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quarta-feira, 14 de maio de 2025

Bomb


Hoje é o dia dos jogos em BASIC. Vem isso a propósito do interessantíssimo jogo que Radastan acabou de lançar no itch.io e que não conhecíamos (apesar de ser de 1992), e que recria o célebre Columns. 

Para quem não conhece o jogo no qual Bomb se inspira, o objectivo é  juntar peças semelhantes verticalmente. Sempre que se juntam duas, essas peças desaparecem, permitindo aumentar a pontuação e a proximidade do final do nível. Mas à medida que vamos passando de nível, a velocidade com que as peças caem aumenta, e o tabuleiro reduz-se, pois vão se juntando linhas no final. Além disso, é necessário cuidado no local onde se colocam as peças, pois ao contrário de Tetris, o tabuleiro não está equiparado exactamente à dimensão das peças. Quer isso dizer que pode acontecer ficar espaços em branco, sem se conseguir encaixar qualquer peça. É uma dificuldade extra, seguramente propositado por parte do programador.

Para nos ajudar, por vezes as peças têm o formato de uma bomba, que fazem aquilo que se espera delas, ou seja, rebenta outras peças, libertando um pouco mais o tabuleiro.

Venham aqui descarregar este engraçado jogo, caso ainda não o tenham, fazendo uma pequena doação (aconselhado). E não se esqueçam que o Concurso BASIC 2025 patrocinado pelo próprio Radastan ainda está a decorrer até 31 de Outubro.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

Mini Stocks


Nome: Mini Stocks
Editora: NA
Autor: Angelo Bagassi
Ano de lançamento: 1992
Género: Estratégia / Simulador
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 / 128K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Em breve

Não é todos os dias que fazemos reviews de jogos ou programas que ainda são MIAs ("Missing in "Action) e que não sejam Portugueses. Mas a história por trás de Mini Stocks atraiu-nos e resolvemos dar-lhe uma espreitadela. 

Deixamos previamente algumas notas. Em primeiro lugar, a versão que testámos deriva de uma disquete lida através do MGT Plus D. O conteúdo da disquete parecia ter alguns dados em falta, mas conseguimos criar um .z80 funcional. Assim, esta versão que analisámos pode não reflectir exactamente as versões que em breve irão estar disponíveis na Spectrum Computing. O próprio Steven Brown tem esta raríssima edição em cassete, que entretanto já preservou (neste momento ainda não a vimos), e poderá ter algumas funcionalidades diferentes, pelo menos no acesso à base de dados que faz parte do jogo.

Em segundo lugar, a cassete com o programa com esta simulação da Bolsa de Valores apenas foi vendida por correio, numa altura em que o ZX Spectrum já definhava. Assim, muito poucas cópias deverão ter sobrevivido, aumentando o carácter de preciosidade deste programa agora recuperado.

Por fim, o seu autor vendia e distribuía o programa de acordo com o computador do comprador. Quer isso dizer que existem várias versões. A que testámos foi a versão para o Sinclair +2, não funcionando nos outros modelos. Também esta é mais uma razão para aguardarmos ansiosamente para ver a versão preservada por Steven Brown.

Mini Stocks reflecte exactamente o dia-a-dia das sessões das Bolsas de Valores. Avisa-se já que quem não tiver gosto por esta temática, não irá apreciar devidamente o programa. Irá achá-lo lento (sem dúvida que é, talvez um pouco mais lento do que seria aconselhável), e monótono (isto é apenas uma questão de perspectiva). No entanto, os amantes do género, irão adorar o jogo. Curioso ainda que já este ano tivemos um novo programa a simular a Bolsa (ver aqui), prova de que este tema desperta interesse junto da comunidade.

A nossa gestão na compra e venda de stocks é toda feita essencialmente através de três menus. Talvez se pudesse colocar tudo num único menu, diminuindo o tempo a seleccionar opções, mas iria quase de certeza estragar a harmonia estética do conjunto, e este é um dos seus pontos fortes.  Sim, porque graficamente, e apesar do programa conter maioritariamente texto, à semelhança de programas do género (gestão), contém alguns ecrãs bem conseguidos e a tornar o programa bastante atractivo, pelo menos mais do que aquilo a que estamos habituados, em especial os que apareceram com esta temática no período 1982-1985 (existem vários). 

