quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Eurostriker


Nome: Eurostriker
Editora:NA
Autor: Valdir
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48/128 K
Número de jogadores: 1

Valdir é um velho conhecido nosso, programador português de quem já aqui analisámos ZX Nights e ZX Striker. Aliás, este último foi um jogo que passámos longas horas, uma vez que permitia até 16 jogadores em simultâneo. E lança agora um jogo com muitas semelhanças com este, apenas se lamentando a impossibilidade de ter vários jogadores em simultâneo. Mas não se pode ter tudo e as novidades de Eurostriker compensam largamente essa lacuna.

Quem conhece ZX Striker não vai estranhar a mecânica de jogo, pelo menos no que toca a marcar golos. É que assumimos a pele de um artilheiro de uma equipa da quarta divisão europeia. As semelhanças com Footballer of the Year são também muitas, pois marcando golos, ajudamos a nossa equipa a ganhar jogos e aumentar o moral, subindo na classificação, e, quem sabe, chegar à primeira divisão, onde vamos encontrar o Benfica e o Porto (o Sporting está na segunda divisão, o que é uma pena e muito injusto).

Assim que iniciamos o jogo temos a possibilidade de escolher o nome do nosso artilheiro. De seguida é-nos apresentado um menu com várias opções: dados da nossa equipa e do nosso artilheiro, possibilidade de treinar as nossas competências na marcação de golos, classificação da equipa (e das restantes divisões), jogos agendados, jogos da taça (sim, também há esta competição), melhores marcadores e, por fim, possibilidade de avançar para o próximo jogo.

Quando escolhemos esta opção, surge o jogo em curso no qual a nossa equipa participa. O resultado do mesmo está relacionado com o próprio nível da nossa equipa e com a sua moral (que aumenta ou diminui, conforme os resultados). Periodicamente surge uma oportunidade de golo e é aqui que começa a nossa intervenção.


Como não estamos perante um puro jogo de estratégia desportiva, antes um jogo que exige habilidade na concretização das oportunidades que vão aparecendo, fazer um campeonato é relativamente rápido, tal como já acontecia com ZX Striker. É que o foco está, como foi referido, na concretização das oportunidades de golo. E quando estas aparecem irão verificar as semelhanças com ZX Striker.

Aparece então o campo de jogo, o nosso artilheiro, o guarda-redes da equipa adversária, um cursor, que representa a direcção que a bola toma, e uma numeração decrescente, que representa o tempo que resta para rematar à baliza. Apenas temos que usar as teclas do cursor (ou WASD) para fazermos o remate, que pode levar efeitos, ou ter maior ou menor potência (influencia a altura a que a bola é disparada). Enfim, como diz o ditado, practice makes perfect, e é isso precisamente que vamos aqui precisar para começarmos a ganhar jogos e prestígio.


Este foi um jogo que nos agradou bastante, pela sua simplicidade, pela possibilidade de se fazer um campeonato de forma mais ou menos rápida, e, acima de tudo, porque é daqueles jogos que nos conseguem cativar desde início e pelo qual nem damos pelo tempo passar. E depois, sendo mais um jogo português, qualquer compatriota tem obrigação de o experimentar. Podemos garantir que não irão ficar desiludidos.

Eurostriker é gratuito e pode aqui ser obtido.

Scuttle Butt


Nome: Scuttlebutt
Editora: Eweguo
Autor: Karl Hörnell
Ano de lançamento: 2018
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48/128 K
Número de jogadores: 1

Se há jogo que se pode dizer que é uma verdadeira caca, será este Scuttle Butt, e que seria inclusive um digníssimo concorrente ao Crap Games Competition (não o fez até agora, mas ainda estará a tempo).

É que é de caca que aqui se trata. Na parte posterior do ecrã vêem um rabo, peludo, por sinal, que vai expelindo periodicamente dejectos. A nossa missão é deixar que estes não sujem o chão da nossa sala. Para isso temos um balde, que vai apanhando as poias, mas este não pode transbordar (que grande porcaria que seria), pelo que de vez em quando temos que o ir esvaziando na retrete. E não é necessário sequer puxar o autoclismo.


