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quinta-feira, 26 de setembro de 2024

Space Hopper


Space Hopper é um mini jogo que teve como objectivo demonstrar as funcionalidades do motor Platform Game Designer, lançado em 2005 pela Cronosoft. Apesar deste motor ser relativamente simples de funcionar, mesmo por quem não está familiarizado com linguagens de programação, o facto é que apenas deu origem a dezena e meia de jogos, talvez por não ser gratuito e a comunidade não ter acesso tão fácil como acontece com outros motores, alguns até do mesmo autor (Jonathan Cauldwell).

Por enquanto o motor não tem distribuição livre, mas é agora possível experimentar o jogo que o acompanhava, que apesar de muito simples, é bastante divertido e a merecer uma chamada de atenção. Quem sabe, incentive a comunidade a criar mais jogos com o PGD.

Poderão vir aqui descarregar este jogo, em breve partilhado na Spectrum Computing.

sábado, 12 de maio de 2018

Bizarre!


Nome: Bizarre
Editora: BaSe1 PrOdUcTiOnZ
Autor: the DrUnKeN mAsTeR
Ano de lançamento: 2005
Género: Plataformas
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
memória: 128 K
Número de jogadores: 1

Jet Set Willy foi talvez o jogo que mais clones para o Spectrum originou, ultrapassando mesmo o seu irmão Manic Miner ou Dizzy. E de entre as muitas dezenas de clones, há um que pela sua bizarria sobressai. Bizarre! é o seu nome, como não podia deixar de ser.

Quem conhece o original (haverá quem não o conheça?) sabe o que aqui vai encontrar. Comandamos o mineiro Willy à cata de quase uma centena de objectos e que logo no terceiro ecrã perde o chapéu, sendo esta apenas uma das muito coisas estranhas que aqui vamos encontrar. Aliás, o começo do jogo dá logo o mote, pois começamos numa espécie de tapete rolante do qual não podemos escapar e que ao longo de vários ecrãs, qual deles o mais estranho, nos obriga a entrar numa ainda mais estranha floresta, onde nem tudo o que parece, é...


E se pensam que a partir daí a coisa normaliza, estão muito bem enganados. Apesar do sistema de jogo ser semelhante a Jet Set Willy, isto é, saltar e evitar todos os obstáculos e inimigos com que nos deparamos, apanhando todos os objetos ao nosso alcance, as semelhanças ficam-se por aqui. É que o seu autor, the DrUnKeN mAsTeR, que tal como o nome indica não deveria estar muito sóbrio, resolveu complicar a coisa, colocando passagens secretas, portas que só se abrem após se apanhar certos objecto ou chaves, muitos tapetes rolantes, entre outras alucinações.

Os objectos e os inimigos também remetem para outros jogos famosos do Spectrum. Desde o já referido Dizzy, até Chuckie Egg. Mas tudo isto contribui para tentarmos levar Bizarre! até ao fim, nem que seja para ver o que se segue.


Utilizando este jogo o motor de Jet Set Willy, não é de espantar que a jogabilidade seja muito boa, ao nível do original. Os gráficos também remetem para este, mas com um toque muito próprio e bem humorado, contribuindo para tornar Bizarre! de facto bizarro. Aliás, basta chegarem ao ecrã final para perceberem do que estamos a falar.

Assim, para quem é fã do mineiro Willy não deve perder de forma alguma este clone, se não o melhor, pelo menos o mais original. Para os restantes, experimentem, pois pode ser que se venham a apaixonar por esta série.

sábado, 6 de maio de 2017

Harry the Magical


Nome: Harry the Magical
Editora: C.M. Gilles
Autor: C.M. Gilles
Ano de lançamento: 2005
Género: Aventura
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Número de jogadores: 1

Harry the Magical é um obscuro jogo alemão inspirado na saga do Harry Potter e que deu origem a duas sequelas (igualmente obscuras). Aliás, neste jogo tudo é muito esotérico, a começar pelas instruções, que apenas dizem que temos que encontrar 2 amigos do personagem, h e r, passando pelo ecrã de abertura, que incluí uma opção para redefinir as teclas, mas que não funciona, ao próprio desenrolar da acção, em que nos limitamos a deambular pelos cenários sem fazermos a mínima ideia de onde queremos ir.

Supostamente teremos que correr um cenário meio medieval e fantástico à procura dos nossos amigos, tendo o jogo algumas semelhanças com Wanderers, de Sam Style, mas apenas na ideia, pois em tudo o resto fica a perder relativamente a esse.


Tudo aqui é mau e é um verdadeiro tormento tentarmos perceber o que temos a fazer. O scroll é terrível, com longas pausas entre cenários, os gráficos monótonos, o som inexistente, e tudo isto contribui para uma experiência nada satisfatória e que de modo algum incentiva a pegar nas sequelas, que, consta, são tão más como este jogo. Carregá-lo é pura perda de tempo.