quinta-feira, 20 de junho de 2019

Being Left Is Not Right


Nome: Being Left Is Not Right
Editora: NA
Autor: Carlos Pérezgrín
Ano de lançamento: 2019
Género: Acção
Teclas: Não redefiníveis
Joystick: Não
Memória: 48 / 128 K
Número de jogadores: 1 ou 2

Depois de duas semanas e meia de férias onde andámos a meio gás, estamos agora em condições de fazer a análise completa dos novos jogos que saíram em Junho. O nosso colega Mário Viegas já tinha dado conta da saída de Being Left Is Not Right, referindo o enorme mérito de Carlos Pérezgrín, que conseguiu através do Arcade Game Designer criar um jogo bastante inovador, permitindo até, no limite, dois jogadores em simultâneo, um controlando a nave (com as teclas "WASD"), outro controlando o astronauta (teclas "OPSpace"). Um pouco aquilo que já acontecia em Irmãos Feijoca, de Dave Hughes (Bean Brothers, no original).

A história é que não é assim tão original, mas para o caso também pouco importa. Assim, 15 amigos nossos foram abandonados em 15 diferentes mundos, todos hostis. Cabe a nós o seu regaste, para isso sendo necessário cumprir os objectivos de cada um dos mundos, correspondentes aos diferentes níveis. Estes passam por destruir um certo número de inimigos (a nave tem poder de fogo), apanhar um certo número de objectos (com o astronauta), fazer com que a nave chegue até ao astronauta sem tocar nas paredes do cenário ou simplesmente sobreviver durante algum tempo sem ser abalroado pelos inimigos.


Até aqui nada de novo, como já se percebeu, mas a grande novidade reside então na mecânica de jogo. Assim, na maior parte dos níveis, o cenário encontra-se dividido em dois, um no qual se encontra (e controla) a nave (normalmente do lado esquerdo), outro destinado ao astronauta (lado direito). E o principal problema é que, como diz o ditado, temos que ter um olho no burro e outro no cigano. Se apenas estamos com atenção à nave, corremos o risco do astronauta, no mínimo não lutar para alcançar os seus objectivos. Se apenas estivermos de olho no astronauta, muito provavelmente a nave será abalroada por um inimigo. O segredo está em estar com atenção a ambos os lados do cenário, mas acima de tudo conseguirmos controlar a nave e o astronauta em simultâneo com ambas as mãos. Isso ou convidar um parceiro para assumir uma das partes, facilitando a tarefa.

Mas mesmo com dois jogadores a tarefa é árdua, em especial nos níveis em que a nave tem que alcançar o astronauta sem tocar no cenário, requerendo uma precisão de movimentos que leva ao desespero. Seria preferível um exercício um pouco menos difícil, mas apenas nestes níveis, já que os restantes, no nosso entender, têm um grau de dificuldade perfeitamente ajustado. Por outro lado, o último nível parece-nos demasiado fácil, tendo em conta todas as dificuldades que enfrentámos até lá chegar.


De resto, quem conhece os jogos criados com o AGD irá aqui ter tudo a que já está habituado, com gráficos funcionais, e uma melodia, no modo 128K, que se torna repetitiva ao final de algum tempo, mas com o movimento dos sprites muito fluidos, o que já é uma imagem de marca da ferramenta utilizada para criar Being Left Is Not Right. Obviamente que dominar o sistema de controlo da nave e astronauta em simultâneo requer muita prática, e por certo haverá muitos a desistirem antes de conseguirem bater a bota com a perdigota. No entanto, aconselha-se alguma dose de paciência e perseverança, pois parece-nos que depois de uma primeira fase de alguma desorientação, as coisas vão ao sítio e os níveis começam a ser ultrapassados com maior ou menor dificuldade.

Deixamos ainda um sugestão final para o programador: parece-nos que seria aconselhado que cada novo nível apenas se iniciasse após pressionarmos uma tecla. Isto daria tempo para conseguirmos ler atempadamente os objectivos desse cenários. De qualquer forma parece-nos que Being Left Is Not Right tem mérito suficiente para que todos lhe dêem, pelo menos, uma espreitadela.

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