Jogo mais simples não há, com a tecla 5 iniciamos o jogo, com o 1 e 2 movimentamos o nosso personagem para a esquerda e direita. Mas não é que Scuttle Butt, apesar da história de caca e da sua simplicidade consegue divertir? Para isso também contribuem os gráficos tipo cartoon, se bem que monocromáticos (um pouco de cor daria outro brilho ao jogo), e a melodia também muito bem-humorada.

Para primeiro jogo de Karl Hörnell para o Spectrum está uma boa caca, que é como quem diz, vale a pena dar uma espreitadela...

Gratuito, pois claro, poderá aqui ser descarregado. E não se esqueçam de também ir descarregando o balde...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Dungeon Raiders


Nome: Dungeon Raiders
Editora: NA
Autor: Payndz
Ano de lançamento: 2018
Género: Ação
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48/128 K
Número de jogadores: 1

Imaginem um jogo que mistura Pac-Man com Action Force 2. É isso que podem encontrar no novo jogo de Andy McDermott, aka Payndz. Depois de Sorceress e Sorceress 2, Andy continua a saga dos feiticeiros e do Senhor das Trevas, mas desta feita em moldes diferentes dos jogos anteriores.

Assim, durante gerações, o necromante Skulvort foi enviando das profundezas da sua fortaleza, exércitos para saquear as terras circundantes. Mas agora, quatro valentes aventureiros vão tentar destruir o Senhor das Trevas de uma vez por todas, e reivindicar os seus tesouros (por acaso pensavam que era apenas um ato altruísta?).

Ao longo dos vinte níveis que compõem este jogo criado através do Arcade Games Designer, três dos aventureiros vão directamente enfrentar os exércitos, enquanto que o quarto, o poderoso mago Zpectru, vai usar os seus poderes para vigiar de longe os seus companheiros, orientando-os para as riquezas e protegendo-os dos muitos inimigos e e armadilhas da fortaleza.


Controlamos assim o Olho da Força de Zpectru. Ao orientar o Olho para um local, os restantes aventureiros vão tentar chegar a esse local da forma mais directa possível. Além disso, ao passarmos o Olho sob um inimigo, esse é eliminado, mas reaparecendo outros noutro local.

Teoricamente a mecânica do jogo até poderia funcionar. No entanto, torna-se demasiado confuso, pois são demasiados personagens a vigiar ao mesmo tempo (os três aventureiros, mais os restantes inimigos), e acabamos por orientar quase aleatoriamente o Olho. Por outro lado, a IA dos aventureiros não está muito afinada, levando a que eles fiquem constantemente bloqueados e não escolham o caminho mais lógico para chegar aos tesouros, tornando-se um exercício frustrante tentar orientá-los. 

Graficamente está parecido com os episódios anteriores da saga, o que quer dizer que cumpre com os objectivos. No entanto, as razões anteriormente apontadas levaram a que não gostássemos particularmente deste jogo, achando-o mesmo o mais fraco do seu autor.

De qualquer forma Dungeon Raiders é gratuito (e original), podendo aqui ser descarregado.

Plumbers Don't Wear Ties


Nome: Plumbers Don't Wear Ties
Editora: NA
Autor:  PROSM Software e John Connoly
Ano de lançamento: 2018
Género: Aventura de Texto
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 48/128 K
Número de jogadores: 1

Continuando com as análises a jogos da competição Crap GamesCompetition 2018, escolhemos o lendário Plumbers Don’t Wear Ties, lançado originalmente em 1994 para a Panasonic 3DO. Sendo uma aventura gráfica com traços de comédia romântica de muito má qualidade e que prometeu muito mais do que pôde cumprir, esperaríamos que fosse dos últimos jogos a ser adaptado para o Spectrum, mas para uma competição de “pior jogo”, a escolha não podia ser mais adequada.

No jogo original, era-nos prometida uma aventura gráfica com Full-Motion Video, mas o que tinha não era mais do que uma sequência de fotografias, parecendo uma apresentação de slides, acompanhados pelas vozes dos actores, numa interpretação que deixava muito a desejar e em que ocasionalmente nos era dado a escolher qual o caminho a seguir.


Nesta adaptação, sendo exclusivamente de texto, evita-se o problema das fotografias, que tinham efeitos de imagem bizarros, situações mal encenadas e uma péssima performance dos actores, o que nos obriga a concentrar no texto que até está engraçado e, parecendo que não, o jogo assim até melhora um pouco. Mas devemos desde já  avisar que a história não têm lógica, é completamente ridícula e enquanto por vezes nos consegue fazer rir, também inclui bastantes piadas secas e sem-graça.

