Nome: Go-Go BunnyGun
Editora: Ionian Games
Autor: Joefish
Ano de lançamento: 2026
Género: Shoot'em'up
Teclas: Redefiníveis
Joystick: Kempston, Sinclair
Número de jogadores: 1
Memória: 48K
Link para descarga: Aqui
Joefish é um velho conhecido da comunidade, que tem como cartão de visita os excelentes Buzzsaw, The Haunting of Waterbelle End ou Roger the Pangolin in 2020 Knurled Tour, entre inúmeros outros pequenos programas, além das excelsas contribuições para o magazine Woot! (por falar nisso, Dave, teremos novo número em 2026?).
Por outro lado, Go-Go BunnyGun há muito tempo que estava a marinar. Começou muito bem, depois esteve bastante tempo parado, e nos últimos meses Joefish resolveu terminar o jogo. E em boa hora o fez, pois há muito tempo que não tínhamos um shoot'em'up tão bom. E sem desprestigiar motores como o S.E.U.D., que permitem fazer trabalhos bastante meritórios, mas um jogo criado de raiz é outra coisa, nem que seja pelo feeling old-school que transmite.
Por outro lado, se dissermos que o jogo corre apenas em 48K, sem necessidade de multiload, se calhar não vão acreditar. Mas é verdade, podem ir buscar o vosso velhinho ZX Spectrum rubber key, e irão ver que Go-Go BunnyGun carrega em toda a sua glória. Apenas num momento detectámos um decréscimo de velocidade, e foi nos níveis finais quando estavam muitos inimigos no ecrã, o que se compreende perfeitamente. De resto, o jogo corre sempre sobre rodas. Ou melhor, voa montado numa pequena nave, pois é ai que as nossas heroínas (são três diferentes), pertencentes à Frith Column, avançam, para dizimar as muitas vagas de inimigos pertencentes à raça Elil-Hrair que vão aparecendo em ondas sucessivas.
Com um jogo deste calibre, o autor também se esmerou na história, dando mais cor às personagens cartoonescas que o compõem.
O Início
Atacaram sem aviso. Sem ameaça, sem preparação, mas com uma força terrível. Muito para além do espaço conhecido, ninguém acreditava que a Expansão Hraka pudesse suportar qualquer tipo de vida, dilacerada que estava pelo cisalhamento gravitacional de estrelas colapsadas e bombardeada pela radiação dos pulsares. Mas a vida ali presumia, da mesma forma, que nada poderia existir fora da sua extensão.
Quando as nossas primeiras sondas revelaram a sua existência, a resposta não foi de curiosidade, nem de boas-vindas. Foi de hostilidade declarada. Nada poderia existir fora do seu reino, pelo que nada poderia ser permitido existir.
As suas forças Elil-Hrair varreram os nossos sistemas externos, destruindo tudo à sua passagem, até que finalmente descobriram a localização do nosso Planeta Natal Primordial, a própria Terra. E então vieram.
Aviso a todas as forças sob o comando da Direção Terra-Prime:
RECUEM!
Repito:
RECUEM todas as unidades de defesa e sistemas automatizados. NÃO ENFRENTEM as forças que se aproximam.
O Presidente do Conselho de Administração concordou em submeter a nossa rendição completa e incondicional às forças que se aproximam, conhecidas como Elil-Hrair da Expansão Hraka. Esta é a única forma de minimizarmos a perda de vidas e de bens e de garantirmos a nossa sobrevivência.
Todas as forças devem recuar imediatamente.
Serão todas?
Espera, o que é este indicador? Malditas BunnyGuns.
[AVISO: INTERFERÊNCIA QUÂNTICA DETECTADA. TRANSMISSÃO SUJEITA A CORRUPÇÃO]
DESIS#AM, repito D#SISTAM. NÃ# SE ENVOLVA#.
D######M, N#O ##SIS###. D###STAM. ### ## ENVOLVAM.
########, NÃO ########. DESISTAM. ### ## ENVOLVAM.
Quem diria então que a salvação da Terra estava nas mão de três coelhinhas, não as de uma popular revista da nossa adolescência, mas as de uma força de elite, com uma capacidade bélica portentosa e a fazer lembrar alguns jogos famosos de scroll horizontal, como Dominator ou Darius+. Aliás, é neste último que o grafismo se parece inspirar, com uma tão grande profusão de cores e explosões estrondosas, a respingar pixeis por todo o lado.
Os cenários e o grafismo são assim, sem qualquer dúvida, um dos pontos fortes deste jogo. Mas isso não serviria de grande coisa, se depois a fluidez fosse soluçante. E é aqui que Go-Go BunnyGun ganha pontos à maior parte da concorrência. Os movimentos das nossas coelhinhas, mesmo com tantos inimigos em simultâneo no ecrã, quase sempre apresentam uma graciosidade exemplar. Os comandos são altamente responsivos, e quando carregamos na tecla de disparo, é garantia que o tiro sai no momento e local que dele se espera.
Mas além disso, o jogo apresenta pormenores deliciosos e que apenas iremos apreciar na totalidade quando dominarmos todas as mecânicas. O mais importante a reter é a forma como podemos mudar de coelhinha, sabendo que cada uma delas tem capacidades diferentes. Assim, se apanharmos um ícone colorido (aparecem quando disparamos contra uns objectos com propulsores), mudamos de piloto. Se a cor for vermelha, assumimos o corpinho de Amy, cor magenta, Heidi, e cor amarela, Miya. Se apanharmos outro ícone da mesma cor, o poder de fogo aumenta substancialmente.
Vejamos as características e poderes de cada uma:
- Amy - Disparo frontal multidirecional, disparo triplo reverso (tipo "Bunny-Butt-Shot").
- Heidi - Tem um animal de estimação, Hoon, que circula em redor, fornecendo um poderoso escudo
- Miya - Os seus dois ursinhos de peluche munidos de Death Enhancement Field (KEF), fornecem poder de fogo frontal adicional.
Notem ainda que mantendo a tecla de disparo premida, consoante a coelhinha que controlamos, acrescenta algumas capacidades adicionais.
Go-Go BunnyGun apresenta ainda dois modos de jogo, um normal, outro difícil, e uma capacidade viciante muito acima do habitual no género. Podemos dizer que tem todo o potencial para se tornar um clássico e se não leva nota máxima em Planeta Sinclair, apenas porque os seis níveis são um pouco curtos. Perante isso, propomos a Joefish o seguinte desafio: que tal fazer uma versão para 128K, com níveis adicionais e, quem sabe, uma versão física como nos tempos de R-Type e companhia?





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