado com a horrível e ilógica escolha de teclas. A tecla para disparar e para interagir é exactamente a mesma, levando a que frequentemente eliminamos a personagem com quem estamos a interagir, quer porque inadvertidamente carregamos na tecla de disparo quando estamos a tentar encetar os diálogos, quer porque estávamos mal localizados e o tiro levou o personagem à frente. Surreal...

No pouco tempo que jogámos também não avançamos grandemente, fora termos explorado um pouco a nave. Não existem instruções claras que permitissem perceber melhor o objectivo deste jogo, e vamos ser sinceros, também nos faltou a motivação para procurar avançar. Com os problemas graves que apontámos, com um grafismo minimalista, som quase inexistente, rapidamente passámos para desafios mais interessante. E o que é pena, pois pelo meio até poderia estar uma aventura minimamente interessante e original. Talvez depois de vermos um walkthrough complete possamos mudar de opinião...

Tele Jogos: Jogos de Computadores - Batman

 

Continuando a série dedicada à secção Jogos de Computador, a partir dos scans disponibilizados por Miguel Costa, relembramos esta secção da autoria de Paulo Dimas, partilhando hoje uma análise a Batman, adaptação para videojogo do filme lançado em 1989.

Publicada no número 23 de 25 de Fevereiro de 1991, analisando um lançamento para ZX Spectrum, Commodore Amiga, Atari ST e PC (devendo o screenshot escolhido para a ilustração ter sido o da versão Amiga), Paulo destaca a qualidade da adaptação do filme para videojogo, considerando-a a mais bem produzida até ao momento. De resto, a análise segue o estilo já bem conhecido deste autor com uma breve descrição da história e gameplay.

Podem agora lê-la aqui.

Saiu pequeno clone de Snake


Jbizzel fez uma pequena brincadeira para as crianças e desenvolveu um pequeno clone de Snake, ao qual não falta um atractivo ecrã de carregamento, música a condizer, dois níveis de dificuldade e até a fundamental opção de redefinição de teclas, já que a que vem por defeito é a infame "WASD". Felizmente que o programador teve sensibilidade para a questão das teclas (ao final do dia iremos ver um jogo arruinado pela má escolha de teclas), criando um desafio muito interessante, em especial para as crianças e iniciados no Spectrum.

Vale a pena espreitar, podendo aqui ser descarregado. Ficamos agora a aguardar pelos desafios seguintes, pois este foi passado com distinção.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Aacko Graphics Tool (MIA)


Aacko Graphics Tool é a versão dos Países baixos de Specgraf, utilitário lançado pela Anirog Software em 1984. Ainda não estava preservado, e agora, graças ao Luís Rato, temos acesso a mais um programa que até era desconhecido (nesta versão).

Poderão aqui descarregar o programa completo e material que o acompanhava.

Dizzy (Extended Edition 2021)

 

Tal como tínhamos anunciado há uma semana (ver aqui), temos mais boas novidades de Dizzy. Assim, depois do maravilhoso Wonderful Dizzy, lançado no final do ano passado, depois da gala GOTY, que elegeu esse jogo como o melhor do ano, e depois dos Oliver Twins terem recebido o troféu que lhes enviámos (ver aqui), saiu agora a "Extended Edition 2021", com imensas novidades relativamente ao jogo original.

Poderão aqui vir descarregar esta nova versão, e fiquem também a conhecer o que há de novo (em inglês):

Improvements:

  • Dizzy's sprite is now displayed 'by mask'.
  • Added Dizzy restore points for each screen.
  • Graphics speed is accelerated by 3 times, the game is synchronized with frame scan if possible. Everything has become faster and smoother.
  • Text scrollings have become absolutely smooth.
  • Added +16 screens.
  • Added +11 items and some other graphics.
  • Some old objects are better drawn.
  • The story has been significantly expanded.
  • Added additional sounds.
  • The water has turned blue color.
  • Removed cheater ways to shorten complete of the game.
  • Russian translation made.
Fixes:
  • Fixed firewood below the boiler.
  • Fixed accidental redefinition of control keys during the melody playing.
  • Fixed pushing of items with hard surfaces to the top frame of the screen.
  • Fixed non-working major digit of the score.
  • The skeleton does not move right if objects are thrown at it. Items fall to the maze screen.
  • Item names are now magenta instead of blue.
  • Dizzy's scattering and gathering does not spoil the scrolling objects.
  • Fixed slow blinking and falling pickaxe.
  • Fixed brightness bugs on the horizontal elevator line in ice caves.
  • Fixed and improved scenario of defeating Zaks. Now after Zacks has moved down, he stops killing Dizzy.
  • Fixed the upper snowflake of Zaks freezing on the amulet.
  • The bridge above the skeleton is now restored upon entering the screen.
  • The bottle does not jump until the fire is lit.
  • Fixed flashing elevator rope in the mine.
  • Fixed a spider moving in jerks on the screen with the hermit house.
  • Fixed lighting of the header and screen frame. Now it is the same as in the game - top-left.
  • Fixed some bugs on title screen.
  • Fixed some internal bugs. 