Quanto ao jogo, mesmo sendo por vezes engraçado, é extremamente aborrecido no seu todo, já que têm imenso texto desnecessário (sendo muito fiel ao original) e a única maneira de se conseguir jogar sem morrer de tédio é acelerar a velocidade de emulação para fazer passar o texto mais rápido. Está também repleto de situações inesperadas, o que se torna frustrante porque nos leva a repetir as mesmas situações e reler muitas vezes o mesmo texto, muito embora possa levar por vezes a momentos divertidos.


Posso ainda dizer que o melhor do original são mesmo as cenas em que a rapariga está no banho ou de lingerie, algo que foi completamente removido desta versão, ficando apenas o pior do jogo que é a história.

Assim, recomendo este jogo apenas a quem tenha paciência para ler longos textos e goste de aventuras de texto do tipo “choose your own adventure”, pois pode garantir uns momentos divertidos, mas não sendo  recomendado à maioria dos jogadores.

Enquanto jogo, não passa da mediania, mas é mesmo dos melhores na competição Crap Games e para um concurso de jogos maus, acho que podia ainda ser um pouco pior.

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

King Arthur e Crusaders (Mission Adventure) (MIA)


Graças a Steven Brown, conseguimos hoje ter acesso a dois jogos dados como MIA segundo o World of Spectrum (WoS), King Arthur, de 1982, lançado pela pouco conhecida C.P.S. Games, e Crusaders (Mission Adventure), homebrew que deverá ter sido concebido na mesma altura e que nem sequer consta no WoS.

King Arthur é um jogo de estratégia ao estilo de Empire, muito em voga nos primeiros tempos do Spectrum, sendo graficamente muito pobre. Mas poderá vir a ser uma boa surpresa.

Já Crusaders é um RPG / aventura. Não o conseguimos ainda explorar, mas pelo menos parece ter elementos que o destingem de outros jogos similares.

Podem vir aqui buscar King Arthur.

E podem vir aqui buscar Crusaders.

Preview: Nextoid


Outro jogo para o Spectrum Next que deverá estar pronto em breve é Nextoid, da autoria de Lampros Potamianos (WASP team). Qualquer semelhança com Arkanoid não é mera coincidência. Mas o que é que isso interessa, quando o que vamos ter é um "tiro à parede" topo de gama?

Nextoid irá sair juntamente com o pacote do Next TBblue. Para já estão 20 níveis completos, mas o programador, se tiver tempo, irá incluir mais alguns. Pela amostra dada, de certeza que não nos importaremos de esperar mais um pouco e ter níveis adicionais.

domingo, 25 de fevereiro de 2018

Preview: Dungeonette


Dungeonette será um dos primeiros jogos a ser lançados para o Spectrum Next, provavelmente já em Abril. Olhando para o vídeo não se pode negar as semelhanças para o mítico Atic Atac, jogo que definiu um género.

Em Dungeonette temos que entrar nas masmorras e matar o ser maligno que lançou a escuridão sobre a Terra. Além de termos inúmeros inimigos para eliminar ou evitar, deveremos ainda recolher todo o ouro e comida possíveis.

A avaliar pelo que já foi apresentado, será sem dúvida um jogo para recordar.

Ponto de situação do Next (stretch goals)


Não tem havido muitas notícias do Spectrum Next ultimamente (provavelmente haverá um update este fim-de-semana, ainda), portanto deixamos aqui o ponto de situação do andamento do projecto e de alguns dos stretch goals atingidos (fonte: Mike Cadwallader).

Assim, a concepção das caixa está praticamente terminada, faltando apenas alguns acabamentos e adaptações às novas dimensões, estando depois pronta para se iniciar a produção das três mil unidades. Haverá uma sincronização optimizada com o lançamento do computador para que não se perca dinheiro com o armazenamento das caixas.

O manual, por outro lado, tem vindo a ser trabalhado por oito pessoas e cujos conteúdos foram consolidadas num documento final, da autoria de Phoebus. A revisão já está em curso, assim como os acrescentos de última hora devido às novas funcionalidades. Estará pronto para ser enviado juntamente com o computador, embora não se tenha ainda a certeza de quando estará disponível a versão em PDF.