Em termos de opções possíveis de serem seleccionadas, são as esperadas num programa com estas características. Assim, podemos comprar e vender acções, consultar o nosso portfolio, ver a evolução do mercado, ter acesso a novidades sobre as empresas, ver as empresas que mais subiram e desceram durante a sessão, assim como um resumo da nossa semana na bolsa, com os ganhos (ou perdas), ligar ao nosso agente (broker), que nos dá úteis conselhos, ligar ao banco a pedir ou reembolsar o dinheiro emprestado, além de gravar os dados e recomeçar o jogo. Existe ainda uma tecla que permite correr as cortinas na janela do menu (letra "B"), mas não percebemos bem para que serve isso, além da vertente estética.

A primeira opção passa mesmo por ligar ao banco e conseguir-se fundos para depois investir na bolsa. É que começamos como pés-rapados, só após ganharmos algum em acções podemos devolver o dinheiro ao banco e começar a investir com fundos próprios. O objectivo, como já se esperava, é ganhar dinheiro. Afinal de contas, ninguém quer perder dinheiro, muito menos ter o triste fim de todos aqueles do famoso crash da bolsa de 1929, a célebre Quinta-Feira Negra.

Assim, este é um jogo para se perder algum tempo e explorar todas as hipóteses (uma pena não termos as instruções). A jogabilidade poderia ser um pouco melhor, é verdade, mas é preciso ver que estamos perante um programador, possivelmente auto-didacta da programação em BASIC, num período em que o ZX Spectrum já estava mais que ultrapassado. Só por isso, o seu esforço é imensamente valorizado.

quarta-feira, 24 de abril de 2024

Três aventuras de Pedro


Não somos apologistas de que se deve mexer nos antigos jogos, a não ser quando se fazem alterações de monta (e se tenha a autorização dos autores, evidentemente). Muitas vezes, o que fazem é apenas acrescentar uma música ou pequenas modificações relevantes, mas não é o caso deste novo trabalho da dupla Slider e Tiboh.

Pegaram então em três jogos lançados pela Ultrasoft em 1992/93, Pedro na Ostrove Pirátov, Pedro v Krajine Pyramid e Pedro v Strašidelnom Zámku, e além de traduzirem para Inglês (graças a Pavero), permitindo a todos aqueles que não dominam o Checo possam avançar nestas aventuras, mas também corrigiram alguns bugs, mudaram as teclas (temos possibilidade de as redefinir), acrescentaram as sempre populares "batotas", e como se não fosse pouco, ainda criaram um menu contemplando os três jogos.

Podem vir aqui descarregar este trabalho, os jogos, que não conhecemos, parecem ser interessantes.

sábado, 4 de novembro de 2023

Blam! no itch.io


Ainda se recordm de Blam!, um interessante shoot'em'up recuperado por Michael Bruhn em Junho de 2018 (ver aqui) e que inclusive teve direito a uma pequena review (ver aqui).

Pois o seu autor agora disponibilizou o jogo na plataforma itch.io, podendo aqui ser descarregado. Se não o viram na altura, é agora uma boa oportunidade de ficarem com este jogo.

terça-feira, 13 de junho de 2023

DJ Puff Remastered


Depois de termos tido em Abril uma nova versão de DJ Puff (DJ Puff MOD), temos agora uma nova versão que limpa alguma das arestas que constavam na versão original de 1992, fazendo ainda alguns melhoramentos à versão mais recente de Ralf.

