sábado, 14 de março de 2026

Vice City Blues

 
Nome: Vice City Blues
Editora: Softimar
Autor: Mário Armão Ferreira
Ano de lançamento: 2026
Género: Aventura gráfica
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 128K, Next
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Bem tínhamos prometido há algum tempo que o Mário Ferreira estava a trabalhar num novo jogo que iria ofuscar tudo o que já tinha feito até aqui. Cumpriu-o na íntegra, com uma aventura gráfica capaz de ombrear com o que se fez de melhor no género, trazendo à memória aventuras como a brilhante Vera Cruz Affair. E sendo praticamente todo programado em BASIC, pasme-se...

Este novo jogo, Vice City Blues, utiliza o motor que já havia sido iniciado em Quivira: the Adventure. Mas as melhorias foram imensas, levando a esperar que no futuro o Mário volte a utilizar este motor, expandindo ainda mais as suas capacidades. O único limite aqui parece ser a memória, ou melhor, falta dela, pois este jogo já esticou tudo até ao limite (na versão do ZX Spectrum já não foi possível sequer contemplar algumas coisas que estavam previstas).

Uma nota adicional sobre esta pequena review: focámo-nos na versão do ZX Spectrum, pois é o fito principal do blogue, no entanto, a maior parte daquilo que aqui deixamos, aplica-se também ao Spectrum Next, cuja versão irá sair em breve.


O tema  de Vice City Blues, a fazer lembrar Hill Street Blues, é policial e vem devidamente descrito na magnifica intro que o Mário colocou, ainda antes do jogo propriamente dito começar. Percebemos assim que há cerca de um ano tinha havido um arrombamento muito estranho nas instalações de uma empresa. Estranho, no sentido em que nada tinha sido roubado, pelo contrário, até foi deixado algo que não se enquadrava no restante cenário do "crime". E chegamos assim aos dias de hoje.

Assumimos então o papel de Alex, um polícia de giro, que chega à esquadra e prepara-se para aquilo que parece ser mais um dia normal de trabalho, a passar multas de trânsito, e pouco mais. Mas quando recebe pela rádio a informação que houve um acidente de trânsito, sem vítimas humanas, Alex envolve-se então numa trama muito mais complexa e que vai levá-lo a passar por cerca de uma trintena de locais diferentes, até conseguir deslindar o crime e deter o criminoso. Ou será que é uma criminosa?

A dinâmica de Vice City Blues, e apesar do uso do motor de Quivira, distingue-se claramente deste último jogo. Ao invés de um mapa, no qual se vão descobrindo os diversos locais de interesse, como acontecia em Quivira, tudo aqui se desenrola de forma um pouco mais linear e muito mais aparentada com as aventuras gráficas point & click. De notar que existe, no canto inferior direito, a pontuação obtida e a máxima, sendo este um importante indicador daquilo que avançámos na aventura e se estamos mais próximos ou mais longe de atingir o objectivo final. Enquanto que algumas acções são fundamentais para se poder avançar na história, outras são facultativas. E isso mesmo iremos perceber quando passamos de dia (existem três dias e um epílogo), e nos é fornecida a pontuação obtida até ao momento.
 

Se antes experimentaram Quivira, não vão ter grandes problemas em entrar neste novo jogo, pois tudo vai ser muito mais intuitivo. Em cada cenário, movemos um cursor que vai revelando os pontos de interesse ou que poderão ser alvo de alguma acção da nossa parte. Por vezes apenas dá algum texto descritivo, mas fundamental para accionar outras opções. Além disso, por vezes teremos que ir insistindo numa determinada acção. Por exemplo, falarmos com certa pessoa apenas uma vez, poderá não ser o suficiente para se poder avançar. Será assim sempre bom ir insistindo, mesmo que isso implique repetir alguns comandos, pois novos momentos ou acções poderão ser desencadeados. Além disso, para se poder avançar para o cenário seguinte, é obrigatório que tenhamos resolvido tudo no cenário presente.
 
Uma outra novidade em Vice City Blues é a presença de dois quebra-cabeças. Quando chegamos a essa parte, teremos que utilizar intensamente as nossas capacidades lógicas, para se poder resolver o puzzle. E é bom termos papel e caneta à frente, pois pelo menos num deles, irá facilitar muito a busca da solução.

De resto, o jogo flui de forma muito lógica e natural e tem uma grande capacidade viciante. Claro que depois de o termos terminado, tão cedo a ele não voltaremos, mas isso é uma inevitabilidade deste tipo de jogos. Certamente irá estar no GOTY 2026, o que é inteiramente justo, diga-se.

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