Já as ferramentas da internet estão um pouco mais atrasadas, não sendo uma das prioridades, já que o que interessa agora é entregar o computador. Assim, a prioridade tem sido a correcção de bugs, a incorporação da nova placa 2B, plásticos, teclado, manual, PSU e caixa. Só depois será dada prioridade a esta vertente (assim como ao próprio curso online dado por Jim Bagley). Depois de entregue o computador, haverá tempo para ser dedicado aos conteúdos menos prioritários.

Finalmente, os jogos também estão em pleno desenvolvimento, alguns numa fase mais avançada que outros. Assim, é provável que em breve esteja concluído uma versão jogável de Dreamworld Pogie. Já o Dizzy está bastante mais atrasado, mas isto porque a equipa programadora pretende entregar um produto de extrema qualidade.

Dos restantes jogos, Nodes of Yesod, Rex e No Fate, ainda não temos novidades para vos dar.

sábado, 24 de fevereiro de 2018

The Spectrum Show: episode 70


Já está disponível o episódio número 70 do The Spectrum Show. Neste episódio especial, que marca o fim de uma série, temos quase uma hora  de programa, destacando-se um artigo bastante interessante sobre uma das piores (se não a pior) software houses do Spectrum, a C-Tech, que naturalmente teve vida curta.

Gráficos de Gestão (MIA)


Conseguimos recuperar mais um programa da Astor, este mais dedicado ao universo empresarial e estudantil, não estando sequer listado no World of Spectrum.

O programa, para a época em que foi criado (1984), até é muito interessante. Permite-vos, através da criação de uma base de dados, gerar gráficos de barras, lineares ou circulares. Começam por fazer a introdução dos dados de forma bastante intuitiva, tendo a possibilidade de os corrigir, em caso de necessidade. Uma outra opção engraçada é a possibilidade de mudarem o tipo de caracteres do menu. E claro, têm a opção de gravar o ficheiro para mais tarde voltarem a ele.


Sem dúvida que se tivéssemos tomado conhecimento mais cedo deste utilitário, que muitos trabalhos escolares teriam tido melhor nota, pois os olhos também comem, e em 1984 não era todos os dias que apareciam gráficos feitos no Spectrum.

Poderão agora aqui vir buscar o programa. Apelamos também a quem possua uma digitalização da capa, que nos faça chegar, para ficarmos com mais um programa completo e pronto para preservação futura.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Preview: Mr. Do!


Está para muito breve o lançamento de Mr. Do!, conversão do popular jogo de arcada de 1982, tendo-nos chegado rumores que está praticamente pronto. Vai assim ser recreada a aventura do simpático comedor de cerejas, numa espécie de Pac-Man meets Boulderdash.

Mantenham-se atentos, pois se o jogo tiver a qualidade do original, vamos estar perante mais um dos grandes jogos de 2018.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Sondagem ZX-Dev Conversions: resultado final da votação dos leitores de Planeta Sinclair


E terminou a sondagem que fizemos aos nossos leitores, para ver qual o jogo mais popular a concurso na ZX-Dev Conversions. Não houve grandes surpresas, ficando nos quatro primeiros lugares precisamente os jogos que considerámos como sendo merecedores do galardão de Mega Jogo. E destes, destacaram-se o Mighty Final Fight e Ninja Gaiden, com grande avanço sobre os restantes jogos. Vamos agora aguardar pelo início de Março, data em que sairá o vendedor oficial desta competição.

Para quem gosta de estatísticas, eis os resultados finais:


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Fortress


Nome: Fortress
Editora: NA
Autor:  ZX User Club Germany
Ano de lançamento: 2018
Género: Estratégia
Teclas: NA
Joystick: NA
Memória: 16 K
Número de jogadores: 2

Arrancou mais uma edição da Crap Games Competition, muito bem-humorada competição que tem a suas raízes na revista Your Sinclair e que tradicionalmente é responsável pelo lançamento de jogos de categoria crap, que é como quem diz, lixo. E a maior parte das entradas faz jus ao nome. No entanto, de vez em quando surge um jogo que por uma qualquer razão consegue-nos cativar. É o caso de Fortress.