Os seus autores são os bem conhecidos Tiboh e Slider, que tantas versões "remixadas" e melhoradas nos têm trazido dos clássicos do ZX Spectrum. Ainda não tivemos oportunidade de experimentar esta versão em toda a sua plenitude, mas os principais melhoramentos são:

  • Bugs corrigidos
  • Segunda "AY-Music" durante o jogo
  • Adicional "AY-Music" do Commodore durante o jogo
  • Adicionado joystick Kempston e Sinclair
  • Nova configuração pré-definida de teclas: QAOP+Space, H - Pausa, E (durante modo pausa) - Sair
  • Além disso, o jogo contém o "cheat mode" do autor: carregar "F" no menu inicial, depois "H" durante o jogo e, no modo pausa, carregar "E" para passar ao nível seguinte.
Digam lá que com todos estes melhoramentos, esta nova versão não é um luxo...

Poderão aqui descarregar a nova versão, os nosso agradecimentos a Slider e a Tiboh por todo o trabalho que tiveram.

sábado, 15 de abril de 2023

DJ Puff MOD


Depois dos MOD de Dizzy, coube agora a vez a DJ Puff, um jogo lançado num período já muito tardio da primeira época dourada do ZX Spectrum (1992), e, talvez por isso, tenha algumas deficiências. O scroll era mau, a jogabilidade fraca, mas, acima de tudo, a confusão gráfica fazia com que o jogo ficasse tremendamente confuso. Mas agora, o bem conhecido Ralf (pelo menos para quem utiliza a Spectrum Computing), deu-lhe nova roupagem. E o jogo ganhou e muito com isso, quase parecendo novinho em folha.

Assim, as principais alterações foram:

  • Os gráficos foram ajustados
  • Foram resolvidos os bugs que faziam com que o jogo fosse abaixo
  • O sistema de colisão é agora mais generoso, tornado o jogo mais justo (e divertido)
  • Número de vidas subiu para 9
  • Foi acrescentado um pequeno texto no final

Estivemos a jogar ambas as versões e parece a noite do dia. Só pelos novo grafismo vale a pena experimentar. Realmente, tivesse o jogo sido lançado com estas melhorias, e teria feito muito mais sucesso (pelo menos ao nível das reviews, já que em 1992 havia poucas pessoas a terem o foco no ZX Spectrum.

Claro que o jogo continua a ser bastante difícil, sendo necessário um grande nível de memorização dos níveis para sabermos onde aterrarmos ou quando deveremos disparar contra os inimigos. Mas agora já é um exercício muito mais justo e compensatório. E digam lá que os novos gráficos não ficaram um mimo, por vezes fazendo lembrar Tokimal?

Convidamos assim os nossos leitores a darem uma nova oportunidade a este jogo, podendo ser descarregado no canal do Modern ZX-Spectrum Gaming (aqui).

sábado, 18 de fevereiro de 2023

Turbo The Tortoise 30th Anniversary Edition


Nome: Turbo The Tortoise 30th Anniversary Edition
Editora: Hi-Tec Software (versão 1992)
Autor: Dave Thompson, Jarrod Bentley, Dennis Mulliner, GoodBoy (MOD) e Tiiboh (MOD)
Ano de lançamento: 1992 / 2023
Género: Plataformas
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Memória: 128 K
Número de jogadores: 1
Link para descarga: Aqui

Turbo the Tortoise saiu em 1992, numa altura em que o ZX Spectrum já definhava e apenas editoras como a Hi-Tec Software ou a Code Masters continuavam a lançar jogos com alguma regularidade para esse computador. E mesmo esta última já tinha dado o canto do cisne com Crystal Kingdom Dizzy, ficando a Hi-Tec como das poucas resistentes, mas também não por muito mais tempo. No entanto, ainda foi a tempo de lançar um dos seus melhores jogos, Turbo the Tortoise, e caso tivesse surgido uns anos antes, poderia ter criado uma nova saga, quem sabe tão famosa como Dizzy.

Estamos aqui perante um platformer puro, entrando directamente no campeonato de Mario Bros., muito embora o personagem principal seja neste jogo uma tartaruga. Esta, ao longo de seis níveis, que nem são assim tão longos, tem que ir ultrapassando os diversos obstáculos e inimigos que vão aparecendo pelo caminho para, no final de cada nível, defrontar um big boss. O sucesso parecia estar garantido, até porque em 1992, o ZX Spectrum era quase exclusivo de um público muito juvenil que herdou os computadores dos seus irmãos, e além da temática infantil e cartoonesca, o grau de dificuldade era muito pouco elevado, sendo o ideal para a pequenada.