domingo, 21 de fevereiro de 2021

Tutor de Bilhar (MIA)


Da colecção do Vasco Gonçalves chega mais um lançamento da Astor Software. Este data de 1985 e foi desenvolvido por O. R. Luís. Tem dupla função, pois permite jogar e treinar, e não fica atrás de outros programas do género vindos de fora.

Poderão aqui descarregar Tutor de Bilhar.

CM: Os Jogos no Computador - 003


A 6 de Agosto de 1989 saiu a terceira edição de "Os Jogos no Computador" no Correio da Manhã, rúbrica escrita por Paulo Ferreira, exclusivamente dedicada aos videojogos. Esta digitalização faz parte do acervo de Mário Moreira o qual agradecemos o estimado contributo para a comunidade!

Nesta semana ainda não encontramos as cartas dos leitores, sendo que todo o espaço disponível foi ocupado com duas análises a jogos. A primeira calhou a Space Racer, o jogo de corrida futurista desenvolvido pela francesa Loriciel para diversas plataformas de 8-bits e 16-bits. A avaliação é globalmente positiva excepto no som que é francamente inferior às versões do jogo para o Amiga ou MS-DOS.

Ainda dentro do tema de corridas, Paulo dedica a segunda análise a Crazy Cars II, jogo da também francesa Titus e implementado para as mais populares plataformas da época. Tecnicamente elogiado, o ponto fraco para ter sido mesmo a monotonia do jogo que aliás o leitor pode constatar na mesma análise.

Sem polémicas nem curiosidades fora do comum, esta digitalização pode ser consultada aqui

sábado, 20 de fevereiro de 2021

Prémio Goty chega aos Oliver Twins


São momentos como estes que nos enchem de orgulho. E falamos, quer por Planeta Sinclair, mas também pelo Museu LOAD ZX Spectrum, que nos ajudou nesta enorme empreitada, assim como por todos os elementos do júri, que connosco partilharam estes bons momentos. O prémio simbólico para o grande vencedor do GOTY 2020 chegou ao seu destino: aos Oliver Twins, os ideólogos da mais famosa personagem do ZX Spectrum (o mineiro Willy e outros que nos desculpem, hoje o dia é de Dizzy).  

Na fotografia acima, que nos foi enviado por Philip Oliver, pode-se ver o troféu e uma carta enviada por nós. Devido às restrições causadas pela pandemia, Andrew ainda não teve oportunidade de ver pessoalmente o prémio, mas seguramente que o irmão lhe irá mostrar assim que a situação pandémica seja mais favorável.


Há já quase 30 anos que não tínhamos uma aventura oficial de Dizzy, mas esta chegou em Dezembro de 2020 com o maravilhoso Wonderful Dizzy. O jogo foi elogiado por toda a crítica, mesmo quem não era adepto das aventuras do ovo, ficou agora rendido. Tivesse saído há 30 anos, e teria sido um estrondoso sucesso. Ainda veio a tempo, mostrando que o Spectrum ainda tem muito para nos dar. Foi o grande vencedor da competição, e com todo o mérito.

Não podemos também deixar de dizer que ficámos surpreendidos com toda a projecção que este evento teve. Apareceu na televisão (melhor dizendo, irá aparecer em breve), foi capa de jornais e portais nacionais e internacionais, e uniu a comunidade por uma causa maior: o reconhecimento do trabalho de todos os programadores do ZX Spectrum, que contribuem para tornar este mundo um pouco mais feliz.

As expectativas ficaram agora subitamente muito altas. Mas isso só nos motiva para que o GOTY 2021 seja ainda melhor, de preferência presencial. E qual o sítio mais apropriado para isso? O Museu LOAD ZX Spectrum, em Cantanhede...

Contamos convosco, até breve no local do costume!