A ideia desta competição é conseguir criar-se um jogo em apenas 12 linhas (em BASIC). É assim um verdadeiro desafio criar-se algo comestível com tão pouco espaço. Mas se não for comestível, também não há problema, e não será por essa razão que não vai a concurso.


Fortress apresenta-nos um desafio muito simples e que pode ser jogado a dois, embora o computador já revele um nível de IA bastante interessante. O objectivo é capturar o forte, tendo para isso um defensor que apenas se pode mover na torre principal (A, B e D), enquanto o atacante pode mover-se livremente, mas apenas uma vez por cada passagem. Quando um dos jogadores é obrigado a ficar numa posição adjacente ao opositor, perde o jogo. Parece simples, não é? Agora experimentem a jogar...

Fortress pode aqui ser obtido gratuitamente.

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Votação fraudulenta


Foi detectada uma votação sistemática no jogo Gandalf pela mesma pessoa, oriunda do Chile. Desde já avisamos que esses votos irão ser descontados na votação final, pelo que solicitamos que pare de votar.

Se detectó una votación sistemática en el juego Gandalf por la misma persona, oriunda de Chile. Desde ya hemos advertido que esos votos se descontarán en la votación final, por lo que pedimos que deje de votar.

Astor Roleta (MIA)


Astor Roleta era mais um  programa que andava por aí perdido (MIA, segundo o World of Spectrum). Mas Planeta Sinclair conseguiu que João Costa emprestasse a sua cassete, que depois de desmagnetizada e limpa das humidades e poeiras, ficou perfeita, conseguindo-se assim recuperar mais um importante título do espólio nacional do Spectrum.

O programa em si não tem nada de especial, simula apenas, tal como o nome o indica, o jogo da roleta. Mas está bem conseguido, e consegue-se passar uns bons momentos nas apostas. Desconhece-se a data exacta do seu lançamento, embora deva rondar 1986, período em que a Astor colocou no mercado inúmeros programas portugueses, na sua maioria didácticos. O autor, a fazer fé na capa, foi Ruben Emanuel.

Poderão aqui descarregar o jogo.

sábado, 17 de fevereiro de 2018

The ZX Spectrum


E já hoje abriu outra página (The ZX Spectrum), esta mais abrangente e dedicada a tudo o que esteja relacionado com o Spectrum. Podem assim contar com as habituais notícias, vídeos, reviews, e a disponibilização das ligações relevantes para a cena.

World of Next


Foi lançado a noite passado a prometida página World of Next, fruto dos mentores do fórum do Facebook, Spectrum for Everyone.

Esta nova página pretende ser um recurso centralizado e independente, para que os utilizadores do Spectrum Next possam descarregar, compartilhar e descobrir software (freeware), ler as opiniões e experiências de outros, ou até contribuir com suas próprias ideias.

Está assim dado mais um passo para vir a tornar o Spectrum Next um sucesso e a dinamizar ainda mais a cena.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Championship Soccer e Championship 6-a-side Soccer


O blogue russo Pixel Perfeito, que seguimos assiduamente, conseguiu desencantar dois jogos que nunca tinham sido lançados, ambos colocando-nos no papel de um treinador de futebol.

Mark James Hardisti é o seu autor e segundo o mesmo foram feitos em Basic dada a sua inépcia para programar em código máquina. De qualquer forma, parece-nos que os jogos, mesmo não tendo a qualidade de um Football Director ou de um Football Manager, são bastante simples e interessantes. Sendo em Basic, contem com os inevitáveis tempos de espera enquanto o computador faz os cálculos.

Podem aqui vir descarregá-los e conhecer um pouco a história envolvente, através da própria página de Mark Hardisti.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Preview: Rubicon


John Blythe irá voltar à carga em breve. Confessamos que já temos saudades dos seus jogos. Apesar de apenas ainda nos ter dado um "cheirinho" do que ai vem, disponibilizando meia dúzia de screenshots, a história já está idealizada.

It is your time... You have come of age young Nym and you must undertake the trial of adulthood! You are thrown into the vast maze of Rubicon, with in are the 5 scrolls of wisdom. You must find them and the Talisman of light! Cross the Rubicon and emerge a wiser being. Full of traps and creatures, it is a dazzling place of mystery and danger!