Aliado a um grafismo interessante, Turbo the Tortoise valia-se também pela imensa jogabilidade e capacidade viciante. De facto, era um delírio colocar a tartaruga aos saltos, em especial sobre a cabeça dos inimigos, pois era forma muito prática de os eliminar, evitando gastar as munições, que não abundavam, apesar de haver recargas em todos os níveis.

Os níveis são seis, conforme já referimos, e esta versão de 2023 mantém-se tal e qual como no original. Passamos assim pela zona da pré-história, idade do gelo, Egípcia, medieval, século 20 e futuro. A novidade é que agora, sempre que iniciamos cada nível, Jarrod Bentley presenteou-nos com um atractivo ecrã de introdução (assim como quando se termina o jogo, naquilo que era uma das pechas do original e que não condizia nada com o restante grafismo).


Outra das novidades a nível gráfico, além do ecrã de carregamento, tem a ver com o painel com a pontuação, vidas e energia disponível. Originalmente estava localizado no topo do ecrã, passando agora para a parte de baixo. Para nós é um pouco indiferente, no entanto, presumimos que possa ser do gosto dos jogadores. De qualquer forma, quem não goste desta mudança, tem sempre a possibilidade de jogar a versão de 2022, ainda com o painel na parte de cima.

Turbo the Tortoise 30th Anniversary Edition é então um jogo muito simples, despretensioso, que mais não pretende do que permitir-nos passar alguns momentos de lazer, sem termos que pensar muito. Como está muito bem implementado e as capacidades adictivas permanecem intactas, é agora uma boa oportunidade para se voltar a este jogo. Caso não o conheçam, não é cedo nem é tarde, é o momento ideal para o experimentarem. Temos a certeza que não se irão arrepender.

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Turbo The Tortoise 30th Anniversary Edition (2023 version)


Em Dezembro do ano passado, Jarrod Bentley tinha-nos agraciado com o maravilhoso Turbo the Tortoise 30th Anniversary Edition (ver aqui). Agora, GoodBoy e Tiiboh, com a ajuda de Jarrod, que criou novos ecrãs, lançam a versão 2023, contemplando algumas melhorias, logo a começar pela brutal música AY de abertura, inspirada na versão do Commodore 64.

Mas contempla ainda outras importantes modificações, que melhoram em muito a jogabilidade de Turbo the Tortoise (que já era muito boa, por sinal). Assim, o painel que se encontrava na parte superior do ecrã, passa agora para a parte inferior.

Além disso, foram contemplados novos ecrãs, nomeadamente aqueles que se encontram entre níveis. Temos assim redobrados motivos de interesse para pegar em Turbo the Tortoise, um plataformer de excelência, que apenas não teve mais reconhecimento por ter surgido num período já tardio do ZX Spectrum, mas que ganha novo colorido com esta versão MOD feita pelo programador original.

Podem aqui descarregar esta nova versão e deixar os vossos comentário sobre o jogo. Estamos certos que o programador os irá ler.

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Turbo the Tortoise 30th Anniversary Edition

Não é um clássico, mas quase. Por ter aparecido numa época já tardia do ZX Spectrum, não teve o devido reconhecimento na altura. Mas agora que Turbo the Tortoise fez a bonita idade de 30 anos, teve direito a uma nova versão, com novos apontamentos gráficos e um novo ecrã de carregamento, baseado na capa original da cassete.

O responsável por esta edição comemorativa foi o nosso bem conhecido BiNMaN (Jarrod Bentley), que de resto fazia parte da equipa inicial que desenvolveu este jogo e que ainda recentemente nos tinha trazido Tournament Arkanoid.