É caso para dizer que promete e ou muito nos enganamos ou estaremos perante mais um excelente jogo. Criado com o Arcade Games Designer, pois claro...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Invasores Aquáticos 2.0

A ESPECTROTEAM voltou a homenagear a criatividade de Marco Carrasco e Rui Tito, dois prolíficos criadores de jogos nos anos 80, e fez um remake do Invasores Aquáticos, recuperado pelo Planeta Sinclair no ano passado. Desta vez o código original em Sinclair BASIC foi re-escrito para o compilador Boriel's ZX Basic, no que resultou num jogo muito mais rápido. 


Também foram feitos alguns ajustes à jogabilidade, tais como a possibilidade de destruirmos a nave-mãe (o que não acontecia no jogo original), ou de ganhar torpedos por cada submarino destruído. No fundo do ecrã é exibida uma contagem de submarinos, que aumenta por cada submarino que deixarmos escapar, e diminui por cada um deles destruído. Se essa contagem perfazer 16 submarinos, então a nave-mãe aparecerá para destruir o planeta, tendo nós uma breve chance para evitar tal destino.

O jogo e respectivo código-fonte está disponível aqui e também no itch.io.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Escape from the Pyramid


Nome: Escape from the Pyramid
Editora: Greenweb
Autor: Antonio J. Pérez
Ano de lançamento: 2016/2018
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 48/128 K
Número de jogadores: 1

Em 2016, ainda antes de Antonio Pérez se aventurar por Gimmick!, já dava cartas com Escape from the Pyramid, baseado na saga Fantasy Zone que saiu originalmente para o sistema Sega há cerca de trinta e três anos. E o autor  resolveu agora fazer-lhe alguns melhoramentos, nomeadamente música para a versão 128 K e um novo ecrã de carregamento, da autoria do bem conhecido Igor Errazkin. Aproveitámos assim para fazer agora a análise deste jogo criado com o motor La Churrera, que nos passou despercebido na altura do seu lançamento.

Nesta interessante aventura passada na Zona da Fantasia, uma força estranha transportou o nossa nave, Opa Opa, para uma dimensão paralela. Nesta, muitos inimigos protegem a Grande Pirâmide, causadora destas mudanças espaço-temporais. Cabe a nós agora activar as cinco estrelas Pichelin  (qualquer semelhança com umas outras estrelas é pura coincidência), que nos possibilitará o regresso a casa a horas do almoço.


Quem já experimentou Gimmick!, certamente vai reparar que alguns dos condimentos dessa aventura também aqui se encontram. Aliás, a própria movimentação das personagens, as cores e os sprites aqui empregues revelam uma semelhança forte com o primeiro, o que de forma alguma é uma desvantagem.

Assim, a nossa nave pode naturalmente voar e também disparar um laser (até três tiros de cada vez), o que permite eliminar a maior parte dos inimigos, que se deslocam em movimentos padronizados, existindo quase sempre um ponto morto que nos permite abatê-los sem que estes nos toquem. Mais complicado é evitar tocar em algumas partes do cenário (nomeadamente as minas), pois a nave sofre um efeito de inércia que faz com que deslize por algum tempo, antes de travar totalmente. E depois há que contar também com o efeito de gravidade, que faz com que a nave, em repouso e não estando suportada por nenhum elemento do cenário, naturalmente tenha tendência para cair.

Achámos também particularmente engraçado os hamburgers, que nos permitem andar em cima deles, ajudando a passar alguns pontos mais complicados dos cenários.


Mas Escape from the Pyramid não está livre de bugs, embora nenhum seja especialmente grave. Irão reparar que quando perdem uma vida, ficam invencíveis durante alguns segundos, e nesse período de tempo, em alguns pontos conseguem ultrapassar por entre as minas, podendo chegar mesmo directamente a partes inacessíveis do cenário como o do quadro acima (ecrã onde se encontra a última estrela do jogo).

Com uma excelente implementação, boa jogabilidade, gráficos muito imaginativos e coloridos, Escape from the Pyramid tem tudo para agradar a Gregos e Troianos. Apenas o nível de dificuldade é um pouco baixo, o que faz com que em meia hora acabem o jogo, pelo que a longevidade é um pouco limitada. No entanto, é sem dúvida um jogo a experimentar.

Escape from the Pyramid é gratuito, podendo ser descarregado na página do autor.