Assim, e ao contrário do que tem aparecido por ai, com MODs atrás de MODs, por vezes a desvirtuarem o lançamento original, aqui estamos perante uma nova versão deste jogo, feita pelo próprio criador original. Por isso, se não conhecem Turbo the Tortoise, é uma boa oportunidade para o descobrir, se já conhecem, revisitem-no, pois é excelente. Para isso basta vir aqui descarregá-lo.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Goblin Mountain (MOD)


Ainda antes de ter melhorado Formula One, Nuno Pinto já dava cartas nessas lides. Assim, em 1992 pegou num RPG que tinha sido lançado pela Sinclair User em 1987, e deu-lhe uma nova roupagem. Inclusive utilizou gráficos de Firelord, Atic Atac, Tarzan Goes Ape, tendo ainda usado a font de Hero Quest. Comparem, por exemplo, a versão original e a nova versão, e digam lá se as melhorias não são fantásticas? À esquerda a versão de 1987, à direita a de 1992.


Quem gosta de RPG e aventuras e não conhece Goblin Mountain, seguramente que terá que vir descarregar o programa rapidamente. Para os restantes, será uma boa oportunidade de entrarem no género, e logo com um jogo de grande qualidade. Além de que vão comprovar o que um pouco de engenho e muito talento (nacional) conseguem fazer.

Podem aqui descarregar a versão original, assim como a nova versão de Goblin Mountain e esperem por mais novidades do Nuno Pinto em breve.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Championship Soccer e Championship 6-a-side Soccer


O blogue russo Pixel Perfeito, que seguimos assiduamente, conseguiu desencantar dois jogos que nunca tinham sido lançados, ambos colocando-nos no papel de um treinador de futebol.

Mark James Hardisti é o seu autor e segundo o mesmo foram feitos em Basic dada a sua inépcia para programar em código máquina. De qualquer forma, parece-nos que os jogos, mesmo não tendo a qualidade de um Football Director ou de um Football Manager, são bastante simples e interessantes. Sendo em Basic, contem com os inevitáveis tempos de espera enquanto o computador faz os cálculos.

Podem aqui vir descarregá-los e conhecer um pouco a história envolvente, através da própria página de Mark Hardisti.

domingo, 6 de agosto de 2017

Cielo e Infierno


Cielo e Infierne é um jogo que foi começado em 1992 e que passados vinte e cinco anos vê finalmente a luz do dia. Típica aventura de texto criada através do PAW e inspirada pela Divina Comédia, é composta por duas partes, tendo sido preservada graças ao trabalho de Ignacio Prini.

Para já apenas a primeira está completa e, pela amostra, vemos que o seu programador, Dario, investiu bastante tempo na criação de textos e de um ambiente que levasse para o universo das obras de Dante. Os textos estão exclusivamente em castelhano, pelo que quem não domine essa língua (como é o nosso caso), terá algumas dificuldades em entrar no jogo.

Fica aqui a curiosidade para quem quiser descarregar, mas lembrem-se que a segunda parte, para já, não está funcional.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Komando 2


Nome: Komando 2
Editora: Ultrasoft
Autor: Microtech Systems, DSA Computer Graphics
Ano de lançamento: 1992 / 2016
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Kempston Mouse
Número de jogadores: 1

Qualquer semelhança de Komando 2, também conhecido como Commando 2, com o clássico jogo da Elite, Commando, é pura coincidência. Ou talvez não, pois o que aqui temos é um clone eslovaco puro e duro deste último. E falamos agora dele, pois foi alvo de recente tradução para inglês, se bem que num shooter não fosse impeditivo de ser jogado por quem não domina a língua nativa do programador.

E o objectivo é também igual ao jogo da Elite, pois assumimos aqui o papel de um comando que tem que entrar no território inimigo e libertar os prisioneiros. Para isso tem que disparar contra tudo o que se mexa, e também alguns objectos inanimados, como casernas ou torres de observação que, no entanto, albergam soldados inimigos.

Diga-se já que o jogo está bem implementado, com gráficos razoáveis, a fazer lembrar necessariamente Commando, ou até Rambo. Mas o grau de dificuldade é bastante inferior. Por um lado podemos tocar nos nossos inimigos que não perdemos uma vida. Por outro, o grau de inteligência destes é bastante baixo, pois a maioria das vezes disparam pouco e para onde estão voltados. É caso para dizer que são pesados física e intelectualmente.


Assim, para quem conhece os já referidos Commando e Rambo não irá ter com este jogo qualquer surpresa. E só por isso, pelo seu baixo grau de originalidade, de dificuldade, e também de diversidade, que Komando 2 não leva uma classificação maior. No entanto, para quem se der ao trabalho de o carregar, não dará o tempo por mal empregue.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

A Yankee in Iraq


Nome: A Yankee in Iraq
Editora: NA
Autor:  Ast_A_Moore
Ano de lançamento: 2016
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston,  Interface Two
Número de jogadores: 1

Nem tudo o que é feito actualmente na cena homebrew tem qualidade e ao contrário de Sam Mallard, cujo jogo foi analisado há muito pouco tempo, este A Yankee in Iraq tem muito poucos motivos de interesse. A começar na própria história associada, que remete para um guerra no mínimo controversa e que envergonha muita gente.

O nosso objectivo é bombardear um palácio, que presume-se, seja iraquiano. Ao mesmo tempo tentamos eliminar um avião que se vai passeando pelo ecrã de um lado para outro. Mas, apesar de supostamente esta ser uma versão melhorada de um jogo de 1992 (nem queremos imaginar o original), tudo aqui é péssimo. Os gráficos não têm ponta por onde se pegue, a rapidez (ou será lentidão) uma lástima, não admirando, uma vez que está programado em Basic e os comandos nem sequer respondem atempadamente.

Um verdadeiro pavor e cujo autor faria melhor se se tivesse esquecido deste jogo.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Manic Mower - 24th Anniversary edition


Nome: Manic Mower - 24th Anniversary edition
Editora: NA
Autor: Balford
Ano de lançamento: 1992 (re-release em 2016)
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

Há quase 30 anos atrás a revista Your Sinclair lançou um dos maiores hoaxs da história do Spectrum, anunciando Advanced Lawnmower Simulator como a oitava maravilha do mundo. Mas o programa não era mais que uma brincadeira dos editores da revista (a YS também gozava com a Code Masters e com as inúmeras simulações "brilhantes" que lançava), que inclusive teve o estatuto de Megagame, e que consistia apenas num cortador de relva a mover-se ao longo do ecrã. Mas a brincadeira foi bem recebida e deu origem a muitas versões, a maior parte com o nome Mower pelo meio. Foi o caso de Manic Mower, editado em 1992 pela Sinclair User e que apresentava já mais que uma simples brincadeira, sendo agora lançada a versão comemorativa dos 24 anos do jogo, acrescentando-lhe música.

O objectivo de Manic Mower é o de cortar todos os pedaços de relva de cada cenário, mas tendo o cuidado de evitar os muitos obstáculos, alguns móveis, e também de não deixar terminar a gasolina. No entanto, a partir do momento em que o cortador de relva é posto a funcionar, é impossível trava-lo, pelo que são exigidos reflexos rápidos para conseguirmos terminar o cenário. E à medida que vamos avançando de nível, o número de obstáculos vai crescendo, aumentando o grau de dificuldade. Apenas temos uma vida, pelo que convém tomar muito cuidado por onde andamos.


Os gráficos são básicos, assim, como o som, mas Manic Mower tem uma boa jogabilidade, pese embora nem sempre se conseguir alterar a rota do cortador de relva a tempo. Mas isto tem mais a ver com a nossa inépcia do que propriamente com algum defeito do jogo. No entanto, este é bastante monótono, pois pouco mais temos que fazer do que mover o cortador de um lado para outro, e ao final de alguns níveis rapidamente perdemos o interesse.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

The Prayer of the Warrior


Nome: The Prayer of the Warrior
Editora: Zigurat Software
Autor: Restos Software
Ano de lançamento: Nunca foi lançado (1992) / 2016
Género: Aventura
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Interface Two
Número de jogadores: 1

Este jogo tem uma particularidade engraçada: nunca foi editado em suporte físico nem lançado comercialmente, apesar de ter sido criado em 1992. provavelmente porque nessa altura os jogos para o Spectrum já não tinham a rentabilidade de antes. E é uma pena, porque no meio dos milhares de jogos que os nuestros hermanos metiam cá para fora, uma boa percentagem não passava da mediania. O que não é o caso deste jogo, razão pela qual, 24 anos depois, vai finalmente (e merecidamente), ter lançamento oficial.

Assim, The Prayer of the Warrior é um misto de jogo de aventura com plataformas (conceito muito parecido com o excelente Castlevania). Na pele do nosso herói, começamos no bosque de Aqueron, onde, munidos de um machado, temos que ir percorrendo os vários cenários, recolhendo os vasos que vamos encontrando pelo caminho e encontrando o coração de Nordim, para derrotar no final do nível um enorme dragão. Só então poderemos avançar para a segunda parte do jogo, e, que como é habitual nos jogos vindos de Espanha, apenas ficará acessível depois de colocarmos a password dada quando completamos esta primeira parte.

Na segunda parte teremos que encontrar 4 amuletos ao longo de um labiríntico santuário. Parte da acção desenrola-se nas catacumbas, pelo que teremos também que ir encontrando algumas tochas para iluminar o caminho, pois como seria de esperar as catacumbas estão às escuras. Só então poderemos tentar derrotar no duelo final Arihman e sermos bem-sucedidos.


Os gráficos são excelentes, criando uma atmosfera lúgubre e fazendo esquecer a quase inexistência de som (a pouca memória do Spectrum não dava para tudo). A acção desenrola-se a um bom ritmo e o jogo é simplesmente viciante. Felizmente que teremos agora oportunidade de adquirir uma cópia física de The Prayer of the Warrior.

sábado, 2 de abril de 2016

Wacky Races


Nome: Wacky Races
Editora: Hi-Tec Software
Autor: PAL Developments
Ano de lançamento: 1992
Género: Acção
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Interface Two
Número de jogadores: 1

A Hi-Tec Software foi responsável por lançar para os 8 bits uma série de licenças dos cartoons da Hanna-Barbera, com alguns deles a sair da mediania, como é o caso deste Wacky Races, que em Portugal foi imortalizado como "A Corrida Mais Louca do Mundo". Nesta corrida, na série original, dez corredores tentavam chegar em primeiro lugar, sendo que uma das parelhas, Dick e Muttley (quem não se lembra do riso sarcástico deste diabólico cão?), recorria a toda uma panóplia de truques ilegais para afastar os outros concorrentes do caminho. Mas davam-se sempre mal, pois nunca conseguiam chegar em primeiro. E é precisamente esta parelha que nós conduzimos neste jogo, ao longo de 6 níveis constituídos por duas partes cada.

Na primeira parte tomamos conta do Dick e da sua máquina do mal, e, ao longo do caminho, constituído por uma série de obstáculos e diversas plataformas, e competindo contra mais 3 concorrentes, temos que atingir a meta nos dois primeiros lugares. Na segunda parte assumimos a pele do Muttley e temos que chegar ao fim do percurso dentro do tempo limite, dando cabeçadas no maior número possível de icons, para ganharmos pontos. Se a primeira parte é um jogo puro de arcade, a segunda assemelha-se muito mais a um jogo de plataformas.


E esta variedade ao longo dos níveis é precisamente um dos seus pontos fortes, se bem que a corrida na máquina do mal seja mais feliz que a segunda parte, que se torna um pouco monótona.

Os gráficos, como é habitual na Hi-Tec Software, são tipo cartoon e extremamente apelativos, assim como o som. A velocidade com que conduzimos a máquina do mal é quase estonteante e são necessários reflexos muito rápidos para conseguirmos evitar os obstáculos. Tudo isso contribuí para um dos melhores jogos desta editora e que apenas peca por ter aparecido já no ocaso do Spectrum e, por essa razão, pouca visibilidade ter tido.